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Petrobras: Sérgio Gabrielli é acionado por superfaturamento

Petrolão: MP (RJ) entrou com ação civil pública contra José Sérgio Gabrielli, Renato Duque, e 6 outros gerentes e funcionários da empresa.

Ação proposta é por improbidade administrativa nas obras de ampliação do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras) e do Centro de Processamento de Dados da Petrobras.

Fonte: Folha de S.Paulo

ESCÂNDALO NA PETROBRAS

Promotoria aciona ex-presidente da estatal por superfaturamento

Ministério Público também pediu bloqueio de bens de José Sérgio Gabrielli e outros acusados

Promotores veem indício de que houve irregularidades em obras realizadas pela Andrade Gutierrez

Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com ação civil pública contra o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o ex-diretor Renato Duque, e seis outros gerentes e funcionários da empresa –entre eles, o delator da Lava Jato Pedro Barusco–, por improbidade administrativa nas obras de ampliação do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras) e do Centro de Processamento de Dados da companhia.

Os promotores responsáveis pelo caso também pediram o bloqueio de bens e a quebra de sigilos bancários e fiscais relativos aos períodos em que ocuparam os cargos.

Segundo o Ministério Público, foram analisados, nesta primeira etapa, quatro contratos firmados com a Andrade Gutierrez, para obras realizadas entre 2005 e 2010. Foi encontrado superfaturamento de R$ 31,4 milhões.

A construtora também foi denunciada. A investigação partiu de fiscalizações realizadas pelo Tribunal de Contas da União.

Reportagem da Folha publicada em outubro revelou que auditorias internas da Petrobras já haviam apontado, desde 2008, irregularidades nas contratações das obras do Cenpes.

Sob a gestão de Duque, a ampliação do Cenpes levou seis anos para ser concluída e seu orçamento saltou de R$ 1 bilhão para R$ 2,5 bilhões.

De acordo com o Ministério Público, a Andrade Gutierrez foi escolhida sem licitação para substituir outra empreiteira. A mesma empreiteira foi contratada para remoção de entulhos de forma irregular, com concorrências restritas a poucos participantes.

Um das contratações levou apenas seis dias para ser concluída. Em geral, os processos levam alguns meses. “É uma perplexidade técnica”, definiu a promotora Gláucia Santana, à frente do caso.

Segundo o Ministério Publico, no cálculo do custo da remoção de entulho, ficou comprovada irregularidades no uso de parâmetros técnicos para o cálculo do preço dos volumes removidos.

Para o Ministério Público, Gabrielli, como gestor da empresa, sonegou informações para a fiscalização do TCU.

Segundo a promotora, os problemas nasceram com a decisão da Petrobras de iniciar as licitações sem que o projeto básico tivesse sido concluído “”como tem sido detectado em todas as obras que apresentam problemas graves de superfaturamento.

Gabrielli foi presidente da Petrobras entre 2005 e 2012, quando deixou a empresa e foi substituído por Graça Foster. A Petrobras e Gabrielli não quiseram comentar.

Renato Duque disse que os contratos assinados enquanto foi executivo da empresa passaram por análise da área jurídica e seguiram os trâmites processuais. A Andrade Gutierrez nega irregularidades e diz que “os contratos com a Petrobras foram realizados dentro dos processos legais”.

Petrolão: Pelo menos 35 parlamentares estão envolvidos, diz Costa

Paulo Roberto Costa contou a dois deputados que, em seu depoimento, citou os nomes de 35 políticos que estariam envolvidos no esquema.

Corrupção na Petrobras

Fonte: O Globo

Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras participou de acareação na CPI mista

Em duas conversas em separado no final da sessão da CPI mista da Petrobras, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa contou a dois deputados que, em seu depoimento no processo de delação premiada, citou os nomes de 35 políticos que estariam envolvidos no esquema. A conversa entre Costa e os dois foi bem rápida e quando se dava o encerramento. Foi o que os dois parlamentares revelaram ao GLOBO.

O ex-diretor confirmou que os partidos envolvidos são o PMDB, PP e PT.

A um deles, Costa perguntou:

— O senhor achou que eu colaborei?

No final da sessão, o autor do requerimento da acareação, deputado Enio Bacci (PDT-RS), fez um apelo a Costa, se poderia declinar o número de políticos envolvidos.

— Não precisa citar nomes nem nada. Mas é algo acima de 10, 20, 30, 50? Não há nenhum comprometimento. O senhor poderia me dar essa alegria, Paulo Roberto? – perguntou Bacci.

Rindo e olhando para seu advogado, João Mestieri, Costa respondeu:

— O senhor não pode me deixar aqui numa situação meio constrangedora, mas algumas dezenas (de políticos envolvidos).

— Ok, senhor presidente, me sinto mais tranquilo ainda por ter contribuído — agradeceu Bacci.

Paulo Roberto Costa participou de acareação com o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Durante a sessão, Costa disse que que confirma tudo o que falou no processo de delação premiada que firmou com a Justiça. Acusado de irregularidades na estatal, ele está colaborando com as investigações, com o objetivo de ter uma redução da pena.

Ele também disse estar arrependido e que decidiu participar da delação premiada por orientação da família. Isso teria lhe trazido “sossego à alma”. Paulo Roberto disse que todas as indicações para cargos de diretoria da empresa são políticas e que está arrependido de ter assumido o posto. Afirmou ainda que as irregularidades na Petrobras acontecem no Brasil inteiro, das rodovias às hidrelétricas.

Aécio condena a declaração de Dilma sobre vazamento de depoimentos

Aécio condenou a declaração da presidente Dilma, que disse achar estarrecedora e leviana a liberação dos depoimentos de Costa e Yousseff.

Petrobras: PT e a corrupção

Fonte: O Globo

Aécio ironiza declaração de Dilma, e se diz estarrecido com o teor de depoimentos

Candidato condenou fala de petista, que afirmou estar ‘estarrecida’ com o vazamento de depoimentos sobre esquema na Petrobras

A divulgação de trechos do depoimento dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef sobre esquemas de pagamento de propinas a políticos e partidos para financiar campanhas eleitorais esquentou o debate entre os presidenciáveis no começo do segundo turno. Em pronunciamento feito à imprensa na tarde desta sexta-feira no Rio, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) condenou a declaração da presidente Dilma Rouseff (PT), que disse achar “estarrecedora” e “leviana” a liberação dos depoimentos de Costa e Yousseff sem o conteúdo completo e sem as provas.

Em entrevista coletiva antes de embarcar para Canoas, no Rio Grande do Sul, onde teve compromissos de campanha, Dilma defendeu que a investigação seja feita sem “manipulação política”.

— Acho muito estranho e muito estarrecedor que, no meio da campanha eleitoral, façam esse tipo de divulgação. Eu acredito que, para o Brasil, é muito importante que de fato a gente combata a corrupção, que a gente não deixe uma coisa se misturar com a outra; que haja de fato o interesse real, legítimo e concreto de punir corruptos e corruptores. Agora que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais e de forma incompleta, porque nós não temos acesso a todas as informações. Eu acho que a investigação deve ser feita sem manipulação política ou qualquer outro tipo de intervenção. Não acredito que a legislação no Brasil possa ser aplicada ao sabor das circunstâncias. Acredito que isso não contribui para o fortalecimento das instituições — disse a presidente.

Poucas horas depois, também em entrevista coletiva, Aécio reagiu:

— A presidente deu uma declaração de que acha estarrecedor o vazamento desses depoimentos. Eu considero estarrecedores esses depoimentos. Essa confissão de crime cometido sucessivamente é de forma contínua ao longos dos últimos doze anos. Assaltaram a maior empresa brasileira nas barbas desse governo. E não há sequer uma indignação da presidente. Ela está indignada com o vazamento, não está indignada com os depoimentos — disse o tucano.

Dilma voltou à carga durante um ato de campanha em Canoas, no qual ela classificou a utilização de informações dos depoimentos na corrida eleitoral como “golpe”.

— Agora, na véspera eleitoral, eles querem dar um golpe. Estão dando um golpe. Com esse golpe nós não vamos concordar – discursou a candidata, que acusou a PF de ter sido “aparelhada” no governo do PSDB. — Não concordamos com o uso eleitoreiro de processos de investigação que nós fizemos, que nós desenvolvemos. A Polícia Federal começou a ser um órgão de investigação a partir dos nossos governos. Quem era o diretor da Polícia Federal nos últimos quatro anos do governo do PSDB? Era aparelhado. Era um militante filiado do PSDB. Eles aparelharam a Polícia Federal, que investigou pouco, descobriu pouco, prendeu pouco e condenou muito pouco os corruptos e corruptores — completou.

Perguntado se acha que os esquemas de corrupção da Petrobras podem ter chegado a conhecimento do alto escalão da empresa, Aécio disse que, caso eleito, irá a fundo nas investigações e que todos os responsáveis serão processados e os culpados, punidos.

— As denúncias que fizemos no Congresso Nacional em relação aos desvios da Petrobrastinham como base uma série de denúncias que nos chegavam, por isso nós lutamos por umaCPI. Agora (vemos) o tesoureiro do PT, que sustenta a estrutura partidária, acusado de receber esses recursos desviados da corrupção. O que posso dizer é que, se eleito presidente da República, nós vamos a fundo nessas investigações. Nós vamos estimular todos os órgãos que já cumprem o seu dever constitucional para que as investigações possam ir no limite do que seja necessário. E absolutamente todos os responsáveis possam ser processados e os culpados exemplarmente punidos — declarou.

Sobre o programa eleitoral de rádio da candidata Dilma, veiculado nesta sexta-feira, que dizia que Fernando Henrique Cardoso acha os pobres desinformados, o tucano disse achar uma desonestidade intelectual a estratégia de morar críticas ao ex-presidente, e que Dilma tenta desagregar os brasileiros.

— Eu acho isso uma desonestidade intelectual. Se não tivesse a estabilidade da moeda, se não tivesse a Lei de Responsabilidade Fiscal, se não tivesse a privatização de setores importantes da economia, não teria havido os resultados que tiveram no governo dopresidente Lula. Acho triste, chega a ser melancólico o início desse segundo turno, onde a presidente da República ir na perversa tentativa de dividir o Brasil entre nós e eles, entre o Norte e Sudeste, entre Norte e Sul. Eu, ao contrário, quero unir o Brasil.

SEM APOIO FORMAL DE MARINA E ROMÁRIO

Durante a coletiva, Aécio Neves disse ainda que vê com enorme naturalidade a indefinição da ex-candidata à Presidência Marina Silva de declarar apoio ou não ao candidato. Marina Silva tinha sinalizado apoio ao candidato no início da semana, mas recuou. Até o momento, a ex-ministra não formalizou sua decisão.

— Percebo que há uma convergência crescente entre os companheiros nossos, os companheiros da Marina, do próprio PSB. Amanhã mesmo estarei em Pernambuco, teremos lá um ato de apoio formal do PSB regional à nossa candidatura. É com enorme emoção que recebo o apoio do grupo político de Eduardo Campos. Quanto à candidata Marina Silvaacredito que ela tomará sua decisão no momento certo, e que será por nós respeitada — afirmou.

Sobre o silêncio do candidato recém-eleito ao Senado Romário (PSB) a respeito de um eventual apoio neste segundo turnoAécio amenizou e disse acreditar estar junto com ele nos próximos dias.

— Eu tenho dito em relação a todos os apoios que todos tem o seu tempo e deve avaliar qual é o melhor caminho. Reitero que tenho muito respeito ao desempenho parlamentar doRomário, como era também admirador de seu futebol. Mas acredito que possamos estar juntos nos próximos dias — sinalizou. Mais cedo, Aécio passou o dia em seu apartamento, em Ipanema, conversando por telefone com alguns aliados.

Aécio Neves abriu a coletiva lembrando o Dia Nacional de Prevenção a Violência Contra a Mulher e anunciou que, caso eleito, criara uma rede de proteção às mulheres que sofreu ou está sob ameaça de sofrer violência, com as Casas-Lares, com os abrigos familiares e ampliando o Disque-Denúncia nos municípios.

— Nós temos que tirar das estatísticas macabras do Brasil o aumento dos crimes de violência contra a mulher.

Corrupção na Petrobras: Costa afirma ter recebido R$ 55,2 milhões de empreiteira

Ex-diretor também confessou ter recebido R$ 3,6 milhões para “não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena.

Corrupção na Petrobras

Fonte: O Globo

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Paulo Roberto Costa diz que recebeu US$ 23 milhões de empreiteira no exterior

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Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, disse ter recebido US$ 23 milhões (R$ 55,2 milhões) de uma empreiteira para facilitar contratos dessa empresa com a estatal. O ex-diretor deu a informação num dos cem depoimentos que já prestou depois de assinar o acordo de delação premiada, revelou ao GLOBO um dos investigadores da Operação Lava-Jato. O ex-diretor também confessou ter recebido US$ 1,5 milhão (R$ 3,6 milhões) para “não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, transação que resultou em prejuízos para a Petrobras.

Os US$ 23 milhões estão bloqueados em 12 contas bancárias na Suíça e deverão ser repatriados ao Brasil ao longo dos processos abertos a partir de descobertas da Lava-Jato, investigação sobre supostas fraudes dos grupos de Costa e do doleiro Alberto Youssef, entre outros acusados. Costa contou ainda que a comissão de US$ 1,5 milhão que recebeu por conta da refinaria Pasadena foi paga por um intermediário de um dos grupos envolvidos no negócio. O nome de quem pagou a propina está sendo mantido em sigilo.

STF PODE ABRIR INQUÉRITOS

A série de depoimentos de Costa começou em 29 de agosto e terminou semana passada. Ao todo, o ex-diretor prestou cem depoimentos a procuradores da força-tarefa que estão à frente das investigações. Depois de fazer um amplo painel sobre a corrupção na PetrobrasCosta foi chamado para explicar detalhes de cada uma das delações que fez em troca de redução de pena. Os depoimentos foram criptografados e enviados ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Na próxima semana, o ministro deverá decidir se abre ou não inquérito contra os parlamentares acusados pelo ex-diretor.

Costa denunciou a empreiteira ao explicar o papel que teve na intermediação de contratos dela com a Petrobras. Ele apontou os contratos onde teriam ocorrido as irregularidades e indicou como recebeu os US$ 23 milhões.

Costa revelou um detalhe que deixou os procuradores surpresos. Ele disse que recebeu os US$ 23 milhões sem a habitual ajuda do doleiro Alberto Youssef. Teria sido uma “comissão por fora”, sem que o doleiro soubesse. Ele e Youssef operavam juntos. Costa fazia a intermediação de contratos e Youssef se encarregava da movimentação do dinheiro. Mas alguns negócios de Costa eram tocados por duas filhas e dois genros.

Antes mesmo da prisão de Costa, os investigadores já tinham recebido informações sobre pagamentos da empreiteira ao ex-diretor na estatal.

Costa decidiu fazer acordo de delação premiada no final de agosto, depois que PF e Ministério Público fecharam o cerco sobre os negócios das filhas e dos genros. Ele teve receio de ver as filhas presas e resolveu abrir o jogo. A confirmação das denúncias poderá livrar Costa de futuras penas de prisão.

Petrobras é dilapidada pelo PT

Novo escândalo de corrupção envolve o pagamento de propinas a aliados do PT no Congresso e nos Estados. É o Mensalão 2.

PT crava 13 pregos no caixão da Petrobras

O mais recente caso de corrupção envolvendo o PT e a Petrobras veio coroar uma série de escândalos e exemplos de má gestão que, juntos, mostram que o partido da presidente Dilma Rousseff está dilapidando uma das maiores empresas do mundo.

Revelado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que está preso acusado de corrupção, esse novo escândalo envolve o pagamento de propinas a aliados do PT no Congresso e nos Estados. É o Mensalão 2.

Infelizmente, em seus 60 anos a Petrobras nunca sofreu tanto quanto sofre agora nas mãos do PT. O problema só será sanado quando o aparelhamento ideológico do partido na empresa tiver fim. Do contrário, o último prego não tardará muito. Abaixo, uma lista dos 13 que já foram cravados.

Mensalão 2

Empreiteiras contratadas para negócios bilionários da Petrobras eram obrigadas a pagar uma quantia gorda por fora. Esse dinheiro era lavado por doleiros e ia parar no bolso de partidos e de políticos aliados do PT e do governo Dilma. Reportagem da revista VEJA desta semana afirma que entre os citados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa estão mais de 30 parlamentares, principalmente do PT, PMDB e PP, um ministro de Dilma e três governadores aliados – ou ex-aliados do PT.

Valor reduzido a menos da metade

No final de 2007, a estatal valia R$ 509 bilhões, acima de gigantes como a Microsoft. Atualmente, está avaliada em R$ 183 bilhões. Quem aplica em algum fundo de ações da empresa sente isso no bolso. Os papéis, que chegaram a ter alta de 1.200% no passado, hoje estão derretendo.

Refinaria de Pasadena

Pasadena é uma refinaria no Texas que foi comprada pela Petrobras por um preço total de US$ 1,2 bilhão, valor quase 30 vezes maior que o preço original. Quando o negócio foi feito, o presidente era o Lula. Dilma era ministra-chefe da Casa Civil e comandava o conselho de administração da Petrobras. Em julho deste ano, o Tribunal de Contas da União condenou 11 diretores da Petrobras a devolver US$ 792 milhões pela compra da refinaria de Pasadena.

Refinaria Abreu Lima

refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, deveria estar pronta desde 2010, mas a obra está atrasada. Ela viu seu custo saltar de R$ 4 bilhões para R$ 35,8 bilhões, tornando-se a refinaria mais cara do mundo em todos os tempos. Com o sobrepreço de R$ 31,8 bilhões daria para construir 34 mil escolas.

Dívidas

Petrobras se tornou a companhia não financeira mais endividada do mundo. A dívida da empresa chegou a R$ 250 bilhões no terceiro trimestre de 2013.

Prejuízos

O lucro do ano passado foi o terceiro pior desde 2006. E os prejuízos se acumulam. Só o setor responsável pelo abastecimento interno de combustíveis ficou no vermelho em R$ 18 bilhões em 2013.

Inauguração antes da hora

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a plataforma P-62 saiu em dezembro de 2013 do estaleiro em Pernambuco para ser inaugurada incompleta pela presidente Dilma, com o objetivo de salvar a balança comercial brasileira de um déficit no ano. Houve prejuízo para a estatal e risco para os trabalhadores.

Produção em queda

Na época do governo Fernando Henrique, a produção da Petrobras aumentava em média 10% ao ano. Com Lula no comando, o crescimento foi de apenas 3,7% por ano. E agora, com Dilma, a produção está em queda. Fica 1,2% menor a cada ano. Em 60 anos, a produção da Petrobras só caiu de um ano para outro em quatro ocasiões: uma com Collor, uma com Lula e duas com Dilma – a atual presidente é responsável pela primeira queda em dois anos consecutivos da história da empresa.

Adeus, autossuficiência

A propalada autossuficiência do país em petróleo, anunciada por Lula em 2006, jamais virou realidade. Muito pelo contrário: hoje o país importa e consome combustíveis fósseis como nunca antes na história deste país. No ano passado, precisamos comprar de outros países 400 mil barris por dia. Em 2009 nem sequer importávamos gasolina. Desde então, a compra de combustível do exterior só aumentou e hoje representa 13% do consumo interno.

Refino minguado

O Brasil está consumindo cerca de 40% a mais de petróleo do que há dez anos, mas a capacidade de refino avançou só 4,5% nesse período.

Déficit comercial

No ano passado, o déficit da empresa foi gigantesco: US$ 25,8 bilhões, com alta de 158% em relação a 2012. A estatal importou US$ 39,6 bilhões. As exportações, por sua vez, caíram 37,37% em relação a 2012 e somaram somente R$ 13,8 bilhões. A Petrobras respondeu sozinha por 16% das compras externas realizadas pelo país.

Regime errado

marco regulatório implantado por Fernando Henrique em 1997 (regime de concessão) multiplicou por dez a capacidade de investimento da Petrobras e mais que dobrou a produção brasileira de petróleo. Mas o PT trocou este modelo vitorioso pelo de partilha, com forte viés ideológico e excessiva ingerência do Estado nas atividades. O único leilão realizado até agora sob o novo marco legal teve apenas um concorrente e nenhum ágio.

E sobrou até para o etanol

política de preços que Dilma implantou nos combustíveis acabou com um dos setores mais promissores do Brasil, o do etanol. Em dois anos, o consumo de álcool caiu 35%. Quarenta usinas já fecharam as portas. O país que tinha tudo para ser a maior potência produtora de energia limpa e renovável do planeta hoje compra álcool até dos EUA.

PSDB de Minas vai mostrar o escândalo do ‘mensalão 2’ na TV

O PSDB de Minas Gerais vai explorar na propaganda da TV o caso Petrobras, que o partido tem chamado de “mensalão 2″.

Eleições 2014

Fonte: O Tempo

PSDB de Minas vai usar na TV caso Petrobras contra o PT

A inclusão da delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa no programa eleitoral foi anunciada nesta segunda-feira (8) pelo próprio candidato a governador

DA REDAÇÃO

O PSDB de Minas Gerais vai explorar na propaganda da TV o caso Petrobras, que o partido tem chamado de “mensalão 2″. A intenção é desgastar o PT o tanto quanto for possível para tentar mudar o panorama da disputa.

A inclusão da delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa no programa eleitoral foi anunciada nesta segunda-feira (8) pelo próprio candidato a governador, o tucanoPimenta da Veiga, que está atrás do seu principal concorrente nas pesquisas, o petistaFernando Pimentel.

“Nós vamos ajudar o mineiro a refletir sobre os fatos. Isso que aconteceu na Petrobras, eu não me lembro de ter visto até hoje uma corrupção mais escandalosa, mais escabrosa do que essa”, disse Pimenta.

A colocação desse tema na campanha é parte de uma ofensiva do PSDB contra o PT.Pimenta disse que os programas vão conter as propostas de governo dos tucanos, mas haverá também o que ele chama de “ação política na campanha”.

A campanha de Pimenta diz que já nesta semana essa ofensiva deverá chegar à propaganda eleitoral na TV. No site da campanha, a exploração do assunto já começou.

Logo que o site é acessado, aparece uma tela na qual é feito um pedido de desculpas pelo “incômodo”, mas que é para que as “mentiras” não prevaleçam.

Em duas imagens, vem o ataque: “O PT de Pimentel nega a existência do mensalão”; “a verdade: o Supremo Tribunal Federal manda prender os petistas amigos de Pimentel, e agora a revista ‘Veja’ denuncia o mensalão 2“.

Em Minas, segundo levantamento do Datafolha da semana passada, Pimentel tem 32%, ePimenta, 24%. Antes da propaganda, o petista tinha 29%, e o tucano, 16%.

REAÇÃO

A reação do PT começou não com o candidato petista, mas com o presidente estadual da legenda, o deputado federal Odair Cunha.

Em nota, o PT abordou a delação atacando o PP, partido aliado nacionalmente ao PT envolvido no novo escândalo. É que em Minas o PP sempre foi aliado do PSDB, que segue as orientações do presidenciável Aécio Neves.

Os petistas lembram que o governador do Estado, Alberto Pinto Coelho, e o deputado estadual Dinis Pinheiro, vice de Pimenta, são os “expoentes” do PP-MG.

O PT também citou o mensalão tucano (desvio de recursos públicos na campanha eleitoral doPSDB-MG de 1998), dizendo que nunca ouviu Pimenta defender o julgamento, e citou ainda a investigação que e Polícia Federal faz sobre o candidato tucano a governador por envolvimento passado dele com o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.

A nota critica ainda Aécio, que tem atacado o PT após as notícias da delação.

“A meia indignação sugere o tucano no papel de lobo em pele de cordeiro, o que não condiz com a atuação republicana que se espera de um senador da República e de quem deseja ser presidente do país”, afirma o texto.

Sobre a nota do PT reagindo aos ataques tucanos, Pimenta disse: “Nós não tememos nada quanto a qualquer investigação. É evidente que o PT agora vai começar a nos agredir porque isso é característico do PT, mas essa investigação na Petrobras tem que ir a fundo. O que nós queremos é isso”.

O CASO

No último final de semana, a revista “Veja” publicou que o ex-diretor da Petrobras afirmou, em depoimento, que 12 políticos estiveram envolvidos em esquema de corrupção na estatal.

Costa citou Sérgio Cabral (ex-governador do Rio), Roseana Sarney (governadora do Maranhão), João Vaccari (tesoureiro nacional do PT), Henrique Alves (presidente da Câmara), Renan Calheiros (presidente do Senado), Edison Lobão (ministro de Minas e Energia), Mário Negromonte (ex-ministro das Cidades de Dilma), os senadores Ciro Nogueira e Romero Jucá, e os deputados Cândido Vaccarezza e João Pizzolatti, além do ex-candidato à PresidênciaEduardo Campos, morto em 13 de agosto, também foi citado como beneficiário.

Aécio diz que escândalo envolvendo Petrobras é mensalão 2

Aécio disse que atual administração é um “governo de descompromisso com a ética” e que “Petrobras se transformou numa organização criminosa”.

Petrobras e a gestão deficiente

Fonte: Estado de Minas 

Aécio diz que Petrobras virou ‘organização criminosa’

Aécio comentou a delação, pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, de suposta propina para políticos

Presidente Prudente e São Paulo, 06 – O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) afirmou neste sábado (6), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo que a atual administração federal é um “governo de mediocridade e descompromisso com a ética” e que a “Petrobras se transformou numa organização criminosa”.

Aécio comentou a delação, pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, de suposta propina para políticos. Em depoimento ao Ministério Público (MPF) e à Polícia Federal (PF), Costa citou o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo o ex-diretor da Petrobras, parlamentares receberiam 3% sobre contratos da estatal.

Aécio defendeu a investigação “aprofundada” das denúncias e a punição “exemplar” aos responsáveis. “Não podemos agora tapar o sol com a peneira.” Conforme o candidato do PSDB a presidente, “o Brasil acordou perplexo hoje com a gravidade das denúncias em relação à Petrobras“. “Na verdade, estamos frente ao mensalão 2. Dinheiro público sendo utilizado para sustentar um projeto de poder”, afirmou.

De acordo com Aécio, poucas vezes na história do Brasil se assistiu a “tanta desfaçatez”. Ele disse ainda que, no processo de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado e da CPI Mista do Congresso sobre a estatal, o que a oposição queria era que todas as denúncias fossem investigadas “em profundidade”.

“Agora, com as denúncias do ex-diretor da Petrobras, estamos frente a um acinte, a algo absolutamente vergonhoso”, disse. “Só existe um instrumento à disposição para limparmos definitivamente a vida pública do País, desse tipo de atitude, que é o voto”, declarou. Na análise do candidato do PSDB, “é muito importante que essas investigações sejam aprofundadas, que os responsáveis por esses desvios sejam punidos, mas o fato concreto é que, durante todos os últimos nove anos, o mensalão continuou a existir nesse governo”.

“A atual presidente da República controlou com mão de ferro essa empresa ao longo de todos os últimos 12 anos, como ministra de Minas e Energia e presidente do seu conselho (da Petrobras), depois como ministra-chefe da Casa Civil e ainda presidente do conselho, e depois como presidente da República”, prosseguiu.

“Não se trata de um malfeito isolado de alguém que involuntariamente ou solitariamente resolveu fazer ali um ato, cometeu uma irregularidade. É um processo contínuo, orquestrado, organizado. E ao que me parece, sob as bênçãos do governo do PT“, julgou.

O candidato prometeu ainda que fará uma gestão que “fortalecerá” e “resgatará” as cidades. Aécio garantiu ter compromisso com o agronegócio e o crescimento da economia.

Aécio visitou a Associação Prudentina de Esportes Atléticos (Apea). Ele estava acompanhado do candidato a vice-presidente Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), do governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, do prefeito de Presidente Prudente, Milton Carlos de Mello (PTB), além de candidatos a deputado.

Eles participaram de um encontro regional de apoio a Aécio, que reuniu cerca de 400 correligionários. O primeiro a discursar foi o presidente da União dos Municípios do Pontal do Paranapanema (Unipontal), Marco Rocha. Ele disse que “o País está na iminência de entrar numa crise, crise construída por gente sem ética”, atribuindo a responsabilidade ao governo federal.

Aloysio Nunes Ferreira falou sobre a situação econômica do País. Na análise ele, a economia está parada e a inflação, alta. Ele também comentou o suposto esquema de propina na Petrobras. Disse que “o mensalão tem no DNA a marca do PT ” e que “a Petrobras se transformou num bordel”.

Já Alckmin falou sobre o apoio que pretende dar, se eleito, à agricultura familiar. De manhã, Alckmin visitou o Assentamento Primavera, em Presidente Venceslau. Ele disse que fará a regularização fundiária de propriedades de até 450 hectares. Também se referiu às denúncias sobre a Petrobras e disse que vê a estatal “ser assaltada”.