• Agenda

    setembro 2020
    S T Q Q S S D
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

Confira game que conta trajetória de Aécio Neves

Conheça a história de vida de Aécio Neves de um jeito diferente! Foram várias fases que o prepararam para ser a força que o Brasil precisa.

Biografia Aécio Neves

Fonte: Aécio 45

Da caminhada ao lado do avô Tancredo Neves à aprovação recorde de 92% em seu governo à frente de Minas Gerais, a marca de Aécio Neves é a excelência em gestão pública.

Em sua primeira eleição, em 1986, elegeu-se deputado federal com 236 mil votos, a maior votação registrada em Minas Gerais até então.

Na Câmara dos Deputados, implementou o Pacote Ético, programa que acabou com a imunidade parlamentar.

Sua gestão marcou um dos períodos de maior produção legislativa da história da Câmara dos Deputados e de profundas mudanças no Congresso brasileiro. Como presidente da Câmara, Aécio economizou cerca de R$ 100 milhões e, pela primeira vez na história, a Câmara devolveu dinheiro ao Tesouro Nacional para que pudesse ser investido em favor da população.

Em 2002, Aécio se candidatou ao governo de Minas Gerais e foi o primeiro governador em Minas eleito em primeiro turno, recebendo a maior votação da história do Estado até então.

Como governador, cortou o próprio salário em 45%  e implantou Choque de Gestão, programa que se tornou referência em administração pública no país.

Durante a sua gestão, Minas produziu grandes avanços na área social. Apesar de ser o Estado brasileiro com o maior número de municípios, foi o primeiro do Brasil a trazer as crianças mais cedo para a escola. Hoje, 93% das crianças leem e escrevem aos 8 anos (eram 48,7% em 2006).

Segundo dados do Ministério da Saúde, Minas possui o melhor sistema de saúde pública da região Sudeste.

Eleito senador de Minas Gerais com a maior votação da história do estado, apresentou  uma série de projetos de interesse da sociedade. Entre eles, os que tornam o Bolsa Família um programa de Estado e que ampliam as garantias dos beneficiários do programa.

Em 14 de junho de 2014, em convenção nacionalAécio foi escolhido o candidato do PSDB para a Presidência da República, dando início a mais uma etapa da sua vida: a de renovar a sua luta e o seu compromisso de trabalhar por um país justo, democrático e generoso com todos os brasileiros.

Aécio Neves recebe pedido de senador Paulo Bauer

Recentemente o senador Aécio Neves recebeu um pedido especial do também senador

Paulo Bauer. Que o politico mineiro fizesse um apelo ao ex-prefeito Beto Martins para que

permaneça no partido. Ainda esta semana o senador mineiro Aécio Neves deve retornar

para a Bahia, provavelmente na sexta-feira dia 20. Na agenda do mineiro Aécio Neves, que

vem de uma família com vasta biografia na política, consta visita ao prefeito ACM Neto,

entrevista coletiva e reunião com liderança do partido. Depois de passar pela capital baiana o

mineiro segue para quatro estados e deve percorre o país. De Salvador ele segue para Maceió,

onde acontece, no sábado (21), O I Encontro Regional do PSDB, que reunirá os diretórios do

Nordeste.

Hoje também foi publicada nota com o comentário de Aecio Neves, que possui experiência de

30 anos de vida pública em sua biografia sobre as concessões das rodovias, alertando que os

empresários brasileiros não confiam mais no governo PT. Vejam trechos do artigo publicado

em sua coluna no jornal Folha de São Paulo.

“Na última semana, com o fracasso do leilão do primeiro lote de rodovias a serem concedidas

à iniciativa privada –o trecho da BR-262 não teve sequer um interessado–, a gestão petista

recebeu um duro recado: o mercado gosta de regras claras e desconfia do governo.

Para quem estava prestes a celebrar o sucesso do primeiro dos muitos leilões previstos

no setor de transportes, foi uma lição inesperada. A rendição do PT à realidade de uma

governança pública mais responsável com os destinos do país requer ainda longo aprendizado.

Em entrevista publicada ontem no jornal “O Globo”, o ministro Guido Mantega afirmou que os

investimentos em infraestrutura vão alavancar o crescimento do país. A aposta no programa

de concessões revela uma guinada e tanto no receituário do partido governista.

Ao longo de sua história, o PT fez do combate ferrenho às privatizações uma de suas bandeiras

mais ostensivas. Nos pleitos, vendeu ao eleitorado, com hipocrisia, a certeza de que as

privatizações seriam um crime de lesa-pátria, uma entrega do patrimônio nacional a preços

aviltantes,” comentou o senador.

Aécio em artigo critica que municípios estão sem autonomia

Aécio: em artigo senador fala dos desafios dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Aécio: oposição

Fonte: Artigo – Folha de S.Paulo

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro

Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro.Senador em artigo comenta sobre o desafio dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Após as eleições

Aécio Neves

Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.

Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.

A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades – cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.

Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.

Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.

Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.

A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.

Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, descentralizado, mais inclusivo e também mais democrático, fundamental neste momento de crise, em que as fórmulas tradicionais estão esgotadas e fechamos o ano na lanterna dos países emergentes.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: oposição – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/74821-apos-as-eleicoes.shtml

Aécio: Nordeste – senador faz campanha em São Luís

Eleições 2012: Aécio faz campanha em São Luís. Senador esteve com João Santana e confia que candidato sairá vitorioso.

Eleições 2012: Aécio e o Nordeste

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Eleições 2012: Aécio faz campanha em São Luís

Eleições 2012: Aécio faz campanha em São Luís Foto: Blog do Hilton Franco – http://hiltonfranco.com.br/multidao-acompanha-aecio-neves-e-castelo-em-passeata-no-centro-de-sao-luis/

strong>Fonte: PSDB- MG

Entrevista coletiva do senador Aécio Neves

Assuntos: eleições 2012 municipais, ex-ministro José Dirceu, alianças políticas

Eleições 2012O senador Aécio Neves (PSDB-MG) participou, nesta quarta-feira (24/10), em São Luís, da grande caminhada “Sou da paz. Sou 45” em apoio à reeleição do tucano João Castelo na capital do Maranhão.

Ao lado do candidato e de lideranças políticas regionais, Aécio Neves percorreu da Praça João Lisboa, no Centro, passando pela Rua Grande até a Praça Deodoro. Milhares de pessoas acompanharam os candidatos na caminhada.

Sobre eleições em São Luís

Aécio Neves – Estamos demonstrando que a aliança fundamental Castelo conseguiu, que foi com o povo. Essa aliança o levou ao segundo turno e o levará à vitória. Isso que é o mais relevante para nós.

Castelo tem a capacidade de renovar o discurso, de se interessar pelas novas práticas de gestão pública, que é uma das marcas principais do PSDB.

Estamos muito otimistas. Esta é uma palavra que trago, repito mais uma vez, de todos os seus companheiros no Congresso Nacional, no Senado, na direção nacional do partido, de que nós, que só tivemos nas últimas eleições, a vitória de Castelo como nosso baluarte aqui na região. Agora, talvez inspirados por ele, vamos colher vitórias muito significativas em inúmeras dessas capitais as quais me referi que se somarão a muitas outras em que vencemos no Brasil afora.

Sobre alianças políticas

Eleições 2012

Aécio Neves – As alianças são aquelas possíveis. As realidades locais é que prevalecem, em cada local a situação é uma. Aqui, mesmo não tendo muitas alianças, no primeiro turno, de partidos políticos, ele focou naquilo que era essencial pelas circunstâncias locais. Fez uma aliança com a população.

Castelo teve oportunidade agora, já no início do segundo turno, de mostrar aquilo que não teve muita oportunidade de fazer no primeiro turno, que são as suas realizações, são as suas obras, que são os investimentos sociais que fez. E as pessoas estão agora se familiarizando mais com os avanços que Castelo trouxe.

Dificuldades todas as capitais têm, e em São Luis não é diferente. Mas tenho certeza que as duas opções são muito claras. Ou continuamos avançando para enfrentar de forma muito clara e com competência, com responsabilidade, com equilíbrio as responsabilidades com Castelo, ou vamos retroceder entrando em um tempo de muita insegurança. Venho aqui para dizer que o caminho da segurança, o caminho da responsabilidade, o caminho dos avanços é com João Castelo no próximo domingo.

Eleições 2012: Aécio – Link da matéria: http://psdbmgnaseleicoes2012.wordpress.com/2012/10/24/aecio-neves-apoia-candidato-tucano-em-sao-luis-no-maranhao/

Aécio Neves em artigo para Folha de S.Paulo lembra Itamar: ‘Sua presença iluminou o Senado e ele nos deixou fazendo o que mais gostava: lutando pelo Brasil’

O resgate de Itamar

Fonte: artigo do senador Aécio Neves* – Folha de S.Paulo

Inicialmente, registro a minha satisfação em participar, a partir de hoje, semanalmente, deste fórum de debates, marcado pela independência e pela pluralidade de ideias acerca das grandes questões do nosso tempo.

Confesso que havia me preparado para abordar, neste artigo inaugural, um outro tema da agenda nacional. No entanto, colhido pela dolorosa perda de Itamar Franco, impus-me uma natural revisão.

Escrevo ainda impactado pela despedida do amigo fraterno e pelas emocionantes demonstrações de respeito e justo reconhecimento feitas a ele em seu funeral em Minas.

Nesses dias tristes, quase tudo se disse sobre o ex-presidente. Lembramos a sua personalidade única, a retidão do caráter, a coragem política, a sua integridade e a sua intransigência quanto aos valores éticos e morais, e o papel central que desempenhou à frente da Presidência da República.

Tudo isso é verdadeiro. Mas a verdade não se resume a isso. Precisamos reconhecer a legitimidade da mágoa que Itamar carregou consigo durante muito tempo, fruto das incompreensões e da falta de reconhecimento à sua contribuição ao país.

Se há no Brasil quem diga que, depois de morto, todo mundo vira santo, acredito que os elogios com que Itamar foi coberto após a sua morte não tinham a intenção de “absolvê-lo” ou, muito menos, de santificá-lo aos olhos da opinião pública, mas sim de nos redimir dos pecados da ingratidão e da injustiça com que tantos de nós o tratamos, durante tanto tempo.

Nesse sentido, os mineiros prestaram a Itamar, sem saber que seria a última, uma belíssima homenagem.Ao conduzi-lo de volta ao Senado, retiraram-no do ostracismo, encheram de brilho e orgulho o seu olhar e permitiram que o Brasil se reencontrasse com o ex-presidente. Permitiram também ao grande brasileiro se reencontrar com o seu país.

Durante esses poucos meses, ele caminhou com altivez sobre o chão do Parlamento, o qual considerava sagrado.

Seus passos foram guiados pelo sentimento de urgência que move os que, verdadeiramente comprometidos com o país, sabem que os homens podem, às vezes, esperar. Mas a pátria, não. Sua presença iluminou o Senado e ele nos deixou fazendo o que mais gostava: lutando pelo Brasil.

A obra de todos e de cada um é sempre inconclusa. De tudo que vou guardar comigo, levarei sempre a lembrança do sentido preciso que ele tinha da nossa transitoriedade.

Esses dias, voltou-me à memória trecho antigo que diz:

“Dizem que o tempo passa. O tempo não passa. O tempo é margem. Nós passamos. Ele fica”.

Pena que alguns estejam passando por nós e seguindo em frente tão depressa, quando ainda são tão necessários…

AÉCIO NEVES, senador pelo PSDB-MG, passa a escrever no espaço destinado pelo jornal às segundas-feiras.

Juiz de Fora presta última homenagem ao ex-presidente e senador Itamar Franco

Emoção para uma cidade

Fonte: Alessandra Mello e Amanda Almeida  – Estado de Minas

Juiz de Fora presta sua última homenagem ao ex-presidente e senador Itamar Franco. Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo velório, além das principais

Uma bandeira gigantesca de Minas Gerais cobria ontem parte da fachada da Câmara Municipal de Juiz de Fora, onde foi velado por todo o dia e madrugada o corpo do ex-presidente ItamarFranco (PPS), de 81 anos. Foi uma homenagem a um político que nunca escondeu seu amor pelo estado.Em clima de emoção, a cidade na Zona da Mata, terra que Itamar adotou como natal, parou para se despedir de um dos seus filhos mais ilustres. Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 30 mil pessoas passaram pelo local para dar adeus ao senador, que morreu no sábado, em São Paulo, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

O corpo de Itamar chegou na manhã de ontem ao aeroporto de Juiz de Fora, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), coberto com as bandeiras do Brasil e de Minas Gerais. Minutos antes, também em aeronave da FAB, chegaram as filhas do senador, Georgiana Surerus Franco, de 40 anos, e Fabiana Surerus Franco, de 39. Elas estavam acompanhadas de outros familiares e amigos de Itamar, entre eles o ex-ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves.

Um caminhão aberto do Corpo de Bombeiros levou o corpo de Itamar, saudado pela população no trajeto até a Câmara, cuja fachada foi envolvida por cerca de 70 coroas de flores, uma delas enviadas pela presidente Dilma Rousseff (PT), que vai se despedir do ex-presidente no velório que será feito hoje em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade. Mas o mundo político marcou presença ontem em Juiz de Fora.Prestaram a última homenagem ao senador na cidade os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Michel Temer, colegas do Senado, como Magno Malta (PR-ES), Pedro Simon (PMDB-RS), Clésio Andrade (PR-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), além de deputados estaduais e federais e políticos locais, como o prefeito Custódio Mattos (PSDB).

A previsão era de que o corpo do ex-presidente fosse levado para Belo Horizonte na manhã de hoje, com chegada às 8h30 à capital. Depois do velório no Palácio da Liberdade, Itamar será cremado em Contagem, na Grande BH. Suas cinzas serão levadas de volta para Juiz de Fora, sendo depositadas no túmulo de sua mãe, dona Itália Franco, no cemitério municipal.

No fim da tarde, foi celebrado culto ecumênico, comandado pelo monsenhor Miguel Falabella de Castro, vigário-geral da Arquidiocese de Juiz de Fora, e também pelo pastor Carlos Bonifácio (PRB), presidente da Câmara Municipal. Moradores não esvaziaram o local em momento algum.

Sarney, Collor e Lula marcaram presença no velório de Itamar em Juiz de Fora. O petista desembarcou sob aplausos, e o senador do PTB enfrentou vaias. Dilma estará em BH hoje

Cortejo de ex-presidentes
Aplaudido na entrada e na saída da Câmara Municipal , Lula se despede do senador 

Juiz de Fora – Três ex-presidentes da República foram a Juiz de Fora, na Zona da Mata, a 260 quilômetros de Belo Horizonte, participar do velório do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG), 81 anos, que faleceu sábado de manhã, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde 21 de maio para tratamento de leucemia. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) chegaram a Juiz de Fora em companhia do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Os três seguiram juntos no mesmo veículo, para a Câmara de Vereadores, no Centro de Juiz de Fora, onde Itamar foi velado.

No aeroporto, um grupo de cerca de 100 pessoas que aguardava a chegada de Lula ficou surpreso ao ver descendo do avião da FAB três dos quatro ex-presidentes da República que ainda são vivos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) era o único que não estava presente. Muitos tentaram fotografar os três juntos, mas eles não se aproximaram do portão onde estava o grupo, apesar dos pedidos insistentes.

Lula era o mais esperado pela população, que, desde cedo, tomou conta do Parque Halfeld em frente à Câmara para se despedir de Itamar e também ver de perto figuras importantes da política brasileira. Ele foi aplaudido ao descer do carro oficial depois de Sarney e também quando deixou a cerimônia em direção ao aeroporto. Já o ex-presidente Collor não teve a mesma recepção calorosa. O primeiro presidente da República eleito democraticamente após queda do regime militar e de quem Itamar foi vice foi vaiado todos as vezes em que apareceu.

Na saída da cerimônia, sem se incomodar com as vaias, Collor caminhou em direção a pessoas que gritavam seu nome e também vaiavam e cumprimentou algumas. Uma delas, uma mulher de cerca de 40 anos, gritava sem parar o nome de Collor, dizia que tinha votado nele para presidente e afirmava que o ex-presidente um dia ainda ia voltar para o Palácio do Planalto. Ela pediu para tirar uma foto com ele. Prontamente, Collor atendeu o pedido de sua eleitora, que não quis dar entrevistas. Foi a única manifestação de simpatia que o atual senador recebeu em Juiz de Fora. Ele ainda deu um abraço em outro manifestante, o vendedor Romildo Cabral dos Santos, 48 anos, que disse ter votado em Collor e ficado decepcionado com seu desempenho. “Mas não vaiei ele. Se não posso aplaudir também não vaio. Mas não ia recusar o cumprimento dele”, afirmou.

Ao ser questionado sobre as vaias a Collor, Pedro Simon (PMDB-RS), um dos senadores que marcaram presença no velório, fez comparação entre o ex-presidente cassado e Itamar. “Não há no mundo dois pontos tão equidistantes como Itamar e Collor. Acho que, tirando o fato de eles falarem português, não há mais nada em comum entre eles”, provocou, acrescentando que não ficou perto de Collor durante velório.

Os três ex-presidentes ficaram no velório por cerca de 40 minutos e foram embora sem dar entrevista para a imprensa. Representando a presidente Dilma Rousseff, que vai participar hoje do velório no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) destacou a passagem de Itamarpela Presidência da República. “É um exemplo para todos nós que fazemos a vida pública. Especialmente porque ele foi praticante de um dos atos mais importantes do país: a estabilidade em relação à inflação. Ele teve coragem de lançar o Plano Real, que manteve o Brasil nos trilhos de uma boa economia. Deixa exemplo de honestidade.”

Governador ressalta patriotismo
O governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia (PSDB), também participou do velório, entre outras autoridades do estado. Em entrevista, Anastasia destacou o sentimento de pesar da população mineira pelo falecimento de Itamar . O governador destacou as cenas “de patriotismo” que presenciou durante o cortejo entre o aeroporto e a Câmara Municipal. “As pessoas com bandeiras, várias pessoas chorando, demonstrando o grande apreço e o sentimento carinhoso que especialmente o povo de Juiz de Fora tem por esse grande líder mineiro e brasileiro que nós perdemos, o nosso presidente Itamar Franco”, contou. Ele destacou ainda que “Itamar Franco foi um homem cuja autoridade moral, cuja respeitabilidade, estiveram ao longo desses anos todos a serviço de Minas e do Brasil”.

O governador lembrou-se dos tempos de campanha: “Tive a oportunidade, a honra e até o privilégio de ficar ao lado dele diariamente por mais de 60 dias, pude ainda mais aprender com ele seus aconselhamentos de natureza ética, de probidade, de respeito, de responsabilidade social que Itamar tinha com grande força. Todos nós políticos brasileiros temos o dever de seguir o seu exemplo e se inspirar em sua conduta.”

Colegas de Senado, como Magno Malta (PR-ES), que fez questão de ficar ao lado do corpo, Pedro Simon (PMDB-RS), Clésio Andrade (PR-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), marcaram presença, além do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), outros deputados federais e estaduais. Clésio lembrou-se do conselho de Itamar, quando foi eleito vice-governador com Aécio Neves (PSDB). “Queria apoiar Lula, mas Aécio fazia oposição. Conversei com o Itamar e ele me disse que deveria fazer o que queria. No dia seguinte, ele me levou a encontro com Lula”, disse.

“Serei a voz de Minas no Senado”, diz Aécio

Fonte: Estado de Minas

“Serei a voz de Minas no Senado”

Entrevista/AÉCIO NEVES

Ex-governador diz que é preciso existir no país um compromisso em torno das reformas

“A agenda de reformas ou ocorre nos primeiros seis meses de governo, quando todo o Executivo recém-eleito e o parlamento foram hidratados, oxigenados pelas urnas, ou elas não acontecem mais”
Na era pós-Lula, o ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, pretende, se eleito, fazer o que mais gosta: política. Articular a maioria no Senado, para viabilizar reformas estruturais no país, é um dos principais objetivos do tucano, que reclama do Congresso Nacional uma atuação mais transparente e uma pauta de temas de interesse da nação. “Acho que o Brasil está maduro o suficiente para que a oposição e a base governista se entendam em torno de reformas que permitirão ao Brasil superar gargalos enormes e que possibilitarão crescimento muito maior, muito mais vigoroso do que tem ocorrido”, afirma. Ele defende as reformas tributária, política e da Previdência e acha necessária a revisão da Lei Kandir, que desonera as exportações, e a revisão da Lei dos Royalties para o setor da mineração. O candidato fala ainda sobre a “falta de generosidade” do PT para reconhecer avanços nos governos que antecederam Lula, de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Quando em campanha dentro do PSDB pela indicação do partido para concorrer à Presidência da República, o senhor lançou a expressão pós-lulismo. Por quê?
Apresentei uma proposta alternativa ao partido, discuti o quanto pude, viajamos em vários estados levando a proposta de uma candidatura pós-lulismo, olhando para o futuro, que reconhecesse os avanços que vêm ocorrendo no Brasil após esses últimos anos a partir principalmente do governo Itamar Franco, passando pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo governo Lula. Sinto-me incomodado que o PT não tenha essa generosidade de considerar o que os outros fizeram. O presidente Itamar Franco, quando assumiu o governo no momento de crise, do impeachment de um presidente, o PT negou-se a dar a ele apoio porque tinha um candidato à Presidência da República que aparecia como favorito: o próprio Lula. Quando veio o governo do presidente FHC, apresentamos o Plano Real. O PT se colocou contra porque achava que isso poderia, como acabou acontecendo, fortalecer a candidatura do FHC. Prevaleceu o interesse do partido e não do país. O PT tem essa incapacidade de reconhecer que não teria havido o governo Lula se não tivesse havido o governo FHC e Itamar, a estabilidade econômica. Então propunha algo que reconhecesse em todos os governos um papel muito importante, de apontar para o país uma nova agenda de convergências, de reforma, independentemente de quem fosse governo ou oposição.

Se eleito, como será a sua atuação no Senado na era pós-Lula: na condição de situação ou de oposição?
Eu tive já uma experiência importante no Congresso. Fui parlamentar por 16 anos, fui líder do PSDB no governo FHC por quatro anos, fui presidente da Câmara dos Deputados e consigo distinguir de forma muito clara aquelas que são questões de Estado, que interessam ao país, e aquelas que são questões de governo. É muito importante que haja um compromisso de governo e da oposição, independentemente de quem seja governo e oposição, em torno das questões de Estado. E eu esclareço o que é isso: a reforma política, a reforma tributária, a própria reforma do Estado brasileiro, a reforma da Previdência são questões que precisam acontecer independentemente de quem seja o próximo presidente da República. O que acho que poderá ser o meu papel, se vier a ser eleito, é construir uma maioria da qual participem setores ligados ao eventual futuro governo e da oposição para viabilizar essa agenda. Eu gosto da atividade parlamentar, gosto da discussão. Acho que o Congresso está devendo ao país – e o Senado em especial – uma atuação mais transparente, com uma pauta mais diretamente ligada ao interesse do país. Somos todos caudatários das decisões do Executivo. O Congresso anda curvado, subjugado pela força do Poder Executivo. Pretendo fazer articulação muito além de Minas. Quero que Minas tenha uma bancada de pelo menos 30 senadores ligados a nós, de vários partidos, nos ajudando a defender nossos interesses. O meu papel é ser a voz de Minas no Senado.

As reformas retornam à pauta em toda campanha política, mas, ao final, não se concretizam. Por quê?
A agenda de reformas ou ocorre nos primeiros seis meses de governo, quando todo o Executivo recém-eleito e o parlamento foram hidratados, oxigenados pelas urnas, ou elas não acontecem mais. Então, de todas as prioridades, a primeira delas é construirmos nos primeiros seis meses um consenso, independentemente de quem seja o próximo presidente da República. Nós, ao longo dos últimos 16 anos, assistimos a uma oposição que não fez bem ao país. Tanto o PT em relação ao governo Fernando Henrique, que encontrava vício de origem em tudo o que vinha do Executivo, se colocava contra – como fez com o Plano Real e com a Lei de Responsabilidade Fiscal, para citar apenas dois marcos -, nós mesmos do PSDB, em determinados momentos, fomos por esse mesmo caminho. Acho que o Brasil está maduro o suficiente para que a oposição e a base governista se entendam, repito, em torno de reformas que permitirão ao Brasil superar gargalos enormes e que possibilitarão crescimento muito maior, muito mais vigoroso do que tem ocorrido. O Brasil avançou muito ao longo de todos esses últimos governos. Mas do ponto de vista congressual, estrutural, nós não avançamos. Porque quem estava na oposição, o PT e depois nós, não trabalhávamos no sentido de viabilizar. E não houve vontade política suficiente, do atual governo em especial, porque teve maior tranquilidade – diferentemente do governo FHC, que teve quatro crises econômicas sucessivas. O presidente Lula não demonstrou vontade política de enfrentar contenciosos em torno dessas reformas.

O que faltou ao governo federal para impulsionar as reformas?
O atual governo tem muitas dificuldades de enfrentar contenciosos. Eu me lembro que na disputa pela reeleição o tema central da campanha do presidente no segundo turno era a reforma política. No momento em que ela começa a incomodar alguns partidos aliados, que temem desaparecer ou fazer fusão, ela sai da pauta.

O senhor vai trabalhar por um novo pacto federativo?
O Brasil caminha infelizmente para formar um estado unitário. A federação está em frangalhos. Essa é outra questão que temos de trazer para a discussão congressual. A raiz dos grandes problemas que o Brasil vive hoje está na concentração absurda de receitas tributárias nas mãos da União com fragilização da federação: 70% de tudo o que se arrecada no Brasil está concentrado nas mãos da União. Então, refundar a federação é prioridade minha. Tenho ideias objetivas de como começar. Por exemplo, a figura estradas federais. É uma figura esdrúxula, só existe no Brasil. As estradas devem ser de responsabilidade dos estados com a transferência integral dos recursos da Cide (imposto dos combustíveis). Esse já seria um primeiro passo nessa direção. Vou além. O Fundo Nacional de Segurança e o Fundo Penitenciário, que ainda têm valores irrisórios e devem ser fortalecidos, são contingenciados sucessivamente pelo governo. Deveríamos determinar que a liberação do Fundo Nacional de Segurança e Fundo Penitenciário seja feita automaticamente por duodécimo para cada estado da federação proporcionalmente à sua população. Medidas como essa têm de ser discutidas no Senado.

O problema dos royalties da exploração do minério e a revisão da Lei Kandir, que desonera as exportações, são pontos que estão na agenda política desta eleição. Como viabilizá-los?
É fundamental que haja posição firme do governo federal. Trabalhamos no novo marco regulador do setor mineral, junto com o ministro Edson Lobão, a proposta de reclassificação e aumento dos percentuais dos royalties foi incluída na proposta entregue ao governo por nós. Essa proposta foi apresentada, mas não houve articulação política para que fosse votada. Nós sabemos o que precisa ser feito, mas o que falta é vontade política do governo federal de encaminhar a questão e bancar essa questão no Congresso Nacional. Eu pretendo, sendo do governo ou não, ter uma posição muito ativa na negociação com o governo. Olha, sinto que falta arte na política brasileira, falta articulação e construção de maiorias negociadas. Essa é uma questão plenamente negociável no Congresso Nacional e é das que mais me estimulam, pois é absolutamente injusta a atual repartição.

Dentro do PSDB, o senhor está agora na primeira posição da fila para ter a indicação de candidato à Presidência da República em 2014?
Não posso disputar uma eleição agora pensando no que vai acontecer comigo lá adiante. O que garanto é o seguinte: quando estiver vou estar articulando em favor de Minas, brigando pelos interesses de Minas, e vamos ver o que acontece lá na frente. Eu gosto de fazer política. Faço com prazer e não preciso estar em determinado cargo para ter toda a minha satisfação atendida. Estou muito bem. E me faz muito bem, me completa em minha atuação política a possibilidade de representar Minas no Senado. A Presidência é muito mais destino e é mesmo. Estou vivendo algo nas últimas semanas, que é ser recebido como estou em todas as regiões do estado, com respeito e carinho das pessoas. Isso me basta. A minha candidatura ao Senado é a nova etapa do mesmo projeto, que passa pela eleição do Anastasia aqui.