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Aécio Neves: Nordeste e São Paulo será foco nas eleições 2014

Aécio centrará forças nas urnas de São Paulo e do Nordeste e espera capitalizar votos com o desejo de mudança de rumo do país.

O Brasil quer mudanças

Fonte: El País

Aécio Neves apostará nas urnas de São Paulo e do Nordeste para derrotar Dilma

A derrota retumbante do Brasil frente a Alemanha fez a nação fitar outro espetáculo agendado para este ano: a eleição presidencial. Com os sonhos do hexa ainda vivos, os presidenciáveis não tinham outra alternativa a não ser permanecer em seus bancos de reserva em frente aos televisores. Mas o impensável 7 a 1 mudou tudo. A batalha do Planalto, também realizada a cada quatro anos, voltou à baila. E a campanha começou oficialmente, para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta semana. Os oposicionistas enfrentarão então uma disputa de tiro curto para impedir a reeleição da favorita Dilma Rousseff, doPartido dos Trabalhadores (PT). Terão 12 semanas para conquistar votos suficientes para que haja um segundo turno no qual provavelmente apenas um deles enfrentará a petista.PT

Em tempo: futebol não entra nessa conta, acredita Marcus Pestana, presidente do diretório mineiro do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Para o aliado de primeira hora do candidato Aécio Neves, “não há correlação entre resultado de Copa e eleição.” “Se assim fosse, o PSDB estaria melhor que o PT”, brinca. Isso porque o Brasil ganhou o último Mundial em 2002, quando Fernando Henrique Cardoso tentou eleger seu sucessor, José Serra, sem sucesso. Nesta quinta-feira, Aécio fustigou: “estive lá, como torcedor, no Mineirão, atônito com aquele resultado, e nunca misturei as coisas. Mas aqueles que esperavam fazer da Copa do Mundo, como disse a presidente, uma ‘belezura’ para influenciar nas eleições, vão se frustrar.”

Segundo colocado nas tabelas eleitorais, o senador Aécio Neves já elaborou a sua estratégia. Centrará forças nas urnas de São Paulo e do Nordeste. Espera também capitalizar votos com o desejo de mudança de rumo do país. Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em junho, 74% dos brasileiros desejam que as ações do próximo presidente sejam, de preferência, diferentes da atual gestão. “Como as manifestações de junho mostraram, há uma insatisfação popular com as políticas públicas atuais e a inabilidade administrativa da presidenta Dilma. Existe uma lacuna no eleitorado a ser preenchida aí”, analisa Pestana.

Para se credenciar a obter estes votos, hoje em sua maioria com a petista, a campanha tucana aposta em desconstruir a imagem de gerentona que elegeu Dilma em 2010. Para isto, ilustrarão a sua “falta de gestão” com obras atrasadas, contratos superfaturados e gargalos em serviços públicos. E, paralelamente, propagandearão “o choque de gestão de Aécio Neves” no comando do Estado de Minas Gerais entre 2003 e 2010, quando gastos públicos foram reduzidos e investimentos ampliados por meio de parcerias público-privadas. Não será só pelo PIB fraco durante o governo de Rousseff, dizem partidários deNeves, que ele vencerá Dilma. Os tucanos reconhecem que não haverá um tsunami econômico no país este ano.

Para eles, a alta da inflação, a redução no ritmo do emprego e o fraco crescimento já impactam parte dos brasileiros. Devem, sim, ter resultado nas urnas, mas não o de criar por si só uma reviravolta eleitoral. A piora da economia, consideram, está sendo represada pelo Governo Federal para o ano que vem em nome da reeleição.

campanha tucana também restringirá as críticas à gestão de Dilma Rousseff e não aos doze anos de PT no poder. Tenta-se, assim, evitar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se torne protagonista do pleito. Mas, sabendo que a recíproca não será verdadeira, já escalaram o senador Aloysio Nunese outras lideranças da legenda para rebater Lula e defender o legado de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Não querem repetir os erros das últimas eleições, quando FHC foi escondido pelo partido durante a campanha dos candidatos José Serra e Geraldo Alckmin.

Para os tucanos, a eleição só começará para o grande público com o horário eleitoral em rádio e televisão no dia 19 de agosto. É por meio dele que a maior parte da população escolhe em quem irá votar. Mas, acreditam, que com o início oficial da corrida ao Planalto, no último domingo, eles já terão mais condições de avançar sobre os votos da petista. Isto porque Rousseff não pode mais, por lei, inaugurar obras, convocar pronunciamento em cadeia nacional ou se beneficiar da farta exposição natural do cargo nos telejornais. As propagandas públicas também estão suspensas. “Antes os instrumentos estavam na mão dela, mas agora vão todos estar em igualdade. Tinha comercial de estatal que só faltava pedir voto”, diz Pestana.

Neves priorizará eventos e aparições em São Paulo e no Nordeste, localidades consideradas chaves para o tucano chegar ao segundo turno e derrotar Dilma Rousseff, enquanto não começa a propaganda eleitoral. Nele, o tucano terá quatro minutos e meio em cada um dos dois blocos diários em rádio e tevê para expor seus projetos. “É menos do que o de Dilma, mas o suficiente para fazer um programa com começo, meio e fim”, acredita Pestana. “Não são dois minutos que é muito para um nanico e pouco para se tornar conhecido do eleitorado”, diz, referindo-se ao espaço obtido pelo terceiro colocado nas pesquisasEduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro.

Governado desde 1995 pelo PSDB, o Estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 31,9 milhões de pessoas aptas a votar, o equivalente a 22,4% do total de eleitores brasileiros. Para manter viva as suas pretensões de derrotar a atual mandatária, não basta para o senador tucano vencê-la nas urnas paulistas, como já fizeram os seus correligionários nas últimas eleições. Tem de ganhar com uma ampla diferença de votos para contrapor as derrotas esperadas em redutos petistas.

Crescer nas urnas de São Paulo foi um dos motivos que levou Aécio a conceder ao senador Aloysio Nunes, do PSDB paulista, a vaga de vice em sua chapa. Assim, pelo menos temporariamente, apaziguou as disputas internas do partido, que atormentaram as campanhas da legenda desde que a sigla deixou o Palácio do Planalto em 2002. Os últimos postulantes tucanos à presidência – todos paulistas – reclamaram do pouco empenho dos correligionários de Minas Gerais. Portanto, a candidatura do mineiro Aécio Neves desenhava-se como a oportunidade perfeita para uma vingança.

Avançar sobre o Nordeste é outro dos objetivos de Aécio. No segundo turno da última eleição presidencial em 2010, Rousseff derrotou o tucano José Serra em todos os nove estados da região. E de maneira acachapante. Obteve 18,4 milhões de votos contra 7,67 da candidatura do PSDB, uma diferença de 10,7 milhões. Para se ter uma ideia, a petista venceu a corrida ao Palácio do Planalto por cerca de 12 milhões de votos.

Mas os tucanos creem que o PT perdeu parte de sua hegemonia na região nestes últimos quatro anos. Apontam, entre outros indicadores, as derrotas sofridas pelos partidários de Dilma nas capitais nordestinas na eleição de 2010. Os petistas deixaram o comando, por exemplo de Recife e Fortaleza. Já, em Salvador, ACM Neto, crítico ferrenho da legenda petista que chegou a dizer, em pleno Congresso Nacional, que daria uma surra em Lula, sagrou-se prefeito.

Nas contas tucanas, Eduardo Campos também deve afetar o desempenho petista no Nordeste. O socialista deixou, em abril, o comando do Governo de Pernambuco com forte avaliação positiva. Com um discurso marcado por críticas à gestão de Dilma Rousseff, ele é visto como um potencial cabo eleitoral dos tucanos na região caso não passe ao segundo turno.

A relação entre os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos, no entanto, deve se desgastar até o final do primeiro turno. Caso haja um segundo turno, apenas um dos dois passará. A outra vaga ficaria com a presidenta num cenário mais provável. Não à toa, o candidato do PSB já começa a mudar de estilo em relação ao tucano. Se antes o tratava praticamente como um aliado, agora já dispara contra o candidato do PSDB.

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Aécio presidente: senador lidera pesquisa entre eleitores que conhecem os 3 candidatos

Datafolha: eleitores que conhecem “muito bem” ou “um pouco” os 3 concorrentes, Aécio lidera com 29%. Dilma tem 23% e Campos 14%.

Eleições 2014

Fonte: Blog Fernando Rodrigues Folha

Aécio fica à frente de Dilma e Campos entre eleitores que conhecem os 3

Fernando Rodrigues

Grupo ainda é pequeno: só 20% conhecem os 3 concorrentes, diz Datafolha

Este é apenas um exercício para ajudar a compreender como o cenário sucessório ainda é volúvel. Quando se isolam na pesquisa Datafolha os eleitores que dizem conhecer “muito bem” ou “um pouco” os 3 principais concorrentes, o resultado é o seguinte: Aécio Neves (PSDBlidera com 29%Dilma Rousseff (PT) tem 23% e Eduardo Campos (PSB) fica com 14%.

É importante notar que esse universo de eleitores é pequeno: só 20% dos eleitores brasileiros dizem conhecer muito bem ou um pouco os 3 principais concorrentes ao Planalto.

A margem de erro fica em 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Também é relevante considerar que quando o grau de conhecimento dos candidatos for bem alto para todos (em meados de setembro), nada garante que os percentuais apurados agora sejam replicados para o universo completo do eleitorado.

Mesmo com todas essas ressalvas, chama a atenção a estratificação com os eleitores apenas do Estado de São Paulo. Isso foi possível porque houve uma amostra grande na pesquisa realizada nos dias 4 e 5 de junho pelo Datafolha, que também aferiu a intenção de votos entre os paulistas sobre a disputa pelo governo local.

Em solo bandeirante e entre os que conhecem os 3 principais candidatos, Aécio Neves tem 33%Dilma Rousseff e Eduardo Campos ficam empatados em segundo lugar, com 17% cada um. Nesse caso, a margem de erro sobe para 4 pontos percentuais.

Eis os números:

Aécio fica à frente entre eleitores que conhecem os 3 candidatos

Datafolha fez uma estratificação desse tipo em abril de 2014. À época, havia um empate triplo entre DilmaAécio e Campos. Seria um erro fazer uma comparação do atual levantamento com o de abril, pois os universos são diferentes. Em abril, 17% diziam conhecer os 3 principais candidatos. Agora, são 20%.

Este Blog mantém a mais completa página de pesquisas eleitorais da internet brasileira, com levantamentos de todos os institutos desde o ano 2000. Também é possível ver em tabelas detalhadas os cenários do 1º turno de 2014 para as disputas de presidentegovernador e senador.

Datafolha: tanto Aécio quanto Campos derrotariam Dilma

No maior colégio eleitoral do país: 61% rejeitam Dilma. 83% da população quer mudança, percentual bem mais alto do que no resto do Brasil.

Barbosa é mais influente que Lula em São Paulo

Fonte: Folha Poder

Em São Paulo, tanto Aécio quanto Campos derrotariam Dilma

Tem um lugar no Brasil onde 61% dos eleitores afirmam que não votariam na presidente Dilma Rousseff “ de jeito nenhum”. Lá, 83% da população quer mudança, um percentual bem mais alto do que no resto do Brasil. E só 23% aprovam o atual governo.

Provavelmente por isso, tanto Aécio Neves (PSDB) quanto Eduardo Campos (PSB) venceriam Dilma num segundo turno, com folga, caso a eleição fosse realizada apenas entre os eleitores desse lugar –o tucano ganharia por 46% a 34%; o ex-governador de Pernambuco, por 43% a 34%.

É um lugar onde a opinião política do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, é mais influente que a do ex-presidente Lula (29% votariam “com certeza” em alguém apoiado pelo magistrado, enquanto 24% fariam o mesmo com o petista). E onde mais da metade dos moradores (54%) dizem sentir vergonha pela realização daCopa do Mundo no Brasil.

Esse lugar é o maior colégio eleitoral do Brasil, o Estado de São Paulo. Os dados são da pesquisa Datafolha realizada entre os dias 3 e 5 de junho em todo o Brasil, com um número de entrevistas grande o suficiente em São Paulo para uma análise mais precisa sobre o comportamento eleitoral dos paulistas.

Datafolha: Aécio derrota Dilma em São Paulo

Editoria de Arte/Folhapress

São Paulo destoa do resto do Brasil em quase todos os temas investigados. Se fossem contabilizados só os votos dos eleitores do Estado, a disputa presidencial hoje estaria tecnicamente empatada entre Dilma, com 23%, e Aécio, com 20%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Em São PauloEduardo Campos tem 6%, seguido de perto por dois candidatos evangélicos: o Pastor Everaldo Pereira (PSC), com 4%, e o senador Magno Malta (PR-ES), com 3%. Já o candidato do PSTU, José Maria, alcança 2%.

Conforme os resultados apurados em todo o país, 30% do eleitorado nacional ainda não tem candidato a presidente da República. É um recorde desde 1989 para esse período pré-eleitoral. Em São Paulo, a soma dos indecisos com os que afirmam pretender votar em branco ou nulo é ainda maior: 37%.

Os paulistas são mais pessimistas que os demais brasileiros em todas as questões relacionadas à economia. Entre eles, 69% acham que a inflação vai subir, 52% esperam aumento do desemprego, 48% entendem que o poder de compra irá diminuir.

Eleições: Aécio faz de São Paulo eixo de campanha presidencial

Parlamentar disse que a coordenação de Aécio em SP tem como meta obter 10 milhões de votos, quase a repetição do resultado de 2010.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico

PSDB e PSB fazem de SP o eixo de suas campanhas presidenciais

Detentor de 23% do eleitorado nacional e sem candidato próprio a presidente pela primeira vez desde 1950, o Estado de São Paulo será o eixo central das campanhas presidenciais de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), os dois principais adversários da presidente Dilma Rousseff na eleição.

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que está morando em São Paulo desde o mês passado, estuda com a sua pré-candidata a vice, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, entregar a uma liderança de São Paulo a coordenação-geral da campanha. O favorito para desempenhar o papel é o deputado Márcio França, que havia sido lançado pré-candidato a governador em março. Uma reunião prevista para a noite de ontem entre Campos e Marina, em Brasília, deveria decidir a questão, que pode deixar o PSB paulista livre para apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Caso não tenha candidato próprio em São PauloCampos perderia espaço no horário eleitoral gratuito, já que não estaria representado no tempo destinado aos postulantes do Estado. Mas o comando da campanha de Campos faz duas apostas para dividir os votos do maior colégio eleitoral do país: a presença física do candidato no Estado e o baixo potencial de transferência de votos de Alckmin para o candidato de seu partido. Por esta tese, retraído pelo desgaste dos tucanos após 20 anos de poder regional em São PauloAlckmin teria necessidade de montar uma coligação ampla, com aliados sem compromisso eleitoral com Aécio. Segundo aliados de Campos, as três candidaturas presidenciais devem ficar na faixa de 30% dos votos válidos no Estado.

O senador tucano Aécio Neves esteve ontem em dois compromissos na capital paulista, onde já havia participado das comemorações de 1º de maio. Na próxima semana, voltará duas vezes a São Paulo, para agendas em Ribeirão Preto e na região metropolitana oeste da capital. Aécio não descarta concentrar no Rio de Janeiro, onde tem residência, a produção de seus programas para o horário eleitoral. A mulher do candidato, Leticia Weber, está grávida e deve dar à luz na primeira semana de agosto. Mas sua presença em São Paulo poderá estar ancorada com um vice paulista em sua chapa, segundo comentou o presidente estadual do PSDB, deputado Duarte Nogueira.

“Isso poderá aumentar sua identificação com o Estado, que já estará garantida pela amarração que estamos fazendo entre a campanha pela reeleição de Alckmin e a candidatura presidencial do Aécio“, afirmou Nogueira. O parlamentar disse que a coordenação de Aécio em São Paulo tem como meta obter 10 milhões de votos em outubro, um objetivo que representaria quase a repetição do resultado de 2010, quando o então candidato José Serra obteve 40,6% do total, ou 9,5 milhões de votos.

O deputado admitiu, entretanto, que Alckmin poderá ter companheiros de chapa sem compromisso com a candidatura presidencial. “As alianças não necessariamente se repetem”, disse. A convenção que deve oficializar Aécio como candidato presidencial acontece em São Paulo, no dia 14 de junho. O encontro estadual do partido, que define a candidatura de Alckmin à reeleição e escolhe o nome para o Senado e para vice-governador, entretanto, só acontecerá no dia 28. “Nenhum candidato para senador ou vice deve ser lançado até lá”, disse Nogueira.

A presidente Dilma Rousseff ficou em segundo lugar no Estado nas eleições presidenciais de 2010, com 37,3% dos votos no primeiro turno. Foi uma votação praticamente idêntica à obtida por Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, quando conseguiu 36,8% e também ficou em segundo. No comando da campanha da petista, não se espera um resultado melhor nas eleições deste ano, mas se conta com um desempenho pior dos tucanos: é feita a aposta que a crise de abastecimento de água no Estado já está contaminando a popularidade de Alckmin e pode debilitar Aécio por tabela. Nos cálculos petistas, Aécio conseguiria em São Paulo cerca de 30% do total, percentual semelhante ao obtido por Serra nas eleições de 2002.

Aécio: PT é o partido da intervenção

Aécio: eleições 2012

Senador Aécio Neves: PT é o partido da intervenção

 Aécio: PT é o partido da intervenção

Aécio: senador diz que PT é o partido da intervenção

senador Aécio Neves afirmou que o PT virou o “partido da intervenção”.

Segundo o senador Aécio Neves, essa postura difere do nascimento do Partido dos Trabalhadores, que dizia respeitar a sua militância. Nas eleições municipais deste ano, o PT interveio e ignorou desejos ou decisões tomadas por sua base em dezenas de municípios, como São PauloBelo Horizonte e Recife.

“Salta aos olhos da gente, e isso divido com vocês, o caminho que o PT tem buscado ao longo dos últimos anos. O PT, que nasceu com uma proposta diferente, um partido das bases, que respeita as decisões dos seus membros, virou o partido da intervenção”, afirmou o senador Aécio Neves.

Gestão Antonio Anastasia: instalação de consulado dos EUA em Minas é o tema do Palavra do Governador

“É o reconhecimento ao nosso desenvolvimento econômico. Uma vitória da sociedade, dos empresários, da classe política e especialmente do povo de Minas Gerais”, diz Anastasia

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No Palavra do Governador desta semana, Antonio Anastasia fala sobre a decisão, por parte do governo dos Estados Unidos, de instalar um consulado em Belo Horizonte.

“É o reconhecimento ao nosso desenvolvimento econômico. É uma vitória não só do governo, mas da sociedade, dos empresários, da classe política e especialmente do povo de Minas Gerais”, afirma Anastasia.

Na última segunda-feira (16), o governador de Minas se reuniu com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, durante um evento na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, quando agradeceu a deferência.

Anastasia destaca as facilidades que o novo consulado vai trazer para a população mineira. Entre elas, o fato de que turistas, empresários e estudantes não terão mais que se deslocar para Brasília, Rio ou São Paulo para obter o visto de entrada nos Estados Unidos como ocorre hoje.

Outra vantagem, segundo o governador, é que o consulado vai ajudar a estreitar as relações comerciais entre Minas e o país norte-americano. “Os Estados Unidos é o terceiro destino das nossas exportações e é o país de quem mais compramos”, ele lembra.

Anastasia destaca também o recente reconhecimento, pelo governo norte-americano, de que somente as cachaças produzidas no Brasil poderão ser comercializadas com o nome cachaça nos EUA. “E nós sabemos que no Brasil as grandes cachaças são feitas em Minas Gerais”, conclui o governador.

O Palavra do Governador pode ser reproduzido por qualquer veículo de imprensa, sem ônus e de forma espontânea. O programa é disponibilizado todas as quintas-feiras nas modalidades texto (para jornais impressos e online), áudio (para rádio e pudicas/web) e vídeo (em qualidade HD).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/instalacao-de-consulado-dos-eua-em-minas-e-o-tema-do-palavra-do-governador/

Gestão Eficiente: Feam desenvolve planilhas para quantificar riscos à saúde em áreas contaminadas

Planilhas servirão para padronizar e melhorar a execução dos estudos de avaliação de risco

A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), órgão que compõe o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), deu início ao desenvolvimento de planilhas para avaliar os riscos à saúde humana em áreas contaminadas no Estado de Minas Gerais. Essas planilhas servirão para padronizar e melhorar a execução dos estudos de avaliação de risco, orientando profissionais da área para o melhor gerenciamento e uso dessas áreas.

Uma área contaminada pode ser definida como um local ou terreno onde existe poluição ou contaminação causada pela introdução de substâncias ou resíduos, que podem muitas vezes alterar as características naturais de qualidade e determinar impactos negativos ou riscos à saúde da população e ao meio ambiente.

O desenvolvimento de planilhas para avaliação de risco possibilitará a quantificação do nível de concentração de substâncias ou grupo de substâncias, cancerígenas ou não, presentes muitas vezes no solo, nos sedimentos, nas águas subterrâneas ou superficiais e no ar, estabelecendo as concentrações máximas aceitáveis. Além de estimar os riscos à saúde, as planilhas auxiliarão os profissionais que atuam no gerenciamento de áreas contaminas na elaboração de planos de intervenção.

Para isso a Feam criou um grupo multidisciplinar de trabalho, formado por técnicos da Fundação e pelo engenheiro e geólogo Alexandre Maximiano, que já possui experiência no desenvolvimento dessa ferramenta, inclusive com participação no desenvolvimento dessas planilhas para o órgão ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

O grupo de trabalho discute atualmente os parâmetros de exposição e do meio físico aplicáveis à realidade de Minas Gerais, utilizando modelos matemáticos. “Logo após a confecção de uma primeira versão de planilha pretendemos realizar um evento, com a participação de especialistas e grupos de interesse, para esclarecimento de dúvidas e recebimento de sugestões ou críticas, formalizando assim a adoção da planilha de avaliação de risco para o Estado de Minas Gerais”, disse a gerente de Qualidade do Solo e Recuperação de Áreas degradadas da Feam, Patrícia Rocha Maciel Fernandes.

Áreas contaminadas em Minas Gerais

De acordo com o Inventário de Áreas Suspeitas de Contaminação e Contaminadas do Estado de Minas Gerais, divulgado em dezembro de 2011 pela Feam, o Estado tem 490 áreas contaminadas e 66 áreas reabilitadas para usos específicos. O levantamento mostra que das 490 áreas contaminadas em Minas, 293 estão sob o gerenciamento da Feam e 197 estão sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. Conforme o inventário a principal atividade responsável pelas áreas contaminadas é representada por postos de combustíveis (71%).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/feam-desenvolve-planilhas-para-quantificar-riscos-a-saude-em-areas-contaminadas/