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Desenvolvimento econômico, comércio exterior: Mineiros trazem R$ 5 bi nas malas

Desenvolvimento econômico, comércio exterior

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Mineiros trazem R$ 5 bi nas malas

Missão oficial de empresários e do governo estadual à Índia retorna com promessa de altos investimentos para 2012Em meio ao noticiário nervoso sobre a crise financeira na Europa e nos Estados Unidos, a emergente Índia surge como parceira de amplas possibilidades para o comércio de Minas Gerais com o exterior. O estado deverá receber no ano que vem investimentos da ordem de R$ 5 bilhões de investidores indianos nas áreas de informática, siderurgia, mineração e produção de cimento, conforme estimativa da Câmara de Comércio Índia-Brasil, sediada em Belo Horizonte. O caminho para incrementar as relações comerciais bilaterais saiu fortalecido pela missão oficial ao país, composta por empresários e o governo estadual, de 10 a 18 deste mês, com visitas a Mumbai, Bangalore e Nova Délhi.

A participação mineira no ranking de investimentos indianos no Brasil é tão modesta que nem aparece nas primeiras três colocações, embora o estado tenha um forte potencial para as trocas comerciais, informa Leonardo Ananda Gomes, vice-presidente da Câmara de Comércio Índia-Brasil. ”Há negociações bem encaminhadas entre a câmara, o governo de Minas e empresas mineiras que têm interesse em se tornar parceiras de investidores indianos. Há potencial de negócios principalmente nas áreas de tecnologia de informação, siderurgia e mineração”, disse o executivo.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, confirma entendimentos em curso com investidores indianos, mas alega que eles envolvem sigilo de informações. ”Há empresas em contato conosco e há perspectiva de três grandes investimentos interessantes para o estado”, afirmou. A expectativa de que Minas atraia negócios do grupo Tata, um conglomerado que atua em 96 segmentos na Índia, sob o comando do bilionário Ratan Tata, pode, entretanto, estar longe de se tornar realidade.

Dorothea Werneck e Leonardo Ananda, da Câmara de Comércio Brasil-Índia, se convenceram de que a missão cumpriu o objetivo de promover a aproximação com o dono da Tata. O bilionário empreendedor ofereceu um jantar à comitiva mineira, quando conversou com o governador Antonio Anastasia. Estudos da Câmara de Comércio indicam que as trocas comerciais entre os dois países podem evoluir dos R$ 10 bilhões previstos neste ano para R$ 30 bilhões em cinco anos e para R$ 50 bilhões em 2021, período em que a Índia deverá estar entre os cinco maiores parceiros comerciais do Brasil.

Se confirmado o panorama traçado, Minas poderá se tornar referência dos investimentos indianos no Brasil. Entre as principais empresas que a missão oficial mineira visitou estão Tata Group, Infosys, Essar, BEML e Aditya Birla Group. De acordo com Leonardo Ananda, a Infosys, que já atua a partir de Belo Horizonte no ramo de desenvolvimento e manutenção de sistemas, se comprometeu a ampliar seus investimentos no estado e a criar um centro de capacitação de mão de obra. O grupo Birla confirmou a intenção de diversificar, em Minas, seus aportes no Brasil.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), Olavo Machado Júnior, outro resultado da viagem à Índia foi a oportunidade de os empresários mineiros sondarem oportunidades de fazer negócios no país, que tem a segunda maior população do mundo, atrás da China, com 1,2 bilhão de habitantes, ou formar parcerias junto a empreendedores indianos.

Governo de Minas quer estreitar as relações do país com o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) para estimular novos negócios com os indianos

Fonte: Estado de Minas

Anastasia abre portas na Índia

Governo de Minas quer estreitar as relações do país com o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) para estimular novos negócios com os indianos

O governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) iniciou a agenda oficial ontem em Mumbai, capital comercial da Índia, com uma visita à sede do Tata Group, maior conglomerado industrial daquele país, que atua nos segmentos de automóveis, consultoria, energia e química. O tucano foi recebido pela diretora de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios, Janaki Chaudhry, e percorreu um showroom da empresa. Também conheceu o Tata Nano, carro popular produzido pelo grupo.

“Tivemos contatos importantes e vamos ver agora se conseguimos confirmar convites futuros para associações econômicas de relevo”, afirmou Anastasia. Janaki retribuiu dizendo que o Brasil é um mercado-chave para o grupo.

Pela manhã, Anastasia se reuniu com dirigentes do Exim Bank (Export-Import Bank of India), principal banco de fomento da Índia, responsável pela promoção de exportação e importação. O governo mineiro quer estreitar as relações do país com o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) para estimular novos negócios com os indianos. O governador e sua comitiva foram recebidos pelo diretor executivo, Prabhakar Dalal, e outros integrantes da diretoria. Assistiram a uma apresentação de dados da economia indiana em que foram mostrados os principais produtos do comércio externo e analisadas as áreas potenciais de incremento de negócios entre Brasil e Índia – mineral, energia e agronegócio.

“As potencialidades e afinidades são muitas e buscaremos aproveitá-las da melhor maneira. O Exim Bank já desenvolve parcerias com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES ) e nosso propósito é estreitar as relações envolvendo o BDMG para estimular empresas brasileiras e mineiras que queiram fazer negócios na Índia e aquelas empresas indianas que queiram levar para Minas Gerais seus negócios”, afirmou o governador.

O diretor do Exim Bank ressaltou que o desenvolvimento similar entre Brasil e Índia estimula novas linhas de financiamento para investir no mercado brasileiro. “A partir desse encontro as portas estão abertas para trabalharmos juntos e levarmos adiante as propostas de negócios”, disse.

Antonio Anastasia participa de missão de negócios que vai a India em busca de novas oportunidades de negócios

Fonte: Paola Carvalho

Namastê, Índia

Negócios com os indianos estão no foco da missão mineira rumo ao país do continente asiático. Além de vender mercadorias, como a cachaça, o objetivo é atrair investimentos

A coroa portuguesa trouxe artesãos indianos para forjar metal na província mais rica em minerais na sua colônia brasileira. Esse pode ter sido um dos primeiros passos para o estabelecimento de relações comerciais entre Minas Gerais e Índia. Hoje, uma das maiores siderúrgicas que atuam no estado, a ArcelorMittal, é anglo-indiana; e produtos tipicamente mineiros, a exemplo da cachaça, invadem o país asiático. Muitos outros negócios ainda estão por vir e vão ser recebidos com a tradicional saudaçãoindiana, namastê. Em 10 de outubro parte de Belo Horizonte uma missão oficial, formada por empresários e governo, para Mumbai, Bangalore e Nova Délhi.

No momento em que a economia dos Estados Unidos e de países europeus está em decadência, a Índia surge como oportunidade para fortalecimento dos negócios. A intenção dos integrantes da missão é tanto de atrair investimentos para Minas quanto de exportar produtos mineiros para a Índia. O país tem a segunda maior população do mundo, atrás da China, com 1,2 bilhão de habitantes. Tem semelhanças com o Brasil – não é à toa que ambos fazem parte do grupo de emergentes Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre elas o consumo do mercado interno em plena expansão.

“Os negócios ainda não são tão significativos quanto podem ser”, afirmou Leonardo Ananda Gomes, diretor vice-presidente da Câmara de Comércio Índia Brasil (CCIAIB). A delegação visitará empresas indianas, como Essar, Tata, Infosys e BEML. A expectativa é de que essa última, já com escritório na Grande BH, avalie a possibilidade de implantação de unidade fabril na região para montagem de máquinas e equipamentos para os setores de mineração e construção. Espera-se ainda estreitamento de relações com o bilionário Ratan Tata, dono do conglomerado que atua em nada menos que 96 segmentos na Índia. “Ele tem visitado o estado e o foco é siderurgia, mineração e setor automotivo”, diz Gomes.

O governador Antonio Anastasia participa da missão e fará apresentação sobre oportunidades de negócios e investimentos entre Minas Gerais e Índia para empresários e autoridades indianas. “Minas é o estado brasileiro que tem relação mais forte com a Índia. Existe uma identidade econômica, nos setores siderúrgico, automotivo, de ciência e tecnologia. Podemos atrair investimentos e exportar produtos de valor agregado”, afirmou.

Mas como o Brasil pode ter fôlego para competir com os produtos asiáticos na Índia, especialmente em relação à China. O cônsul honorário da Índia em Minas, Élson de Barros Gomes, tem a resposta na ponta da língua: “Minas tem produtos diferenciados que não concorrem com os chineses, como a cachaça. A caipirinha é um sucesso lá”. “O potencial maior está na classe média emergente”, completa o embaixador da Índia no Brasil, B.S. Prakash.

As exportações de Minas para a Índia saltaram de US$ 19,1 milhões em 2003 para US$ 139,4 milhões no ano passado. Os produtos mais vendidos são ferro e aço, açúcar, farmacêuticos e químicos, aparelhos médicos e autopeças. As importações subiram de US$ 23,1 milhões para US$ 149,3 milhões no mesmo período. Os mais comprados por Minas são fios sintéticos ou artificiais, produtos químicos, algodão, aparelhos de gravação ou reprodução de som e imagem, rolamentos e engrenagens, obras de ferro fundido e máquinas e equipamentos. Os dados são da Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Mercado gigante para explorar 

A cachaça Diva, de Divinópolis (Centro-Oeste de Minas), virou “rum brasileiro” na Índia. É vendida em mais de 30 hotéis de luxo e na maioria dos restaurantes de primeira linha de Délhi, Mumbai e Bangalore. Superando as diferenças culturais, em breve chegará a mais duas capitais indianas. “Conquistamos esse mercado em 2007 e ainda há muito para explorar”, disse a proprietária da Diva, Cíntia Cardoso de Souza. Assim como ela, empresários mineiros da área de tecnologia, engenharia e alimentos, por exemplo, cada um com suas peculiaridades, descobrem o mercado indiano.

Já a ideia de Alexandre Faria, da consultoria esportiva Alfa, é capacitar gestores e equipe médica indiana e trazer jogadores para o Brasil, uma vez que a Índia pretende disputar a Copa do Mundo de 2022. “Já fizemos isso na Austrália, nos Estados Unidos, na China, no Canadá e no Japão. Houve um zagueiro japonês, o Nakazawa, que veio para o América e acabou disputando a Copa 2006 pelo seu país”, exemplificou.

A Índia também está de olho no potencial do Brasil, e por isso Minas pode conseguir atrair novos negócios. Puneet Gill, principal executivo no Brasil da Infosys, segunda maior companhia de tecnologia da informação da Índia, disse que a empresa pretende ampliar suas atividades em Minas Gerais. “Temos clientes globais que podem ser atendidos a partir daqui e a perspectiva de prospecção de novos negócios é grande”, diz. Atualmente cinco funcionários mineiros estão em intercâmbio na Índia, movimento que, segundo ele, vai se intensificar.

A missão também tem intenções políticas. Luiz Custódio Cotta Martins, presidente do Sindicato da Indústria do Álcool e do Açúcar de Minas Gerais (Sindaçúcar-MG/Siamig), destacou a oportunidade de unir esforços para que o etanol seja usado em diferentes países até que possa se tornar uma commodity. “A Índia está começando a usar etanol a partir do melaço. Vamos lá conhecer e fazer um trabalho mais político”, afirmou. (PC)