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Aécio Neves afirma que país não tem mais presidente

Na última sexta-feira (6) Aécio Neves realizou uma declaração a respeito do pronunciamento

de Dilma Rousseff. O presidente nacional do PSDB e pré-candidato à Presidência da República

se manifestou na noite desta sexta-feira em um perfil de uma rede social.

“A um ano e meio da eleição, o Brasil não tem mais uma presidente da República, só uma

candidata desesperada por recuperar os índices de popularidade perdidos”, disse Aécio Neves.

O senador mineiro, Aecio Neves, acusa Dilma de legitimar o “vale tudo” eleitoral e de “tentar

reconquistar, a qualquer custo, a popularidade perdida”. No texto, o tucano afirma que o

PSDB vai denunciar o caso à justiça “pela agressão às regras democráticas e por significar

propaganda eleitoral antecipada, agravada por se realizar às custas do dinheiro público.”

Antes desse ocorrido, o presidente nacional da legenda, senador Aecio Neves (MG), para

evitar o aumento da tensão no PSDB, cancelou a viagem programada para a última sextafeira (6) que faria às cidades de Santos e Piracicaba. As cidades ficam no reduto eleitoral do exgovernador de São Paulo José Serra (PSDB), que nos bastidores se movimenta para lançar sua

candidatura à Presidência em 2014. Uma nova data deve ser remarcada apenas para depois

do dia 5 outubro, quando se encerra o prazo de mudanças partidárias dos candidatos que

pretendem disputar a próxima eleição de 2014.

Segundo tucanos ouvidos pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da

Agência Estado o cancelamento da viagem de Aécio à São Paulo servirá para “ajudar a

distensionar” o clima de racha que se intensificou com as recentes declarações de alguns

caciques do partido.

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Aécio Neves obtém vantagem para a vaga de presidente em 2014 no estado de São Paulo

A maioria dos dirigentes locais já embarcou nas pretensões presidenciais de Aécio Neves para 2014. O senador mineiro Aécio Neves do PSDB isolou o ex-governador paulista José Serra. Serra, que tem se movimentado a fim de viabilizar seu nome para disputar o Planalto em 2014, não conta com nenhum apoio explícito regional.
Até os aliados mais próximos de Serra, alguns deles membros da executiva nacional, reconhecem que ele está agindo sozinho, enquanto Aécio Neves avança na praça do ex-governador.

Depois de ser apresentado como candidato à Presidência no sábado por prefeitos e parlamentares do PSDB em Barretos, no interior paulista, Aécio Neves desembarcou nesta quinta (29) na capital para uma reunião com os 22 deputados estaduais do PSDB e os cinco membros da direção nacional originários de São Paulo.

O grupo foi almoçar numa tradicional cantina da cidade. O evento foi articulado pelo deputado federal Duarte Nogueira, presidente do PSDB estadual e operador político de Aécio.

O Estado conversou com 13 dos 22 parlamentares da bancada do PSDB na Assembleia e todos consideram que o senador mineiro é o nome mais viável para enfrentar a presidente Dilma Rousseff no ano que vem.
A bancada tucana na Assembleia diz ter “simpatia” e “amizade” por Serra, mas reconhece que ele está hoje completamente isolado dentro da legenda.
“O Serra, se for humilde, sai como candidato a deputado federal e ajuda o partido a ter 2 milhões de votos. Isso a nossa bancada na Câmara”, afirmou o deputado
Antonio Souza Ramalho, conhecido como “Ramalho da Construção”. No círculo de amigos mais próximos de Serra prevalece a tese de que o ex-governador não levará até as últimas consequências sua cruzada contra Aécio para disputar pela terceira vez a Presidência – ele foi derrotado em 2002 e 2010.
O ex-governador paulista não descarta, porém, desembarcar do PSDB e se filiar ao PPS para disputar o Planalto no ano que vem. Isso teria de ocorrer até o final de setembro, a fim de que seja respeitado o princípio da anualidade – todo candidato precisa estar filiado há pelo menos um ano a um partido para que possa disputar eleições por ele.

Serra disse ontem, por meio de assessores, que não tinha conhecimento do encontro do mineiro com os deputados estaduais.

Apesar de admitirem a franca vantagem de Aécio na disputa, 9 dos 13 deputados questionados em reportagem ao “Estadão” são favoráveis à realização de prévias. O deputado Roberto Engler disse que o fato de recepcionar bem Aécio Neves não quer dizer que esteja fechado em torno do nome do mineiro.

“Vou recebê-lo bem, mas isso não quer dizer que eu tenha uma preferência. O jogo não está posto ainda”, completa o deputado Roberto Engler. “Serra é o homem mais preparado do Brasil, mas agora é a vez de Aécio”, afirmou o deputado Pedro Tobias, ex-presidente estadual do PSDB. No último sábado, Tobias apareceu no palanque de Aécio em Barretos com uma camiseta onde se lia: “Sou Aécio”.
Para o deputado Orlando Morando, ignorar eventuais prévias fará com que Serra atormente a campanha de Aécio em 2014. “Aécio sabe que Serra pode ser uma pedra no caminho. O senador vai tomar estocada a campanha inteira”, concluiu.

Política: coluna de Aécio Neves na Folha

Aécio: “é preciso ter atitudes para que política não perca, aos olhos da população, a legitimidade como instrumento transformador”.

Aécio Neves: presidente do PSDB

Fonte:  Folha de S.Paulo

Artigo – Aécio Neves

Aécio Neves

Aécio Neves novo presidente do PSDB

Política?

Começo a semana diferente, com a responsabilidade de dirigir o maior partido de oposição do Brasil.

Ninguém desconhece as enormes dificuldades da representação política no país. Embalado pela profusão de cerca de três dezenas de legendas e pela lógica do modelo de governança de coalizão, o quadro partidário é anêmico: sofre de forte descrédito, movido por denúncias graves de apropriação e manejo indevido de recursos e um sem-número de outras incongruências.

Faltam nitidez programática e posicionamento. No lugar das ideias, prevalece a sobrevivência eleitoral, à reboque de alianças contraditórias. Algumas inexplicáveis.

O aliciamento político, a partilha de cargos e os interesses em extensas áreas da administração pública enfraqueceram o debate nacional e tornaram o exercício do contraditório cada vez mais raro, quase uma excentricidade. Para impedi-lo, lança-se mão do expediente de tentar transmudar cobranças legítimas, críticas e questionamentos em antipatriotismo, como se governo e país fossem um só.

A política de alianças e a composição de uma base congressual extensa e heterogênea, como a atual, só se justificam quando se constituem em ferramenta política para fazer mudanças estruturais necessárias, enfrentar corporativismos ou garantir viabilidade de reformas. É o preço que se paga para fazer o que precisa ser feito, o que, muitas vezes, requer medidas impopulares, que deveriam superar a conveniência da hora ou das urnas futuras.

O descrédito com a atividade política se amplia mais com o descompasso existente no país entre promessa e compromisso. O que, em política, deveria ser sinônimo, na prática são termos que não guardam nenhuma relação entre si.

Recordo, uma vez mais, apenas um dentre inúmeros exemplos, a promessa não cumprida da presidente da República na campanha de 2010 de desonerar as empresas de saneamento como forma de acelerar os investimentos na área.

Temos governos que não se sentem obrigados a cumprir o que pactuaram com a população nas urnas e uma população que, já amortecida por sucessivas frustrações, parece achar isso natural, a ponto de abrir mão de justas cobranças.

E, com isso, reveste de triste verdade a famosa frase de Apparício Torelly, o Barão de Itararé, adaptada à política: de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada

Nesse ambiente de descrédito, onde todos perdem, os partidos precisam retomar a responsabilidade que lhes cabe na representação da sociedade.

Para nós, do PSDB, uma das principais tarefas nesse campo tem sido buscar formas de impedir que a política perca, aos olhos da população, a sua legitimidade como instrumento transformador da realidade.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.