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Governo de Minas: Alberto Pinto Coelho participa do lançamento da SuperAgro 2012

Vice-governador ressalta importância do agronegócio mineiro para o país

Carlos Alberto/Imprensa MG
Alberto Pinto Coelho afirmou, durante pronunciamento, que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local
Alberto Pinto Coelho afirmou, durante pronunciamento, que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local

O vice-governador Alberto Pinto Coelho participou, nesta quinta-feira (19), do lançamento da Superagro 2012, maior e mais diversificada mostra do agronegócio mineiro, que na edição deste ano será realizada entre os dias 3 e 10 de junho, no Parque de Exposições da Gameleira/Expominas. Durante o lançamento do evento, na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), o vice-governador ressaltou a importância do Estado para o agronegócio do Brasil.

“Minas Gerais tem a felicidade de ter um sistema operacional de primeira linha no Estado. Temos as universidades e, mais do que isso, fundamentalmente, temos aqueles que se dedicam à atividade e que fazem de Minas Gerais uma referência no setor do agronegócio, que a cada dia ganha maior expressão e maior representatividade na economia de nosso Estado e país”, destacou o vice-governador.

Os promotores da feira estão otimistas para a edição 2012 e esperam bons negócios, após o recorde alcançado pelo Produto Interno Bruto (PIB) agrícola mineiro em 2011, de R$ 118 bilhões, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP. A Superagro é realizada pelo Governo de Minas Gerais – por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) – em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Sebrae Minas.

O presidente da Faemg, Roberto Simões, agradeceu o apoio do vice-governador Alberto Pinto Coelho na realização da mostra. “A Superagro tem um significado maior do que exposições comuns. Além da exposição agropecuária, temos uma série de eventos e novidades. A Superagro vai além dos objetivos normais de uma promoção dessa natureza. Além dos negócios, a feira tem o aspecto educativo e social”, afirmou Roberto Simões.

Parque da Gameleira

Durante o lançamento da Superagro 2012, Alberto Pinto Coelho afirmou que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local, mantendo as principais exposições agropecuárias.

“Essa é uma discussão que se arrasta há anos. O Estado está buscando soluções, já que as atividades no parque aumentam a cada ano”, disse o vice-governador. Alberto Pinto Coelho afirmou que as associações do Parque da Gameleira estão sendo ouvidas para agregar o parque ao Expominas, de forma que o local se transforme em um centro de convenções completo.

“Essa dicotomia de separar o Expominas do Parque da Gameleira caiu por terra e estamos estudando uma solução para integrar os dois espaços”, afirmou o vice-governador. Ele explicou que já foi aberta a consulta pública para coletar sugestões a essas mudanças. A ideia é construir no parque por meio de uma parceria público-privada, um complexo multiuso, mantendo o espaço para as exposições agropecuárias.

Alberto Pinto Coelho disse, ainda, que quatro parceiros já manifestaram interesse em participar da parceria público-privada para a reforma do parque de exposições. “Estamos na consulta pública e quatro parceiros já se manifestaram. Seguiremos no prazo para colher as sugestões para aprimorar a proposta de reforma inicialmente colocada. Em nenhum momento o setor do agronegócio, assim como o setor de eventos e o trade turístico, deixará de estar presente com voz e vez para contribuir na solução que queremos encontrar”, afirmou Alberto Pinto Coelho.

Também participaram da cerimônia o secretário de Estado de Transportes e Obras públicas, Carlos Melles; o ex-secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana; o presidente do Conselho Regional de Veterinária, Nivaldo de Freitas; além de deputados estaduais e autoridades.

Superagro

A Superagro abriga dois importantes eventos de abrangência nacional, representados pela Exposição Estadual Agropecuária e pela Feira e Festival Internacional da Cachaça (Expocachaça), incorporada à feira em 2005.

A exposição conta com a presença de animais, entre bovinos, equídeos, caprinos, ovinos e bubalinos, de propriedade de criadores de Minas Gerais e de vários outros estados brasileiros. A Expocachaça oferece um amplo leque de marcas da bebida para a venda no atacado e no varejo, procedentes de Minas e outros estados, e também equipamentos e máquinas utilizadas em toda a cadeia produtiva da cachaça.

A Feira reúne empresas fornecedoras de produtos, equipamentos, insumos em geral e novas tecnologias de suporte a diferentes atividades do agronegócio, especialmente nas áreas de saúde, genética e nutrição animal, equipamentos para manejo do gado, como troncos e balanças, máquinas agrícolas e veículos utilitários, entre muitos outros.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alberto-pinto-coelho-participa-do-lancamento-da-superagro-2012/

Gestão Anastasia: crescimento do valor da produção agrícola de Minas supera a média nacional

Valor Bruto da Produção Agrícola do Estado deve crescer 10,4% em 2012

O Valor Bruto da Produção (VBP) Agrícola de Minas Gerais, que é a soma dos valores das 20 principais culturas do Estado, dever alcançar neste ano R$ 24,5 bilhões, cifra 10,4% superior à registrada em 2011. Os dados, referentes a um estudo realizado em março pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foram analisados pela Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Já para o Brasil, a previsão de crescimento do VBP é de 2,5%.

Para o café, principal produto da agricultura estadual, o VBP calculado é de R$ 11,3 bilhões, cifra 0,5% superior à do ano passado. De acordo com o superintendente da Seapa, João Ricardo Albanez, “a pequena evolução do valor do produto se deve aos reflexos da crise no comércio internacional, mesmo havendo expectativa de produção recorde”.

O produto agrícola mineiro em segundo lugar quanto ao valor é a cana-de-açúcar, que registra R$ 4,3 bilhões, aumento de 16,9% na comparação com 2011. Além do aquecimento do mercado interno, os produtos da cana-de-açúcar têm alcançado bons resultados no mercado externo. No caso do etanol, Minas Gerais registrou em março exportações de  US$ 5,2 milhões, cifra 479% superior à obtida em fevereiro. Com o açúcar, o Estado teve, no terceiro mês deste ano, vendas de US$ 9,2 milhões, um valor 95,6% maior que o registrado no período anterior. Albanez observa que o café e a cana-de-açúcar contribuem com 63,5% do VBP agrícola mineiro.

Em terceiro lugar na relação dos produtos agrícolas mineiros mais valorizados está o milho, com o VBP estimado de R$ 3,2 bilhões, cifra 12,5% superior à do ano passado. Esse produto, segundo Albanez, beneficia-se sobretudo do expressivo aumento da produção do grão, para dar suporte principalmente ao crescimento da produção de aves, suínos e bovinos.

A batata também mostra bons resultados, com um VBP estimado de R$ 947,2 milhões, equivalentes a um crescimento de 30% em relação ao valor obtido no ano passado. Para o algodão em caroço, que tem uma previsão de R$ 224,6 milhões, o crescimento é de 22,8%.

De acordo com o estudo, a soja em grão é um dos produtos da agricultura mineira com previsão negativa (-1,5%), pois o valor calculado é de R$ 2,1 bilhões. Outro produto citado é o feijão, que tem VBP estimado em R$ 1 bilhão, cifra 0,6% inferior à apresentada em 2011.

Números do Brasil

O Ministério da Agricultura informa que o VBP da agricultura brasileira em 2012, com base nos estudos de março, é de R$ 218,6 bilhões. Os produtos que lideram o aumento do valor são algodão (27,2%), batata inglesa (156,7%), cana-de-açúcar (20%) e milho (14,5%). Os bons resultados são devidos aos preços favoráveis e aos melhores níveis de produção.

Valores da agricultura mineira

VBP: R$ 24,5 bi (+10,4%)

Café: R$ 11,3 bi (+0,5%)

Cana-de-açúcar: R$ 4,3 bi (+16,9%)

Milho: R$ 3,2 bi (+12,5%)

Batata: R$ 947,2 milhões (+ 30,0%)

Algodão: R$ 224,6 milhões (+ 22,8%)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/crescimento-do-valor-da-producao-agricola-de-minas-supera-a-media-nacional/

Gestão Antonio Anastasia: exportações do agronegócio mineiro cresceram 4,8% em março

Produtos do grupo carnes tiveram destaque no aumento de receita

Divulgação/Seapa
Entre os produtos do agronegócio exportados por Minas tiveram destaque, em receita, os componentes do grupo carnes
Entre os produtos do agronegócio exportados por Minas tiveram destaque, em receita, os componentes do grupo carnes

As exportações do agronegócio mineiro, em março último, movimentaram US$ 537,7 milhões, valor 4,8% superior ao registrado em fevereiro, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O volume embarcado por Minas, no período, foi da ordem de 261,4 mil toneladas, equivalente a um aumento de 7,2% na comparação com o mês anterior.

De acordo com o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, Minas respondeu por 10,7% da receita obtida com as vendas totais do agronegócio brasileiro. “O faturamento do agronegócio mineiro representou 19,1% da receita total das exportações do Estado”, acrescenta.

Entre os produtos do agronegócio exportados por Minas tiveram destaque, em receita, os componentes do grupo carnes. Os negócios com a carne suína no mercado externo alcançaram US$ 13,3 milhões, uma progressão de 141,16% em relação a fevereiro.

A carne bovina alcançou vendas de US$ 29,9 milhões, cifra 55,45% maior que a do mês anterior. Já o frango, ao movimentar cerca de US$ 27,5 milhões, apresentou evolução de 38,5%.

Evolução percentual

O índice de crescimento mais expressivo nas exportações do agronegócio estadual foi alcançado pelo farelo de soja, um salto de 3 mil por cento, com a receita de 11,1 milhões. Também para o álcool as negociações foram favoráveis no terceiro mês, alcançando crescimento de 479,0%, pois a receita foi de US$ 5,2 milhões.

Albanez ainda explica que a comercialização de açúcar, em março, cresceu 95,6% sobre o mês anterior, sendo a receita de US$ 9,2 milhões. Segundo o coordenador, a reação do mercado internacional, ao comprar mais, pode ser atribuída à previsão de queda da produção de açúcar no Brasil. A perspectiva é de menos cana-de-açúcar por causa de efeitos climáticos (estiagem de novembro e dezembro de 2011, além do baixo volume de chuvas em janeiro/fevereiro deste ano. Há também o envelhecimento dos canaviais após um período de baixos investimentos nas lavouras nos anos 2008/2010.

“A estimativa de queda de produção no Brasil repercutiu no exterior, porque o país é o principal produtor de açúcar (21,2% do total) e o primeiro exportador, respondendo por 42% do abastecimento mundial”, acrescenta.

Além do açúcar, o café solúvel de Minas teve expressivo crescimento de receita (19,2%), com a movimentação de US$ 1,7 milhão no mercado mundial.

Vendas externas do agronegócio/MG – março 2012

Receita: US$  537,7 mi ( +4,8%)

19,1% exportações totais do Estado

10,7% exportações do agronegócio brasileiro

Embarques: 261,4 mil t (+7,2%)

Principais produtos:

Carne suína: US$ 13,3 milhões (+141,16%)

Carne bovina: US$  29,9 milhões (+ 55,45%)

Açúcar: US$ 9,2 milhões (+ 95,6%)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/exportacoes-do-agronegocio-mineiro-cresceram-48-em-marco/

Governo de Minas: parceria entre Sedru e Seapa visa qualificar produtores rurais através das Associações de Municípios

Termo de Cooperação Técnica foi assinado na terceira reunião de trabalho entre as Associações de Municípios com o Governo de Minas

Rafael Rebuiti
Secretários Elmiro Nascimento e Bilac Pinto assinam termo de cooperação técnica para capacitar mão de obra agrícola
Secretários Elmiro Nascimento e Bilac Pinto assinam termo de cooperação técnica para capacitar mão de obra agrícola

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) assinaram, nesta quinta-feira (29), Termo de Cooperação Técnica para acompanhar a implementação das políticas públicas da agricultura e da pecuária nos municípios mineiros por intermédio das associações microrregionais, responsáveis pelo apoio operacional. O termo foi assinado pelos secretários Bilac Pinto, da Sedru, e Elmiro Nascimento, da Seapa, na terceira reunião de trabalho entre as Associações de Municípios com o Governo de Minas.

A parceria tem o objetivo de capacitar e prestar apoio técnico na formação da mão de obra dos municípios, desenvolvendo as políticas na área da agricultura e da pecuária no Estado.

Com essa iniciativa, o Governo de Minas pretende aumentar e qualificar o capital humano agrícola das cidades mineiras, tendo as 42 Associações Microrregionais do Estado como articuladoras no apoio técnico às prefeituras.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, a parceria entre as secretárias para o desenvolvimento da agricultura no Estado é fruto da mentalidade deste governo de atuar em rede em todas as áreas.

“A nossa economia é baseada no setor agrícola e o objetivo do Estado é que ela seja desenvolvida com muita qualidade. Desta forma, iniciamos este trabalho, em parceria com a Sedru e com as associações, para melhorar a condição técnica dos trabalhadores rurais, dando a eles a oportunidade de se capacitarem” destacou.

Por sua vez, o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, destaca o trabalho de fortalecimento das Associações de Municípios desenvolvido pelo Governo de Minas, que passa pela inclusão dessas instituições como apoiadoras no fomento das políticas públicas desenvolvidas pelo Estado nos municípios.

“Queremos utilizar o associativismo para que o desenvolvimento possa chegar aos municípios. Dessa forma, queremos cada vez mais alinhar as políticas públicas do Estado com os municípios através das associações microrregionais” disse Bilac.

Reuniões com as Associações

A proposta da Sedru é que as reuniões com as Associações Microrregiões sejam realizadas de dois em dois meses e que sejam debatidas questões tidas como prioritárias pelas associações. O encontro que teve a participação da Seapa é a terceira realizada pela Sedru.

Para a subsecretária de Desenvolvimento Regional, Beatriz Morais, o objetivo das reuniões é potencializar as ações do governo em todas as regiões. “O objetivo é apresentar alternativas para agir de forma mais efetiva nos municípios” afirmou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/parceria-entre-sedru-e-seapa-visa-qualificar-produtores-rurais-atraves-das-associacoes-de-municipios/

Governo Anastasia: Minas Leite faz circuito para reforçar atuação no Estado

Meta do programa neste ano é assistir a mais de 1,2 mil propriedades

Divulgação/Seapa
Programa orienta sobre boas práticas para aumentar a produção de leite, como alimentação e manejo dos animais
Programa orienta sobre boas práticas para aumentar a produção de leite, como alimentação e manejo dos animais

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) vai realizar, neste ano, 50 encontros com os pecuaristas de diversas regiões do Estado para impulsionar a adoção das boas práticas de produção e gestão nas propriedades leiteiras de agricultura familiar. O circuito faz parte das atividades do Minas Leite, programa criado pela secretaria e executado pela Emater-MG.

Até dezembro de 2012, o número de fazendas integradas ao programa, no Estado, deve subir para no mínimo 1.200, pois a meta de expansão é de 15%, diz o coordenador do Minas Leite pela secretaria, Rodrigo Puccini Venturin. Ele enfatiza a importância do circuito para a busca desse crescimento. O objetivo do programa é levar aos pecuaristas de pequenas propriedades orientações sobre gerenciamento e técnicas de baixo custo para aumento da produção e da produtividade. O programa tem um efeito multiplicador. Cada propriedade assistida se transforma numa unidade demonstrativa para outros 10 produtores vizinhos.

Nesta quinta-feira (29), será realizada a primeira das 20 reuniões agendadas para a região Leste do Estado, e o ponto de encontro será o município de Mutum. Localizado na área polarizada pela unidade regional da Emater de Ipatinga, o município já conta com sete propriedades inscritas no programa. Os proprietários dessas fazendas terão oportunidade de apresentar a sua experiência com a utilização das boas práticas de produção e gestão da atividade leiteira. Além disso, poderão agregar novos conhecimentos por meio das palestras técnicas que serão feitas pelos extensionistas da Emater.

Produção aumenta

Contando há um ano com a assistência do Minas Leite, a Fazenda Três Encruzilhadas, de Ailton Marques Pereira, destaca-se pelos resultados em Mutum. De acordo com o extensionista Tiago Tertuliano Pinel, da Emater, a produção leiteira na propriedade, de 15 hectares, alcançou no ano passado a média de 160 litros/dia, volume 26% superior ao de 2010.

“Nos períodos mais favoráveis para a produção, as ordenhas diárias somaram até 200 litros e só houve redução quando entrou a entressafra”, ressalta o extensionista. Já a média obtida pelo conjunto das propriedades leiteiras dos demais municípios vinculados à unidade da Emater em Ipatinga é 155 litros/dia”, acrescenta.

A Três Encruzilhadas conta atualmente com um plantel de 20 vacas, cinco a mais do que no ano passado, mas este não é o principal responsável pelo aumento da produção, ressalta Pinel. “A melhoria da produtividade por animal é que faz a diferença, e neste caso foram fundamentais as mudanças na alimentação e no manejo dos animais.”

Para o coordenador de Pecuária da Emater Ipatinga, Aldrin Regiane, foi muito importante a introdução de diversas práticas para a melhoria da qualidade do leite produzido na Três Encruzilhadas. Os animais são submetidos a avaliações periódicas de saúde, na parte de manejo foi introduzida a organização das ordenhas e, para melhorar a alimentação do gado, houve a inclusão de minerais e proteínas.

Aldrin observa também que a qualidade e a segurança alimentar do leite produzido na fazenda foram aumentadas por meio de práticas simples, como a limpeza dos equipamentos de ordenha e a higienização das vacas antes e depois da retirada do leite.

Fonte:

Já para a preservação ambiental e sustentabilidade do projeto houve a recuperação de áreas degradadas, e em seu lugar dos solos abandonados existem pastos. Uma área de um hectare foi reservada para a construção de 28 piquetes com madeira de eucalipto tratada, onde os animais têm acesso direto ao pasto e recebem sal e água, além de volumoso. O número de piquetes possibilita a rotatividade diária dos animais.

Força da extensão

Segundo Rodrigo Puccini Venturin, o testemunho de agricultores familiares já integrados ao Minas Leite será apresentado também nas etapas seguintes do Circuito Leste, envolvendo diversos municípios polarizados pela Emater em Guanhães e Valadares.

Para o secretário da Agricultura, Elmiro Nascimento, os resultados registrados pelo Minas Leite correspondem aos objetivos traçados pela secretaria. “Merece reconhecimento principalmente a atuação da Emater, pois seus extensionistas têm feito um bom trabalho para a qualificação gerencial e técnica das propriedades leiteiras do Estado, fatores básicos para a melhoria de renda dos agricultores familiares, que predominam nesse segmento respondendo por 45% da produção estadual”, finaliza.

Os produtores interessados em aderir ao programa devem fazer sua inscrição em uma unidade da Emater-MG.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-leite-faz-circuito-para-reforcar-atuacao-no-estado/

Governo de Minas: produtor mineiro de coco-da-baía aposta na recuperação do preço

Cotação atual do fruto no Estado é 44,0% superior à registrada no ano passado

Divulgação/Seapa
Segundo a Secretaria de Agricultura, Minas deve colher 45,6 milhões de cocos em 2012
Segundo a Secretaria de Agricultura, Minas deve colher 45,6 milhões de cocos em 2012

Minas Gerais deve colher 45,6 milhões de cocos-da-baía em 2012, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento estimado da produção, comparado à safra anterior, é apenas de 1%, mas os produtores acreditam que a renda do setor vai aumentar, principalmente como consequência da recuperação dos preços do fruto registrada desde a última semana de fevereiro.

Arlim Maria Ribeiro Neto, administrador da Fazenda Coqueiro Verde, no município de Várzea da Palma (Norte do Estado), diz que o preço líquido do coco ao produtor em Minas oscila atualmente entre R$ 0,70 e R$ 0,75 a unidade. “Caso este valor seja mantido, o produtor poderá garantir a sua renda. Nesta situação, mesmo considerando que houve retração dos preços de janeiro até a terceira semana de fevereiro, a média atual será cerca de 44% superior à registrada em 2011.

De acordo com o administrador, o mercado de coco, em Minas Gerais, sempre tem boas condições de recuperação, porque o produto é de alta qualidade e disputado inclusive por outros estados, sendo o consumo crescente principalmente no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

“O produtor precisa ter certeza de que venderá grandes volumes para investir no aumento da produção e na melhoria da qualidade do coco”, explica Neto. ”A Fazenda Coqueiro Verde acredita na recuperação do mercado e vem obtendo safras cada vez maiores, sendo a de 2012 estimada em 4 milhões de frutos. O volume é 14,2% superior ao registrado no ano passado e corresponde a 30% da produção prevista este ano para a região Norte.”

Atividade sustentável

A área plantada com coco na Coqueiro Verde é de 180 hectares, a maior do Estado, representando 26,2% da área total ocupada pela cultura na região. “O trabalho na fazenda é orientado por práticas recomendadas para a obtenção da sustentabilidade. Utilizamos processos automatizados de irrigação que controlam o volume de água para cada área de plantio, conjugando a prática com a adubação, principais responsáveis pela produtividade da ordem de 36 mil frutos por hectare. O volume equivale ao dobro do rendimento médio das áreas de coco de todo o Estado, conforme a previsão do IBGE para 2012.

Um dos projetos da Coqueiro Verde para este ano é a implantação de mais 150 hectares de coqueiros, que devem começar a produzir até 2016. Segundo Neto, a boa localização de Várzea da Palma em relação principalmente aos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte é um fator importante para a decisão de manter o plano de expansão do plantio.

Além da região Norte, que responde por cerca de 19,1 milhões de frutos ou 42,0% da colheita de coco no Estado prevista para este ano, a produção do fruto é expressiva também no Rio Doce (11,6 milhões de frutos), Jequitinhonha/Mucuri (5,7 milhões de frutos), Zona da Mata (5,7 milhões de frutos), e Triângulo (2,3 milhões de frutos).

“O destaque do Norte de Minas e especialmente do município de Várzea da Palma na produção de coco é uma prova do papel transformador da irrigação na agricultura”, diz o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento. “Conjugados com a adubação orientada por técnicos, os programas de irrigação ampliam os períodos de produção dos alimentos, como no caso da Fazenda Coqueiro Verde, onde coco de qualidade é colhido em grande volume o ano inteiro. Segundo estimativa da FAO, nos próximos vinte anos, cerca de 40% do aumento da produção de alimentos deverão ser gerados pelas áreas irrigadas”, finaliza.

Fontehttp://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/produtor-mineiro-de-coco-da-baia-aposta-na-recuperacao-do-preco/

Gestão Anastasia: Minas Leite melhora produção leiteira em Belmiro Braga, na Zona da Mata

Ações têm extrapolado os objetivos de aumento da renda e da produtividade para proporcionar a manutenção dessas famílias no meio rural

Divulgação/Emater
Ações na propriedade de Sebastião Lameira mostram a eficácia do programa Minas Leite
Ações na propriedade de Sebastião Lameira mostram a eficácia do programa Minas Leite

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) está melhorando a produção e a qualidade do leite do município de Belmiro Braga, na regional de Juiz de Fora. A empresa atua no Programa Minas Leite, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), à qual é vinculada, orientando os produtores familiares locais. As ações têm extrapolado os objetivos de aumento da renda e da produtividade para proporcionar a manutenção dessas famílias no meio rural.

Um exemplo da eficácia dessas ações acontece na propriedade de Sebastião Lameira, onde há pouco mais de um ano, o escritório local da empresa vem acompanhando a implantação do programa. As dicas técnicas são do extensionista, Vicente Barbosa, que monitora as ações delas, durante visitas regulares no local.

Segundo Vicente, o produtor estava com dificuldades na atividade e já pensava em deixar o meio rural para buscar uma vida melhor na cidade. Mas, a partir do trabalho realizado na propriedade, que proporcionou melhorias, a família pôde se manter com o trabalho da produção leiteira. Entre as mudanças feitas na propriedade de Sebastião Lameira, vale citar a reforma e divisão de pastagem, novos piquetes, formação de nova pastagem e limpeza do terreno, entre outras.

Lameira e outros produtores de leite também participam do Concurso da Qualidade do Leite, realizado há dois anos pela Emater-MG no município. Esse concurso é mais um estímulo para melhoria não só da qualidade do leite, mas também da atividade leiteira O trabalho é realizado à partir das análises do leite feitas pelo laticínio local, durante todo o ano. Com esses dados o extensionista da Emater-MG passa a orientar os produtores sobre vários aspectos como a higiene no momento da ordenha e o armazenamento do produto, além da adequada alimentação do gado.

Leite mais puro

No caso da propriedade de Sebastião Lameira, as análises do leite feitas antes e após as orientações da Emater-MG mostraram um resultado animador. As chamadas unidades formadoras de colônia, indicador da qualidade microbiológica do produto, foram reduzidas em 20%, após a implantação das medidas sugeridas pela empresa pública de extensão rural. Agora, a cada nova análise, esse percentual vem aumentando, o que significa a produção de um leite cada vez mais livre de contaminação bacteriana.

Para essa conquista, o produtor de Belmiro Braga destaca alguns pontos essenciais nas orientações passadas a ele, como a higienização na ordenha e a desinfecção dos vasilhames com solução clorada para evitar a contaminação do leite e reduzir as unidades formadoras de colônia (ufc). Segundo Limeira, com esse direcionamento ele já pode comprar alguns animais; fazer pequenos investimentos na propriedade; melhorar a alimentação do rebanho e aumentar a eficiência reprodutiva dos animais.

O extensionista Vicente Barbosa lembra que todo o trabalho do programa Minas Leite é voltado para as possibilidades do produtor. “São mudanças simples e graduais que possibilitam além da melhoria na qualidade do produto final, a manutenção dos trabalhadores no meio rural como no exemplo de Sebastião Lameira e sua família”, destaca.

O Programa Minas Leite foi lançado no final de 2005 pelo Governo do Estado. Sob a coordenação conjunta da Seapa e Emater-MG, visa modernizar a cadeia produtiva do leite. Os produtores familiares recebem orientações dos técnicos para conduzir as propriedades leiteiras de forma mais eficiente, utilizando os recursos existentes no local. O objetivo é promover a qualidade de vida dos pecuaristas familiares por meio da construção técnica e pela organização e gestão da produção na pecuária bovina.

Fonte: Agência Minas