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Pela 2ª vez nova farsa de Antônio Júlio é desmontada

Mentiras do PT, farsa, fraude – Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio

Fonte: Turma do Chapeú

Rogério Correia e a fraude da Lista de Furnas. De novo!

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja: quanto mais mexe, pior fica

Ou o silêncio de pedra sobre o que realmente interessa!

Hoje faz 24 dias que a revista Veja publicou as gravações feitas pela Polícia Federal e que pegaram o flagrante das conversas telefônicas entre o deputado Rogério Correia, seu assessor e o falsário Nilton Monteiro, combinando detalhes da fraude dos papéis conhecidos como a “Lista de Furnas”.

Até hoje, o deputado se recusa a dar uma explicação para a sociedade, para os seus eleitores, sobre o que ele fazia no telefone e o que significavam as suas conversas.

Encurralado pela descoberta da polícia, o deputado ao mesmo tempo que faz silêncio sobre fatos tão graves e inegáveis, inicia um esforço para  tentar voltar a confundir a opinião publica sobe o assunto.

Esse esforço patético conta com o apoio do amigo Antônio Júlio, que trouxe à tona uma versão absolutamente fantasiosa sobre a Lista de Furnas.

Confundindo alhos com bugalhos, o deputado encontrou uma forma no mínimo criativa de tentar legitimar a tal lista, na linha do  Mandrake: “meu nome tá lá, eu não recebi…, mas a lista é verdadeira”.

Veja o esforço do deputado que tenta confundir uma doação absolutamente regular, aprovada em ata pública da empresa Furnas Centrais Elétricas para um hospital do interior de Minas com a relação de políticos que supostamente teriam recebido dinheiro em espécie do caixa dois de empresas fornecedoras de Furnas.

As duas situações são completamente antagônicas – a única coincidência é que o valor nas duas é o mesmo – e mostram o esforço em tentar forjar um paralelo que só revela o desespero do deputado Rogério Correia.

Veja todas as diferenças e nenhuma semelhança entre a doação feita por Furnas a um hospital com os papéis que relacionariam doações de Caixa Dois para políticos:

A doação

  • Ao contrário do que o deputado Antônio Júlio afirma, e pode ser facilmente comprovado, na época em que a doação foi pedida e aprovada pela empresa ao hospital, Dimas Toledo não era presidente da empresa.
  • O pedido encaminhado à reunião da diretoria da estatal e que aprovou a doação sequer foi encaminhado por ele, mas por outro diretor. Ou seja, o Dimas Toledo não tem rigorosamente nada a ver com isso. Só essa mentira já demonstra a má fé do deputado que, para tentar dar credibilidade a sua versão, envolve, do nada,  o nome dele numa situação com a qual ele não tem nada a ver
  • Veja outra mentira do deputado Antônio Julio. Em declaração que deu, o deputado falou que fez o pedido durante o período eleitoral, mas foi desmentido pela nota distribuída da estatal, que diz que o pedido é datado de 03 de janeiro de 2002, fora, portanto, do período eleitoral.
  • Ou seja, só essas duas mentiras já são suficientes para desmascarar a estória e mostrar que ela não para em pé.

Mas continuemos:

Trata-se de uma doação feita oficialmente pela empresa Furnas a uma entidade filantrópica, da mesma forma que foi feita a centenas de outras. Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio. São coisas absolutamente distintas. Como na dá para confundir as regras de doações e convênios realizadas hoje com as existentes no período em questão.

A lista

Os papéis chamados Lista de Furnas são claros quando afirmam que:

  • Tratam-se de recursos não contabilizados, ou seja, saídos de um caixa dois, o que impediria qualquer doação registrada contabilmente como a doação feita ao hospital.
  • Os papéis falsificados da Lista afirmam que os recursos nunca saíram do caixa de Furnas, mas de empresas fornecedoras listadas por eles. Os recursos teriam sido repassados em dinheiro a um coordenador regional, que os teria entregue,  também em dinheiro, aos deputados.

Em suma, tentar confundir uma doação oficial, saída do caixa oficial de Furnas para um hospital, com uma suposta doação saída de empresas diferentes, em dinheiro vivo e, nessas condições entregues a políticos para campanha eleitoral é, no mínimo, passar  um recibo de muito desespero.

A pergunta é por que o deputado Rogério Correia está tão desesperado?

  • Será por que os boatos são verdadeiros e ele já sabe o que existem nas outras gravações feitas pelo Policia Federal e que a gente ainda não sabe?
  • Por que ao invés de fazer factóides que ofendem a inteligência das pessoas ele não explica cabalmente as conversas em que foi pego em flagrante? Por que está se escondendo para não dar explicações?

O deputado tenta sair da situação de acusado para de acusador, na linha de que o ataque é a melhor defesa, mas cada fala sua vai abrindo um novo flanco de suspeitas.

Ele diz agora que quer investigar Furnas só até o início de 2003.

  • Por quê? Se o diretor Dimas Toledo permaneceu na empresa até 2005, por que ele não quer investigar  Furnas no governo Lula? Por que ele não quer que o diretor indicado pelo PT de Minas, Rodrigo Botelho Campos, seja ouvido?

E mais, reconhecer que estatais atendem a pedidos de políticos, não é novidade alguma no país.

Se o deputado acha que isso é prova de irregularidade defendemos que sejam tornadas públicas todas as doações feitas não só por Furnas, mas pela EletrobrasPetrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa, de 2003 pra cá.

Se a tese do deputado Rogério Correia de que atender a pedidos de rotina, regulares,  encaminhados por parlamentar, é prova  de malfeito, vamos investigar todos os que foram atendidos  da mesma forma nos últimos anos.

Pensando bem, é por essas e outras que o deputado Rogério Correia está tão isolado.

No mais, sabemos que a Justiça garante ao cidadão o direito de não prover prova contra si mesmo, mas não muda de assunto, não, deputado, explica os telefonemas!

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/rogerio-correia-pt-lista-furnas-fraude/

Boa gestão pública em Minas, administração eficiente

Boa gestão pública em Minas, administração eficienteFonte: Artigo de Marcus Pestana, deputado federal (PSDB-MG) – O Tempo

A doença de Lula e o SUS

Estamos longe do caos onde há boa gestão

Permaneci sete anos à frente da Secretaria de Estado de Saúde. Para além do flagrante subfinanciamento, dos problemas gerenciais e dos desafios da incorporação tecnológica e da transição demográfica, pude vivenciar os enormes avanços colhidos pelo sistema público de saúde brasileiro nestes últimos 23 anos.

Sempre me incomodaram visões desinformadas e preconceituosas que faziam uma associação superficial e imediata entre SUS e caos. Recente pesquisa do Ipea mostrou que a avaliação positiva dos que utilizam os serviços do SUS é três vezes superior a daqueles que possuem saúde complementar e, portanto, têm uma visão externa e municiada por narrativas que distorcem a realidade.

Não quero, nem de longe, dourar a pílula. Quem já foi gestor de saúde sabe o tamanho dos problemas e desafios. Mas quero enfaticamente dizer que essa discussão está muito malposta no seio da sociedade, na visão da mídia e na percepção majoritária da opinião pública.

No recente episódio da doença do ex-presidente Lula, os preconceitos e as imprecisões vieram à tona na mídia e nas redes sociais. Em primeiro lugar, trata-se de um ser humano, um grande brasileiro e, independentemente de alinhamentos políticos e ideológicos, todos estamos torcendo por sua cura. Em segundo lugar, Lula tem direito de se tratar onde bem quiser. O problema é quando articulistas e participantes das redes sociais sugerem que ele deveria se tratar no SUS, pressupondo uma realidade caótica e desqualificada.

Posso afirmar que os pacientes oncológicos em Minas Gerais possuem tratamento digno e eficiente no SUS. Há diversos estudos e indicadores comprovando os avanços. Desde a instalação que fizemos da Câmara de Compensação, o tempo entre diagnóstico e acesso à quimioterapia ou radioterapia é muito pequeno. O investimento nos centros Viva Vida, nos consórcios intermunicipais de Saúde e nos hospitais regionais facilitou o diagnóstico. Temos centros de tratamento de câncer que nada ficam a dever aos melhores do país.

Gostaria de organizar excursões reunindo céticos, preconceituosos e mal-informados para, juntos, visitarmos o Hospital Mário Pena e a Santa Casa, em Belo Horizonte, a Fundação Cristiano Varela, em Muriaé, o Instituto Oncológico e a Ascomcer, em Juiz de Fora, o Centro de Tratamento do Câncer do Hospital São João de Deus, em Divinópolis, a Santa Casa e a Fundação Dilson Godinho, em Montes Claros, o Hospital do Câncer, em Patos de Minas, entre outros. As pessoas ficariam espantadas com a qualidade do “caos”.

O futuro não deve ter como base visões ufanistas, apologéticas. Nem opiniões deformadas, preconceituosas e desinformadas. As dificuldades do SUS são inegáveis, mas estamos longe do caos onde há boa gestão. Não é com uma autoimagem deformada ou acalentando no brasileiro uma autoestima baixíssima que construiremos um grande país. Só tem direito a reivindicar o futuro a sociedade que sabe valorizar criticamente os avanços conquistados.