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Murilo Ferreira será o presidente da Vale.Executivo que comandou a Inco substituirá Agnelli. Lobão diz que empresa terá que contribuir mais para o país

Murilo Ferreira será o presidente da Vale

Fonte: Danielle Nogueira e Mônica Tavares – O Globo

Executivo que comandou a Inco substituirá Agnelli. Lobão diz que empresa terá que contribuir mais para o país

RIO e BRASÍLIA. Murilo Ferreira, de 58 anos, ex-presidente da mineradora canadense Inco, subsidiária da Vale, foi escolhido para ser o novo presidente da mineradora brasileira, da qual já foi diretor. A decisão foi tomada ontem à noite em reunião de acionistas da Valepar, holding que controla a companhia, e ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Vale. Ele deve assumir em 22 de maio. A informação foi confirmada à noite em fato relevante divulgado pela Vale ao mercado.

O executivo foi escolhido a partir de uma lista tríplice, da qual constavam também os nomes de dois diretores da Vale: Tito Martins, de Operações de Metais Básicos e presidente da Inco, e José Carlos Martins, de Marketing, Vendas e Estratégia.

Ferreira ingressou na Vale em 1977 como técnico em economia e finanças e, em 1998, tornou- se diretor da Aluvale. Foi diretor de Participações e Desenvolvimento de Negócios da empresa e presidiu a Inco, subsidiária canadense da Vale, entre 2007 e 2008. Ele atuou como sócio da Studio Investimentos, uma gestora de recursos especializada no mercado de ações, fundada juntamente com Gabriel Stoliar, outro ex-executivo da Vale. O executivo também comandou a Albrás, empresa produtora de alumínio que tinha a Vale como sócia. Na época, aproximou-se da então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff.

Executivo é simpático a investir em Belo Monte
Pela manhã, representantes da Litel – fundo que detém 49% da Valepar – escolheram a consultoria internacional CT Partners para elaborar a lista tríplice da qual saiu o nome do substituto de Agnelli, horas depois.

Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, havia afirmado que a Vale deveria colaborar mais com o projeto brasileiro de desenvolvimento. Por isso, disse, o governo vem insistindo para que a mineradora invista mais no beneficiamento de minério de ferro.

– A produção de aço aqui é conveniente, é necessária ao povo brasileiro, à sociedade. Portanto, a Vale, que é uma empresa brasileira da qual nós temos todo o orgulho, precisa contribuir mais fortemente com desenvolvimento do país – disse.

Lobão evitou criticar Agnelli e considerou a substituição do presidente da Vale um processo natural: – Acredito que o própio Agnelli se esforçava neste sentido (unidade de aço), mas ele está lá há quase dez anos, ele tem um contrato. A saída não deve ser um episódio considerado anormal, porque não é anormal. É um profissional da maior categoria, cumpriu bem o seu papel.

Apesar de afirmar que existem vários interessados em entrar como sócios da hidrelétrica de Belo Monte – Alcoa, as empresas de Eike Batista e a Votorantim – no lugar do grupo Bertin, Lobão afirmou que a maior empresa privada do Brasil é hoje a favorita na disputa: – A Vale está mais avançada, poderá ser ela.

Ferreira comandou a Albrás, produtora de alumínio e, em 2004, defendeu o interesse pelo projeto de Belo Monte. No comando da Vale, ele poderá liderar a entrada da mineradora na usina no lugar de Bertin. A Vale tinha 51% da Albrás, mas vendeu sua fatia para a norueguesa Norsk Hydro em 2010.

Dança das cadeiras também na diretoria e no Conselho
A dança das cadeiras na Vale vai além do assento da presidência. Dos sete diretores, Carla Grasso, à frente da diretoria executiva de Recursos Humanos e Serviços Corporativos, deve deixar a empresa. Ex-mulher de Paulo Renato de Souza, ministro de Educação de Fernando Henrique, ela lidera o time tucano na mineradora. Ingressou na Vale logo após a privatização e, em 2001, chegou à diretoria pelas mãos de Agnelli.

O Conselho de Administração da Vale também passará por mudanças. O mandato de todos os seus 11 membros – quatro indicados pela Previ, dois pelo Bradesco, dois pela Mitsui, um pelo BNDES, um por acionistas minoritários e um por empregados da Vale – expira dia 30 deste mês. Ao menos três serão substituídos: Jorge Luiz Pacheco e Sandro Marcondes, da cota da Previ, cederão lugar para Nelson Barbosa (secretário executivo do Ministério da Fazenda) e Robson Rocha (atual presidente do conselho deliberativo da Previ). O representante dos empregados, Eduardo Pinto (Sindicato dos Ferroviários de PA, MA e TO), será substituído por Paulo Soares (Sindicato de Itabira).

 

Destino selado:Bradesco cede à pressão do governo, decretando saída de Roger Agnelli da Vale

Destino selado

Fonte: Gerson Camarotti – O Globo

Bradesco cede à pressão do governo, decretando saída de Roger Agnelli da Vale

BRASÍLIA e RIO O Bradesco cedeu à “pressão massacrante” do Palácio do Planalto – expressão usada por um de seus dirigentes – e decidiu apoiar a destituição de Roger Agnelli do comando da Vale, maior empresa privada do Brasil. A decisão, antecipada pelo colunista do GLOBO Ancelmo Gois em seu blog, foi tomada ontem durante reunião em São Paulo entre o presidente do Conselho de Administração do banco, Lázaro Brandão, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Ricardo Flores. Eles representam os três maiores acionistas da empresa: União (por intermédio da BNDESPar), Bradesco e fundos de pensão.

Oficialmente, nem a Vale nem o governo nem os acionistas se manifestaram ontem sobre o assunto.

Pelo acordo de acionistas da Vale, são necessários 75% dos votos para eleger ou destituir o presidente da empresa. O governo e os fundos patrocinados por estatais detêm 61,51% da holding que a controla a companhia (Valepar). Já o Bradesco tem 21,21%, daí sua importância na decisão de não reconduzir Agnelli à presidência após o fim de seu mandato, em 21 de maio.

Agnelli, há dez anos à frente da Vale, vinha sofrendo há um ano e meio um bombardeio do governo, descontente com seu alinhamento tímido ao plano estratégico de desenvolvimento desenhado pelo Palácio do Planalto, que previa mais investimentos no beneficiamento do minério de ferro. O desfecho não foi confirmado oficialmente, mas tanto o próprio Agnelli quanto Brandão conversaram ontem com interlocutores a respeito da decisão.

Ainda não foi fechado um nome para substituir o executivo, mas ele deverá ser escolhido nos quadros da própria empresa. Segundo fontes ligadas ao Conselho de Administração da Vale, presidido por Flores, o diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia, José Carlos Martins, é um dos principais candidatos ao cargo. Ele está na mineradora desde 2004. Também está no páreo o diretor de Operações e Metais Básicos da empresa desde 2006, Tito Botelho Martins.

Aécio: ‘garras’ do PT no setor privado
A reunião de ontem foi a segunda entre Mantega e Brandão em uma semana. O ministro da Fazenda foi designado interlocutor do governo pela presidente Dilma Rousseff e começou imediatamente as articulações para a troca de comando na Vale. O vazamento da informação do primeiro encontro, dia 18, causou mal estar no Planalto e deixou Dilma insatisfeita com a condução do processo por Mantega.

Mas, como o prazo era exíguo, diante da proximidade da assembleia de acionistas, no dia 19 de abril, ele continuou à frente das negociações.

No Palácio do Planalto e no PT, houve discreta comemoração com a informação de que Roger Agnelli deixará o comando da Vale. Preocupado em não passar a imagem de ingerência política, porém, o governo evitou comentar o tema publicamente. A ordem no Planalto foi de cautela. Mas um ministro comentou que a saída dele “não chegava a ser uma novidade”.

Nos bastidores, integrantes do comando do Bradesco classificaram de “pressão massacrante” o esforço do Planalto para tirar Agnelli do cargo.

Diante disso, o banco decidiu não entrar em confronto. Para um interlocutor, o próprio Agnelli não escondeu ontem à tarde sua irritação, principalmente pela forma que estava saindo da Vale. Num desabafo, demonstrou preocupação com a repercussão internacional da ingerência política para forçar sua saída.

A oposição avisou que vai querer ouvir Mantega. Foi aprovado um convite para o ministro da Fazenda falar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e outro na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou o que classificou de “aparelhamento do PT no setor privado”:

– Surpreende a forma desastrosa como a substituição foi feita na Vale. Não contente com o aparelhamento do setor público, o PT lança as suas garras no setor privado. Isso passou de todos os limites do respeito ao país e impõe um retrocesso enorme à modernização da economia brasileira. Vamos querer ouvir o ministro da Fazenda sobre esse péssimo exemplo ao mundo. É preciso explicar uma ação tão violenta, desprezando a assembleia dos acionistas. A partir de agora, quem assumir a Vale sabe que terá que se curvar aos interesses do governo.

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), também criticou: – A operação Roger Agnelli é temerária. Na hora em que o Estado exige a saída de um gestor laureado é de ficar absolutamente perplexo com o que está para acontecer.

– Concordo que a mudança no comando de uma empresa privada é algo normal. Mas o que tem que pesar nessa decisão são os resultados e se a empresa estava bem administrada. Mas houve interferências políticas. Por isso, tudo fica muito suspeito. Não dá para administrar a Vale como o governo administra hoje a Petrobras – acrescentou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

‘Interesse dos majoritários’
O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), minimizou: – Acho normal a substituição na Vale. Essa mudança era de interesse dos acionistas majoritários.

Agnelli mobilizou esta semana a oposição para tentar apoio político e permanecer na Vale. Aécio, Agripino e Guerra subiram à tribuna e criticaram a interferência do governo. O executivo fez o mesmo na empresa. Na quarta-feira, os diretores da mineradora ameaçaram entregar coletivamente os cargos caso a manobra para tirar Agnelli prosperasse. Alguns funcionários também manifestaram apoio ao executivo, vestindo camisas pretas.

Ciente de que tratava-se de uma estratégia para minar a legitimidade para tratar do assunto que o governo considera ter, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, veio a público e disse que a Vale não era jurisdição do Planalto. Foi, porém, apenas um recuo estratégico, pois as conversas com o Bradesco já estavam adiantadas.

Ontem de manhã, Agnelli divulgou nota em que negava manobras políticas: “O que tenho feito nos últimos dias é o mesmo que fiz ao longo de toda a minha carreira: trabalhar. Não tenho envolvimento com qualquer questão política relativa a este assunto”.

 

Governador Anastasia autoriza projeto para implementar gasoduto no Vale do Rio Doce

Governador Antonio Anastasia autoriza elaboração de projeto para implantação de gasoduto no Vale do Rio Doce

Fonte: Coligação Somos Minas Gerais

Com investimentos de R$ 150 milhões, gasoduto permitirá aumento da oferta de energia para desenvolvimento econômico e social de Governador Valadares e região

O governador Antonio Anastasia atendeu duas reivindicações históricas da região do Vale do Rio Doce. Durante visita a Governador Valadares, neste domingo (18/07), ele autorizou a elaboração do projeto básico para a extensão do gasoduto do Vale do Aço, entre o município e Belo Oriente. O ramal terá 80 km de extensão e demandará investimentos de cerca de R$ 150 milhões.

O gasoduto ampliará a oferta de energia para atender projetos de empresas privadas, contribuindo para melhoria da infraestrutura e o desenvolvimento econômico e social da região.

Outra importante conquista para o município foi a autorização para iniciar o processo de licitação das obras de pavimentação do acesso à penitenciária Nova Floresta – localizada no entroncamento da BR-381, no Distrito de Nova Floresta. A obra faz parte do programa Caminhos de Minas e está estimada em R$ 17,65 milhões. O governador ainda participou do encerramento da 41ª Exposição Agropecuária (Expoagro), no Parque de Exposições José Tavares Pereira.

“O Governo de Minas, ao longo dos últimos oito anos, tem se esforçado para melhorar a infraestrutura de Governador Valadares. Já implantamos projeto como o programa Travessia, Poupança Jovem, além de importantes investimentos na área de segurança. Com o gasoduto, vamos ter disponibilidade para atrair mais empresas para o município”, afirmou Antonio Anastasia.

Governo Aécio Neves apoia extensão de gasoduto até Governador Valadares

A extensão do gasoduto de Belo Oriente, no Vale do Aço, até Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, foi o principal compromisso assumido pelo Governo Aécio Neves por meio da fala do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, durante o “Encontro para avaliação de investimentos no Vale do Rio Doce”, realizado nesta quinta-feira (12), na sede Regional da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em Governador Valadares.

Sergio Barroso explicou à prefeita Elisa Costa e a lideranças políticas, empresariais, parlamentares, entidades da sociedade civil e instituições públicas da região, que participaram do evento, que, pessoalmente, fará gestões junto à diretoria da Vale (antiga Companhia Vale do Rio Doce) para que transforme suas locomotivas que transitam pela região em máquinas movidas a gás. “Apenas essas locomotivas demandariam um consumo superior a 200 mil metros cúbicos diários, o que viabilizaria a extensão do gasoduto, que somados a mais cerca de 40 a 50 mil metros cúbicos/dia de gás, demanda atual da cidade, já justificaria em 100% a extensão do gasoduto”, destacou. Lembrou que a oferta de gás natural é parte dos projetos estruturadores do Governo Aécio Neves, inserido no “Programa Gestão Estratégica dos Recursos e Ações do Estado”.

Estudos da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) já identificaram que o gasoduto necessita investimento de cerca de R$ 150 milhões, o que exigiria uma demanda mínima de 500 mil metros cúbicos diários. No entanto, o secretário de Desenvolvimento Econômico garantiu que, dentro da perspectiva do Governo Aécio Neves de priorizar o desenvolvimento social e sustentável, não medirá esforços para viabilizar a reivindicação da prefeita de Governador Valadares que, com o evento, deu o pontapé inicial.

Os representantes da região reafirmaram a importância do gasoduto para a indução do desenvolvimento regional, considerado fundamental para atração de novas indústrias para Governador Valadares e para a expansão das indústrias já existentes. “Sem o gasoduto, poderá ser desestimulada a expansão industrial e ocorrer evasão de empresas da região, em busca de energia mais barata”, destacou Elisa Costa.

A prefeita garantiu que estudos detalhados de custos operacionais por quilômetro linear da tubulação entre Belo Oriente e Governador Valadares demonstra que a topografia do trecho favorece a obra. Por isso, segundo ela, “a cidade considera inaceitável a finalização das obras do gasoduto em Belo Oriente, pois esse fato implica na perda de oportunidade e desestímulo para a economia regional”.

O encontro foi promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento, com o objetivo de apresentar propostas de atividades econômicas em parceria com o Governo de Minas para implementar o desenvolvimento regional. O que segundo a prefeita Elisa Costa, “só acontecerá com a atração de um grande investimento de capital, capaz de impactar não só o município, mas toda a região”.

Além de Barroso, a Sede esteve representada no encontro pelos subsecretários de Indústria e Comércio, Marilena Chaves; de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética, Paulo Sérgio Ribeiro; e de Assuntos Internacionais, Luiz Antônio Athayde. Também participaram do Encontro para Avaliação de Investimentos no Vale do Rio Doce, o presidente do Indi, Eduardo Lery, e o diretor Athos Avelino; o diretor do BDMG, Fernando Lage; e o diretor da Gasmig, Décio Abreu.

Desenvolvimento Regional

A prefeita Elisa Costa destacou que o Vale do Rio Doce precisa de uma base de crescimento econômico dinâmico, ou seja, produtividade, agregação de valor e expansão do emprego e renda. “A realidade local e regional somente será modificada se o processo de mudança for assumido pelo conjunto das lideranças e se houver um projeto estruturante que contribua para devolver o dinamismo econômico”, acrescentou.

Mais uma vez, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico ofereceu para que o Governo Estadual seja parceiro daquela microrregião na busca de um projeto estruturante para o desenvolvimento local e regional. Convidou Elisa Costa e lideranças municipais para uma reunião nos próximos dias, em Belo Horizonte, quando delinearão as prioridades dos projetos e será iniciado um trabalho conjunto sobre o funcionamento de Arranjos Produtivos Locais (APLs).

O Vale do Rio Doce tem potencial para desenvolver APLs de gemas, confecções, estudo de potencialidade da fruticultura, estudo de prospecção mineral, pólo processador de rochas ornamentais, polo cerâmico – beneficiador e fatiador de granito.

Reconheceu que outra reivindicação, a implantação do Instituto Regional de Desenvolvimento Integrado, tendo como modelo o Indi, que oferece infraestrutura e capacidade técnica para elaboração de grandes projetos de desenvolvimento, poderá ser uma iniciativa de grande importância, mas que isto não impede o início da execução de projetos urgentes, que serão assessorados pelo órgão.

Sergio Barroso lembrou que, além de Governador Valadares ser a maior cidade da região, distante pouco mais de 300 Km de Belo Horizonte, já conta com um sistema de ensino superior representativo e em pleno crescimento, além de completa infraestrutura de energia, comunicação e transporte, especialmente, logística da Vale. Além do mais, acrescentou, a região tem disponibilidade de terras e oferece potencialidades para a construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas, expansão do parque de mineração, de siderurgia e de celulose.

Novo Grupo

O secretário esclareceu que o Governo de Minas continua em negociação com a Aracruz Celulose, que em função da crise internacional no ano passado foi obrigada a adiar seu investimento de R$ 8,6 bilhões, para implantação de duas unidades industriais, para fabricação de celulose branqueada de eucalipto, além da aquisição de terras para plantio de eucalipto e áreas para preservação ambiental.

Anunciou que a Sede está em contato com o Grupo Suzano, do mesmo setor, que tem interesse de investir em Minas Gerais e que pode ser uma alternativa de investimento para Governador Valadares.

Investimentos na região

Além dos investimentos públicos e privados da ordem de R$ 16,19 bilhões já programados para a região do Vale do Rio Doce para o período 2003-2010, o secretário Sérgio Barroso chamou a atenção para a preocupação do Governo de Minas em atrair novos investimentos e elevar os níveis de produtividade. “É preciso lembrar que estamos trabalhando para ampliar os investimentos voltados para o crescimento das exportações, visando ao aproveitamento dos nichos de mercado no exterior. No caso de Governador Valadares, não mediremos esforços para a modernização e competitividade do segmento industrial de gemas e jóias”, disse.

Governador Valadares respondeu por 25,3% das exportações de pedras preciosas e semipreciosas de Minas Gerais. É um dos principais exportadores – 22,5% das exportações – de demais pedras e metais preciosos do Estado. Em 2008, o município exportou US$ 24,03 milhões, valor 26,43% maior do que o exportado em 2007 (US$ 19 milhões). Setenta e cinco empresas do município realizaram exportações no período. Dessas apenas três exportaram entre US$ 1milhão e 10 milhões, as demais venderam até US$ 1 milhão.

Entre janeiro e setembro de 2009, município exportou US$ 13,82 milhões, valor 29,75% menor que o verificado em igual período de 2008 (US$ 19,69 milhões). Valor equivale a 0,1% do total exportado por Minas Gerais. Dentre os principais produtos exportados pelo município, destacam-se: pedras preciosas, semipreciosas e ferro fundido. Em conjunto, estes produtos representaram mais de 94,3% do total exportado. Os principais destinos das exportações de Governador Valadares são Estados Unidos, Coréia do Sul, Hong Kong, China e Alemanha.