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Experiência implementada por Aécio e Anastasia na Saúde, gera modelo inovador de governança e custeio

Gestão Pública eficiente

Fonte: Artigo de Marcus Pestana – deputado federal (PSDB-MG) – O Tempo

Uma experiência de êxito no Norte de Minas

O caso da Rede de Atenção à Urgência e Emergência 

O setor de urgência e emergência é uma das fraturas expostas do SUS. Não é para menos, é aí onde a defesa da vida se coloca de forma dramática na atenção às pessoas vítimas de enfartes, AVCs, eventos relacionados à violência e acidentes de todo o tipo.

Por outro lado, cobram-se permanentemente avanços na gestão, através de iniciativas eficazes e inovadoras. Temos no Brasil um duplo desafio em relação à saúde: investir mais e melhorar a gestão.

Um caso de sucesso é a Rede de Atenção à Urgência e Emergência no Norte de Minas, experiência pioneira e inovadora implantada pelos governos Aécio Neves e Antonio Anastasia.

Um dos graves problemas do SUS é a fragmentação da atenção às pessoas. Em Minas, há nove anos, trabalha-se o conceito de redes assistenciais. No Norte de Minas, equipes de Saúde da Família, UPAs, Samu e hospitais trabalham de forma harmônica e integrada, sob coordenação única.

O desafio não é pequeno. O Norte de Minas tem 86 municípios, 1,5 milhão de habitantes, 128 mil km² (território maior do que o de muitos países e Estados brasileiros). A desigualdade é grande e o IDH é baixo (0,691). A grande âncora da rede é Montes Claros (polo macrorregional), auxiliada por importantes polos microrregionais, como Pirapora, Brasília de Minas, Salinas, Taiobeiras e Janaúba.

A implantação da rede é extremamente trabalhosa. A começar pela adoção de uma linguagem única, o Protocolo de Manchester, que classifica, a partir de rigorosos protocolos clínicos, a urgência de cada caso (vermelho, laranja, amarelo, verde e azul). Nada menos que 1.700 profissionais foram treinados para absorver a inovação. A solução é materializada em um software de altíssima qualidade que opera em rede integrada na internet. Os fluxos assistenciais são pactuados por todos os atores e orquestrados pela central única de coordenação, que funciona 24 horas. Há uma clara ordenação dos hospitais, com papéis definidos e hierarquizados. Ao invés do antigo “manda pra Montes Claros ou para o hospital mais perto”, o conceito passou a ser “o atendimento da pessoa certa, no tempo certo, no local certo”.

Na atenção pré-hospitalar, UTIs móveis, ambulâncias e um helicóptero funcionam de forma articulada a partir das orientações da central. O governo de Minas financiou a implantação pioneira dos primeiros 40 leitos de UTI fora de Montes Claros. O modelo de governança e custeio é inovador a partir da criação de um consórcio que reune a Secretaria de Saúde estadual e todos os municípios e que faz a gestão da rede. O governo mineiro coloca R$ 20 milhões/ano adicionais na rede hospitalar.

A experiência já colhe importantes resultados: mais de mil vidas salvas a cada ano. Não é à toa que a equipe do secretário Antônio Jorge é referência nacional no assunto e recebe o reconhecimento de organismos internacionais como a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), vinculada à ONU.

Comitiva da Secretaria de Saúde de Minas participa de simulação durante viagem à França

Secretário assiste os exercícios que caracterizam o Plan Rouge

Secretário assiste os exercícios que caracterizam o Plan Rouge

Um hospital desativado, localizado em Dreuix, cidade a 80 km a oeste de Paris, foi cenário, nesta quinta-feira (27), de uma simulação de enfrentamento para três tipos de catástrofes: um incêndio, um ato terrorista e um acidente químico.

A comitiva mineira, liderada pelo secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, participou, como observadora, dos exercícios que caracterizam o Plan Rouge. Este é um plano de defesa que reúne, de forma articulada, todas as forças – Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Militar, Defesa Civil e outros – para uma resposta integrada.

O local da suposta catástrofe é demarcado. Nele são definidas três áreas: a quente, onde é registrada a ocorrência, a morna, com pacientes potencialmente graves, e a fria, onde ficam estacionadas as ambulâncias para a remoção dos pacientes.

Na área quente é montado um Posto Médico Avançado (PMA), onde são feitos os primeiros atendimentos e a triagem dos pacientes que precisam ser encaminhados para os Serviços de Urgência da região. Em caso de suspeita de contaminação química e ou bacteriológica, depois do PMA, é montada uma barraca de descontaminação. Uma central de regulação é montada em outra tenda e nela os supostos pacientes são classificados para o encaminhamento ao hospital adequado a cada caso.

Plan Blanc

A partir daí entra em ação o Plan Blanc. Trata-se da preparação de cada um dos Serviços de Urgência para fazer frente à assistência de um grande número de pacientes removidos e que precisam de cuidados urgentes de saúde durante o enfrentamento de uma catástrofe.

A simulação envolveu profissionais do Samu francês, Polícia Militar (Gendarmerie), Corpo de Bombeiros, Cruz Vermelha, voluntários, estudantes de Medicina e Comunicação Social, além de organizações como a Le Transmiteurs, formada por médicos aposentados que participam da formação de jovens profissionais. Nela as supostas vítimas foram atendidas com os mesmos protocolos clínicos, insumos e equipamentos que seriam utilizados em um cenário real.

Além de preparar os profissionais de forma mais eficiente, o simulado serviu como processo de avaliação dos estudantes de Medicina e Comunicação Social. Nesta avaliação, foram determinantes para a nota final dos acadêmicos de Medicina a priorização das ações, a gestão da crise, a integração dos serviços e a ficha médica. Os estudantes de Comunicação Social foram divididos em treze equipes: cinco de televisão, quatro de rádio e outras quatro de jornalismo impresso.

O coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Rasível dos Reis Júnior, lembra que para cada força há um papel definido: antes do PMA, os oficiais da Polícia Militar isolam o local e garantem a segurança, enquanto oficiais do Corpo de Bombeiros e membros da Cruz Vermelha identificam as vítimas, profissionais do Samu avaliam e o médico regulador classifica o risco, para que o paciente possa ser encaminhado para o hospital correto.

“A ficha de identificação com código de barras é determinante para o sucesso da classificação do risco do paciente quando ele é atendimento dentro PMA. Garante segurança e agilidade no atendimento”, assegura o coordenador.

Ao fazer um balanço da missão à França, o secretário Antônio Jorge diz que o próximo passo é a elaboração de um plano de ação, feito a partir do documento de cooperação assinado, nesta semana, entre o Governo de Minas e o Hospital Universitário de Rouen.

“Também pretendemos identificar os profissionais que deverão se tornar multiplicadores da experiência francesa no enfrentamento de catástrofes em Minas Gerais. Pretendemos levar este conhecimento aos hospitais e à rede de urgência e emergência”, adianta o secretário. Segundo ele, está previsto um treinamento em território mineiro, feito pelos profissionais franceses e, ainda, o acesso aos equipamentos usados no exercício de simulação. “É necessário também que seja colocada em discussão a legislação e o papel de cada entre envolvido no enfrentamento de catástrofes”, finalizou o secretário.

Experiências de êxito

O modelo francês já foi aplicado com êxito em eventos recentes como o ataque terrorista, ocorrido na França em 2001. Naquele momento, várias pessoas receberam cartas com um pó semelhante ao Antrax. Outra experiência de êxito ocorreu no enfrentamento da epidemia de SARS, registrada em 2003. Deste último episódio ficou a certeza da importância do atendimento pré-hospitalar, que ajuda a evitar a contaminação da população.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde os pacientes são levados para dentro dos hospitais, na França faz-se intervenção no local da catástrofe. A triagem dos pacientes é feita no posto médico avançado. Assim, os pacientes são encaminhados para os hospitais certos, o que evita filas.