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Deputados do PT pedem investigação contra Aécio por lista fraudada de Furnas

Gravações feitas pela Polícia Federal chegaram a flagrar o deputado petista Rogério Correia negociando com o falsário Nilton Monteiro a confecção da Lista Fraudada de Furnas.

Denúncia do MP de Minas já tinha identificado como age o estelionatário que falsificou a Lista de Furnas envolvendo políticos tucanos e mostrou uma série de golpes contra empresários e espólios milionários

Alegação dos parlamentares petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef na Lava Jato reforçam indícios de participação de Aécio no desvio de recursos na estatal

Fonte: Jogo do Poder O Estado de Minas

Lista fraudada de Furnas: PT cria factóide e pede investigação contra Aécio

Deputados do PT criam ‘factóide’ contra Aécio Neves em investigação da lista fraudada de Furnas produzida por um estelionatário já conhecido da Justiça. Foto: Antonio Cruz/ABr

Lista de Furnas: MP comprova falsidade de documentos

Lista fraudada de Furnas: estelionatário Nilton Monteiro tinha apoio de Marco Aurélio Flores Carone, editor do jornal eletrônico “Novo Jornal”.

Com a chegada do ano eleitoral no final de 2014, políticos de diversas colorações partidárias se transformam no alvo preferencial daquele que o Ministério Público de Minas Gerais define como o “Midas da falsificação”. Trata-se de Nilton Antônio Monteiro, um antigo conhecido das delegacias de estelionato que costuma trafegar com enorme desenvoltura no eixo Minas-Rio-Brasília e que nos últimos 13 anos teria, segundo o promotor André Luiz Garcia de Pinho, movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão com seus golpes e achaques.

Leia mais http://www.jogodopoder.com/blog/politica/lista-de-furnas-mp-comprova-falsidade-de-documentos/

PT em desespero – Lista de Furnas pode respingar em Lula, partido tenta desqualificar laudo de perito americano

Desesperado, PT mente sobre perícia na Lista de Furnas

Maior especialista do mundo em fraude de documentos, Larry F. Stewart nunca mentiu sobre perícias. Não se pode dizer o mesmo do PT, que…

Leia mais: http://www.jogodopoder.com/blog/politica/pt-em-desespero-lista-de-furnas-pode-respingar-em-lula-partido-tenta-desqualificar-laudo-de-perito-americano/

Mais detalhes

Deputados pedem a Janot investigação contra Aécio por “lista de Furnas

Fonte: Estado de Minas

Os deputados federais Adelmo Leão e Pedro João, do PT de Minas Gerais, e o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), encaminharam uma representação à Procuradoria-Geral da República pedindo que seja aberta investigação para apurar a eventual participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na chamada “lista de Furnas”.

A alegação dos petistas é de que depoimentos do doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato reforçam indícios de uma suposta participação de Aécio no desvio de recursos em contratos de Furnas. As descobertas tornadas públicas com a Lava Jato, escrevem os deputados, indicam a necessidade de a PGR “aprofundar as investigações” sobre o caso.

“Veja-se, Senhor Procurador-Geral da República, que muito embora Vossa Excelência já tenha feito algum juízo de valor em relação à possibilidade de abertura de inquérito sobre determinadas pessoas mencionadas nas colaborações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato, notadamente em relação ao atual Senador Aécio Neves, é imprescindível que novas investigações sejam entabuladas e aprofundadas acerca dos vultosos desvios de recursos públicos em ambas as empresas (Cemig e Furnas) no período de 1994 a 2002″, escrevem os parlamentares.

Ao encaminhar os pedidos de investigação de parlamentares ao Supremo Tribunal Federal (STF), no início do mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento da citação a Aécio Neves. Janot não viu elementos suficientes para abertura de inquérito contra o senador e presidente nacional do PSDB.

Além de alegar que os fatos eram diversos dos investigados na Lava Jato – que apura esquema de corrupção na Petrobras -, Janot apontou na ocasião que as afirmativas de Youssef são “muito vagas” e fundamentadas no que ouviu por intermédio de terceiros.

Informações complementares sobre a montagem da fraude da Lista de Furnas

Folha: Lobista de Lista de Furnas é preso

Novo pedido de prisão foi aceito pela Justiça, a polícia alega que Monteiro ameaçou testemunhas. Prisão ocorreu por acusação de estelionato.

Pivô da ‘lista de Furnas’ é preso de novo em MG acusado de estelionato

Lobista divulgou, em 2006, políticos que teriam recebido doação eleitoral da estatal

Lista de Furnas: Nilton Monteiro

O lobista Nilton Monteiro, pivô do episódio conhecido como “lista de Furnas, foi novamente preso no último dia 18, em Belo Horizonte, sob a acusação de estelionato em uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

Esse caso não está ligado ao da lista. Monteiro, que responde a cinco processos e inquéritos criminais em Minas, nega todas as acusações.

No novo pedido de prisão aceito pela Justiça, a polícia alega que Monteiro ameaçou testemunhas. Seu advogado, Rui Pimenta, nega.

Monteiro ficou conhecido em 2006, quando divulgou um documento com nomes de 156 políticos que supostamente teriam recebido dinheiro da estatal federal Furnas Centrais Elétricas para suas campanhas eleitorais em 2002, o que é ilegal.

A autenticidade da “lista de Furnas“, porém, nunca foi comprovada. A Polícia Federal investigou o caso e remeteu o inquérito para o Ministério Público Federal no Rio, onde fica a sede de Furnas.

Recentemente, a Procuradoria ofereceu denúncia à Justiça. Como o inquérito corre em segredo de Justiça, a assessoria do Ministério Público não informou quem são os denunciados e nem se a Justiça acatou a denúncia.

Os políticos citados na “lista de Furnas” dizem que se trata de documento falso produzido por Monteiro.

O deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), um dos citados na lista, diz que a prisão de Monteiro reforça seus argumentos de que é vítima. “Os fatos mostram que eu tinha razão”, disse.

Fonte: Paulo Peixoto – Folha de S.Paulo

Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/32712-pivo-da-lista-de-furnas-e-preso-de-novo-em-mg-acusado-de-estelionato.shtml

Pela 2ª vez nova farsa de Antônio Júlio é desmontada

Mentiras do PT, farsa, fraude – Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio

Fonte: Turma do Chapeú

Rogério Correia e a fraude da Lista de Furnas. De novo!

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja: quanto mais mexe, pior fica

Ou o silêncio de pedra sobre o que realmente interessa!

Hoje faz 24 dias que a revista Veja publicou as gravações feitas pela Polícia Federal e que pegaram o flagrante das conversas telefônicas entre o deputado Rogério Correia, seu assessor e o falsário Nilton Monteiro, combinando detalhes da fraude dos papéis conhecidos como a “Lista de Furnas”.

Até hoje, o deputado se recusa a dar uma explicação para a sociedade, para os seus eleitores, sobre o que ele fazia no telefone e o que significavam as suas conversas.

Encurralado pela descoberta da polícia, o deputado ao mesmo tempo que faz silêncio sobre fatos tão graves e inegáveis, inicia um esforço para  tentar voltar a confundir a opinião publica sobe o assunto.

Esse esforço patético conta com o apoio do amigo Antônio Júlio, que trouxe à tona uma versão absolutamente fantasiosa sobre a Lista de Furnas.

Confundindo alhos com bugalhos, o deputado encontrou uma forma no mínimo criativa de tentar legitimar a tal lista, na linha do  Mandrake: “meu nome tá lá, eu não recebi…, mas a lista é verdadeira”.

Veja o esforço do deputado que tenta confundir uma doação absolutamente regular, aprovada em ata pública da empresa Furnas Centrais Elétricas para um hospital do interior de Minas com a relação de políticos que supostamente teriam recebido dinheiro em espécie do caixa dois de empresas fornecedoras de Furnas.

As duas situações são completamente antagônicas – a única coincidência é que o valor nas duas é o mesmo – e mostram o esforço em tentar forjar um paralelo que só revela o desespero do deputado Rogério Correia.

Veja todas as diferenças e nenhuma semelhança entre a doação feita por Furnas a um hospital com os papéis que relacionariam doações de Caixa Dois para políticos:

A doação

  • Ao contrário do que o deputado Antônio Júlio afirma, e pode ser facilmente comprovado, na época em que a doação foi pedida e aprovada pela empresa ao hospital, Dimas Toledo não era presidente da empresa.
  • O pedido encaminhado à reunião da diretoria da estatal e que aprovou a doação sequer foi encaminhado por ele, mas por outro diretor. Ou seja, o Dimas Toledo não tem rigorosamente nada a ver com isso. Só essa mentira já demonstra a má fé do deputado que, para tentar dar credibilidade a sua versão, envolve, do nada,  o nome dele numa situação com a qual ele não tem nada a ver
  • Veja outra mentira do deputado Antônio Julio. Em declaração que deu, o deputado falou que fez o pedido durante o período eleitoral, mas foi desmentido pela nota distribuída da estatal, que diz que o pedido é datado de 03 de janeiro de 2002, fora, portanto, do período eleitoral.
  • Ou seja, só essas duas mentiras já são suficientes para desmascarar a estória e mostrar que ela não para em pé.

Mas continuemos:

Trata-se de uma doação feita oficialmente pela empresa Furnas a uma entidade filantrópica, da mesma forma que foi feita a centenas de outras. Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio. São coisas absolutamente distintas. Como na dá para confundir as regras de doações e convênios realizadas hoje com as existentes no período em questão.

A lista

Os papéis chamados Lista de Furnas são claros quando afirmam que:

  • Tratam-se de recursos não contabilizados, ou seja, saídos de um caixa dois, o que impediria qualquer doação registrada contabilmente como a doação feita ao hospital.
  • Os papéis falsificados da Lista afirmam que os recursos nunca saíram do caixa de Furnas, mas de empresas fornecedoras listadas por eles. Os recursos teriam sido repassados em dinheiro a um coordenador regional, que os teria entregue,  também em dinheiro, aos deputados.

Em suma, tentar confundir uma doação oficial, saída do caixa oficial de Furnas para um hospital, com uma suposta doação saída de empresas diferentes, em dinheiro vivo e, nessas condições entregues a políticos para campanha eleitoral é, no mínimo, passar  um recibo de muito desespero.

A pergunta é por que o deputado Rogério Correia está tão desesperado?

  • Será por que os boatos são verdadeiros e ele já sabe o que existem nas outras gravações feitas pelo Policia Federal e que a gente ainda não sabe?
  • Por que ao invés de fazer factóides que ofendem a inteligência das pessoas ele não explica cabalmente as conversas em que foi pego em flagrante? Por que está se escondendo para não dar explicações?

O deputado tenta sair da situação de acusado para de acusador, na linha de que o ataque é a melhor defesa, mas cada fala sua vai abrindo um novo flanco de suspeitas.

Ele diz agora que quer investigar Furnas só até o início de 2003.

  • Por quê? Se o diretor Dimas Toledo permaneceu na empresa até 2005, por que ele não quer investigar  Furnas no governo Lula? Por que ele não quer que o diretor indicado pelo PT de Minas, Rodrigo Botelho Campos, seja ouvido?

E mais, reconhecer que estatais atendem a pedidos de políticos, não é novidade alguma no país.

Se o deputado acha que isso é prova de irregularidade defendemos que sejam tornadas públicas todas as doações feitas não só por Furnas, mas pela EletrobrasPetrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa, de 2003 pra cá.

Se a tese do deputado Rogério Correia de que atender a pedidos de rotina, regulares,  encaminhados por parlamentar, é prova  de malfeito, vamos investigar todos os que foram atendidos  da mesma forma nos últimos anos.

Pensando bem, é por essas e outras que o deputado Rogério Correia está tão isolado.

No mais, sabemos que a Justiça garante ao cidadão o direito de não prover prova contra si mesmo, mas não muda de assunto, não, deputado, explica os telefonemas!

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/rogerio-correia-pt-lista-furnas-fraude/

PT age para ‘criminalizar inocentes e inocentar criminosos’, critica Reinaldo Azevedo

Farsa do PT, Fraudes do PT, estelionato do PT, PT de Minas, Corrupção do PT

Fonte: Renaldo Azevedo – Blog Veja online

Há petistas sempre ocupados em duas coisas: em castigar inocentes por crimes que não cometeram e em praticar os próprios crimes

O esforço organizado de petistas e seus asseclas e esbirros é um só: criminalizar inocentes e inocentar criminosos. Ainda agora, como sabem, a rede suja está organizada na Internet para dar curso a uma das maiores canalhices de que se tem notícia no submundo da política. Pois bem
Reportagem de capa da VEJA desta semana flagra petistas forjando recibos falsos para imputar a inocentes crimes que não cometeram. Padre Vieira, no Sermão do Bom Ladrão, criticava larápios que estavam sempre ocupados em duas coisas: em castigar crimes e em cometê-los. Não imaginava que surgiria um tipo novo: petistas. Muitos deles estão ocupados em duas coisas: em inventar crimes inexistentes para castigar inocentes e, claro!, em cometê-los. Leiam o que vai na VEJA Online:
PSDB e DEM pedem punição de petista por “Lista de Furnas”

Por Gabriel Castro:
PSDB e DEM pediram nesta terça-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG). A edição desta semana de VEJA mosta como o parlamentar, em conluio com o colega Agostinho Valente (hoje sem mandato), encomendou a Lista de Furnas – um documento forjado em 2006 para ligar oposicionistas a um inexistente esquema de desvios na estatal no governo Fernando Henrique. O objetivo era fragilizar parlamentares oposicionistas durante a crise decorrente do escândalo do Mensalão e influenciar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios.
“Quem tem maioria não pode tudo não. A minoria tem direitos, vai exercê-los e fatos ilegais serão coibidos por nós à altura”, diz o presidente do DEM, José Agripino Maia. O partido também deve entregar uma representação por quebra de decoro contra o deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Diálogos

VEJA teve acesso a conversas gravadas pela Polícia Federal (PF) com autorização judicial, no primeiro semestre de 2006. Elas evidenciam que o estelionatário Nilton Monteiro – preso em outubro deste ano por forjar notas promissórias – agiu sob os auspícios dos deputados Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT) com o objetivo de fabricar a lista. Há diálogos seguidos entre Monteiro e Simeão de Oliveira, braço direito de Rogério Correia.
Os dois discutem os padrões das assinaturas de figuras importantes da oposição naquele momento, como o líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM, e o então líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio. Em troca das falsificações, Monteiro, além de receber pagamento diretos, exigia a liberação de recursos em bancos públicos. É o que demonstram as gravações.
A Lista de Furnas era uma espécie de planilha com valores supostamente repassados a campanhas eleitorais de parlamentares e governantes de oposição durante o pleito de 2002. O Caixa 2 seria comandado por Dimas Toledo, então comandante da estatal.

Por Reinaldo Azevedo

VEJA revelou como dois deputados do PT mineiro encomendaram o documento fraudulento para atingir oposicionistas durante a crise do Mensalão

Farsa do PT, Fraudes do PT, estelionato do PT, PT de Minas, Corrupção do PT

PSDB e DEM pedem punição de petista por Lista de Furnas

VEJA revelou como dois deputados do PT mineiro encomendaram o documento fraudulento para atingir oposicionistas durante a crise do Mensalão

Gabriel Castro

O senador José Agripino: "Quem tem maioria não pode tudo não"

O senador José Agripino: “Quem tem maioria não pode tudo não” (Geraldo Magela/Agência Senado)

PSDB e DEM pediram nesta terça-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG). A edição desta semana de VEJA mosta como o parlamentar, em conluio com o colega Agostinho Valente (hoje sem mandato), encomendou a Lista de Furnas – um documento forjado em 2006 para ligar oposicionistas a um inexistente esquema de desvios na estatal no governo Fernando Henrique. O objetivo era fragilizar parlamentares oposicionistas durante a crise decorrente do escândalo do Mensalão e influenciar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios.

“Quem tem maioria não pode tudo, não. A minoria tem direitos, vai exercê-los e fatos ilegais serão coibidos por nós à altura”, diz o presidente do DEM, José Agripino Maia. O partido também deve entregar uma representação por quebra de decoro contra o deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Diálogos – VEJA teve acesso a conversas gravadas pela Polícia Federal (PF) com autorização judicial, no primeiro semestre de 2006. Elas evidenciam que o estelionatário Nilton Monteiro – preso em outubro deste ano por forjar notas promissórias – agiu sob os auspícios dos deputados Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT) com o objetivo de fabricar a lista. Há diálogos seguidos entre Monteiro e Simeão de Oliveira, braço direito de Rogério Correia.

Os dois discutem os padrões das assinaturas de figuras importantes da oposição naquele momento, como o líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM, e o então líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio. Em troca das falsificações, Monteiro, além de receber pagamento diretos, exigia a liberação de recursos em bancos públicos. É o que demonstram as gravações.

A Lista de Furnas era uma espécie de planilha com valores supostamente repassados a campanhas eleitorais de parlamentares e governantes de oposição durante o pleito de 2002. O Caixa 2 seria comandado por Dimas Toledo, então comandante da estatal.

Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/psdb-e-dem-pedem-punicao-de-petista-por-lista-de-furnas

A outra face… de Rogério Correia – artigo de Teodomiro Braga

Gestão petista, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato,  falsidade ideológica 

Fonte:Turma do Chapéu 

A outra face… de Rogério Correia – artigo de Teodomiro Braga

O jornalista Teodomiro Braga, diretor de jornalismo do Grupo Bandeirantes de Comunicação em Minas, relembra a trajetória do deputado estadual Rogério Correia, do PT, sempre marcada por acusações virulentas que dispara contra os adversários. Isso para tratar da outra face de Correia, que aparece na Veja do último final de semana: a de associação com um estelionatário para produzir a farsa da Lista de Furnas.

O alerta do “lobista” Nilton Monteiro ao deputado petista em uma das gravações daPolícia Federal não podia ser mais profética: “O trem vai feder, viu, Rogério”. Leia o artigo abaixo.

 A outra face

Teodomiro Braga – Metro, 13/12/2001

O deputado estadual petista Rogério Correia marcou sua carreira política por virulentas denúncias e acusações contra adversários políticos. O site do “Minas sem Censura”, movimento criado por ele que tem como principal alvo o senador Aécio Neves, traz em destaque uma frase de Guimarães Rosa: “Minas são muitas. Porém poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais”. De acusador implacável, Correia surge no papel de acusado na revista “Veja” desta semana, que mostra uma face do deputado que o público desconhecia: a de patrocinador de estelionato.

Gravações feitas pela Polícia Federal obtidas pela “Veja” revelam que foi Rogério Correia quem encomendou ao falsário Nilton Monteiro a montagem da chamada “Lista de Furnas”, o documento que acusava políticos de oposição de terem recebido verbas desviadas daquela estatal de energia para a campanha de 2002. Um assessor de Rogério Correia, Simeão de Oliveira, aparece nas gravações combinando com Monteiro a falsificação de assinaturas de políticos nos recibos que seriam atribuídos a eles. Em outra gravação, o falsário cobra de Rogério Correia o pagamento pelos serviços prestados e exige proteção caso a fraude seja descoberta. “O trem vai feder viu, Rogério”, ameaça Monteiro.

Ao incriminar políticos da oposição, a “Lista de Furnas” tinha como objetivo confundir as investigações do escândalo do mensalão, em que parlamentares do PT e de partidos aliados eram acusados de receber propinas financiadas por recursos públicos. Desde aquela época já se sabia do envolvimento de Rogério Correia com a “Lista de Furnas” pois foi ele quem entregou o documento à imprensa. Depois descobriu-se que a lista era forjada. O que só se ficou sabendo agora é que o deputado participou ativamente da montagem da fraude. O “rei das denúncias” foi pego com a mão na botija. O trem vai feder, viu, Rogério.

Lobista dá golpe milionário em Minas Nilton Monteiro, apontado como o responsável pela Lista de Furnas, documento com nomes de 156 políticos que teriam recebido recursos da empresa em 2002, é acusado de nova fraude

Advogado Willian dos Santos, ligado aos deputados estaduais petistas Durval Ângelo e Rogério Correia, estava com Monteiro no momento da prisão

Fonte: Daniel Camargos – Estado de Minas

Lobista dá golpe milionário em Minas

Nilton Monteiro, apontado como o responsável pela Lista de Furnas, documento com nomes de 156 políticos que teriam recebido recursos da empresa em 2002, é acusado de nova fraude

Preso, Nilton Monteiro não explicou a origem do dinheiro que cobra, mas diz que muitas ações se referem a serviços de consultoria (Renato weil/em/d.a press)

Preso, Nilton Monteiro não explicou a origem do dinheiro que cobra, mas diz que muitas ações se referem a serviços de consultoria

Um esquema de falsificação de assinaturas em uma série de documentos envolvendo diversos políticos e empresários foi o motivo da prisão do lobista Nilton Monteiro. De acordo com o delegado Márcio Nabaki, o lobista confeccionava títulos de crédito fraudulentos, que somados passam de R$ 300 milhões, e tem como vítimas o secretário de governo de Minas Gerais, Danilo de Castro; o ex-presidente de Furnas, Dimas Fabiano Toledo; o ex-governador e senador Eduardo Azeredo; o presidente do PSB, Walfrido dos Mares Guia, além de meios de comunicação, empresários e advogados ligados a políticos. Monteiro é apontado como o responsável pela elaboração da Lista de Furnas, com nomes políticos que teriam recebido recursos da empresa para a campanha eleitoral de 2002.

Nabaki, que apresentou o preso à imprensa nessa sexta-feira, relata que a investigação começou em 2008 a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e que só foi possível expedir o mandado de prisão quando a polícia conseguiu provar que uma assinatura de Monteiro estava falsificada. O lobista cobrava uma dívida de mais de R$ 3 milhões do advogado Carlos Felipe Amadeu. “Na data em que Amadeu assinou ele estava internado, em estado grave, no Rio de Janeiro”, detalha o delegado. Dias depois Amadeu morreu.

“Fizemos a perícia técnica e descobrimos que a assinatura não era dele. Outra perícia também constatou que na situação em que Amadeu estava não seria possível que ele assinasse o documento. Amadeu atuou como advogado de Dimas Fabiano Toledo, que foi presidente de Furnas.Além desses fatos, Nabaki afirma que quando os peritos da Polícia Civil comprovaram a fraude na assinatura, o documento “sumiu” da Sexta Vara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), onde tramitava.

O delegado também pediu a prisão preventiva de outras duas pessoas, Alcy Monteiro, que é procurado pela polícia, e Maria Maciel, presa nessa sexta-feira. Os dois assinavam como testemunhas em todas as cobranças, que foram forjadas por Monteiro, segundo a polícia.O delegado destaca que a técnica utilizada por Monteiro para falsificar os documentos é “muito sofisticada” e que pedirá a Corregedoria da Justiça para investigar os cartórios, pois existe possibilidade de fraudes nos reconhecimentos de firmas das assinaturas.

Ainda de acordo com o delegado, as falsificações serviam para “ludibriar” a Justiça e dessa maneira Monteiro conseguiria a execução das ações de cobrança. Entretanto, o delegado não deixou claro se algum político ou empresário chegou a pagar alguma quantia ao lobista. O delegado afirma que todas as vítimas de Monteiro alegam que nunca tiveram contato com ele, que será enquadrado em três tipos de crimes: estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha.

Calado Monteiro foi preso na quinta-feira, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. O advogado Willian dos Santos, ligado aos deputados estaduais petistas Durval Ângelo e Rogério Correia, estava com Monteiro no momento da prisão. Porém, o advogado diz que não representa o acusado e que apenas o acompanhava quando Monteiro levava uma denúncia à Corregedoria de Polícia Civil contra o delegado Márcio Nabaki, do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).Monteiro não respondeu à maioria das perguntas e disse ser vítima de perseguição política. Contou que começou a carreira de lobista há mais de 30 anos e é formado em um curso técnico de análise química. Também não explicou a origem de todo o dinheiro que cobra, mas diz que muitas ações se referem a serviços de consultoria que fez para os “figurões”.

Na Lista de Furnas, da qual Monteiro é conhecido como o autor, há nomes de 156 políticos de 12 partidos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB). No total, R$ 39,6 milhões teriam saído da estatal para irrigar as campanhas. A lista foi divulgada em outubro de 2005, mas nunca teve a autenticidade comprovada.