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Gestão Eficiente: Governo Anastasia vai expandir BH-Tec

Gestão Eficiente: BH-Tec se prepara para uma expansão com investimentos de meio bilhão de reais

Gestão Eficiente: Governo Anastasia

Para a construção da fase II, composta de cinco edifícios de 18 andares cada um, há uma previsão de investimentos de R$ 464 milhões

Divulgação
Perspectiva do novo BH-Tec
Perspectiva do novo BH-Tec

O Parque Tecnológico de Belo Horizonte — inaugurado em maio de 2012 — ganhará uma expansão nos próximos anos para abrigar novas empresas de tecnologia. Para a construção da fase II, composta de cinco edifícios de 18 andares cada um, há uma previsão de investimentos privados que chegarão a R$ 464 milhões. Nesta sexta-feira (22) no BH-Tec, houve uma audiência aberta a empresas interessadas no processo de concessão ao setor privado de direito para a construção de um complexo imobiliário. Essa audiência faz parte da Consulta Pública aberta em fevereiro. Entre as diversas construtoras interessadas, compareceram à sede do BH-Tec: Odebrecht, Cowan e Camargo Correa. Todas elas estão interessadas no projeto de expansão.

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, o Governo de Minas investiu quase R$ 40 milhões na construção da primeira fase do BH-Tec, que tem 15 empresas de alto conteúdo tecnológico em funcionamento, além do escritório institucional do BH-Tec. A construção de 7.550 m2 se deu no terreno cedido por 30 anos em regime de comodato pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A iniciativa teve a parceria da Prefeitura de Belo Horizonte, Agência Brasileira de Inovação (Finep), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Narcio Rodrigues assegura que o Governo de Minas está trabalhando intensamente para ampliar o ambiente de inovação no Estado e o BH-Tec é um dos mais importantes espaços em funcionamento, que tem despertado o interesse de empresas diversas, entre elas alguns gigantes da área de tecnologia.  A fase II vem exatamente para abrigar as empresas interessadas em desenvolver produtos e serviços de alta tecnologia, segmento que mais cresce na economia globalizada.  As novas edificações se darão em um novo modelo gerenciado pelo BH-Tec, porém com recursos totalmente privados.

Fase II – construção

Toda a fase II será custeada pela iniciativa privada e a área construída alcançará 207 mil metros quadrados nos cinco edifícios. A construção se dará em três fases, iniciando em julho de 2013 e sendo concluída em 2018. Ao final da concessão em 2041 todos os ativos serão transferidos para a UFMG. Os estudos para se chegar a quase meio bilhão de reais foram feitos pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Accenture e Junqueira Ferraz Advogados.

De acordo com os estudos imobiliários apresentados, a licitação deverá ocorrer em maio e a celebração do contrato com a empresa vencedora, em julho. A escolha da construtora se dará pelo maior valor de outorga e haverá condicionantes técnicos e financeiros de acordo com a Consulta Pública no www.bhtec.org.br

UFMG como âncora do BH-Tec

O Parque Tecnológico de Belo Horizonte oferece excelentes perspectivas para os interessados, uma vez que está fisicamente e em pesquisas, ligado à UFMG. Essa instituição é considerada a terceira maior e melhor universidade do Brasil com 50 mil estudantes, 700 doutores e 1300 mestres e 800 grupos de pesquisa. A Universidade Federal de Minas Gerais possui a maior escola de engenharia do Brasil com a formação de 1000 profissionais por ano.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/bh-tec-se-prepara-para-uma-expansao-com-investimentos-de-meio-bilhao-de-reais/

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Governo de Minas: atriz de ‘Xingu’ deixa Amazonas para estudar em Minas Gerais

Adana Kambeba passou em medicina na UFMG por meio do vestibular indígena da universidade

A atriz Adana Kambeba, pelo Registro Administrativo de Nascimento de Índio, ou Danielle Soprano Pereira, pela Certidão de Nascimento, deixou o Amazonas para cursar medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela representou o papel da índia Kaiulú no filme ‘Xingu’, que conta a história da saga dos irmãos Villas Bôas que resultou na criação do Parque Indígena do Xingu, a primeira grande reserva do tipo no país. Adana conta sua nova experiência em morar em Belo Horizonte e como pretende aliar a sabedoria dos índios com o conhecimento adquirido na universidade. As informações são do site G1.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/atriz-de-xingu-deixa-amazonas-para-estudar-em-minas-gerais/

Governo de Minas: disque Direitos Humanos registra média mensal de 95 denúncias contra idosos em 2012

Relatos de maus-tratos familiares representaram 63% do total de denúncias contra idosos recebidas pelo Disque Direitos Humanos no primeiro trimestre deste ano

O Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19) recebeu 285 relatos de crimes contra idosos no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a uma média mensal de 95 denúncias. O número de 2012 é 10% superior ao registrado nos primeiros três meses de 2011, quando 259 pessoas recorreram ao serviço para relatar esse tipo de violência. Assim como ocorreu no ano passado, neste ano, os relatos de maus-tratos familiares representaram a maioria das denúncias contra idosos recebidas pelo serviço, chegando a 63% do total, 179 relatos em números absolutos.

Para o coordenador Especial de Políticas para o Idoso, Felipe Willer, não existe uma cultura de envelhecimento no país. “Muitas vezes essa violência ocorre porque algumas pessoas não entendem o envelhecimento como um processo contínuo da vida. Todos os dias nós envelhecemos um pouco. Em algumas situações, os familiares isolam o idoso dentro da própria casa. Falta também afeto”, completa.

Em outubro do ano passado, a Coordenadoria Especial de Políticas para o Idoso (Cepid), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), lançou a Campanha “Envelhecimento Digno – uma Questão de Direitos Humanos: Minas abraça essa causa”, que consiste na divulgação do Disque Direitos Humanos em todo o Estado para sensibilizar as pessoas.

Com o objetivo de incentivar a população a fazer a denúncia, foram afixados mais de 8 mil cartazes da campanha em postos de saúde, rodoviárias, escolas, hospitais, Centros de Referência de Assistência Social, em unidades da Universidade Federal de Minas Gerais e espaços públicos em geral.

Além disso, mais 10 mil exemplares do Estatuto do Idoso foram distribuídos para conselhos municipais e entidades que lutam pela garantia dos direitos da pessoa idosa.  Felipe Willer ressalta que os crimes cometidos por familiares são mais difíceis de serem percebidos por terceiros, uma vez que ocorrem dentro da própria casa. Apesar dessa dificuldade, o coordenador ressalta que “o caminho é não se calar”.

Os relatos de crimes contra idosos aparecem em segundo lugar na lista dos mais denunciados do Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19). Somente as violações cometidas contra crianças e adolescentes, com 584 denúncias feitas no primeiro trimestre deste ano, superaram os relatos de crimes contra idosos.

Criado em 2000 pelo Governo de Minas, o Disque Direitos Humanos recebe ligações de todo o Estado e sobre qualquer tipo de violação dos direitos humanos. A população pode recorrer ao serviço para denunciar crimes contra mulheres, pessoas com deficiência, meio ambiente, entre outros. A ligação é gratuita e sigilosa.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/disque-direitos-humanos-registra-media-mensal-de-95-denuncias-contra-idosos-em-2012/

Gestão da Saúde: Hemominas realiza coleta de sangue na UFMG

Fundação Hemominas realiza coleta de sangue nos dias 27 e 29 de março, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nesta terça-feira (27), a ação será na Faculdade de Farmácia, no campus da UFMG no bairro Pampulha. Na quinta-feira (29), será na Faculdade de Direito, também da Universidade, localizada na avenida João Pinheiro, 100, 10º andar, no prédio da Pós-graduação, de 8h30 às 11h30. A expectativa é atender cerca de 50 candidatos à doação de sangue em cada coleta.

Segundo a Portaria 1.353/2011 do Ministério da Saúde, podem doar sangue cidadãos com boa saúde, idade entre 18 e 67 anos. Os candidatos devem pesar acima de 50 quilos, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, não ter tido hepatite após os 11 anos de idade, e que não tenham doença de Chagas.  Jovens com 16 e 17 anos, somente poderão se candidatar à doação de sangue com a presença dos responsáveis legais ou autorização dos responsáveis com firma reconhecida em cartório, cujo modelo de autorização está disponível no site www.hemominas.mg.gov.br.

A idade máxima para a primeira doação de sangue é 60 anos. Os candidatos, que já tiverem doado pelo menos uma vez antes dos 60 anos, poderão doar até a idade de 67 anos. Para mais informações sobre os critérios para doação de sangue acessar http://www.hemominas.mg.gov.br/hemominas/menu/cidadao/doacao/condicoes_doacao ou ligar para o 155.

Para os jovens, principalmente, o hotsite www.projetonaveia.com.br promove interatividade e participação também na divulgação da doação. Acesse e conheça o Projeto na Veia.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/hemominas-realiza-coleta-de-sangue-na-ufmg/

Governo de Minas: Conselho de Segurança Alimentar apoia projeto de piscicultura em Teófilo Otoni

Parceria com Secretaria de Defesa Social visa garantir ressocialização de detentos

Divulgação/Consea-MG
Detentos de Teófilo Otoni participam de diversas atividades profissionais, como a produção de hortaliças
Detentos de Teófilo Otoni participam de diversas atividades profissionais, como a produção de hortaliças

Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), está elaborando um levantamento sobre as entidades carentes beneficiadas pelo projeto de piscicultura, que será instalado na Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

Nos dias 26 e 27 de março, os técnicos da Seds e do Conselho de Segurança Alimentar deverão fazer nova visita à penitenciária para dar continuidade aos estudos para a implantação do projeto de piscicultura. A primeira visita aconteceu em 29 de fevereiro, com a participação de representantes do Consea-MG, do Ministério da Pesca Aquicultura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Emater, além da Seds.

Com esse sistema, cerca de 200 presos deverão ser beneficiados, tanto com a capacitação – que será oferecida pela UFMG – quanto para remissão de sua pena. A cada dia trabalhado, será descontado um dia de sua pena. Com mais de 30 anos de funcionamento, a Penitenciária de Teófilo Otoni é uma das unidades prisionais mais antigas do Estado e abriga, hoje, cerca de 300 detentos.

O assessor técnico do Consea-MG Gildázio Santos lembra que a parceria com a Penitenciária de Teófilo Otoni é baseada na lei 15.982/2006, que trata do apoio às ações integradas dos órgãos governamentais e das organizações da sociedade civil envolvidos na promoção da alimentação saudável e de combate à fome e à desnutrição.

“A nossa visita à penitenciária, juntamente com as instituições parceiras, reflete o compromisso com o fortalecimento das políticas de segurança alimentar e nutricional sustentável. É uma experiência exitosa e que beneficia não só os sentenciados, mas também pessoas carentes da região, dando a eles o direito humano à alimentação adequada”, acrescentou.

De acordo com o diretor-geral da unidade, Ademílson Rodrigues Jardim, a instituição oferece uma série de atividades com o intuito de ressocialização dos sentenciados. “Nosso objetivo é prepará-los para a reintegração à sociedade. Para isso, oferecemos oficinas de artesanato, alfaiataria, horticultura, jardinagem, bovinocultura, suinocultura, assim como trabalhos na lavanderia e serviços gerais. Queremos oferecer oportunidades a eles”, explicou Ademílson.

Nessas atividades, cerca de 250 crianças e 25 idosos são beneficiados. É que toda a produção da penitenciária é doada a quatro instituições de caridade de Teófilo Otoni. Já os artesanatos são entregues às famílias dos presos para que possam ser vendidos, o que representa um importante meio de complemento de renda.

Além dos setores de trabalho e produção, a Penitenciária de Teófilo Otoni possui ainda uma escola com capacidade para atender a 150 presos, com a aplicação do Sistema de Educação de Jovens e Adulto (EJA), voltado ao ensino fundamental e médio.

Abrangência

Atualmente, cerca de 12 mil presos trabalham em diversas atividades em todo o Estado nas oficinas de marcenaria, fabricação de produtos eletrônicos, piscicultura, hortas, caprinocultura, suinocultura, artesanatos, entre outros. O objetivo, segundo o diretor de trabalho e produção da Sape, Guilherme Augusto Alves Lima, é retirar o detento da ociosidade, incentivando atividades profissionais que irão favorecê-lo, tanto no cumprimento da pena quanto na reinserção social.

“Além disso, há uma preocupação com a questão social. Toda a produção de alimentos é doada às entidades carentes da região onde estão localizadas as penitenciárias. Nesse sentido, o Consea-MG tem papel fundamental para articular e apontar as instituições e entidades que receberão os produtos”, comentou.

Segundo Guilherme, após a implantação dessas oficinas, pôde-se observar que uma mudança de comportamento. “Os sentenciados têm buscado uma profissionalização, não ficam utilizando seu tempo para planejar fugas. Tivemos também uma queda considerável de utilização de medicamentos e de atendimentos psicológicos”, explicou.

Essas oficinas, de acordo com Guilherme, não oneram o Estado, já que o custo dos produtos é baixo. “Na piscicultura, por exemplo, o governo doa a ração e os alevinos. A UFMG oferece a capacitação e temos outros parceiros que também nos auxiliam nesses programas”, ressaltou.

Piscicultura

Minas Gerais é o primeiro Estado do país a produzir peixes dentro de uma unidade prisional. A iniciativa começou no ano passado, no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. A previsão é de que outras penitenciárias serão beneficiadas com o projeto, dentre elas Governador Valadares, duas em Ribeirão das Neves e uma em Ponte Nova.

Nos dias 29 e 30 de março será realizada uma reunião, em Governador Valadares, para discutir a implantação do programa de piscicultura, com o intuito de beneficiar mais de 200 sentenciados. Os pescados são mantidos em criatórios, localizados dentro das áreas de responsabilidade das unidades prisionais. Quando os peixes atingem o peso ideal para pesca, são doados a instituições indicadas pelo Consea-MG.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/conselho-de-seguranca-alimentar-apoia-projeto-de-piscicultura-em-teofilo-otoni/

Governo de Minas: Conselho de Segurança Alimentar realiza plenária para definir estratégias de 2012

Descentralização das ações do Consea-MG está entre as prioridades para este ano

Arquivo/Consea-MG
Presidente do Consea-MG, Dom Mauro Morelli, ministrará palestra sobre a estratégia de descentralização do conselho
Presidente do Consea-MG, Dom Mauro Morelli, ministrará palestra sobre a estratégia de descentralização do conselho

O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG) realiza, nos dias 12 e 13 de março, sua 1ª Plenária Ordinária de 2012. O encontro será realizado no Retiro São José, no bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte. Participam da plenária cerca de 70 pessoas, entre conselheiros governamentais e da sociedade civil, convidados e palestrantes.

A abertura será às 9h, com um debate sobre “O Papel dos Conselhos e Conselheiros no Controle Social”, intermediado pela professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eleonora Schettini Martins Cunha. Em seguida, a vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas-MG), Maria Juanita Godinho Pimenta, ministrará debate com o tema “Experiência de Descentralização do Ceas-MG”.

Na plenária, o presidente do Consea-MG, Dom Mauro Morelli, proferirá palestra com o tema “Estratégia de Descentralização do Consea e o Projeto Exemplar”. O primeiro dia do encontro será encerrado com a apresentação da sistematização dos Seminários Regionais de Planejamento, realizados em fevereiro deste ano.

O segundo dia do encontro contará com debates sobre os programas de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (SANS) e com a apresentação do planejamento do Consea-MG para 2012, a participação do Consea-MG no Conselho de Alimentação Escolar (CAE). Haverá, ainda, a apresentação dos programas “Um leite pela vida” e “Água para todos”, do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene).

Consea-MG

Criado em 1999 pelo Decreto n° 40.324 do governador do Estado, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG) é um órgão colegiado de interação do poder público estadual com a sociedade civil, vinculado ao Gabinete do Governador. Seu objetivo é deliberar, propor e monitorar ações e políticas de segurança alimentar e nutricional sustentável em Minas.

O conceito de segurança alimentar consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e que seja ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentável.

Fonte: Agência Minas

Gestão da Saúde: Minas Gerais desenvolve kit de teste rápido para diagnóstico da dengue

Gleisson Mateus
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade

BELO HORIZONTE (24/01/12) – A nova tecnologia de diagnóstico rápido da dengue, que poderá reduzir o tempo de análise de amostras de três dias para até 20 minutos, está sendo desenvolvida pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas). Se validado, o teste rápido da dengue deverá ser disponibilizado em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do país até 2013.

Para validação, a nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade. De acordo com a coordenadora da pesquisa, chefe do Serviço de Biotecnologia e Saúde da Funed, Alzira Batista Cecilio, os resultados obtidos serão confrontados com um diagnóstico já estabelecido. “Este será um momento importante para atestar a precisão do resultado obtido por meio do teste rápido”. A previsão é que esse processo seja realizado a partir do próximo ano, tão logo seja concluída a fase de testes de pesquisa em laboratório.
A praticidade e aparência do novo kit fazem lembrar os aparelhos de monitoramento de glicemia, usado no diagnóstico de diabetes. A diferença é que o sangue coletado do paciente não é aplicado diretamente no kit diagnóstico. O teste é realizado com o soro separado das células sanguíneas e, por isso, a metodologia ainda exigirá a coleta de sangue do paciente.
Para análise, o soro é colocado sobre a membrana – que integra a parte interna do suporte plástico que compõe o kit -, juntamente com o diluente. A reação, que pode indicar a presença de proteínas do vírus da dengue ou anticorpos produzidos, ocorre em 20 minutos.
Atualmente, os testes de diagnóstico da dengue são realizados a partir dos métodos MacELISA e ELISA comercial, que se diferenciam principalmente pelo processo e tempo decorrido entre a análise do soro e o diagnóstico.
“No primeiro método, temos que desenvolver os reagentes, montar toda a plataforma de análise do soro em laboratório, procedimento que demanda três dias de trabalho”, explica o chefe do Serviço de Virologia e Riquetsioses, Glauco de Carvalho Pereira. Já o ELISA Comercial, segundo Glauco Pereira, por se constituir em um kit pronto, garante a economia de tempo, reduzindo todo o processo de análise do soro para aproximadamente cinco horas. No entanto, a metodologia MacELISA é considerada o padrão ouro do Ministério da Saúde no diagnóstico de dengue, sendo a técnica mais sensível utilizada atualmente, com maior índice de assertividade.
Casos notificados
Em 2010, com a epidemia de dengue identificada em diversos estados do país, Minas Gerais chegou a contabilizar 261.945 notificações de suspeita de infecção do vírus. Neste período, a Funed realizou 22 mil análises de amostras. Em 2011, houve tanto queda no número de notificações da doença quanto no volume de análises realizadas pela Funed, sendo verificadas em torno de 5 mil amostras. “Essas amostras foram testadas em uma ou ambas as metodologias (MacELISA e ELISA Comercial), muitas vezes em duplicata”, destaca a farmacêutica bioquímica Maira Alves Pereira, do Laboratório de Dengue e Febre Amarela da Funed.
Segundo Maíra, as análises feitas na Funed têm como objetivo detectar se há epidemia de dengue em certa região e assim contribuir para o trabalho de vigilância epidemiológica do Estado. “Por este motivo, o número de análises não precisa ser proporcional ao volume de notificações. Os testes laboratoriais são feitos para identificar a epidemia e auxiliar o governo nas ações a serem tomadas, mas o médico, com exames clínicos, é capaz de confirmar o diagnóstico e pode indicar o tratamento adequado ao paciente antes mesmo do resultado laboratorial”, explica. O teste rápido, nesses casos, seria também uma medida complementar para o diagnóstico clínico, realizado pelo médico.
O projeto para desenvolvimento do kit de teste rápido para diagnóstico da dengue conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).
Tecnologia abrangente
Segundo Alzira Batista Cecílio, a partir do desenvolvimento da plataforma tecnológica do teste rápido para dengue, futuramente há a possibilidade de se utilizar a mesma base para a elaboração de kits que contemplem outras doenças de saúde pública, como o rotavirus, herpesvirus e parasitas que serão definidos após a validação da tecnologia.
A doença
Segundo informações do Ministério da Saúde, a dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Normalmente, os sintomas da doença se manifestam após três dias da picada do mosquito. Os indícios de infecção podem apontar duas formas de dengue: clássica e hemorrágica, sendo que a segunda pode levar a morte no período de 24 horas.
Os sintomas da dengue clássica são caracterizados por febre alta com início súbito; forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos – que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço; moleza e dor no corpo; muitas dores nos ossos e articulações. Além de manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Em princípio, a dengue hemorrágica apresenta os mesmos sintomas que a clássica, no entanto, após a febre, começam a manifestar os sinais mais graves, distinguidos pelas dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; manchas vermelhas na pele; sonolência; agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória e perda de consciência.

Fonte: Agência Minas