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Gestão Anastasia: Secretaria de Cultura lança programa para fortalecer a economia criativa em Minas

A proposta é contribuir para o fortalecimento da economia criativa no Estado, por meio de ações como a prestação de serviços em consultoria e assessoria, formação técnica em gestão, disponibilização de acesso a linhas de crédito, promoção de articulação institucional e fortalecimento de redes e coletivos.

BELO HORIZONTE (24/01/12) – O Ministério da Cultura (MinC) e a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC-MG) lançam, nesta quinta-feira (26), em parceria com o Sebrae-MG, o programa Criativa Birô. A proposta é contribuir para o fortalecimento da economia criativa no Estado, por meio de ações como a prestação de serviços em consultoria e assessoria, formação técnica em gestão, disponibilização de acesso a linhas de crédito, promoção de articulação institucional e fortalecimento de redes e coletivos.

Na ocasião, a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, assina convênio com a secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, para implantação do programa em Belo Horizonte, que terá sede no Palácio das Artes.

A partir desta iniciativa do MinC, a SEC, como gestora do programa, espera fortalecer este ramo da economia que engloba atividades que reconhecem na cultura, na inovação e na criatividade, suas principais matérias-primas, como as artes, a moda, o design, o artesanato, a arquitetura, o turismo, a gastronomia e a promoção de eventos culturais.

Para Eliane Parreiras, o Criativa Birô vem se integrar ao plano do Governo de Minas no fortalecimento da economia criativa e na articulação das diversas Secretarias como a de Cultura, Turismo, Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre outras.

A secretária prevê ainda que o Criativa Birô abrirá um novo leque de oportunidades para empreendedores criativos de Minas, que já produzem bens e serviços culturais de qualidade, mas que agora poderão contar com orientação técnica para ampliar o potencial de seu trabalho.

“Minas tem uma das produções culturais mais ricas do país, que já produz impacto positivo na economia das cidades. Com o Criativa Birô, queremos proporcionar um ambiente de troca de ideias e investimentos, capaz de abrir novas oportunidades de negócios que gerem renda e trabalho sustentáveis e, ao mesmo tempo, promovam a cultura mineira, a partir do fortalecimento e incremento da economia criativa, do mapeamento das cadeias produtivas da cultura, do estímulo à formalização profissional e ao crédito, bem como ao associativismo e a programas de fomento e valorização da identidade cultural do estado”, destaca Eliane Parreiras.

Investimento

Serão investidos R$ 1,5 milhão na implantação do Criativa Birô em Belo Horizonte, por meio de recursos do MinC, da SEC e do Sebrae-MG. A verba será aplicada na infraestrutura do espaço e na estrutura administrativa. A previsão é de que o Criativa Birô esteja funcionando em setembro deste ano.

Minas é o primeiro Estado do Sudeste a receber o programa Criativa Birô. Outros quatro centros foram instalados em diferentes regiões do país: Acre, Goiás, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Palácio das Artes

Para a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg, o Criativa Birô encontrou, no Palácio das Artes, o ambiente ideal para seu funcionamento, pois o local é tradicionalmente reconhecimento pelos agentes culturais do Estado. “O Palácio das Artes já conta com todo o equipamento necessário para o Criativa Birô, além de ser um ponto de encontro de artistas”, ressalta.

Lá será montado um centro de apoio a empreendedores criativos, tanto da capital quanto do interior do Estado, onde serão prestados serviços de capacitação em habilidades empreendedoras. Também serão oferecidos cursos e oficinas de gerenciamento de projetos; captação e gestão de recursos financeiros; reconhecimento de oportunidades e marketing.

O centro dará apoio, ainda, nas áreas de produção, circulação e distribuição de bens culturais, assim como suporte para a formação de associações de profissionais e empreendedores criativos.

A economia criativa

O lançamento do programa Criativa Birô se enquadra na diretriz estabelecida pelo Governo de Minas para a área cultural, segundo a qual, o investimento em cultura é ferramenta de promoção do desenvolvimento humano, social e econômico.

Dentro dessa perspectiva, a Secretaria de Estado de Cultura estabeleceu como meta, o fomento à economia criativa, conceito que emergiu em Londres, na década de 90, e que propõe um novo paradigma para o papel do setor cultural no desenvolvimento das cidades e dos países.

Novos estudos mostram que as mudanças nos pilares da economia mundial fizeram emergir setores da economia baseados no talento, na inovação e na criatividade. Enquanto segmentos tradicionais trabalham para aumentar a competitividade de bens e serviços de características semelhantes, empreendimentos criativos ganham espaço no cenário econômico com trabalhos baseados na originalidade.

A produção de bens e serviços de valor imaterial, que refletem uma identidade cultural ou um valor artístico, conquista espaço em um mercado consumidor que busca, cada vez mais, identidade e autenticidade. Nesse cenário, ganham importância econômica, áreas como artes plásticas, teatro, dança, moda, design, arquitetura, gastronomia, turismo, audiovisual, produção cultural, desenvolvimento de softwares, entre outras.

O investimento nesses segmentos proporciona impactos positivos em diversas esferas, pois valorizam e promovem a identidade cultural da população; qualificam a relação dos cidadãos com o ambiente urbano; aumentam a circulação de bens, pessoas e ideias; geram renda e emprego de qualidade; entre muitos outros aspectos.

Fonte: Agência Minas

Faturamento do agronegócio mineiro vai chegar a R$ 21,6 bi. Segundo as últimas projeções, do Ministério da Agricultura, alta será de 17,9% em relação a 2010. No país, expansão será de 11,2%

Produção agrícola, crescimento econômico, política agrícola

Fonte: Estado de Minas

Faturamento do agronegócio mineiro vai chegar a R$ 21,6 bi. Segundo as últimas projeções, do Ministério da Agricultura, alta será de 17,9% em relação a 2010. No país, expansão será de 11,2%

Minas na frente do Brasil

Dados de outubro confirmam que o desempenho mineiro está maior que o do Brasil. O faturamento do agronegócio do estado – Valor Bruto da Produção (VBP) – vai atingir R$ 21,6 bilhões, segundo projeção do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tendo como referência dados de outubro. O crescimento é de 17,9% em relação à renda apurada em 2010. Para o Brasil a previsão é de um VBP agrícola de R$ 204,2 bilhões, aumento de 11,2%.

Desde 2005, início da série analisada, o VBP agrícola de Minas Gerais teve uma taxa de crescimento médio anual de 8,1%, enquanto para o Brasil a taxa foi de 6,4%. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), no ranking dos produtos com maior crescimento da renda agrícola em Minas Gerais, o café apresenta uma projeção de R$ 11,1 bilhões, seguindo portanto com uma estimativa de aumento de 30% em relação a 2010. O crescimento da receita vem sendo motivado pelo aquecimento das cotações no mercado interno e externo.

“O café responde sozinho por mais da metade do VBP mineiro e o seu crescimento contribui de maneira significativa na receita agrícola gerada pelo estado”, diz João Ricardo Albanez, superintendente de Política e Economia Agrícola da secretaria. “Já a cana-de-açúcar, com VBP previsto de R$ 3,4 bilhões, tem estimativa de crescimento de 22,7%.”

A receita estimada para o milho, no estado, deve alcançar R$ 2,7 bilhões, neste caso um aumento de 46,6%. “A produção mineira do grão é estimulada atualmente pelo aumento da demanda nos mercados interno e externo, com a consequente valorização dos preços”, explica Albanez.

Segundo o novo levantamento, o valor da produção do feijão em grão, no estado, deve alcançar R$ 1 bilhão. Crescimento de 1,1% em relação a 2010. A nova estimativa mostra que, em Minas, o algodão é o produto que apresentou maior evolução, alcançando R$ 156 milhões, crescimento de 167,4%. Essa projeção é devida principalmente ao expressivo crescimento da produção no estado. Além disso, a elevação dos preços, neste ano, contribuiu para o aumento da receita do produto.

Albanez explica que o VBP é calculado com base no volume de produção e nos preços praticados no mercado das 20 maiores lavouras do país. Para realizar o estudo, são utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O Ministério da Agricultura divulga mensalmente a estimativa do valor da produção para o ano corrente, que pode ser corrigido de acordo com as alterações de preço e a previsão de safra anunciadas ao longo do levantamento.

Próxima safra
Já está em curso a pesquisa de campo para realização do terceiro levantamento da safra de grãos 2011/2012, que será divulgado em 8 de dezembro. Mais de 50 técnicos da Conab estão envolvidos na busca dos dados sobre área, produtividade e produção das principais zonas agrícolas do país, devendo finalizar a coleta na semana seguinte. Segundo a área de Informações do Agronegócio, o levantamento não terá mais os intervalos da intenção de plantio dos primeiros. Na pesquisa do mês passado, a produção ficou entre 157,202 e 160,522 milhões de toneladas, dentro do intervalo de -3,5% e -1,5% frente à safra passada, de 162,955 milhões de toneladas.