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Gestão Anastasia: governo de Minas apresenta plano de exploração de gás natural no São Francisco

Segundo Dorothea Werneck, as reservas impulsionarão desenvolvimento da região

Carlos Alberto/Imprensa MG
Ao lado de representantes da Cemig e da Gas Energy, Dorothea Werneck apresenta Plano de Exploração de Gás na Bacia do São Francisco
Ao lado de representantes da Cemig e da Gas Energy, Dorothea Werneck apresenta Plano de Exploração de Gás na Bacia do São Francisco

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck apresentou nesta quarta-feira (4) o “Plano Diretor para a Exploração de Gás Natural na Bacia do São Francisco”. Segundo ela, se as perspectivas positivas da existência do gás na região se confirmarem, este será um salto na diversificação da economia do Estado, que passará a contar com um leque amplo de possibilidades para a atração de novos empreendimentos. Para aproveitar melhor este potencial, o Governo de Minas Gerais já conta com um plano de trabalho capaz de orientar os investimentos que serão feitos na região, bem como os principais segmentos que poderão utilizar o gás, seja diretamente, seja pela transformação em energia elétrica.

Elaborado pela Gas Energy, empresa de consultoria contratada pela Cemig, o trabalho foi realizado ao longo dos últimos quatro meses e identificou um mercado potencial para o consumo de 37 milhões de metros cúbicos diários de gás natural em Minas. Atualmente, o consumo de gás natural em todo o Estado é de cerca de 3 milhões de metros cúbicos por dia.  “A expectativa é tão favorável, que muitas empresas estão acelerando os planos de prospecção e exploração. Mas de qualquer forma o leque de oportunidades que se abre com a exploração deste gás é enorme e certamente trará mudanças no perfil da produção industrial do Estado”, afirmou Dorothea Werneck.

Para o presidente do Conselho da Gas Energy, Marco Tavares há oportunidades para a utilização do gás tanto no mercado tradicional quanto em outros segmentos. “O estudo levantou oportunidades de utilização deste gás tanto no mercado tradicional (indústria, gás veicular, cogeração, comercial, entre outros), quanto em outros segmentos que já anunciaram investimentos em Minas (siderurgia, vidro, cerâmica, alimentos, papel e celulose, entre outros) ou que ainda podem ser atraídos. Neste sentido, existe um potencial muito relevante”, explicou.

Ainda de acordo com a secretária, o trabalho é uma ação preventiva. A partir do momento em que se confirmarem as reservas de gás, o Estado terá melhores condições para definir políticas estratégicas, fomentar o desenvolvimento da indústria de gás natural, atrair novos investimentos e consolidar o desenvolvimento da região e do Estado.

“Buscar investimentos para o Estado é o nosso dever de casa, mas não é tarefa exclusiva do Estado. Aos consórcios de empresas que estão começando a identificar as reservas também interessa identificar parceiros que possam fazer a utilização desse gás”, disse a secretária.

Bacia do São Francisco

Em 2005 e 2008, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou leilões para a exploração do gás na Bacia de São Francisco, hoje com 39 blocos sob concessão, na região que representam um terço do território do Estado de Minas Gerais. As empresas iniciaram a prospecção e sinais da existência do gás já foram detectados, mas ainda é necessário confirmar a viabilidade comercial das reservas.

O estudo também traz esclarecimentos sobre os royalties a serem arrecadados com a eventual produção de hidrocarbonetos, estimativas de custos de produção e de preço de venda do gás, assim como arranjos produtivos que favoreçam o desenvolvimento deste negócio no Estado de Minas Gerais.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-apresenta-plano-de-exploracao-de-gas-natural-no-sao-francisco/

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Gestão Anastasia: Governo de Minas integra cadeia binacional do PET e quer fortalecer a economia solidária

Projeto prevê que garrafas pet sejam coletadas e transportadas em flakes com apoio direto do Estado

Gil Leonardi/Imprensa MG
Mauricio Alexandre Dziedricki, Paul Singer, Dorothea Werneck, Carlos Pimenta e secretário-adjunto Hélio Augusto Rabello
Mauricio Alexandre Dziedricki, Paul Singer, Dorothea Werneck, Carlos Pimenta e secretário-adjunto Hélio Augusto Rabello

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, abriu nesta segunda-feira (19), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, a “Reunião da Cadeia Binacional do PET Brasil-Uruguai”. O evento, com a participação do secretário Nacional da Economia Solidária, economista Paul Singer; do secretário do Trabalho e Emprego de Minas Gerais, Carlos Pimenta; do secretário da Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa do Rio Grande do Sul (Sesampe), Mauricio Alexandre Dziedricki, teve o objetivo de discutir a inserção de Minas Gerais no Projeto da Cadeia Solidária Binacional do PET Brasil- Uruguai.

O projeto, que tem entre suas competências estimular a participação da sociedade civil e da administração pública estadual na definição de políticas de economia solidária, prevê que as garrafas pet sejam coletadas e transformadas em flakes com apoio direto do Governo de Minas. Após este trabalho, o material é enviado para a Cooperativa Industrial Maragata, em San José, no Uruguai. A organização uruguaia é a responsável por produzir fibras sintéticas a partir da matéria prima enviada pelas associações e cooperativas brasileiras.

Em Minas Gerais, a Cooperativa de Produção Têxtil (Coopertêxtil), de Pará de Minas, é responsável pelo processo de fiação e tecelagem, transformando a fibra sintética em tecido ecológico, que será comercializado como produto final. A cooperativa também dará continuidade à cadeia no Brasil, enviando o tecido para cooperativas de costureiras que o transformarão em peças customizadas, como camisetas, bolsas, produtos de cama e mesa e sapatos.

Estratégia

Durante a abertura da reunião, Dorothea Werneck destacou a importância do fortalecimento da economia solidária. Ela se comprometeu a ajudar a Coopertêxtil a buscar uma linha de crédito para que a cooperativa consiga construir sua sede em lote já doado pela prefeitura de Pará de Minas. “A economia solidária é uma estratégia de desenvolvimento que, além de incluir pessoas e distribuir renda, ainda trabalha a favor do meio ambiente”, enfatizou.

Já Paul Singer lembrou que o projeto tem um profundo conteúdo social na medida em que permitirá aos catadores e recicladores sair da pobreza. “A meta do governo federal é organizar os muito pobres, oferecer-lhes uma vida nova, criando um sistema que elimine a pobreza no país”, enfatizou.

Mauricio Alexandre Dziedricki afirmou durante a reunião que a cadeia do PET é um arranjo produtivo que vai efetivamente produzir, servir de modelo para outros setores e formar uma cadeia produtiva latino-americana. “Precisamos criar uma marca de identificação da cadeia solidária binacional do PET, que traduza o espírito de cooperação de uma nova sociedade que nós pretendemos construir, que consolide um plano internacional com a grife da economia solidária”, salientou.

Além da inserção de Minas Gerais no processo, a reunião teve o objetivo de explicar aos representantes do Governo mineiro o projeto e sua dinâmica, identificar o papel dos atores institucionais envolvidos e, principalmente, pensar ações estratégicas para estruturação da cadeia e consolidação do projeto no Brasil e no Uruguai.

Para o secretário de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta, “a proposta só traz ganhos para os envolvidos, uma vez que além da preservação ambiental, com a melhor destinação das garrafas pet, ainda há a geração de renda para milhares de trabalhadores que estavam fora do mercado de trabalho. Queremos investir nesta parceria e ampliar a participação do Estado na rede, apoiando e fomentando as atividas nas diversas etapas de produção”.

A participação de Minas Gerais começou a ser definida no final do ano passado, em um encontro com a diretora do Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa do Governo do Rio Grande do Sul, Nelsa Fabian Nespolo. Como encaminhamento das reuniões foi enviado à Sede um convite oficial para integrar o projeto e para realizar um intercâmbio no Uruguai para debater as parcerias e o cooperativismo com o Governo Uruguaio e com a Federação das Cooperativas daquele país.

A Superintendência de Cooperativismo e Apoio ao Setor Terciário será o setor da Sede responsável pela participação no programa. O papel do Governo de Minas será, em princípio, apoiar institucionalmente a consolidação da cadeia binacional e articular parcerias estratégicas, buscando meios para fortalecer o elo da cadeia em Minas, representado pela Coopertêxtil.

Evento teve também a participação do subsecretário de Indústria, Comércio e Serviços da Sede, Marco Antonio Rodrigues da Cunha, do secretário adjunto da Sete, Hélio Augusto Rabelo, da diretora de Economia Solidária da Sesampe, Nelsa Fabian Nespolo, e da diretora do Departamento Nacional de Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Vera Lúcia de Oliveira. A reunião contou ainda com a participação de representantes da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol) e da Coopertêxtil e de técnicos da Sede e da Sete. Antes da reunião, os representantes do Governo do Rio Grande do Sul visitaram a Coopertêxtil em Pará de Minas.

A experiência pioneira vai possibilitar a retirada de cerca de um milhão de garrafas PET de circulação. O Ministério do Trabalho, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária, vai destinar recursos ao projeto, com contrapartida do governo gaúcho. Estes recursos permitirão a compra de máquinas que vão viabilizar a flocagem do PET, estágio inicial de processamento. Atualmente 9 bilhões de unidades de PET são descartadas na natureza anualmente.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-integra-cadeia-binacional-do-pet-e-quer-fortalecer-a-economia-solidaria/

Gestão em Minas: Antonio Anastasia intensifica relações comerciais com Nápoles

Governador assina acordo de parceria com a Região da Campânia e participa de encontro com empresários

O governador Antonio Anastasia apresentou para empresários da região italiana da Campânia, em Nápoles, nesta quinta-feira (8), os avanços e as potencialidades econômicas, tecnológicas e turísticas de Minas Gerais, com o propósito de atrair mais investimentos para o Estado. O encontro entre empresários mineiros e italianos foi realizado na Câmara de Comércio de Nápoles.

Anastasia fez um histórico das relações comerciais entre Minas Gerais e a Região de Campânia e mostrou aos italianos as vantagens de investir no Estado.

“Minas e Campânia têm uma grande identidade econômica e cultural. Minas Gerais responde por 10% do PIB brasileiro, temos agricultura muito avançada, setores de serviços extremamente desenvolvidos. Na indústria, somos o maior produtor mineral do Brasil, entretanto, precisamos agregar valor aos nossos produtos. Para isso, estamos buscando inovação e mais tecnologia. Temos muita potencialidade. É isso que queremos mostrar ao mundo, rompendo nossas fronteiras. Queremos fazer negócios e identificar novas parcerias”, disse o governador.

O presidente da Câmara de Comércio de Nápoles, Maurizio Maddaloni, e o vice, Ricardo de Falco, apresentaram as características econômicas da província e da Região de Campânia. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothéa Werneck, e o secretário de Turismo, Agostinho Patrus Filho, também fizeram apresentações sobre Minas. De acordo com Ricardo de Falco, o objetivo é intensificar as relações comerciais com Minas Gerais.

“Buscamos sempre a promoção do desenvolvimento local, a inovação e o estímulo à internacionalização. A performance das relações comerciais entre Minas e Itália é muito boa, mas vamos aumentar ainda mais nossas parcerias e os laços de cooperação entre nossas regiões”, destacou o vice-presidente da Câmara de Comércio de Nápoles.

Bons negócios

Representantes de empresas dos segmentos automotivo, de tecnologia, transporte, autopeças, tecnologia da informação, eletroeletrônico, serviços e metalmecânico participaram do evento de negócios com empresários de Campânia.

“Acredito que este é um novo momento para Minas e para a Itália. Será um mercado excelente, as perspectivas de futuros negócios são muito boas. Vamos trocar experiências com este estado co-irmão, o que poderá ajudar Minas a exportar mais e a vender mais”, disse o presidente da Câmara Ítalo-Brasileira, Giacomo Regaldo.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, OlavoMachado, firmar parcerias é o primeiro passo para levar mais investimentos para Minas. “Um negócio começa dessa forma. Estamos conhecendo novos empresários, novas oportunidades e novos produtos. Tudo na base da inovação, que poderá agregar valor aos produtos de Minas Gerais. Vejo nos italianos o desejo de conhecer e investir no Brasil. Vamos divulgar Minas Gerais e levar novos investimentos pra lá”, disse Olavo.

“Tenho certeza que estes entendimentos, que estão sendo feitos pelos empresários, através do Governo de Minas, da Câmara Italiana e da Fiemg, irão gerar bons frutos”, finalizou Antonio Anastasia.

Este foi o terceiro encontro entre empresários na Itália. Antes ocorreram em Turim e Roma. O próximo será nesta sexta-feira (9), em Salerno, também na Região de Campânia. A Missão Empresarial de Minas à Itália foi organizada pela Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura de Minas Gerais, com o apoio da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

Parcerias

Em seguida, o governador Antonio Anastasia assinou, na sede do Governo de Campânia, acordo de parceria com a Região. Ele foi recebido pelo presidente de Campânia, Stefano Caldoro; pelo conselheiro diplomático, Francesco Calogero; pela secretária de Cultura, Esporte e Juventude, Caterina Miraglia; e pelo secretário de Pesquisa e Inovação, Guido Lombetti.

“Ver o crescimento do PIB brasileiro e mineiro é um grande incentivo para nós. Com certeza este será o início de uma longa colaboração”, disse o presidente Stefano Caldoro ao governador.

Em maio, o Brasil e Minas Gerais receberão uma delegação com cerca de 300 empresários italianos, que pretendem concretizar negócios com empresas de Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Recife.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: governador Antonio Anastasia renova acordo com a Região de Piemonte, na Itália

Troca de experiências em inovação tecnológica, formação profissional e a internacionalização de micro e pequenas empresas mineiras são ações previstas na parceria
Soraya Ursine/Imprensa MG
Antonio Anastasia e o vice-presidente da Região de Piemonte, Ugo Cavallera, assinam a renovação do acordo
Antonio Anastasia e o vice-presidente da Região de Piemonte, Ugo Cavallera, assinam a renovação do acordo

O governador Antonio Anastasia se reuniu, nesta segunda-feira (5), em Turim, com membros do governo da região de Piemonte, quando assinou o Acordo de Cooperação Técnica que renova, por mais cinco anos, a agenda de trabalho e a parceria entre Minas Gerais e a Região. O acordo objetiva consolidar e aprofundar os laços de cooperação para promover o desenvolvimento econômico, ambiental, científico, tecnológico, cultural e social de ambos os territórios. A partir deste documento, as duas regiões se comprometem a desenvolver projetos em conjunto, a fim de obter vantagens econômicas recíprocas.

O governador foi recebido pelo vice-presidente da Região de Piemonte, Ugo Cavallera, pela secretária de Trabalho e Formação Profissional, Cláudia Porchietto, pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Massimo Giordano, além de representantes da área internacional do governo piamontês.

Segundo Anastasia, Piemonte é uma das parceiras mais estratégicas para Minas e, por isso, o objetivo não é apenas renovar o acordo de cooperação, mas aprofundá-lo e torná-lo ainda mais produtivo para governos e empresas mineiras e italianas.

“Para nós, o acordo entre Minas e Piemonte é muito importante e estratégico em diversos setores. Foi o primeiro acordo que o Estado realizou, há muitos anos, com uma organização estatal europeia e é fundamental, ainda mais agora com o processo de internacionalização da economia mineira e brasileira. Não gostaríamos de somente renovar o acordo, mas aprofundá-lo. Minas é potencialmente agrícola e industrial, Piemonte tem o conhecimento na área do design e da inovação. Temos um mercado crescente, terras férteis e todo tipo de commodities, portanto, essa parceria será certamente muito proveitosa para ambos os lados”, disse Antonio Anastasia.

O acordo também prioriza os setores da ciência e tecnologia, meio ambiente e energias renováveis, cultura e juventude, desenvolvimento social e formação do capital intelectual. Para o vice-presidente da Região de Piemonte, Ugo Cavallera, o crescimento econômico acelerado do Brasil e, principalmente, de Minas Gerais, atrai os investimentos e as parcerias com a Itália.

“Tenho lembranças positivas da ocasião em que a delegação de Piemonte foi, em 2007, conhecer de perto o desenvolvimento de Minas Gerais e de Belo Horizonte, que hoje deve ser ainda maior. Não há dúvidas de que as relações entre Itália e Brasil, mais especificamente entre Minas e Piemonte, são ótimas para nós. Minas é nossa porta de passagem e nossa referência comercial. Existe, de fato, interesse específico no campo da pesquisa, da inovação, no atendimento às empresas que querem manter um contato com a economia italiana e vice-versa. Esses documentos aqui assinados simplesmente fotografam uma situação que já existe”, destacou o vice-presidente.

Os gestores piamonteses informaram que um dos atuais projetos do governo daquela região da Itália é promover a internacionalização de micro e pequenas empresas que têm muito a oferecer àquele país. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Piemonte, Massimo Giordano, o Governo está oferecendo linhas de financiamento vantajosas a essas empresas para que elas produzam para e na Itália. O objetivo agora, segundo ele, é desenvolver o mesmo projeto em conjunto com Minas Gerais.

Com o acordo, Minas Gerais e a Região de Piemonte também se comprometem a promover a interação entre universidades, centros de pesquisa, empresas, entidades e organizações, de natureza pública e privada, além de garantir a assistência a delegações que pretendam organizar visitas de estudo, encontros de formação e iniciativas de colaboração e de pesquisa no território da outra parte. Minas aguarda, agora, a visita de uma delegação empresarial de Piemonte, que será realizada em maio.

Os acordos são intermediados pela Câmara de Comércio Italiana de Minas Gerais, cujo presidente Giacomo Regaldo, acompanhou o governador Anastasia, além do presidente da Fiemg, Olavo Romano, dos secretários de Estado Agostinho Patrus Filho (Turismo), Bráulio Braz (Esporte e Juventude) e Gil Pereira (Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas) e do deputado Rômulo Veneroso, representando a Assembleia Legislativa de Minas. O último acordo de parceria com a Região de Piemonte foi assinado em 2007, pelo então governador Aécio Neves.

Atração de negócios

Ainda nesta segunda-feira, o governador Anastasia apresentou os avanços e as potencialidades econômicas, tecnológicas, turísticas e culturais de Minas Gerais para mais de cem empresários italianos na Câmara de Comércio de Turim. O objetivo do encontro foi mostrar as oportunidades de negócios para atrair investimentos para Minas Gerais e também levar empresas da Itália para Minas, impulsionando a cooperação em áreas de interesse estratégico entre empresários mineiros e italianos.

“Estamos, em Minas Gerais, preparados para receber as empresas que queiram fazer negócios em nosso Estado, que é reconhecido internacionalmente pela qualidade da gestão”, destacou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothéa Werneck, durante o encerramento do encontro.

Empresários brasileiros dos segmentos automotivo, de tecnologia, transporte, autopeças, tecnologia da informação, eletro eletrônico, serviços e metalmecânico, também acompanharam a apresentação dos atributos de Piemonte, feita pelo representante do governo de Piemonte, Giuseppe Donato.

Antonio Anastasia ainda participou, no início da tarde desta segunda-feira, de encontro com o prefeito de Turim, Piero Fassino, momento em que estreitou os laços com a cidade que detém características econômicas similares a de Belo Horizonte.

Fonte: Agência Minas

Governo japonês vai doar US$ 3 milhões para a melhoria da produção na região voltada para fruticultura no Norte de Minas. Recursos serão destinados à compra de equipamentos

Gestão Pública, produção agrícola, 

Fonte: Estado de Minas

Governo japonês vai doar US$ 3 milhões para a melhoria da produção na região voltada para fruticultura no Norte de Minas. Recursos serão destinados à compra de equipamentos

Do Japão para o Jaíba

Os fruticultores da região do Jaíba no Norte de Minas vão contar com uma “mãozinha” dos japoneses. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) – órgão do governo japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) – e o governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Agricultura, Pecuária a Abastecimento (Seapa), assinaram um memorando de entendimentos para a doação de US$ 3 milhões para a melhoria dos processos de produção de frutas no Projeto Jaíba. Os recursos serão usados nos próximos quatro anos, na execução do Projeto de Desenvolvimento de Capacidades na Pós-colheita e Práticas de Marketing na Região do Jaíba, que prevê a compra de máquinas e equipamentos para a classificação e embalagem de frutas.

O memorando, assinado pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, pelo secretário adjunto de Agricultura, Paulo Afonso Romano, e pelo representante chefe da Jica para o Brasil, Katsuhiko Haga, inclui a implantação de um sistema de informação de mercado a ser desenvolvido e disponibilizado aos produtores locais para melhorar as condições de negociação de frutas, bem como a capacitação para planejamento de marketing. Além disso, está previsto o controle de qualidade por meio da melhoria na infraestrutura de armazenagem (câmaras frias e túnel de resfriamento), a doação de máquina de seleção e classificação de frutas, bem como treinamento e certificação.

Dorothea Werneck agradeceu aos japoneses pelo trabalho conjunto. Segundo ela, a parceria entre os governos de Minas Gerais e do Japão apresenta resultados positivos, especificamente neste momento de busca de melhoria dos gargalos na comercialização da produção do Jaíba. Já o representante-chefe da Jica, Katsuhiko Haga, lembrou que a agência de cooperação já realizou importantes projetos na área da agricultura no Brasil. “Apesar deste ter tido uma boa avaliação, sabemos que na área agrícola nunca podemos parar e nos dar por satisfeitos. A demanda por alimentos é sempre crescente e os consumidores cada dia mais exigentes, assim há sempre a necessidade de adaptação dos agricultores ao mercado.”

Katsuhiko Haga enfatizou que a Jica quer muito que a região do Jaíba se desenvolva de modo a se transformar em uma referência nacional da agricultura irrigada. A criação de uma marca própria para a região – “Produtos de Jaíba” – está entre os desejos da Jica.

A assinatura do memorando foi precedida por um diagnóstico apresentado aos técnicos da Jica, em 2010, pela Central Exportaminas, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento. O trabalho, que conta também com o cenário futuro (até 2025) da produção e exportação de frutas da região, faz parte do Projeto Perecíveis, que foi financiado pelo Banco Mundial (Bird).

Cada dia mais profissional 

A profissionalização faz parte da evolução da produção no Jaíba. Prova disso foi que os produtores já conquistaram o principal selo de certificação para a venda de alimentos na Europa, o Globalgap. E em 2010, foi comercializado 1,3 milhão de toneladas de produtos agrícolas colhidos na região.

Situado no extremo Norte de Minas Gerais, em uma área total de 67.526 hectares (pouco mais de 53.066ha irrigados), o Projeto Jaíba compreende os municípios de Jaíba e Matias Cardoso. Está inserido em uma região de clima semiárido, distante 700 km de Belo Horizonte. Configura-se, em termos de área contínua, no maior projeto hidroagrícola da América Latina.

O fim da década de 1980 foi marcado pelo início de operação do Jaíba, com o assentamento das primeiras famílias de irrigantes. A partir dos anos 1990, foram agregados mais recursos financeiros internacionais ao projeto, com a contratação de um novo financiamento junto ao Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC). O período foi também marcado pela incorporação da iniciativa privada, por meio da criação do Distrito de Irrigação de Jaíba.

Conversa afinada

Em julho, o governador Antonio Anastasia e a secretária Dorothea Werneck estiveram no Japão e se reuniram com autoridades da Jica para discutir o assunto. No mês passado, foi a vez de uma equipe da Jica se reunir com o governo de Minas, em Belo Horizonte, para detalhar a implementação dos recursos para a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos para a região do Jaíba.