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Gestão Anastasia: papel do Sistema Mineiro de Inovação é ratificado em seminário de inovação tecnológica na Fiemg

Um dos destaques do evento foi a palestra “Academia-Empresa Hélice Tríplice: A prática do Sistema Mineiro de Inovação – Simi”

Diulgação/Sectes MG
Superintendente de Inovação Tecnológica da Sectes, José Luciano de Assis Pereira, durante a palestra
Superintendente de Inovação Tecnológica da Sectes, José Luciano de Assis Pereira, durante a palestra

A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Artesanato de Minas Gerais realizou, nesta quinta-feira (29), no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o seminário Incentivos à Inovação Tecnológica. Um dos destaques do evento foi a palestra “Academia-Empresa Hélice Tríplice: A prática do Sistema Mineiro de Inovação – Simi”, proferida pelo superintendente de Inovação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), José Luciano de Assis Pereira.

Em sua palestra, José Luciano apresentou os objetivos do Governo de Minas com o Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que visa estimular a transferência de tecnologias em prol da inovação e promover aumento de renda e benefícios para a sociedade. Como explicado pelo superintendente, o Simi utiliza uma rede de inovação aberta para colocar em contato os três agentes da inovação: governo, empresa e universidade. Por meio do site, é possível que pesquisadores cadastrem e ofertem suas tecnologias, e que empresas divulguem suas demandas tecnológicas a fim de serem atendidas.

Além de seu site, o Simi também aproxima os agentes da inovação com sua metodologia de Encontros de Inovação, que “potencializa interações entre pesquisadores e empresas por meio de encontros presenciais”, como afirmado por Luciano. A prova do sucesso dos encontros está nos resultados mostrados na apresentação: 91% dos participantes afirmam que voltariam a outro encontro e a porcentagem das interações que geraram parcerias aumentou de 15% em 2008/2009 para 21% em 2010.

José Luciano abordou ainda outras ações promovidas pelo Simi, como os editais induzidos e o programa Inove em Minas, que visa à atração de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para o Estado, “a fim de aumentar investimentos que potencializem seu crescimento e oferecer oportunidades de atração e retenção de pessoal qualificado”. Por último, o superintendente falou do Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-Graduação, que busca preparar o estudante universitário para o setor empresarial.

Incentivos do governo à inovação tecnológica

José Luciano também apresentou os ambientes e ferramentas de incentivo à inovação em Minas Gerais promovidos pela Superintendência de Inovação Tecnológica (Sint). Ele discursou acerca da importância não apenas dos parques tecnológicos mineiros – que são espaços essenciais para que exista uma maior interação e diálogo entre universidades e empresas (especialmente as médias e de base tecnológica) –, mas também das incubadoras de empresas. Ele lembrou que a incubadora de Viçosa foi eleita a melhor do Brasil em 2011. Em anos anteriores, outras incubadoras mineiras também já haviam sido campeãs pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), entidade que reúne incubadoras brasileiras.

O superintendente falou também do Programa de Incentivo à Inovação (PII), que por meio dos seus Estudos de Viabilidade Técnica, Comercial, Ambiental e Social (EVTECIAS) e do desenvolvimento de Planos Tecnológicos (PPtec) e Protótipos transforma projetos de pesquisa em inovações tecnológicas aplicadas. O programa já se tornou um sucesso entre os institutos de ciência e tecnologia mais renomados do Estado. “É importante que busquemos políticas públicas efetivas de incentivo à inovação. E é isso que a Sectes, em parceria com a Fapemig, está fazendo”, concluiu Luciano.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/papel-do-sistema-mineiro-de-inovacao-e-ratificado-em-seminario-de-inovacao-tecnologica-na-fiemg/

Gestão Anastasia: Centro Tecnológico de Minas Gerais inaugura novo núcleo de bioengenharia

O núcleo é uma rede de parceria de pesquisadores do Cetec com a Cemig, que dará procedimento aos estudos contra o mexilhão dourado

Mônica Campos/Cetec
Mexilhão dourado em boias de navegação
Mexilhão dourado em boias de navegação

Nesta sexta-feira (23), a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), inaugura o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (CBEIH). O novo centro é uma rede de parceria de pesquisadores do Cetec com a Cemig, que dará procedimento aos estudos contra o mexilhão dourado, espécie invasora que tem causado problemas em usinas hidrelétricas.

O impacto do mexilhão nas atividades das hidrelétricas se dá com o entupimento das tubulações das usinas devido à instalação da espécie, causando sobrecargasdos equipamentos e mais gastos de manutenção. O centro visa criar soluções para amenizar os impactos ecológicos, industriais e econômicos causados por espécies invasoras, atuando nas frentes de bioengenharia, monitoramento e modelagem ambiental.

A área da bioengenharia será responsável pelos estudos em relação aos processos e às estruturas microscópicas que compõem os seres vivos. Essas pesquisas permitirão um combate mais eficiente a essas espécies, além de possibilitar que sejam recriados em laboratório processos importantes para a criação de novos materiais com aplicações na medicina, na engenharia e na informática.

As atividades de monitoramento acompanharão o avanço de um organismo em determinado ambiente, ajudando a entender a relação da espécie com o meio onde se instalou, como ela se dispersa, se reproduz e como as variáveis ambientais interferem na sua biologia.

A modelagem usa os conhecimentos biológicos e ecológicos do organismo para gerar dados de indicação das áreas mais suscetíveis à invasão e por quais vias o organismo se dispersa. Essa fase poderá prever o tempo de ocupação de uma espécie em uma determinada usina, possibilitando direcionar ações de manejo antes do entupimento de tubulações de forma mais efetiva.

O CBEIH criou a Base Colaborativa de Dados, ferramenta online hospedada no portal cbeih.org, onde pesquisadores do mundo inteiro podem inserir e coletar dados ambientais e biológicos sobre espécies invasoras, com foco inicial no mexilhão dourado.

Mexilhão Dourado

Os estudos de controle do mexilhão não são novidade para o Cetec. Desde 2002, a fundação atua em parceria com a Cemig buscando soluções contra a proliferação da espécie nas instalações de usinas hidrelétricas.

O mexilhão dourado é uma espécie do sudoeste asiático que chegou na América do Sul pelo porto de Buenos Aires, por meio das águas de lastro dos navios, em 1991, e se disseminou a partir do rio da Prata. O molusco tem alta capacidade reprodutiva e, além de ser tolerante a uma grande variedade de condições ambientais, não encontrou nenhum predador natural nas águas sul-americanas. Assim, em apenas dez anos a espécie se instalou por toda a bacia do Prata e chegou ao rio Paraná, com densidades que podem superar 120.000 indivíduos/m².

A espécie também altera o equilíbrio ambiental local por não haver um predador natural. Ao se proliferar, o molusco compete com espécies originais e cria uma nova disputa por recursos. O invasor pode se instalar em raízes de plantas aquáticas, levando ao sufocamento das mesmas e, por ser um filtrador natural, remove partículas da coluna d’água prejudicando o desenvolvimento dos plânctons.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/centro-tecnologico-de-minas-gerais-inaugura-novo-nucleo-de-bioengenharia/

Fopemimpe debate políticas para os micro e pequenos empresários

Ressaltando a importância do encontro para o fomento à economia mineira por meio de um segmento dos mais representativos, a subsecretária de Indústria, Comércio e Serviços (Sics) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Marilena Chaves, presidiu, nesta quinta-feira (27), ao lado do diretor de Operações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), Matheus Cotta de Carvalho, e do vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Lázaro Luiz Gonzaga, a abertura da terceira Assembléia Geral do Fórum Permanente Mineiro das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Fopemimpe).

A subsecretária falou sobre as ações voltadas para as micro e pequenas empresas. “Nosso compromisso hoje é de articular, formular e acompanhar a implementação das políticas governamentais em benefício das microempresas e empresas de pequeno porte”, salientou.

Desde a sua criação, em julho de 2008, o Fopemimpe realiza dois encontros anuais para reunir os empresários com o objetivo de permutar experiências e discutir melhorias para o segmento. “Ao longo de 2009, conquistamos diversos benefícios para os empresários desse segmento, como a redução da carga tributária e a inserção das prefeituras como clientes dessas empresas”, destacou Marilena Chaves.

O maior desafio do Fopemimpe, segundo a subsecretária, é implementar a Lei Geral 123/2006, que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte em 100% dos municípios mineiros. “Atualmente, a legislação está implementada em 81 municípios e nosso objetivo é atingir os 853 municípios mineiros”, completou. A lei estabelece normas gerais relativas ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Segundo dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), das 750 mil empresas ativas em Minas Gerais, cerca de 734 mil são microempresas e pequenas empresas. O mesmo estudo mostra que a maioria das empresas está no ramo de comércio e serviço, com 45,6% e 40,2%, respectivamente.

Programação

O primeiro dia do evento ainda contou com palestras do diretor de Desenvolvimento Sustentável do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Ronaldo Lamounier Locatelli, que apresentou as ações desenvolvidas pelo banco para o micro e pequeno empreendedor. Ele destacou a preocupação do BDMG em atender os empresários desse segmento em Minas. “Como esse é o segmento que gera o maior número de empregos, queremos atuar, por meio de nossos parceiros, em todo o Estado de Minas Gerais”, afirmou.

O assessor de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Mauro Sayar Ferreira, também ministrou uma palestra sobre a conjuntura e as perspectivas econômicas para o ano de 2010. Os representantes das prefeituras de Uberlândia, São Sebastião do Paraíso, Além Paraíba e Belo Horizonte também estiveram presentes no Fórum para apresentar as ações do Fopemimpe em suas cidades.

Os participantes foram divididos em grupos temáticos para debater assuntos como “Inovação e Tecnologia”, “Capacitação e formação empreendedora”, “Comércio exterior”, “Informação”, “Investimento, Financiamento e crédito” e “Racionalização legal e burocrática”.

Integrantes

Além da Sede, integram o Fopemimpe a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), Jucemg, BDMG e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Representando a iniciativa privada integram o Fórum o Sebrae-MG, Fiemg, Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Fecomércio, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Minas Gerais (Setcemg), Associação Comercial de Minas (AC Minas), Banco do Brasil e Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg).