• Agenda

    julho 2020
    S T Q Q S S D
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728293031  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

Cemig é a primeira parceira da campanha Quer Ser Sócio? da BM&FBovespa

Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) é a primeira parceira da campanha Quer Ser Sócio? da BM&FBovespa, voltada para a educação financeira e estrelada nacionalmente pelo ex-jogador de futebol Pelé. A adesão foi oficializada durante o Dia da Empresa Cemig, realizado nesta sexta-feira (19), na Bolsa de Valores de São Paulo. Às 11h em ponto, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Sérgio Barroso, em companhia do presidente da BM&FBovespa, Edemir Lopes, acionou a campainha que abriu o pregão da bolsa.

A Cemig, com ações listadas em bolsa há 40 anos, foi escolhida para iniciar a parceria por ser considerada empresa referência no país, devido aos seus altos níveis de governança e sustentabilidade, oferecendo oportunidades consistentes de ganhos para seus 117 mil acionistas, distribuídos em mais de 40 países.

Desde essa quinta-feira (18), a campanha começou a ser veiculada no site da Cemig. Para Sérgio Barroso, a parceria, que visa à educação financeira dos brasileiros, mostrando as vantagens de investir em ações, terá grande sucesso em Minas Gerais, pois a Cemig é uma empresa mineira, fundada há 58 anos por iniciativa do ex-presidente Juscelino Kubitschek, e a campanha é estrelada também por um mineiro, Pelé, nascido em Três Corações, no Sul de Minas.

Além de prestar um serviço à sociedade, promovendo a educação financeira, a Cemig também tem o objetivo de alcançar o maior número de investidores  também no Brasil. ”É importante ter uma participação mais ativa dos investidores brasileiros. E a mesma razão utilizada por esses acionistas estrangeiros serve também para os acionistas brasileiros”, observou o diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações da Cemig, Luiz Fernando Rolla.

A campanha

Segundo o presidente da BM&FBovespa, Edemir Lopes, a campanha Quer Ser Sócio?, lançada nacionalmente em agosto passado, é uma iniciativa de longo prazo, pois “quando se trata de educação financeira, é preciso um trabalho perene”. Depois de dois meses de estudos, a Bolsa escolheu a Cemig para iniciar a parceria, devido às características da empresa, referência internacional em governança e transparência, e também do Estado onde se localiza sua sede. “Minas Gerais é estratégico para o Brasil. Tem um povo que olha um pouco diferente e a campanha é para analisar as empresas, ser sócio e participar dos lucros”, disse Lopes. Ele adiantou ainda que outras empresas com ações na Bolsa também devem aderir à campanha nos próximos meses.

 

Governo Anastasia concede apoio a empresa de laticínios que vai gerar 3 mil empregos com nova fábrica em Minas

secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, assinou, nesta segunda-feira (8), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, protocolo de intenções com a Laticínios Porto Alegre Indústria e Comércio Ltda para a instalação de uma nova unidade industrial em Ponte Nova, na Zona da Mata mineira.

O projeto de implantação da nova unidade prevê a realização de investimentos no valor de R$ 35,6 milhões, sendo R$ 30,6 milhões gastos na construção e aquisição de máquinas e o restante para o capital de giro. Com o investimento serão gerados 230 empregos diretos e três mil indiretos na região.

Para o secretário Sergio Barroso, a expansão terá enorme contribuição para o desenvolvimento da economia mineira. “Além da geração de mais de três mil empregos em Minas Gerais, que movimentam a economia do Estado, esse investimento agrega valor ao leite e gera opções favoráveis aos produtores de leite”, enfatizou o secretário.

As obras da nova fábrica foram iniciadas em maio deste ano e a previsão é que em julho de 2011 estejam concluídas. A expectativa é que com a nova unidade o faturamento alcance R$ 21 milhões em 2011, R$ 54 milhões em 2012 e R$ 65 milhões em 2013.

Segundo o diretor do Laticínios Porto Alegre, João Lucio Barreto Carneiro, atualmente a unidade de Ponte Nova já está trabalhando acima da sua capacidade de produção. “A construção dessa nova unidade é para atender a nossa crescente demanda. Hoje, o soro em pó que produzimos na unidade já existente em Ponte Nova é processado em outra unidade, situada em Mutum, no Leste do Estado, a 250 quilômetros de distância. Então, além de dobrar nossa capacidade de produção, vamos ganhar na parte da logística também“, explica.

A empresa é hoje a maior produtora de queijos e soro em pó do Estado. Com a implantação da nova unidade, será a maior produtora de soro em pó do país.

A empresa

Em 1991, o Latícinios Porto Alegre inaugurou, na Fazenda Porto Alegre, tradicional produtora de leite da cidade de Rio Doce, na Zona da Mata, uma agroindústria para beneficiar o leite que produzia, fabricando mussarela e manteiga. A grande aceitação motivou a empresa a lançar, em seguida, o leite pasteurizado tipo C.

Em 1994, a empresa foi transferida para Ponte Nova, processando quatro mil litros de leite por dia. De 1997 a 2000, o Laticínios Porto Alegre passou por mais duas ampliações e, em 2001, com o lançamento dos produtos da linha Light, o volume de captação de leite passou para 45 mil litros por dia.

Com o mercado em expansão, em 2006, a empresa inaugurou uma nova fábrica de queijos em Mutum, e em 2008 se expandiu com a implantação da unidade de soro em pó, com capacidade de processamento de 500 mil litros de soro fluido por dia.

Atualmente, processa, diariamente, 300 mil litros de leite e 450 mil litros de soro. Conta com 400 empregados nas duas unidades. Dentre seus principais clientes estão Bauducco, Kaft, Arcor e Itambé.

 

Com apoio do Governo Anastasia empresa investe R$ 48 milhões e multiplica empregos no Sul de Minas

A PP Print, empresa mineira especializada na fabricação de rótulos para produtos diversos, vai investir R$ 48 milhões para a expansão de sua unidade industrial em Varginha, no Sul de Minas, gerando mais de 1.200 empregos, entre diretos e indiretos.

O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (5), durante assinatura de protocolo de intenções entre o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), Adriano Magalhães, e o presidente da PP Print, Rene Brunelli Junior.

O presidente do Indi afirmou que o investimento contribui com o esforço que o Governo Antonio Anastasia tem feito para atrair um número cada vez maior de investimentos para o Estado, tornando sua economia ainda mais competitiva. “A confiança que o empresário tem no nosso trabalho contribui para o crescimento sólido da economia do Estado, gerando, assim, cada vez mais empregos”, destacou o presidente do Indi, Adriano Magalhães.

Os R$ 48 milhões anunciados se destinam a obras civis, aquisição de máquinas e capital de giro para a empresa produzir e comercializar rótulos de BOPP (presentes nas embalagens pet), filmes laminados e embalagens de alumínio. Segundo o presidente da PP Print, Rene Brunelli, os investimentos vão possibilitar a expansão do mercado em potencial.

“Além de quintuplicar nossa capacidade de produção, vamos comprar máquinas mais potentes e aumentar nosso parque industrial, para que possamos atender a crescente demanda do mercado”, explica Adriano Magalhães.

O projeto, iniciado em abril deste ano, tem término previsto para dezembro de 2012 e irá gerar 620 empregos diretos e 609 indiretos. A empresa estima que o faturamento de R$ 23 milhões, previsto para este ano, deve chegar a R$ 66 milhões em 2011 e R$ 83 milhões de 2012 em diante.

A empresa

A PP Print foi fundada em 1996, em Varginha, inicialmente dedicada exclusivamente à produção de rótulos de bebidas. Em 2004, a empresa foi comprada pelo Grupo Sol Embalagens, quando passou a atuar também no mercado de embalagens flexíveis, atendendo a clientes como Coca Cola, Nestlé, Bimbo, Panco e São Braz.

Atualmente, a empresa é líder na fabricação de rótulos para bebidas e produtos de limpeza. Além de rótulos, a empresa fabrica filmes laminados para embalagens de biscoitos, doces e massas e filmes especiais para empacotamento e agrupamento para embalagens de yakut e kits de bebidas.

 

Conselho Integrado de Desenvolvimento de Minas aprova R$ 181,9 milhões para expansão ou modernização de empresas

Em sua 13ª Reunião Ordinária, realizada nesta quinta-feira (4), o Conselho Integrado de Desenvolvimento (Coind), presidido pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, aprovou financiamentos de R$ 181,9 milhões para implantação, expansão ou modernização de quatro projetos de empresas nas regiões Central e Centro-Oeste, na Zona da Mata e no Leste do Estado.

Esses recursos são provenientes do Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento (Findes), geridos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), e serão disponibilizados pelo agente financeiro do fundo, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para investimentos que totalizam mais de R$ 257 milhões com a geração de 897 empregos diretos.

O secretário Sergio Barroso destacou, durante a reunião, que a atração de novos investimentos privados no Estado, que até o final do ano devem atingir os R$ 75 bilhões, demanda crédito e financiamento. “O interesse dos investidores está sendo acompanhado atentamente pelo Governo Antonio Anastasia. Através da criação de diversas linhas de financiamento e crédito oferecidas pelo BDMG e de um acompanhamento eficiente de diversos órgãos estaduais, estamos agilizando a inserção de novas empresas em Minas e a expansão de outras tantas”, enfatizou.

Por outro lado, durante a discussão e aprovação dos projetos, lembrou que os recursos do Findes são responsáveis pela criação de milhares de empregos no Estado e, consequentemente, pela ressocialização de diversas regiões. “A cada emprego direto criado, são gerados dois a três empregos indiretos que levam à movimentação de toda a economia. A criação de novos empregos é a prioridade deste governo”, enfatizou, para acrescentar que a expansão e a implantação de novas empresas é acompanhada diretamente pela comercialização da matéria prima e de outros produtos com a marca de Minas Gerais.

As liberações do BDMG vêm experimentando crescimento notável. Em 2010, através do Findes, foram aprovados projetos com recursos da ordem de R$ 223,3 milhões. De janeiro deste ano até 30 de outubro, os desembolsos do BDMG para empresas de todos os portes e municípios alcançaram R$ 1,088 bilhão, enquanto em todo o ano de 2009 a cifra bateu em R$ 1,038 bilhão.

Através do Programa de Apoio ao Investimento (Pró-Invest), com recursos do Findes, o Coind enquadrou o projeto de implantação da empresa Codeme Engenharia S.A, no Distrito Industrial de Juiz de Fora, na Zona da Mata. O financiamento aprovado, no valor de R$ 24 milhões, será usado para a implantação de uma unidade industrial para produção de estruturas metálicas com foco em obras industriais pesadas e edificações de andares múltiplos, com capacidade para 2.000 toneladas por mês, com previsão de expansão imediata para 3.000 t/mês.

Quarenta por cento da produção deverão ser destinadas a Minas Gerais, enquanto os outros 60% serão vendidos a outros estados brasileiros. O empreendimento exigirá investimento total de R$ 71,7 milhões e irá gerar 450 empregos diretos. A Codeme se comprometeu a adquirir todo o aço que usará na produção de estruturas de fornecedores de Minas Gerais.

Pró-Giro

No âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Produtivo Integrado (Pró-Giro), foi aprovado o pedido de financiamento para a Intercast S.A. A empresa, localizada em Itaúna, região Centro-Oeste, usará o financiamento de R$ 3 milhões para expansão da sua capacidade de produção, com redução de custos fixos e variáveis, modernização e implantação de uma tecnologia inovadora. O total dos investimentos atingirá R$ 35,5 milhões e permitirá a elevação de sua capacidade instalada de fusão de 1.800 toneladas por mês para 6.500 m/t na produção de peças de ferro fundido.

A Intercast tem uma linha de produtos que vai de conexões, válvulas e hidrantes para rede de água de alta pressão a peças industriais em ferro fundido até 100 kg. Produz também autopeças para caminhões, tratores, máquinas agrícolas e fora de estrada; autopeças e peças industriais em ferro fundido de 100 a 200 kg; placa de piano e ainda blocos e cabeçotes para motores automotivos.

Também com financiamento através do Pró-Giro, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) teve enquadrado seu projeto, tendo em vista a implantação da sua unidade industrial em Sete Lagoas, na região Central do Estado. A nova fábrica produz cervejas, chopes e refrigerantes, visando atender a demanda do mercado interno mineiro. Projeto, que será executado em quatro etapas, está previsto para ser concluído em 2012, deverá atingir a capacidade instalada anual de produção de 4,7 milhões de hectolitros de cerveja e 2,4 milhões de hectolitros de refrigerantes, com investimento total de R$ 360 milhões. O valor do recurso a ser liberado pelo Pró-Giro deverá atingir R$ 129,5 milhões.

A expansão da Ambev ocorre simultaneamente à reativação da antiga fábrica da Reynolds Latasa, fechada desde 2002, pela Rexam, que nessa quarta-feira (3), assinou protocolo de intenções com o Governo de Minas para produzir latas de alumínio em Pouso Alegre, no Sul de Minas.

Através do Pró-Giro, os membros do Coind aprovaram ainda o pedido de financiamento da expansão da empresa Barbosa & Marques S.A, em Governador Valadares, no Leste do Estado. O laticínio produz o leite das marcas Zero e Total e o queijo Regina.

Com a geração de 46 novos empregos diretos, o projeto prevê o empréstimo de R$ 25,37 milhões para capital de giro do laticínio. A empresa está investindo R$ 1,1 milhão na instalação de uma estação de tratamento de água e de uma unidade de membranas para a filtração de salmouras, visando melhorar a qualidade dos produtos. A Barbosa & Marques também está adquirindo equipamentos para envase de queijo ralado, que automatizará o processo, além de dois silos, com capacidade de 125 mil litros cada, para estocagem de soro de leite.

A produção diária da unidade industrial é de 100 mil litros de leite longa vida, além de 250 toneladas por mês de soro de leite em pó, 20 toneladas por semana de manteiga, 40 toneladas semanais de creme de leite UHT e 20 toneladas por semana de achocolatado. Com a execução do projeto, a capacidade de queijo ralado passará de 600 toneladas para 900 t/ano e a produção de soro de leite em pó, que é de três mil toneladas, será ampliada para 9 mil t/ano, a partir de 2013. Em futuro próximo, a Barbosa & Marques pretende investir na instalação de uma linha de produção de leite condensado.

 

Governo Anastasia envia 19 jovens servidores para programa de capacitação em Cingapura

Os 19 servidores públicos mineiros selecionados para fazer curso de capacitação com duração de três semanas em Cingapura através do Programa Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo embarcaram na noite desta quinta-feira (4), às 19h40, saindo do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em um voo da TAM, fazendo escala em Doha, no Qatar. Eles deverão chegar em Cingapura, nesta sexta-feira (5), onde serão oficialmente recepcionados pelo governo local.

A preparação dos servidores contou com a presença de três secretários de Estado: Sérgio Barroso, de Desenvolvimento EconômicoRenata Vilhena, de Planejamento e Gestão, e Ana Lucia Gazolla, de Desenvolvimento Social. A delegação viaja chefiada pelo presidente da Fundação João Pinheiro (FJP), professor Afonso Henriques Borges Ferreira, perfazendo um total de 20 pessoas. Essa é a oitava edição do Programa Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo – Módulo Servidores Públicos, uma iniciativa do Governo Antonio Anastasia, coordenada pela Superintendência de Relações Internacionais da Subsecretaria de Assuntos Internacionais (Seain) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).

O programa, que tem como principal objetivo o desenvolvimento de capital humano de Minas Gerais, é inédito no Brasil em termos de capacitação no exterior. Os jovens permanecerão em Cingapura até o dia 26 de novembro para o aprendizado sobre a excelência em gestão pública e uso intensivo de tecnologia naquele país. “O programa como um todo já enviou 160 jovens universitários e servidores para diversos países e o objetivo é a capacitação de alto nível que possibilite aproximar prática e conhecimento que tornam o Estado mais eficiente e o nosso território mais competitivo em um mundo cada vez mais globalizado”, afirma o subsecretário de Assuntos Internacionais da Sede, Luiz Antônio Athayde.

Os servidores selecionados são oriundos das seguintes Secretarias de Estado: Desenvolvimento Econômico, Transporte e Obras Públicas, Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Planejamento e Gestão, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Defesa Social, Desenvolvimento Social, além do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais e do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais. De acordo a coordenadora do Programa, Luciana Las Casas, ao contrário das edições anteriores, que tinham duração de quatro semanas, a programação desta foi reduzida a três semanas.

A facilidade de adaptação em outros países e a participação em programas, projetos e processos de planejamento em geral, foram alguns dos itens considerados para seleção dos jovens, além dos pré-requisitos negociados entre a Subsecretaria de Assuntos Internacionais e Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) junto ao governo de Cingapura. “A semana inicial que era adaptação e nivelamento foi eliminada, de forma que os participantes começarão a imersão desde a primeira segunda-feira. O perfil de servidor que nos foi solicitado foi bastante rigoroso e, ainda sim, tivemos muitos candidatos. Isto nos surpreendeu”, disse ela.

Editais da Vale-Fapemig passam por nova avaliação, são R$ 120 milhões a projetos de Mineração, Energia e Ecoeficiência:

Iniciou na última quarta (20) até sexta-feira (22), mais uma etapa de análise das propostas dos editais lançados pela Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos estados de Minas Gerais (Fapemig), São Paulo e Pará. Prevista nos Editais, esta fase consiste na análise dos Projetos em Rede pelos consultores ad Hocs, ou seja, especialistas da área, indicados pelas FAPs e representantes da Vale. O encontro acontece na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro (RJ).

“A análise individual já foi feita por cada fundação. Agora é o momento de avaliar em conjunto a consistência científica e tecnológica, a interação dos Projetos em Rede e, por fim, verificar a viabilidade desta Rede”, explica Ana Paula Leão, chefe do Departamento de Estudos e Análises da Fapemig. Ela e mais uma funcionária do Departamento representarão a Fundação nesta etapa. Nesta quarta (20) e quinta-feira (21) será realizada a fase de análise e julgamento das propostas, e na sexta-feira (22) os representantes das FAPs e da Vale se reunirão na sede da empresa para avaliação geral e discussões sobre o edital.

Parceria Vale e FAPs

O convênio entre a Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa dos três estados foi firmado no início deste ano. Ao todo, serão destinados R$ 120 milhões a projetos nas áreas de Mineração, Energia, Ecoeficiência e Biodiversidade, e Produtos Ferrosos para Siderurgia. Somente em Minas Gerais, serão aplicados R$ 41 milhões, sendo R$ 21 milhões provenientes da Fapemig e R$ 20 milhões da Vale. As propostas foram apresentadas em duas modalidades: Individual ou em Rede de Pesquisa, e foram entregues à FAP do estado de residência do proponente.  Para o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, a parceria firmada com a Vale incentiva a articulação entre três elos – empresa privada, meio acadêmico e governo – que historicamente têm deficiências de comunicação. “Estamos quebrando paradigmas. O peso do nome Vale abre portas para que outras empresas se interessem em fazer parcerias”, afirma.

 

Governo Antonio Anastasia: Programa de apoio a Redes de Pesquisa da Fapemig terá continuidade

O Conselho Curador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), órgão do Governo Antonio Anastasia, decidiu nesta terça-feira (19), de forma unânime, pela continuidade do Programa de Apoio a Redes de Pesquisa da Fundação, que contempla oito redes de pesquisa em áreas estratégicas para o Estado, como agronegócio, nanotecnologia e biomoléculas. Quando foi criado, em 2005, o Programa previa duas avaliações: uma aos três anos de duração e outra aos cinco. Aos três anos, houve uma avaliação preliminar do Programa, feita administrativamente. Agora, aos cinco anos, a avaliação está sendo feita pelo Departamento de Avaliação da Fapemig e pelo Conselho Curador, que o criou e nesta terça, após análise, decidiu por sua manutenção.

A decisão foi acompanhada de algumas sugestões do Conselho, como a criação de uma página na internet para cada rede. Foi decidido, ainda, que será enviada uma carta aos reitores de Minas Gerais, a fim de que solicitem junto ao Ministério da Educação (MEC) a criação da carreira de técnico de laboratório. A inexistência da carreira foi uma das dificuldades apontadas por representantes das redes.

Avaliação

A Fapemig iniciou em junho deste ano o atual processo de avaliação das Redes, tendo como primeira etapa o I Seminário de Avaliação das Redes de Pesquisa. O evento reuniu coordenadores e pesquisadores integrantes das oito redes financiadas pela Fapemig, a fim de que apresentassem resultados, trocassem experiências e levantassem possíveis soluções para dificuldades encontradas. As informações levantadas foram levadas ao conhecimento do Conselho, a fim de subsidiar a avaliação dos Conselheiros.

Para o chefe do Departamento de Avaliação da Fapemig, Fabiano Valentim, a participação de todas as redes no Seminário, por meio de coordenadores e pesquisadores integrantes, foi muito positiva. “É uma forma da Fapemig interagir melhor com as redes e saber o que elas estão executando no dia a dia. Elas também puderam apresentar diversas sugestões, que serão estudadas, como, por exemplo, a criação de um conselho de coordenadores das redes. Além disso, o encontro serviu como introdução aos pesquisadores sobre a forma como a Fapemig irá avaliá-los e quais resultados a Fundação espera com o Programa”, diz.

A segunda etapa de avaliação das redes já está em andamento. Ela é composta por visitas técnicas às reuniões internas de cada uma. As visitas são realizadas por um consultor, acompanhado de um técnico da Fapemig. São dois tipos de avaliação. Uma, feita pelo consultor, refere-se ao desenvolvimento dos projetos de pesquisa de cada rede. Outra é a avaliação da infraestrutura, em que se verifica se os equipamentos estão instalados adequadamente, se os técnicos estão trabalhando e os bolsistas estão executando as atividades de pesquisa. De acordo com Valentim, há uma proposta que prevê um registro das atividades, que vai incluir informações como a composição da rede, o que ela realizou, os resultados dos projetos que desenvolveu e todas as suas atividades.

Conhecimento em rede

Em cinco anos de Programa, a Fapemig já destinou R$ 32 milhões às redes de pesquisa. Segundo o presidente da Fundação, Mario Neto Borges, são várias as razões para o investimento na pesquisa em rede. “É uma tendência nacional e mundial articular grupos e instituições de pesquisa. Isso otimiza investimentos: em vez de comprar o mesmo equipamento para três grupos diferentes, compra-se um para a rede. Articulam-se as instituições de tal forma que elas trabalhem em conjunto. Articulam-se pesquisadores, o que faz com que a ciência avance mais rápido, já que, trabalhando sozinho, um pesquisador pode ter dificuldades que outro consiga resolver. Além disso, a rede torna o estado qualificado naquela área, de forma a ser um foco de excelência”, enumera.

Para Borges, o Programa de Apoio às Redes Estaduais foi tão bem sucedido que a Fapemig ampliou o apoio às redes nacionais. Hoje a Fundação participa do grupo que apoia duas redes temáticas que atuam em áreas que interessam a um conjunto de estados. Elas são financiadas pelo Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e algumas Fundações de Amparo à Pesquisa (Faps). A Fapemig já destinou, ao todo, R$ 2 milhões às redes nacionais. A Rede Nacional da Malária, com a participação de sete Faps, entre as quais a Fapemig, foi a primeira a ser criada e já tem projetos em andamento. A Rede Nacional da Dengue tem a participação de 20 Faps. “São quase todas, com exceção de apenas três, porque a dengue é um problema nacional”, observa o presidente.

Economia de Minas Gerais é tema de palestra na Fundação João Pinheiro

Com o objetivo de dar continuidade à série Seminário de Pesquisa, da Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho, da Fundação João Pinheiro (FJP), o economista Cândido Luiz de Lima Fernandes ministra nesta sexta-feira (22), palestra com o tema “Características e Evolução recente da Economia em Minas Gerais”. O evento acontece das 15h às 17h, no auditório Jussara Seixas do campus Pampulha da FJP (Alameda das Acácias, nº 70, 5º andar), é aberto ao público e tem entrada franca.

A série Seminário de Pesquisa é promovida desde 2005, com palestras às sextas-feiras durante os semestres letivos. O objetivo é difundir os resultados das pesquisas desenvolvidas na Escola de Governo e demais centros da Fundação, muitas delas realizadas em parceria com instituições de ensino superior e outros centros de pesquisa. Os palestrantes são pesquisadores da própria instituição e especialistas nacionais e internacionais.

A palestra do economista tem como base o livro “As muitas Minas”, composto por oito ensaios e escrito em parceria com o economista Fabrício Augusto de Oliveira.

Cândido Luiz de Lima Fernandes é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). É mestre em Economia pela UFMG e doutor em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente é professor associado da UFMG. Entre os anos 1970 e 1990 foi pesquisador da Fundação João Pinheiro e também diretor do Centro de Estatística e Informações da instituição.

 

Governo Antonio Anastasia quer aproveitar boom para agregar valor à mineração

A cadeia produtiva da mineração lidera a atração de investimentos contabilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), com R$ 55,6 bilhões, o equivalente a 22,16% do total geral de R$ 251 bilhões captados pelo Estado no período 2003-2010. Os investimentos vão gerar 43.325 empregos diretos em diversos municípios mineiros.

A informação é do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, assinalando que apenas neste ano os investimentos privados atraídos para os diversos setores da economia já somam R$ 46 bilhões. “Trata-se de um recorde absoluto, refletindo o bom momento vivido por Minas Gerais, após a crise financeira internacional”, destacou.

A grande preocupação do Governo Antonio Anastasia, a partir de agora, segundo ele, é com a agregação de valor ao parque produtivo em geral e com a criação de novos empregos, incluindo a cadeia da mineração, a fim de incorporar conteúdo tecnológico e inovação aos produtos mineiros. “O que pretendemos é que as empresas de mineração não apenas extraiam e exportem os bens minerais, mas que venham a investir na siderurgia, produzindo aço aqui mesmo”, acrescentou.

Para abrir caminho à industrialização, o Governo de Minas vem investindo pesado na melhoria da infraestrutura, como rodovias, gás natural, telefonia e eletrificação. A rede de gasodutos, por exemplo, foi muito ampliada recentemente e hoje já soma mais de 850 quilômetros e deverá chegar, entre 2011 e 2012, a Governador Valadares, no Leste do Estado, disse Sergio Barroso.

O secretário lembrou que tem recebido sinais bastante promissores de investidores do país e do exterior interessados em desenvolver novos projetos em Minas Gerais. No caso da mineração, ele frisou que já foram assinados protocolos de intenções com grupos privados para exploração de minério de ferro no Norte de Minas.

“Isso confirma a vocação do Estado para expansão da indústria extrativa e abre uma nova fronteira mineral, além do Quadrilátero Ferrífero, revelando que o tema da exaustão dos recursos minerais não pode ser motivo de grande preocupação”, disse o secretário. Ele também lembrou a diversidade e a riqueza do subsolo, assinalando que um dos protocolos firmados foi com a Mineração Riacho dos Machados para exploração de ouro no Norte do Estado.

Para orientar os investidores, o Estado tem procurado promover a geração de informações geológicas básicas, como levantamentos aerogeofísicos e mapeamentos em busca de novas jazidas. “Hoje, está com 60% de seu território mapeado”, disse.

O secretário Sérgio Barroso vai participar, na próxima terça-feira (19), em Belo Horizonte, do encerramento do Seminário “Oportunidades de Investimentos nas Cidades Mineradoras”, promovido pela revista Fato Relevante, com o patrocínio da Usiminas e apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O seminário será aberto com uma palestra do ex-ministro Paulo Haddad, que falará sobre os impactos socioeconômicos dos projetos de investimentos em mineração, e terá a presença do presidente da Associação Mineira de Cidades Mineradoras, Antônio Eduardo Martins. O presidente do Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais (Sindiextra), José Fernando Coura, e o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, também farão palestras.

 

Energia limpa e Copa 2014 são temas da 6ª edição da Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica, em Belo Horizonte

Com foco em Inovação e negócios e com dois temas âncora, Energia limpa e Copa do mundo 2014, a 6ª edição da Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica, será realizada entre os dias 5 e 8 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte. O evento, que tem o apoio do Governo Antonio Anastasia, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), reunirá, nos quatro dias, empresas, comunidade acadêmica, instituições de ciência e tecnologia (ICT), pesquisadores e governo para o intercâmbio de novas tecnologias, processos, produtos e serviços.

Com várias palestras, seminários, workshops e reuniões de estudantes e pesquisadores com empresas como Suzano, Fiat, Natura, Cemig e Usiminas, o evento tratará de assuntos que vão da proteção dos direitos de propriedade intelectual no Brasil, passando pelos avanços na genética bovina e do agronegócio do leite e seus derivados, às possibilidades técnicas e de viabilidade econômica da utilização das fontes de energia chamada limpa – biodiesel, eólica, etanol, entre outras.

Eventos

Para que o público conheça mais sobre a energia limpa e consiga visualizar e entender todos os seus processos, o espaço lúdico chamado Praça da Energia demonstrará as muitas possibilidades de obtenção de energia, como o parque eólico. No entorno do parque, serão promovidos os seminários: Etanol – Energia Limpa para o Mundo, com várias palestras e a mediação do presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Martins; Sustentabilidade na Cadeia Produtiva da Indústria Siderúrgica de Base Florestal; e Introdução a Tecnologias do SI Cristalino, da II Escola de Ciência e Tecnologias para Energias Solares Fotovoltaicas.

Para o tema Copa 2014, que também permeará todas as discussões do evento, estão programadas duas palestras. A conferência Projeto Copa 2014 – Organização de Minas Gerais apresentará o que o estado tem feito na preparação para o evento que acontece daqui a menos de três anos. O estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, estará na pauta, que discutirá também a situação dos estádios alternativos e os desdobramentos do planejamento estratégico para o evento. Já a palestra Copa do Mundo FIFA – Brasil 2014 – Panorama geral e projetos de Belo Horizonte, irá tratar o tema visto pelo prisma regional, destacando os preparativos da Prefeitura de Belo Horizonte para o megaevento esportivo, bem como o planejamento estratégico integrado com o estado.

Números e exemplificações

De acordo com Anderson Rossi, professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral, o conceito de inovação é trabalhado com mais ênfase no país há pouco menos de 10 anos e os números de sua recente pesquisa traduzem uma realidade tímida em termos de investimento. Em Minas Gerais, apenas 2,3% do faturamento das empresas são aplicados em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, 3,7% são aplicados nesse intento, quando Estados Unidos e Alemanha, por exemplo, investem juntos quase 9% na melhoria ou inovação de seus processos, produtos, modelos de negócios, inovação de sustentabilidade, entre outras modalidades do conceito. “É preciso criar no Brasil uma cultura de inovação. Aqui, sobra criatividade e inventividade, mas falta método, disciplina e proatividade, exatamente por ser algo relativamente novo. É preocupante o fato de que em um universo de 6,5 milhões de empresas formalmente implementadas, apenas 500, no ano passado, utilizaram recursos como a MP 252, ou Lei do Bem, como ficou conhecida, instituída em 2005 pelo governo federal, e que favorece com a renúncia fiscal o empreendedor que investe em pesquisa e desenvolvimento. Só posso crer que o desconhecimento desse tipo de estímulo seja o maior causador de tamanha timidez por parte do empresariado”, explica Rossi.

Outras atrações

Concomitantemente ao evento, serão também realizadas a 26ª edição da Inforuso, evento de informática e telecomunicações, o 7º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, o 4º Congresso Brasileiro da Rede Brasileira de Tecnologia em Biodiesel, o 1º Congresso de Inovação Empresarial, com participação do escritor Max Gehringer, e palestra magna de Naeem Zafar (Hass Business School – Universidade de Berkeley – Califórnia), realizado pela FIEMG, nos dias 5 e 6, e o Projeto Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária.

Para os Encontros de Inovação ou Open Innovation estão programadas 250 reuniões com empresas de nove segmentos diferentes da tecnologia. Além de Suzano, Fiat, Natura, Cemig e Usiminas, as empresas Ciser, Ouro Fino, Whirlpool, Vallé, ABCZ, Algar, Braskem, Ativas, Embratel, GE Transportation, Ericsson, Coffey e Johnson & Johnson já estão confirmadas. “A ideia de open innovation é simples e profícua: unir o meio acadêmico e os centros de pesquisa ao ambiente externo, onde estão as demandas por soluções. Isso favorece a interação e viabiliza parcerias promissoras”, explica Rossi.

Presente também na Inovatec, a Vila do Aço, promovida pelo Instituto Aço Brasil (IABr), será um espaço de 1.600m² que apresentará, em tamanho real, a aplicação do aço em opções arquitetônicas como casas, prédios, equipamentos urbanos, sistema drywall, engradamento metálico, esquadrias, coberturas e passarelas.

Promovido pela mineira Minasplan, a feira espera aumentar o número de visitantes nesta edição. Com um incremento de 5500m² no seu espaço físico com relação ao ano passado e ocupando neste ano dois pavilhões do centro de exposições, a Inovatec espera receber um público de 18 mil pessoas em 2010. “É o momento de promover o debate e o conhecimento. Existe aqui uma cultura conservadora que precisa ser mudada. E iniciativas como a Inovatec é que irão mudar esse cenário”, conclui Rossi.

Serviço

6ª Inovatec – Feira de Inovação Tecnológica

Data: 5 a 8 de outubro/2010

Local: Expominas – Belo Horizonte/MG

Cadastramento para entrada, inscrições para palestras (gratuitos) e outras informações no site do evento.