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Governo de Minas: atriz de ‘Xingu’ deixa Amazonas para estudar em Minas Gerais

Adana Kambeba passou em medicina na UFMG por meio do vestibular indígena da universidade

A atriz Adana Kambeba, pelo Registro Administrativo de Nascimento de Índio, ou Danielle Soprano Pereira, pela Certidão de Nascimento, deixou o Amazonas para cursar medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela representou o papel da índia Kaiulú no filme ‘Xingu’, que conta a história da saga dos irmãos Villas Bôas que resultou na criação do Parque Indígena do Xingu, a primeira grande reserva do tipo no país. Adana conta sua nova experiência em morar em Belo Horizonte e como pretende aliar a sabedoria dos índios com o conhecimento adquirido na universidade. As informações são do site G1.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/atriz-de-xingu-deixa-amazonas-para-estudar-em-minas-gerais/

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Governo de Minas: Presídio Antônio Dutra Ladeira faz nova doação de peixes criados por detentos

Tilápias serão distribuídas a 22 instituições carentes, entre creches, lares de idosos, Apaes e obras sociais

Wellington Pedro/Imprensa MG
Peixes são tratados por detentos no açude do Presídio Antônio Dutra Ladeira
Peixes são tratados por detentos no açude do Presídio Antônio Dutra Ladeira

Uma tonelada de tilápias criadas por detentos do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi doada nesta segunda-feira (2) ao Banco de Alimentos do município. Os peixes, tratados atualmente por seis presos no açude da unidade prisional, serão distribuídos a 22 instituições carentes, entre creches, lares de idosos, Apaes e obras sociais.

Essa é a segunda despesca de tilápias realizada no Presídio Antônio Dutra Ladeira. A primeira aconteceu no início de fevereiro e também resultou na doação de mais de uma tonelada de peixes. A iniciativa de produzir peixes dentro de uma unidade prisional é pioneira no país e fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que capacitou os presos em um curso de piscicultura.

O projeto teve início em julho de 2011, quando os detentos começaram a aprender como tratar os animais, qual ração utilizar em cada fase da vida, como fazer a higienização do local e, por fim, como realizar a retirada dos peixes. No dia 28 de fevereiro, os presos receberam certificados de conclusão do curso oferecido por professores e doutorandos da Escola de Medicina Veterinária da UFMG.

Participaram da solenidade de doação dos peixes representantes do Ministério da Pesca, da UFMG e da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Ribeirão das Neves. A previsão é de seja feita uma nova despesca em dois meses.

Trabalho

Segundo o gerente de produção do Presídio Antônio Dutra Ladeira, José Rezende, os presos envolvidos no trabalho de piscicultura estão bastante satisfeitos. “Os detentos ficaram bastante empolgados quando souberam que aqueles peixes que eles criam estão sendo doados para pessoas que passam necessidade”, conta.

Além de aprenderem um novo ofício, os presos recebem redução de um dia na sentença a cada três dias trabalhados. Atualmente, são quase 12 mil detentos trabalhando enquanto cumprem pena em todo o Estado. Os presos trabalham nas mais diversas atividades, como produção de bolas, sacolas ecológicas, equipamentos eletrônicos, cortinas, uniformes, roupas e, até mesmo, na reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/presidio-antonio-dutra-ladeira-faz-nova-doacao-de-peixes-criados-por-detentos/

Gestão da Saúde: Hemominas realiza coleta de sangue na UFMG

Fundação Hemominas realiza coleta de sangue nos dias 27 e 29 de março, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nesta terça-feira (27), a ação será na Faculdade de Farmácia, no campus da UFMG no bairro Pampulha. Na quinta-feira (29), será na Faculdade de Direito, também da Universidade, localizada na avenida João Pinheiro, 100, 10º andar, no prédio da Pós-graduação, de 8h30 às 11h30. A expectativa é atender cerca de 50 candidatos à doação de sangue em cada coleta.

Segundo a Portaria 1.353/2011 do Ministério da Saúde, podem doar sangue cidadãos com boa saúde, idade entre 18 e 67 anos. Os candidatos devem pesar acima de 50 quilos, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, não ter tido hepatite após os 11 anos de idade, e que não tenham doença de Chagas.  Jovens com 16 e 17 anos, somente poderão se candidatar à doação de sangue com a presença dos responsáveis legais ou autorização dos responsáveis com firma reconhecida em cartório, cujo modelo de autorização está disponível no site www.hemominas.mg.gov.br.

A idade máxima para a primeira doação de sangue é 60 anos. Os candidatos, que já tiverem doado pelo menos uma vez antes dos 60 anos, poderão doar até a idade de 67 anos. Para mais informações sobre os critérios para doação de sangue acessar http://www.hemominas.mg.gov.br/hemominas/menu/cidadao/doacao/condicoes_doacao ou ligar para o 155.

Para os jovens, principalmente, o hotsite www.projetonaveia.com.br promove interatividade e participação também na divulgação da doação. Acesse e conheça o Projeto na Veia.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/hemominas-realiza-coleta-de-sangue-na-ufmg/

Gestão Anastasia: Governo de Minas apoia Assembleia Legislativa no projeto Cidadania Ribeirinha

Programa tem como foco a revitalização da Rio São Francisco, a redução da pobreza e a proteção do patrimônio cultural

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais (Seccri), está promovendo a articulação dos órgãos do Poder Executivo estadual para apoiar o Projeto Cidadania Ribeirinha, uma iniciativa prioritária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com execução prevista para o biênio 2012-2013.

O Cidadania Ribeirinha tem como objetivos a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a redução da pobreza e da desigualdade nas comunidades ribeirinhas e a proteção do patrimônio cultural são franciscano. Contempla populações de 12 localidades de quatro dos municípios no Norte de Minas: Itacarambi, Manga, Matias Cardoso e Pedras de Maria da Cruz. Segundo os critérios da ALMG, eles foram escolhidos por apresentarem o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as cidades banhadas pelo rio São Francisco, bem como por figurar entre os 9% dos 853 municípios mineiros com menor IDH, além de outros indicadores semelhantes.

De acordo com o assessor de Relacionamento Institucional da Seccri, Augusto Henrique Lio Horta, essa ação é uma demonstração de que a promoção da cidadania é uma tarefa do Estado, que deve ser compartilhada por todos os poderes constituídos e com a sociedade Ele informou que os órgãos estaduais contribuirão no projeto com a presença de técnicos, ministrando palestras e cursos, visando aproveitar a experiência acumulada nos projetos já desenvolvidos na região. Poderão também auxiliar na implantação do programa participativo de coleta seletiva de lixo e nas ações de recuperação de áreas degradadas de trechos de corpos hídricos.

Colaboram com a ALMG na implementação do projeto, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e a Fundação Rural Mineira (Ruralminas). A Secretaria de Estado de Educação (SEE) cederá espaço e infraestrutura para a realização dos cursos e apoiará o recebimento das inscrições dos participantes.

O coordenador do Projeto Cidadania Ribeirinha, Leonardo Noronha, afirmou que “a participação da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais e demais órgãos do Poder Executivo no projeto é uma iniciativa promissora, porque abre a possibilidade de que também as ações de governo possam ser mediadas por um trabalho de articulação política, que é próprio do parlamento. O Poder Legislativo, na medida em que é uma Casa plural, que vocaliza os interesses mais amplos da sociedade, muitas vezes antagônicos, permite permanente interface entre os vários segmentos sociais e o poder público”.

Seminário sobre experiências

Uma das ações do Cidadania Ribeirinha é o Seminário Experiências em Educação e Mobilização Popular, que está sendo realizado na Escola do Legislativo, com objetivo de conhecer experiências que deram certo no Estado e que ajudem a dar consistência metodológica ao projeto. O seminário é dividido em seis encontros que se iniciaram no dia 19 e vão até 30 de março.

No encontro da última quarta-feira (21), o tema foi Preservação Ambiental e Geração Alternativa de Renda: a experiência do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do rio Pandeiros. A palestrante foi Natália Rust Neves, bióloga, mestre em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa e coordenadora das áreas protegidas do Escritório Regional do Alto-Médio São Francisco do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Ela explicou o Projeto Pandeiros, realizado em Januária entre 2005 e 2010, que melhorou muito a qualidade ambiental e de vida das pessoas. “Antes do projeto, havia uma predisposição da população de utilizar intensamente o carvão vegetal de maneira que comprometia o ambiente e depois isso mudou porque ela passou a se interessar por obter renda com atividades que degradavam menos o meio ambiente”, afirmou. Acrescentou que a experiência do Pandeiros poderá ser útil para o Cidadania Ribeirinha, que visa também o desenvolvimento social, econômico e ambiental da população local.

O seminário contará também com a palestra Lideranças populares, saberes e escola no sertão Norte de Minas, a cargo de Rosely Carlos Augusto, psicóloga, mestre em Psicologia Social e doutora em Educação pela UFMG, educadora popular da Rede de Educação Cidadã e assessora de movimentos populares. Águas da vida: população rural, cultura e água em Minas Gerais é o tema do dia 26 de março, com Flávia Maria Galizoni, cientista social pela Unicamp, mestre em Ciência Social pela USP, doutora em Ciências Social pela Unicamp, professora do Instituto de Ciência Agrárias da UFMG em Montes Carlos e colaboradora do Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica, no Vale do Jequitinhonha.

A palestra do dia 28 de março tem o tema “Modos de vida e territorialidade entre vazanteiros e pescadores artesanais do Médio São Francisco”, a ser proferida por Cláudia Luz de Oliveira, cientista social e mestre em Sociologia pela UFMG, doutoranda em Antropologia pela Universidade de Brasília e professora da Universidade Estadual de Montes Claros, O último encontro, no dia 30 de março, discutirá Mobilização social em comunidades tradicionais: a experiência do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, tema que será apresentado por Carlos Alberto Dayrell, engenheiro agrônomo, mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável pela Universidade Iberoamericana da Espanha e coordenador do Eixo Direitos Territoriais de Povos e Comunidades Tradicionais do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas.

Ações previstas

Entre as ações do projeto, estão previstos cursos de formação para o desenvolvimento sustentável a 960 trabalhadores e estudantes do ensino médio das 12 localidades; implantação de programa participativo de coleta seletiva de lixo em cinco localidades; recuperação de áreas degradadas de trechos de corpos hídricos, por meio da limpeza, arborização e readequação do seu uso, em quatro localidades; implantação de projeto de aproveitamento sustentável dos recursos turísticos locais na localidade de Fabião II (município de Itacarambi), base para o acesso ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu.

Prevê ainda articulação de projetos de valorização do patrimônio cultural em Matias Cardoso, Palmeirinha e Pedras de Maria da Cruz e a realização de processo participativo de discussão do planejamento municipal, de forma a adequá-lo às metas de revitalização do rio São Francisco. As ações desenvolvidas poderão ser replicadas em outros municípios mineiros do Vale São Francisco. O público envolvido no Cidadania Ribeirinha é formado por estudantes do ensino médio, trabalhadores ligados à água (vazanteiros, pescadores, lavadeiras) e agentes públicos (prefeitos, vereadores, servidores públicos, lideranças comunitárias e membros de organizações não governamentais).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-apoia-assembleia-legislativa-no-projeto-cidadania-ribeirinha/

Governo de Minas: Conselho de Segurança Alimentar apoia projeto de piscicultura em Teófilo Otoni

Parceria com Secretaria de Defesa Social visa garantir ressocialização de detentos

Divulgação/Consea-MG
Detentos de Teófilo Otoni participam de diversas atividades profissionais, como a produção de hortaliças
Detentos de Teófilo Otoni participam de diversas atividades profissionais, como a produção de hortaliças

Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), está elaborando um levantamento sobre as entidades carentes beneficiadas pelo projeto de piscicultura, que será instalado na Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

Nos dias 26 e 27 de março, os técnicos da Seds e do Conselho de Segurança Alimentar deverão fazer nova visita à penitenciária para dar continuidade aos estudos para a implantação do projeto de piscicultura. A primeira visita aconteceu em 29 de fevereiro, com a participação de representantes do Consea-MG, do Ministério da Pesca Aquicultura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Emater, além da Seds.

Com esse sistema, cerca de 200 presos deverão ser beneficiados, tanto com a capacitação – que será oferecida pela UFMG – quanto para remissão de sua pena. A cada dia trabalhado, será descontado um dia de sua pena. Com mais de 30 anos de funcionamento, a Penitenciária de Teófilo Otoni é uma das unidades prisionais mais antigas do Estado e abriga, hoje, cerca de 300 detentos.

O assessor técnico do Consea-MG Gildázio Santos lembra que a parceria com a Penitenciária de Teófilo Otoni é baseada na lei 15.982/2006, que trata do apoio às ações integradas dos órgãos governamentais e das organizações da sociedade civil envolvidos na promoção da alimentação saudável e de combate à fome e à desnutrição.

“A nossa visita à penitenciária, juntamente com as instituições parceiras, reflete o compromisso com o fortalecimento das políticas de segurança alimentar e nutricional sustentável. É uma experiência exitosa e que beneficia não só os sentenciados, mas também pessoas carentes da região, dando a eles o direito humano à alimentação adequada”, acrescentou.

De acordo com o diretor-geral da unidade, Ademílson Rodrigues Jardim, a instituição oferece uma série de atividades com o intuito de ressocialização dos sentenciados. “Nosso objetivo é prepará-los para a reintegração à sociedade. Para isso, oferecemos oficinas de artesanato, alfaiataria, horticultura, jardinagem, bovinocultura, suinocultura, assim como trabalhos na lavanderia e serviços gerais. Queremos oferecer oportunidades a eles”, explicou Ademílson.

Nessas atividades, cerca de 250 crianças e 25 idosos são beneficiados. É que toda a produção da penitenciária é doada a quatro instituições de caridade de Teófilo Otoni. Já os artesanatos são entregues às famílias dos presos para que possam ser vendidos, o que representa um importante meio de complemento de renda.

Além dos setores de trabalho e produção, a Penitenciária de Teófilo Otoni possui ainda uma escola com capacidade para atender a 150 presos, com a aplicação do Sistema de Educação de Jovens e Adulto (EJA), voltado ao ensino fundamental e médio.

Abrangência

Atualmente, cerca de 12 mil presos trabalham em diversas atividades em todo o Estado nas oficinas de marcenaria, fabricação de produtos eletrônicos, piscicultura, hortas, caprinocultura, suinocultura, artesanatos, entre outros. O objetivo, segundo o diretor de trabalho e produção da Sape, Guilherme Augusto Alves Lima, é retirar o detento da ociosidade, incentivando atividades profissionais que irão favorecê-lo, tanto no cumprimento da pena quanto na reinserção social.

“Além disso, há uma preocupação com a questão social. Toda a produção de alimentos é doada às entidades carentes da região onde estão localizadas as penitenciárias. Nesse sentido, o Consea-MG tem papel fundamental para articular e apontar as instituições e entidades que receberão os produtos”, comentou.

Segundo Guilherme, após a implantação dessas oficinas, pôde-se observar que uma mudança de comportamento. “Os sentenciados têm buscado uma profissionalização, não ficam utilizando seu tempo para planejar fugas. Tivemos também uma queda considerável de utilização de medicamentos e de atendimentos psicológicos”, explicou.

Essas oficinas, de acordo com Guilherme, não oneram o Estado, já que o custo dos produtos é baixo. “Na piscicultura, por exemplo, o governo doa a ração e os alevinos. A UFMG oferece a capacitação e temos outros parceiros que também nos auxiliam nesses programas”, ressaltou.

Piscicultura

Minas Gerais é o primeiro Estado do país a produzir peixes dentro de uma unidade prisional. A iniciativa começou no ano passado, no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. A previsão é de que outras penitenciárias serão beneficiadas com o projeto, dentre elas Governador Valadares, duas em Ribeirão das Neves e uma em Ponte Nova.

Nos dias 29 e 30 de março será realizada uma reunião, em Governador Valadares, para discutir a implantação do programa de piscicultura, com o intuito de beneficiar mais de 200 sentenciados. Os pescados são mantidos em criatórios, localizados dentro das áreas de responsabilidade das unidades prisionais. Quando os peixes atingem o peso ideal para pesca, são doados a instituições indicadas pelo Consea-MG.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/conselho-de-seguranca-alimentar-apoia-projeto-de-piscicultura-em-teofilo-otoni/

Gestão da saúde: Pesquisa da Fundação Ezequiel Dias vai testar potência de vacinas

Metodologia ajudará a reduzir o uso de animais em laboratórios e garantirá produtos de melhor qualidade

Thiago Valinho
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas

Testes in vivo, ou seja, que utilizam camundongos para avaliar a eficácia de vacinas clostridiais – usadas em bovinos, caprinos e ovinos para proteção contra um tipo de doença bacteriana – estão com os dias contados. É que um estudo realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR), desenvolveu uma nova metodologia com o mesmo objetivo, porém, in vitro – realizada em laboratório através de um método de ensaio denominado ELISA, o mesmo usado, por exemplo, para diagnóstico da Aids.

“É um método mais prático, rápido e barato, que vai permitir não só a redução significativa do uso de animais nos testes, como também poderá garantir mais qualidade ao processo de produção da vacina”, afirma o pesquisador da Funed, Luiz Guilherme Dias Heneine, membro da equipe do projeto. Isso porque, segundo Heneine, as facilidades e vantagens que o kit desenvolvido oferece permitem que a própria indústria fabricante da vacina monitore a qualidade do produto antes de enviar para aprovação do órgão regulador – que nesse caso é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Os fabricantes são obrigados a enviar parte do lote das vacinas para o ministério, que verifica se a dosagem é adequada para proteção do animal. Com o resultado do nosso trabalho, antes mesmo da conclusão do processo de produção, os fabricantes terão como avaliar a qualidade das vacinas, corrigir falhas e evitar perdas”, explica o pesquisador da Funed. Segundo Francisco Carlos Faria Lobato, médico veterinário e professor da Escola de Veterinária da UFMG, que também participa do estudo, somente em 2010, o ministério utilizou cerca de dois mil camundongos para testar 160 milhões de doses de vacinas de aproximadamente 14 laboratórios produtores. “A substituição do teste de potência pode reduzir significativamente esse número”, afirmou. A pesquisadora Patrícia Martins Parreiras, do Instituto René Rachou, lembra ainda que esta redução atende a Lei Arouca (2008), que recomenda a substituição de animais por métodos in vitro em procedimentos experimentais.

O pesquisador da Funed ressalta ainda a importância da pesquisa para os produtores rurais e para a melhoria da qualidade da carne consumida pela população. De acordo com ele, elas evitam a contaminação por bactérias do gênero Clostridium, que causam diferentes síndromes no animal infectado podendo resultar na morte dele. “O teste garantirá a produção de vacinas de qualidade, consequentemente, animais sadios, alimento de melhor qualidade para a população e para o mercado exportador”, afirma.

O teste

Utilizando-se de pequena quantidade da vacina, do soro de animais já vacinados, pipetas, de uma placa acrílica, reagentes laboratoriais e de leitores computadorizados, a metodologia desenvolvida pela equipe de pesquisadores permite quantificar a concentração de anticorpos presentes no soro dos animais, ou seja, verificar se a dose da vacina é suficiente para proteger o animal. “A coloração na placa indica a reação, a presença e quantidade do antígeno. A intensidade da reação dos produtos é proporcional à quantidade presente. É um método muito eficiente”, explica Luiz Guilherme Dias Heneine.

Resultados e expectativas

De acordo com Luiz Guilherme Dias Heneine, os resultados do estudo, realizados tanto em laboratório quanto em uma indústria farmacêutica parceira do projeto, foram satisfatórios. “O teste já foi padronizado e pré-validado. Nossa expectativa agora é patentear a tecnologia e transferir o conhecimento para que uma empresa possa produzir e comercializar”, disse. Segundo ele, o Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Gerais (Lanagro) – que disponibilizou soro dos animais vacinados para os testes – já demonstrou interesse na nova metodologia.

O estudo tem ainda potencial para permitir que sejam desenvolvidos kits de teste de vacinas para outras doenças. “Esse foi só o primeiro passo. Nosso objetivo é ampliar a tecnologia para identificação de outros antígenos e originar kits para controle de outras patologias”, avisa Heneine.

Destaque de inovação

A pesquisa desenvolvida pela Funed, UFMG e CPqRR foi avaliada por uma comissão formada por profissionais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e UFMG e agora está catalogada no Livro do Programa de Incentivo à Inovação (PII).

A publicação, organizada pela Fiocruz, foi lançada no último dia 14, reúne 16 projetos do Programa e tem como objetivo fomentar a cultura empreendedora nas universidades e instituições de pesquisa.  De acordo com o gerente de Inovação e Sustentabilidade do Sebrae, Anízio Dutra Vianna, “os produtos criados a partir do Programa podem contribuir para o desenvolvimento, geração de emprego e renda em Minas Gerais, por meio da criação de empresas de base tecnológica ou transferência de tecnologias”.

“É uma satisfação ver a Funed somando-se a essas outras importantes instituições científicas e contribuir para que o conhecimento produzido por nossos profissionais possa gerar novos negócios, com qualidade superior e a custos menores”, afirma o presidente da Fundação, Augusto Monteiro Guimarães. A pesquisa contou também com o apoio do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisa-da-fundacao-ezequiel-dias-vai-testar-potencia-de-vacinas/

Governo de Minas: Conselho de Segurança Alimentar realiza plenária para definir estratégias de 2012

Descentralização das ações do Consea-MG está entre as prioridades para este ano

Arquivo/Consea-MG
Presidente do Consea-MG, Dom Mauro Morelli, ministrará palestra sobre a estratégia de descentralização do conselho
Presidente do Consea-MG, Dom Mauro Morelli, ministrará palestra sobre a estratégia de descentralização do conselho

O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG) realiza, nos dias 12 e 13 de março, sua 1ª Plenária Ordinária de 2012. O encontro será realizado no Retiro São José, no bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte. Participam da plenária cerca de 70 pessoas, entre conselheiros governamentais e da sociedade civil, convidados e palestrantes.

A abertura será às 9h, com um debate sobre “O Papel dos Conselhos e Conselheiros no Controle Social”, intermediado pela professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eleonora Schettini Martins Cunha. Em seguida, a vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas-MG), Maria Juanita Godinho Pimenta, ministrará debate com o tema “Experiência de Descentralização do Ceas-MG”.

Na plenária, o presidente do Consea-MG, Dom Mauro Morelli, proferirá palestra com o tema “Estratégia de Descentralização do Consea e o Projeto Exemplar”. O primeiro dia do encontro será encerrado com a apresentação da sistematização dos Seminários Regionais de Planejamento, realizados em fevereiro deste ano.

O segundo dia do encontro contará com debates sobre os programas de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (SANS) e com a apresentação do planejamento do Consea-MG para 2012, a participação do Consea-MG no Conselho de Alimentação Escolar (CAE). Haverá, ainda, a apresentação dos programas “Um leite pela vida” e “Água para todos”, do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene).

Consea-MG

Criado em 1999 pelo Decreto n° 40.324 do governador do Estado, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG) é um órgão colegiado de interação do poder público estadual com a sociedade civil, vinculado ao Gabinete do Governador. Seu objetivo é deliberar, propor e monitorar ações e políticas de segurança alimentar e nutricional sustentável em Minas.

O conceito de segurança alimentar consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e que seja ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentável.

Fonte: Agência Minas