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Gestão Antonio Anastasia: concurso de qualidade do café em Minas deve avaliar 2 mil amostras

Meta é aumentar em 20% o volume de avaliações do produto em relação ao ano passado

O café lidera as exportações do agronegócio mineiro
O café lidera as exportações do agronegócio mineiro

A meta do 9º Concurso de Qualidade de Cafés de Minas Gerais é aumentar em 20% o volume de avaliações de amostras do produto em relação ao registrado na competição do ano passado. “Vamos trabalhar para a coleta de pelo menos 2 mil amostras nas propriedades das quatro grandes regiões produtoras de café do Estado – Cerrado, Chapadas de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas”, informou o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, ao anunciar em Belo Horizonte a realização do evento.

Ele explicou que “a nova marca é possível, porque os cafeicultores estão estimulados a participar da iniciativa, tendo por base as melhorias agregadas à atividade por intermédio das boas práticas de produção introduzidas nas propriedades que aderem ao concurso”.

De acordo com o programa apresentado na reunião, as amostras de café, exclusivamente Arábica e produzido no ano safra 2011, poderão ser entregues nas unidades da Emater-MG até 20 de setembro. As análises serão feitas no período de 23 de setembro a 30 de novembro, e os trabalhos devem terminar no final da primeira semana de dezembro, sendo possível, a partir dessa data, marcar a solenidade de encerramento do concurso e leilão dos cafés premiados.

Segundo o coordenador do 9º Concurso de Qualidade de Cafés de Minas, Marcos Fabri Júnior, da Emater, o governo premia os finalistas da competição com um certificado e o diploma de classificação para o primeiro, segundo e terceiro colocados nas categorias café natural e cereja descascado, despolpado, desmucilado.

Além disso, assim como nas edições anteriores do concurso, todos os participantes receberão, no final da competição, um laudo de seus respectivos cafés com o resultado da análise sensorial, com notas de zero a cem, dentro das normas da Associação Brasileira de Cafés Especiais. “Assim, os cafeicultores poderão melhorar seu produto, ajustando-o às exigências do mercado, com a assistência dos técnicos da Emater”, assinala.

Fabri Júnior diz que Minas Gerais é o único Estado dotado de um programa oficial para dar suporte aos produtores de café por meio de uma iniciativa dessa natureza. “Para isso, o governo estadual conta com a participação de parceiros privados, como as entidades dos produtores, cooperativas, universidades, centros de pesquisa e outros”, ressalta.

Efeitos da competição

O coordenador ainda observa que o concurso tem contribuído para o reconhecimento da qualidade do café de Minas Gerais em todos os eventos nacionais. “Mas o objetivo principal é estimular o cultivo do café, em todas as propriedades do Estado, com o suporte tecnológico e de acordo com as normas de sustentabilidade, a fim de que o produto alcance mais facilmente um alto índice de competitividade nos mercados interno e externo. Isso significa, sobretudo, a garantia de aumento da receita para o produtor mineiro”, acrescenta.

Para o assessor especial do Café da Secretaria da Agricultura, Níwton Castro Morais, o 9º Concurso de Qualidade dos Cafés deve possibilitar especialmente a avaliação das iniciativas para a produção sustentável nas fazendas incluídas no programa Certifica Minas Café do governo estadual. Executado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Emater, vinculadas à Secretaria da Agricultura, esse programa cresceu 19% no ano passado, alcançando 1.438 propriedades. De acordo com o assessor, a meta para 2012 é um crescimento da ordem de 13% no volume de adesões ao Certifica Minas Café.

Outra área que se beneficia do concurso é a capacitação dos provadores para o trabalho com cafés especiais. Além disso, as cooperativas também poderão ampliar sua participação, reforçando as ações extensionistas para a melhoria do produto.

“Toda a cadeia do café pode evoluir com a realização do Concurso Estadual de Qualidade de Cafés de Minas Gerais”, acrescenta Moraes. A produção de café, no Estado, envolve mais de 104 mil estabelecimentos rurais e influi diretamente na economia de 75% dos municípios. Para 2012 está prevista uma safra recorde do produto no Estado, segundo dados Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A colheita deve somar entre 25,5 e 27,1 milhões de sacas (60 kg), números superiores aos recordes de 2002 e 2010, quando o Estado produziu 25,1 milhões de sacas. Pelas estimativas, a safra mineira de café deverá corresponder a 52% da nacional.

O aumento da produção mineira de café, em relação a 2011, deve ficar entre 15,2% e 22,3%, resultado que pode ser atribuído à melhoria dos tratos culturais nas lavouras e ao estágio positivo na bienalidade da cultura. Em 2011, período negativo na bienalidade, foram colhidas no Estado 22,3 milhões de sacas,  volume equivalente a mais de 50% da produção nacional.

Já o Valor Bruto da Produção (VBP) de café para 2012 em Minas, segundo estimativa do Ministério da Agricultura, alcança R$ 12 bilhões, uma variação positiva de 7,7% diante da cifra registrada no ano passado.

O café lidera as exportações do agronegócio mineiro e ocupa o segundo lugar na pauta, atrás do minério de ferro. Em 2011, o valor obtido com a comercialização do produto no mercado externo foi recorde: US$ 5,8 bilhões, cifra 41,6% superior à registrada em 2010. Já no primeiro bimestre deste ano, as exportações de café por Minas Gerais somaram US$ 770 mil.

União de forças

A Secretaria da Agricultura de Minas realiza o 9º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais – por meio da Emater-MG – em conjunto com a Universidade Federal de Lavras (Ufla). São também parceiros na iniciativa: Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), Federação de Agricultura (Faemg), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaemg), Centro de Excelência do Café, Polo de Excelência do Café, e Instituto Federal de Ensino e Tecnologia de Machado.

As principais etapas do 9º Concurso de Qualidade de Cafés de Minas Gerais serão apresentadas pela internet. Os interessados devem ficar atentos ao site da Emater (www.emater.mg.gov.br), que indicará o acesso ao link específico nas datas programadas para a realização dos trabalhos. Mais informações sobre o concurso na Emater de Lavras: (35) 3821-0010.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/concurso-de-qualidade-do-cafe-em-minas-deve-avaliar-2-mil-amostras/

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Antonio Anastasia envia à Assembleia projeto de lei que cria o Fundo Estadual do Café

 

BELO HORIZONTE (16/12/11) – O governador Antonio Anastasia entregou, nesta sexta-feira (16), no Palácio Tiradentes, os prêmios aos primeiros colocados do 8º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. Durante a solenidade, Anastasia assinou mensagem encaminhando à Assembleia Legislativa do Estado projeto de lei que institui o Fundo Estadual do Café (Fecafé), com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social, a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva do café. O fundo contará com recursos do Orçamento do Estado, a serem disponibilizados por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

“Nós vamos alocar um valor anual de cerca de R$ 100 milhões, que pode ser desdobrado em dois anos. É um fundo permanente. O grande objetivo é exatamente sustentar as atividades do café. Quando o café está bem, nós percebemos que há todo um circuito de prosperidade no interior. A renda, o dinheiro corre no interior do Estado. Aí o comércio responde melhor e a indústria também. Por isso a importância do café, presente em mais de 600 municípios de Minas Gerais”, disse Anastasia em entrevista coletiva.

A criação do Fecafé e a realização do concurso fazem parte das ações do Governo de Minas para consolidar a cafeicultura familiar, dar visibilidade aos cafés de qualidade do Estado, capacitar provadores de café e fortalecer a assistência técnica aos produtores. Dentre as ações a serem desenvolvidas com recursos do fundo destacam-se a subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, para apoiar os agricultores diante de intempéries, e o georreferenciamento do parque cafeeiro, que permitirá o mapeamento da diversidade de cafés produzidos no Estado.

“O café para nós, em Minas Gerais, além do seu valor econômico, além do seu valor social, na medida em que emprega milhares e milhares de pessoas e democratiza a renda por todo o nosso Estado, está de modo indelével preso à nossa trajetória, ao nosso código genético, à história de Minas Gerais. Por isso mesmo, quando falamos que o café é o nosso ouro verde é muito mais do que simbologia”, destacou o governador.

Concurso

Nesta edição do Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais foram inscritas 1.637 amostras das quatro regiões cafeeiras do Estado: Cerrado, Chapadas de Minas, Matas de Minas e Sul. O número é 59,5% superior ao da última edição do concurso. A seleção foi feita em duas categorias: “café natural” e “café cereja descascado ou desmucilado”. Este é o maior concurso de qualidade do café do Estado em número de amostras.

“O café é fundamental para a economia de Minas. Um quarto do café do mundo inteiro de todo o planeta Terra é feito aqui no nosso Estado. Isso significa que nós temos uma grande responsabilidade não só pela quantidade, que por sim só já é avassaladora, mas muito mais, e aí o nosso esforço, pela qualidade desse café, pelo seu valor agregado. Por isso, no momento em que certificamos as propriedades, no momento em que conferimos aqui a premiação àqueles produtores que deram um passo além, nós estamos aplaudindo, reconhecendo o mérito, o denodo, o esforço, o empenho de cada qual, mas dizendo a toda Minas e ao Brasil: aqui se produz muito café, mas, mais do que nunca, se produz café de excelente qualidade, rico, saboroso, aromático e com todas as boas características”, afirmou Anastasia.

Foram classificadas 106 amostras para a final do concurso – 48 na categoria “natural” e 58 na categoria “cereja descascado ou desmucilado”. Desse total, foram escolhidos os três melhores cafés de cada categoria e em cada região.

Durante a solenidade foram entregues certificados, troféus e prêmios (moto 0km, TV de LED e equipamentos para colheita do café) aos participantes. O reitor da Universidade Federal de Lavras, professor Antônio Nazareno Guimarães, o reitor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, professor Sérgio Pedini, e o presidente da Emater, Maurílio Soares Guimarães, entregaram placas de homenagens a oito parceiros da qualidade dos cafés de Minas Gerais: Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fameg), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Basf, Café Brasil, Carmo Coffees, Fertilizantes Heringer e Syngenta.

Também participaram da solenidade o vice-governador Alberto Pinto Coelho, os secretários de Estado Danilo de Castro (Governo), Maria Coeli (Casa Civil), Carlos Melles (Transportes e Obras Públicas) e Carlos Pimenta (Trabalho e Emprego) e o secretário-geral da Governadoria, Gustavo Magalhães.

Produção

Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. O Estado responde por 50,2% da safra nacional. A produção mineira neste ano deve alcançar 22,1 milhões de sacas, espalhada por 604 municípios, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É o segundo produto da pauta de exportação do Estado, depois do minério de ferro. É vendido para mais de 60 países em todo o mundo. Os principais destinos do café de Minas, atualmente são Alemanha (23,4%), Estados Unidos (21,1%), Itália (10,1%), Japão (9,4%) e Bélgica (8,3%). Entre janeiro e novembro de 2011, a receita das exportações mineiras de café alcançou US$ 5,2 bilhões, cifra 44,9% superior à registrada em idêntico período de 2010.

Categoria Natural

Sul de Minas

1º lugar – Antônio Mello Canato (Carmo de Minas)

 Cerrado Mineiro

1º lugar – Acácio José Dianin (Monte Carmelo)

Matas de Minas

1º lugar – Thamires Rodrigues Ferreira (Manhumirim)

 

Categoria Cereja Descascado

Sul de Minas

1º lugar – José Wagner Ribeiro Junqueira (Carmo de Minas)

Cerrado Mineiro

1º lugar – Amélia Ferracioli Delarisse (Patrocínio)

Matas de Minas

1º lugar – José Rocha (Manhuaçu)

Chapada de Minas

1º lugar – Cláudio Esteves Gutierrez (Água Boa)

Fonte: Agência Minas