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Trens novos do metrô de Belo Horizonte estão parados por causa da gestão deficiente do governo Dilma

Cinco novos trens do metrô de Belo Horizonte chegaram à capital, mas estão parados por falta de estrutura para receber e operar os equipamentos.

Faltou investimento em garagens e pátios de oficinas

Fonte: O TEMPO

Gestão deficiente do governo Dilma deixa trens novos do metrô parados em BH

Paradas. Enquanto não começam a rodar, composições envelhecem no Eldorado (foto) e no São Gabriel. Foto: AJL

Falta de investimento impede redução de intervalo no metrô

Vagões ao custo de R$ 171 mi não agilizam viagens por falta de sistema que custa R$ 3,5 mi

Cinco novos trens do metrô de Belo Horizonte chegaram à capital, mas estão parados por falta de estrutura para receber e operar os equipamentos. Faltou investimento em garagens e pátios de oficinas. E, mesmo quando começar a rodar, a nova frota não irá reduzir o intervalo de viagens, porque, além das outras deficiências, as composições modernas terão que se adaptar ao sistema de sinalização usado atualmente, já obsoleto.

O primeiro dos novos trens chegou à cidade em novembro. Agora, cinco já foram entregues e outros cinco devem chegar até julho. Porém, a CBTU informou que eles não entraram em operação porque ainda passam por testes e é necessária a adaptação de instalações, como oficinas e estacionamento.

Para o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Nilson Nunes, essa situação demonstra um erro de investimento da empresa.

“Eles deveriam ter preparado toda a estrutura atual para viabilizar a operação desses trens antes de eles chegarem, e não depois”, afirmou Nunes.

Intervalo. Hoje, o intervalo mínimo entre as viagens é de quatro minutos, o que vai permanecer inalterado mesmo com a circulação dos novos trens por causa da falta de atualização do sistema de sinalização e controle. Do jeito que está, ele já trabalha com sua capacidade máxima, de 21 composições circulando ao mesmo tempo. O número não pode ser elevado porque, por segurança, só é possível manter um metrô em cada trecho.

Se houvesse a atualização, mais trens poderiam ser usados, porque eles poderiam circular em trechos mais curtos. Assim, o tempo de intervalo seria reduzido pela metade, para dois minutos. Até 31 trens poderiam circular ao mesmo tempo – dez do novo modelo. Mas como não houve uma atualização desse sistema, as novas composições vão apenas substituir as antigas.

“O sistema de sinalização é tão antigo quanto os trens, e já existem tecnologias mais avançadas. Seria melhor ter comprado um novo sistema de sinalização e depois os novos trens. E olha que esse investimento é muito menor que o da aquisição das composições”, declarou Nilson Nunes.

Os novos trens custaram R$ 171,9 milhões. Em junho de 2013, a CBTU afirmou que o custo do novo modelo de sinalização seria de R$ 3,5 milhões e que ele seria implantado antes de os trens chegarem. Nesta semana, a empresa informou que não há previsão de investimento em nova sinalização.

“Precisamos reduzir o tempo de espera com urgência. Pego o metrô todo dia no horário de pico, e tem vez que eu tenho que esperar dois e até três trens para que eu consiga entrar tranquila”, reclamou a laminadora Maria das Graças Garcia, 61.

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Aécio aponta os 10 descasos do PT com Minas

Aécio: senador diz que “é lamentável” a presidente Dilma voltar a Minas movida pela agenda do PT.  Senador aponta os 10 descasos com Minas.

Aécio Neves: líder da oposição

 Fonte: Site do Senador Aécio Neves

Mentiras do PT: Minas sem benefícios

Aécio e as mentiras do PT: Governo do PT e m 10 anos não fez nada pelos mineiros. 

Senador Aécio Neves

Toda Minas Gerais tinha esperanças de que a vinda da presidente Dilma Rousseff ao nosso Estado significasse o cumprimento, ainda que com injustificável atraso, das inúmeras promessas que vêm sendo feitas aos mineiros pelo governo federal do PT nos últimos 10 anos.

No entanto, mais uma vez, isso não aconteceu…

É lamentável que a presidente da República volte a Minas movida pelos interesses e pela agenda do PT, e não pelos interesses e pela agenda dos mineiros.

Ao fazer um balanço do que o governo federal do PT deixou de fazer por Minas Gerais nos últimos 10 anos, em nome dos milhões de mineiros que tive a honra de representar durante oito anos, pergunto:


1 – Por que o PT abandonou o metrô de Belo Horizonte?

Aécio Neves – No dia 18 de agosto de 2003, dez anos atrás, o presidente Lula afirmou: “O Metrô de BH será prioridade do governo federal.” De lá para cá, sempre que se aproxima uma eleição, o PT volta a prometer a mesma coisa.

Ao anunciar, hoje, apenas a liberação de R$ 60 milhões para os projetos do metrô, esquecendo as outras promessas, a presidente Dilma frustra em muito a expectativa de milhões de mineiros. É importante lembrar que, em 10 anos, o governo do PT transformou em realidade a ampliação do metrô de diversas capitais, enquanto ofereceu ao de Belo Horizonte o esquecimento.

Agora, com a antecipação da disputa eleitoral de 2014, a presidente anuncia recursos para projetos que não serão capazes de apagar a indiferença com que essa obra tão importante para Minas foi tratada nos últimos 10 anos.

Nesse mesmo período, o governo federal enviou bilhões para os metrôs de diversas cidades. Só o metrô de Porto Alegre (RS), terra onde a presidente Dilma passou sua vida, recebeu mais de R$ 1 bilhão. Enquanto isso, o metrô de BH, em 10 anos, não teve apoio para sua ampliação. Por quê?

2 – Por que o PT até hoje não duplicou a BR-381?

Aécio Neves – Conhecida em todo país como a “rodovia da morte”, pelo alto número de acidentes registrados em suas pistas, a BR-381 tem sido outra das promessas das campanhas eleitorais do PT nunca cumpridas pelo governo do PT. Não há sequer previsão para o início das obras de duplicação das pistas da BR-381. Dois editais de vários lotes foram lançados e, em seguida, cancelados. Com a aproximação do debate eleitoral, outro edital foi aberto às pressas. Por quê?

3 – Por que o PT tirou dos mineiros milhares de empregos da nova fábrica da Fiat?

Aécio Neves – Nos últimos dias do seu governo, o presidente Lula, em uma iniciativa que surpreendeu todo o país, concedeu incentivos fiscais exclusivos ao seu Estado natal, Pernambuco, com a única finalidade de levar para lá a nova fábrica da Fiat que iria gerar milhares de empregos para os mineiros.

Recentemente, a própria ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reconheceu publicamente que foi o governo federal que levou a fábrica da Fiat para Pernambuco. Por quê?

4 – Por que até hoje as obras do Anel Rodoviário não foram executadas?

Aécio Neves – Anel Rodoviário de BH continua condenado ao absoluto abandono pelo governo do PT. Em 2012, foram 3.306 acidentes, uma média de nove por dia, com feridos e mortos. As obras da reforma prometida aos mineiros não começaram até hoje. Depois de uma década de atraso, o governo federal reconheceu a sua incapacidade técnica e transferiu para o Estado recursos para os projetos das obras do Anel Rodoviário. Por quê?

5 – Por que as obras da BR-040 e da BR-116 não aconteceram?

Aécio Neves – O governo federal suspendeu a realização do leilão da BR-040, no trecho que liga Brasília a Juiz de Fora. Também foi suspenso o leilão de trechos mineiros da BR-116. Por quê?

6 – Por que o PT abandonou o Aeroporto Internacional de Confins

Aécio Neves – O governo do PT deixou o Aeroporto de Confins fora do pacote de concessões que viabilizarão investimentos de infraestrutura nos aeroportos brasileiros. Agora, informou que, apesar de ter anunciado publicamente, desistiu de cumprir o compromisso de construir o Terminal 3 do aeroporto. Por quê?

7 – Por que o PT não defende os royalties do minério?

Aécio Neves – Durante a campanha eleitoral de 2010, a candidata Dilma Rousseff prometeu aos mineiros que trataria como prioridade a criação do novo marco regulatório da mineração. O seu governo caminha para a reta final e nada foi feito. Por quê?

8 – Por que a presidente Dilma vetou pessoalmente os benefícios aprovados pelo Congresso para os municípios mais pobres de Minas?

Aécio Neves – Numa decisão pessoal, a presidente da República tirou dos municípios mais pobres de Minas uma grande oportunidade de desenvolvimento ao vetar emenda que garantia aos municípios da Área Mineira da Sudene os mesmos benefícios que Lula deu para o seu Estado natal, Pernambuco. A emenda havia sido aprovada após grande articulação política na Câmara dos Deputados, mas foi vetada pessoalmente pela presidente. Por quê?

9– Por que o governo do PT tirou dos mineiros os milhares de empregos que seriam gerados pelo polo acrílico da Petrobras?

Aécio Neves – O Governo do Estado e a Petrobras assinaram, em 2005, protocolo para implantação do polo acrílico da Petrobras que seria construído na Região Metropolitana de Belo Horizonte, gerando milhares de empregos. O empreendimento foi tirado dos mineiros pelo governo do PT e anunciada sua transferência para a Bahia, Estado administrado pelo PT e terra natal do então presidente da empresa à época, José Sérgio Gabrielli, provável candidato ao governo daquele Estado pelo partido em 2014. Por quê?

10 – Por que o governo do PT impediu Minas de ter acesso asfaltado a 100% dos seus municípios?

Aécio Neves – Em 2003, Minas possuía 225 cidades sem acesso por asfalto.  Em 10 anos, o governo do Estado garantiu acesso asfaltado a todos os municípios atendidos por estradas estaduais, que somam 219. Até hoje, o governo federal do PT foi incapaz de asfaltar as estradas de acesso a três cidades mineiras sob responsabilidade federal. Por quê?

Solução adotada por Dilma para viabilizar metrô em Belo Horizonte foi sugerida por Aécio Neves em 2009

Fonte: Marcelo da Fonseca – Estado de Minas

Dilma retoma proposta de Aécio Neves para o metrô

Modelo anunciado pela presidente Dilma Rousseff  para investimento no metrô de BH havia sido sugerido por Aécio Neves ao ex-presidente Lula. Senador comemora a adoção de plano 

 (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
A solução encontrada para o metrô de Belo Horizonte já havia sido apresentada ao governo federal em 2009, durante um encontro entre o então governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Marcio Lacerda (PSB) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta levada a Brasília previa uma parceria público privada (PPP) na construção de dois trechos e ampliação do metrô da capital, dividindo entre as três esferas do governo e a iniciativa privada os gastos com a obra. A expectativa era de que o entendimento possibilitasse a liberação de verbas ainda naquele ano, com o objetivo de garantir a conclusão das obras até o início da Copa do Mundo de 2014, com valores similares aos anunciados ontem pela presidente Dilma Rousseff – um total de R$ 3,16 bilhões, que serão investidos pelo governo federal, estado, prefeituras de cidades às quais o metrô será interligado e empresas.A notícia da adoção do modelo e liberação dos recursos para as obras no metrô da capital mineira foi recebida com satisfação pelo senador Aécio Neves, que destacou a mudança de posição do governo federal como passo importante para tirar a obra do papel. “É um anúncio muito bem-vindo, apesar de chegar com atraso. Essa foi exatamente a modelagem que eu, como governador, o então prefeito Fernando Pimental e o então secretário de desenvolvimento Marcio Lacerda defendíamos. Na época, o governo rejeitou, porque não aceitava a presença da iniciativa privada na parceria. Felizmente o PT evoluiu e tem a compreensão de que sem o setor privado é impossível fazer este tipo de investimento”, comentou o senador. 

Para o deputado federal Marcus Pestana (PSDB), a resposta de Dilma para uma das maiores questões de mobilidade urbana da capital mineira representa um avanço importante nas relações entre as esferas de governo, que encontraram obstáculos em disputas partidárias durante os últimos anos. “Havia uma resistência ideológica e preconceito em relação a esse modelo. A proposta defendida por Aécio e Lacerda esbarrava em um atraso ideológico do governo federal e do PT, que resistiam às parcerias público-privadas. Felizmente, o atraso ideológico cedeu lugar a uma visão moderna e lúcida exigida pela população”, afirmou o tucano. Para ele, o apoio da presidente Dilma Rousseff à “unidade entre prefeitura e governo estadual” trará “ganhos significativos para a população”.

Obra de ficção
A expectativa de ampliação do metrô de BH vem se arrastando desde a entrada em funcionamento da linha 1, com recorrentes promessas de candidatos durante as campanhas eleitorais. A partir da década de 1980, quando o projeto começou a sair do papel, os belo-horizontinos passaram a assistir a uma lenta inauguração de estações da única linha que atravessava a cidade. Em 1991, depois de o então presidente Fernando Collor se comprometer a concluir as obras do metrô até 1993, o então prefeito da capital mineira Eduardo Azeredo (PSDB) declarou à imprensa: “Só espero que tudo ocorra nos prazos previstos”. Ficou esperando. As obras passaram pelo governo do mineiro Itamar Franco (PPS) e entraram na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Durante a gestão de FHC, apenas a linha 1 foi concretizada, mas a cidade já era outra e as necessidades também. Com atraso, iniciava-se uma segunda fase da novela do metrô da capital: a implantação das linhas 2 (Barreiro–Santa Tereza) e 3 (Lagoinha–Savassi). Lula fora eleito e, já em 2003, seu primeiro ano de governo, prometeu algo que nunca cumpriria: “O metrô de BH será prioridade do governo federal”, disse em agosto, durante visita a Poços de Caldas, no Sul de Minas.

Requerimento: Minas não recebe recursos federais e deputados do Bloco Transparência e Resultado da Almg querem saber quais os investimentos para o Estado

Minas excluída do mapa de Mantega

Fonte: Isabella Souto  – Estado de Minas

LEGISLATIVO
PSDB e partidos aliados na Assembleia denunciam que nas palestras que o ministro tem feito no exterior o estado fica de fora dos investimentos considerados prioritários pelo governo no país

Os deputados do Bloco Transparência e Resultado – formado pelo PSDB, DEM, PPS, PTB, PR, PTdoB, PHS, PRTB, PTC e PRP – apresentaram ontem no plenário da Assembleia Legislativa um requerimento em que cobram do governo federal investimentos para Minas Gerais nos próximos quatro anos do governo Dilma Rousseff (PT). Ao analisar documento produzido pelo Ministério da Fazenda com a projeção de obras avaliadas em R$ 186,8 bilhões, os parlamentares verificaram que o estado natal da presidente da República não é citado como beneficiário de nenhum centavo.

No documento, que serve de base para palestras do ministro da Fazenda Guido Mantega no exterior, um mapa do Brasil apresenta a previsão do repasse de bilhões de reais para obras como o Rodoanel de São Paulo e o Porto de Santos, duas hidrelétricas em Rondônia, o trem-bala ligando o Rio de Janeiro e São Paulo, a Usina de Belo Monte, no Pará, e estradas em estados como Bahia, Santa Catarina e Goiás. ”Na apresentação de Mantega, o mapa de Minas Gerais fica ilhado, cercado por investimentos, sem nada para si”, diz a nota divulgada pela bancada.

Os deputados reclamam ainda que obras urgentes para os mineiros, como o metrô de Belo Horizonte, a duplicação de parte da BR-040 e da BR-381 não são contempladas no mapa de investimentos apresentado pelo ministro da Fazenda. “São problemas que afligem os mineiros e que dependem de investimentos federais”, afirma a nota. A BR-381, no trecho entre a capital e João Monlevade, é conhecida como a rodovia da morte. Só no ano passado, morreram 111 pessoas e 1.430 ficaram feridas. Só agora, depois de anos de descaso, o governo sinaliza para a duplicação da rodovia. Hoje e amanhã, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realiza audiências públicas para discutir dois lotes do projeto executivo de duplicação.

Apelos O requerimento dos deputados foi encaminhamento ao presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PSDB), com o pedido para que a Casa faça “veementes apelos” ao ministro Guido Mantega e à Presidência da República.

Na reunião plenária realizada durante a tarde, o deputado Rômulo Viegas (PSDB) reclamou da ausência de Minas na lista de prioridades do Palácio do Planalto. “É hora de a presidente Dilma reconhecer o estado, já que se diz mineira, e não de retirar investimentos de Minas Gerais”, discursou o tucano. No requerimento, os deputados assinalam ainda que, “além de injustificável, a exclusão do povo mineiro como beneficiário de obras públicas de longo alcance social demonstra que o governo do PT coordena sua ação governamental dando as costas para os brasileiros que residem nas Minas e nos Gerais”.

Sobre aprovação da MP do trem-bala Aécio diz que ‘obra ofende a razão e o bolso dos brasileiros’

Governo vence e Senado aprova MP do trem-bala

Fonte: Adriana Vasconcelos e Geralda Doca – O Globo

Alguns senadores da base governista votaram contra. Texto agora vai à sanção de Dilma

BRASÍLIA. Com divergências na base aliada e pesadas críticas da oposição, o governo correu ontem risco de ser derrotado no Senado durante a votação da medida provisória (MP) do trem-bala, mas, à noite, venceu com folga o placar, com 44 votos a favor do empreendimento e 17 contrários. O texto segue agora à sanção da presidente da República, Dilma Rousseff.

– O Senado vive hoje (ontem) um importante e profundo debate. Temos divergências, mas encaminho voto favorável – disse o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Os senadores da oposição criticaram a falta de estudo sobre viabilidade econômica, o custo elevado do projeto e a transferência de recursos públicos para o setor privado, com a ajuda financeira do BNDES ao consórcio que vencer a disputa.

– A princípio, o PMDB votaria conosco, mas houve uma inversão de última de hora e o governo venceu com folga o placar – disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

O texto aprovado cria a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (ETAV) e autoriza a União a oferecer garantias ao empréstimo de até R$20 bilhões do BNDES ao consórcio que vencer a licitação para a obra. O trem-bala ligará Campinas a São Paulo e Rio.

Na semana passada, a MP passou pelos deputados e, caso não fosse aprovada, perderia validade no próximo domingo. O leilão, adiado duas vezes, está marcado para 29 de julho.

Antes da aprovação do mérito da MP, a base aliada teve de suar para aprovar a urgência da proposta. Após a relatora da MP, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), apresentar seu parecer a favor da construção – orçada em R$33 bilhões -, não só oposicionistas, como representantes da base governista usaram a tribuna para criticar a obra.

O ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) cobrou do governo investimentos em outros projetos de transporte. O leilão, adiado duas vezes, está marcado para 29 de julho.

Antes da aprovação do mérito da MP, a base aliada teve de suar para aprovar a urgência da proposta. Após a relatora da MP, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), apresentar seu parecer a favor da construção – orçada em R$33 bilhões -, não só oposicionistas, como representantes da base governista usaram a tribuna para criticar a obra.

O ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) cobrou do governo investimentos em outros projetos de transporte urbano que considera mais relevantes para o país, como o metrô de diversas capitais. Ele destacou que o de Belo Horizonte, por exemplo, estaria parado há quase dez anos por falta de recursos federais.

– Se o metrô de Belo Horizonte está parado não é por causa da presidente Dilma. Nós não temos nada a ver com o que está acontecendo lá e nem em outras cidades. O trem-bala é um projeto estratégico para o país, que vai ligar as duas maiores cidades do país – rebateu Marta Suplicy.

Obra ofende a razão dos brasileiros, diz Aécio
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) retrucou:

– Se o governo federal não tem responsabilidade por isso, gostaria de saber quem tem. Essa obra ofende a razão e o bolso dos brasileiros.

Vários governistas engrossaram o coro da oposição. O senador Armando Monteiro (PTB-PE) justificou sua posição:

– Sou contra. Nada contra o trem-bala, mas precisamos eleger prioridades no país.

Para compensar os votos contra de alguns colegas, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que normalmente costuma se abster nas votações, seguiu a orientação de Renan. O presidente nacional em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), também atendeu a orientação de Renan, mas salientou suas ressalvas ao projeto:

– É preciso pensar numa compensação para outros estados, já que este projeto atende apenas Rio e São Paulo

Aécio Neves pressiona PT-MG: “é hora do PT e dos parlamentares do PT, a direção do PT de Minas Gerais exercerem o mandato que receberam e cobrar do governo federal”

Aécio cobra investimento

Fonte: Isabella Souto – Estado de Minas

Governo
Senador tucano critica postura do comando do PT mineiro, que, segundo ele, ainda não teve uma atuação firme em defesa do estado, limitando-se a reivindicar cargos federais

Senador Aécio Neves se encontrou, ontem, com o governador Antonio Anastasia

O senador Aécio Neves (PSDB) cobrou ontem dos parlamentares mineiros do PT uma atuação mais “firme e clara” junto ao Palácio do Planalto em prol dos interesses de Minas Gerais – especialmente em relação a recursos para o metrô de Belo Horizonte, investimentos nas rodovias federais, Rodoanel e aeroporto de Confins. O tucano argumentou que os deputados foram eleitos na defesa do estado e têm se limitado a discutir ocupação de cargos no governo federal.

“O que estou percebendo é que estamos vendo reeditada aquela postura da postergação. Portanto, é hora do PT e dos parlamentares do PT, a direção do PT de Minas Gerais exercerem o mandato que receberam e cobrar do governo federal, fazer ver a sua força política, se é que ela existe”, afirmou o tucano, referindo-se ao fato de os mineiros terem sido “pouco contemplados” na composição do governo federal. Aécio esteve ontem em Belo Horizonte reunido com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB).

O tucano ainda fez um aviso: “Estaremos denunciando, cobrando do governo federal as ações que dizem respeito ao desenvolvimento do estado. Volto a dizer, espero e acredito que a presidente da República terá uma relação republicana com o estado de Minas Gerais, mas estou no aguardo, digo até com alguma ansiedade, para anúncios de investimentos, de cronogramas, de definição de projetos, de prazos para licitações dessas que são obras estruturantes e que, infelizmente, nos últimos oito anos, não andaram um passo sequer”.

O corte de R$ 50 bilhões anunciado pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff (PT) seria mais um motivo para um melhor empenho na busca por recursos para Minas Gerais. Além disso, segundo ele, a medida mostra que a campanha petista à Presidência da República nas eleições de outubro apresentou uma “ilusão” aos eleitores. “O próprio PT, com essas medidas, demonstra que o Brasil apresentado verde e amarelo e, de certa forma, cor-de-rosa para os brasileiros é diferente desse Brasil real”, reclamou.

A expectativa do PSDB é comandar a Comissão de Infraestrutura, cargo que dará mais oportunidade à oposição de fazer um acompanhamento permanente de todos os investimentos feitos pelo governo federal, além de ter mais acesso às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A divisão das comissões temáticas do Senado será feita na semana que vem, a partir de um acordo entre os parlamentares.

Integrante da comissão que vai discutir a polêmica reforma política partidária, o senador Aécio Neves disse ainda ser um “equívoco” aguardar “consensos absolutos” em torno dos projetos que tramitam no Congresso. Ele defendeu que seja feita uma discussão em torno de uma pauta que inclua os temas considerados cruciais para a votação no plenário já no início do segundo semestre deste ano. Na sua avaliação, devem ser prioridade o financiamento público de campanha, o voto distrital misto e a cláusula de desempenho (que garante a existência apenas de partidos que tenham conquistado cadeiras na Câmara dos Deputados nas eleições).

Aécio Neves disse ser um “equívoco” aguardar “consensos absolutos” em torno dos projetos que tramitam no Congresso

Aécio cobra investimento

Fonte: Isabella Souto – Estado de Minas

Governo
Senador tucano critica postura do comando do PT mineiro, que, segundo ele, ainda não teve uma atuação firme em defesa do estado, limitando-se a reivindicar cargos federais

Senador Aécio Neves se encontrou, ontem, com o governador Antonio Anastasia

O senador Aécio Neves (PSDB) cobrou ontem dos parlamentares mineiros do PT uma atuação mais “firme e clara” junto ao Palácio do Planalto em prol dos interesses de Minas Gerais – especialmente em relação a recursos para o metrô de Belo Horizonte, investimentos nas rodovias federais, Rodoanel e aeroporto de Confins. O tucano argumentou que os deputados foram eleitos na defesa do estado e têm se limitado a discutir ocupação de cargos no governo federal.

“O que estou percebendo é que estamos vendo reeditada aquela postura da postergação. Portanto, é hora do PT e dos parlamentares do PT, a direção do PT de Minas Gerais exercerem o mandato que receberam e cobrar do governo federal, fazer ver a sua força política, se é que ela existe”, afirmou o tucano, referindo-se ao fato de os mineiros terem sido “pouco contemplados” na composição do governo federal. Aécio esteve ontem em Belo Horizonte reunido com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB).

O tucano ainda fez um aviso: “Estaremos denunciando, cobrando do governo federal as ações que dizem respeito ao desenvolvimento do estado. Volto a dizer, espero e acredito que a presidente da República terá uma relação republicana com o estado de Minas Gerais, mas estou no aguardo, digo até com alguma ansiedade, para anúncios de investimentos, de cronogramas, de definição de projetos, de prazos para licitações dessas que são obras estruturantes e que, infelizmente, nos últimos oito anos, não andaram um passo sequer”.

O corte de R$ 50 bilhões anunciado pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff (PT) seria mais um motivo para um melhor empenho na busca por recursos para Minas Gerais. Além disso, segundo ele, a medida mostra que a campanha petista à Presidência da República nas eleições de outubro apresentou uma “ilusão” aos eleitores. “O próprio PT, com essas medidas, demonstra que o Brasil apresentado verde e amarelo e, de certa forma, cor-de-rosa para os brasileiros é diferente desse Brasil real”, reclamou.

A expectativa do PSDB é comandar a Comissão de Infraestrutura, cargo que dará mais oportunidade à oposição de fazer um acompanhamento permanente de todos os investimentos feitos pelo governo federal, além de ter mais acesso às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A divisão das comissões temáticas do Senado será feita na semana que vem, a partir de um acordo entre os parlamentares.

Integrante da comissão que vai discutir a polêmica reforma política partidária, o senador Aécio Neves disse ainda ser um “equívoco” aguardar “consensos absolutos” em torno dos projetos que tramitam no Congresso. Ele defendeu que seja feita uma discussão em torno de uma pauta que inclua os temas considerados cruciais para a votação no plenário já no início do segundo semestre deste ano. Na sua avaliação, devem ser prioridade o financiamento público de campanha, o voto distrital misto e a cláusula de desempenho (que garante a existência apenas de partidos que tenham conquistado cadeiras na Câmara dos Deputados nas eleições).