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Governo Aécio Neves apoia extensão de gasoduto até Governador Valadares

A extensão do gasoduto de Belo Oriente, no Vale do Aço, até Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, foi o principal compromisso assumido pelo Governo Aécio Neves por meio da fala do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, durante o “Encontro para avaliação de investimentos no Vale do Rio Doce”, realizado nesta quinta-feira (12), na sede Regional da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), em Governador Valadares.

Sergio Barroso explicou à prefeita Elisa Costa e a lideranças políticas, empresariais, parlamentares, entidades da sociedade civil e instituições públicas da região, que participaram do evento, que, pessoalmente, fará gestões junto à diretoria da Vale (antiga Companhia Vale do Rio Doce) para que transforme suas locomotivas que transitam pela região em máquinas movidas a gás. “Apenas essas locomotivas demandariam um consumo superior a 200 mil metros cúbicos diários, o que viabilizaria a extensão do gasoduto, que somados a mais cerca de 40 a 50 mil metros cúbicos/dia de gás, demanda atual da cidade, já justificaria em 100% a extensão do gasoduto”, destacou. Lembrou que a oferta de gás natural é parte dos projetos estruturadores do Governo Aécio Neves, inserido no “Programa Gestão Estratégica dos Recursos e Ações do Estado”.

Estudos da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) já identificaram que o gasoduto necessita investimento de cerca de R$ 150 milhões, o que exigiria uma demanda mínima de 500 mil metros cúbicos diários. No entanto, o secretário de Desenvolvimento Econômico garantiu que, dentro da perspectiva do Governo Aécio Neves de priorizar o desenvolvimento social e sustentável, não medirá esforços para viabilizar a reivindicação da prefeita de Governador Valadares que, com o evento, deu o pontapé inicial.

Os representantes da região reafirmaram a importância do gasoduto para a indução do desenvolvimento regional, considerado fundamental para atração de novas indústrias para Governador Valadares e para a expansão das indústrias já existentes. “Sem o gasoduto, poderá ser desestimulada a expansão industrial e ocorrer evasão de empresas da região, em busca de energia mais barata”, destacou Elisa Costa.

A prefeita garantiu que estudos detalhados de custos operacionais por quilômetro linear da tubulação entre Belo Oriente e Governador Valadares demonstra que a topografia do trecho favorece a obra. Por isso, segundo ela, “a cidade considera inaceitável a finalização das obras do gasoduto em Belo Oriente, pois esse fato implica na perda de oportunidade e desestímulo para a economia regional”.

O encontro foi promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento, com o objetivo de apresentar propostas de atividades econômicas em parceria com o Governo de Minas para implementar o desenvolvimento regional. O que segundo a prefeita Elisa Costa, “só acontecerá com a atração de um grande investimento de capital, capaz de impactar não só o município, mas toda a região”.

Além de Barroso, a Sede esteve representada no encontro pelos subsecretários de Indústria e Comércio, Marilena Chaves; de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética, Paulo Sérgio Ribeiro; e de Assuntos Internacionais, Luiz Antônio Athayde. Também participaram do Encontro para Avaliação de Investimentos no Vale do Rio Doce, o presidente do Indi, Eduardo Lery, e o diretor Athos Avelino; o diretor do BDMG, Fernando Lage; e o diretor da Gasmig, Décio Abreu.

Desenvolvimento Regional

A prefeita Elisa Costa destacou que o Vale do Rio Doce precisa de uma base de crescimento econômico dinâmico, ou seja, produtividade, agregação de valor e expansão do emprego e renda. “A realidade local e regional somente será modificada se o processo de mudança for assumido pelo conjunto das lideranças e se houver um projeto estruturante que contribua para devolver o dinamismo econômico”, acrescentou.

Mais uma vez, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico ofereceu para que o Governo Estadual seja parceiro daquela microrregião na busca de um projeto estruturante para o desenvolvimento local e regional. Convidou Elisa Costa e lideranças municipais para uma reunião nos próximos dias, em Belo Horizonte, quando delinearão as prioridades dos projetos e será iniciado um trabalho conjunto sobre o funcionamento de Arranjos Produtivos Locais (APLs).

O Vale do Rio Doce tem potencial para desenvolver APLs de gemas, confecções, estudo de potencialidade da fruticultura, estudo de prospecção mineral, pólo processador de rochas ornamentais, polo cerâmico – beneficiador e fatiador de granito.

Reconheceu que outra reivindicação, a implantação do Instituto Regional de Desenvolvimento Integrado, tendo como modelo o Indi, que oferece infraestrutura e capacidade técnica para elaboração de grandes projetos de desenvolvimento, poderá ser uma iniciativa de grande importância, mas que isto não impede o início da execução de projetos urgentes, que serão assessorados pelo órgão.

Sergio Barroso lembrou que, além de Governador Valadares ser a maior cidade da região, distante pouco mais de 300 Km de Belo Horizonte, já conta com um sistema de ensino superior representativo e em pleno crescimento, além de completa infraestrutura de energia, comunicação e transporte, especialmente, logística da Vale. Além do mais, acrescentou, a região tem disponibilidade de terras e oferece potencialidades para a construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas, expansão do parque de mineração, de siderurgia e de celulose.

Novo Grupo

O secretário esclareceu que o Governo de Minas continua em negociação com a Aracruz Celulose, que em função da crise internacional no ano passado foi obrigada a adiar seu investimento de R$ 8,6 bilhões, para implantação de duas unidades industriais, para fabricação de celulose branqueada de eucalipto, além da aquisição de terras para plantio de eucalipto e áreas para preservação ambiental.

Anunciou que a Sede está em contato com o Grupo Suzano, do mesmo setor, que tem interesse de investir em Minas Gerais e que pode ser uma alternativa de investimento para Governador Valadares.

Investimentos na região

Além dos investimentos públicos e privados da ordem de R$ 16,19 bilhões já programados para a região do Vale do Rio Doce para o período 2003-2010, o secretário Sérgio Barroso chamou a atenção para a preocupação do Governo de Minas em atrair novos investimentos e elevar os níveis de produtividade. “É preciso lembrar que estamos trabalhando para ampliar os investimentos voltados para o crescimento das exportações, visando ao aproveitamento dos nichos de mercado no exterior. No caso de Governador Valadares, não mediremos esforços para a modernização e competitividade do segmento industrial de gemas e jóias”, disse.

Governador Valadares respondeu por 25,3% das exportações de pedras preciosas e semipreciosas de Minas Gerais. É um dos principais exportadores – 22,5% das exportações – de demais pedras e metais preciosos do Estado. Em 2008, o município exportou US$ 24,03 milhões, valor 26,43% maior do que o exportado em 2007 (US$ 19 milhões). Setenta e cinco empresas do município realizaram exportações no período. Dessas apenas três exportaram entre US$ 1milhão e 10 milhões, as demais venderam até US$ 1 milhão.

Entre janeiro e setembro de 2009, município exportou US$ 13,82 milhões, valor 29,75% menor que o verificado em igual período de 2008 (US$ 19,69 milhões). Valor equivale a 0,1% do total exportado por Minas Gerais. Dentre os principais produtos exportados pelo município, destacam-se: pedras preciosas, semipreciosas e ferro fundido. Em conjunto, estes produtos representaram mais de 94,3% do total exportado. Os principais destinos das exportações de Governador Valadares são Estados Unidos, Coréia do Sul, Hong Kong, China e Alemanha.