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Aécio: entrevista sobre o falecimento de Sérgio Guerra

Aécio: “Sérgio Guerra tinha três características raras nos homens públicos de hoje. Era altamente culto, idealista e corajoso.”

Luto: morte de Sérgio Guerra

Entrevista coletiva presidente do PSDB, senador Aécio Neves

Assunto: falecimento do ex-presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra

Qual o sentimento para o partido com a ausência de Sérgio Guerra?

De enorme perda, certamente muito especial para o PSDB, que perde um dos seus principais líderes, um homem que pensava o Brasil na dimensão necessária. Tinha, em relação ao Nordeste, uma preocupação e uma formulação muito própria, que nos estimulava a mergulharmos, permanentemente, na busca da diminuição das enormes diferenças que ainda aviltam, envergonham os brasileiros.

Mas perde a política brasileira como um todo. Sérgio Guerra teve uma carreira de absoluta coerência em relação àquilo que pensava ser importante para o Brasil, e tinha uma característica que eu prezo e admiro e muito nos homens públicos, que é o destemor, a coragem para ir em frente, e uma capacidade de aglutinação, de convergênciaextremamente grande.

Eu, pessoalmente, perco um dos meus mais queridos amigos. Fará uma falta enorme nessa construção que ora se inicia, mas vamos continuar em frente, em nome do Sérgio, em nome dos seus valores, em nome dos seus ideais. Hoje é um dia muito doloroso para todos nós que convivemos com ele, em especial para os que tiveram o privilégio de, mais de perto, usufruir das luzes e da inspiração do meu companheiro, irmão Sérgio Guerra.

A ausência dele muda muita coisa na política de alianças em Pernambuco, na relação com o PSB?

Eu vou evitar hoje, e vocês vão me compreender, falar de política. Mas nós sempre estaremos honrando os compromissos de Sérgio. Hoje é apenas o dia da saudade, o dia das reverências. Estão aqui homens públicos do Brasil inteiro, demonstrando a enorme dimensão de Sérgio Guerra. Não é hora de falar de política.

Uma mensagem à região Mata Norte, onde Sérgio Guerra era muito querido.

Um abraço muito carinhoso aos amigos da Mata Norte. Sei do carinho que o Sérgio tinha por essa região, e vamos continuar trabalhando juntos pelo desenvolvimento de toda a região, e da Mata Norte em especial.

Sobre o ex-deputado Sérgio Guerra.

Um dia muito triste. Triste para a política brasileira, que perde um dos seus quadros mais qualificados. Sérgio Guerra tinha três características raras nos homens públicos de hoje. Um homem altamente cultoidealista, lutava por aquilo em que acreditava; e corajoso. Era destemido. Não enfrentava qualquer um apenas por enfrentar, e sim aqueles que achava que o enfrentamento ajudaria a melhorar o Brasil. Sérgio teve uma vida retilínea, coerente. E para nós que convivemos com ele muito de perto essa perda é muito maior.

Tive em Sérgio Guerra um dos meus mais queridos amigos ao longo de todos esses últimos anos. Se sou hoje presidente nacional do PSDB é pela mão de Sérgio Guerra, que, terminando mais um mandato, achava que aquela era a hora da sucessão. Veio para trabalhar ao meu lado como presidente do ITV. Por aí você pode imaginar a falta que ele fará àsoposições, em especial; a mim, pessoalmente, de forma muito profunda; mas, como disse, à política brasileira, que perde um dos seus mais dignos e corretos homens públicos.

Para todos nós, que formulamos um projeto para o Brasil, a perda de Sérgio Guerra é enorme. E Sérgio tinha um foco muito claro em todas as discussões programáticas que tivemos até aqui em relação ao Nordeste. Essa é talvez a maior das homenagens que eu pessoalmente posso, o PSDB também, as oposições, fazer a ele. Tratar a questão da inclusão, da diminuição das diferenças sociais de forma cada vez mais clara. Esse será um dos nortes, essa será uma das prioridades absolutas, no momento em que o PSDB apresentar ao Brasil a sua proposta. A forma de honrá-lo é mantendo vivos os seus ideais, a sua disposição e a sua coragem de mudar o Brasil.

Sobre tratamento médico do ex-deputado.

Até 10 dias atrás estávamos confiando na recuperação dele. Ele superava mais uma etapa da sua doença, e no momento em que já estava nos dando expectativas, perspectivas de mais uma etapa de recuperação, ele foi atingido por um novo vírus, por um fungo que, infelizmente, tomou conta de um corpo extremamente debilitado. Mas foi um lutador. Não queiram saber com que coragem ele enfrentou cada instante desse tratamento. As recaídas, as recuperações, foi um calvário. Calvário que apenas os fortes conseguem enfrentar.

Quando foi a última vez que o sr. falou com ele?

15 dias atrás falando com ele, mas com a família até três dias atrás.

O sr. se recorda a última conversa com ele?

Tive tantas. Já era um pouco mais na recuperação. Ele teve uma outra inflamação na membrana do cérebro e estava lutando, mas acreditando que se recuperaria. Participou da reunião da Executiva Nacional, falando, com ideias, com proposições, achava que era hora de botarmos o bloco na rua. Infelizmente, vamos colocá-lo sem a presença de um dos seus maiores inspiradores, que é o companheiro Sérgio Guerra.

Eleições 2012: PSDB fica mais forte no Norte e Nordeste

PSDB:Norte e Nordeste 2014. Partido elege 691 prefeitos no 1º turno, no 2º disputa em 17 cidades. Guerra vai discutir eleições presidencial.

PSDB: Eleições 2012

 PSDB fica mais forte no Norte e Nordeste

PSDB: Eleições 2012 – Foto PSDB

Fonte: Raymundo Costa – Valor Econômico

Guerra destaca avanço do PSDB no Norte e Nordeste

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, apresentou o balanço do partido sobre o primeiro turno das eleições. O deputado destacou o fato de a sigla ter crescido “significativamente” no que ele chamou de “áreas de dificuldade” dos tucanos, as regiões Norte eNordeste, nas quais o PT teve amplo predomínio nas últimas eleições presidenciais.

O tucano criticou duramente o envolvimento do governo federal e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. “Lula tem o vício de pensar que é o dono do povo. Mas o PT não tem a ‘reserva de mercado’ da população”, disse. “O PT é um partido que perdeu a sintonia com a opinião pública. Não adianta mais ao Lula dar conselhos ao povo. Se fizer isso, não será ouvido”, afirmou. Segundo Guerra, “a marca do PT é o mensalão“.

Entre as “áreas de dificuldade” Guerra citou como exemplos o caso do Recife, onde o PSDB lançou um candidato praticamente “secreto” (o deputado estadual Daniel Coelho) que teve quase o dobro de votos do candidato do PT, o senador Humberto Costa, indicado diretamente por Lula para a disputa. O segundo aspecto positivo destacado por Guerra foi a “renovação” ocorrida entre os tucanos. Além do exemplo de Daniel Coelho e sua surpreendente votação no Recife, o presidente do PSDB citou a eleição do deputado estadual Rui Palmeira em Maceió, a capital de Alagoas.

Segundo Sérgio Guerra, nenhum partido pode se declarar “hegemônico” e a eleição, na realidade, apresentou um quadro partidário fragmentado. O PSDB elegeu 691 prefeitos no primeiro turno e disputa o segundo em 17 cidades, das quais oito são capitais. São Paulo, João Pessoa, Manaus, Rio Branco, Teresina, Vitória, Belém e São Luís. Os tucanos comemoram o fato de terem conseguido entrar em “áreas de dificuldade” – quatro das oito capitais estão no Norte e Nordeste.

Os tucanos consideram que será “simbólica” a vitória do ex-senador Arthur Virgílio, em Manaus, devido ao envolvimento do governo para derrotar o ex-senador. Apesar do avanço nas regiões Norte e Nordeste, a direção do PSDB entende que o desempenho partidário nos “grandes centros formadores de opinião” é que pode ter influência na sucessão presidencial. A eleição de prefeitos nas cidades medias e pequenas é importante para a eleição proporcional. Neste caso, saudou a eleição de Marcio Lacerda em Belo Horizonte, que é do PSB, mas próximo do senador Aécio Neves, hoje o nome mais forte do PSDB para a disputa presidencial de 2014.

Guerra lamentou que a eleição em São Paulo tenha resvalado para a discussão do “kit-gay”, que considerou um assunto da sociedade mas irrelevante. Achou natural que o candidato José Serra não queira discutir o kit gay, pois o “foco” da campanha deve ser o governo da cidade de São Paulo. Apesar de as pesquisas demonstrarem que o PT deve vencer a eleição por ampla margem, Guerra insiste que as pesquisas internas demonstram uma disputa acirrada.

Guerra defendeu que o PSDB discuta a sucessão presidencial logo após a realização do segundo turno, não necessariamente para escolher um nome, mas dar uma indicação sobre para onde devem caminhar os tucanos. Se houver mais de um pretendente, acha que o partido deve realizar prévias. OPSDB começou um recadastramento nas eleições de 2010. Até agora, já foram recadastrados 100 mil filiados.

Guerra também defende a elaboração imediata de um estatuto para as prévias. Antes de ser questionado, Guerra falou sobre o chamado “mensalão mineiro”, que o PT cita como o similar tucano do esquemas pelo qual está sendo condenado no Supremo Tribunal Federal. “O [deputado federal] Azeredo é uma pessoa honesta e com uma grande trajetória. Não foi flagrado andando de jatinho e nem participando de negócios escusos. O que queremos em relação ao caso é também que ocorra um julgamento justo e que o Judiciário cumpra seu papel”, afirmou.

PSDB: 2014 – Link da matéria: http://www.valor.com.br/eleicoes2012/2870576/guerra-destaca-avanco-do-psdb-no-norte-e-nordeste

PSDB: Sérgio Guerra diz que Dilma invadiu BH

“Dilma invadiu BH” – entrevista com Sérgio Guerra, presidente do PSDB

Por Redatores da Turma do Chapéu

O deputado federal Sérgio Guerra, presidente do PSDB, comenta a entrada de Dilma Rousseff na campanha eleitoral de Belo Horizonte, impondo a candidatura de Patrus Ananias e forçando uma intervenção fracassada de Gilberto Kassab no PSD de BH.

Sérgio Guerra também comenta o naufrágio do PT, que vem colocando nomes fortes na disputa para evitar o encolhimento do partido nas eleições municipais.

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Sérgio Guerra, presidente do PSDB – Foto: Paula Sholl

‘Dilma invadiu BH e deu peso nacional à disputa’

O Estado de São Paulo, 06/08/2012

Tucano critica PT pelo lançamento de Patrus na cidade e diz que Aécio ‘lidera campanha contra invasores de Minas’

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusa o PT e a presidente Dilma Rousseff de terem feito “uma invasão ilegítima em Minas Gerais”, ao lançarem o ex-ministro Patrus Ananias para a prefeitura e terem obrigado o presidente do PSD, Gilberto Kassab, a intervir no partido para apoiar o petista. Para o tucano, a ação de Dilma deu importância nacional à eleição na capital mineira. O adversário de Patrus é o prefeito, Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo senador Aécio Neves, potencial candidato a presidente pelo PSDB em 2014. “Aécio lidera a campanha contra o mundo do PT e os invasores”, diz Guerra.

Com a entrada da presidente Dilma Rousseff na campanha de BH, o eixo do duelo nacional muda de São Paulo para Minas?

São Paulo é uma eleição importantíssima pelo peso do PSDB, pelo peso do PT, pelo tamanho de São Paulo, pela relevância de José Serra. Mas Belo Horizonte ganha importância similar. O PT e a presidente Dilma fizeram uma invasão ilegítima em Minas, com o grupo que os acompanha. Isto demonstra o caráter autoritário e antidemocrático desse grupo. O PSD está no meio disso e vai se dar mal.

O PSD está com Serra em São Paulo, mas interveio em BH para se afastar do senador Aécio Neves e se aliar ao PT. O PSD está com Serra ou com Dilma?

Nos últimos 40 dias, o PT descobriu o naufrágio do partido nas eleições municipais. Como só liderava em Goiânia, o senador e ex-governador do Piauí Wellington Dias foi empurrado para ser candidato em Teresina. Do mesmo modo, o Humberto Costa, que é um senador reconhecidamente importante, foi levado a ser candidato na marra em Recife. Em BH é mais grave. O conjunto das forças que estão em torno do PT e que incorpora o PSD invadiu Minas.

Mas afinal, o PSD não é nem Serra, nem Dilma?

Não sei, sobre o PSD sei muito pouca coisa. Não é nem esquerda, nem direita e nem do centro.

O governador Eduardo Campos, presidente do PSB, é hoje uma liderança em ascensão…

Mas a situação dele hoje não é boa. Está ameaçado de perder no Recife; não tem o Ceará; não fez papel bonito em São Paulo. E perdeu o candidato em Belo Horizonte, que hoje é do Aécio.

O sr. antevê um cenário de disputa entre Campos e Aécio na sucessão presidencial de 2014?

Se houver um naufrágio no PT, sim. Mas eu não acredito nisso.

O PSDB avalia que Dilma está fazendo um bom governo?

Não. Ela está bem com a opinião pública, com esse negócio de discurso moralista. Mas a economia está piorando a cada dia. Já não é mais impressão, é realidade. Está com um “PIBinho”, sem dinheiro para pagar contas. A arrecadação está caindo e as empresas estão sem querer ajudar nas campanhas.

Há críticas em relação ao comportamento de Aécio como presidenciável…

Ele acaba de dar uma grande resposta: lidera nossa campanha em Belo Horizonte contra o mundo do PT e os invasores de Minas Gerais.

O sr. prevê uma campanha de ânimos acirrados entre tucanos e petistas por causa do mensalão?

As eleições municipais terão sempre o viés local. Mas o mensalão é a marca de um partido que começa a definhar, por excesso de força e falta de argumentos. Toda vez que essa questão volta à tona, os débitos são óbvios para o PT e seus líderes. A forma como esse tipo de discussão vai se dar e refletir nas eleições, sinceramente, não sou capaz de prever.

Havia uma expectativa de que PSDB e DEM se aliassem pelo menos em cinco capitais. Por que o saldo foi de afastamento?

O DEM tinha dois candidatos que eram favoritos em Salvador e Aracaju. Eles têm nosso apoio. Em outras capitais, como Fortaleza e Recife, o PSDB tem candidato e o DEM também. Nada mais natural e mais equilibrado.

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/dilma-invadiu-bh-sergio-guerra/

A qualificação das administrações municipais: A campanha tucana para as próximas eleições

Fonte: artigo deputado Marcus Pestana – Deputado federal (PSDB-MG)

 PSDB Minas quer fortalecer gestão dos municípios

PSDB Minas quer fortalecer gestão dos municípios

A qualificação das administrações municipais

A campanha tucana para as próximas eleições 
PSDB Minas – É no processo eleitoral que começa a se definir a qualidade das administrações que nascerão das urnas. O perfil dos eleitos é um retrato do grau de informação, consciência e organização da sociedade. O poder econômico, o populismo e a demagogia interferem negativamente na formação das intenções de voto.

Em junho, entraremos na reta final para o delineamento do quadro das disputas municipais em 2012, já que serão realizadas as convenções partidárias.

As eleições municipais são geralmente as mais quentes e disputadas, dada a maior proximidade dos atores e temas do cotidiano da população. A população irá acompanhar com interesse crescente as propostas e a movimentação dos candidatos.

Um bom prefeito pode alavancar o desenvolvimento econômico e social de uma cidade, assim como a eleição de um mau prefeito pode ser um desastre a determinar retrocessos gigantescos. Cuidar daeducação das crianças, da saúde pública, do transporte coletivo e da mobilidade urbana, da moradia e do saneamento ambiental não é coisa para amadores ou irresponsáveis.

Para que o marketing, a mentira, a manipulação e a compra de votos não substituam o debate de ideias e o confronto de biografias, os partidos políticos têm um insubstituível papel como catalisadores do debate e organizadores da ação política.

Infelizmente, a tradição partidária brasileira obedece a uma lógica eminentemente cartorial. Os partidos se transformaram em meros cartórios de registros de candidaturas, servindo de trampolim para projetos vazios e pessoais.

PSDB-Minas tem patrocinado um processo único de discussão e mobilização em 2012, ocupando seu espaço e cumprindo seu papel. Serão dez cursos de formação de candidatos, organizados pelo Instituto Teotônio Vilela, nas diversas regiões para preparação de nossos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores. Já tivemos as etapas sediadas em São João del Rei, Pará de Minas, Lavras, Unaí, Montes Claros, Juiz de Fora, Poços de Caldas. A próxima será em Governador Valadares.

E para alavancar vigorosamente as campanhas tucanas em toda Minas Gerais, realizamos no último 25, em Belo Horizonte, com a presença de AécioAnastasia e Sérgio Guerra, o Encontro Estadual do PSDB Minas, com a participação de centenas de pré-candidatos dos quatro cantos do Estado. Além da palavra de nossos maiores líderes, tivemos uma rica mesa-redonda com sete prefeitos do PSDB de regiões diferentes sobre o jeito tucano de governar as cidades, palestras sobre legislação eleitoral e comunicação nas campanhas e uma assembleia que aprovou a Carta Aberta do PSDB aos Municípios Mineiros e à sua População, com diretrizes e princípios que orientarão a postura do partido nas próximas eleições.

Estamos certos que com esse esforço contribuiremos para o avanço dos valores fundamentais dademocracia, da equidade social e da ética na vida das cidades e de suas futuras administrações.

PSDB Minas – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=204306,OTE&busca=A%20qualifica%E7%E3o%20das%20administra%E7%F5es%20municipais&pagina=1

Senador Aécio Neves define alianças com governador de Recife para as eleições municipais de 2012. PSDB discute nova agenda nacional.

Aécio Neves

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves 

 Aécio Neves: senador define alianças com Eduardo Campos

Aécio Neves: senador define alianças com Eduardo Campos

Entrevista senador Aécio Neves em Recife

Assuntos: Reunião com governador Eduardo Campos, Congresso PSDB Mulher, PSB, agenda PSDB, seca, CPI Cachoeira.

Viagem a Recife
O PSDB vive um momento de fortalecimento de sua estrutura e dos segmentos que o compõe. Ao longo dos últimos meses, fizemos o evento da Juventude do partido, em Goiás, está aqui o presidente hoje participando também deste evento, Marcelo Richa, filho do governador Beto Richa. Fizemos um grande seminário no Rio de Janeiro sobre a questão econômica. Fizemos recentemente em São Paulo o lançamento do movimento sindical do PSDB e, hoje, em Recife, em homenagem ao nosso presidente Sergio Guerra e também ao nosso líder Bruno Araújo, reunimos as mulheres do PSDB. Na verdade, o PSDB começa a renovar o seu discurso, a atualizar as suas propostas e se colocar, claramente, como alternativa real a um modelo de gestão hoje implementado no país. E, obviamente, vindo ao Recife, era natural que eu fizesse uma visita ao meu amigo e ex-colega, enquanto governador, Eduardo Campos.

E nesta visita ao governador Eduardo Campos, na pauta, alguma possível, alguma conversa sobre alguma articulação prevendo uma aproximação entre o PSDB e o PSB, como isso já acontece em várias cidades?
Eu tenho uma proximidade com o governador Eduardo de muito tempo. Desde o tempo em que éramos companheiros na Câmara dos Deputados. Isso se estende também para uma relação entre o PSDB e o PSB em vários estados da federação, em especial, no meu estado Minas Gerais. O PSB, desde a minha primeira eleição para o governo, era um dos principais aliados nossos e continua até hoje participando do projeto transformador que implementamos em Minas Gerais. Tenho que respeitar hoje a posição do partido do governador Eduardo Campos, do PSB aliado do PT em nível federal, mas como já disse e repito, o futuro a Deus pertence. Acho que há uma identidade sim. Há uma visão muito próxima de Brasil e das suas necessidades e também de mundo que nos aproxima.

Mas não vamos tratar hoje, até por respeito ao governador Eduardo, de uma questão futura, mas sim de alianças pontuais, em vários estados, o PSDB apoiará candidaturas municipais do PSB, no caso de Belo Horizonte, por exemplo, no caso de Curitiba, poderia citar muitas outras. E vice-versa, teremos o apoio também do PSB em centenas de cidades brasileiras. E tudo o que é natural na política tem chance de ter êxito. E esta proximidade do PSB com o PSDB não se dá em razão de cargos ou de espaços, enfim, ela se dá com muita naturalidade porque há realmente uma identidade forte que aproxima lideranças do PSB em todo o país, com lideranças do PSDB.

Na última vez que o senhor veio aqui o senhor disse que o PSDB precisava se preparar para o pós-Lula. Ontem, o deputado Sérgio Guerra lhe lançou para presidente. Como o PSDB vai se preparar para o pós-Dilma?
Cada coisa a seu tempo. O PSDB que é o grande responsável ainda hoje pela agenda que está sendo implementada no país. Esta agenda que está aí hoje, da macroeconomia, com metas de inflação, cambio flutuante, superávit primário, passando pela modernização do estado com as privatizações, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, pelo início dos programas de transferência de renda, essa é uma agenda do PSDB. Não houve, no governo do PT, uma nova agenda.

E o PSDB se prepara exatamente para isso, para apresentar uma agenda para os próximos 20 anos, uma agenda de desenvolvimento, onde a gestão pública de qualidade se introduza na máquina federal, o que não acontece infelizmente hoje. Uma visão mais pragmática depolítica externa a favor dos interesses do Brasil e não de um alinhamento ideológico, a meu ver, atrasado. Então, o PSDB tem essa responsabilidade e essa autoridade. E, em especial neste ano em que comemoramos a maioridade do Plano Real ˆ o Plano Real faz, agora em junho, 18 anos da sua implementação ˆ, o PSDB vai revisitar a sua história, até porque não há nada mais importante na vida de um país do que a sua trajetória, do que a sua própria história.

E a história do PSDB nos trouxe até hoje. Vejo que não há, hoje, uma disposição clara do governo do PT em avançar nas grandes reformas, na grande agenda do Brasil, até porque a agenda das reformas de 12 anos atrás continua sendo a agenda das reformas de hoje. Entre elas destacaria a questão da repactuação da federação. O Brasil caminha, e caminha em uma velocidade muito grande para se transformar em um estado unitário, parece que o governo federal gosta dessa posição de fazer favores aos estados e aos municípios, e não dividir, com estados e municípios, a responsabilidade de governar.

São inúmeras as oportunidades perdidas no sentido de fortalecimento dos municípios e dos estados, e aqui uma palavra solidária de um mineiro, principalmente à população do sertão e do agreste pernambucano que vem passando por um momento extremamente difícil com essa estiagem, que se junta já a fragilidade dos municípios brasileiros. Então, o PSDB continuará discutindo com os brasileiros essa nova agenda e, no momento certo, vai apresentar a sua candidatura. Felizmente, o PSDB tem vários nomes em condições de conduzir esta bandeira.

O senhor é favorável a um acordo na CPI do Cachoeira para não convocarem os governadores de Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro?
Não. Sempre dissemos de forma muito clara, essa é a posição do PSDB. Achamos que se os indícios forem fortes, os governadores devem ir. Não apenas o de um partido, não apenas do PSDB, não apenas de um partido que tem minoria na Comissão, mas de todos os partidos. Mas a condução da CPI é daqueles que tem maioria. Propusemos, no início da sua formatação, a divisão ˆ e o líder Bruno (Araújo) fez isso, o presidente Sérgio Guerra ˆ a divisão do comando da CPI, para que pudéssemos ter a responsabilidade também na sua condução, como acontecia, na verdade, no passado. A oposição e a situação dividiam a presidência e a relatoria da CPI. O governo, a  base do governo, resolveu se apropriar de todos os espaços e a responsabilidade pela condução da CPI é da base do governo.

Sobre a aliança que existe em Pernambuco, existe já algum município em vista?
Acho que aqui quem pode falar melhor sobre isso é o presidente Sergio Guerra.

Aécio Neves: Link da entrevista: http://www.jogodopoder.com/aecio-neves-senador-2

Senador Aécio Neves apoiou no Rio à candidatura de Otávio Leite à Prefeitura.

Fonte: Juliana Castro – O Globo

Com Aécio, Otavio Leite lança pré-candidatura à prefeitura do Rio

Tucano ainda sonha com apoio do PV, que lançará a deputada estadual Aspásia Camargo
 Senador Aécio Neves apoia Otavio Leite no Rio

deputado federal Otavio Leite (PSDB) lançou nesta sexta-feira sua pré-candidatura à prefeitura do Rio, num evento no Centro do Rio que contou com a presença do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do presidente nacional do partido, Sérgio Guerra. O tucano disse ainda ter esperanças de contar com o apoio do PV, derrotado no segundo turno da última eleição municipal em que concorreu pelo partido o ex-deputado federal Fernando Gabeira. A legenda, no entanto, deverá carimbar na próxima semana a pré-candidatura da deputada estadual Aspásia Camargo.

– Ontem (quinta-feira), conversei com o Gabeira. Nós não estamos apressados – disse Otavio.

O único representante do PV no evento foi o vereador Edison da Creatinina, num sinal de que a aliança cortejada pelos tucanos promete não vingar.

A concretização da pré-candidatura de Otavio faz com que o PSDB volte a ter um pré-candidato à prefeitura da capital depois de 12 anos. O último candidato foi Ronaldo Cezar Coelho, em 2000. Derrotada na disputa interna do partido que decidiu quem concorreria à prefeitura da capital, a vereadora Andrea Gouvêa Vieira não compareceu ao evento. Ela já declarou que não fará campanha para o colega.

Otavio disse acreditar que a pré-candidatura do ex-governador José Serra em São Paulo ajuda na nacionalização da candidatura, o que poderia levar a uma polarização entre PT, que apoia a reeleição do prefeito Eduardo Paes, e o PSDB. O tucano aproveitou para desconstruir uma das estratégias que serão usadas pela campanha do peemedebista: a de que a parceria entre os governos federal, estadual e municipal é bom para a cidade. Paes tem o apoio da presidente Dilma Rousseff e do governador Sérgio Cabral.

– Isso não tem resolvido problemas básicos do Rio de Janeiro – afirmou o tucano.

Em seus discursos, Aécio e Sérgio Guerra tentaram polarizar a disputa entre Otavio e Paes:

– Há uma convicção geral de que há necessidade de mudança – disse o presidente do PSDB.

– Otavio representa no Rio uma alternativa ao que está aí – afirmou em seguida o senador Aécio Neves.

Também compareceram o deputado federal Vanderlei Macris (SP); o ex-secretário de Segurança do Rio e ex-deputado Marcelo Itagiba, que será candidato a vereador; o presidente do PSDB-RJ, deputado estadual Luiz Paulo; o ex-presidente do Flamengo Márcio Braga e a atriz Rosamaria Murtinho.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/com-aecio-otavio-leite-lanca-pre-candidatura-prefeitura-do-rio-4702538#ixzz1t3UP7RYL

 

Ex-presidente declarou que o senador mineiro é o candidato natural do PSDB à Presidência; tucanos se dividem

Aécio oposição, eleição 2014

Fonte: Silvia Amorim e Thiago Herdy – O Globo

Serra discorda da opinião de FH sobre Aécio

Ex-presidente declarou que o senador mineiro é o candidato natural do PSDB à Presidência; tucanos se dividem

SÃO PAULO e BELO HORIZONTE. O ex-governador de São Paulo, José Serra, disse ontem discordar das opiniões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista à revista britânica “The Economist”, mas que, por se tratar de um amigo, não comentaria as declarações. O trecho de maior repercussão foi aquele em que Fernando Henrique apontou o senador Aécio Neves (MG) como o “candidato óbvio” do PSDB para a eleição presidencial de 2014. Ele também falou em “erros enormes” na campanha de Serra em 2010 e disse que o mineiro tem hoje mais chances de vitória em 2014 do que Serra.

– São opiniões dele (FH). Não estou de acordo com algumas delas, mas não vou polemizar com um amigo – afirmou o ex-governador Serra, sem dar detalhes sobre os pontos em que discorda do ex-presidente.

 

À revista, FH disse ainda que Aécio tem mais condições de fazer alianças políticas.

– Aécio é de uma cultura brasileira mais tradicional, mais disposta a estabelecer alianças. Ele tem apoio em Minas Gerais. São Paulo não é assim, é sempre dividido, é muito grande.

O senador Aécio Neves agradeceu ontem ao ex-presidente Fernando Henrique pela referência a seu nome como “candidato natural” do PSDB à Presidência em 2014. Em viagem particular, o senador divulgou uma declaração por meio de sua assessoria, em que afirma considerar o período após as eleições municipais como o momento certo para a definição de um nome, “entre os vários de que dispõe”.

– Agradeço a referência do presidente Fernando Henrique. Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário e de suas estruturas, a juventude, as mulheres, os sindicatos, além do esforço para ampliar o alcance do nosso discurso – disse Aécio, sem citar o seu principal adversário na luta interna dentro do partido pela indicação nacional, o ex-governador José Serra.

As declarações de Fernando Henrique provocaram reações diferentes no partido. O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), em viagem a Miami, endossou as afirmações:

– Aécio tem muito apoio no partido. Isso é a verdade .

Mas ele ponderou que essa discussão deve ser feita somente após as eleições municipais:

– Agora é hora de o partido se preparar para enfrentar a próxima eleição.

Já aliados de Serra contestaram Fernando Henrique. Alguns classificaram as declarações como “fora de hora”.

– É muito difícil discordar do Fernando Henrique, mas não é bem isso. Aécio é um possível candidato forte, mas não é o único, nem natural – disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP). Para ele, manifestações como as de FH neste momento mais atrapalham do que ajudam.

– Acho que manter a isonomia nesse processo é fundamental para a construção da unidade do partido – disse.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, preferiu não entrar na polêmica. Ele disse que o partido tem grandes nomes, mas que o tema precisa ser “amadurecido”.

O fato é que as declarações de FH pautaram conversas no PSDB nos últimos dois dias. Alguns tucanos viram nas palavras do ex-presidente uma espécie de apoio para que Aécio intensifique suas articulações políticas para 2014.

Ala do PSDB ligada a Aécio defende que o partido comece a trabalhar, mesmo que sutilmente, o nome domineiro já nas eleições municipais. Em São Paulo, tucanos interpretaram as palavras do ex-presidente como um alerta a Serra.

– Acho que ele está tentando mostrar ao Serra que o candidato natural é o Aécio e que, se ele quer brigar por 2014, tem que se recolocar no cenário político desde já, aceitando ser candidato a prefeito em São Paulo – disse um tucano.

A cúpula do PSDB em São Paulo ainda não descarta o nome de Serra para disputar a prefeitura.