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Gestão Anastasia: Governo de Minas incentiva fruticultura na região das Vertentes

Plantio de fruteiras de clima temperado é opção para agricultura familiar e geração de trabalho e renda
Marco Evangelista/Imprensa MG
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região

O cultivo de maçã, uva e figo vem ganhando espaço entre os produtores rurais do Campo das Vertentes. Isso graças ao incentivo do Governo de Minas que, desde 2007, desenvolve a fruticultura na região. Por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), foram implantadas 21 unidades demonstrativas, distribuídas nas cidades de São João del-Rei, Barroso, Tiradentes, Prados, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Lagoa Dourada, Carandaí e Piedade do Rio Grande.

O pesquisador da Epamig, Paulo Márcio Norberto, que realiza o trabalho da fruticultura juntamente com outros dois pesquisadores, conta que as unidades demonstrativas são instaladas em propriedades particulares. “Essas propriedades contempladas estão sempre abertas à comunidade, servindo de modelo para outros produtores interessados em aprender e entrar na atividade, possibilitando o acompanhamento de todo o processo de produção, desde o plantio até a colheita”, explica.

Segundo ele, a fruticultura representa uma boa alternativa para a região. “Como o fluxo de turistas é grande e a região tem um forte apelo turístico, favorece a possibilidade de colocação de produtos no mercado, inclusive com agregação de valor, como doces em calda, geleias e cristalizados”, avalia. O plantio das fruteiras de clima temperado é também uma opção diferente das usuais, principalmente na agricultura familiar. “Hoje, muitos produtores locais já aderiram e estão colhendo os frutos, o que possibilita um incremento significativo em suas rendas e, além de ocupar a mão de obra familiar, acaba gerando novos postos de trabalho em suas comunidades”, afirma o pesquisador da Epamig.

Em Coronel Xavier Chaves, o produtor Antônio Catarino de Almeida possui uma unidade demonstrativa de videira há um ano. Ainda não foi possível comercializar a uva, mas ele acredita que em dois anos a produção já seja satisfatória. “Está sendo uma boa experiência e a expectativa é boa, acho que vai dar certo”, diz. Catarino recebeu da Epamig 200 mudas para iniciar a plantação. “Desde então, o técnico vem aqui, explica como é a manutenção, orienta, apoia muito o nosso trabalho. Com certeza vai ser possível aumentar nossa renda, porque a região não tem muito esse tipo de plantação”, conclui o agricultor. Ele conta com a ajuda do filho para cuidar das videiras e das outras cultivares que possui na propriedade, que inclui mexerica, baroa, mandioca e inhame.

Apoio técnico

Ilceu Carvalho, produtor de Prados, também recebeu apoio técnico para o plantio de uva e figo e, em 2011, fez sua melhor colheita. “Tive uma produção de cerca de 700 kg de uva e vendi 500 kg in natura, que é a forma mais lucrativa. Todo mundo elogiou a qualidade”, conta. Agora, Ilceu quer aumentar a produção. “Quero ver se consigo colher duas vezes ao ano, em vez de apenas uma. Minha meta é uma colheita no meio do ano e uma no final. Por isso vou começar a usar um sistema de irrigação”, relata.

As pesquisas na área de fruticultura são desenvolvidas na Fazenda Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que já destinou mais de R$ 300 mil para projetos de pesquisa e bolsas de pós-doutorado, iniciação científica e apoio técnico. O trabalho de difusão e transferência de tecnologia também conta com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Com relação à cultura da videira, o pesquisador Paulo Norberto destaca que as plantas estão começando a expressar todo o seu potencial produtivo. “As variedades que estão sendo testadas aqui na região são de grande importância econômica, são rústicas e toleram mais as variações climáticas que ocorrem na região”, pontua.

A cultura da figueira também tem boa expectativa de produção. “Estamos testando e validando novas tecnologias de manejo para a cultura, que tem mostrado um grande potencial na região. A caminhada de implantação e desenvolvimento da fruticultura já possui um histórico, que foi iniciado em 2007 e precisa ser continuado, pois foram e estão sendo geradas e validadas diversas tecnologias, adaptadas para o pequeno produtor”, completa.

Cultivo de oliveiras

O produtor José Lásaro Mendes Morais se uniu à Epamig para implantar uma unidade demonstrativa de oliveiras há quatro anos. O projeto Rendimento Agronômico das Oliveiras também recebe o apoio da Fapemig. O experimento, localizado em Piedade do Rio Grande, é o único da região e vai ajudar a definir as melhores variedades a serem produzidas.

“Tenho cinco variedades plantadas, vamos ver qual se adapta melhor. Hoje a produção ainda é pequena, não dá para comercializar, mas já é possível perceber que algumas variedades se manifestaram mais precocemente”, comenta. O tempo médio para a oliveira entrar em produção é de seis a oito anos.

José Lásaro também cultiva maçã e, por meio de um trabalho conjunto com a Epamig, estão sendo introduzidos novos materiais genéticos com potencial produtivo para as condições de clima e solo da região. “Além de trabalhos de análise de folhagem das plantas e de conservação dos frutos da maçã”, completa o produtor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-incentiva-fruticultura-na-regiao-das-vertentes/

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Gestão Anastasia: Minas se prepara para celebrar a paixão e a ressurreição de Cristo durante Semana Santa

Os municípios mineiros preparam programação especial para celebrar a data

Divulgação/Setur
Tapetes feitos com serragem, borra de café e cal colorem e enfeitam as ladeiras das cidades históricas
Tapetes feitos com serragem, borra de café e cal colorem e enfeitam as ladeiras das cidades históricas

Celebrações religiosas tomam conta de Minas Gerais na Semana Santa, que este ano acontece de 1º a 8 de abril. Os municípios mineiros preparam programação especial para celebrar a data e os turistas podem aproveitar o feriado para conhecer as belezas do Estado.

O secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Agostinho Patrus Filho, salienta que o turismo religioso sempre foi um dos principais atrativos turísticos do Estado e, que as celebrações da Semana Santa em Minas Gerais são um resgate da tradição tricentenária do povo mineiro, que enfeita suas casas e suas ruas para celebrar a paixão de Jesus Cristo.  “Em Minas Gerais destaca-se a religiosidade popular, vivida intensamente por nossas comunidades. Em todas as regiões deste imenso Estado, as cidades transformam-se em um palco vivo da religião”, destaca Patrus Filho.

Confira as dicas que a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais preparou:

Belo Horizonte e entorno

Em Belo Horizonte, a Semana Santa é celebrada pelas paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte. Uma grande demonstração de fé, religiosidade e devoção, que tem início no Domingo de Ramos, celebração que recorda a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém e termina no Domingo de Páscoa, com a celebração da ressurreição.

O Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, localizado em Caeté, a 48 quilômetros de Belo Horizonte, é um dos roteiros mais procurados pelo turista religioso. A tranquilidade do lugar, situado a 1700 metros acima do nível do mar, é propícia para momentos de reflexão e orações.

Para aqueles que não querem sair da capital e desejam fazer um programa cultural, a dica é visitar o Circuito Cultural Praça da Liberdade na capital mineira. O Museu das Minas e do Metal e o Memorial Minas Gerais estarão fechados na sexta-feira da Paixão, mas funcionarão normalmente nos demais dias, inclusive no Domingo de Páscoa. O Espaço TIM UFMG do Conhecimento funciona normalmente, de terça a domingo. Aproveite o domingo também para visitar também o Palácio da Liberdade, aberto das 9h às 13h. Mais informações: www.circuitoculturalliberdade.mg.gov.brou (31) 3272-9584

E, para quem quiser aproveitar o feriado pertinho da capital, o Inhotim, em Brumadinho estará funcionando normalmente de terça a domingo, das 9h30 às 17h30. A equipe de Arte e Educação e de Jardim Botânico e Meio Ambiente preparam programação especial para quem visitar o Inhotim nesse período.  De 6 a 8 de abril, a oficina de aproveitamento integral dos alimentos vai ensinar a preparar sucos utilizando todos os seus benefícios. Para as crianças, haverá oficina de dobradura e colagens, das 10h às 16h30, no Espaço Tamboril.  Para saber mais sobre a programação, acesse: www.inhotim.org.br

Cidades Históricas

Nas cidades históricas mineiras, a população sai às ruas para participar, com fé e emoção, dos atos e rituais da liturgia católica. As celebrações são verdadeiros espetáculos encenados com o rigor da herança bíblica, com todos os simbolismos, atores e anjos, figurinos e estandartes.

Em Ouro Preto, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, a expectativa é de que 18 mil pessoas visitem a cidade para conferir de perto os cortejos, procissões e a confecção dos tapetes feitos com serragem, borra de café e cal branco, que colorem e enfeitam as ladeiras históricas. Durante toda a semana, serão realizadas missas nas igrejas da cidade. A data é uma oportunidade para conhecer a beleza da arquitetura barroca da cidade tricentenária, que por sua beleza e conjunto arquitetônico, atrai turistas nacionais e internacionais.  Na sexta-feira santa, as celebrações começam às 6h, com a Via Sacra saindo da Capela de São Cristovão em direção à Capela do Senhor do Bonfim.

Em São João del-Rei, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, a expectativa é que a ocupação hoteleira na cidade seja de 80%. A celebração começa no Domingo de Ramos, às 6h, com a Santa Missa e, durante o dia as procissões vão percorrer as ruas da cidade. Na Quinta-Feira Santa, a Missa Solene acontece às 9h e às 17h, na Basílica de Nossa Senhora do Pilar. Às 20h30, será realizada a cerimônia de lava-pés, na Praça Francisco Neves. As celebrações se encerram no Domingo de Páscoa, com a Santa Missa, às 19h, e Solene Coroação de Nossa Senhora, na Basílica Nossa Senhora do Pilar.

Diamantina mantêm ritos tradicionais nas celebrações da Semana Santa, que se inicia no Domingo de Ramos, prossegue com a Procissão do Encontro, a cerimônia do Lava-Pés, a Sexta-Feira da Paixão, com a crucificação e morte de Jesus Cristo, o Descendimento da Cruz e termina com a Ressurreição, no Domingo de Páscoa. Uma das tradições mais antigas preservada na cidade é a “Guarda Romana”, onde mais de 50 homens caracterizados participam da Via Sacra. A confecção dos tapetes de serragem terá inicio em frente à igreja Catedral Metropolitana, a partir da meia-noite do Sábado de Aleluia até a manhã do Domingo de Páscoa.

Em Sabará, a programação também inicia-se no Domingo de Ramos e segue até o Domingo de Páscoa, com a Missa da Ressurreição, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, na praça central da cidade, no dia 8 de abril, às 8h. São esperadas 20 mil pessoas e, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo da cidade, a expectativa é de que a ocupação hoteleira seja de 100%.

A tradicional programação de Semana Santa de Mariana já iniciou com o Setenário das Dores, que segue até o dia 30 de março.  Na Quarta-feira Santa, às 19h, a celebração acontece na Capela Nossa Senhora da Boa Morte, seguida de procissão pelas ruas da cidade. Na Quinta-Feira, na Catedral Metropolitana, após a cerimônia de lava-pés, haverá o traslado do Santíssimo Sacramento. No Domingo, as celebrações de Páscoa acontecem às 7h, na Catedral Metropolitana, e às 8h nas Igrejas Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora Aparecida.

Em Prados, o Domingo de Ramos começa com a Santa Missa, às 8h, na Matriz.  Durante toda a semana, as missas serão realizadas também na Igreja Matriz e Capela do Rosário. Na Quarta-feira Santa, a população sai em Via Sacra pelas ruas da cidade. Na sexta, às 21h, acontece cerimônia de Descendimento da Cruz. No Domingo de Páscoa, as celebrações serão encerradas às 17h, quando a Procissão da Ressurreição passa pelas ruas da cidade.

No município de Serro, na Quinta-feira Santa haverá encenação da prisão de Cristo, ao lado da Igreja Matriz, no centro da cidade.  Na sexta, às 9h, a população sai em Via Sacra da Igreja Matriz, em direção à Igreja Nossa Senhora do Carmo. Às 21h, na praça central da cidade, haverá a encenação da Paixão de Cristo, seguida de procissão pelas ruas da cidade.

Caminho Religioso

Visando o incremento do Turismo Religioso no Estado, o Governo de Minas está implementando o projeto “Caminho Religioso da Estrada Real: de Padroeira a Padroeira”. O roteiro integrado de turismo religioso envolve 86 municípios entre os santuários da Serra da Piedade, em Minas Gerais, e da Padroeira do Brasil, em Aparecida (SP). O Caminho Religioso tem o objetivo de oferecer um roteiro de peregrinação estruturado para um público adepto a longas caminhadas, pedaladas ou cavalgadas.

O trajeto da rota que ligará os santuários já foi demarcado, com mapeamento dos municípios, potencialidades histórico-culturais e religiosas e infraestrutura turística. Congonhas, Lagoa Dourada, Prados, São João del-Rei e Tiradentes são alguns dos municípios mineiros que poderão ser percorridos pelos fiéis.  Atualmente, o projeto está em fase de elaboração de peças gráficas, como mapas, guias turísticos, passaporte e certificado de conclusão da rota de peregrinação.

Sul de Minas

A Prefeitura Municipal de Caxambu, em parceria com a Secretaria de Turismo e Cultura do município, preparou programação especial para quem visitar a estância hidromineral no período da Semana Santa. Na Quinta e Sexta-feira Santa e no Sábado, quem visitar o Parque das Águas poderá conferir o som da banda Blu Brasil, às 9h30, participar da aula de hidroginástica, às 10h, e da caminhada orientada, às 16h. Na Quinta-feira Santa, haverá a Cantata de Páscoa, às 20h, no calçadão da cidade. No Sábado de Aleluia, haverá recreação infantil e contação de história para as crianças, na Praça 16 de Setembro, a partir das 15h. Além da programação de lazer, acontecem as celebrações religiosas e procissões pelas ruas da cidade. Para mais informações: (35) 3341-1097

Em Capitólio, o Domingo de Ramos começa com procissão e celebração da Santa Missa, na Igreja Matriz. Na Segunda e Terça-feira Santa, a Missa acontece às 19h, na Igreja Matriz, seguida de procissão. A Quinta-feira Santa é de adoração ao Santíssimo Sacramento, a partir das 20h30.  A Sexta-feira da Paixão começa com a Via Sacra, às 6h, saindo da Igreja de Fátima e termina com a encenação da vida e morte de Jesus, na Praça da Matriz, às 19h. As celebrações terminam no Domingo de Páscoa, com missa, às 10h, na Igreja de Fátima; às 11h30, em Escarpas do Lago; às 18h, no Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida e às 19h30, na Igreja Matriz.

Em Três Marias, as celebrações de Domingo de Ramos acontecem nas comunidades de São José, São Geraldo e São Pedro. Às 19h30, haverá missa na Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe da Igreja.  Na Quarta-feira Santa, às 19h, haverá procissão em direção à Igreja Matriz, seguida do Sermão do Encontro. A quinta-feira será marcada pelas cerimônias de lava-pés na Matriz Nossa Senhora Mãe da Igreja, seguida da transladação do Santíssimo. Na Sexta-feira da Paixão, a Via Sacra sai pelas ruas centrais da cidade, às 6h, em direção à Capela de Cristo Rei. Às 20h, os fiéis podem se emocionar com a encenação da Paixão e Morte de Cristo, na Igreja Matriz. A programação de Semana Santa se encerra no Domingo de Páscoa com missas que acontecerão durante todo o dia. Para quem gosta de aventura uma boa dica é aproveitar o feriado para se deliciar nas águas do Lago Três Marias.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-se-prepara-para-celebrar-a-paixao-e-a-ressurreicao-de-cristo-durante-semana-santa/

Governo de Minas: Epamig realiza encontro de produtores na cidade de Prados

Cartilha e orientação aos pequenos produtores ajudam a garantir qualidade do leite

Pesquisadores do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), que pertence à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), reuniram cerca de 30 produtores da região de Campos das Vertentes para apresentação dos resultados do projeto Qualidade nos Campos. O encontro, realizado em Prados, destacou que, entre as propriedades que aplicaram as boas práticas de ordenha após orientação prática dos pesquisadores, todas apresentaram melhoria na qualidade do produto.

O projeto Qualidade nos Campos, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), teve duração de dois anos e, nesse período, os pesquisadores realizaram visitas a dez produtores rurais dos municípios de Lagoa Dourada, São João del-Rei, Resende Costa, Prados, Coronel Xavier Chaves, Tiradentes, Conceição da Barra de Minas, Piedade do Rio Grande, Barroso e Carandaí. As propriedades foram identificadas através de parceria com a Emater-MG. Para o diagnóstico da produção, foram realizadas coletas de leite e água, e em superfícies, como latões e baldes usados na ordenha, durante duas estações do ano – seca e chuva.

Após análise do material coletado e treinamento técnico junto a cada produtor rural, os pesquisadores realizaram novas coletas nas duas estações para verificar os resultados obtidos. “Observamos grandes melhorias de qualidade entre as propriedades que aplicaram as boas práticas de ordenha, sobretudo no que diz respeito à higiene no processo, impedindo a contaminação do leite”, ressalta a pesquisadora da Epamig/ILCT, Gisela de Magalhães Machado.

Esses resultados serão repassados aos outros produtores que participaram do projeto através de encontros a serem realizados nos demais municípios atendidos. A equipe vai ainda produzir uma cartilha informativa sobre boas práticas de ordenha e qualidade do leite, que também será distribuída para os produtores rurais da região do Campo das Vertentes.

Palestras orientam produtores

O projeto Qualidade nos Campos foi coordenado pela pesquisadora Vanessa Aglaê Teodoro. No encontro de produtores realizado ontem, 13, em Prados, participaram os pesquisadores Daniel Arantes Pereira e Gisela de Magalhães Machado, além da bolsista do projeto, Sheila Aparecida Teixeira, que abordaram os temas custo da qualidade, boas prática de ordenha e doenças transmitidas pelo leite cru.

As datas dos próximos encontros com produtores serão definidas em breve.

Fonte: Agência Minas

Governo Anastasia: Árvores derrubadas para reforma do Mineirão são doadas a ateliês de arte popular, gerando renda

Gol de placa para artesãos de Minas

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Árvores derrubadas para reforma do Mineirão são doadas a ateliês de arte popular, gerando renda e redução de custo

Artesãos de peças em madeira, entalhes, marchetaria e móveis de diversas regiões de Minas Gerais darão vida às árvores que estão sendo derrubadas para ceder lugar às novas instalações do Mineirão, em Belo Horizonte. A madeira será doada aos ateliês da arte popular típica do estado, vendida no Brasil e no exterior, como alternativa de aproveitamento nobre dos troncos e galhos de 900 árvores de uma centena de espécies, conforme acordo negociado entre o consórcio responsável pela reforma do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Minas-Arena, e o Instituto Centro Cape, braço do Mãos de Minas, maior central de cooperativas mineiras de artesãos. A primeira leva de 400 árvores começou a ser entregue na semana passada.

A matéria-prima deverá gerar renda para os artesãos e reduzir os custos dos ateliês em pelo menos 40%, dependendo da quantidade de madeira aplicada ao trabalho artesanal. Picadas em cortes de 2 metros, as árvores vão chegar às oficinas de BH e do interior em no máximo 60 dias, informou a presidente do Instituto Centro Cape/Mãos de Minas, Tânia Machado. Além do uso nobre de uma madeira que seria queimada, emitindo gás carbônico na natureza, o material será legalizado pelos órgãos ambientais do governo estadual, com certificado de origem. Só com a declaração de procedência legal da madeira é que o artesanato alcança o mercado internacional.

“É algo importantíssimo do ponto de vista do uso de madeira legalizada pelo artesão e da preocupação que nós temos enfatizado nos ateliês com a consciência de preservação do meio ambiente”, afirma Tânia Machado. As árvores derrubadas no entorno do Mineirão serão transformadas em peças gigantescas de madeira esculpidas no município de Prados, na Região Central de Minas, famoso pela habilidade dos artesãos locais em esculpir animais retratados em movimento (leões, cavalos e patos); nas carrancas e nas peças dos mestres santeiros de Pirapora, no Norte do estado; nos móveis rústicos de Tiradentes, São Brás do Suaçuí e Lagoa Dourada, também na porção central de Minas, e de Maria da Fé, no Sul. Atenderão, também, oficinas de artesãos de pequenas peças variadas da Grande BH.

Entre as espécies de árvores derrubadas pela empresa especializada HS Jardinagem, a serviço do consórcio Minas Arena, estão exemplares de mangueira, sibipiruna, flamboyant, sete-copas, jacarandá- mimoso, quaresmeira, magnólia, goiabeira, cedro, oiti, cajá-mirim, ipê-rosa, embiruçú- branco e paineira. O material será armazenado até a distribuição num depósito cedido ao Mãos de Minas pelo Serviço Social da Indústria (Sesiminas) na capital mineira. Os artesãos cadastrados e selecionados terão de arcar com o transporte até as oficinas.

PLANOS O Instituto Centro Cape vai acompanhar o caminho e o uso da madeira até o produto nos ateliês beneficiados pelo projeto. Ansiosa por receber a madeira, a artesã e designer de produto Sophia Felipe Melo, de BH, planeja criar peças adicionais à produção a que se dedica de brinquedos pedagógicos e do teatro de sombras, um conjunto de peças abrigadas numa mala de madeira que quando aberta conta histórias. Dependendo da espécie, ela planeja fabricar bonecos e marionetes, se possível.

“O projeto permite que o artesão use uma madeira que tem história e vínculo com a cidade”, afirma Sophia Melo. A artesã renova a cada três meses o estoque de madeira, que consome até 40% dos gastos na confecção dos brinquedos. No ano passado, ela desembolsou R$ 1 mil com a compra da matéria-prima de fornecedores de BH.

A cooperativa Dedo de Gente, de Curvelo, na Região Central de Minas, que reúne 89 jovens artesãos do Vale do Jequitinhonha e do Norte do estado, já se ofereceu para transformar as árvores do Mineirão em móveis e peças de decoração. O grupo usa, além de madeira, bambu, ferro, cartonagem, cerâmica e tinta à base de terra.a