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Anastasia amplia Programa Travessia para cidades de baixo IDH

Governo Anastasia: Programa Travessia destina R$ 3,4 milhões para 42 pequenas cidades do Rio Doce em 2013.

Governo Anastasia: Programa Travessia e gestão social

Fonte: Agência Minas

Vinte cidades do Rio Doce que já eram atendidas pela iniciativa, pactuaram novas ações

Quarenta e duas cidades do Rio Doce serão beneficiadas este ano pelo Programa Travessia, com investimentos da ordem de R$ 3,4 milhões. A adesão aconteceu nesta quinta-feira (7), em solenidade com o governador Antonio Anastasia. Em todo o Estado, 202 municípios das diversas regiões de Minas pactuaram ações no âmbito dos projetos Travessia Saúde, Travessia Educação, Travessia Renda, Travessia Social, Banco Travessia e Porta a Porta, com recursos do Tesouro Estadual de R$ 23 milhões. Na ocasião, foram assinados também documentos referentes ao projeto Com Licença, Vou à Luta – iniciativa parceira do Programa Travessia.

Vinte cidades do Rio Doce que já eram atendidas pela iniciativa, pactuaram novas ações. Os outros 22 municípios serão contemplados pelo programa pela primeira vez, por meio do projeto Porta a Porta, que representa o primeiro passo para o município receber as ações do Travessia. O projeto identifica as principais privações de cada localidade e, a partir do diagnóstico, o Estado direciona as políticas públicas necessárias.

Serão beneficiadas pelo Porta a Porta no Rio Doce as cidades de Alvarenga, Capitão Andrade, Central de Minas, Córrego Novo, Dores de Guanhães, Galiléia, Itabirinha, Joanésia, Mathias Lobato, Periquito, Piedade de Caratinga, Pingo d’Água, Pocrane, Sabinópolis, Santa Rita de Minas, Santa Rita do Itueto, São João Evangelista, São Pedro do Suaçuí, Sardoá, Sobrália, Tumiritinga e Virgolândia.

Já as cidades que pactuaram novas ações na região são: Açucena (Travessia Renda, Travessia Saúde, Com Licença, Vou à Luta, Educação para Jovens e Adultos), Campanário (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), Fernandes Tourinho (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), Frei Lagonegro (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), Gonzaga (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA), Imbé de Minas (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA), Marilac (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), Materlândia (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA), Mesquita (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA), Nacip Raydan (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), Peçanha (Travessia Renda, Travessia Social, Travessia Saúde, EJA), Pescador (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), São Felix de Minas (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA), São Geraldo da Piedade (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, Com Licença, Vou à Luta, EJA), São José da Safira (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), São José do Divino (Travessia Renda, Banco Travessia, Travessia Saúde, EJA), São José do Jacuri (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA), São Sebastião do Anta (Travessia Renda, Travessia Social, Travessia Saúde, EJA), São Sebastião do Maranhão (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA) e Vargem Alegre (Travessia Renda, Travessia Saúde, EJA).

Travessia para a inclusão social

O Programa Travessia, do Governo de Minas, tem como objetivo promover a inclusão social e produtiva da população em situação de pobreza e vulnerabilidade social por meio de articulação das politicas públicas. Desde 2011, utiliza o conceito de pobreza multidimensional, que considera as privações sociais nas dimensões da saúde, educação e padrão de vida. Atualmente, são beneficiados 132 municípios nas 10 regiões de planejamento. O Travessia iniciou suas atividades em 2008 e já beneficiou 239 municípios mineiros e mais de três milhões de pessoas, com um investimento superior a R$ 1 bilhão.

Gestão Anastasia: Deputado Bonifácio Mourão é o novo líder do Governo de Minas na Assembleia Legisltativa

O governador Antonio Anastasia encaminhou à Assembleia Legislativa mensagem indicando o parlamentar do PSDB para a função

O governador Antonio Anastasia encaminhou, nesta sexta-feira (23), à Assembleia Legislativa, mensagem indicando o deputado Bonifácio Mourão (PSDB) para a função de líder do Governo. Ele substitui o deputado Luiz Humberto (PSDB), que assumiu a função no início de 2011.

O primeiro contato do governador com o novo líder ocorreu durante os trabalhos da Constituinte de 1989, quando Anastasia assessorou Mourão, então relator da Constituição Mineira.

“Tenho a convicção de que o exercício da liderança do deputado Bonifácio Mourão, ao lado de seus ilustres pares, transmitirá a esse Parlamento o renovado respeito institucional do Governo, bem como evidenciará aos mineiros o compromisso do Poder Executivo com os mais elevados valores democráticos”, afirmou o governador na mensagem encaminhada ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Dinis Pinheiro.

Advogado formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, turma de 1967, Bonifácio Mourão é doutor em Direito pela mesma UFMG, tendo atuado na profissão até 1982, quando começou a carreira política como vice-prefeito de Governador Valadares. Foi prefeito em duas oportunidades daquela cidade do Vale do Rio Doce. No Executivo estadual, foi subsecretário de Desenvolvimento Social e de Obras Públicas.  Mourão é natural de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, e tem 71 anos.

Bonifácio Mourão, que já está na sua quinta legislatura, tornou, em seu primeiro mandato, relator da Constituinte Estadual em 1989. Foi nesse período que trabalhou com o governador Antonio Anastasia, então integrante do grupo de assessoria direta da relatoria, nascendo daí uma relação de confiança e respeito mútuo.

Como parlamentar, presidiu as comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública e Fiscalização Financeira e Orçamentária.  Mourão ocupava, atualmente, a liderança do Bloco Transparência e Resultado, composto por PSDB, PHS, PPS, PR, PRP, PRTB, PSD, PT DO B e PTB.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/deputado-bonifacio-mourao-e-o-novo-lider-do-governo-de-minas-na-assembleia-legisltativa/

Gestão Anastasia: governo de Minas lança Núcleo de Interiorização da Cultura em Pouso Alegre

Haverá também encontro de secretários municipais e gestores culturais do Sul e Centro-Oeste do Estado

A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) dá continuidade ao processo de descentralização e regionalização das políticas públicas para a área cultural e lança, nesta quinta-feira (15), seu terceiro Núcleo de Interiorização, desta vez, no município de Pouso Alegre, no Sul de Minas. Com âmbito de atuação no Sul e Centro-Oeste de Minas, o Núcleo de Interiorização funcionará como uma representação física da secretaria, promovendo e qualificando a interlocução com os 211 municípios das duas macrorregiões e atendendo às demandas de artistas, produtores culturais e gestores públicos locais.

O Núcleo de Pouso Alegre atuará em diversas frentes, como no mapeamento das manifestações culturais regionais; no levantamento de demandas dos setores artístico e cultural; no suporte técnico a prefeitos, secretários municipais de Cultura e demais gestores públicos do segmento cultural; na divulgação das ações e serviços do Sistema Estadual de Cultura junto aos municípios; na proposição de parcerias entre poder público, agentes culturais e iniciativa privada; entre outras funções.

A secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, explica que os núcleos de Interiorização fazem parte de uma estratégia do Governo de Minas de promover o planejamento compartilhado das políticas culturais, por meio de uma metodologia sustentável. “Acreditamos que o investimento em Cultura é sinônimo de investimento em desenvolvimento em todos os sentidos: humano, social e econômico. Queremos ampliar o diálogo com os agentes culturais dos municípios para que possamos desenhar uma estratégia de fomento mais focada e sistematizada”, ressalta.

Em 2011, foram lançados os núcleos de interiorização de Araçuaí, que atende os municípios das macrorregiões Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri; e de São João del-Rei; com âmbito de atuação nas macrorregiões Central e Noroeste do Estado. Até o mês de abril, outros dois núcleos também serão inaugurados: em Governador Valadares, que atuará junto aos municípios das macrorregiões do Vale do Rio Doce e da Zona da Mata; e em Uberlândia, com foco nas macrorregiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba.

Atividades

O lançamento do Núcleo de Interiorização de Pouso Alegre terá início com a realização do I Encontro de Secretários Municipais de Cultura e Gestores Culturais das macrorregiões do Sul e Centro-Oeste do Estado, onde serão definidas as prioridades dos gestores culturais públicos e privados. Em seguida, será criado um plano de orientação para a seleção das prioridades e elaboração de um cronograma de trabalho. Todo o processo será acompanhado pela equipe da Superintendência de Interiorização da SEC que, ao final, apresentará uma análise de resultados aos municípios. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas por e-mail (interiorizacao@cultura.mg.gov.br) ou telefone (31- 3915-2688).

O encontro terá como objetivos: apresentar os serviços oferecidos pelo Sistema Estadual de Cultura, incentivar o intercâmbio cultural, ampliar a capilaridade no acesso às informações culturais e intensificar a rede de articuladores da cultura em Minas Gerais.

Posteriormente ao lançamento, serão realizados encontros periódicos de secretários municipais de Cultura e gestores culturais em cada região. O evento terá a finalidade de qualificar os gestores e entidades culturais públicas e privadas com informações sobre fomento, investimento cultural e relações com o mercado.

Programação – Inauguração do Núcleo de Pouso Alegre

1º dia

– 18h – Credenciamento

– 18h – Apresentação Artística Local (a definir)

– 19h – Abertura Oficial

Palestra: Sistema Estadual de Cultura

Eliane Parreiras- Secretária de Estado de Cultura

2º dia

– Das 9h às 10h

– Palestra: Interiorização da Cultura com Fátima Tropia- Sup. de Interiorização

– Das 10h às 12h – Trabalhos Práticos

– Divisão em grupos: Levantamento das demandas dos participantes

Evento: Lançamento do Núcleo de Interiorização de Pouso Alegre,

macrorregião Sul e Centro-Oeste do estado

Local: Sede da Fiemg, Rua Adolfo Olinto, 316 – Centro – Pouso Alegre

Data: dia 15 de março de 2012

Hora: 18h

 

Outras Informações: Superintendência de Interiorização

Fone: (31) 3915-2688 ou pelo e-mail interiorização@cultura.mg.gov.br

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: secretário Elmiro Nascimento vai a Guanhães discutir agricultura familiar

Secretário vai debater sobre as ações do Governo de Minas ligadas à agricultura familiar e o Programa Nacional de Alimentação Escolar

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento visita, nesta sexta-feira (9), a cidade de Guanhães, no Vale do Rio Doce, para debater sobre as ações do Governo de Minas ligadas à agricultura familiar e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O evento é uma promoção da Secretaria de Estado de Educação (SEE).

De acordo com a Lei Federal nº 11.947/09, 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) devem ser gastos com a compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar. Em 2011, o governo estadual criou a Subsecretaria de Agricultura Familiar para apoiar e promover o desenvolvimento sustentável deste setor e aumentar a participação de produtos da agricultura familiar na alimentação de alunos das escolas públicas municipais e estaduais.

O trabalho da Subsecretaria também envolve a assistência técnica fornecida pelos órgãos de extensão rural, a organização associativa para atender a demanda de forma regular, os cuidados com a qualidade e com os aspectos sanitários da produção, além da integração com os órgãos envolvidos (prefeituras, escolas, associações).

“A nossa prioridade é estimular o desenvolvimento econômico das comunidades para que os recursos fiquem no município, valorizando não só o pequeno produtor rural, mas os circuitos locais e regionais de produção de alimentos”, destaca o secretário Elmiro Nascimento.

O encontro contará com a participação de deputados, prefeitos e autoridades políticas dos municípios que abrangem a Superintendência Regional de Ensino de Guanhães, além de profissionais da educação e agricultores familiares da região.

Agricultura familiar em Minas

De acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE, a agricultura familiar mineira totaliza 79% dos estabelecimentos agropecuários do Estado, com 437 mil propriedades. Cerca de 15% do território de Minas é ocupado pela agricultura familiar.

Ainda conforme o IBGE, o segmento tem participação efetiva na produção dos principais produtos mineiros: leite (45%); milho (47%); café (32%); mandioca (84%); arroz em casca (44%), além de responder por 62% da geração de empregos no campo, empregando 1,2 milhão de trabalhadores.

Os agricultores familiares de Minas Gerais estão isentos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações para atender aos programas de aquisição de alimentos para entidades assistenciais e alimentação escolar. O benefício alcança produtores de biscoitos, bolos, pães, doces, temperos e rapadura caseiros e artesanais, entre outros.

Este ano, o Governo de Minas também regulamentou a lei que trata da habilitação sanitária específica para agroindústrias rurais de pequeno porte. O objetivo do Estado com as novas regras é melhorar a renda do agricultor familiar, sem abrir mão da qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor.

Com a nova lei, os empreendimentos podem sair da informalidade e ampliar o mercado para suas produções. Antes, as leis em vigor no país dificultavam a habilitação das pequenas agroindústrias. Aproximadamente 45 mil produtores que se dedicam à atividade serão beneficiados em Minas.

Serviço:

Encontro “Projeto Agricultura Familiar”

Data: 9 de março (sexta-feira)

Horário: 10h

Local: AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil) – rua Alcindo Pereira s/nº Centro – Guanhães (MG)

Fonte: Agência Minas

Governador Anastasia encontra-se com presidente mundial da Fiat e formaliza nova fábrica em Minas

Na Itália, o governador assinou acordo para a instalação de nova fábrica da Case New Holland, em Montes Claros. Empreendimento de R$ 600 mi irá gerar 2,7 mil empregos na região
Soraya Ursine/Imprensa MG
Antonio Anastasia, o presidente da Fiat Mundial, John Elkann, e o CEO da Fiat, Sergio Marchionne
Antonio Anastasia, o presidente da Fiat Mundial, John Elkann, e o CEO da Fiat, Sergio Marchionne

O governador Antonio Anastasia e o CEO da Fiat, Sergio Marchionne, assinaram, nesta segunda-feira (5), em Turim, na Itália, protocolo de intenções formalizando a parceria entre o Governo de Minas e a Case New Holland (CNH), garantindo a implantação de nova unidade da fábrica de máquinas de construção em Montes Claros, no Norte de Minas. Serão investidos R$ 600 milhões, entre 2012 e 2014, quando a unidade deverá entrar em operação, gerando cerca de 2,7 mil empregos, sendo 700 diretos e dois mil indiretos. O governador anunciou a instalação da fábrica durante visita ao município mineiro, no dia 29 de fevereiro.

Também assinaram o protocolo o presidente da Fiat Mundial, John Elkamn; o presidente da Fiat Chrysler para América Latina, Cledorvino Belini; o presidente da Case New Holland (CNH), Valentino Rizzioli e os secretários de Estado Dorothéa Werneck (Desenvolvimento Econômico) e Gil Pereira (Desenvolvimento dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e do Norte de Minas).

O governador expressou, durante pronunciamento, a importância da instalação da CNH em Montes Claros. “A Fiat está levando para o Norte de Minas o mesmo desenvolvimento que, há 35 anos, trouxe para o Estado e o país. Por isso, este investimento da CNH é muito importante. No Brasil, a Fiat é mineira”, disse.

Além da fábrica, a CNH espera reunir em Montes Claros um polo de fornecedores de peças e componentes, ocupando uma área total que deverá atingir 2 milhões de m². “A Fiat em Minas Gerais é nossa maior unidade. São 950 mil veículos produzidos ao ano em uma única planta. A CNH irá gerar novos empregos, mais desenvolvimento e terá um peso importante na economia local. O progresso de Minas Gerais e de sua gestão pública nos estimula a investir mais no Estado. Eu encorajo os empresários a investirem em Minas”, ressaltou Sergio Machionne.

A planta de Montes Claros será a segunda da CNH no Estado. Instalada em Contagem, a fábrica foi a primeira do Grupo Fiat no Brasil e produz, desde 1970, máquinas de construção. A unidade tem mais de 1.100 funcionários e fabrica equipamentos para a Case Construction e para a New Holland Construction. A empresa também mantém um campo de provas em Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Mais investimentos

O acordo faz parte da política do Governo do Estado para levar mais desenvolvimento e progresso ao Norte de Minas e aos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, regiões conhecidas como Grande Norte. A atração de novos investimentos, com a implantação de grandes empreendimentos no território mineiro, e a geração de empregos de qualidade são estratégias para reduzir as diferenças regionais no Estado.

“É reconhecido por todos que a indústria automobilística tem uma enorme capacidade de multiplicação, basta lembrar que, ao lado de uma fábrica, como é o caso da CNH, estarão instalados também os seus fornecedores, e isso significa mais investimentos e mais empregos. Esse novo investimento será uma mudança muito importante para o Norte de Minas”, explicou a secretária Dorothéa Werneck.

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), o Grande Norte e o Vale do Rio Doce são as regiões onde mais cresceram os investimentos privados nos últimos anos. Em 2011, foram anunciados R$ 792,97 milhões em investimentos, com geração de 7.610 empregos diretos e 19.800 empregos indiretos em quatro projetos nas áreas de alimentação e agronegócio, confecção, calçados e mineração.

O secretário de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, comemorou a formalização do acordo com a CNH. “Os investimentos da CNH significam o início da industrialização automobilística no Norte e isso vai agregar muito valor à nossa região. Já temos muitas universidades e um polo de biotecnologia. Montes Claros vai fazer parte, agora, do contexto não só de Minas Gerais e do Brasil, mas também do contexto mundial da indústria automobilística”, destacou.

Como partes deste processo de investimentos na região Norte, o Governo de Minas vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos projetos nas áreas de infraestrutura, ambiental, econômica e, especialmente, na área social, para minimizar as desigualdades e melhorar os indicadores de desenvolvimento humano.

Para alcançar este desenvolvimento, o Governo de Minas coloca em prática ações produtivas que geram trabalho e renda, alinhadas a projetos de redução do analfabetismo, aumentando a escolaridade de jovens e adultos; de combate à pobreza rural, à fome e desnutrição; de redução dos impactos da seca; de fortalecimento da agricultura familiar e de aumento do PIB regional por meio do desenvolvimento da produção local, além de promover a participação efetiva da sociedade civil organizada nos projetos empreendidos.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: café premiado da região da Mantiqueira vai a leilão dia 14 de março

Propriedade tem o Certifica Minas e é acompanhada pela Emater-MG
Luciano Neves
Emater atende a 250 cafeicultores da região na produção, colheita e pós-colheita
Emater atende a 250 cafeicultores da região na produção, colheita e pós-colheita

O produtor Luiz Flávio Pereira de Castro, do município de Carmo de Minas, na região da Mantiqueira, Sul mineiro, tem tudo para esperar de 2012 um ano de grande potencial no mercado de café. Duas importantes conquistas ocorridas logo no primeiro mês do ano parece acenar nesta direção. Depois de obter o Certifica Minas, certificação com a chancela do Governo do Estado, que atesta as boas práticas agrícolas adotadas em propriedade cafeeira, por meio de processo executado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o cafeicultor venceu o Cup of Excellence – Natural Late Harvest, e agora aguarda o resultado de leilão internacional do lote de café premiado, para esta primeira quinzena de março. A expectativa é de conseguir entre R$ 5 mil a R$ 7 mil por saca, preço considerado muito bom pelos especialistas. Cada saca tem 60 quilos do grão.

O leilão, que deverá atrair a atenção de compradores de cafés especiais de todo o mundo, vai ofertar pela internet, no próximo dia 14, 17 sacas do café produzido no sítio Colina, de Luiz Flávio. O produto obteve 91,656 pontos (em uma escala de 0 a 100) no inédito concurso realizado em janeiro, pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). “Este foi o primeiro concurso do mundo de cafés naturais, que teve uma fase com provadores nacionais e internacionais. Mostramos que o Brasil tem muita qualidade para apresentar ao mundo. Desde 2001, a gente vem conquistando prêmios e já temos várias colocações em outros concursos de café, como o Illy Café e o Cup of Excellence (cereja descascado)”, afirma Luiz Flávio.

O extensionista do escritório local da Emater-MG Luciano Neves, que acompanha a propriedade de Luiz Flávio e de outros cafeicultores, comemora o resultado do agora considerado o melhor café natural da safra 2011, no país. Neves também confirma que a região tem histórico de produzir cafés premiados e bem conceituados no mercado. “Carmo de Minas sempre foi destaque na produção e na conquista de bons prêmios de café, como no 8º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas, ocorrido em 2011”, argumenta. De fato, só no último Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas, o município e região conquistou os três primeiros lugares nas duas categorias concorrentes: Natural e Cereja Descascado. O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas é realizado desde 2004 pelo Governo do Estado, por meio da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com diversas instituições públicas, privadas e de classe.

A Emater-MG de Carmo de Minas atende cerca de 250 cafeicultores no município e região, prestando assistência na área de produção, colheita e pós-colheita, análise de solo, e tratos fitossanitários. A empresa também elabora projetos de custeio de café para atender demandas de agentes financeiros (crédito rural) e para acesso do agricultor familiar à linha de crédito Pronaf, segundo Luciano Neves. Grande parte do atendimento da empresa é dedicado às orientações, visando à adequação das propriedades cafeeiras às normas ambientais, sociais e econômicas preconizadas pelo Certifica Minas. Este programa da Seapa prevê estimular, junto aos produtores, a adoção de boas práticas de produção e gestão da propriedade para agregar valor ao café mineiro.

De acordo o técnico do Programa Certifica Minas, em Carmo de Minas, o agrônomo Saulo Silva de Morais, existem no município 23 propriedades certificadas. Já o coordenador técnico estadual, Julian Carvalho, afirma que em todo o Estado o número de certificadas chega a 1.431. Para 2012, segundo Julian, a meta é fechar o ano com cerca de 1.600 certificações no território mineiro. Técnicos da Emater-MG explicam que o Certifica Minas diz respeito ao ano agrícola da propriedade. Isso significa que, para continuar sendo certificada, uma propriedade cafeeira precisa de ser acompanhada anualmente pela Emater-MG. Também precisa passar pelo crivo de uma auditoria do IMA e de uma certificadora internacional, a IMO Control (Suiça).

Colheita gera emprego

Dados relativos a estudo do qual a Emater-MG participou apontam que a região da Mantiqueira, formada por 22 municípios, tem cerca de oito mil produtores. Destes, 82% são agricultores familiares. O levantamento também mostra que a região é responsável por um milhão e 25 mil sacas de café, em uma área de 50 mil hectares. Ainda segundo a mesma pesquisa, a cafeicultura movimenta 150 mil empregos, entre diretos e indiretos.

O ganhador do Cup of Excellence – Natural Late Harvest, Luiz Flávio, confirma os números da atividade. “A cafeicultura de montanha gera muitos empregos para os municípios. Pessoalmente, tenho seis empregados para todas as atividades (ele também trabalha com leite e eucalipto), mas em época de colheita de café, que varia de quatro a seis meses por ano, o número desses trabalhadores sobe para 20”, afirma. Segundo o produtor, ele tem 30 hectares de café plantado, sendo 22 hectares em produção. Somente a cafeicultura detém uma produção média anual de 500 a 600 sacas de café dos tipos Natural e Descascado.

Diretor secretário da Cooperativa dos Cafeicultores do Vale do Rio Doce (Cocarive), que reúne 600 cooperados de uma área de 15 municípios do Sul, Luiz Flávio exporta café para Inglaterra, Japão e EUA. Como detentor do Certifica Minas, que conseguiu em janeiro último, ele reconhece o papel da Emater-MG na produção de um café de melhor qualidade. “Temos uma natureza (microclima, altitude) que privilegia o café da região, mas existem cuidados com a lavoura e no pós-colheita que fazem toda a diferença na qualidade do nosso produto. A boa orientação da Emater-MG ajuda bem nisso”, afirma.

Fonte: Agência Minas

Aécio sobre artigo de FHC: ‘O artigo é um belo documento que deve ser compreendido na sua inteireza’

Declaração de FH incomoda partidos de oposição

Fonte: Cristiane Jungblut, Gerson Camarotti, Adriana Vasconcelos e Silvia Amorim – O Globo

Em texto para revista, ex-presidente sugere que se invista na nova classe média, em vez de no ‘povão’, para derrotar PT

BRASÍLIA e SÃO PAULO. Causou constrangimento no PSDB e no DEM a forma como o ex-presidente Fernando Henrique, no artigo “O papel da oposição”, na revista “Interesse Nacional”, expôs sua estratégia para a volta ao poder: deixar de lado o “povão” e priorizar as novas classes médias. Para parlamentares dos dois partidos, a repercussão dessa declaração anulou o impacto dos bons argumentos utilizados por FH.
A avaliação é que FH teria acertado se tivesse ficado na crítica ao aparelhamento dos movimentos sociais pelo PT e na impossibilidade de a oposição atrair esse público. Já petistas disseram que o artigo frisou o “perfil elitista” do PSDB. Trechos do artigo foram publicados ontem pela “Folha de S. Paulo”. O texto integral saiu, depois, no Blog do Noblat.

Aécio se diz mais otimista com o futuro da oposição
No artigo, Fernando Henrique diz: “Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os ‘movimentos sociais’ ou o ‘povão’, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo ‘aparelhou’, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.”

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) comentou:

– Vejo o futuro da oposição numa ótica mais otimista do que o presidente Fernando Henrique. Sou mais otimista em relação à afirmação da oposição, diante das várias classes sociais, até mesmo em razão do êxito das gestões do PSDB tanto no plano nacional como no estadual. Em Minas, o resultado das gestões do PSDB nos aproximou muito de integrantes das classes C e D. O artigo é um belo documento que deve ser compreendido na sua inteireza. Não se pode destacar um ou outro ponto, sob pena de distorcer suas posições.

Na Câmara, o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), foi à tribuna reclamar da “má interpretação do excelente artigo de Fernando Henrique”:

– O artigo é excelente, sobre o ideário da oposição brasileira. Ele dissecou as nossas fraquezas, as nossas forças e onde a gente pode, de fato, se comunicar com a sociedade. Ele quis dizer o seguinte: temos que falar para todas as classes, mas vamos nos concentrar na classe média que lê mais, está mais bem informada.

Os presidentes dos três principais partidos de oposição (PSDB, DEM e PPS) tiveram opiniões divergentes. O tucano Sérgio Guerra elogiou:

– É muito mais fácil avançar em setores novos, como a classe média, do que em setores que dependem de programas do governo como o Bolsa Família. Aliás, isso explica a nossa dificuldade eleitoral no Nordeste.

Para o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), FH não foi bem compreendido:

– Acho que houve um malentendido. Ele sabe que todo partido tem que ter sintonia com a sociedade: com pobres, ricos e classe média. Fernando Henrique é suficientemente hábil para não cometer esse deslize que lhe estão atribuindo.

Mas o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), foi duro nas críticas:

– Acho uma análise equivocada. Porque até Fernando Henrique foi beneficiário desses votos do “povão” nas eleições de 1994, quando foi eleito com os votos dos coronéis do Nordeste.

Para os governistas, o expresidente explicitou o caráter elitista do PSDB.
– Ele está contando o que todo mundo já sabia: que tucanos não são a favor dos pobres, e sim da classe média – disse o deputado André Vargas (PT-PR). 

Murilo Ferreira será o presidente da Vale.Executivo que comandou a Inco substituirá Agnelli. Lobão diz que empresa terá que contribuir mais para o país

Murilo Ferreira será o presidente da Vale

Fonte: Danielle Nogueira e Mônica Tavares – O Globo

Executivo que comandou a Inco substituirá Agnelli. Lobão diz que empresa terá que contribuir mais para o país

RIO e BRASÍLIA. Murilo Ferreira, de 58 anos, ex-presidente da mineradora canadense Inco, subsidiária da Vale, foi escolhido para ser o novo presidente da mineradora brasileira, da qual já foi diretor. A decisão foi tomada ontem à noite em reunião de acionistas da Valepar, holding que controla a companhia, e ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Vale. Ele deve assumir em 22 de maio. A informação foi confirmada à noite em fato relevante divulgado pela Vale ao mercado.

O executivo foi escolhido a partir de uma lista tríplice, da qual constavam também os nomes de dois diretores da Vale: Tito Martins, de Operações de Metais Básicos e presidente da Inco, e José Carlos Martins, de Marketing, Vendas e Estratégia.

Ferreira ingressou na Vale em 1977 como técnico em economia e finanças e, em 1998, tornou- se diretor da Aluvale. Foi diretor de Participações e Desenvolvimento de Negócios da empresa e presidiu a Inco, subsidiária canadense da Vale, entre 2007 e 2008. Ele atuou como sócio da Studio Investimentos, uma gestora de recursos especializada no mercado de ações, fundada juntamente com Gabriel Stoliar, outro ex-executivo da Vale. O executivo também comandou a Albrás, empresa produtora de alumínio que tinha a Vale como sócia. Na época, aproximou-se da então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff.

Executivo é simpático a investir em Belo Monte
Pela manhã, representantes da Litel – fundo que detém 49% da Valepar – escolheram a consultoria internacional CT Partners para elaborar a lista tríplice da qual saiu o nome do substituto de Agnelli, horas depois.

Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, havia afirmado que a Vale deveria colaborar mais com o projeto brasileiro de desenvolvimento. Por isso, disse, o governo vem insistindo para que a mineradora invista mais no beneficiamento de minério de ferro.

– A produção de aço aqui é conveniente, é necessária ao povo brasileiro, à sociedade. Portanto, a Vale, que é uma empresa brasileira da qual nós temos todo o orgulho, precisa contribuir mais fortemente com desenvolvimento do país – disse.

Lobão evitou criticar Agnelli e considerou a substituição do presidente da Vale um processo natural: – Acredito que o própio Agnelli se esforçava neste sentido (unidade de aço), mas ele está lá há quase dez anos, ele tem um contrato. A saída não deve ser um episódio considerado anormal, porque não é anormal. É um profissional da maior categoria, cumpriu bem o seu papel.

Apesar de afirmar que existem vários interessados em entrar como sócios da hidrelétrica de Belo Monte – Alcoa, as empresas de Eike Batista e a Votorantim – no lugar do grupo Bertin, Lobão afirmou que a maior empresa privada do Brasil é hoje a favorita na disputa: – A Vale está mais avançada, poderá ser ela.

Ferreira comandou a Albrás, produtora de alumínio e, em 2004, defendeu o interesse pelo projeto de Belo Monte. No comando da Vale, ele poderá liderar a entrada da mineradora na usina no lugar de Bertin. A Vale tinha 51% da Albrás, mas vendeu sua fatia para a norueguesa Norsk Hydro em 2010.

Dança das cadeiras também na diretoria e no Conselho
A dança das cadeiras na Vale vai além do assento da presidência. Dos sete diretores, Carla Grasso, à frente da diretoria executiva de Recursos Humanos e Serviços Corporativos, deve deixar a empresa. Ex-mulher de Paulo Renato de Souza, ministro de Educação de Fernando Henrique, ela lidera o time tucano na mineradora. Ingressou na Vale logo após a privatização e, em 2001, chegou à diretoria pelas mãos de Agnelli.

O Conselho de Administração da Vale também passará por mudanças. O mandato de todos os seus 11 membros – quatro indicados pela Previ, dois pelo Bradesco, dois pela Mitsui, um pelo BNDES, um por acionistas minoritários e um por empregados da Vale – expira dia 30 deste mês. Ao menos três serão substituídos: Jorge Luiz Pacheco e Sandro Marcondes, da cota da Previ, cederão lugar para Nelson Barbosa (secretário executivo do Ministério da Fazenda) e Robson Rocha (atual presidente do conselho deliberativo da Previ). O representante dos empregados, Eduardo Pinto (Sindicato dos Ferroviários de PA, MA e TO), será substituído por Paulo Soares (Sindicato de Itabira).

 

Destino selado:Bradesco cede à pressão do governo, decretando saída de Roger Agnelli da Vale

Destino selado

Fonte: Gerson Camarotti – O Globo

Bradesco cede à pressão do governo, decretando saída de Roger Agnelli da Vale

BRASÍLIA e RIO O Bradesco cedeu à “pressão massacrante” do Palácio do Planalto – expressão usada por um de seus dirigentes – e decidiu apoiar a destituição de Roger Agnelli do comando da Vale, maior empresa privada do Brasil. A decisão, antecipada pelo colunista do GLOBO Ancelmo Gois em seu blog, foi tomada ontem durante reunião em São Paulo entre o presidente do Conselho de Administração do banco, Lázaro Brandão, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Ricardo Flores. Eles representam os três maiores acionistas da empresa: União (por intermédio da BNDESPar), Bradesco e fundos de pensão.

Oficialmente, nem a Vale nem o governo nem os acionistas se manifestaram ontem sobre o assunto.

Pelo acordo de acionistas da Vale, são necessários 75% dos votos para eleger ou destituir o presidente da empresa. O governo e os fundos patrocinados por estatais detêm 61,51% da holding que a controla a companhia (Valepar). Já o Bradesco tem 21,21%, daí sua importância na decisão de não reconduzir Agnelli à presidência após o fim de seu mandato, em 21 de maio.

Agnelli, há dez anos à frente da Vale, vinha sofrendo há um ano e meio um bombardeio do governo, descontente com seu alinhamento tímido ao plano estratégico de desenvolvimento desenhado pelo Palácio do Planalto, que previa mais investimentos no beneficiamento do minério de ferro. O desfecho não foi confirmado oficialmente, mas tanto o próprio Agnelli quanto Brandão conversaram ontem com interlocutores a respeito da decisão.

Ainda não foi fechado um nome para substituir o executivo, mas ele deverá ser escolhido nos quadros da própria empresa. Segundo fontes ligadas ao Conselho de Administração da Vale, presidido por Flores, o diretor executivo de Marketing, Vendas e Estratégia, José Carlos Martins, é um dos principais candidatos ao cargo. Ele está na mineradora desde 2004. Também está no páreo o diretor de Operações e Metais Básicos da empresa desde 2006, Tito Botelho Martins.

Aécio: ‘garras’ do PT no setor privado
A reunião de ontem foi a segunda entre Mantega e Brandão em uma semana. O ministro da Fazenda foi designado interlocutor do governo pela presidente Dilma Rousseff e começou imediatamente as articulações para a troca de comando na Vale. O vazamento da informação do primeiro encontro, dia 18, causou mal estar no Planalto e deixou Dilma insatisfeita com a condução do processo por Mantega.

Mas, como o prazo era exíguo, diante da proximidade da assembleia de acionistas, no dia 19 de abril, ele continuou à frente das negociações.

No Palácio do Planalto e no PT, houve discreta comemoração com a informação de que Roger Agnelli deixará o comando da Vale. Preocupado em não passar a imagem de ingerência política, porém, o governo evitou comentar o tema publicamente. A ordem no Planalto foi de cautela. Mas um ministro comentou que a saída dele “não chegava a ser uma novidade”.

Nos bastidores, integrantes do comando do Bradesco classificaram de “pressão massacrante” o esforço do Planalto para tirar Agnelli do cargo.

Diante disso, o banco decidiu não entrar em confronto. Para um interlocutor, o próprio Agnelli não escondeu ontem à tarde sua irritação, principalmente pela forma que estava saindo da Vale. Num desabafo, demonstrou preocupação com a repercussão internacional da ingerência política para forçar sua saída.

A oposição avisou que vai querer ouvir Mantega. Foi aprovado um convite para o ministro da Fazenda falar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e outro na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou o que classificou de “aparelhamento do PT no setor privado”:

– Surpreende a forma desastrosa como a substituição foi feita na Vale. Não contente com o aparelhamento do setor público, o PT lança as suas garras no setor privado. Isso passou de todos os limites do respeito ao país e impõe um retrocesso enorme à modernização da economia brasileira. Vamos querer ouvir o ministro da Fazenda sobre esse péssimo exemplo ao mundo. É preciso explicar uma ação tão violenta, desprezando a assembleia dos acionistas. A partir de agora, quem assumir a Vale sabe que terá que se curvar aos interesses do governo.

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), também criticou: – A operação Roger Agnelli é temerária. Na hora em que o Estado exige a saída de um gestor laureado é de ficar absolutamente perplexo com o que está para acontecer.

– Concordo que a mudança no comando de uma empresa privada é algo normal. Mas o que tem que pesar nessa decisão são os resultados e se a empresa estava bem administrada. Mas houve interferências políticas. Por isso, tudo fica muito suspeito. Não dá para administrar a Vale como o governo administra hoje a Petrobras – acrescentou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).

‘Interesse dos majoritários’
O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), minimizou: – Acho normal a substituição na Vale. Essa mudança era de interesse dos acionistas majoritários.

Agnelli mobilizou esta semana a oposição para tentar apoio político e permanecer na Vale. Aécio, Agripino e Guerra subiram à tribuna e criticaram a interferência do governo. O executivo fez o mesmo na empresa. Na quarta-feira, os diretores da mineradora ameaçaram entregar coletivamente os cargos caso a manobra para tirar Agnelli prosperasse. Alguns funcionários também manifestaram apoio ao executivo, vestindo camisas pretas.

Ciente de que tratava-se de uma estratégia para minar a legitimidade para tratar do assunto que o governo considera ter, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, veio a público e disse que a Vale não era jurisdição do Planalto. Foi, porém, apenas um recuo estratégico, pois as conversas com o Bradesco já estavam adiantadas.

Ontem de manhã, Agnelli divulgou nota em que negava manobras políticas: “O que tenho feito nos últimos dias é o mesmo que fiz ao longo de toda a minha carreira: trabalhar. Não tenho envolvimento com qualquer questão política relativa a este assunto”.

 

Governador Anastasia autoriza projeto para implementar gasoduto no Vale do Rio Doce

Governador Antonio Anastasia autoriza elaboração de projeto para implantação de gasoduto no Vale do Rio Doce

Fonte: Coligação Somos Minas Gerais

Com investimentos de R$ 150 milhões, gasoduto permitirá aumento da oferta de energia para desenvolvimento econômico e social de Governador Valadares e região

O governador Antonio Anastasia atendeu duas reivindicações históricas da região do Vale do Rio Doce. Durante visita a Governador Valadares, neste domingo (18/07), ele autorizou a elaboração do projeto básico para a extensão do gasoduto do Vale do Aço, entre o município e Belo Oriente. O ramal terá 80 km de extensão e demandará investimentos de cerca de R$ 150 milhões.

O gasoduto ampliará a oferta de energia para atender projetos de empresas privadas, contribuindo para melhoria da infraestrutura e o desenvolvimento econômico e social da região.

Outra importante conquista para o município foi a autorização para iniciar o processo de licitação das obras de pavimentação do acesso à penitenciária Nova Floresta – localizada no entroncamento da BR-381, no Distrito de Nova Floresta. A obra faz parte do programa Caminhos de Minas e está estimada em R$ 17,65 milhões. O governador ainda participou do encerramento da 41ª Exposição Agropecuária (Expoagro), no Parque de Exposições José Tavares Pereira.

“O Governo de Minas, ao longo dos últimos oito anos, tem se esforçado para melhorar a infraestrutura de Governador Valadares. Já implantamos projeto como o programa Travessia, Poupança Jovem, além de importantes investimentos na área de segurança. Com o gasoduto, vamos ter disponibilidade para atrair mais empresas para o município”, afirmou Antonio Anastasia.