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Juiz de Fora presta última homenagem ao ex-presidente e senador Itamar Franco

Emoção para uma cidade

Fonte: Alessandra Mello e Amanda Almeida  – Estado de Minas

Juiz de Fora presta sua última homenagem ao ex-presidente e senador Itamar Franco. Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo velório, além das principais

Uma bandeira gigantesca de Minas Gerais cobria ontem parte da fachada da Câmara Municipal de Juiz de Fora, onde foi velado por todo o dia e madrugada o corpo do ex-presidente ItamarFranco (PPS), de 81 anos. Foi uma homenagem a um político que nunca escondeu seu amor pelo estado.Em clima de emoção, a cidade na Zona da Mata, terra que Itamar adotou como natal, parou para se despedir de um dos seus filhos mais ilustres. Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 30 mil pessoas passaram pelo local para dar adeus ao senador, que morreu no sábado, em São Paulo, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

O corpo de Itamar chegou na manhã de ontem ao aeroporto de Juiz de Fora, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), coberto com as bandeiras do Brasil e de Minas Gerais. Minutos antes, também em aeronave da FAB, chegaram as filhas do senador, Georgiana Surerus Franco, de 40 anos, e Fabiana Surerus Franco, de 39. Elas estavam acompanhadas de outros familiares e amigos de Itamar, entre eles o ex-ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves.

Um caminhão aberto do Corpo de Bombeiros levou o corpo de Itamar, saudado pela população no trajeto até a Câmara, cuja fachada foi envolvida por cerca de 70 coroas de flores, uma delas enviadas pela presidente Dilma Rousseff (PT), que vai se despedir do ex-presidente no velório que será feito hoje em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade. Mas o mundo político marcou presença ontem em Juiz de Fora.Prestaram a última homenagem ao senador na cidade os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Michel Temer, colegas do Senado, como Magno Malta (PR-ES), Pedro Simon (PMDB-RS), Clésio Andrade (PR-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), além de deputados estaduais e federais e políticos locais, como o prefeito Custódio Mattos (PSDB).

A previsão era de que o corpo do ex-presidente fosse levado para Belo Horizonte na manhã de hoje, com chegada às 8h30 à capital. Depois do velório no Palácio da Liberdade, Itamar será cremado em Contagem, na Grande BH. Suas cinzas serão levadas de volta para Juiz de Fora, sendo depositadas no túmulo de sua mãe, dona Itália Franco, no cemitério municipal.

No fim da tarde, foi celebrado culto ecumênico, comandado pelo monsenhor Miguel Falabella de Castro, vigário-geral da Arquidiocese de Juiz de Fora, e também pelo pastor Carlos Bonifácio (PRB), presidente da Câmara Municipal. Moradores não esvaziaram o local em momento algum.

Sarney, Collor e Lula marcaram presença no velório de Itamar em Juiz de Fora. O petista desembarcou sob aplausos, e o senador do PTB enfrentou vaias. Dilma estará em BH hoje

Cortejo de ex-presidentes
Aplaudido na entrada e na saída da Câmara Municipal , Lula se despede do senador 

Juiz de Fora – Três ex-presidentes da República foram a Juiz de Fora, na Zona da Mata, a 260 quilômetros de Belo Horizonte, participar do velório do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG), 81 anos, que faleceu sábado de manhã, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde 21 de maio para tratamento de leucemia. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) chegaram a Juiz de Fora em companhia do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Os três seguiram juntos no mesmo veículo, para a Câmara de Vereadores, no Centro de Juiz de Fora, onde Itamar foi velado.

No aeroporto, um grupo de cerca de 100 pessoas que aguardava a chegada de Lula ficou surpreso ao ver descendo do avião da FAB três dos quatro ex-presidentes da República que ainda são vivos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) era o único que não estava presente. Muitos tentaram fotografar os três juntos, mas eles não se aproximaram do portão onde estava o grupo, apesar dos pedidos insistentes.

Lula era o mais esperado pela população, que, desde cedo, tomou conta do Parque Halfeld em frente à Câmara para se despedir de Itamar e também ver de perto figuras importantes da política brasileira. Ele foi aplaudido ao descer do carro oficial depois de Sarney e também quando deixou a cerimônia em direção ao aeroporto. Já o ex-presidente Collor não teve a mesma recepção calorosa. O primeiro presidente da República eleito democraticamente após queda do regime militar e de quem Itamar foi vice foi vaiado todos as vezes em que apareceu.

Na saída da cerimônia, sem se incomodar com as vaias, Collor caminhou em direção a pessoas que gritavam seu nome e também vaiavam e cumprimentou algumas. Uma delas, uma mulher de cerca de 40 anos, gritava sem parar o nome de Collor, dizia que tinha votado nele para presidente e afirmava que o ex-presidente um dia ainda ia voltar para o Palácio do Planalto. Ela pediu para tirar uma foto com ele. Prontamente, Collor atendeu o pedido de sua eleitora, que não quis dar entrevistas. Foi a única manifestação de simpatia que o atual senador recebeu em Juiz de Fora. Ele ainda deu um abraço em outro manifestante, o vendedor Romildo Cabral dos Santos, 48 anos, que disse ter votado em Collor e ficado decepcionado com seu desempenho. “Mas não vaiei ele. Se não posso aplaudir também não vaio. Mas não ia recusar o cumprimento dele”, afirmou.

Ao ser questionado sobre as vaias a Collor, Pedro Simon (PMDB-RS), um dos senadores que marcaram presença no velório, fez comparação entre o ex-presidente cassado e Itamar. “Não há no mundo dois pontos tão equidistantes como Itamar e Collor. Acho que, tirando o fato de eles falarem português, não há mais nada em comum entre eles”, provocou, acrescentando que não ficou perto de Collor durante velório.

Os três ex-presidentes ficaram no velório por cerca de 40 minutos e foram embora sem dar entrevista para a imprensa. Representando a presidente Dilma Rousseff, que vai participar hoje do velório no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) destacou a passagem de Itamarpela Presidência da República. “É um exemplo para todos nós que fazemos a vida pública. Especialmente porque ele foi praticante de um dos atos mais importantes do país: a estabilidade em relação à inflação. Ele teve coragem de lançar o Plano Real, que manteve o Brasil nos trilhos de uma boa economia. Deixa exemplo de honestidade.”

Governador ressalta patriotismo
O governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia (PSDB), também participou do velório, entre outras autoridades do estado. Em entrevista, Anastasia destacou o sentimento de pesar da população mineira pelo falecimento de Itamar . O governador destacou as cenas “de patriotismo” que presenciou durante o cortejo entre o aeroporto e a Câmara Municipal. “As pessoas com bandeiras, várias pessoas chorando, demonstrando o grande apreço e o sentimento carinhoso que especialmente o povo de Juiz de Fora tem por esse grande líder mineiro e brasileiro que nós perdemos, o nosso presidente Itamar Franco”, contou. Ele destacou ainda que “Itamar Franco foi um homem cuja autoridade moral, cuja respeitabilidade, estiveram ao longo desses anos todos a serviço de Minas e do Brasil”.

O governador lembrou-se dos tempos de campanha: “Tive a oportunidade, a honra e até o privilégio de ficar ao lado dele diariamente por mais de 60 dias, pude ainda mais aprender com ele seus aconselhamentos de natureza ética, de probidade, de respeito, de responsabilidade social que Itamar tinha com grande força. Todos nós políticos brasileiros temos o dever de seguir o seu exemplo e se inspirar em sua conduta.”

Colegas de Senado, como Magno Malta (PR-ES), que fez questão de ficar ao lado do corpo, Pedro Simon (PMDB-RS), Clésio Andrade (PR-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), marcaram presença, além do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), outros deputados federais e estaduais. Clésio lembrou-se do conselho de Itamar, quando foi eleito vice-governador com Aécio Neves (PSDB). “Queria apoiar Lula, mas Aécio fazia oposição. Conversei com o Itamar e ele me disse que deveria fazer o que queria. No dia seguinte, ele me levou a encontro com Lula”, disse.

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