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Pimenta: ‘Espero que o candidato Pimentel pare de fugir dos debates’

“Ele foge porque não quer responder aqui a notícias sobre seus procedimentos administrativos e pessoais. Tenho acusações a fazer”, explica Pimenta da Veiga.

Eleições em Minas

Fonte: Estado de Minas

Pimenta parte para o ataque

Tucano diz que Pimentel abandonou a ética. Petista contra-ataca na TV e nas redes sociais

As últimas 48 horas da campanha eleitoral pelo governo de Minas Gerais deram uma amostra de como o clima deve esquentar até 5 de outubro. Depois de fazer duras críticas a Fernando Pimentel (PT) no debate promovido pelos Diários Associados e transmitido pela TV Alterosa na noite de terça-feira, Pimenta da Veiga (PSDB) voltou a atacar seu principal adversário durante campanha realizada ontem em Uberaba, no Triângulo Mineiro. “Eu espero que o candidato Fernando Pimentel pare de fugir dos debates. Ele passou a campanha inteira abandonando a ética, deixou a ética de lado, deixou a verdade de lado, usou a mentira como arma. Agora, precisa ir aos debates para, frente a frente, nós conversarmos”, disse Pimenta, referindo-se à ausência de Pimentel no debate de terça-feira.

Já nos minutos iniciais do debate, destinados à apresentação dos candidatos, Pimentalamentou a falta do petista, que comunicou a 30 minutos do programa que não compareceria por motivo de saúde. “Ele foge porque não quer responder aqui a notícias sobre seus procedimentos administrativos e pessoais. Tenho acusações a fazer frente a frente. Ele está fugindo, mas uma hora terá que aparecer”, afirmou o tucano.

Em Uberaba, Pimenta afirmou que nesta reta final a campanha vai focar no número 45 para evitar que os eleitores confundam o seu nome com o do adversário. “O outro candidato, que tem nome parecido, é do PT e está envolvido nas coisas todas que a imprensa tem divulgado tanto, como por exemplo os R$ 10 bilhões que sumiram da Petrobras”, disse o candidato.

Programa

A resposta da campanha petista aos ataques do tucano veio por meio das redes sociais e do programa eleitoral de televisão. No início da tarde de ontem, Pimentel postou em sua página no Facebook e em seu site na internet que lamenta não ter participado de dois debates em razão de uma faringite – o que levou ao cancelamento de sua agenda e de gravações para a propaganda de televisão. E alfinetou o tucano: “Não tenho compromisso com adversários que mentem, tentam criar um clima de terror na campanha e a cada dia deixam mais claro que desconhecem totalmente a realidade de Minas. Isso, sim, não faz parte da tradição mineira”, escreveu, referindo-se a acusações de que o PT está sonegando fatos.

No mesmo horário, Pimentel fez outro ataque via televisão. Na transição entre o programa da coligação encabeçada pelo PT e do PCB, um vídeo de 30 segundos faz um apelo aos mineiros: “Conheça os fatos”. Com imagens de Pimenta e cópias de reportagens veiculadas em jornais e internet, o locutor acusa o tucano de estar afastado de Minas Gerais há 20 anos e ter trabalhado para “gente suspeita” como o empresário Marcos Valério – apontado como o operador do mensalão e condenado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a 37 anos e cinco meses de prisão e multa de R$ 4,4 milhões pelos crimes de corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.

Em relação a acusação de que Pimentel está envolvido no escândalo da Petrobras, a campanha petista informou que vai ajuizar hoje uma ação de calúnia e difamação contraPimenta.

Apesar de Pimentel ter faltado a dois debates nos últimos dias, sob a justificativa de que estava doente, os dois principais candidatos ao governo terão a chance de ficar frente a frente em duas oportunidades até o fim da campanha: amanhã, no debate da Rede Record, e na próxima terça-feira, na Rede Globo.

PT no poder e a Lista de Furnas: “exemplo de honradez e moralidade no trato da coisa pública deve vir de cima”

Gestão petista, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato,  falsidade ideológica 

Fonte: Artigo do Instituto Teotônio Vilela

Exemplo que não vem de cima

Este ano de 2011 foi marcado pela eclosão de seguidos casos de corrupção no governo federal. Trata-se de uma das mais malditas heranças da gestão Lula, que se notabilizou pela leniência com que os malfeitos perpetrados por seus subordinados eram tratados. Quando o exemplo não vem de cima, a situação tende a piorar. É o que pode acontecer com o mensalão.

Sabe-se agora que o mais grave caso de corrupção ocorrido na história política do país pode acabar sem nenhum acusado punido. As penas do esquema gigante de compra de apoio parlamentar e desvio de dinheiro público posto em marcha pelo governo Lula podem prescrever antes que o julgamento chegue ao fim, segundo a edição de hoje da Folha de S.Paulo.

O jornal se baseia em declaração dada por Ricardo Lewandowski. Ele é um dos 11 ministros responsáveis por julgar o caso no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita desde abril de 2006, quando foi oferecida denúncia pela Procuradoria Geral da República (PGE). Sua participação é destacada: será o responsável por revisar o voto do relator, Joaquim Barbosa.

O principal trecho da entrevista de Lewandowski à Folha é este: “Como há réus primários, corre-se então o risco de que as penas para muitos ali sejam prescritas? ‘Sem dúvida nenhuma. Com relação a alguns crimes não há dúvida nenhuma que poderá ocorrer a prescrição’.”

Formação de quadrilha, cuja pena varia de um a três anos de reclusão, é um dos crimes que podem ficar sem punição. “Como o caso está em curso, não é possível saber quais os crimes imputados que irão prescrever. É necessário primeiro saber se serão condenados e a extensão das penas”, completa o jornal.

Se a prescrição se concretizar, terá sido coroada de êxito a estratégia insistentemente perseguida pelo PT de varrer o escândalo para debaixo do tapete. O partido de Lula, Dilma Rousseff e José Dirceu vem, dia após dia, buscando transformar em cidadãos acima de qualquer suspeita os corruptos denunciados pela PGE pela prática de sete crimes.

A lista de falcatruas atribuídas a 40 acusados (um morreu, outro foi excluído do processo e hoje são apenas 38) pelo mensalão pelo então procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, é extensa e bem fornida.

Os crimes são os seguintes: formação de quadrilha (22 suspeitos, incluindo José Dirceu, Marcos Valério, José Genoino e Delúbio Soares); corrupção ativa (11 suspeitos); corrupção passiva (13 suspeitos, incluindo João Paulo Cunha); lavagem de dinheiro (34 suspeitos, incluindo Duda Mendonça, Paulo Rocha e Professor Luizinho); evasão de divisas (12 suspeitos), peculato (11 suspeitos) e falsidade ideológica (Marcos Valério).

A denúncia chegou ao STF em agosto de 2007 e hoje aguarda parecer do relator para ser votada. São mais de 130 volumes e 600 páginas de depoimentos. “Quando eu receber o processo eu vou começar do zero. Tenho que ler volume por volume”, disse Lewandowski. Para completar, a corte deve perder dois integrantes no ano que vem, alongando o processo.

O PT também joga com o calendário eleitoral para empurrar a discussão ainda mais para frente e aumentar a chance de ninguém pagar pelos malfeitos: sustenta que as eleições municipais de 2012 poderiam “contaminar” o processo, que deveria, então, só ser deliberado no ano seguinte. O escândalo, recorde-se, surgiu em 2005.

Quando, naquela época, se viram acuados pelo mensalão, os petistas dobraram a aposta e investiram fundo no submundo do crime, como mostra a edição da revista Veja desta semana. Para tentar se contrapor às acusações, próceres do PT encomendaram a falsificação de um dossiê com supostas irregularidades cometidas por parlamentares do PSDB e do DEM. Tudo agora devidamente desmascarado pela Polícia Federal.

Não espanta que um partido cujo projeto de poder ancorou-se em esquema tão criminoso considere natural que assaltos ao dinheiro do contribuinte continuassem a acontecer diuturnamente, como foi sendo revelado, semana após semana, ao longo deste 2011. Ou que um caso de tráfico de influência explícito, como o do ministro Fernando Pimentel, seja considerado assunto “privado” pela presidente da República.

O exemplo de honradez e moralidade no trato da coisa pública deve vir de cima. Nestes nove anos de gestão petista, os sinais recebidos pela sociedade foram justamente o contrário do que se espera dos governantes. Se a previsão de Ricardo Lewandowski se realizar, o Brasil estará, indelevelmente, fadado a ser um país sem futuro. E com um passado de ficha suja.

Leia no Instituto Teotônio Vilela