• Agenda

    dezembro 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

Gestão Eficiente: agronegócio mineiro mantém tendência de crescimento em 2012

PIB do setor começa ano em expansão, projetando renda anual para R$ 117,7 bilhões

O PIB do agronegócio mineiro mantém expectativa favorável de crescimento para este ano. Em janeiro, o aumento registrado foi 0,2%, projetando renda anual para R$ 117,7 bilhões (valores atuais). Desse montante, 57,5% vêm do agronegócio da agricultura e 42,5% do agronegócio da pecuária.

O PIB do agronegócio mineiro representa a soma das riquezas do setor de quatro grupos: produção básica (dentro da porteira), insumos, agroindústria e distribuição. O levantamento foi elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP, encomendado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e pelo Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais).

A tendência de crescimento para 2012 se deve aos preços das commodities, que vêm se mantendo altos em função dos baixos estoques mundiais. A evolução da renda agrícola dentro da porteira foi beneficiada, principalmente, pelos preços positivos e aumento da produção.

O café, produto que apresenta peso significativo dentro do segmento básico da agricultura, foi um dos que contribuíram para o resultado positivo do PIB do agronegócio em janeiro. Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, essa contribuição se deve ao aumento da produção mineira na safra 2012/2013. “A estimativa é de crescimento de 15,67% em relação à safra anterior, que poderá não ser suficiente para acompanhar o crescimento da demanda global e recompor os estoques, o que poderá resultar em bons preços” analisa. Esse quadro pode fazer com que os preços sigam atrativos aos produtores durante todo o ano, ampliando o PIB do agronegócio no Estado.

O milho vem sendo beneficiado pela conjuntura econômica no país. “Devido ao crescimento da renda interna da população brasileira, influenciado pelo aumento do salário mínimo, vem-se constatando a elevação da demanda por carnes (bovina, suína, frango e pescado). Isso favorece o mercado de grão, um dos principais insumos da pecuária”, explica o secretário.

Outras culturas que devem contribuir para a expansão do faturamento do agronegócio mineiro, em função do aumento de preço são: cana-de-açúcar (25,4%), feijão (123,2%), batata-inglesa (54,2%), tomate (70,7%) e banana (10,8%).

As atividades da pecuária foram uma das variáveis que limitaram maior projeção do PIB mineiro para este ano. O setor começou o ano com retração de 0,41%. Isso se deve ao comportamento dos preços, principalmente na bovinocultura, suinocultura e avicultura, sendo positivo apenas para o leite.

De acordo com o presidente do Sistema Faemg, Roberto Simões, as cadeias produtivas de carnes são mais sensíveis ao cenário econômico mundial. “Como o Brasil tem grande importância no comércio mundial desses produtos, a volatilidade de preços e os riscos no mercado internacional têm influenciado o abate e as cotações no mercado interno”, analisa.

O segmento de insumos do agronegócio mineiro iniciou o ano com crescimento de 0,75% da renda. O desempenho positivo é resultado do aumento de preços e da elevação em volume de fertilizantes e corretivos. Destaca-se que a alta desses insumos, apesar de contribuírem para o crescimento do PIB, pesam sobre os custos e pressionam a renda dos produtores.

Governo de Minas: agricultores da Zona da Mata receberão novas casas com apoio da Emater-MG

Iniciativa beneficiará 42 famílias de pequenos agricultores de São Sebastião da Vargem Alegre

Emater-MG / Divulgação
Casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa (centro) comemora apoio da Emtaer-MG
Casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa (centro) comemora apoio da Emtaer-MG

O sonho de uma moradia melhor na área rural do município de São Sebastião da Vargem Alegre, Zona da Mata, está prestes a se tornar realidade para 42 famílias de pequenos agricultores das comunidades de Água Santa, Rio Preto, Fazenda Martins, Cabeça Preta e Canteiro. Encontra-se em fase de acabamento a construção de casas, previstas no primeiro projeto local, contemplado pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

O projeto está sendo possível graças à iniciativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que é um órgão vinculado à  Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em parceira com a prefeitura de São Sebastião da Vargem Alegre, tendo como entidade organizadora a Associação de Agricultura Familiar do município.

Entre os beneficiados está o casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa, que aguarda a conclusão da nova casa, na Fazenda Bom Jesus da Floresta, localizada em Água Santa. Pais de cinco filhos, José e Onila são agricultores familiares, assistidos pela Emater-MG. Donos de uma pequena propriedade rural, onde cultivam café e produzem leite, eles aguardam com ansiedade a conclusão da obra. “Vai ser uma casa muito boa. Nossa casa atual está muito ruim, já tem 40 anos”, conta Leandro.

Extensionista do escritório local da Emater-MG, o engenheiro agrônomo Rogério Fiorillo da Rocha afirma que as velhas casas podem ser aproveitadas para armazenar café, uma importante cultura da região, que ocupa hoje 1.200 hectares de área plantada no município. “O município de São Sebastião da Vargem Alegre, localizado na área de atuação da regional Emater-MG de Cataguases, tem uma economia voltada para a cafeicultura de montanha e pecuária leiteira”, afirma Rogério.

Ainda de acordo com o agrônomo, que presta assistência aos agricultores locais, São Sebastião da Vargem Alegre possui aproximadamente 75 quilômetros quadrados de área e uma população de 2.798 habitantes, sendo 50% na zona rural. “Essa iniciativa é importante, pois é voltada para a pequena agricultura e isso é uma forma de contribuir com a fixação do homem no campo”, argumenta.

Como acessar o crédito

Para ter acesso ao crédito de R$ 24 mil liberado pela instituição financeira, que no caso é a Caixa Econômica Federal, o agricultor precisa atender a alguns requisitos básicos como: renda bruta anual máxima de R$ 15 mil, escritura da propriedade ou contrato de parceria com parente de até terceiro grau, no caso de não ser ele o dono da terra. Também é necessário apresentar a Declaração de Aptidão (DAP). Os recursos são liberados à medida que a construção vai sendo feita.

Segundo a assistente social da Prefeitura de São Sebastião da Vargem Alegre, Eliane Aparecida de Souza, “somente estão sendo cadastradas famílias de agricultores que se enquadram nas normas”. De acordo com a servidora, além de ceder as máquinas de terraplanagem onde estão sendo construídas as moradias, o poder público municipal mantém uma equipe para montagem do processo e regularização dos documentos. “Muitos não têm a documentação em dia e a gente ajuda a regularizar a situação”, esclarece.

O recurso pode ser liberado para construções, reforma ou ampliação de moradia de agricultores do segmento agricultura familiar, por meio de uma entidade organizadora como entidade representativa de agricultores ou do poder público. A única contrapartida do agricultor na quitação do financiamento será o pagamento de R$ 1 mil , parcelado em quatro vezes de R$ 250 por ano. Trata-se de um subsídio do Orçamento Geral da União, liberado pela Caixa Econômica Federal. O PNHR é uma das modalidades do programa federal Minha casa, Minha Vida.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/agricultores-da-zona-da-mata-receberao-novas-casas-com-apoio-da-emater-mg/

Governo de Minas: produção mineira de cana e grãos cresce em 2012

Crescimento da safra é devido à expansão da área e maior produtividade

Em Minas Gerais, aproxima-se o início da colheita de cana-de-açúcar destinada ao setor sucroalcooleiro (para produção de açúcar e etanol) e são boas as perspectivas para a safra 2012. De acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve alcançar 54,4 milhões de toneladas, volume 9,1% superior ao registrado na safra passada. Para a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), o estudo mostra que o crescimento da produção está vinculado à expansão da área plantada e ao aumento da produtividade.

Segundo o levantamento, os canaviais mineiros ocupam uma área de 768,7 mil hectares, equivalente a uma expansão de 3,5% em relação à safra anterior.  Na avaliação da Superintendência de Política e Economia Agrícola da Seapa, os números reafirmam a posição de Minas como segundo maior produtor de cana-de-açúcar do país. O crescimento da safra de cana no Estado supera a média nacional, que deve ser de 5,4%.

Do total de cana-de-açúcar encaminhado para as usinas, 50,2% são destinados à produção de etanol. A cana será transformada em 2,2 bilhões de litros, ou 6,7% mais que o volume obtido no ano anterior. Já para a produção de açúcar serão encaminhados 49,8% da matéria-prima. A cana resultará em 3,5 milhões de toneladas de açúcar, volume 6,7% superior ao obtido em na safra passada.

Os produtos da cana-de-açúcar têm possibilitado bons resultados no conjunto das exportações mineiras do agronegócio. No caso do etanol, Minas Gerais registrou em março deste ano vendas externas de US$ 5,2 milhões, cifra 479% superior à obtida em fevereiro. Com o açúcar o Estado teve, no terceiro mês deste ano, vendas de US$ 9,2 milhões, cifra 95,6% maior que a do mês anterior.

Mais grãos

A produção recorde de grãos em Minas Gerais na safra 2012 deve se confirmar segundo levantamento divulgado pela Conab também nesta terça-feira. De acordo com o estudo, a estimativa é de uma colheita da ordem de 11,9 milhões de toneladas, volume 11,4% superior ao da safra de 2011. A área plantada no Estado, 3 milhões de hectares, representa uma expansão de 4,5% em relação à do período anterior.

O milho, principal produto das lavouras mineiras, deve alcançar uma safra de 7,4 milhões de toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no período anterior. O grão, que responde por 63% do total da safra mineira, estende-se em plantios de 1,3 milhão de hectares, área 7,4% superior à de 2011.

Já para a soja a previsão é de uma safra de 3 milhões de toneladas, volume 1,4% superior ao registrado no período anterior. O crescimento da produção se deve exclusivamente ao aumento da produtividade, que alcançou 3 toneladas por hectare, pois houve uma redução de 1,8% da área plantada.

A produção mineira de feijão deve alcançar 606,0 mil toneladas, volume 4,1% superior ao da safra de 2011. Os 403,6 mil hectares plantados no Estado equivalem a um ganho de quase 1% em relação à área do período anterior, e a produtividade de 1,5 tonelada por hectare equivale a um crescimento de 3,5%.

Brasil recua

Para o Brasil a previsão é de uma safra de 159,2 milhões de toneladas de grãos, variação negativa de 2,2% em relação ao ano anterior. A área plantada no conjunto das lavouras é de 52,3 milhões de hectares, uma expansão de 4,8%. Mas a produtividade média aponta para uma redução de 6,7%.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/producao-mineira-de-cana-e-graos-cresce-em-2012/

Gestão em Minas: Secretário de Agricultura participa de encontro com cafeicultores em Campos Altos

Divulgação/Seapa
O secretário Elmiro Nascimento participou de um encontro com cafeicultores da microrregião de Campos Altos, no Alto Paranaíba
O secretário Elmiro Nascimento participou de um encontro com cafeicultores da microrregião de Campos Altos, no Alto Paranaíba

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, participou de um encontro com cafeicultores da microrregião de Campos Altos, no Alto Paranaíba. O evento foi realizado na Fazenda Santa Luzia, na zona rural do município, e contou também com as presenças do deputado estadual Anselmo José Domingos, dos chefes de gabinete da Seapa e da Segov, Evandro Neiva e José Antônio Bittencourt Soares , respectivamente, além de cooperativistas, produtores rurais, representantes do Banco do Brasil, entre outros.

O encontro, que reuniu cerca de 150 pessoas que militam no agronegócio do café, envolveu palestras e discussões sobre a cafeicultura, como certificações, a situação do café no mundo (oportunidades e desafios) etc. O principal objetivo do evento foi valorizar e dar maior visibilidade à região, que se destaca pela produção de café de qualidade, contribuindo para a geração de emprego, renda e divisas para o Estado. São características da região a alta produtividade, com altitude e índice pluviométrico privilegiados. Foram também discutidos os papéis da Seapa, notadamente sobre o Certifica Minas Café, e da Segov.

Para o secretário Elmiro Nascimento, que abriu o evento, o encontro serve para demonstrar a força da cafeicultura da região, que produz um dos melhores grãos do mundo. “Minas Gerais é responsável por mais da metade do café produzido no Brasil. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, tem trabalhado incansavelmente para valorizar a nossa produção cafeeira, adotando políticas de apoio e incentivo aos produtores. Prova disso é a criação do Programa Certifica Minas Café, que vem contribuindo para o crescimento da participação da produção nos mercados nacional e internacional”, enfatiza o secretário.

Informações sobre o Certifica Minas café estão no link: http://www.agricultura.mg.gov.br/programas-e-acoes/certifica-minas-cafe

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/secretario-de-agricultura-participa-de-encontro-com-cafeicultores-em-campos-altos/

Gestão Anastasia: Agricultura familiar de Minas terá impulso com programa estruturador

Ações para fortalecer abastecimento às escolas vão a debate em seminários regionais

Divulgação/Seapa
O Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar tem como base o direito de todos os alunos matriculados na rede pública de ensino à alimentação escolar
O Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar tem como base o direito de todos os alunos matriculados na rede pública de ensino à alimentação escolar

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), por meio da Subsecretaria de Agricultura Familiar (SAF), vai participar dos seminários regionais que serão realizados a partir deste mês para o lançamento do Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar, do governo estadual. Também farão parte dos trabalhos o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Emater-MG, instituições vinculadas à secretaria.

Nos encontros serão apresentadas propostas para promover a educação alimentar e nutricional e fortalecer a agricultura familiar em Minas Gerais, informa a SAF. O programa estruturador prevê ações destinadas a tornar os agricultores familiares aptos a fornecer produtos de qualidade e conforme as normas de segurança alimentar.

Programação

A série de seminários será iniciada em Taiobeiras, município do Norte de Minas, com apresentações e debates nos dias 11 e 12 (quarta e quinta-feira).  No primeiro dia, o presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar (Consea), Dom Mauro Morelli, fará uma palestra sobre “O binômio Humano à Alimentação Saudável, Adequada e Solidária”. Também haverá apresentação sobre o Programa Cultivar, Nutrir e Educar, pela gerente do programa, Jaqueline Míriam Maciel Junqueira.

Já no segundo dia, uma das apresentações será de Ignes Botelho Matias, assessora técnica da Subsecretaria, que vai abordar o projeto Fortalecimento da Agricultura Familiar para o Abastecimento Alimentar. Ela explica que “as ações destinam-se ao fomento da produção sustentável da agricultura familiar; à elaboração de planos de negócio e projetos de comercialização para associações e cooperativas; acesso a mercados institucionais; e apoio à habilitação sanitária das agroindústrias familiares.” A programação do seminário de Taiobeiras ainda prevê para o segundo dia uma apresentação sobre os desafios da Lei 11.947.

Seminários para o lançamento do Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar serão realizados também nos municípios de Capelinha (Jequitinhonha/Mucuri; Viçosa (Zona da Mata); e Ipatinga (Leste). Nestas regiões, além do Norte de Minas, as ações do programa serão destinadas inicialmente às escolas públicas estaduais de 45 municípios.

Apoio à atividade

“A série de encontros representa uma boa oportunidade principalmente para a Secretaria da Agricultura explicar o Projeto de Fortalecimento da Agricultura Familiar para o Abastecimento Alimentar, que está sob a coordenação da Subsecretaria”, acrescenta Ignes Matias. “Com o fortalecimento da atividade, os agricultores e estabelecimentos agroindustriais rurais de pequeno porte obtêm qualificação e tornam-se aptos para o abastecimento de alimentos aos mercados institucionais. Neste caso, a prioridade é a rede pública estadual de ensino em atendimento ao Programa Nacional de Abastecimento Escolar (PNAE).”

O direito de todos os alunos matriculados na rede pública de ensino à alimentação escolar é a base do Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar, diz ainda a assessora. A Lei nº 11.947 de 2009 determinou, em seu artigo 14, que no mínimo 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam utilizados na aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar, ampliando a geração de emprego e renda no campo.

A gestão do programa é compartilhada entre a Secretaria da Agricultura, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação, e Secretaria Executiva do Comitê Temático de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CTSANS).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/agricultura-familiar-de-minas-tera-impulso-com-programa-estruturador/

Gestão Anastasia: Governo de Minas regulamenta o Pró-Macaúba

O objetivo é aumentar a utilização de energias renováveis

Divulgãção/Seapa
A exploração da macaúba em Minas é feita atualmente de forma extrativista e produz cerca de 4,8 toneladas de óleo por hectare
A exploração da macaúba em Minas é feita atualmente de forma extrativista e produz cerca de 4,8 toneladas de óleo por hectare

A utilização da macaúba como fonte produtora de energia renovável ganha novo impulso pelo Governo de Minas, que regulamentou a Lei nº 19.485/2011 – Pró-Macaúba.  A norma instituiu a política estadual de incentivo ao cultivo, à extração, à comercialização, ao consumo e à transformação da macaúba e das demais palmeiras oleaginosas. A regulamentação da referida lei vem em função da demanda crescente por energias renováveis, atendendo as diretrizes de sustentabilidade ambiental, social e econômica definidas no Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB).

O Brasil desponta como um dos países propensos a liderar todas as cadeias do setor de energia renovável no mundo, diante do protagonismo no desenvolvimento e do uso de tecnologias inovadoras, bem como a perspectiva de incorporação produtiva de áreas degradadas ou inaptas à agricultura de alimentos.

A regulamentação da Pró-Macaúba, ao identificar as instituições e competências para o desenvolvimento e aplicação da política definida pela Lei nº 19.485/2011, atende parte dessa demanda crescente, permitindo a criação de milhares de empregos e geração de renda, com o desenvolvimento da cadeia produtiva da palmeira macaúba.

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, a regulamentação da Pró-Macaúba vem confirmar o reconhecimento formal da atividade pelo poder público, promovendo melhor adequação do cultivo da espécie, com foco, principalmente, na produção de biodiesel.

A coordenação da execução da política cabe à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), que tem como principais competências incentivar o plantio, a comercialização e a industrialização da macaúba e das demais palmeiras oleaginosas, estimular o beneficiamento dos produtos, coprodutos e derivados, visando a sua utilização para diversos fins, bem como incentivar a participação dos produtores rurais em projetos integrados com a agroindústria e a indústria. Compete ainda à Seapa difundir e transferir tecnologia e desenvolver ações de extensão rural, priorizando os pequenos e médios produtores rurais. Conforme o decreto, a secretaria definirá, posteriormente, o modelo de certificação a ser efetuado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Para o assessor de Florestas da Seapa, Henrique Reis, a ação confirma o compromisso do Estado com a sustentabilidade. “A regulamentação subsidia decisões da iniciativa privada, que será a protagonista do desenvolvimento da cadeia da macaúba, cabendo ao Estado criar mecanismos necessários à sua consolidação”, enfatiza o assessor.

A macaúba

Palmeira nativa distribuída por todo o Estado, a exploração da macaúba é feita atualmente de forma extrativista e produz cerca de 4,8 toneladas de óleo por hectare, número aproximadamente dez vezes maior que a soja. Além de sua importância ecológica, destaca-se pela inexistência de resíduos. Seus produtos (óleo, torta e carvão) são utilizados para fins alimentícios, cosméticos, combustíveis e outros.

A macaúba apresenta ainda diversas vantagens competitivas em relação às outras espécies, tais como a redução de riscos à erosão e a recuperação de áreas degradadas; a possibilidade de cultivos consorciados e em pequenas áreas, o que permite a participação da agricultura familiar; a demanda de mão de obra ao longo de todo ano; a não competição com a produção de alimentos, visto que pode ser introduzida nas áreas de pastagens sem concorrer com as terras destinadas à produção de alimentos etc.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-regulamenta-o-pro-macauba/

Governo Anastasia: Minas Leite faz circuito para reforçar atuação no Estado

Meta do programa neste ano é assistir a mais de 1,2 mil propriedades

Divulgação/Seapa
Programa orienta sobre boas práticas para aumentar a produção de leite, como alimentação e manejo dos animais
Programa orienta sobre boas práticas para aumentar a produção de leite, como alimentação e manejo dos animais

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) vai realizar, neste ano, 50 encontros com os pecuaristas de diversas regiões do Estado para impulsionar a adoção das boas práticas de produção e gestão nas propriedades leiteiras de agricultura familiar. O circuito faz parte das atividades do Minas Leite, programa criado pela secretaria e executado pela Emater-MG.

Até dezembro de 2012, o número de fazendas integradas ao programa, no Estado, deve subir para no mínimo 1.200, pois a meta de expansão é de 15%, diz o coordenador do Minas Leite pela secretaria, Rodrigo Puccini Venturin. Ele enfatiza a importância do circuito para a busca desse crescimento. O objetivo do programa é levar aos pecuaristas de pequenas propriedades orientações sobre gerenciamento e técnicas de baixo custo para aumento da produção e da produtividade. O programa tem um efeito multiplicador. Cada propriedade assistida se transforma numa unidade demonstrativa para outros 10 produtores vizinhos.

Nesta quinta-feira (29), será realizada a primeira das 20 reuniões agendadas para a região Leste do Estado, e o ponto de encontro será o município de Mutum. Localizado na área polarizada pela unidade regional da Emater de Ipatinga, o município já conta com sete propriedades inscritas no programa. Os proprietários dessas fazendas terão oportunidade de apresentar a sua experiência com a utilização das boas práticas de produção e gestão da atividade leiteira. Além disso, poderão agregar novos conhecimentos por meio das palestras técnicas que serão feitas pelos extensionistas da Emater.

Produção aumenta

Contando há um ano com a assistência do Minas Leite, a Fazenda Três Encruzilhadas, de Ailton Marques Pereira, destaca-se pelos resultados em Mutum. De acordo com o extensionista Tiago Tertuliano Pinel, da Emater, a produção leiteira na propriedade, de 15 hectares, alcançou no ano passado a média de 160 litros/dia, volume 26% superior ao de 2010.

“Nos períodos mais favoráveis para a produção, as ordenhas diárias somaram até 200 litros e só houve redução quando entrou a entressafra”, ressalta o extensionista. Já a média obtida pelo conjunto das propriedades leiteiras dos demais municípios vinculados à unidade da Emater em Ipatinga é 155 litros/dia”, acrescenta.

A Três Encruzilhadas conta atualmente com um plantel de 20 vacas, cinco a mais do que no ano passado, mas este não é o principal responsável pelo aumento da produção, ressalta Pinel. “A melhoria da produtividade por animal é que faz a diferença, e neste caso foram fundamentais as mudanças na alimentação e no manejo dos animais.”

Para o coordenador de Pecuária da Emater Ipatinga, Aldrin Regiane, foi muito importante a introdução de diversas práticas para a melhoria da qualidade do leite produzido na Três Encruzilhadas. Os animais são submetidos a avaliações periódicas de saúde, na parte de manejo foi introduzida a organização das ordenhas e, para melhorar a alimentação do gado, houve a inclusão de minerais e proteínas.

Aldrin observa também que a qualidade e a segurança alimentar do leite produzido na fazenda foram aumentadas por meio de práticas simples, como a limpeza dos equipamentos de ordenha e a higienização das vacas antes e depois da retirada do leite.

Fonte:

Já para a preservação ambiental e sustentabilidade do projeto houve a recuperação de áreas degradadas, e em seu lugar dos solos abandonados existem pastos. Uma área de um hectare foi reservada para a construção de 28 piquetes com madeira de eucalipto tratada, onde os animais têm acesso direto ao pasto e recebem sal e água, além de volumoso. O número de piquetes possibilita a rotatividade diária dos animais.

Força da extensão

Segundo Rodrigo Puccini Venturin, o testemunho de agricultores familiares já integrados ao Minas Leite será apresentado também nas etapas seguintes do Circuito Leste, envolvendo diversos municípios polarizados pela Emater em Guanhães e Valadares.

Para o secretário da Agricultura, Elmiro Nascimento, os resultados registrados pelo Minas Leite correspondem aos objetivos traçados pela secretaria. “Merece reconhecimento principalmente a atuação da Emater, pois seus extensionistas têm feito um bom trabalho para a qualificação gerencial e técnica das propriedades leiteiras do Estado, fatores básicos para a melhoria de renda dos agricultores familiares, que predominam nesse segmento respondendo por 45% da produção estadual”, finaliza.

Os produtores interessados em aderir ao programa devem fazer sua inscrição em uma unidade da Emater-MG.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-leite-faz-circuito-para-reforcar-atuacao-no-estado/