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Escândalo: ‘Dedo forte dos Correios’ é responsável por bom desempenho de Dilma e Pimentel em Minas

Durval Ângelo afirmou que a presidente Dilma só chegou a 40% das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

Ações ilícitas para conquistar votos

Fonte: Estadao de S.Paulo

Em vídeo, deputado diz que ‘tem dedo forte dos petistas dos Correios’ na campanha de Dilma

Em reunião em Minas, Durval Ângelo (PT-MG) atribui desempenho da presidente nas pesquisas de intenção no Estado à ‘contribuição’ da empresa; imagens foram obtidas pelo ‘Estado’.

Clique aqui para assistir o vídeo

Numa reunião com dirigentes dos Correios em Minas Gerais, com a presença do presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro, o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirmou que a presidente Dilma Rousseff só chegou a “40%” das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”. Um trecho gravado da reunião, realizada na última quinta-feira, foi obtido pelo Estado. “Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” O deputado diz, ainda, que “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.

Todo discurso é acompanhado pelo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que não se manifesta no trecho ao qual o Estado teve acesso. Pinheiro está sentado à mesa ao lado do deputado Durval Ângelo e não o interrompe. O parlamentar, que integra o Diretório Nacional do PT e é coordenador político da campanha de Pimentel, pede ao presidente dos Correios que informe à direção nacional do partido sobre “a grande contribuição que os Correios estão fazendo” nas campanhas.

“A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo”. E prossegue: “Muitos companheiros tiraram férias, licença, que têm como direito, ao invés de estarem com suas famílias passeando, estão acreditando no projeto.”

O deputado diz, na gravação, ter uma “parceria antiga com gigantes que representam os Correios” e cita nominalmente o diretor regional dos Correios em Minas Gerais, Pedro Amengol, o assessor do gabinete da diretoria, Lino Francisco da Silva, e o gerente regional de vendas dos Correios, Fábio Heládio, os três ligados ao PT. ‘”…No dia da reunião que nós tivemos no hotel [da qual participou Pimentel], o Helvécio [Magalhães, coordenador da campanha do petista] falou: “Vou reunir com a equipe ainda esta semana e vamos liberar a infraestrutura. E, se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.””

O deputado contou que várias reuniões foram realizadas no Estado por funcionários dos Correios para trabalhar pelas campanhas: “Os Correios trabalharam com as 66 mesorregiões [de Minas]. Fizemos reuniões em todas e nas macrorregiões, regiões assim como Governador Valadares, com 40 cidades, assim como 30 cidades do Sul, em Viçosa tinha 70 cidades. Onde eu tive perna eu fui acompanhando.”

Na última semana, o Estado revelou que os Correios abriram uma exceção para entregar, sem chancela, 4,8 milhões de folders da campanha de Dilma Rousseff no interior de São Paulo. A chancela ou estampa digital serve como comprovação de que o material entregue pelos carteiros foi realmente postado nos Correios e distribuído de forma regular, mediante pagamento. Dez partidos de oposição também foram beneficiados com a exceção para enviar 927,7 mil unidades sem chancela.

Outro lado. O presidente dos Correios afirmou, por meio da assessoria, que “os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato”. Ele confirmou que participou da reunião em Minas Gerais, na última quinta-feira, após cumprir agenda de trabalho na capital mineira – a sede dos Correios fica em Brasília. “A reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela.” A assessoria informou que “durante o período da tarde, o presidente participou de reuniões de trabalho na Diretoria Regional dos Correios de Minas Gerais e de evento do Plano de Demissão Incentivada para Aposentado dos Correios.”

O deputado Durval Ângelo não respondeu aos telefonemas do Estado. A assessoria de campanha da presidente Dilma Rousseff, procurada, afirmou: “A campanha não mobiliza funcionários da empresa. A única relação da campanha com os Correios ocorre mediante prestação de serviços pagos, como já informado anteriormente ao Estado de S. Paulo”.

A campanha de Pimentel afirmou que ele tem se reunido e recebido apoio de vários segmentos de servidores em Minas Gerais, incluindo dos Correios. “É algo corriqueiro na campanha”, afirmou a assessoria. Na última semana, por exemplo, o candidato esteve com funcionários da estatal num encontro organizado pelo diretor dos Correios em Minas, Pedro Amengol. “Demonstramos o apoio do coletivo de trabalhadores e trabalhadoras dos Correios que está organizado há mais de dez anos no estado”, afirmou Amengol, conforme noticiado no site da campanha. Procurado, Amengol não ligou de volta para o Estado.

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Pimentel envergonha os mineiros ao fugir de debate pela segunda vez

Na falta do petista, o tempo destinado para perguntas e respostas foi dividido entre os demais candidatos, que não lhe pouparam críticas.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Críticas inclusive para candidato ausente

Debate na TV Alterosa foi marcado por troca de farpas e por ataques a Fernando Pimentel

Na reta final da disputa pelo Palácio Tiradentes, o debate promovido pelos Diários Associados e transmitido pela TV Alterosa na noite de ontem foi marcado pela ausência do ex-ministro Fernando Pimentel (PT) – por motivo de saúde – e a troca de acusações e ataques entre os adversários Pimenta da Veiga (PSDB), Tarcísio Delgado (PSB) e Fidélis Alcântara (PSOL). Na falta do petista, o tempo destinado a ele para perguntas e respostas foi dividido entre os demais candidatos, que não lhe pouparam críticas.

A primeira artilharia veio de Pimenta da Veiga, que já no minuto destinado à sua apresentação lamentou a decisão do adversário de não participar do debate. “Ele foge porque não quer responder aqui notícias sobre seus procedimentos administrativos e pessoais. Tenho acusações a fazer frente a frente. Ele está fugindo, mas uma hora terá que aparecer”, afirmou o tucano. As acusações vieram no bloco destinado a perguntas entre os candidatos. Autorizado pelos organizadores, Pimenta dirigiu seu questionamento ao petista: “Ele está ultrapassando todos os limites da desconsideração com o eleitor. Será candidato mesmo tendo cinco processos judiciais por improbidade administrativa e corrupção?” Ainda foi dado a Pimenta um minuto para comentar a suposta resposta. “O PT está sonegando os fatos. Isso não faz jus às tradições mineiras”,completou.

O candidato do PSB, Tarcísio Delgado, também fez críticas a Pimentel ao dirigir sua pergunta a Fidélis Alcântara. Disse que o petista e a presidente Dilma não fizeram nada para evitar a exploração depredatória do minério em Minas Gerais. O candidato do Psol defendeu que as cidades envolvidas têm que ter controle sobre a exploração e acusou o PT e o PSDB de receber dinheiro das mineradoras para custear a campanha eleitoral de seus candidatos a governador e deputados. “Quem paga a banda escolhe a música, e quem paga a banda são as mineradoras”, reclamou.

Nas considerações finais, nova rodada de críticas ao PT. Pimenta voltou as baterias para o governo federal, citando supostos desvios de verbas na Petrobras. “Minas terá que se decidir se quer o modelo PT de governar. Com inflação alta, baixo crescimento e desemprego, que já está batendo na porta. Fora os escândalos, como o da Petrobras. Você precisa decidir, ou votará no candidato PT, que abandonou a verdade, para entregar a Cemig e a Copasa a quem destruiu a Petrobras, ou votará no nosso jeito de governar, que está sendo copiado por vários estados brasileiros”, afirmou Pimenta.

Pobreza Em dois blocos os candidatos responderam perguntas de representantes da sociedade civil e de jornalistas dos Diários Associados sobre segurança pública, saúde, educação, reforma tributária e ações sociais. O Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira, questionou as propostas para a população mais pobre. Sorteado para responder, Pimenta da Veiga (PSDB) prometeu superar a pobreza por meio da qualificação na educação. “O que deve ser feito é qualificar a pessoa, para que ela própria possa se desenvolver. Não adianta o assistencialismo barato que alguns fazem”, disse o tucano. Fidélis Alcântara apontou os investimentos do estado na saúde e na educação como forma de garantir os serviços básicos da população.

O presidente da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil, Luís Cláudio Chaves, perguntou sobre as propostas para a segurança. Tarcísio Delgado criticou a atual gestão de Minas e citou o aumento nos índices de violência. “Nunca houve tanto crime como agora. Esse aumento fez até cair o índice de produtividade”, criticou Delgado. O candidato do PSDB rebateu, citando programas implementados pela atual gestão, como o Fica Vivo e o Olho Vivo.

O presidente da Associação Comercial, Roberto Luciano Fagundes, questionou sobre a possibilidade da redução dos tributos e da burocracia em Minas, enquanto o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) quis saber qual será o peso da Secretaria da Fazenda no governo. Fidélis prometeu mudar as regras tributárias, enquanto Tarcísio Delgado defendeu segurança jurídica e tranquilidade para os empresários. Já Pimenta prometeu simplificar a vida do empresariado.

Após o debate, o candidato do PSDB atacou seu adversário petista. “Não pode vir ao debate, mas pode subir no palanque”, criticou Pimenta. Já Tarcísio Delgado preferiu não criticar o adversário ausente. “Não faço mau juízo de ninguém. Mandou dizer que está doente, eu quero acreditar que esteja. Se não estiver é uma coisa muito grave”, disse o socialista. Fidélis Alcântara lamentou a ausência de Pimentel, mas avaliou como positiva a possibilidade de apresentar suas propostas.

União repassou menos recursos para a segurança em Minas

Minas Gerais ficou entre os estados que menos receberam recursos per capita para a área de segurança pública.

Segurança Pública

Fonte: Estado de Minas

Minas recebe menos verbas para segurança

Entre 2011 e 2013, União repassou ao estado apenas R$ 2,18 por habitante, valor superior apenas ao de Bahia e São Paulo

Marcelo da Fonseca

Secretaria de Defesa Social afirma que há dificuldades permanentes para que o estado tenha acesso ao dinheiro federal. O excesso de burocracia é o principal obstáculo para a liberação das verbas

Nos últimos três anos, Minas Gerais ficou entre os estados que menos receberam recursos per capita para a área de segurança pública. Entre 2011 e o ano passado, foram repassados R$ 2,18 para cada habitante do estado, à frente apenas dos estados da Bahia, em que cada habitante recebeu R$ 1,86, e São Paulo, que recebeu R$ 0,75. O valor total repassado aMinas por meio de convênios com o governo federal foi de R$ 42,7 milhões, para uma população de 19,5 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os montantes são transferidos para os estados em acordos firmados pelo Ministério da Justiça e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) com as secretarias estaduais de segurança.

Os maiores gastos foram destinados aos estados da Região Norte do país. O estado do Acre foi o que mais recebeu verbas per capita para gastos com a segurança. Com uma população de 733 mil habitantes, o estado recebeu um repasse de R$ 33 milhões, equivalente a R$ 45,06 para cada cidadão. Em seguida, estão os estados de Rondônia, com R$ 27,39, Roraima, com R$ 26,31, e Amapá, que teve R$ 25,30 repassado para cada morador entre 2011 e 2013.

Na outra ponta da tabela, entre os quatro menos favorecidos pelas verbas, estão três estados da Região Sudeste. São Paulo, com uma população de 41 milhões de habitantes, recebeu repasses de R$ 31 milhões, o que dá menos de R$ 1 por morador. Em penúltimo está a Bahia, onde cada cidadão recebeu R$ 1,86. Logo depois está Minas Gerais, na antepenúltima posição, seguido pelo Espirito Santo, que teve uma média per capta de R$ 2,60.

Entre as ações nos estados que receberam apoio por meio dos repasses federais, estão as compras de equipamentos, como aeronaves e armas não letais, além de cursos de capacitação para profissionais da área da segurança e investimentos para modernizar guardas municipais e Polícia Militar. Segundo a assessoria do Ministério da Justiça, após o lançamento dos editais para os convênios, cabe às secretarias estaduais buscar cumprir os critérios definidos e, caso as determinações da pasta sejam cumpridas, os recursos são liberados para os estados.

No entanto, segundo o secretário de Estado de Defesa SocialMarco Antônio Romanelli, há dificuldades permanentes para que o estado tenha acesso aos recursos. Ele apontou o excesso de burocracia como principal obstáculo para a liberação do dinheiro. “Há uma lista de projetos que foram encaminhados ao governo federal e que não foram analisados ou aprovados. Eles somam mais de R$ 32 milhões e estão relacionados à construção de unidades socioeducativas, capacitação de policiais, combate às drogas e estruturação de unidades integradas das polícias”, informou a SEDS, por meio de nota.

No mandato anterior, somando os quatro anos de governo, os valores repassados aos estados foram quase três vezes maior do que o que foi repassado até o final do terceiro ano da atual administração federal. Entre 2007 e 2010, Minas recebeu um total de R$ 84,7 milhões por meio de convênios com as Secretaria Estadual de Defesa Social (SEDS). Foi o estado que menos recebeu per capita.

Pimenta vai investir em tecnologia para combater a criminalidade

Uma das prioridades de Pimenta da Veiga será a segurança. Minas é o Estado que mais investe nessa área, com R$ 47,1 bilhões, desde 2003.

Eleições 2014

Fonte: Pimenta 45 

Pimenta da Veiga vai combater a criminalidade com investimentos e tecnologia

Pimenta da Veiga estabeleceu, como uma das prioridades do seu governo, continuar investindo em segurançaMinas é, hoje, o Estado que mais investe nessa área, com R$ 47,1 bilhões, desde 2003. “Primeiro, nós vamos equipar a polícia com o que houver de mais moderno. Segundo, nós vamos aumentar o policiamento ostensivo. Tudo embasado em uma ideia, que é a tolerância zero com a bandidagem”, afirmou.

Pimenta da Veiga definiu algumas propostas fundamentais para a área de segurança. Vão ser mais 15 mil policiais nas ruas. O Programa Olho Vivo vai ser expandido para outros 30 municípios e 1.200 câmeras vão ser adquiridas. O Fica Vivo vai estar presente nas 50 cidades mais populosas do Estado.

No governo de Pimenta, o enfrentamento à violência, em todo o Estado, vai aliar ações nas áreas de educação e segurança pública. “É um conjunto de ações. Vamos enfatizar a educação no ensino integral, para que os jovens fiquem o máximo de tempo na escola. Depois, vamos ter uma grande presença no policiamento ostensivo e no uso da tecnologia para a polícia”, disse Pimenta.

Minas tem, hoje, a 2ª menor taxa de homicídios da região Sudeste. O programa Olho Vivo reduziu, entre 30% e 40%, o número de roubos nas áreas onde foi instalado. Já o Fica Vivo diminuiu em 50% os homicídios nas cidades que aderiram ao projeto. Outras ações de destaque em Minas são o crescimento do Disque-denúncia, a expansão das vagas no sistema prisional e a valorização dos policiais.

Pimenta também acredita que o combate às drogas têm um papel fundamental na redução da criminalidade. E a maior integração das polícias, com as informações e os serviços de inteligência compartilhados, vão fazer com que Minas continue a ser um dos Estados mais seguros do Brasil.

174 candidatos são barrados pelo TRE-MG

Condenados por colegiados, candidatos tentavam concorrer, mas foram vetados pela Justiça Eleitoral. TRE-MG barrou 174 inscritos.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

TRE barra 16 por ficha suja

Condenados por colegiados, eles tentavam concorrer, mas foram vetados pela Justiça Eleitoral, que acatou as impugnações feitas pelo MP. No total, 174 candidatos em MG foram reprovados

Alessandra Mello

Tribunal Regional Eleitoral (TRE) barrou 174 candidatos ao pleito deste ano em Minas. Entre os impedidos de disputar as eleições de outubro, 16 foram enquadrados na Lei da Ficha Limpa por terem condenação em segunda instância. Dois deles desistiram da candidatura. Seis são ex-prefeitos, caso de Carlinhos Rodrigues (PT), que governou Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; Anderson Adauto (PRB), ex-deputado federal, ex-ministro e ex-prefeito de Uberaba, no Triângulo Mineiro; Geraldo Hilário (PTdoB), ex-prefeito de Timóteo, no Vale do Aço; Ronaldo Resende Ribeiro (PRB), ex-prefeito de Oliveira, na Região Centro-oeste; Ivo Mendes (PCdoB), ex-prefeito de Ibiá, no Alto Paranaíba; e Neyval José de Andrade (PTC), ex-prefeito de Conselheiro Pena, no Vale do Rio Doce. Os motivos da condenação foram improbidade, abuso de poder econômico ou rejeição das prestações de conta do executivos.

Ficha Limpa também barrou condenados por roubo ou homicídio, caso, por exemplo, do delegado Paulo Maloca (PTdoB), que tentava uma vaga de deputado federal. Também foram impedidas de concorrer duas pessoas condenadas pela Justiça Eleitoral por terem doado para campanhas passadas recursos acima do limite legal previsto pela legislação. “Na prática, pudemos constatar que a Lei da Ficha Limpa começa a surtir efeitos ao impedir candidaturas de políticos condenados por mau uso do dinheiro público ou por outros fatos desabonadores da conduta”, afirma o procurador regional eleitoral, Patrick Salgado.

Mas a maioria dos impugnados foi por falta de documentos e por não atender aos requisitos de elegibilidade. Os candidatos deixaram de anexar aos seus pedidos documentos essenciais, como provas de filiação partidária e de desincompatibilização, que é o afastamento do servidor público de suas funções dentro do prazo exigido. Outros não tinham filiação partidária, idade mínima exigida pela legislação para disputar ou tinham débitos com a Justiça Eleitoral. Os candidatos impugnados ainda podem tentar reverter o impedimento no Tribunal Superior Eleitoral.

No total, a Procuradoria Regional Eleitoral em Minas impugnou 1.308 pedidos de registro, a maioria absoluta por falta de documentos. Foram 982 impugnações apresentadas por esse fundamento. “A impugnação por falta de documentos subsiste a cada ano em um volume que causa espanto, porque revela desídia dos interessados e de seus partidos em cumprir exigências simples e notórias da legislação eleitoral. Essa conduta chama a atenção porque, na maioria das impugnações por esse fundamento, basta que o interessado apresente a documentação que falta para que o TRE libere o registro”, explica Patrick Salgado.

TSE traça o perfil do eleitorado no Brasil

Mais da metade são mulheres (52,13%). A minoria tem ensino superior e a maioria dos aptos a votar tem entre 45 e 59 anos.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Contrastes nos dois lados das urnas

Perfil dos eleitores divulgado ontem pelo TSE mostra diferenças em alguns aspectos, como gênero, grau de instrução e idade dos postulantes aos cargos eletivos no pleito de outubro

Brasil tem 142,8 milhões de eleitores. Mais da metade são mulheres (52,13%). A minoria tem ensino superior e a maioria dos aptos a votar tem entre 45 e 59 anos. As estatísticas sobre o eleitorado brasileiro foram divulgadas ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e contrastam com dados dos candidatos que disputam vagas nas eleições deste ano. São praticamente o reverso do perfil dos postulantes aos cargos eletivos, majoritariamente homens (70,3% do total em todos os cargos) e com curso superior completo (45,8%) e se concentram na faixa de 45 a 49 anos. Em Minas Gerais, o que mais chama a atenção nos dados divulgados pelo TSE é a diferença entre o total de mulheres eleitoras e o de homens. Elas são quase 500 mil a mais.

De acordo com o TSE, o eleitorado brasileiro aumentou 5,17% em relação ao pleito de 2010, quando também foram eleitos presidente, governadores, senadores e deputados federal e estadual.

A Região Sudeste concentra quase metade dos eleitores (43,44%) e São Paulo continua sendo o maior colégio eleitoral, com 31,9 milhões de eleitores. O estado também registra o maior número de candidatos a um cargo eletivo neste pleito. Minas Gerais se mantém como o segundo maior estado em número de eleitores, com 15,2 milhões. Na sequência, estão Rio de Janeiro (12.141.145), Bahia (10.185.417) e Rio Grande do Sul (8.392.033). O menor colégio eleitoral é Roraima, com 299.558 eleitores. Já o município com o menor número de eleitores é Araguainha, em Mato Grosso, com 898 cidadãos aptos a votar. Em Minas, o menor município em quantidade de eleitores é Serra da Saudade, com 1.105.

As mulheres somam 74.459.424 eleitoras, ou 6,2 milhões a mais que os homens, que representam 47,79% ou 68.247.598 eleitores. Entre as candidatas, uma minoria são mulheres. Na corrida por um cargo eletivo, elas são apenas 7.410, ou 29,7% do universo total de cerca de 25 mil candidatos inscritos para este pleito. O número dos candidatos não é exato, pois o registro na Justiça Eleitoral ainda não é definitivo, mas os dados são próximos desse total.

A parcela feminina é inferior à exigida pela legislação brasileira, que assegura 30% das vagas de candidatos para as mulheres. O número contrasta também com os dados oficiais do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou que as mulheres compõem 51,5% da população brasileira. Em relação à escolaridade também há um contraste entre o eleitorado e os candidatos. Quase metade deles, 45,8%, tem curso superior, enquanto entre os eleitores esse percentual é de apenas 5,3%.

MAIS VELHOS Os dados indicam ainda um envelhecimento do eleitorado em relação a 2010. Nesta disputa, eles se concentram na faixa de 45 a 59 anos. Em 2010, eles eram maioria entre as pessoas com 25 a 34. Em comparação com eleições anteriores, houve uma queda no número de eleitores jovens com voto facultativo (16 e 17 anos). Em 2010, eles eram 2.391.352 e, em 2014, são 1.638.751.

De acordo com o presidente do TSE, ministro Dias Tofolli, essa queda ocorreu por causa da mudança da metodologia na coleta de dados sobre o perfil do eleitorado. Em anos anteriores, o cadastro era fechado em 30 de junho e não considerava aqueles eleitores que completariam 18 anos até a data da eleição. Neste ano, um novo programa permitiu a contagem incluindo o dia da eleição. Portanto, aquele eleitor que vai fazer 18 anos nesse meio tempo até o dia daeleição já não está contabilizado nesse dado estatístico de 16 e 17 anos. Toffoli destacou que o próprio IBGE analisa essa diminuição no eleitorado jovem com a tendência do envelhecimento da população brasileira.

TSE traça o perfil do eleitorado no Brasil

Mais da metade são mulheres (52,13%). A minoria tem ensino superior e a maioria dos aptos a votar tem entre 45 e 59 anos.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas

Contrastes nos dois lados das urnas

Perfil dos eleitores divulgado ontem pelo TSE mostra diferenças em alguns aspectos, como gênero, grau de instrução e idade dos postulantes aos cargos eletivos no pleito de outubro

Brasil tem 142,8 milhões de eleitores. Mais da metade são mulheres (52,13%). A minoria tem ensino superior e a maioria dos aptos a votar tem entre 45 e 59 anos. As estatísticas sobre o eleitorado brasileiro foram divulgadas ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e contrastam com dados dos candidatos que disputam vagas nas eleições deste ano. São praticamente o reverso do perfil dos postulantes aos cargos eletivos, majoritariamente homens (70,3% do total em todos os cargos) e com curso superior completo (45,8%) e se concentram na faixa de 45 a 49 anos. Em Minas Gerais, o que mais chama a atenção nos dados divulgados pelo TSE é a diferença entre o total de mulheres eleitoras e o de homens. Elas são quase 500 mil a mais.

De acordo com o TSE, o eleitorado brasileiro aumentou 5,17% em relação ao pleito de 2010, quando também foram eleitos presidente, governadores, senadores e deputados federal e estadual.

A Região Sudeste concentra quase metade dos eleitores (43,44%) e São Paulo continua sendo o maior colégio eleitoral, com 31,9 milhões de eleitores. O estado também registra o maior número de candidatos a um cargo eletivo neste pleito. Minas Gerais se mantém como o segundo maior estado em número de eleitores, com 15,2 milhões. Na sequência, estão Rio de Janeiro (12.141.145), Bahia (10.185.417) e Rio Grande do Sul (8.392.033). O menor colégio eleitoral é Roraima, com 299.558 eleitores. Já o município com o menor número de eleitores é Araguainha, em Mato Grosso, com 898 cidadãos aptos a votar. Em Minas, o menor município em quantidade de eleitores é Serra da Saudade, com 1.105.

As mulheres somam 74.459.424 eleitoras, ou 6,2 milhões a mais que os homens, que representam 47,79% ou 68.247.598 eleitores. Entre as candidatas, uma minoria são mulheres. Na corrida por um cargo eletivo, elas são apenas 7.410, ou 29,7% do universo total de cerca de 25 mil candidatos inscritos para este pleito. O número dos candidatos não é exato, pois o registro na Justiça Eleitoral ainda não é definitivo, mas os dados são próximos desse total.

A parcela feminina é inferior à exigida pela legislação brasileira, que assegura 30% das vagas de candidatos para as mulheres. O número contrasta também com os dados oficiais do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou que as mulheres compõem 51,5% da população brasileira. Em relação à escolaridade também há um contraste entre o eleitorado e os candidatos. Quase metade deles, 45,8%, tem curso superior, enquanto entre os eleitores esse percentual é de apenas 5,3%.

MAIS VELHOS Os dados indicam ainda um envelhecimento do eleitorado em relação a 2010. Nesta disputa, eles se concentram na faixa de 45 a 59 anos. Em 2010, eles eram maioria entre as pessoas com 25 a 34. Em comparação com eleições anteriores, houve uma queda no número de eleitores jovens com voto facultativo (16 e 17 anos). Em 2010, eles eram 2.391.352 e, em 2014, são 1.638.751.

De acordo com o presidente do TSE, ministro Dias Tofolli, essa queda ocorreu por causa da mudança da metodologia na coleta de dados sobre o perfil do eleitorado. Em anos anteriores, o cadastro era fechado em 30 de junho e não considerava aqueles eleitores que completariam 18 anos até a data da eleição. Neste ano, um novo programa permitiu a contagem incluindo o dia da eleição. Portanto, aquele eleitor que vai fazer 18 anos nesse meio tempo até o dia daeleição já não está contabilizado nesse dado estatístico de 16 e 17 anos. Toffoli destacou que o próprio IBGE analisa essa diminuição no eleitorado jovem com a tendência do envelhecimento da população brasileira.