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Justiça Eleitoral de Minas diploma Antonio Anastasia, Alberto Pinto Coelho, Aécio e Itamar Franco

O governador Antonio Anastasia e o vice-governador eleito, Alberto Pinto Coelho, foram diplomados pela Justiça Eleitoral de Minas Gerais, nesta sexta-feira (17), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, para o mandato 2011/2014 à frente do Governo do Estado. Anastasia foi reeleito governador com 6.275.520 votos (62,71% dos votos válidos). Durante a solenidade, os senadores eleitos, Aécio NevesItamar Franco, seus suplentes, os 77 deputados estaduais eleitos e os 53 deputados federais eleitos também foram diplomados pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desembargador Kildare Carvalho.

Em seu pronunciamento, o governador Antonio Anastasia afirmou que cumprirá os compromissos assumidos com os mineiros durante o período eleitoral. Ele ressaltou que cabe a todos os diplomados a busca pela construção de uma Minas Gerais mais justa e solidária.

“Desejo que, legitimados pela força insubstituível do voto direto, estejamos à altura dos nossos valores e responsabilidades, mas também dos anseios, dos sonhos e das esperanças de nossa gente. Agradeço às inúmeras e comoventes manifestações de apreço que tenho recebido e renovo cada um dos compromissos que assumi nas ruas, com os mineiros. Vamos caminhar juntos, compartilhando decisões e responsabilidades. Vamos construir uma Minas mais forte, para ser mais justa. E, mais justa, uma Minas mais fraterna, solidária na busca dos seus sonhos de desenvolvimento. Uma Minas mais igual. Vamos conquistá-la com o trabalho”, disse Antonio Anastasia.

O governador também lembrou da importância histórica de Minas Gerais no cenário político brasileiro, passando por Tiradentes até Juscelino KubistchekTancredo Neves. Para ele, todos os candidatos eleitos devem manter a tradição mineira de defender os ideais de desenvolvimento de Minas Gerais que, muitas vezes, inspiram o Brasil.

“Ao recebermos essa nova prerrogativa, renovamos cada um dos grandes compromissos que temos para com Minas Gerais e o Brasil. São compromissos que se assemelham, que têm a mesma natureza, porque estão sustentados por um só alicerce de valores. Os ideais de desenvolvimento do Estado estão irremediavelmente inflexionados na ideia de que somos, mais do que síntese, o coração do país. Por isso, temos consciência de que, cada passo que pudermos dar adiante, na direção da conquista da justiça e da equidade, estes também serão percursos vencidos pelo país”, afirmou.

Modelo nacional

Antonio Anastasia citou o modelo de gestão implantado pelo Governo de Minas em 2003 como um dos exemplos de boa governança do Estado que se tornou referência nacional. Conhecido como Choque de Gestão, o modelo promoveu a recuperação das contas de Minas Gerais e retomou a sua capacidade de investimento. Anastasia ocupou as Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Defesa Social (Seds) e foi vice-governador.

“Se temos o dever de prosseguir avançando com o vigoroso processo de transformações dos últimos anos, estamos orgulhosos e envaidecidos de termos sido alçados à posição paradigmática de modelo da nova gestão pública brasileira. Se tantos reconhecimentos nos gratificam, também redobram nossa responsabilidade”, ressaltou.

Fortalecimento da democracia

O governador Antonio Anastasia também parabenizou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e todos os tribunais regionais pela excelência e lisura exemplar das eleições deste ano. Em todo o Brasil foram eleitos, além da nova presidente da República, 1.059 deputados estaduais, 513 deputados federais, 54 senadores e 27 governadores dos estados e do Distrito Federal e seus vices.

“Uma vez mais, o Brasil deu exemplo à comunidade internacional de competência, celeridade recorde, transparência e segurança inquestionáveis; aplicação de modernas tecnologias e absoluta credibilidade, ao realizar um dos mais extensos processos eleitorais do mundo. Devemos o nosso reconhecimento às autoridades judiciárias, aos servidores que conduziram o pleito e à valorosa participação de milhares de cidadãos, valorizando os princípios da cidadania plena”, destacou.

Em seu pronunciamento, o vice-governador eleito Alberto Pinto Coelho afirmou que estará ao lado do governador Antonio Anastasia contribuindo para o desenvolvimento do Estado.

“Hoje é um dia de grande significação, consciente das novas responsabilidades. Estando ao lado do governador Antonio Anastasia, que dá provas incontestes de sua capacidade de bem dirigir os destinos de Minas Gerais, quero estar contribuindo nas missões que me forem delegadas”, afirmou o atual presidente da Assembleia Legislativa.

 

Ibope (Rede Globo/MGTV): Anastasia já está 9 pontos na frente de Hélio Costa

Ibope: Anastasia abre vantagem sobre Hélio Costa

Fonte: MGTV/Globo Minas

Candidato do PSDB tem 41% das intenções de voto e o do PMDB, 32%

O Ibope divulgou nova pesquisa encomendada pela TV Globo e pelo Jornal O Estado de São Paulo sobre as intenções de voto para o governo de Minas Gerais. Os candidatos Antônio Anastasia e Hélio Costa permanecem tecnicamente empatados.

Segundo a pesquisa, Antônio Anastasia, do PSDB, aparece com 41% das intenções de voto. Hélio Costa, do PMDB, tem 32%. Votos em branco ou nulos somam 9%. 15% dizem não saber em quem vão votar.

os candidatos Vanessa Portugal, do PSTU e Edilson Nascimento, do PT do B, aparecem COM 1% cada. Zé Fernando Aparecido, do PV; Professor Luiz Carlos, do PSOL; Adilson Rosa, do PCO e Fabinho, do PCB, não atingiram 1% das intenções de voto.

2º Turno

O Ibope também simulou a votação no caso de um 2º turno entre os candidatos Hélio Costa e Antônio Anastasia. Se o 2º turno fosse hoje, Antônio Anastasia teria 39% dos votos. Hélio Costa teria 32% das intenções de voto.

Senado

A pesquisa Ibope apontou ainda as intenções de voto para o Senado. Em Minas, dois candidatos serão eleitos.

Aécio Neves tem 67% das intenções de voto. Itamar Franco, do PPS, tem 41%. Fernando Pimentel, do PT, tem 28% das intenções de voto. Votos em branco ou nulos somam 11%. 26% dizem que ainda não sabem em quem votar.

Zito Vieira, do PC do B, tem 2% das intenções de voto. Com 1% cada, aparecem Marilda Ribeiro, do PSOL; Betão, do PCO; Miguel Martini, do PHS; Mineirinho, do PSOL e Rafael Pimenta, do PCB. Efraium Moura, do PSTU e José João da Silva, do PSTU, não atingiram 1%.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 10 e 12 de setembro. Foram entrevistados 1806 eleitores em Minas Gerais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 70286/2010.

Link da matéria: http://eptv.globo.com/noticias/NOT,0,0,315102,Ibope+Anastasia+e+Helio+Costa+seguem+tecnicamente+empatados

“Serei a voz de Minas no Senado”, diz Aécio

Fonte: Estado de Minas

“Serei a voz de Minas no Senado”

Entrevista/AÉCIO NEVES

Ex-governador diz que é preciso existir no país um compromisso em torno das reformas

“A agenda de reformas ou ocorre nos primeiros seis meses de governo, quando todo o Executivo recém-eleito e o parlamento foram hidratados, oxigenados pelas urnas, ou elas não acontecem mais”
Na era pós-Lula, o ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, pretende, se eleito, fazer o que mais gosta: política. Articular a maioria no Senado, para viabilizar reformas estruturais no país, é um dos principais objetivos do tucano, que reclama do Congresso Nacional uma atuação mais transparente e uma pauta de temas de interesse da nação. “Acho que o Brasil está maduro o suficiente para que a oposição e a base governista se entendam em torno de reformas que permitirão ao Brasil superar gargalos enormes e que possibilitarão crescimento muito maior, muito mais vigoroso do que tem ocorrido”, afirma. Ele defende as reformas tributária, política e da Previdência e acha necessária a revisão da Lei Kandir, que desonera as exportações, e a revisão da Lei dos Royalties para o setor da mineração. O candidato fala ainda sobre a “falta de generosidade” do PT para reconhecer avanços nos governos que antecederam Lula, de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Quando em campanha dentro do PSDB pela indicação do partido para concorrer à Presidência da República, o senhor lançou a expressão pós-lulismo. Por quê?
Apresentei uma proposta alternativa ao partido, discuti o quanto pude, viajamos em vários estados levando a proposta de uma candidatura pós-lulismo, olhando para o futuro, que reconhecesse os avanços que vêm ocorrendo no Brasil após esses últimos anos a partir principalmente do governo Itamar Franco, passando pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo governo Lula. Sinto-me incomodado que o PT não tenha essa generosidade de considerar o que os outros fizeram. O presidente Itamar Franco, quando assumiu o governo no momento de crise, do impeachment de um presidente, o PT negou-se a dar a ele apoio porque tinha um candidato à Presidência da República que aparecia como favorito: o próprio Lula. Quando veio o governo do presidente FHC, apresentamos o Plano Real. O PT se colocou contra porque achava que isso poderia, como acabou acontecendo, fortalecer a candidatura do FHC. Prevaleceu o interesse do partido e não do país. O PT tem essa incapacidade de reconhecer que não teria havido o governo Lula se não tivesse havido o governo FHC e Itamar, a estabilidade econômica. Então propunha algo que reconhecesse em todos os governos um papel muito importante, de apontar para o país uma nova agenda de convergências, de reforma, independentemente de quem fosse governo ou oposição.

Se eleito, como será a sua atuação no Senado na era pós-Lula: na condição de situação ou de oposição?
Eu tive já uma experiência importante no Congresso. Fui parlamentar por 16 anos, fui líder do PSDB no governo FHC por quatro anos, fui presidente da Câmara dos Deputados e consigo distinguir de forma muito clara aquelas que são questões de Estado, que interessam ao país, e aquelas que são questões de governo. É muito importante que haja um compromisso de governo e da oposição, independentemente de quem seja governo e oposição, em torno das questões de Estado. E eu esclareço o que é isso: a reforma política, a reforma tributária, a própria reforma do Estado brasileiro, a reforma da Previdência são questões que precisam acontecer independentemente de quem seja o próximo presidente da República. O que acho que poderá ser o meu papel, se vier a ser eleito, é construir uma maioria da qual participem setores ligados ao eventual futuro governo e da oposição para viabilizar essa agenda. Eu gosto da atividade parlamentar, gosto da discussão. Acho que o Congresso está devendo ao país – e o Senado em especial – uma atuação mais transparente, com uma pauta mais diretamente ligada ao interesse do país. Somos todos caudatários das decisões do Executivo. O Congresso anda curvado, subjugado pela força do Poder Executivo. Pretendo fazer articulação muito além de Minas. Quero que Minas tenha uma bancada de pelo menos 30 senadores ligados a nós, de vários partidos, nos ajudando a defender nossos interesses. O meu papel é ser a voz de Minas no Senado.

As reformas retornam à pauta em toda campanha política, mas, ao final, não se concretizam. Por quê?
A agenda de reformas ou ocorre nos primeiros seis meses de governo, quando todo o Executivo recém-eleito e o parlamento foram hidratados, oxigenados pelas urnas, ou elas não acontecem mais. Então, de todas as prioridades, a primeira delas é construirmos nos primeiros seis meses um consenso, independentemente de quem seja o próximo presidente da República. Nós, ao longo dos últimos 16 anos, assistimos a uma oposição que não fez bem ao país. Tanto o PT em relação ao governo Fernando Henrique, que encontrava vício de origem em tudo o que vinha do Executivo, se colocava contra – como fez com o Plano Real e com a Lei de Responsabilidade Fiscal, para citar apenas dois marcos -, nós mesmos do PSDB, em determinados momentos, fomos por esse mesmo caminho. Acho que o Brasil está maduro o suficiente para que a oposição e a base governista se entendam, repito, em torno de reformas que permitirão ao Brasil superar gargalos enormes e que possibilitarão crescimento muito maior, muito mais vigoroso do que tem ocorrido. O Brasil avançou muito ao longo de todos esses últimos governos. Mas do ponto de vista congressual, estrutural, nós não avançamos. Porque quem estava na oposição, o PT e depois nós, não trabalhávamos no sentido de viabilizar. E não houve vontade política suficiente, do atual governo em especial, porque teve maior tranquilidade – diferentemente do governo FHC, que teve quatro crises econômicas sucessivas. O presidente Lula não demonstrou vontade política de enfrentar contenciosos em torno dessas reformas.

O que faltou ao governo federal para impulsionar as reformas?
O atual governo tem muitas dificuldades de enfrentar contenciosos. Eu me lembro que na disputa pela reeleição o tema central da campanha do presidente no segundo turno era a reforma política. No momento em que ela começa a incomodar alguns partidos aliados, que temem desaparecer ou fazer fusão, ela sai da pauta.

O senhor vai trabalhar por um novo pacto federativo?
O Brasil caminha infelizmente para formar um estado unitário. A federação está em frangalhos. Essa é outra questão que temos de trazer para a discussão congressual. A raiz dos grandes problemas que o Brasil vive hoje está na concentração absurda de receitas tributárias nas mãos da União com fragilização da federação: 70% de tudo o que se arrecada no Brasil está concentrado nas mãos da União. Então, refundar a federação é prioridade minha. Tenho ideias objetivas de como começar. Por exemplo, a figura estradas federais. É uma figura esdrúxula, só existe no Brasil. As estradas devem ser de responsabilidade dos estados com a transferência integral dos recursos da Cide (imposto dos combustíveis). Esse já seria um primeiro passo nessa direção. Vou além. O Fundo Nacional de Segurança e o Fundo Penitenciário, que ainda têm valores irrisórios e devem ser fortalecidos, são contingenciados sucessivamente pelo governo. Deveríamos determinar que a liberação do Fundo Nacional de Segurança e Fundo Penitenciário seja feita automaticamente por duodécimo para cada estado da federação proporcionalmente à sua população. Medidas como essa têm de ser discutidas no Senado.

O problema dos royalties da exploração do minério e a revisão da Lei Kandir, que desonera as exportações, são pontos que estão na agenda política desta eleição. Como viabilizá-los?
É fundamental que haja posição firme do governo federal. Trabalhamos no novo marco regulador do setor mineral, junto com o ministro Edson Lobão, a proposta de reclassificação e aumento dos percentuais dos royalties foi incluída na proposta entregue ao governo por nós. Essa proposta foi apresentada, mas não houve articulação política para que fosse votada. Nós sabemos o que precisa ser feito, mas o que falta é vontade política do governo federal de encaminhar a questão e bancar essa questão no Congresso Nacional. Eu pretendo, sendo do governo ou não, ter uma posição muito ativa na negociação com o governo. Olha, sinto que falta arte na política brasileira, falta articulação e construção de maiorias negociadas. Essa é uma questão plenamente negociável no Congresso Nacional e é das que mais me estimulam, pois é absolutamente injusta a atual repartição.

Dentro do PSDB, o senhor está agora na primeira posição da fila para ter a indicação de candidato à Presidência da República em 2014?
Não posso disputar uma eleição agora pensando no que vai acontecer comigo lá adiante. O que garanto é o seguinte: quando estiver vou estar articulando em favor de Minas, brigando pelos interesses de Minas, e vamos ver o que acontece lá na frente. Eu gosto de fazer política. Faço com prazer e não preciso estar em determinado cargo para ter toda a minha satisfação atendida. Estou muito bem. E me faz muito bem, me completa em minha atuação política a possibilidade de representar Minas no Senado. A Presidência é muito mais destino e é mesmo. Estou vivendo algo nas últimas semanas, que é ser recebido como estou em todas as regiões do estado, com respeito e carinho das pessoas. Isso me basta. A minha candidatura ao Senado é a nova etapa do mesmo projeto, que passa pela eleição do Anastasia aqui.