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Economia de Minas Gerais é tema de palestra na Fundação João Pinheiro

Com o objetivo de dar continuidade à série Seminário de Pesquisa, da Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, da Fundação João Pinheiro (FJP), o economista Cândido Luiz de Lima Fernandes ministra nesta sexta-feira (22), palestra com o tema “Características e Evolução recente da Economia em Minas Gerais”. O evento acontece das 15h às 17h, no auditório Jussara Seixas do campus Pampulha da FJP (Alameda das Acácias, nº 70, 5º andar), é aberto ao público e tem entrada franca.

A série Seminário de Pesquisa é promovida desde 2005, com palestras às sextas-feiras durante os semestres letivos. O objetivo é difundir os resultados das pesquisas desenvolvidas na Escola de Governo e demais centros da Fundação, muitas delas realizadas em parceria com instituições de ensino superior e outros centros de pesquisa. Os palestrantes são pesquisadores da própria instituição e especialistas nacionais e internacionais.

A palestra do economista tem como base o livro “As muitas Minas”, composto por oito ensaios e escrito em parceria com o economista Fabrício Augusto de Oliveira.

Cândido Luiz de Lima Fernandes é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). É mestre em Economia pela UFMG e doutor em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é professor associado da UFMG. Entre os anos 1970 e 1990 foi pesquisador da Fundação João Pinheiro e também diretor do Centro de Estatística e Informações da instituição.

 

Governo Antonio Anastasia quer aproveitar boom para agregar valor à mineração

A cadeia produtiva da mineração lidera a atração de investimentos contabilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), com R$ 55,6 bilhões, o equivalente a 22,16% do total geral de R$ 251 bilhões captados pelo Estado no período 2003-2010. Os investimentos vão gerar 43.325 empregos diretos em diversos municípios mineiros.

A informação é do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, assinalando que apenas neste ano os investimentos privados atraídos para os diversos setores da economia já somam R$ 46 bilhões. “Trata-se de um recorde absoluto, refletindo o bom momento vivido por Minas Gerais, após a crise financeira internacional”, destacou.

A grande preocupação do Governo Antonio Anastasia, a partir de agora, segundo ele, é com a agregação de valor ao parque produtivo em geral e com a criação de novos empregos, incluindo a cadeia da mineração, a fim de incorporar conteúdo tecnológico e inovação aos produtos mineiros. “O que pretendemos é que as empresas de mineração não apenas extraiam e exportem os bens minerais, mas que venham a investir na siderurgia, produzindo aço aqui mesmo”, acrescentou.

Para abrir caminho à industrialização, o Governo de Minas vem investindo pesado na melhoria da infraestrutura, como rodovias, gás natural, telefonia e eletrificação. A rede de gasodutos, por exemplo, foi muito ampliada recentemente e hoje já soma mais de 850 quilômetros e deverá chegar, entre 2011 e 2012, a Governador Valadares, no Leste do Estado, disse Sergio Barroso.

O secretário lembrou que tem recebido sinais bastante promissores de investidores do país e do exterior interessados em desenvolver novos projetos em Minas Gerais. No caso da mineração, ele frisou que já foram assinados protocolos de intenções com grupos privados para exploração de minério de ferro no Norte de Minas.

“Isso confirma a vocação do Estado para expansão da indústria extrativa e abre uma nova fronteira mineral, além do Quadrilátero Ferrífero, revelando que o tema da exaustão dos recursos minerais não pode ser motivo de grande preocupação”, disse o secretário. Ele também lembrou a diversidade e a riqueza do subsolo, assinalando que um dos protocolos firmados foi com a Mineração Riacho dos Machados para exploração de ouro no Norte do Estado.

Para orientar os investidores, o Estado tem procurado promover a geração de informações geológicas básicas, como levantamentos aerogeofísicos e mapeamentos em busca de novas jazidas. “Hoje, está com 60% de seu território mapeado”, disse.

O secretário Sérgio Barroso vai participar, na próxima terça-feira (19), em Belo Horizonte, do encerramento do Seminário “Oportunidades de Investimentos nas Cidades Mineradoras”, promovido pela revista Fato Relevante, com o patrocínio da Usiminas e apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O seminário será aberto com uma palestra do ex-ministro Paulo Haddad, que falará sobre os impactos socioeconômicos dos projetos de investimentos em mineração, e terá a presença do presidente da Associação Mineira de Cidades Mineradoras, Antônio Eduardo Martins. O presidente do Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais (Sindiextra), José Fernando Coura, e o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, também farão palestras.

 

Energia limpa e Copa 2014 são temas da 6ª edição da Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica, em Belo Horizonte

Com foco em Inovação e negócios e com dois temas âncora, Energia limpa e Copa do mundo 2014, a 6ª edição da Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica, será realizada entre os dias 5 e 8 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte. O evento, que tem o apoio do Governo Antonio Anastasia, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), reunirá, nos quatro dias, empresas, comunidade acadêmica, instituições de ciência e tecnologia (ICT), pesquisadores e governo para o intercâmbio de novas tecnologias, processos, produtos e serviços.

Com várias palestras, seminários, workshops e reuniões de estudantes e pesquisadores com empresas como Suzano, Fiat, Natura, Cemig e Usiminas, o evento tratará de assuntos que vão da proteção dos direitos de propriedade intelectual no Brasil, passando pelos avanços na genética bovina e do agronegócio do leite e seus derivados, às possibilidades técnicas e de viabilidade econômica da utilização das fontes de energia chamada limpa – biodiesel, eólica, etanol, entre outras.

Eventos

Para que o público conheça mais sobre a energia limpa e consiga visualizar e entender todos os seus processos, o espaço lúdico chamado Praça da Energia demonstrará as muitas possibilidades de obtenção de energia, como o parque eólico. No entorno do parque, serão promovidos os seminários: Etanol – Energia Limpa para o Mundo, com várias palestras e a mediação do presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Martins; Sustentabilidade na Cadeia Produtiva da Indústria Siderúrgica de Base Florestal; e Introdução a Tecnologias do SI Cristalino, da II Escola de Ciência e Tecnologias para Energias Solares Fotovoltaicas.

Para o tema Copa 2014, que também permeará todas as discussões do evento, estão programadas duas palestras. A conferência Projeto Copa 2014 – Organização de Minas Gerais apresentará o que o estado tem feito na preparação para o evento que acontece daqui a menos de três anos. O estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, estará na pauta, que discutirá também a situação dos estádios alternativos e os desdobramentos do planejamento estratégico para o evento. Já a palestra Copa do Mundo FIFA – Brasil 2014 – Panorama geral e projetos de Belo Horizonte, irá tratar o tema visto pelo prisma regional, destacando os preparativos da Prefeitura de Belo Horizonte para o megaevento esportivo, bem como o planejamento estratégico integrado com o estado.

Números e exemplificações

De acordo com Anderson Rossi, professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral, o conceito de inovação é trabalhado com mais ênfase no país há pouco menos de 10 anos e os números de sua recente pesquisa traduzem uma realidade tímida em termos de investimento. Em Minas Gerais, apenas 2,3% do faturamento das empresas são aplicados em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, 3,7% são aplicados nesse intento, quando Estados Unidos e Alemanha, por exemplo, investem juntos quase 9% na melhoria ou inovação de seus processos, produtos, modelos de negócios, inovação de sustentabilidade, entre outras modalidades do conceito. “É preciso criar no Brasil uma cultura de inovação. Aqui, sobra criatividade e inventividade, mas falta método, disciplina e proatividade, exatamente por ser algo relativamente novo. É preocupante o fato de que em um universo de 6,5 milhões de empresas formalmente implementadas, apenas 500, no ano passado, utilizaram recursos como a MP 252, ou Lei do Bem, como ficou conhecida, instituída em 2005 pelo governo federal, e que favorece com a renúncia fiscal o empreendedor que investe em pesquisa e desenvolvimento. Só posso crer que o desconhecimento desse tipo de estímulo seja o maior causador de tamanha timidez por parte do empresariado”, explica Rossi.

Outras atrações

Concomitantemente ao evento, serão também realizadas a 26ª edição da Inforuso, evento de informática e telecomunicações, o 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, o 4º Congresso Brasileiro da Rede Brasileira de Tecnologia em Biodiesel, o 1º Congresso de Inovação Empresarial, com participação do escritor Max Gehringer, e palestra magna de Naeem Zafar (Hass Business School – Universidade de Berkeley – Califórnia), realizado pela FIEMG, nos dias 5 e 6, e o Projeto Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária.

Para os Encontros de Inovação ou Open Innovation estão programadas 250 reuniões com empresas de nove segmentos diferentes da tecnologia. Além de Suzano, Fiat, Natura, Cemig e Usiminas, as empresas Ciser, Ouro Fino, Whirlpool, Vallé, ABCZ, Algar, Braskem, Ativas, Embratel, GE Transportation, Ericsson, Coffey e Johnson & Johnson já estão confirmadas. “A ideia de open innovation é simples e profícua: unir o meio acadêmico e os centros de pesquisa ao ambiente externo, onde estão as demandas por soluções. Isso favorece a interação e viabiliza parcerias promissoras”, explica Rossi.

Presente também na Inovatec, a Vila do Aço, promovida pelo Instituto Aço Brasil (IABr), será um espaço de 1.600m² que apresentará, em tamanho real, a aplicação do aço em opções arquitetônicas como casas, prédios, equipamentos urbanos, sistema drywall, engradamento metálico, esquadrias, coberturas e passarelas.

Promovido pela mineira Minasplan, a feira espera aumentar o número de visitantes nesta edição. Com um incremento de 5500m² no seu espaço físico com relação ao ano passado e ocupando neste ano dois pavilhões do centro de exposições, a Inovatec espera receber um público de 18 mil pessoas em 2010. “É o momento de promover o debate e o conhecimento. Existe aqui uma cultura conservadora que precisa ser mudada. E iniciativas como a Inovatec é que irão mudar esse cenário”, conclui Rossi.

Serviço

6ª Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica

Data: 5 a 8 de outubro/2010

Local: Expominas – Belo Horizonte/MG

Cadastramento para entrada, inscrições para palestras (gratuitos) e outras informações no site do evento.

Minas Gerais fica em 3º no ranking do empreendedorismo individual, Governo de Minas mantém portal do empreendedor

Minas Gerais aparece em terceiro lugar no ranking do programa Empreendedor Individual (EI), com 57.902 pessoas inscritas, superado apenas por São Paulo, com 122.009 e Rio de Janeiro, com 75.450, conforme levantamento divulgado na tarde desta terça-feira (5), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

De acordo com dados do último dia 1º de outubro, 565.911 trabalhadores já se tornaram Empreendedores Individuais em todo o país. Além de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, estão bem posicionados no ranking os estados da Bahia (42.557) e Rio Grande do Sul (33.018).

Dentre as atividades econômicas que se destacam estão o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (57.526); cabeleireiros (43.035); lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares (17.920); minimercados, mercearias e armazéns (17.345); e bares (16.222).

O Empreendedor Individual (EI) já empregou mais de 14 mil pessoas, após 15 meses de funcionamento. Dos 565.911 inscritos no programa, até o dia 1º de outubro, 2,5% (14.148) possuem um empregado contratado, recebendo salário mínimo ou piso da categoria.

O número foi considerado bastante representativo pelo MDIC, pois o EI, além de legalizar trabalhadores autônomos, gera milhares de emprego diretos. Nem as empresas de grande porte conseguem gerar tantas vagas em apenas um ano e dois meses. O EI tem um enorme potencial na geração de emprego e renda.

Condições

Para ser um empreendedor individual, aquele que trabalha por conta própria deve faturar no máximo R$ 36 mil por ano e ter até um empregado. Ainda, não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

O custo para tornar-se legal é de apenas 11% do salário-mínimo (destinado à Previdência Social) mais R$ 1,00 de ICMS (atividades voltadas para a industrialização ou venda de mercadorias) ou R$ 5,00 de ISS (prestação de serviços), mensalmente. Uma vez formalizado, o trabalhador passa a usufruir de cobertura previdenciária (aposentadoria, auxílio maternidade, doença e reclusão); ter acesso ao crédito bancário; e preferência nas compras governamentais.

A formalização do empreendedor individual é feita somente pela internet, no sitewww.portaldoempreendedor.gov.br.

As informações sobre o procedimento necessário para o empreendedor individual contratar um empregado podem ser obtidas no endereço:www.portaldoempreendedor.gov.br/modulos/perguntas/empregado.htm.

Fórum discute no BDMG renovação das concessões no setor elétrico nacional

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, preside, nesta terça-feira (8), a partir das 9h, na Sala Guimarães Rosa, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte, a abertura de mais uma reunião do Fórum de Secretários de Estado para Assuntos de Energia.

O fórum foi instituído em 1995 e conta com a participação de representantes das 27 unidades da federação, dos quais dez já haviam confirmado participação até a manhã desta segunda-feira (7). Atualmente, o Fórum mantém assento nas seguintes instituições do governo federal: um representante no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e cinco representantes na Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A missão do fórum é contribuir para o aperfeiçoamento da política energética brasileira, articulando e fortalecendo a atuação das secretarias estaduais de Energia e estabelecendo canais de comunicação com o governo federal. Trata-se de um espaço de discussão apartidário e de sentido pluralista, com representatividade no cenário nacional, constituído com a finalidade de promover o debate em torno das questões energéticas e de ser um mecanismo de interlocução dos Estados com o governo federal, com organizações empresariais e instituições da sociedade civil.

Sob a presidência do secretário Sergio Barroso, o encontro terá como tema central a “Renovação das Concessões do Setor Elétrico”. Durante o encontro serão discutidos os desafios prioritários que representam os assuntos energéticos relevantes e estratégicos, a exemplo da segurança no suprimento energético no médio e longo prazo, expansão e diversificação da matriz energética nacional, incluindo o uso de fontes energéticas alternativas e renováveis, plano de contingenciamento do suprimento de gás natural, licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), fortalecimento das ações de combate às fraudes no mercado energético (combustíveis, energia elétrica etc.), política de utilização do GLP, oferta de geração de energia elétrica, fortalecimento dos instrumentos e práticas de proteção ambiental quando do desenvolvimento de projetos energéticos e programas de conservação e de eficiência energética.

O setor energético de Minas Gerais vem recebendo grandes investimentos, especialmente por meio do Programa Minas PCH. Segundo a superintendente de Política Energética da Sede, Marina Meyer Falcão, apenas em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que têm potência entre 1 e 30 MW, foram identificados 335 aproveitamentos capazes de gerar 3.591 megawatts (MW), número superior à capacidade prevista para a Usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, que deverá atingir 3.150 MW.

O Estado conta hoje, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 94 pequenas usinas em operação, com potência de 678,4 MW. Em Minas, a capacidade instalada de geração conta atualmente com uma potência de 18,92 gigawatts (GW), de acordo com a Aneel. As usinas hidrelétricas (UHE) detêm a maior fatia da matriz energética, com uma participação de 89,15%.

O Tempo: “Governo dá ultimato e fixa data para substituir grevistas”

Fonte: Tereza Rodrigues – O Tempo

Governo dá ultimato e fixa data para substituir grevistas

Professores fazem nova assembleia para decidir futuro do movimento

Como forma de pressionar pelo fim da greve dos professores, que completa hoje 46 dias, o governo de Minas estabeleceu um prazo máximo para iniciar a contratação de substitutos. De acordo com a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, se na próxima assembleia, marcada para amanhã, a categoria decidir por continuar a paralisação, novos profissionais vão começar a trabalhar no lugar dos grevistas. Mas isso não implicará demissões, segundo ela.

“Minha expectativa é que a decisão seja pelo fim do movimento, mas, se a greve não acabar, o governo não pode ficar de braços cruzados. Vamos contratar profissionais para que as escolas possam voltar ao funcionamento normal. Os nossos alunos não podem continuar sendo prejudicados”, disse ontem a secretária.

Renata enfatizou que as demissões continuam fora dos planos do governo. Ela explicou que as substituições, se forem concretizadas, vão auxiliar na reposição das aulas.

As negociações foram retomadas depois que Renata Vilhena se reuniu com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) na última sexta-feira. Uma nova reunião entre as partes foi marcada para hoje à noite, na tentativa de acertar todos os detalhes da proposta do governo, que será apresentada aos professores na assembleia de terça-feira.

Impasses marcaram a última votação da categoria, ocorrida no dia 18 de maio. O governo acusou o Sind-UTE/MG de não ter apresentado aos professores que participaram da assembleia a proposta que atendia parte das reivindicações. Já o sindicato afirmou que a primeira proposta, encaminhada pouco antes das 13h, foi, sim, votada – mas que não atendia às reivindicações e, por isso, foi reprovada. Segundo Beatriz Cerqueira, coordenadora do Sind-UTE/MG, um segundo documento foi enviado para o sindicato às 17h, mas não deu tempo de ser apreciado.

NOVA PROPOSTA. Segundo Renata Vilhena, a proposta que será apresentada ao sindicato na reunião de hoje só difere em um item da que tinha sido enviada na tarde do dia 18. 

“A questão salarial não muda porque o governo não tem a menor condição de pagar um vencimento básico de R$ 1.312,85 (reivindicado pelo sindicato). Cedemos em relação ao prazo de entrega dos trabalhos da comissão que será criada para estudar a revisão dos planos de carreira. O sindicato pediu 20 dias e nós concordamos que isso é possível, mesmo sendo um prazo curto”, afirmou a secretária.

Ontem, nenhum representante do Sind-UTE/MG foi localizado para comentar a nova proposta.

Governo Anastasia leva plano de expansão do aeroporto em Confins até à Assembleia

O desenvolvimento de um hub logístico de passageiros e cargas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi tema da apresentação realizada, nesta quarta-feira (19), pelo subsecretário de Assuntos Internacionais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Luiz Antônio Athayde, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Em sua palestra na Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas, ele abordou os aspectos estratégicos do master plan, elaborado pela Jurong Consultants, que prevê a expansão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, até 2039, quando a capacidade final de transporte será de 37 milhões de passageiros/ano, passando então a ser um dos aeroportos de maior conectividade da América dos Sul.

Em sua primeira fase, a ampliação vai elevar a capacidade do AITN para o transporte de até 12 milhões de passageiros/ano, compreendendo 7 milhões de passageiros no terminal 1 (já reformado) e 5 milhões de passageiros na fase 1 do terminal 2.

Durante a audiência, o subsecretário explicou as perspectivas de crescimento com a elaboração do Plano Macroestrutural, com vistas à diversificação da economia mineira, impulsionando setores como telecomunicações, Tecnologia da Informação (TI), biotecnologia e aeronáutica e aeroespacial.

“Com a implantação de um corredor multimodal na RMBH, a área será transformada em um polo de excelência e de investimentos internacionais, garantindo o desenvolvimento sustentável, o atendimento às demandas da nova economia, além do aumento da qualidade de vida e a geração de empregos qualificados para os próximos 20 anos”, destaca Luiz Antônio Athayde. É o primeiro estudo em regiões metropolitanas no Brasil que é elaborado com ampla governança ambiental o que facilitará sobremaneira a atração de investimentos de empresas com alto conteúdo tecnológico.

Descentralização, preservação e conservação, integração regional e sociofacilitação são pilares da estratégia para fomentar os avanços e difundi-los por novos espaços. “Assim, projetamos desenvolver a área, preparando-a para operar no conceito funcional de cidade-aeroporto onde cada investimento é avaliado em função da sua proximidade do terminal aeroportuário e do seu sistema de pistas”, antecipa o subsecretário.

Também se insere nesse cenário de propulsão do desenvolvimento do Vetor Norte o Aeroporto Industrial (AI), em implantação no AITN, que será um local apropriado para empresas de alta tecnologia com sistema aduaneiro diferenciado tanto para exportação e importação de bens e componentes e que operam dentro das cadeias globais de suprimentos.

Governo Antonio Anastasias promove, ainda, outras importantes iniciativas para a implantação do novo centro de aperfeiçoamento da Força Aérea Brasileira em Lagoa Santa que vai definindo o perfil do Vetor Norte para os serviços avançados e as empresas de alta tecnologia.