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Aécio visita Recife e promete medidas de impacto social no Nordeste

Aécio Neves visita região para apresenta a proposta de um Novo Nordeste.  Proposta é ampliar o investimentos em regiões de baixo IDH.

Aécio e o Novo Nordeste

Fonte: Estado de Minas

Aécio inicia caminhada pelo Nordeste e promete “choque de infraestrutura

“Candidato tucano abre no estado do adversário socialista caminhada pela região que, segundo ele, receberá medidas de impacto social

Cinco dias depois de ter a sua candidatura a presidente da República oficializada, o senador Aécio Neves (PSDB) escolheu Pernambuco – berço político do adversário Eduardo Campos (PSB) – para anunciar um “choque de infraestrutura” para o Nordeste. No Recife, onde recebeu na noite de ontem o título de cidadão honorário, o tucano afirmou que vai percorrer vários estados da região ao longo do mês que vem para elaborar um conjunto de ações que chamou de “Novo Nordeste”, incluindo medidas de “enorme” impacto social.

As medidas prometidas caso eleito, segundo ele, visam diminuir as diferenças entre as regiões e os brasileiros, “tratando de forma diferente aqueles que são diferentes”. “Quando concluí meu governo em Minas, depois de oito anos de mandato, havíamos investido três vezes mais per capita nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em relação às regiões mais ricas do estado. Digo isso não apenas em relação a Pernambuco, mas é preciso que apresentemos uma proposta muito clara que está sendo elaborada para o Nordeste brasileiro”, afirmou o tucano.Governador reeleito de Minas Gerais, o senador Aécio Neves ponderou ainda que o programa nordestino será semelhante ao Travessia, instituído para ampliar e melhorar o IDH do estado. De acordo com o candidato a presidente, será definido um prazo para que os índices do Nordeste se equiparem aos das regiões mas ricas do Brasil.Aécio Neves se reuniu ontem com o governador João Lyra Neto (PSB), sucessor de Eduardo Campos, que deixou o cargo em abril para disputar a Presidência da República. Na saída do encontro, classificado pelo tucano como uma “conversa entre amigos”, ele criticou a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) para a região – mesma estratégia usada por Campos em visita a municípios nordestinos.

“No Nordeste, há a percepção clara de que o governo (federal) faliu. O governo da presidente Dilma fracassou na condução da economia, que vai nos legar como herança, ou a quem quer que seja o presidente da República, uma das piores equações econômicas de nossa região”, disse. Em Pernambuco, os tucanos vão apoiar o candidato a governador Paulo Câmara (PSB), aliado de Eduardo Campos.

Presidente nacional do PSDB, Aécio disse que a decisão no estado foi tomada “de forma compartilhada” pela direção estadual do partido e que seria respeitada por ele. “Não colocarei meu projeto presidencial acima dos interesses locais do partido”, ponderou.

Segundo turno 

Em entrevista  à Rádio Jornal, do Recife, Aécio Neves disse que “ninguém tem lugar garantido” no segundo turno das eleições e mostrou-se confiante em um apoio de Eduardo Campos caso chegue à disputa com Dilma. “A partir do momento em que ele (Campos) vem para o campo oposicionista e passa a ter discurso de contestação ao que aí está, acredito que o eleitorado que votar nele é oposicionista, não é eleitor que vá votar no governo”, disse. Da mesma forma, afirmou que seria “natural” seus eleitores optarem por Eduardo Campos em um segundo turno.

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eleições 2014: Aécio fortalece palanques no Nordeste

Eleições 2014: senador Aécio Neves (MG) está negociando a construção de palanques na região. Bahia deve ter palanque forte.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Em desvantagem, Aécio fortalece palanque no Nordeste para 2014

Tucano deve priorizar alianças em seis estados, apesar de força de Dilma e Campos na região

Mesmo com o favoritismo do PT e da dupla Lula-Dilma Rousseff no Nordeste, e de contar agora com um adversário nordestino, o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), o PSDB do senador Aécio Neves (MG) está negociando a construção de palanques fortes na região para amenizar o carimbo de partido do Sul e Sudeste. Aécio ainda é pouco conhecido entre os nordestinos, mas seus articuladores sustentam que, no momento, ele tem palanques mais competitivos que Eduardo Campos.

Os tucanos sabem que em Pernambuco não tem como competir com Dilma e Eduardo, por isso tratam com prioridade as coligações na Bahia, Ceará, Sergipe, Piauí, Paraíba e Alagoas. Mas costuram também palanques nos demais estados do Nordeste. Os grandes problemas, por enquanto, são Maranhão e Rio Grande do Norte, onde o aliado DEM não sabe o que fazer com a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, que tem uma administração má avaliada e já andou muito próxima da presidente Dilma Rousseff.

— Aqui em Minas, um em cada dois votos dos eleitores inscritos será de Aécio. Faremos uma frente de 4 milhões de votos. Nenhum candidato, em nenhum estado, terá essa frente. A frente de Eduardo em Pernambuco será de 1,5 milhão de votos — avalia o ex-ministro Pimenta da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo de Minas e um dos coordenadores da campanha de Aécio. — Dilma pode ter boa votação em seis estados, mas sabe que nos maiores colégios eleitorais não terá. Em Minas e Pernambuco, ela não terá. No Rio, a aliança dela virou pó. Tradicionalmente, ganhamos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Agora vamos reforçar o Nordeste.

Na Bahia, os tucanos contam com a reedição da ampla aliança que elegeu o democrata ACM Neto para a prefeitura de Salvador: o PMDB de Geddel Vieira LimaPSDBDEM e outras pequenas legendas. Geddel, que também quer ser candidato a governador, vê como positivo o cenário para Aécio no estado. O PSB deve lançar a senadora Lídice da Mata para dar palanque a Campos, e o prefeito ACM Neto, nome forte no estado, está fechado com Aécio.

— O caminho natural é repetirmos aqui a aliança da eleição de prefeito, com o PMDBPSDB e DEM. O PT está muito mal, muito rachado. O PT nacional nunca me procurou. Isso deve se definir dentro de uns 15 a 20 dias — prevê Geddel Vieira Lima.

No Ceará, o PMDB está em pé de guerra com o PT e mira no PSDB

No Ceará, onde o PMDB está em pé de guerra com o PT do líder José Guimarães e com os irmãos Cid e Ciro Gomes, o comando do PSDB não descarta uma aliança com o senador peemedebista Eunício Guimarães. Ele e o ex-senador Tasso Jereissatti são os nomes mais fortes para o governo e o Senado, segundo as pesquisas. Tasso não quer disputar o governo, mas já admite o Senado, podendo compor uma chapa com Eunício — neste caso, não daria palanque para Dilma.

— Tasso é o nome melhor avaliado para o que quiser. Ele não emergiu do nada. É um chefe político com liderança consolidada. Quando ele bater a mão na cumbuca, une a turma — diz o ex-deputado e membro do Diretório Nacional do PSDB, João Almeida (BA).

Na Paraíba, o vice-presidente do PSDB, senador Cássio Cunha Lima, pode sair candidato ao governo apenas para dar palanque a Aécio. Ele tem oito anos de mandato no Senado e não teria nada a perder. No Piauí, Aécio conta com um nome forte ao governo, do ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes, que lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo.

Em Sergipe, o nome forte é do prefeito de Aracaju, João Alves (DEM). Em Alagoas, não existe ainda um candidato, mas a expectativa do PSDB é que qualquer nome lançado pelo governador tucano Teotônio Vilela dará um palanque competitivo para Aécio. Os grandes problemas de Aécio no Nordeste são o Rio Grande do Norte e Maranhão.

— Esses estados não são definidores de eleição. O que a tradição mostra é que nenhum candidato a presidente se elege se não vencer em Minas Gerais — diz Pimenta da Veiga.

Aécio critica Dilma, Lula diz que presidente é gaúcha

Aécio: “É lamentável ver que, até hoje, a presidente Dilma precise convencer os mineiros de que ela é mineira de fato.

Aécio: Dilma e Lula

Fonte: UOL Eleições

Aécio cita Lula para dizer que Dilma é gaúcha

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou nota que rebate as críticas da presidente Dilma Rousseff (PT) feitas durante comício do candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte,Patrus Ananias, nesta quarta-feira (3). Dilma disse que nasceu em Minas Gerais e não pode ser chamada de “estrangeira”. O tucano, em declarações anteriores, reclamou a interferência da petista nas eleições na capital mineira.

 Aécio critica Dilma, Lula diz que presidente é gaúcha

O candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte, Patrus Ananias (à dir.), recebe o apoio da presidente Dilma Rousseff (à esq.) no comício realizado na praça da Febem, no Barreiro, zona sul da capital mineira, na noite desta quarta-feira. No local, a presidente disparou ataques contra o senador Aécio Neves (PSDB).

“É lamentável ver que, até hoje, a presidente Dilma precisa gastar a maior parte do seu tempo tentando convencer os mineiros de que ela é mineira de fato. Ser mineiro vai muito além da certidão de nascimento. É preciso ter uma alma generosa e compromisso verdadeiro com o Estado”, afirmou Aécio na nota.

Segundo o tucano, “é injustificável que depois de 10 anos de governo do PT, questões essenciais para Minas, como os royalties de minério, o Anel Rodoviário, a BR-381 e o metrô ainda não tenham tido solução”.

“Infelizmente, nesse caso, sou forçado a concordar com o ex-presidente Lula. Como ele já disse: ‘a gente tem uma gaúcha governando esse país…”, disse Aécio.

PSDB cobra presidente

Ao mesmo tempo em que Dilma fazia seu discurso, o PSDB mineiro divulgou carta aberta a ela com cobranças de medidas que atendam a interesses de Minas Gerais. O documento é assinado pelos presidentes regional, deputado federal Marcus Pestana, e municipal do PSDB, o deputado estadual João Leite.

A carta cita dá acesso para um vídeo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando pede votos para um prefeito no Rio Grande do Sul, se refere a Dilma como gaúcha.

Os tucanos dizem na carta que a presidente é “muito bem-vinda” em Minas, mas que, apesar da visita por motivos eleitorais a Belo Horizonte, ela poderia dar “explicações”.

“Seria uma oportunidade importante para que seja esclarecido aos mineiros porque o governo federal vem, sistematicamente, de forma insistente e repetitiva, deixando de lado os interesses de Minas Gerais“, apontou o texto.

A carta lista 13 tópicos com cobranças, como a instalação de uma fábrica da Fiat em Pernambuco, no final da gestão Lula, por causa de incentivos fiscais exclusivos, o veto ao aumento dos royalties da mineração e aos incentivos para o semiárido mineiro, metrô, duplicação de estradas e reforma do aeroporto de Confins.

“Constatações como essas, dão, lamentavelmente, veracidade à fala do presidente Lula, que a saúda, na internet, como presidente gaúcha! Esperamos que a senhora volte sempre a Minas, não apenas para fazer campanha eleitoral, mas também como presidente da República para atender aos verdadeiros anseios e demandas dos mineiros”, apontou a nota.

Link da matéria: http://eleicoes.uol.com.br/2012/noticias/2012/10/03/aecio-cita-lula-para-dizer-que-dilma-e-gaucha.htmink

Gestão Eficiente: Educadores de Pernambuco conhecem experiência mineira

Ações e projetos das áreas pedagógica, gestão e avaliação foram apresentados aos pernambucanos

A qualidade do ensino em Minas Gerais tem despertado curiosidade. Durante esta sexta-feira (27), um grupo de educadores do estado de Pernambuco se reuniu com representantes da Secretaria de Estado de Educação (SEE) para conhecer o sistema de ensino mineiro. Durante todo o dia eles conheceram as ações pedagógicas desenvolvidas nas escolas estaduais e temas relacionados à gestão e tecnologia aplicadas à educação.

“Pernambuco é um estado que tem algumas características no campo da educação similares às de Minas. As duas secretarias têm programas muito inovadores. Então é muito importante para nós aprendermos com os programas realizados em Pernambuco e também poder dar visibilidade aos nossos projetos para que esses bons instrumentos das duas secretarias possam ser compartilhados”, ressaltou a secretaria de Estado de Educação de Minas, Ana Lúcia Gazzola.

No período da manhã, a equipe de educadores conheceu as ações estratégicas desenvolvidas pelo Governo de Minas na área da educação como o ‘Programa de Intervenção Pedagógica (PIP)’, o ‘Reinventando o Ensino Médio’ e o ‘Educação de Tempo Integral’. O trabalho da ‘Magistra’ na formação continuada dos educadores mineiros também foi apresentado aos visitantes.

As avaliações educacionais e o sistema de gestão das escolas, por meio do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave) e do Sistema Mineiro de Administração Escolar (Simade), respectivamente, foram outros assuntos nortearam o encontro.

“A secretaria de Pernambuco tem a visão do todo e quer conhecer, nesta oportunidade, como está fluindo a educação em Minas Gerais, porque nós estamos realizando a implantação de monitoramento junto às escolas, a partir do trabalho do analista de inspeção. Sabemos como Minas Gerais tem avançado nesse aspecto de trabalho, de ter a realidade da escola dentro das gerencias regionais e da própria Secretaria”, avalia a gestora de monitoramento da Secretaria Executiva de Gestão de Rede de Pernambuco, Shirlei Silva Moura.

Encontro de inspetores

Nos dias 25 e 26 de julho, a equipe de educadores do estado de Pernambuco participou do ‘II Congresso Nacional de Inspetores Escolares’, realizado em Belo Horizonte. Na ocasião, cerca de 300 educadores discutiram sobre temas referentes à carreira como a questão salarial e a importância do trabalho desses profissionais junto às escolas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/educadores-de-pernambuco-conhecem-a-experiencia-mineira-na-area-do-ensino/

 

Gestão Anastasia: Minas inicia implantação de Territórios de Agricultura Irrigada

Primeira etapa do plano está definida com a participação de três regiões

Divulgação/Seapa
Estado de Minas Gerais está dividido em 36 unidades, e em 29 delas serão implantados territórios nos próximos três anos
Estado de Minas Gerais está dividido em 36 unidades, e em 29 delas serão implantados territórios nos próximos três anos

Os três primeiros Territórios de Agricultura Irrigada de Minas Gerais deverão ser implantados a partir de julho de 2012. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), até o fim do primeiro semestre serão definidas as ações necessárias para a ampliação e aprimoramento da agricultura irrigada nesses territórios, que abrangem as bacias dos rios Paranaíba e Jequitinhonha e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Território de Agricultura Irrigada é uma região geográfica delimitada por uma bacia hidrográfica, ou parte de uma bacia hidrográfica, tendo como base as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRH). O Estado de Minas Gerais está dividido em 36 unidades, e em 29 delas serão implantados territórios nos próximos três anos.

De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, Paulo Romano, o passo seguinte à definição dos três primeiros Territórios de Agricultura Irrigada de Minas será a busca de financiamento para projetos.

“Esses territórios estão sendo delineados como novo conceito de gestão territorial proposto pelo Plano Diretor de Agricultura Irrigada de Minas Gerais, que integra o Programa Estruturador Sustentabilidade e Infraestrutura no Campo, instituído em 2010 e cuja responsabilidade é da Seapa”, explica.

Com base no diagnóstico da irrigação no Estado, a Seapa e os parceiros no plano (Ministério da Integração Nacional por meio da Secretaria Nacional de Irrigação, e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA) analisaram propostas de ação governamental que possam ampliar a área irrigada e ao mesmo tempo aprimorar o manejo da água na agricultura estadual.

“Trata-se de um desafio, porque há limites de acesso à água e os produtores rurais mineiros, em algumas sub-bacias, já atingiram o limite para outorga. Entretanto, a ampliação da irrigação é cada vez mais necessária e possível, conforme as análises desenvolvidas”, diz Romano.

Ele observa também que “as mudanças climáticas, que causam aumento das incertezas, as necessidades crescentes de alimentos e energia da biomassa, juntamente com as restrições ao desmatamento, tornam indispensável a expansão da agricultura irrigada.”

Condições específicas

Os estudos que compõem o Plano Diretor de Agricultura Irrigada de Minas Gerais  detalham as condições socioeconômicas, ambientais e culturais de cada território, município por município. Um grupo gestor integrado por representantes dos agricultores e demais usuários da água foi constituído para garantir a sustentabilidade da irrigação nos territórios já definidos. De acordo com Romano, essas pessoas participam da definição dos projetos de solução coletiva para a irrigação nas áreas, de acordo com as condições específicas das regiões.

“São processos inovadores em que o governo (Agricultura e Meio Ambiente) e produtores buscam o mesmo objetivo, o desenvolvimento sustentável”, acrescenta o secretário adjunto.

Na bacia do Paranaíba, que tem tradição na agricultura irrigada, é grande a organização dos usuários. Um exemplo é o município de Araguari, onde 90% da cafeicultura depende de irrigação. A região lidera o ranking da produção  de milho, com estimativa de uma safra de 1,8 milhões de toneladas em 2012, além de produção expressiva de soja e algodão.

“A função dos territórios de irrigação é substituir o modelo da busca de soluções individuais pelas coletivas, ou seja, criar condições para a reunião de todos os usuários da água para agricultura irrigada e outros, numa mesa de negociação, buscando soluções sustentáveis específicas para a bacia”, ressalta Romano.

Já para a bacia do Jequitinhonha,  região do semiárido, segundo Romano, “o foco é a reservação de água com prioridade para as necessidades do consumo humano e animal. O volume excedente de água deve ser destinado à produção agrícola e piscicultura em pequenas áreas para a  geração de renda. No caso desse território de irrigação, o Plano Diretor prevê também o desenvolvimento de projetos para a utilização da água dos reservatórios já existentes na região, principalmente aqueles sob administração da Ruralminas, vinculada à Secretaria da Agricultura.

Romano observa que, “para o território de irrigação da Região Metropolitana de Belo Horizonte, predominam projetos voltados à qualidade da água que é usada em grande volume para a diluição e transporte de esgoto e processos de mineração”.  Nesse caso, ele explica, as ações propostas pelo Plano Diretor têm por objetivo melhorar as condições da irrigação das lavouras do Cinturão Verde. O projeto inclui negociações a fim de conciliar o processo de produção com a expansão imobiliária.

Segundo o secretário adjunto, os projetos dos três territórios deverão ser apresentados a instituições nacionais, como o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB).  Ele prevê a apresentação de propostas para a concretização de mais seis territórios de irrigação até 2014. De acordo com o Plano Diretor, o Estado terá um total de 16 territórios, todos coincidindo com as Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRHs) do Estado definidas pela  Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, por meio do Igam.

Modelo mineiro

Minas Gerais tem uma área irrigada de 525 mil hectares e capacidade para irrigar 3 milhões de hectares, de maneira sustentável, respeitando as condições topográficas, climáticas e socioambientais e de acordo com o uso adequado das águas para as diversas finalidades. Já o Brasil possui área irrigada de aproximadamente 5 milhões de hectares, mas tem potencial para irrigar cerca de 30 milhões de hectares.

Por isso, segundo Romano, o Plano Diretor de Agricultura Irrigada de Minas Gerais está despertando o interesse de outros Estados, como Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará e Paraná. Além disso, ele acrescenta, o Ministério da Integração Nacional considera o plano como projeto piloto para implantação do Plano Diretor Nacional de Agricultura Irrigada.

“É uma nova visão em que diretrizes estratégicas e gestão integrada valem mais do que as grandes obras físicas”, finaliza.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-inicia-implantacao-de-territorios-de-agricultura-irrigada/

Gestão Anastasia: Secretaria de Cultura lança programa para fortalecer a economia criativa em Minas

A proposta é contribuir para o fortalecimento da economia criativa no Estado, por meio de ações como a prestação de serviços em consultoria e assessoria, formação técnica em gestão, disponibilização de acesso a linhas de crédito, promoção de articulação institucional e fortalecimento de redes e coletivos.

BELO HORIZONTE (24/01/12) – O Ministério da Cultura (MinC) e a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC-MG) lançam, nesta quinta-feira (26), em parceria com o Sebrae-MG, o programa Criativa Birô. A proposta é contribuir para o fortalecimento da economia criativa no Estado, por meio de ações como a prestação de serviços em consultoria e assessoria, formação técnica em gestão, disponibilização de acesso a linhas de crédito, promoção de articulação institucional e fortalecimento de redes e coletivos.

Na ocasião, a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, assina convênio com a secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, para implantação do programa em Belo Horizonte, que terá sede no Palácio das Artes.

A partir desta iniciativa do MinC, a SEC, como gestora do programa, espera fortalecer este ramo da economia que engloba atividades que reconhecem na cultura, na inovação e na criatividade, suas principais matérias-primas, como as artes, a moda, o design, o artesanato, a arquitetura, o turismo, a gastronomia e a promoção de eventos culturais.

Para Eliane Parreiras, o Criativa Birô vem se integrar ao plano do Governo de Minas no fortalecimento da economia criativa e na articulação das diversas Secretarias como a de Cultura, Turismo, Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre outras.

A secretária prevê ainda que o Criativa Birô abrirá um novo leque de oportunidades para empreendedores criativos de Minas, que já produzem bens e serviços culturais de qualidade, mas que agora poderão contar com orientação técnica para ampliar o potencial de seu trabalho.

“Minas tem uma das produções culturais mais ricas do país, que já produz impacto positivo na economia das cidades. Com o Criativa Birô, queremos proporcionar um ambiente de troca de ideias e investimentos, capaz de abrir novas oportunidades de negócios que gerem renda e trabalho sustentáveis e, ao mesmo tempo, promovam a cultura mineira, a partir do fortalecimento e incremento da economia criativa, do mapeamento das cadeias produtivas da cultura, do estímulo à formalização profissional e ao crédito, bem como ao associativismo e a programas de fomento e valorização da identidade cultural do estado”, destaca Eliane Parreiras.

Investimento

Serão investidos R$ 1,5 milhão na implantação do Criativa Birô em Belo Horizonte, por meio de recursos do MinC, da SEC e do Sebrae-MG. A verba será aplicada na infraestrutura do espaço e na estrutura administrativa. A previsão é de que o Criativa Birô esteja funcionando em setembro deste ano.

Minas é o primeiro Estado do Sudeste a receber o programa Criativa Birô. Outros quatro centros foram instalados em diferentes regiões do país: Acre, Goiás, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Palácio das Artes

Para a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg, o Criativa Birô encontrou, no Palácio das Artes, o ambiente ideal para seu funcionamento, pois o local é tradicionalmente reconhecimento pelos agentes culturais do Estado. “O Palácio das Artes já conta com todo o equipamento necessário para o Criativa Birô, além de ser um ponto de encontro de artistas”, ressalta.

Lá será montado um centro de apoio a empreendedores criativos, tanto da capital quanto do interior do Estado, onde serão prestados serviços de capacitação em habilidades empreendedoras. Também serão oferecidos cursos e oficinas de gerenciamento de projetos; captação e gestão de recursos financeiros; reconhecimento de oportunidades e marketing.

O centro dará apoio, ainda, nas áreas de produção, circulação e distribuição de bens culturais, assim como suporte para a formação de associações de profissionais e empreendedores criativos.

A economia criativa

O lançamento do programa Criativa Birô se enquadra na diretriz estabelecida pelo Governo de Minas para a área cultural, segundo a qual, o investimento em cultura é ferramenta de promoção do desenvolvimento humano, social e econômico.

Dentro dessa perspectiva, a Secretaria de Estado de Cultura estabeleceu como meta, o fomento à economia criativa, conceito que emergiu em Londres, na década de 90, e que propõe um novo paradigma para o papel do setor cultural no desenvolvimento das cidades e dos países.

Novos estudos mostram que as mudanças nos pilares da economia mundial fizeram emergir setores da economia baseados no talento, na inovação e na criatividade. Enquanto segmentos tradicionais trabalham para aumentar a competitividade de bens e serviços de características semelhantes, empreendimentos criativos ganham espaço no cenário econômico com trabalhos baseados na originalidade.

A produção de bens e serviços de valor imaterial, que refletem uma identidade cultural ou um valor artístico, conquista espaço em um mercado consumidor que busca, cada vez mais, identidade e autenticidade. Nesse cenário, ganham importância econômica, áreas como artes plásticas, teatro, dança, moda, design, arquitetura, gastronomia, turismo, audiovisual, produção cultural, desenvolvimento de softwares, entre outras.

O investimento nesses segmentos proporciona impactos positivos em diversas esferas, pois valorizam e promovem a identidade cultural da população; qualificam a relação dos cidadãos com o ambiente urbano; aumentam a circulação de bens, pessoas e ideias; geram renda e emprego de qualidade; entre muitos outros aspectos.

Fonte: Agência Minas

Repasses para prevenção a enchentes em Pernambuco, estado do ministro Fernando Bezerra, são 110 vezes maiores que os destinados a Minas, levando em conta a população atingida

Gestão sem eficiência, governo Dilma

Fonte: Marcelo da Fonseca e Maria Clara Prates – Estado de Minas

Um mineiro vale R$ 1,46 e um pernambucano vale R$ 160,97

Repasses para prevenção a enchentes em Pernambuco, estado do ministro Fernando Bezerra, são 110 vezes maiores que os destinados a Minas, levando em conta a população atingida

Dados do Orçamento da União revelam que o Ministério da Integração Nacional desconsiderou critérios técnicos para repasses de verbas do Programa de Prevenção e Preparação a Desastres. Em 2011, Minas Gerais, um dos estados mais castigados pelas chuvas no fim de 2010 e início do ano passado, recebeu mísero R$ 1,46 por habitante dos municípios que declararam estado de emergência, contra R$ 160,97 per capita, destinados às vítimas dos temporais em Pernambuco, estado do ministro Fernando Bezerra (PSB). Isso significa que os pernambucanos mereceram um valor mais de 110 vezes maior que os mineiros.

Os dados jogam por terra também a principal tese de defesa de Bezerra, de que não houve privilégio para seu estado. A realidade evidencia a disparidade. Com a caneta na mão, Fernando Bezerra autorizou um repasse de R$ 98 milhões para Pernambuco, que teve, no ano passado, nove mortos e 18 cidades em estado de emergência em razão das chuvas. Minas mereceu apenas R$ 10 milhões em ações de prevenção, valor insuficiente para evitar as  15 mortes e 116 cidades em situação de emergência (até as 18h de ontem). E pior. Os recursos tiveram um único destino: a capital mineira, para obras de controle de cheias na bacia do Córrego São Francisco, na Região da Pampulha.

Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) também deixa claro o descaso com Minas Gerais, que tem o maior número de municípios, 853, e é o segundo colégio eleitoral do país. Considerando as transferências aos estados para obras de prevenção, Pernambuco recebeu 73,6% do total liberado pelo governo federal em 2011. Na transferência de recursos diretos da União, Minas contou com 2,5% do valor total. Em relação às aplicações diretas nas prefeituras, os municípios mineiros ficam em situação ainda pior, com apenas 1,7% dos investimentos, enquanto os do Paraná e de São Paulo tiveram mais de 30%, cada.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, lembra que Minas, terceiro estado mais atingido por desastres naturais no ano passado, perdeu no valor total de repasses até mesmo para o Distrito Federal, que recebeu R$ 687,8 mil, ou seja, 2,2% do total, sem qualquer registro de tragédias.

ASSUSTADOR Ziulkoski, que já sentiu na pele a dificuldade de acesso a recursos da União, quando prefeito de Mariana Pimentel (RS), por dois mandatos, faz questão de ressaltar que o dado mais assustador do estudo está na liberação de 39% dos recursos do Ministério da Integração Nacional para estados e municípios que nem sequer tinham decreto de emergência ou de estado de calamidade pública. ”A observação do critério técnico para liberação de verbas é um engodo”, diz. Para ele, não existe uma solução a curto prazo.

Para evitar os desmandos políticos, ele defende a construção de uma estratégia nacional, envolvendo estados, municípios, União e sociedade civil para traçar um plano de enfrentamento aos desastres naturais, o que significa dizer que podem ser consumidas décadas até se atingir o ideal.

RECONSTRUÇÃO O relatório divulgado ontem pela CNM apresenta também números que reforçam a dificuldade doEstado brasileiro para trabalhar com a prevenção. Nos últimos seis anos, os gastos em respostas aos desastres representam menos da metade dos valores destinados às ações de prevenção. A soma dos repasses do governo federal para ações de reconstrução desde 2006 até o ano passado chega a R$ 6,3 bilhões, enquanto os trabalhos de prevenção custaram R$ 735 milhões aos cofres públicos, ou seja, o Brasil gasta quase 10 vezes mais remediando as consequências das chuvas que se repetem todos os anos do que com investimentos para evitar novos desastres.

Para Ziulkoski, o valor de R$ 735 milhões em prevenção é praticamente zero, se considerada a dimensão das obras necessárias no período de seis anos. Afirma também que os R$ 6,3 bilhões para a recuperação dos estragos são ínfimos, especialmente, se considerar que “parte deles são desviados, parte fica no meio do caminho e a grande maioria não é repassada”.

O presidente da CNM destaca ainda que o estudo evidencia que o privilégio político é determinante na concessão dos recursos emergenciais. “Observem que a Bahia foi o estado que mais recebeu durante a gestão do ministro Geddel Vieira (PMDB) à frente da pasta de Integração Nacional, e agora é a vez de Pernambuco, com Fernando Bezerra.”