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Governo de Minas: pesquisa da Unimontes resulta em pedido de registro de patente de produto junto ao Inpi

Além de auxiliar em estudos que visam analisar a assimetria palmar, novo produto poderá ser usado em investigações criminais

Felipe Gabrich
O estudo foi realizado por Bárbara Gusmão Lopes, ex-aluna do mestrado em Ciências da Saúde
O estudo foi realizado por Bárbara Gusmão Lopes, ex-aluna do mestrado em Ciências da Saúde

Um trabalho de pesquisa desenvolvido pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no âmbito do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Ciências da Saúde, resultou no pedido de registro de patente de um novo produto junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A partir do estudo, denominado “Assimetria Dermatoglífica em Pais de Crianças com Fissuras Lábiopalatinas (assimetria das impressões digitais e das palmas das mãos)”, foi desenvolvido um coletor de impressões das palmas das mãos.

Além de auxiliar em estudos que visam analisar a assimetria palmar (desenho das palmas das mãos) em diferentes doenças genéticas, o novo produto poderá ser usado em investigações criminais (perícias) e no aconselhamento genético de casais para terem filhos.

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o estudo foi realizado por Bárbara Gusmão Lopes, ex-aluna do mestrado em Ciências da Saúde, tendo como coordenador o professor Hercílio Martelli Júnior, do Departamento de Odontologia. Também participaram do trabalho a professora Daniella Martelli (Departamento de Odontologia) e a acadêmica Izabella Nobre Queiroz (do curso de Medicina), que contaram com o apoio dos professores Mário Sérgio Oliveira Swerts e Sibele Aquino, da Universidade de Alfenas (Unifenas).

O processo de depósito da patente do coletor de impressões palmares junto ao Inpi foi encaminhado por intermédio do Núcleo de Propriedade Intelectual e Inovação Tecnológica da Unimontes – Ágora –, vinculado à Coordenadoria de Inovação Tecnológica, da Pró-Reitoria de Pesquisa. Também participam do processo de registro da patente a Fapemig e a Unifenas.

De acordo com as normas do registro e proteção da propriedade intelectual, o produto ficará sob sigilo no Inpi durante 18 meses. Somente depois desse prazo que poderão ser divulgados dados científicos sobre o novo produto, bem como o nome da patente registrada.

Avanço na pesquisa

O professor Hercílio Martelli Júnior destaca que o encaminhamento do registro da patente do coletor de impressões palmares representa um verdadeiro salto para a pesquisa na Unimontes. “O registro da patente de um produto significa a elevação da inovação tecnológica em qualquer instituição”, afirma, salientando que, com o fato, a Universidade Estadual de Montes Claros também passa a ser referência na investigação científica para outras instituições.

Egressa do curso de Educação Física da Unimontes, a autora da pesquisa, Bárbara Gusmão Lopes, explica que realizou o trabalho com o objetivo de avaliar a relação entre a dermatoglifia (impressões digitais e desenho das linhas das palmas das mãos) e as fissuras labiopalatinas. “Existem pesquisas que mostram que a assimetria dermatoglífica excessiva pode ser um indicador de alterações genéticas”, ressalta Bárbara, que concluiu o mestrado em Ciências da Saúde em dezembro de 2011. Ela destaca que o produto que desenvolveu poderá auxiliar trabalhos de pesquisa que visam analisar a assimetria palmar em diferentes doenças genéticas.

Bárbara Gusmão salienta que o estudo da Unimontes foi o primeiro experimento feito no Brasil que associou a assimetria dermatoglífica com a fissura labiopalatina (lábio leporino). “Os resultados mostraram que os pais de filhos com as fissuras labiais têm alterações na palma na mão”, frisa pesquisadora. Ela observa, ainda, que já existem trabalhos de investigação científica que apontam a associação entre a assimetria das impressões digitais e do desenho das linhas das mãos com a Síndrome de Down, as fissuras labiopalatinas, doenças psiquiátricas e com a leucemia.

Fonte: Agência Minas

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