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Mentiras de Pimentel: Governador recebe vaias em Ouro Preto

Grande parte dos manifestantes pedia melhorias para a Educação, refletindo a insatisfação da categoria com as mentiras de Pimentel.

Pimentel ironizou os manifestantes

Fonte: Hoje em Dia

Governador de Minas, Fernando Pimentel, é vaiado em Ouro Preto

Fernando Pimentel (PT) enfrentou saia justa na entrega da medalha da Inconfidência, em Ouro Preto. Foto: Eugênio Moraes/Hoje em Dia

Vaiado em Ouro Preto, Pimentel critica injustiça

Em seu primeiro grande evento público, o governador Fernando Pimentel (PT) enfrentou saia justa na entrega da medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, na manhã dessa terça (21), e optou por um discurso político, que teve como foco a condenação de “injustiças” e “acusações infundadas”. Manifestantes receberam o petista entoando gritos de “traidor”.

A maior parte deles estava vestida de preto, com camisas com os dizeres “Luto pela Educação”, com o emblema da Central Única dos Trabalhadores (CUT), aliada histórica dos petistas. Grande parte dos manifestantes pedia melhorias para a Educação, refletindo a insatisfação da categoria com o novo governo.

Sob o sol forte, cerca de 5 mil pessoas, segundo a Política Militar, compareceram à praça Tiradentes, na antiga capital mineira. Ao contrário dos anos anteriores, o cordão de isolamento permitiu que as pessoas chegassem no centro da praça, local em que os agraciados receberam as homenagens.

Na tentativa de abafar os gritos dos manifestantes, a organização do evento não realizou o momento de silêncio, que seria comandado por um corneteiro da Polícia Militar.

Ao discursar, o governador criticou os manifestantes. “Que alegria ouvir as vozes da democracia ecoando em Ouro Preto, as vozes da liberdade, ainda que usem, às vezes, palavras equivocadas. São vozes democráticas”.

Para o secretário de Governo, Odair Cunha (PT), que recebeu a Grande Medalha, as manifestações foram injustas. “No que diz respeito à pauta de reivindicações (dos professores), existe uma mesa de negociações aberta. Há diálogo aberto com a categoria. Haverá uma assembleia dia 29 de abril. É uma precipitação, uma deselegância”, afirmou.

Político

O governador optou por um discurso político em um evento em que um dos homenageados foi o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. Em Belo Horizonte, manifestantes lembraram do voto do ministro, no caso do “mensalão”, em que posicionou-se favorável à absolvição de José Dirceu.

O governador lembrou a trajetória de Tiradentes, destacando a injustiça sofrida pelo alferes. Tiradentes se tornou símbolo da luta pela liberdade.

“A história desse homem nos ensina que quanto mais seletiva for a punição, mais coletiva será a impunidade. A conveniência política, momentânea, apaixonada, desequilibrada, viciada pelos impulsos mesquinhos, não patrocina a justiça. Ao contrário, a conveniência política é irmã do arbítrio e a mãe da injustiça”, disse.

Em outro trecho, reforçou que “as acusações, quando a serviço de estratagemas, morrem. Os acusados morrem. Mas a injustiça contra as vítimas da acusação infundada, essa é eterna, incontornável, irreparável e, sobretudo, imperdoável”.

Durante entrevista, Pimentel foi irônico ao ser questionado se o discurso foi uma referência ao momento político por que passa o país, com protestos contra a presidente Dilma Rousseff (PT). “Eu falei aqui de Tiradentes. Não sei se você sabe que 21 de abril é a data nacional que nós comemoramos o mártir. Eu lembrei o julgamento de Tiradentes e que nós devemos ter em mente que contra ele se praticou uma enorme injustiça, que só o tempo pôde corrigir”.

“Nós temos sempre que ouvir a voz das pessoas” Fernando Pimentel

Homenageado pelo governador, líder do MST chama ministro da Fazenda de ‘infiltrado’

Após receber do governador Fernando Pimentel (PT) a medalha da Inconfidência, o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, criticou a presidente Dilma Rousseff (PT) e chamou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de “infiltrado”.

“O governo Pimentel eu acho que está acertando, até porque ele é uma grande surpresa depois de oito anos do tucanato aqui nesse Estado. E a tia Dilma é que está errando muito. Errou ao montar o governo. Errou ao escolher o ministro da Fazenda (Joaquim Levy) que, pra nós, é um infiltrado dos bancos. Está errando nessa política de ajuste neoliberal. Nós compreendemos que o país passa por uma crise econômica. Porém, essa crise econômica pode ter outras saídas, que não seja penalizar os trabalhadores”, afirmou.

Apesar de criticar Dilma, ele afirmou que é contra a retirada dela do poder. “Todo mundo tem o direito de se manifestar. Agora, a direita não tem o direito de pedir golpe nas ruas”, disse.

Questionamento

O deputado estadual Gustavo Corrêa (DEM), líder da oposição, solicitará ao governador o rol de serviços prestados por Stédile a Minas Gerais que justificariam a medalha. Corrêa afirmou que, com a homenagem a Stédile, “o governador mineiro mancha a história daqueles que realmente fizeram jus a esta homenagem”.

O governo de Minas afirmou que os homenageados são escolhidos por um conselho formado por representantes de entidades civis, professores, pesquisadores, historiadores, juristas e representantes dos três poderes “com plena independência de atuação”.

Em Belo Horizonte, manifestantes levaram corda vermelha amarrada ao pescoço

Na Praça Tiradentes, em Belo Horizonte, 120 pessoas se reuniram em protesto contra o PT, a presidente Dilma Rousseff e o governador Fernando Pimentel. Vestidos de branco, eles levaram cordas vermelhas ao pescoço, para demonstrar, segundo os manifestantes, como “o partido deixou o Brasil com um nó na garganta”. Eles simularam a entrega da medalha da Inconfidência ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela operação “Lava Jato”.

O ato expressou a contrariedade com os homenageados na cerimônia em Ouro Preto, entre eles o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e o presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. “A honraria concedida ao líder do MST, que incita a violência e já invadiu propriedades privadas, é a maior ofensa. Mas também estamos insatisfeitos com a homenagem ao Lewandowski, que já protegeu o José Dirceu”, disse Flávia Figueiredo, referindo-se ao voto do ministro no processo do “mensalão”.

Deputados do PT pedem investigação contra Aécio por lista fraudada de Furnas

Gravações feitas pela Polícia Federal chegaram a flagrar o deputado petista Rogério Correia negociando com o falsário Nilton Monteiro a confecção da Lista Fraudada de Furnas.

Denúncia do MP de Minas já tinha identificado como age o estelionatário que falsificou a Lista de Furnas envolvendo políticos tucanos e mostrou uma série de golpes contra empresários e espólios milionários

Alegação dos parlamentares petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef na Lava Jato reforçam indícios de participação de Aécio no desvio de recursos na estatal

Fonte: Jogo do Poder O Estado de Minas

Lista fraudada de Furnas: PT cria factóide e pede investigação contra Aécio

Deputados do PT criam ‘factóide’ contra Aécio Neves em investigação da lista fraudada de Furnas produzida por um estelionatário já conhecido da Justiça. Foto: Antonio Cruz/ABr

Lista de Furnas: MP comprova falsidade de documentos

Lista fraudada de Furnas: estelionatário Nilton Monteiro tinha apoio de Marco Aurélio Flores Carone, editor do jornal eletrônico “Novo Jornal”.

Com a chegada do ano eleitoral no final de 2014, políticos de diversas colorações partidárias se transformam no alvo preferencial daquele que o Ministério Público de Minas Gerais define como o “Midas da falsificação”. Trata-se de Nilton Antônio Monteiro, um antigo conhecido das delegacias de estelionato que costuma trafegar com enorme desenvoltura no eixo Minas-Rio-Brasília e que nos últimos 13 anos teria, segundo o promotor André Luiz Garcia de Pinho, movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão com seus golpes e achaques.

Leia mais http://www.jogodopoder.com/blog/politica/lista-de-furnas-mp-comprova-falsidade-de-documentos/

PT em desespero – Lista de Furnas pode respingar em Lula, partido tenta desqualificar laudo de perito americano

Desesperado, PT mente sobre perícia na Lista de Furnas

Maior especialista do mundo em fraude de documentos, Larry F. Stewart nunca mentiu sobre perícias. Não se pode dizer o mesmo do PT, que…

Leia mais: http://www.jogodopoder.com/blog/politica/pt-em-desespero-lista-de-furnas-pode-respingar-em-lula-partido-tenta-desqualificar-laudo-de-perito-americano/

Mais detalhes

Deputados pedem a Janot investigação contra Aécio por “lista de Furnas

Fonte: Estado de Minas

Os deputados federais Adelmo Leão e Pedro João, do PT de Minas Gerais, e o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República pedindo que seja aberta investigação para apurar a eventual participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na chamada “lista de Furnas”.

A alegação dos petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato reforçam indícios de uma suposta participação de Aécio no desvio de recursos em contratos de Furnas. As descobertas tornadas públicas com a Lava Jato, escrevem os deputados, indicam a necessidade de a PGR “aprofundar as investigações” sobre o caso.

“Veja-se, Senhor Procurador-Geral da República, que muito embora Vossa Excelência já tenha feito algum juízo de valor em relação à possibilidade de abertura de inquérito sobre determinadas pessoas mencionadas nas colaborações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato, notadamente em relação ao atual Senador Aécio Neves, é imprescindível que novas investigações sejam entabuladas e aprofundadas acerca dos vultosos desvios de recursos públicos em ambas as empresas (Cemig e Furnas) no período de 1994 a 2002″, escrevem os parlamentares.

Ao encaminhar os pedidos de investigação de parlamentares ao Supremo Tribunal Federal (STF), no início do mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento da citação a Aécio Neves. Janot não viu elementos suficientes para abertura de inquérito contra o senador e presidente nacional do PSDB.

Além de alegar que os fatos eram diversos dos investigados na Lava Jato – que apura esquema de corrupção na Petrobras -, Janot apontou na ocasião que as afirmativas de Youssef são “muito vagas” e fundamentadas no que ouviu por intermédio de terceiros.

Informações complementares sobre a montagem da fraude da Lista de Furnas

Petrobras: Sérgio Gabrielli é acionado por superfaturamento

Petrolão: MP (RJ) entrou com ação civil pública contra José Sérgio Gabrielli, Renato Duque, e 6 outros gerentes e funcionários da empresa.

Ação proposta é por improbidade administrativa nas obras de ampliação do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras) e do Centro de Processamento de Dados da Petrobras.

Fonte: Folha de S.Paulo

ESCÂNDALO NA PETROBRAS

Promotoria aciona ex-presidente da estatal por superfaturamento

Ministério Público também pediu bloqueio de bens de José Sérgio Gabrielli e outros acusados

Promotores veem indício de que houve irregularidades em obras realizadas pela Andrade Gutierrez

Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com ação civil pública contra o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o ex-diretor Renato Duque, e seis outros gerentes e funcionários da empresa –entre eles, o delator da Lava Jato Pedro Barusco–, por improbidade administrativa nas obras de ampliação do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras) e do Centro de Processamento de Dados da companhia.

Os promotores responsáveis pelo caso também pediram o bloqueio de bens e a quebra de sigilos bancários e fiscais relativos aos períodos em que ocuparam os cargos.

Segundo o Ministério Público, foram analisados, nesta primeira etapa, quatro contratos firmados com a Andrade Gutierrez, para obras realizadas entre 2005 e 2010. Foi encontrado superfaturamento de R$ 31,4 milhões.

A construtora também foi denunciada. A investigação partiu de fiscalizações realizadas pelo Tribunal de Contas da União.

Reportagem da Folha publicada em outubro revelou que auditorias internas da Petrobras já haviam apontado, desde 2008, irregularidades nas contratações das obras do Cenpes.

Sob a gestão de Duque, a ampliação do Cenpes levou seis anos para ser concluída e seu orçamento saltou de R$ 1 bilhão para R$ 2,5 bilhões.

De acordo com o Ministério Público, a Andrade Gutierrez foi escolhida sem licitação para substituir outra empreiteira. A mesma empreiteira foi contratada para remoção de entulhos de forma irregular, com concorrências restritas a poucos participantes.

Um das contratações levou apenas seis dias para ser concluída. Em geral, os processos levam alguns meses. “É uma perplexidade técnica”, definiu a promotora Gláucia Santana, à frente do caso.

Segundo o Ministério Publico, no cálculo do custo da remoção de entulho, ficou comprovada irregularidades no uso de parâmetros técnicos para o cálculo do preço dos volumes removidos.

Para o Ministério Público, Gabrielli, como gestor da empresa, sonegou informações para a fiscalização do TCU.

Segundo a promotora, os problemas nasceram com a decisão da Petrobras de iniciar as licitações sem que o projeto básico tivesse sido concluído “”como tem sido detectado em todas as obras que apresentam problemas graves de superfaturamento.

Gabrielli foi presidente da Petrobras entre 2005 e 2012, quando deixou a empresa e foi substituído por Graça Foster. A Petrobras e Gabrielli não quiseram comentar.

Renato Duque disse que os contratos assinados enquanto foi executivo da empresa passaram por análise da área jurídica e seguiram os trâmites processuais. A Andrade Gutierrez nega irregularidades e diz que “os contratos com a Petrobras foram realizados dentro dos processos legais”.

Petrolão: empreiteiros devem ser denunciados

Esquema de pagamento de propina e desvio de recursos resultará em acusações de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitações.

Clube VIP vai responder a processo criminal

Fonte: O Globo

Lava-Jato: empreiteiros deverão ser denunciados na próxima semana

Procuradores vão passar sábado e domingo analisando últimas provas

Ministério Público Federal (MPF) prepara para apresentar à Justiça já na próxima semana as primeiras denúncias contra empreiteiros que integravam o clube de empresas beneficiadas pelo cartel que atuou na obtenção de contratos da Petrobras e que foram presos na etapa mais recente da Operação Lava-Jato, realizada em 14 de novembro. O esquema de pagamento de propina e desvio de recursos da estatal resultará em acusações de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitações, entre outros. Os procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava-Jato passarão o fim de semana analisando as últimas provas a serem incluídas nas denúncias. O plano é apresentar à Justiça todas as ações referente às empreiteiras nos próximos dias.

O foco principal são os acusados que permanecem presos em Curitiba. A OAS é a empreiteira com a maior quantidade de representantes presos de forma preventiva. Estão detidos desde a deflagração dessa fase da operação o presidente da empresa, José Aldemário Pinheiro Filho; o vice-presidente, Agenor Franklin Medeiros; o diretor Mateus Coutinho de Sá; e o funcionário José Ricardo Breghirolli. A Camargo Corrêa tem, por sua vez, três representantes presos: Dalton Avancini, presidente; Eduardo Hermelino Leite, vice-presidente; e João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da empresa. A informação sobre a continuidade das prisões é da Justiça Federal no Paraná.

A lista de acusados presos inclui ainda donos e executivos da Galvão Engenharia, da Engevix, da UTC e da Mendes Júnior. A operação da PF deflagrada no dia 14 incluiu ainda os responsáveis pela construtora Queiroz Galvão e pela Iesa Óleo e Gás — eles conseguiram a liberdade no curso das investigações. As empreiteiras do chamado Juízo Final, nome dado à fase das investigações que desbaratou o clube formado pelas empresas para fatiar os contratos com a Petrobras, mediante pagamento de propina, serão o alvo das denúncias do MPF previstas para a próxima semana.

A suspeita central é de desvio de dinheiro de obras da estatal para o pagamento de propina a três partidos: PT, PP e PMDB. Às empreiteiras, cabia abastecer o esquema, muitas vezes por meio de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, em troca dos contratos principais para as grandes obras da Petrobras, em especial a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

MAIS DE UM ANO DE INVESTIGAÇÃO

Na esfera administrativa, a Controladoria Geral da União (CGU) já abriu processos contra as oito empreiteiras do clube formado para fatiar contratos da estatal. São as mesmas empresas cujos donos e executivos foram presos na operação da PF. O ministro da CGUJorge Hage, afirmou que os empreendimentos poderão ser enquadrados na Lei Anticorrupção.

Polícia Federal, por sua vez, já elenca a abertura de um total de 95 inquéritos a partir da Operação Lava-Jato e acredita que eles deverão prolongar as investigações por, pelo menos, mais um ano.

PF deve, no entanto, concluir em breve os inquéritos sobre as empreiteiras. Esta é considerada a parte mais impactante da operação, informou ao GLOBO uma autoridade que acompanha o caso.

Os inquéritos restantes deverão abordar aspectos periféricos do esquema de corrupção montada pelo doleiro Alberto Youssef e por outros operadores com a ajuda de ex-dirigentes da estatal.

Ainda assim, a PF estima que as investigações poderão resultar, no futuro, em pelo menos mais 15 operações. Em geral, as grandes operações da PF sempre deixam “resquícios” que servem de ponto de partida para novas investigações.

Oposição: propina em contas do PT é gravíssima

Líderes alegam que não há como Dilma se eximir de responsabilidade porque o candidato é o responsável por suas contas perante o TSE.

Segundo o delator Augusto Ribeiro Mendonça Neto, parte do dinheiro de propinas financiou campanhas do PT

Fonte: O Globo

Oposição considera ‘gravíssima’ denúncia de que propinas foram depositadas nas contas do PT

Líderes afirmam que não há como a presidente se eximir de responsabilidade

Líderes da Oposição consideraram gravíssima a informação de que parte da propina cobrada por Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, das empresas que prestavam serviços para a Petrobras foi paga na forma de doação oficial ao Partido dos Trabalhadores no período de 2008 a 2011. A informação consta no depoimento de delação premiada do executivo Augusto Ribeiro Mendonça Neto, que representou várias empresas desde a década de 90, entre elas a Setal Engenharia, depois transformada em Toyo Setal. Os líderes alegam que não há como a presidente Dilma Rousseff se eximir de responsabilidade, se a denúncia for comprovada, porque o candidato é o responsável por suas contas perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os líderes do PSDB se reuniram na tarde desta quarta-feira com o presidente do PSDBAécio Neves (MG), para discutir que providências tomar em relação a denúncia do executivo da Toyo Setal. Caberá ao líder do partido na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), fazer um pronunciamento na sessão do Congresso Nacional. Dizem que as denúncias estão chegando muito próximas da presidente Dilma: ontem com o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, na CPI do Senado; e hoje com a delação premiada de Augusto Ribeiro.

Aécio foi cauteloso em relação à possibilidade de as investigações do Ministério Público levarem a uma situação inevitável de pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas disse que o depoimento de Setal dizendo que fez depósitos de propinas do esquema de desvios da Petrobras em contas da campanha do PT em 2010, na época da eleição da presidente, é “extremamente grave e inédita no País”.

— Se isso for verdadeiro temos um governo ilegitimo no Brasil. Pela primeira vez estamos assistindo um dos dirigentes de empresas envolvidas nessa organização criminosa que tomou conta da Petrobras dizendo que fez depósitos para o PT em contas no exterior e doações oficiais para a campanha de 2010 — disse Aécio.

O senador tucano diz que não se lembra de ter visto até agora, em todo o processo do Petrolão, algo tão grave como as revelações feitas pelo dirigente da empreiteira Toyo Setal.

— A partir da palavra de um dos membros dessa organização criminosa, ficamos sabendo que empresas entregaram parcelas de recursos ao PT, em contas no exterior e na campanha do PT. Isso merece uma investigação extremamente profunda — disse Aécio.

Os líderes da oposição rejeitam o argumento dos governistas de que a Oposição tenta um “terceiro turno” com a possibilidade de articular um pedido de impeachment da presidente Dilma.

— É o dinheiro das propinas do Petrolão usado oficialmente na campanha da presidente Dilma. Naturalmente a própria presidente, com seu passado, está construindo uma situação de falta de legitimidade que a aproxima do impedimento. O conteúdo da delação do executivo da Toyo Setal, combinado com os outros indícios que apontam para o PT, é explosivo — disse Imbassahy.

O presidente do Democratas, senador José Agripino (RN), disse que, nesse caso, se confirmadas as denúncias da delação do executivo da Toyo Setal, o PT ou Dilma não tem como se eximir de responsabilidade no esquema de desvios bilionário da Petrobras.

— O que aconteceu hoje é gravíssimo. Vamos ver que providência tomar. A técnica de dizer que não sabia como o PT captava o dinheiro para sua campanha não cabe para a presidente Dilma. O candidato é o único responsável por suas contas perante o Tribunal Superior Eleitoral — disse Agripino.

O deputado Miro Teixeira (PROS-RJ), mais cauteloso, diz ser necessário aguardar o desfecho das investigações. Diz que as declarações dos colaboradores precisam ter a subsistência necessária para a produção de provas.

— A confiança no Ministério Público é total. E a investigação tem que alcançar qualquer pessoa que tenha praticado ilegitimidades. Não há que se ter o conceito antecipado à manifestação do Ministério Público — disse Miro.

O vice-presidente do Senado, senador Jorge Viana (PT-AC) disse que a tradicional disputa governo e oposição virou uma tentativa de extensão da eleição de outubro. Alega que o esquema de desvios da Petrobras começou no governo Fernando Henrique Cardoso e envolve também parlamentares do PSDB.

— O senador Aécio teve até uma boa performance na disputa, mas a pior coisa é não saber perder. Esse caso da Petrobas está em boas mãos na CPMI, no Ministério Público, não dá para tirar conclusões precipitadas. Temos que esperar o desmembramento do processo. Não dá para antecipar nada. Do jeito que as coisas estão caminhando, vai sobrar até para o PSDB — disse Viana.

deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) disse que o delator tem obrigação de apresentar provas que liguem o pagamento das propinas com a doação para o PT, senão fica o dito pelo não dito, já que o partido pode alegar que as doações foram mesmo legais.

— Há que se provar que as doações são fruto de corrupção. Se provar a outra parte, do depósito de dinheiro em contas do partido no exterior, aí o PT é que tem que vir a público das as explicações —disse Lúcio.

Petrolão: Pelo menos 35 parlamentares estão envolvidos, diz Costa

Paulo Roberto Costa contou a dois deputados que, em seu depoimento, citou os nomes de 35 políticos que estariam envolvidos no esquema.

Corrupção na Petrobras

Fonte: O Globo

Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras participou de acareação na CPI mista

Em duas conversas em separado no final da sessão da CPI mista da Petrobras, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa contou a dois deputados que, em seu depoimento no processo de delação premiada, citou os nomes de 35 políticos que estariam envolvidos no esquema. A conversa entre Costa e os dois foi bem rápida e quando se dava o encerramento. Foi o que os dois parlamentares revelaram ao GLOBO.

O ex-diretor confirmou que os partidos envolvidos são o PMDB, PP e PT.

A um deles, Costa perguntou:

— O senhor achou que eu colaborei?

No final da sessão, o autor do requerimento da acareação, deputado Enio Bacci (PDT-RS), fez um apelo a Costa, se poderia declinar o número de políticos envolvidos.

— Não precisa citar nomes nem nada. Mas é algo acima de 10, 20, 30, 50? Não há nenhum comprometimento. O senhor poderia me dar essa alegria, Paulo Roberto? – perguntou Bacci.

Rindo e olhando para seu advogado, João Mestieri, Costa respondeu:

— O senhor não pode me deixar aqui numa situação meio constrangedora, mas algumas dezenas (de políticos envolvidos).

— Ok, senhor presidente, me sinto mais tranquilo ainda por ter contribuído — agradeceu Bacci.

Paulo Roberto Costa participou de acareação com o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Durante a sessão, Costa disse que que confirma tudo o que falou no processo de delação premiada que firmou com a Justiça. Acusado de irregularidades na estatal, ele está colaborando com as investigações, com o objetivo de ter uma redução da pena.

Ele também disse estar arrependido e que decidiu participar da delação premiada por orientação da família. Isso teria lhe trazido “sossego à alma”. Paulo Roberto disse que todas as indicações para cargos de diretoria da empresa são políticas e que está arrependido de ter assumido o posto. Afirmou ainda que as irregularidades na Petrobras acontecem no Brasil inteiro, das rodovias às hidrelétricas.

Petrobras manteve empresa acusada de fraude

Petrobras recebeu, em 2005, denúncia de fraudes promovidas pela empresa Sanko-Sider. Empresa é acusada de fazer operações com doleiro.

Laudo da Polícia Federal na Operação Lava-Jato mostra que a Sanko-Sider repassou R$ 40,9 milhões para consultorias de fachada de Alberto Youssef

Fonte: O Globo

Petrobras recebeu acusação contra Sanko-Sider em 2005

Ouvidoria obteve denúncia de fraude, mas empresa foi mantida no cadastro de fornecedores

Petrobras recebeu em 2005 denúncia de fraudes promovidas pela empresa Sanko-Sider no fornecimento de materiais para a estatal. A acusação, à qual O GLOBO teve acesso, foi feita à Ouvidoria da Petrobras por uma pessoa que se identificou como funcionária da empresa. Mesmo assim, a Sanko-Sider não foi excluída do cadastro de fornecedores da estatal.

Laudo da Polícia Federal na Operação Lava-Jato mostra que a Sanko-Sider repassou R$ 40,9 milhões para consultorias de fachada do doleiro Alberto Youssef, após receber esse mesmo valor do consórcio chefiado pela Construtora Camargo Corrêa na refinaria de Abreu e Lima (Pernambuco).

A denúncia diz que a Sanko-Sider entregou 3.250 metros de tubos de aço carbono falsificados na obra da refinaria de Paulínea em 2005. Segundo o relato, a suspeita foi levantada por técnicos da Petrobras. A falsificação teria sido atestada pela fabricante dos tubos e informada à Petrobras por carta.

“O fabricante Confab Industrial S/A foi convocado a analisar a suspeita da Petrobras e ao inspecionar o material entregue pela Sanko-Sider, imediatamente confirmou a falsificação dos produtos (fraude esta para compensar o baixo preço unitário ofertado)”, escreveu a denunciante à Ouvidoria.

Há no relato a citação de outra licitação no qual a Sanko-Sider ficou na quinta posição, mas acabou contratada após a desqualificação das concorrentes e se comprometer a cobrir o preço da vencedora. A denúncia diz que em outra concorrência o preço oferecido era 16% abaixo do que o próprio fabricante cobrava. Segundo a denunciante, só era possível apresentar esse preço porque os produtos eram fraudados. A funcionária dizia que pediria demissão em breve e estaria disposta a apresentar os documentos à Petrobras.

Sanko-Sider continua no cadastro de fornecedores da Petrobras e foi subcontratada pelo consórcio liderado pela Camargo Corrêa na Abreu e Lima. Foi com a justificativa deste contrato que repassou recursos a título de “consultoria” para as empresas MO Consultoria e GFD Investimentos.

doleiro Alberto Yousseff já reconheceu que essas empresas não prestavam serviço algum e eram usadas apenas para recebimento de recursos. Laudo da PF atestou que a Sanko-Sider repassou integralmente R$ 40,9 milhões recebidos do consórcio entre 2010 e 2013. Procuradas, PetrobrasSanko-Sider e Camargo Corrêa não responderam os questionamentos.

Lava-Jato: órgão regulador o mercado de capitais americano notifica Petrobras

Executivos presos na Lava-Jato podem ser também processados nos EUA, já que a empresa tem ações negociadas na Bolsa de Nova York.

Maior escândalo de corrupção do Brasil

Fonte: O Globo 

Petrobras é notificada por órgão regulador americano

CVM e Securities and Exchange Commission trocam informações sobre a estatal

A Petrobras informou nesta segunda-feira ter recebido no dia 21 uma notificação da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais americano, requerendo documentos sobre a operação Lava-Jato. De acordo com a estatal, eles serão enviados após o trabalho com o escritório nacional Trench, Rossi e Watanabe Advogados e com o americano Gibson, Dunn & Crutcher, já contratados para fazer investigação interna independente.

O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira, disse que o órgão já está trocando informações com a SEC, sobre as investigações de corrupção e desvio de recursos na Petrobras. Segundo ele, existe uma “via de duas mãos” entre as duas instituições, mas ele não detalhou quais informações já enviou ou recebeu da SEC. Pereira disse que a CVM está pedindo informações constantemente à Petrobras sobre as investigações. Logo após as denúncias do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, em outubro, o órgão regulador do mercado de capitais brasileiro abriu processo contra a estatal para também investigar os desvios de recursos na empresa.

— A colaboração com a SEC é contínua. Isso existe entre nós e todos os outros órgãos reguladores e acontece naturalmente. As informações sobre as investigações na Petrobras estão sendo repassadas à SEC, assim como eles também nos repassam informações. É uma via de duas mãos. Estamos pedindo informações constantemente à Petrobras sobre o caso — disse.

Os executivos da Petrobras presos na operação Lava-Jato podem ser também processados pela lei anticorrupção dos EUA, já que a empresa tem ações negociadas na Bolsa de Nova York. Em conferência na semana passada, a procuradora-geral assistente do Departamento de Justiça dos EUA (DoJ), Leslie Caldwell, responsável pelos casos de corrupçãofora do país, afirmou que existe a intenção de prender mais pessoas corruptas, em vez de punir companhias e seus acionistas, apelando para países parceiros colaborarem na busca dos protagonistas dos crimes. A Petrobras vem sendo acompanhada pelas autoridades dos EUA, que mantêm contato com o escritório Gibson, Dunn & Crutcher LLP, contratado pela própria estatal brasileira.

Pereira não quis comentar se a Petrobras pode sofrer algum tipo de sanção da CVM, caso publique seu balanço do terceiro trimestre sem a chancela de uma auditoria independente. A estatal promete divulgar no próximo dia 12 de dezembro um balanço não auditado, mas com algumas ressalvas.

— Cada caso é um caso. Todo balanço que vem com ressalvas a CVM vai lá e faz um supervisão diferenciada. Isso faz parte das atividades normais de supervisão da CVM. O balanço pode sair com ressalva, mas quando isso acontece tem que se entender o que está sendo feito para resolver o problema. A CVM tem que entender cada caso específico — afirmou Pereira.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO disseram que um balanço sem a rubrica de uma auditoria independente é “uma peça de ficção” para o mercado financeiro, gerando desconfiança sobre os números da empresa. Para esses especialistas, o melhor seria a Petrobras reconhecer prejuízos causados por desvio de recursos e corrigir o valor de seus ativos em balanços futuros.

Perguntado sobre como avaliava a criação de uma diretoria de compliance pela Petrobras, Pereira não quis comentar sobre o caso específico da estatal.

— Especificamente eu não posso comentar o que cada empresa faz, mas desde que eu entrei na CVM, em 2012, eu tenho falado sobre isso. Essa é uma das prioridades. É preciso ter demonstrações financeiras de qualidade, informações de qualidade, que são a base do mercado de capitais. É muito importante que os controles internos das empresas cada vez estejam mais fortes — disse o presidente da CVM.

Pereira participou em São Paulo do encerramento do XI Seminário Internacional de Normas Contábeis. Durante sua palestra, o presidente da CVM disse que não existe mercado de capitais sem a transparência das empresas, dando confiança aos investidores.

— Os investidores só são capazes de tomar uma decisão se tiverem informações das empresas de como elas serão capazes de sustentar seu negócio. Os investidores precisam se sentir seguros — afirmou Pereira.

Ele também defendeu, em sua palestra, as empresas de auditoria independente, que devem ter “eficácia e qualidade”.

Nesta segunda, a Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul bloqueou valores e sequestrou bens da Petrobras e da empreiteira Iesa para garantir o pagamento de funcionários que serão demitidos da empreiteira. O bloqueio será limitado a R$ 30 milhões.

Corrupção na Petrobras: Costa afirma ter recebido R$ 55,2 milhões de empreiteira

Ex-diretor também confessou ter recebido R$ 3,6 milhões para “não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena.

Corrupção na Petrobras

Fonte: O Globo

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Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras confessou também propina em Pasadena

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, disse ter recebido US$ 23 milhões (R$ 55,2 milhões) de uma empreiteira para facilitar contratos dessa empresa com a estatal. O ex-diretor deu a informação num dos cem depoimentos que já prestou depois de assinar o acordo de delação premiada, revelou ao GLOBO um dos investigadores da Operação Lava-Jato. O ex-diretor também confessou ter recebido US$ 1,5 milhão (R$ 3,6 milhões) para “não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, transação que resultou em prejuízos para a Petrobras.

Os US$ 23 milhões estão bloqueados em 12 contas bancárias na Suíça e deverão ser repatriados ao Brasil ao longo dos processos abertos a partir de descobertas da Lava-Jato, investigação sobre supostas fraudes dos grupos de Costa e do doleiro Alberto Youssef, entre outros acusados. Costa contou ainda que a comissão de US$ 1,5 milhão que recebeu por conta da refinaria Pasadena foi paga por um intermediário de um dos grupos envolvidos no negócio. O nome de quem pagou a propina está sendo mantido em sigilo.

STF PODE ABRIR INQUÉRITOS

A série de depoimentos de Costa começou em 29 de agosto e terminou semana passada. Ao todo, o ex-diretor prestou cem depoimentos a procuradores da força-tarefa que estão à frente das investigações. Depois de fazer um amplo painel sobre a corrupção na PetrobrasCosta foi chamado para explicar detalhes de cada uma das delações que fez em troca de redução de pena. Os depoimentos foram criptografados e enviados ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Na próxima semana, o ministro deverá decidir se abre ou não inquérito contra os parlamentares acusados pelo ex-diretor.

Costa denunciou a empreiteira ao explicar o papel que teve na intermediação de contratos dela com a Petrobras. Ele apontou os contratos onde teriam ocorrido as irregularidades e indicou como recebeu os US$ 23 milhões.

Costa revelou um detalhe que deixou os procuradores surpresos. Ele disse que recebeu os US$ 23 milhões sem a habitual ajuda do doleiro Alberto Youssef. Teria sido uma “comissão por fora”, sem que o doleiro soubesse. Ele e Youssef operavam juntos. Costa fazia a intermediação de contratos e Youssef se encarregava da movimentação do dinheiro. Mas alguns negócios de Costa eram tocados por duas filhas e dois genros.

Antes mesmo da prisão de Costa, os investigadores já tinham recebido informações sobre pagamentos da empreiteira ao ex-diretor na estatal.

Costa decidiu fazer acordo de delação premiada no final de agosto, depois que PF e Ministério Público fecharam o cerco sobre os negócios das filhas e dos genros. Ele teve receio de ver as filhas presas e resolveu abrir o jogo. A confirmação das denúncias poderá livrar Costa de futuras penas de prisão.