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Agência de classificação mantém grau de investimento de Minas

Na prática, a ação demonstra as boas condições das contas públicas de Minas, desmentindo as últimas informações do novo governador que veio a público tentar desqualificar o trabalho realizado até então por seus antecessores.

PT e Pimentel mentem

Fonte: Jogo do Poder

Agência de classificação mantém grau de investimento de Minas, ação evidencia mentiras de Pimentel

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) divulgou, no último dia 10, nova avaliação sobre Minas Gerais e manteve o grau de investimento do Estado. Reprodução

Standard & Poor’s desmente Pimentel, reconhece boas condições das contas em Minas e mantém grau de investimento do Estado

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) divulgou, no último dia 10, nova avaliação sobre Minas Gerais e manteve o grau de investimento do Estado. Na prática, a ação demonstra as boas condições das contas públicas de Minas, desmentindo as últimas informações do novo governador que veio a público tentar desqualificar o trabalho realizado até então por seus antecessores. A partir da análise dos dados de 2014, a agência decidiu manter os ratings do Estado em ‘BBB-‘ na escala global e em ‘brAAA’ na escala nacional. A S&P está entre as agências mais conceituadas no mundo e adota metodologia própria de avaliação que não é contestada. O próprio governador já comemorou o anúncio da manutenção do rating.

A agência avalia como “forte” o desempenho orçamentário do Estado nos últimos anos. Registra em seu relatório que “os superávits operacionais do Estado têm permanecido historicamente altos”. “Os ratings de Minas Gerais refletem sua gestão financeira satisfatória. Esperamos que o Estado mantenha seu desempenho orçamentário forte nos próximos dois anos”, destaca o relatório.

A Standard & Poor’s ainda coloca Minas Gerais como um dos centros econômicos mais importantes do Brasil, com PIB per capita estimado em US$10.145 em 2013. “A robusta economia do Estado contribui com 9,3% – a terceira maior porcentagem – do PIB nacional”, relata.

A agência indica, ainda, que a reestruturação da dívida mineira pela última administração estadual reduzirá a despesa com juros, o que vai favorecer a sustentação dos superávits orçamentários de 2015 e nos anos seguintes.

“Esperamos que Minas Gerais continue executando seus planos de redução de custo, o que deverá ajudar o Estado a manter o superávit operacional em 4%­5% das receitas operacionais nos próximos três anos. No entanto, suas despesas com juros caíram após a reestruturação de sua dívida em 2012­2013, o que ajudará a sustentar a estabilidade dos superávits operacionais”, destaca o documento.

A divulgação do rating de Minas Gerais pela agência foi feita juntamente com de outros estados. São Paulo, por exemplo, também teve seu rating confirmado como grau de investimento. Já o Rio de Janeiro teve sua nota rebaixada. Recentemente o Brasil também teve sua nota rebaixada, ainda que se mantendo o grau de investimento. Na ocasião, a agência considerou que no governo federal tinha feito “derrapagem fiscal” e, corretamente, previu que a execução fiscal seria “fraca”. Em seguida, e como decorrência da piora do ratingdo Brasil, foram rebaixadas as notas dos bancos federais, Banco do Brasil, Caixa e BNDES.

Assim, Minas Gerais manteve sua classificação de risco mesmo num contexto adverso que prejudicou outras avaliações no país e que, no caso da maioria dos estados, deu uma contribuição negativa para a arrecadação.

Aécio diz que Dilma mente sobre reajuste do Bolsa Família

Reajuste na tabela do imposto de renda é um engodo. Aécio disse que Dilma preferiu ficar no Palácio do que explicar volta da inflação.

Políticos do PT são hostilizados

Fonte: Folha de S.Paulo 

Rivais atacam Dilma e criticam aumento dado ao Bolsa Família

Reajuste é insuficiente para cobrir perda com inflação, dizem Aécio e Campos em comemoração de 1º de Maio

Ministros e políticos do PT são hostilizados e vaiados até em evento organizado pela CUT, simpática ao governo

As comemorações do Dia do Trabalho no maior colégio eleitoral do país foram marcadas ontem pela hostilidade do público com os representantes do governo e por ataques de políticos da oposição à presidente Dilma Rousseff.

Os dois principais adversários da petista na corrida eleitoral deste ano protagonizaram o evento da Força Sindical, a segunda maior central do país, na capital paulista.

Recepcionados pelo deputado Paulinho da Força (SDD-SP), principal liderança política da central, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE) fizeram críticas ao reajuste de 10% no Bolsa Família anunciado por Dilma em cadeia nacional de rádio e televisão na quarta-feira.

Em outro evento, organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), que é a maior do país e é alinhada ao PT, latas e garrafas foram arremessadas pelo público quando a presença de ministros foi anunciada no palco.

“A presidente da República, infelizmente, mente aos brasileiros no momento em que diz que o reajuste de 10% no Bolsa Família permite que a remuneração alcance aquele patamar mínimo estabelecido pela ONU [Organização das Nações Unidas], de US$ 1,25 por dia, com uma renda mínima para se estar acima da linha da pobreza”, afirmou Aéciono ato da Força.

“O valor teria que chegar a R$ 83 e não a R$ 77″, disse.

O reajuste no Bolsa Família ainda será detalhado pelo governo. Procurado, o Planalto não comentou a fala de Aécio até a conclusão desta edição.

No pronunciamento na quarta, Dilma atacou a oposição e anunciou outras medidas de interesse dos trabalhadores, como o reajuste da tabela do Imposto de Renda e a promessa de manter a valorização do salário mínimo.

“A presidente foi ontem à televisão falar que quer dialogar com o trabalhador, mas hoje está fechada no palácio. Não veio olhar para vocês e explicar porque a inflação voltou, o crescimento sumiu e a decência anda em falta no atual governo”, disse Aécio.

Em entrevista, Campos disse que a petista “enxuga gelo” ao reajustar o Bolsa Família sem conter a inflação. Ao discursar, afirmou que “o Brasil tomou o caminho errado” e que é preciso “mudar”.

Paulinho da Força fez diversos ataques à presidente. Chegou a pedir, por duas vezes, que o público desse uma “banana” para Dilma. “Vamos erguer o braço! Toma aqui, presidente!” Aécio e Campos ficaram visivelmente constrangidos a seu lado.

No momento mais exaltado, Paulinho disse que Dilma poderia ser presa por causa de irregularidades na Petrobras. “Se fizer tudo o que disse na televisão ontem, quem vai acabar na Papuda é ela”, afirmou, citando o presídio onde os petistas condenados no mensalão cumprem pena.

Quem subiu no palanque para defender o governo foi hostilizado. Principal interlocutor do Planalto junto aos movimentos sociais, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi vaiado.

“Pode vaiar. É parte da democracia“, disse. Ele atacou Aécio, a quem classificou como uma nova versão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). “Eles governaram o país sob um arrocho salarial enorme.”

No evento da CUT, a hostilidade do público impediu o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o ministro do Trabalho, Manoel Dias, e o das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, de falar. Berzoini, vaiado ao ser anunciado, quando interrompeu um dos shows da festa, tentou falar e não conseguiu.

Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, tentou outra abordagem. “Quem aqui é contra o racismo? Quem aqui acha que somos todos iguais?” Falou das diferenças salariais entre homens e mulheres e deixou o local antes que as vaias recomeçassem.

O senador Eduardo Suplicy (SP) foi o único petista aplaudido. O presidente da CUTVagner Freitas, defendeu o governo e afirmou que a oposição representa o “retrocesso”. “Temos que reconhecer os avanços que conquistamos nos últimos 12 anos”, disse. “Ainda há muito a ser feito, mas não podemos esquecer das vitórias.”

Aécio: guerrilha digital e mentiras

Aécio: “Na internet, esforços gigantescos são organizados para caluniar e difamar adversários, vistos como inimigos a serem abatidos.”

PT mente

Fonte: Folha de S.Paulo

Mentiras e verdades

Coluna de Aécio Neves

Quem já caminhou pelas ruas de São João Del Rey provavelmente ouviu falar do monsenhor Paiva. Ele foi durante cerca de 50 anos pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que fica ao lado da casa dos meus avós na cidade. Nesse final de semana, celebraram-se os seus 60 anos de sacerdócio.

Lembro-me dele desde muito cedo. É uma das poucas unanimidades que conheço, não apenas pela dedicação às causas e às pessoas da cidade, mas, sobretudo, pelo profundo senso ético que imprime à sua vida. Assim como ele, muitos de nós sabemos que, no mundo, existem a verdade e a mentira. O certo e o errado, por mais que insistam em nos convencer do contrário.

Entre os grandes desafios que o Brasil tem, um possui conotação especial pelo significado que imprime à vida em sociedade: o da recomposição ética da atividade política.

Tenho viajado e conversado com pessoas de diferentes regiões e, por mais específicas que sejam as realidades de cada uma, há um sentimento comum de descrença, de indignação com os episódios que ocorrem à nossa volta. E todos eles se remetem à perda dos limites éticos que deveriam ordenar a vida em comunidade.

Os graves acontecimentos envolvendo políticos não depõem apenas contra indivíduos. Acabam por rebaixar a atividade política como um todo. Infelizmente, nos últimos anos, aos olhos da população, a política vem perdendo sua dimensão de instrumento transformador da sociedade.

Tenho dito que um dos maiores desserviços que o PT presta ao país é a insistente tentativa de legitimar a mentira como instrumento do debate e da luta política.

Na política, a mentira tem várias faces. Às vezes, se apresenta com uma mais suave, se finge inofensiva, em pequenas “imprecisões” ditas aqui e ali.

Pode ter uma face mais dura, nas constantes sinalizações aos aliados de que política é um jogo de vale-tudo, onde os fins justificam os meios. Onde, segundo alguns, “podemos fazer o diabo”.

Pode ainda se apresentar raivosa e destrutiva, estimulando a intolerância e o ódio. Na internet, esforços gigantescos são organizados para caluniar e difamar adversários, vistos como inimigos a serem abatidos a qualquer preço em sua honra, em sua imagem pública. Para, em covarde alquimia, tentar transformar mentira em verdade.

O Brasil que precisamos construir deve ter como base a generosidade e o respeito pelas diferenças. Quaisquer que sejam elas.

Winston Churchill disse, certa vez, que, enquanto a mentira dá a volta ao mundo, a verdade ainda não terminou de calçar os sapatos para sair de casa. Pelo Brasil e por brasileiros de bem, como monsenhor Paiva, tomara que aqui ela consiga se apressar.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

PT e as mentiras, artigo Aécio Neves

Aécio: “Falsear a realidade com slogans e frases de efeito não o tornará mais fácil.”, comentou o senador.

Aécio Neves: artigo

Fonte: Folha de S.Paulo

Realidade

PT anunciou a realização de seminários para “construir uma narrativa própria” sobre os seus dez anos à frente do governo federal. É uma excelente oportunidade para um acerto de contas com a verdade.

Estou entre aqueles que acreditam que a política deve ser exercida com generosidade, reconhecendo, inclusive, as conquistas dos “adversaries”. É uma pena que o pragmatismo muitas vezes acabe por prevalecer e a história passe a ser contada com os recursos da mistificação, quando não da fraude factual.

Ao longo de sua trajetória, os petistas buscaram se apropriar da bandeira da ética. Com o advento do mensalão, que explicitou o enorme abismo existente entre o discurso e a prática do PT, sob a regência do marketing, voltam agora a reivindicar o monopólio sobre as ações no campo social, até como tentativa de esmaecer suas graves e irremediáveis contradições.

É nesse contexto que devem ser compreendidos os excessos representados pela milionária campanha publicitária, para informar ao país que a miséria acabou, e pela declaração da presidente Dilma de que o PT não herdou nada, iniciativas que geraram constrangimentos até entre membros do governo e do partido.

Há, no entanto, cada vez menos espaço para esse tipo de manipulação. É o que mostra, por exemplo, estudo de grande reputação internacional feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Trata-se do relatório 2013 sobre a evolução do IDH.

Na página 74, ele informa: “Quando começou a transformação do Brasil num Estado orientado para o desenvolvimento (cerca de 1994), já o governo havia implementado reformas macroeconômicas para controlar a hiperinflação através do Plano Real“. Sobre educação, na página 82, é ressaltada a importância da criação do Fundeb, em 1996.

O começo do Bolsa Família aparece de maneira inequívoca na página 87: “O Brasil reduziu a desigualdade introduzindo um programa para a redução da pobreza. O seu programa de transferência condicionada de rendimentos, Bolsa Escola, lançado em 2001, (…) em 2003 foi alargado ao programa Bolsa Família por via da fusão de vários outros programas num único sistema”.

O relatório nos permite concluir que foram grandes virtudes dos governos petistas a manutenção e a expansão de iniciativas legadas pelo PSDB.

Os programas sociais brasileiros precisam continuar. Mas, em respeito aos beneficiados, precisam avançar para além da gestão diária da pobreza. Isso significa agregar à importante dimensão da proteção social a da verdadeira emancipação dos cidadãos atendidos.

O Brasil tem ainda um longo e duro caminho a percorrer. Falsear a realidade com slogans e frases de efeito não o tornará mais fácil.

 AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

PT: Eleições 2012 em Minas

Onde nascem os boatos? Em Minas, no PT

Fonte: artigo de Lafayette Andrada – Deputado estadual (PSDB-MG)

Na última semana, surgiram do nada diversas análises que repercutem as mesmas fontes, sempre subterrâneas, que tentam criar a ideia de que o PSDB e Aécio, em particular, não vão estar 100% na candidatura de Marcio Lacerda. Não é preciso ser um gênio na política para identificar a origem dos boatos. Eles nascem no campo dos adversários do PSDB, incomodados com a posição fortalecida, unificada e pacificada do partido na sucessão municipal e que ocorre justamente enquanto o PT se divide em ataques em praça pública.

A aliança do PSDB com o PSB em torno do nome do prefeito não divide o nosso partido. Temos clareza da sua importância para a cidade e apoiamos a posição de apoio à reeleição, defendida desde o início pelo senador Aécio Neves.

Incomodados com a solidez dessa parceira, setores da oposição ao PSDB tentam intrigar, na expectativa de fragilizar a sólida aliança existente em Minas entre o PSDB e o PSB e entre Aécio Neves e Marcio Lacerda.

Com esse objetivo, insinuaram que Lacerda poderia vir a ser, no futuro, opositor ao projeto de Minas incorporado por Aécio. Não funcionou. Em seguida, insinuam que nosso apoio ao prefeito não é tão sólido. Erram, e erram feio na estratégia.

Para justificar a tese, tecem cenários fantasiosos sobre 2014 e constatam o óbvio: que outros candidatos à prefeitura também pertencem à base de apoio ao senador Aécio e ao governador Anastasia. E daí? Em 2008, o próprio candidato do PMDB, Leonardo Quintão, manifestava seu apoio aosenador Aécio. Alguém tem dúvida de qual foi a posição do senador naquele pleito? Na verdade, o PTvem pagando um alto preço pela sua falta de coerência. Em 2008, ocupando cargo importante, o então ministro Patrus falava contra a aliança e criticava Marcio Lacerda, enquanto Roberto Carvalho – pré-candidato a prefeito – defendia a aliança e o nome do atual prefeito de Belo Horizonte.

Em 2012, mudam os interesses, mudam as posições: em situação de desprestígio no PTPatrusmudou subitamente de opinião e passou a considerar Marcio Lacerda um nome com compromissosocial. Já Roberto Carvalho, sem chance de continuar a compor chapa como vice, critica o prefeito e a aliança que defendera antes com ardor. A falta de coerência do PT está em diversas frentes, Brasil afora, e confirma a ideia de um partido voltado exclusivamente para a manutenção do poder.

Onde é oposição, o PT vive defendendo CPIs, mas, onde é situação, foge delas, como no caso recente em que ficou contra CPI no Rio para investigar a construtora Delta. Critica os tucanos, mas acaba de apoiar o ex-tucano Gustavo Fruet para a disputa em 2012 em Curitiba. Diz defender a ética, mas se cala quando o ex-ministro da Justiça de Lula aceita defender Cachoeira pela bagatela de R$ 13 milhões, como noticiado.

Em Belo Horizonte, assim como em outras partes do Brasil, o partido acaba pagando um preço alto pela sua falta de coerência. Como disse recentemente o jornalista Ricardo Noblat, o PT passou anos tentando nos convencer de que era diferente de outros partidos e, agora, quer nos convencer de que todos são iguais a ele.

PT: Eleições 2012 – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=203215,OTE&busca=Onde%20nascem%20os%20boatos%3F%20Em%20Minas%2C%20no%20PT&pagina=1

Pela 2ª vez nova farsa de Antônio Júlio é desmontada

Mentiras do PT, farsa, fraude – Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio

Fonte: Turma do Chapeú

Rogério Correia e a fraude da Lista de Furnas. De novo!

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja: quanto mais mexe, pior fica

Ou o silêncio de pedra sobre o que realmente interessa!

Hoje faz 24 dias que a revista Veja publicou as gravações feitas pela Polícia Federal e que pegaram o flagrante das conversas telefônicas entre o deputado Rogério Correia, seu assessor e o falsário Nilton Monteiro, combinando detalhes da fraude dos papéis conhecidos como a “Lista de Furnas”.

Até hoje, o deputado se recusa a dar uma explicação para a sociedade, para os seus eleitores, sobre o que ele fazia no telefone e o que significavam as suas conversas.

Encurralado pela descoberta da polícia, o deputado ao mesmo tempo que faz silêncio sobre fatos tão graves e inegáveis, inicia um esforço para  tentar voltar a confundir a opinião publica sobe o assunto.

Esse esforço patético conta com o apoio do amigo Antônio Júlio, que trouxe à tona uma versão absolutamente fantasiosa sobre a Lista de Furnas.

Confundindo alhos com bugalhos, o deputado encontrou uma forma no mínimo criativa de tentar legitimar a tal lista, na linha do  Mandrake: “meu nome tá lá, eu não recebi…, mas a lista é verdadeira”.

Veja o esforço do deputado que tenta confundir uma doação absolutamente regular, aprovada em ata pública da empresa Furnas Centrais Elétricas para um hospital do interior de Minas com a relação de políticos que supostamente teriam recebido dinheiro em espécie do caixa dois de empresas fornecedoras de Furnas.

As duas situações são completamente antagônicas – a única coincidência é que o valor nas duas é o mesmo – e mostram o esforço em tentar forjar um paralelo que só revela o desespero do deputado Rogério Correia.

Veja todas as diferenças e nenhuma semelhança entre a doação feita por Furnas a um hospital com os papéis que relacionariam doações de Caixa Dois para políticos:

A doação

  • Ao contrário do que o deputado Antônio Júlio afirma, e pode ser facilmente comprovado, na época em que a doação foi pedida e aprovada pela empresa ao hospital, Dimas Toledo não era presidente da empresa.
  • O pedido encaminhado à reunião da diretoria da estatal e que aprovou a doação sequer foi encaminhado por ele, mas por outro diretor. Ou seja, o Dimas Toledo não tem rigorosamente nada a ver com isso. Só essa mentira já demonstra a má fé do deputado que, para tentar dar credibilidade a sua versão, envolve, do nada,  o nome dele numa situação com a qual ele não tem nada a ver
  • Veja outra mentira do deputado Antônio Julio. Em declaração que deu, o deputado falou que fez o pedido durante o período eleitoral, mas foi desmentido pela nota distribuída da estatal, que diz que o pedido é datado de 03 de janeiro de 2002, fora, portanto, do período eleitoral.
  • Ou seja, só essas duas mentiras já são suficientes para desmascarar a estória e mostrar que ela não para em pé.

Mas continuemos:

Trata-se de uma doação feita oficialmente pela empresa Furnas a uma entidade filantrópica, da mesma forma que foi feita a centenas de outras. Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio. São coisas absolutamente distintas. Como na dá para confundir as regras de doações e convênios realizadas hoje com as existentes no período em questão.

A lista

Os papéis chamados Lista de Furnas são claros quando afirmam que:

  • Tratam-se de recursos não contabilizados, ou seja, saídos de um caixa dois, o que impediria qualquer doação registrada contabilmente como a doação feita ao hospital.
  • Os papéis falsificados da Lista afirmam que os recursos nunca saíram do caixa de Furnas, mas de empresas fornecedoras listadas por eles. Os recursos teriam sido repassados em dinheiro a um coordenador regional, que os teria entregue,  também em dinheiro, aos deputados.

Em suma, tentar confundir uma doação oficial, saída do caixa oficial de Furnas para um hospital, com uma suposta doação saída de empresas diferentes, em dinheiro vivo e, nessas condições entregues a políticos para campanha eleitoral é, no mínimo, passar  um recibo de muito desespero.

A pergunta é por que o deputado Rogério Correia está tão desesperado?

  • Será por que os boatos são verdadeiros e ele já sabe o que existem nas outras gravações feitas pelo Policia Federal e que a gente ainda não sabe?
  • Por que ao invés de fazer factóides que ofendem a inteligência das pessoas ele não explica cabalmente as conversas em que foi pego em flagrante? Por que está se escondendo para não dar explicações?

O deputado tenta sair da situação de acusado para de acusador, na linha de que o ataque é a melhor defesa, mas cada fala sua vai abrindo um novo flanco de suspeitas.

Ele diz agora que quer investigar Furnas só até o início de 2003.

  • Por quê? Se o diretor Dimas Toledo permaneceu na empresa até 2005, por que ele não quer investigar  Furnas no governo Lula? Por que ele não quer que o diretor indicado pelo PT de Minas, Rodrigo Botelho Campos, seja ouvido?

E mais, reconhecer que estatais atendem a pedidos de políticos, não é novidade alguma no país.

Se o deputado acha que isso é prova de irregularidade defendemos que sejam tornadas públicas todas as doações feitas não só por Furnas, mas pela EletrobrasPetrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa, de 2003 pra cá.

Se a tese do deputado Rogério Correia de que atender a pedidos de rotina, regulares,  encaminhados por parlamentar, é prova  de malfeito, vamos investigar todos os que foram atendidos  da mesma forma nos últimos anos.

Pensando bem, é por essas e outras que o deputado Rogério Correia está tão isolado.

No mais, sabemos que a Justiça garante ao cidadão o direito de não prover prova contra si mesmo, mas não muda de assunto, não, deputado, explica os telefonemas!

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/rogerio-correia-pt-lista-furnas-fraude/