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No nordeste, Aécio reafirma compromisso com crescimento do Brasil

Aécio: “Podemos ter aqui, pela localização estratégica de Natal, um aeroporto indústria que seja centralizador de inúmeras outras atividades.”

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Natal (RN) – 21-08-14 (Seguem trechos)

Assuntos: eleições 2014; RN; programa Nordeste Forte; programas sociais;

Sobre agenda em Natal.

Quero dizer que a minha visita hoje ao Rio Grande do Norte, mais uma vez, é para reafirmar o compromisso do nosso governo com a retomada do crescimento do Brasil. Estivemos agora em uma indústria que é exemplo não apenas para o Brasil, mas também para fora do Brasil. O grupo Guararapes, o grupo Riachuelo, demonstra que é possível, sim, competir no Brasil mesmo não tendo o governo condições de oferecer logística e a competitividade necessária para que sejamos cada vez mais competitivos.

Quero reafirmar o meu compromisso com a simplificação do sistema tributário brasileiro. Quero assumir o compromisso com um choque de logística e infraestrutura no Brasil, em especial na região Nordeste, para que quem produza aqui possa ter melhores condições de competir com quem produz em outras regiões do Brasil.

Além disso, vamos dar a segurança jurídica necessária, fortalecendo inclusive as nossas agências reguladoras, para que os investimentos que deixaram de vir para o Brasil retornem para o Brasil. Não podemos nos contentar em sermos o lanterna em crescimento na América do Sul e vendo a inflação de novo corroer o salário dos trabalhadores brasileiros.

A minha mensagem hoje aqui em Natal para os brasileiros de todas as partes do Brasil é de fé no nosso futuro, de confiança na nossa capacidade de readquirir condições de competitividade, crescendo, gerando emprego e renda para todos os brasileiros. Aqui é um exemplo de potencialidades que estão sendo ainda pouco aproveitadas, seja na indústria, seja no agronegócio, seja no turismo, pela falta de investimentos planejados em logística, e por falta do sistema tributário que permita, como disse, o aumento dessa competitividade.

Sobre recursos para a região.

Acredito que as regiões desiguais devem ser tratadas de forma desigual. Só assim vamos diminuir as desigualdades. É preciso que haja planejamento, sim, e estímulos diferenciados para empresas que estejam localizadas nas regiões que não são as mais desenvolvidas no país, desde que tenha um compromisso com a inovação, desde que tenha um compromisso com a empregabilidade e com a competitividade. Essa indústria que visitamos tem esses compromissos, e a população do Rio Grande do Norte é a beneficiária maior desses compromissos.

Sobre a campanha.

A nossa proposta é uma proposta antagônica ao governo que está aí. Queremos substituir o perverso aparelhamento da máquina pública pela eficiência e pela meritocracia. Queremos uma interlocução com o mundo que não seja essa ideológica e atrasada, que tem impedido a abertura de novos mercados para quem produz no Brasil. Queremos políticas sociais que não se contentem apenas com a administração da pobreza, como acontece hoje, mas busquem a sua integração. E queremos eficiência para superarmos o gargalo logístico que hoje existe no Brasil. O nosso adversário é o governo do PT, e quem vai estar no segundo turno somos nós. Não sei se o PT estará. Mas nós estaremos no segundo turno e vamos vencer as eleições.

Sobre a possibilidade de o Rio Grande do Norte ter um aeroporto indústria.

Vejo que temos uma possibilidade enorme de ter aqui um aeroporto indústria, que possa estar produzindo equipamento, por exemplo, para as usinas eólicas em todo o Brasil. Não precisamos estar importando tudo pronto. Podemos ter aqui, pela localização estratégica de Natal, um aeroporto indústria que seja centralizador de inúmeras outras atividades industriais que hoje estão dispersas pelo Brasil. Inclusive com uma legislação específica de importação e de exportação. O Brasil precisa avançar, tem potencialidades desperdiçadas, e estou hoje aqui vendo um exemplo de sucesso. Um absoluto sucesso que vai ter o nosso apoio. Eu serei o presidente do desenvolvimento, do emprego, do crescimento.

Sobre a continuidade dos programas sociais e Nordeste Forte.

Nordeste sempre será prioridade. Não apenas na minha campanha, mas no meu governo. Governei Minas GeraisMinas Gerais é o Estado que tem o maior número de munícipios do Brasil e temos, para muito orgulho nosso, um Nordeste no nosso território. Temos os vales do Jequitinhonha, do Mucuri, o Norte mineiro, que têm um IDH médio ainda abaixo da média do Nordeste. Eu terminei meu governo tendo investido três vezes mais por cidadão per capita nessa região do que nas regiões mais desenvolvidas. Essa será uma região prioritária não apenas na campanha, mas também no nosso governo.

E, no próximo sábado, estaremos lançando em Salvador um programa que estou chamando de Nordeste Forte, mostrando quais são os principais eixos de investimentos nessa região, que passam pela questão tributaria, pela questão logística, pela questão da inovação, portanto, investimento em ciência, investimento em tecnologia e valorização das variadas vocações que essa região tem. Não tenho dúvida que teremos o melhor programa para essa região.

Em relação aos programas sociais, iniciados, inclusive, no governo do PSDB, como o Bolsa Alimentação, o Bolsa Escola e o Vale-Gás, quero reafirmar aqui mais uma vez: o Bolsa Família vai continuar no nosso governo, mas vamos viver outras etapas. Não compreendemos a pobreza apenas na vertente da privação da renda. Compreendemos a pobreza além da privação da renda, também na privação de serviços como saneamento básico, saúde, e também na privação de oportunidades.

É dessa forma que estamos lançando um programa chamado Família Brasileira. E nesse programa vai dentro do Cadastro único dividir por cinco níveis de carência todos que recebem o Bolsa Família e continuarão a receber. Mas queremos que além da renda, além do cartão, as pessoas possam receber outros serviços do governo. Muitas não têm um banheiro adequado na sua casa, outros têm uma jovem adolescente grávida sem pré-natal adequado sendo realizado. Outros têm, na família, um adulto sem qualificação, para buscar espaço no mercado de trabalho. Vamos tratar de todas estas carências de forma transversal. O que se faz hoje para as populações de mais baixa renda do país é muito pouco em relação aquilo que o meu governo vai fazer.

Sobre críticas de que o PSDB seria um partido elitista.

Isso é falso como uma moeda de três reais. Se não fosse o PSDB, se não tivesse havido a estabilidade da moeda, a modernização da nossa economia, não teria havido o governo do presidente Lula. Vocês se lembrarão que o programa inicial do PT chamava-se Fome Zero, o programa social. Como isso não deu certo, eles tiveram a virtude, e reconheço nopresidente Lula em todos os momentos essa virtude, de ter unificado os programas de transferência de renda e ampliado. Vamos continuar a fazer isso porque ninguém pode se achar dono de um projeto ou de um programa apenas porque o ampliou. A administração pública é você aprimorar os bons programas, dar a eles dimensão, adaptá-los às novas realidades.

Aquilo que tem de bom desse governo será melhorado e ampliado. Aquilo que existe de ruim neste governo – e é muita coisa – será extirpado da vida nacional para que possamos resgatar a confiança no Brasil. O Brasil não pode se contentar em, falo isso ao lado do grande senador Agripino Maia, coordenador da minha campanha, ter um crescimento tão pífio da sua economia ao longo desses últimos três anos, e terceirizando sempre as responsabilidades. Não é do mundo as responsabilidades pelo baixo crescimento do Brasil. A responsabilidade é desse governo intervencionista, que flexibilizou os pilares macroeconômicos que haviam nos trazido até aqui e inspira desconfiança e quem deveria ser parceiro para que pudéssemos crescer e nos desenvolver. Eu estou aqui hoje muito feliz na sede do meu partido ao lado do companheiro Rogério Marinho, companheiro Agripino Maia e de tantos outros candidatos a deputado.

Temos um projeto para o Brasil. É inabalável a nossa confiança nesse projeto. Tenho absoluta certeza que, no momento da decisão, não vamos apenas estar no segundo turno, vamos chegar na frente para chegarmos a disputar o segundo turno e vencermos as eleições.

Sobre a volta ao RN após a morte de Eduardo Campos.

Foi um dia imensamente triste. Quando pousei aqui há nove dias, recebi, pelo senador Agripino, que estava ao meu lado no avião e recebeu uma mensagem de seu filho Felipe, a notícia da tragédia. E custamos a acreditar. Ficamos uma meia hora dentro do avião sem saber direito se acreditávamos ou não naquilo, em uma torcida enorme para que aquilo fosse um alarme falso. Conheci o Eduardo há trinta anos. Eduardo acompanhando Miguel Arraes na campanha das Diretas e eu acompanhando Tancredo, meu avô. E desde aquele tempo tivemos uma relação de amizade, de respeito e, sempre, em partidos diferentes, soubemos conversar sobre o Brasil. Meu lamento é grande, não houve como deixar de, chegando aqui hoje, a primeira palavra que dissemos quando pousamos aqui, eu e o senador Agripino, foi exatamente essa. Da grande tragédia. E que fiquem os exemplos, a vontade de Eduardo e de todos nós de mudarmos o Brasil. Disse no meu primeiro programa, a forma de honrar Eduardo, honrar tantos homens públicos de bem que já não estão entre nós, é trabalharmos com seriedade, com responsabilidade, para fazermos o Brasil avançar. Não muda na minha campanha nada, a não ser o sentimento de pesar que levarei comigo para sempre. Mas a minha determinação e disposição de iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil com ética, com decência, não muda, ao contrário, só aumenta.

Sobre pacote de medidas do governo.

Assistimos no Brasil, já não é de hoje, o governo do improviso, o governo do remendo. Na verdade, o governo percebe que a diminuição da atividade econômica vem ocorrendo mês a mês e busca um pacote no limite do governo, a poucos meses da eleição, de estímulo ao crédito. Tudo que vem de estímulo ao crédito é bem-vindo, mas o governo falhou no que é essencial, –porque além da oferta de crédito, que foi a alternativa que o governo buscou desde a crise de 2009, que não foi uma alternativa equivocada, equivocada foi ela vir solitariamente– a ausência de regras que possibilitassem que esse crescimento do país viesse via investimento, [e é isso] que tem nos levado hoje a esse limite. Porque, infelizmente, as famílias estão endividadas, certamente o efeito dessas medidas não será aquele que se anuncia, porque na ponta da oferta, na ponta dos investimentos, o Brasil, infelizmente, não avançou. E esse governo, a realidade é essa, o governo do PT, o governo da presidente da República, perdeu a capacidade de inspirar confiança a quem deveria estar hoje investindo no Brasil.

Dados da Fundação Getúlio Vargas mostram que, nos últimos seis meses, em todos os setores da economiacomércio, indústria, agronegócio, o pessimismo vem aumentando e a diminuição dos investimentos vem aumentando. A cada ano temos um pouco mais ampla a diminuição dos investimentos e da expectativa em relação ao futuro. Só há uma forma de revertermos essa expectativa que é negativa hoje: mudando o atual governo. Por isso estou aqui e tenho uma grande expectativa de que vamos ter, no Rio Grande do Norte, pelo apoio das lideranças que estão aqui conosco e, mesmo no Nordeste brasileiro, um resultado muito melhor do que aquele que alguns anunciam.

Aécio visita Recife e promete medidas de impacto social no Nordeste

Aécio Neves visita região para apresenta a proposta de um Novo Nordeste.  Proposta é ampliar o investimentos em regiões de baixo IDH.

Aécio e o Novo Nordeste

Fonte: Estado de Minas

Aécio inicia caminhada pelo Nordeste e promete “choque de infraestrutura

“Candidato tucano abre no estado do adversário socialista caminhada pela região que, segundo ele, receberá medidas de impacto social

Cinco dias depois de ter a sua candidatura a presidente da República oficializada, o senador Aécio Neves (PSDB) escolheu Pernambuco – berço político do adversário Eduardo Campos (PSB) – para anunciar um “choque de infraestrutura” para o Nordeste. No Recife, onde recebeu na noite de ontem o título de cidadão honorário, o tucano afirmou que vai percorrer vários estados da região ao longo do mês que vem para elaborar um conjunto de ações que chamou de “Novo Nordeste”, incluindo medidas de “enorme” impacto social.

As medidas prometidas caso eleito, segundo ele, visam diminuir as diferenças entre as regiões e os brasileiros, “tratando de forma diferente aqueles que são diferentes”. “Quando concluí meu governo em Minas, depois de oito anos de mandato, havíamos investido três vezes mais per capita nas regiões de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em relação às regiões mais ricas do estado. Digo isso não apenas em relação a Pernambuco, mas é preciso que apresentemos uma proposta muito clara que está sendo elaborada para o Nordeste brasileiro”, afirmou o tucano.Governador reeleito de Minas Gerais, o senador Aécio Neves ponderou ainda que o programa nordestino será semelhante ao Travessia, instituído para ampliar e melhorar o IDH do estado. De acordo com o candidato a presidente, será definido um prazo para que os índices do Nordeste se equiparem aos das regiões mas ricas do Brasil.Aécio Neves se reuniu ontem com o governador João Lyra Neto (PSB), sucessor de Eduardo Campos, que deixou o cargo em abril para disputar a Presidência da República. Na saída do encontro, classificado pelo tucano como uma “conversa entre amigos”, ele criticou a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) para a região – mesma estratégia usada por Campos em visita a municípios nordestinos.

“No Nordeste, há a percepção clara de que o governo (federal) faliu. O governo da presidente Dilma fracassou na condução da economia, que vai nos legar como herança, ou a quem quer que seja o presidente da República, uma das piores equações econômicas de nossa região”, disse. Em Pernambuco, os tucanos vão apoiar o candidato a governador Paulo Câmara (PSB), aliado de Eduardo Campos.

Presidente nacional do PSDB, Aécio disse que a decisão no estado foi tomada “de forma compartilhada” pela direção estadual do partido e que seria respeitada por ele. “Não colocarei meu projeto presidencial acima dos interesses locais do partido”, ponderou.

Segundo turno 

Em entrevista  à Rádio Jornal, do Recife, Aécio Neves disse que “ninguém tem lugar garantido” no segundo turno das eleições e mostrou-se confiante em um apoio de Eduardo Campos caso chegue à disputa com Dilma. “A partir do momento em que ele (Campos) vem para o campo oposicionista e passa a ter discurso de contestação ao que aí está, acredito que o eleitorado que votar nele é oposicionista, não é eleitor que vá votar no governo”, disse. Da mesma forma, afirmou que seria “natural” seus eleitores optarem por Eduardo Campos em um segundo turno.

Aécio prevê dificuldades para Dilma em Davos

Inflação: de acordo com o presidente nacional do PSDB, o Governo Dilma perdeu o controle da inflação.

Pesquisa do PSDB identifica aumento do custo da cesta básica

Fonte: Portal R7

Aécio diz que inflação está descontrolada e prevê dificuldades para Dilma em Davos

Presidenciável afirma que imagem do Brasil no exterior é ruim devido à política econômica

Aécio critica alta do preço dos alimentos durante o governo Dilma

O presidente do PSDB e possível candidato do partido à Presidência, senador Aécio Neves (MG), criticou nesta quinta-feira (23) o descontrole do governo Dilma sobre a inflação. Em entrevista à rádio do partido, Aécio também disse que a presidente vai enfrentar dificuldades no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, onde Dilma discursa para empresários.

Para o tucano, “a grande verdade é que o governo da presidente Dilma perdeu, sim, o controle sobre a inflação e, infelizmente, a herança para o próximo governo será um crescimento extremamente baixo”.

— Nós fizemos, agora, uma pesquisa nacional e vimos que a cesta básica, em 18 capitais pesquisadas, cresceu entre 10% e 17%, como aconteceu, por exemplo, em Salvador. Isso é extremamente grave.

Aécio enfatizou que seu partido foi responsável pelo controle da inflação e afirmou que “a má condução da economia, a pouca transparência dos dados fiscais, a perda de credibilidade do Brasil junto a investidores, tudo isso vem contribuindo para que a inflação esteja fora de controle”.

O tucano afirmou também que Dilma vai enfrentar maus bocados quando discursar para empresários estrangeiros no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

— A presidente encontrará em Davos analistas do mercado financeiro, analistas em economia do mundo inteiro, que percebem que no Brasil não há confiabilidade em relação aos números. Por isso, tem havido crescentemente uma diminuição dos investimentos, em uma hora em que eles seriam extremamente necessários para que o Brasil voltasse a crescer de forma mais digna do que vem crescendo até aqui nesses últimos anos.

Aécio destacou que o sentimento em relação ao Brasil hoje “é de um País que não cumpre seus compromissos, que não respeita contratos […], que gere de forma inadequada as suas empresas, e a Petrobras é o mais triste exemplo de uma empresa que perdeu quase 50% do seu valor de mercado nos últimos anos e se transformou na empresa não financeira mais endividada do mundo, exatamente no momento em que ela precisava ter recursos para fazer face aos gigantescos investimentos e desafios que tem pela frente”.

— Seria, a meu ver, muito mais adequado, muito mais produtivo, alguns sinais claros de transparência dos dados fiscais, de combate efetivo à inflação, de fortalecimento das agências reguladoras, sinalizando para o fim desse intervencionismo absurdo que ocorre em várias áreas. Essas ações em território nacional seriam muito mais efetivas, com resultados muito mais positivos para o Brasil do que uma simples visita e um simples discurso em Davos.

Governo Anastasia realiza seminário sobre mobilidade urbana

A mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) começou a ser discutida, nesta terça-feira (8), em Seminário Internacional promovido peloGoverno de Minas, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo do evento, que termina nesta quarta-feira (9), é promover um espaço de discussão sobre soluções de mobilidade urbana visando ao desenvolvimento socioeconômico da região, por meio da troca de experiências de gestores públicos e especialistas nacionais e internacionais.

No encontro, que será dividido em seis painéis de discussões, serão apresentadas experiências e boas práticas brasileiras e estrangeiras de mobilidade, focando em três eixos de articulação, essenciais para a melhoria da mobilidade urbana das metrópoles: arranjo institucional e financiamento; circulação e planejamento urbano e soluções em transporte de massa.

O público alvo do seminário são os técnicos da área de mobilidade, pesquisadores, acadêmicos, gestores públicos, empreendedores e executivos da área e representantes da sociedade civil ligados ao assunto.

“Promovendo um seminário desta importância, fica clara a preocupação do Governo de Minas com os usuários do transporte urbano, que é um gargalo que aflige não só o Brasil, mas todo o mundo. No caso específico da RMBH, ela exige a mais alta dedicação de inteligências, em função da complexidade e das características do transporte de massa local que precisa, portanto, de soluções inovadoras e viáveis”, avaliou o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles.

O secretário de Estado Extraordinário de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira, informou que o seminário é a concretização da intenção do Governo de Minas Gerais para o avanço da mobilidade urbana da Região Metropolitana de Belo Horizonte, da trafegabilidade com sustentabilidade e da preocupação com o cidadão.

Transporte na RMBH

Atualmente o transporte na RMBH, composta por 34 municípios, é gerido por 13 agências municipais, duas estaduais e uma da esfera federal. O transporte intermunicipal é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), que faz o planejamento operacional da rede de ônibus, e do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG), responsável pela fiscalização. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), através de uma superintendência regional gere o trem metropolitano de Belo Horizonte. O transporte municipal em 13 cidades é gerido pelos próprios municípios, e nos demais o DER/MG também opera o sistema municipal.

O Governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte vêm fazendo gestões junto ao governo federal para que algumas necessidades da capital, relacionadas ao transporte de massa e à circulação, entrem na pauta de importantes discussões.

Investimentos

Desde 2003, o Governo de Minas investiu cerca de R$ 3,8 bilhões em transportes e obras públicas, nos 34 municípios da RMBH. Foram realizadas, além das obras de duplicação de vias, construção de viadutos e passarelas, também a construção de escolas, creches, hospitais e outros.

Linha Verde

Foram investidos, por meio do Governo de Minas, cerca de R$ 483 milhões nas obras da Linha Verde, que incluiu a implantação do Boulevard Arrudas, na área central de Belo Horizonte, intervenções ao longo da avenida Cristiano Machado e duplicação do trecho da MG-010, entre a avenida Pedro I e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Foram construídos 20 viadutos, 22 passarelas e duas trincheiras e travessias para pedestres. Foi realizada pintura anti-pichação e recuperação funcional da pista. Outras quatro passarelas serão construídas na Cristiano Machado.

Para a prolongação do Boulevard Arrudas, o Governo de Minas fez a recuperação do fundo do canal do ribeirão Arrudas, no trecho da avenida dos Andradas entre a alameda Ezequiel Dias e a rua Levi Coelho, próximo ao Centro de  Especialidades Médicas. Essa intervenção antecede o prolongamento do Boulevard Arrudas, que já tem projeto realizado (estimativa de investimentos de R$ 50 milhões). O projeto prevê a cobertura do ribeirão Arrudas, num trajeto de aproximadamente um quilômetro, entre a alameda Ezequiel Dias e a rua Levi Coelho e no sentido contrário, entre a rua Rio de Janeiro e a Carijós, cujo trajeto tem 1,2 quilômetro.

Antônio Carlos

O Governo de Minas realizou investimentos de cerca de R$ 190 milhões na obra de duplicação da avenida Antônio Carlos, realizada em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte que investiu cerca de R$ 62 milhões. A intervenção fez com que a via tivesse sua capacidade de tráfego dobrada, incluindo pistas exclusivas para ônibus e a construção de sete viadutos e seis passarelas acopladas. Foram implantadas duas pistas com quatro faixas de tráfego e duas pistas exclusivas para ônibus. No momento está em obras o viaduto que fará a ligação da avenida com o hipercentro da cidade, que integrou posteriormente o escopo do projeto.

ProMG

Com relação à melhoria das rodovias estaduais na RMBH, o Governo de Minas, por meio do Programa de Recuperação e Manutenção Rodoviária do Estado de Minas Gerais (ProMG), destinou R$ 51,5 milhões para recuperação, manutenção e conservação, por um período de quatro anos, de 347,1 km de vias da Coordenadoria Regional de Belo Horizonte, que contempla os municípios da RMBH, por meio de contrato entre o DER/MG e empreiteira vencedora da licitação.

PAC Arrudas

Em parceria com o governo federal e as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem, o Governo de Minas está investindo cerca de R$ 32,2 milhões na requalificação urbana e ambiental do ribeirão Arrudas. Atualmente o investimento total soma R$ 208 milhões, sendo 75% de repasse da União, 12,5% do Governo do Estado, 6,25% da Prefeitura de Contagem e 6,25% Prefeitura de Belo Horizonte.

Entre as intervenções estão a construção de 672 apartamentos de dois e três quartos para reassentamento de famílias que ocupam área de risco; remoção de outras 124 famílias para habitações já existentes, dentro dos critérios do Programa Reassentamento Monitorado (Remo) da Prefeitura de Contagem; canalização de dois trechos do ribeirão Arrudas, bem como a extensão da avenida Tereza Cristina em 2,7 quilômetros, com impacto positivo no trânsito e no transporte na região; melhoria nas condições de saneamento e para a saúde da população. Serão beneficiadas diretamente cerca de 300 mil pessoas e outras 600 mil que moram no Vetor Oeste da RMBH serão beneficiadas indiretamente.

Proacesso

Taquaraçu de Minas era o único dos 34 municípios da RMBH que, em 2003, não contava com rodovia asfaltada até o seu perímetro urbano. Com investimentos de cerca de R$ 3,21 milhões, foram asfaltados os 9,3 quilômetros da rodovia que ligava a sede do município à BR-381, de um total de 13,1 km.

MG-020

As obras de duplicação na MG-020, entre Belo Horizonte e Santa Luzia, com 6 km de extensão, tiveram investimento de cerca de R$ 34 milhões. Também foi realizada a desapropriação necessária, ponte sobre o córrego Isidoro, obras de contenção e construção de passarela.

Reestruturação do Sistema de Transporte Metropolitano

Um novo modelo do Sistema de Transporte Metropolitano entrou em operação em 2008, quando a Setop transformou o atendimento das linhas da RMBH em sete redes integradas de transportes, RITs. A frota foi numerada com quatro algarismos, não existindo mais as letras anteriormente utilizadas no final de cada série. O critério utilizado, para definir a sequencia numérica, foi criado de acordo com o número do consórcio vencedor da licitação em que a linha irá atender. Dentre os diversos benefícios para os usuários destaca-se a renovação da frota, nova pintura externa que facilita a identificação, bilhetagem eletrônica (Cartão ÒTIMO), integração ônibus-ônibus e ônibus-metrô e o próximo passo será a construção de terminais metropolitanos que farão a integração dos ônibus.

 

Anastasia diz que vai ampliar investimentos em infraestrutura no Triângulo Mineiro para ampliar oferta de empregos

Antonio Anastasia afirma que Governo de Minas continuará investindo no Triângulo Mineiro

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Em Iturama, governador ressaltou investimentos em infraestrutura, na região, que permitiram a atração de empresas e geração de 92 mil empregos

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira (26/07), em Iturama, que o Governo de Minas continuará investindo na infraestrutura dos municípios do Triângulo Mineiro com o objetivo de atrair novas empresas para a região e gerar ainda mais empregos. Nos últimos oito anos, o Triângulo recebeu 260 projetos da iniciativa privada, com investimentos de R$ 16 bilhões em diversos setores, principalmente como agroindústria, calçados e couro, energia, eletroeletrônico, metalurgia, moveleiro, têxtil, transportes aéreo e terrestre. Com esses investimentos, foram gerados 92,2 mil empregos.

Segundo Anastasia, o desenvolvimento do Triângulo, uma das regiões mais prósperas do Estado, foi fundamental para o crescimento da economia de Minas.

“No primeiro trimestre, enquanto o PIB do Brasil cresceu 9%, o nosso foi de 12,2%, ou seja, crescemos mais do que o Brasil, o que demonstra um acerto da nossa política econômica. É claro que precisamos mais. Estamos estudando agora um novo programa para fazermos indústrias âncoras em diversas regiões. Certamente o Pontal do Triângulo também será privilegiado nesse sentido”, afirmou o governador.

O Triângulo Mineiro é uma das regiões mais desenvolvidas no setor sucroalcooleiro. Desde 2003, os investimentos no setor somam R$ 10,1 bilhões, com a geração de 60,7 mil empregos diretos, especialmente na região, onde está concentrada a maior parte das usinas de cana-de-açúcar. Das 43 unidades em funcionamento, 23 foram implantadas na gestão do ex-governador Aécio Neves e do governador Antônio Anastasia. Em Iturama, a Usina Coruripe é a maior empregadora, responsável por 1.800 empregos diretos e moagem de mais de 5 milhões de toneladas de cana de açúcar por safra.

Infraestrutura adequada
Antonio Anastasia afirmou que a região já recebeu inúmeros investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, fundamentais para transformar o Triângulo em importante polo de empresas. Desde 2003, o Governo de Minas investiu na região cerca de R$ 127 milhões em 99 obras de 16 municípios. Para melhorar os aeroportos de Iturama, Frutal e Ituiutaba, foram investidos cerca de R$ 10 milhões. Em redes de esgoto de água, foram destinados R$ 30 milhões na região. O governador lembrou que ainda há muito a fazer e que as visitas aos municípios são importantes para apresentar o programa de governo aos eleitores e levantar sugestões para desenvolver ainda mais a região.

“Sabemos que há muitas necessidades de infreaestrutura, de desenvolvimento econômico para Iturama e o Pontal do Triângulo. Estamos aqui para ouvir as sugestões e levar a mensagem de continuidade do Governo Aécio, que fez muito por Minas, mas queremos fazer ainda mais. Por isso estou aqui recebendo o apoio de tantas lideranças”, afirmou Antonio Anastasia.

Parcerias
O ex-governador Aécio Neves ressaltou que o Governo do Estado realizou importantes parcerias com os municípios do Triângulo, responsáveis por inúmeras obras em toda a região. Somente este ano, o Governo do Estado repassou R$ 40 milhões aos municípios para obras de infraestrutura.

“Temos feito parcerias importantes com os municípios há muitos anos. Basta você chegar a Iturama de avião, por exemplo, que você já vê os investimentos que foram feitos pelo Governo de Estado. Mas esses investimentos se deram em muitas outras áreas, e queremos continuar. O nosso governo foi um dos que mais fez parcerias com os municípios. Alguns de nossos adversários questionam e até condenam essa parceria com os municípios. Mas foram parcerias feitas ao longo de oito anos, que chegaram às nossas estradas, ao asfalto. Levamos a telefonia celular para todos os municípios, avançamos na educação, na saúde, reduzimos os índices de criminalidade. Mas é um processo que não pode parar. E a forma de Minas não parar é elegendo Antonio Anastasia”, disse.

Apoio dos prefeitos
Antônio Anastasia e Aécio Neves desembarcaram no aeroporto da cidade e seguiram em carreata, acompanhados pelo prefeito Cláudio Tomaz de Freitas (PSC), além de lideranças políticas da região, como o presidente do PSDB mineiro, Narcio Rodrigues. Durante o trajeto, os candidatos foram recebidos com buzinaço, bandeiras e faixas em apoio às propostas da coligação “Somos Minas Gerais”. A população saiu às ruas, tirou fotografias e usou a criatividade para saudar os candidatos, gritando “Povo de Minas não erra! Anastasia, Aécio e Serra!”.

O prefeito de Iturama Cláudio de Freitas afirmou que Antonio Anastasia e Aécio Neves transformaram a região. “O Governo de Aécio e de Anastasia tirou o Triângulo do esquecimento”, afirmou. Ele lembrou os investimentos no Proaero, que permitiram a ampliação do aeroporto da cidade. Em Iturama, foram investidos cerca de R$ 4 milhões. Em Minas, o programa já revitalizou 95 aeroportos com investimento de R$ 214 milhões. Estão previstas, para este ano, as conclusões de três novas instalações nos municípios de Cláudio, no Centro-Oeste do Estado, Ubá e Viçosa, ambas na Zona da Mata. Os investimentos somam R$ 41,8 milhões.

A vice-prefeita da Conceição das Alagoas, Nádia Sene de Oliveira, viajou mais de 200 quilômetros para apoiar os dois candidatos. “Pela primeira vez tivemos nossas necessidades atendidas. A moralização, a transparência e o diálogo não podem recuar”, disse.

Governo Antonio Anastasia investe em rede de aeroportos para expandir economia e ampliar exportações

Minas planeja novos aeroportos

Fonte: Ana Paula Machado – Brasil Econômico

Programa estadual pretende estimular a aviação regional dentro do estado

Em 2011, 92% dos municípios mineiros estarão distantes até 100 quilômetros de um aeroporto. Essa é a meta do programa do Estado de Minas Gerais, Proaero, que desde 2006 promove melhorias e ações para atração de empresas do setor aeronáutico para o estado. Segundo o consultor e coordenador de atendimento para o exportador do Exportaminas, Paulo Márcio Silva Campos, 58% das cidades mineiras se enquadram no novo perfil traçado para o estado.

“Ao todo, Minas Gerais terá 160 aeroportos com operações diurnas e noturnas no próximo ano. Hoje, muitos terminais ainda tem infraestrutura inadequada para receber voos durante a noite. Não há equipamentos para operação por instrumentos, somente visual. Com as melhorias, essa situação será revertida”, diz Campos.

De 2006 a 2009, foram investidos no programa R$ 206,5 milhões em melhorias dos aeroportos. “Além de recursos do orçamento do estado, tivemos uma doação da USTDA, que é a agência de comércio e desenvolvimento dos Estados Unidos, para viabilizar todo o programa”, afirmou o coordenador. Para o próximo biênio, Campos ressaltou que os recursos ainda estão em definição. O estado de Minas Gerais aguarda as regras de investimento privado em aeroportos.

“Estamos esperando o novo marco regulatório do setor aeronáutico brasileiro.” Além de melhorias nos aeroportos, o Proaero, também tem por objetivo estimular os vôos regionais no estado. “Como aumento de operações em aeroportos menores, as companhias aéreas poderão realizar rotas para essas cidades. Isso vai democratizar ainda mais a aviação em Minas”, afirma.

A Gol Linhas Aéreas informou que aumentou a oferta de voos diários entre Belo Horizonte (via Confins) e Uberlândia. Hoje, a companhia opera duas frequências entre os destinos. “Por razões estratégicas, não podemos informar quais os novos voos, mas Minas é um mercado muito importante para a Gol”,diz o vice-presidente executivo, Leonardo Pereira.

AEROPORTO PRINCIPAL
Pista: 1.700 metros X 35 metros
Terminal de passageiros: 2.000 m2
Pousos e decolagens: 17.278
Carga: 565.980 quilos
Passageiros: 303.466 (embarques
e desembarques)

Aeroportos secundários

Araçatuba, Barretos, Lins,

Votuporanga e Penápolis

AEROPORTO PRINCIPAL
Pista: 1.400 metros X 30 metros
Terminal de passageiros: 400 m2
Pousos e decolagens: 76.764
Carga: 254.680 quilos;
Passageiros: 19.112 (embarques
e desembarques)

Aeroportos secundários
Araraquara, Franca e São carlos

AEROPORTO PRINCIPAL
Pista: 2.100 metros X 45 metros
Terminal de passageiros: 1.500 m2
Pousos e decolagens: 38.883
Carga: 490.418 quilos
Passageiros: 473.200 (embarques
e desembarques)

Aeroportos secundários
Amarais, Bragança Paulista,
Itanhaém, Piracicaba, Registro,
Sorocaba e Ubatuba

Com o Proaero, até o próximo ano 92% dos municípios mineiros estarão até 100 quilômetros distantes de um aeroporto

CONEXÃO

Confins

O aeroporto internacional é um dos principais centros de distribuição de vôos da Gol Linhas Aéreas.

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO

Rotas

Por Confins, a Gol Linhas Aéreas realiza 60 operações diárias para 15 destinos da malha da companhia.

PROGRAMA

Carga

Além de passageiros, o Proaero deve aumentar também o volume de cargas transportadas entre os aeroportos mineiros.

Economia mineira se expande com novos investimentos das mineradoras

Com preços em alta, mineradoras ampliam investimento no país

Mercado externo enfraquecido faz com que empresas direcionem esforços para atender clientes locais e projetam injeção de US$ 54 bilhões em projetos de 2010 e 2014, diz pesquisa com produtores

Daniel Haidar
dhaidar@brasileconomico.com.br

A produção de máquinas e equipamentos e de insumos para a construção civil, em trajetória ascendente, mostra que os investimentos crescem cada vez mais para atender omercado brasileiro. Com o externo enfraquecido, a mineração acompanha o crescimento da demanda interna e se aproximou no segundo trimestre do maior nível de investimentos já previstos para o setor no Brasil, impulsionada pelos reajustes de preços trimestrais favoráveis.
De acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) sobre projetos de investimento no Brasil, estão previstos US$ 54 bilhões em inversões entre 2010 e 2014. O maior nível de investimento foi atingido em junho de 2008, antes da crise, e somou US$ 57 bilhões. Em média, um projeto de mineração demora sete anos para entrar em operação. “O mercado está retomando os investimentos, porque acredita que a demanda vai continuar crescente e que os preços vão aumentar”, explicou o presidente do Ibram, Paulo Camillo Penna.
O problema é que os economistas estimam que o aumento de preços generalizado vai ultrapassar o centro da meta do governo, de alta de 4,5% do IPCA neste ano. O Banco Central já expressa consenso comas expectativas do mercado, que falam em crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) superior a 7%, e reconhece risco de pressão inflacionária. Por isso, subiu de 15,7%, para 17,1% a projeção de alta dos investimentos, contabilizados na formação bruta de capital fixo (FBCF) no acumulado de 2010, de acordo com o relatório de inflação de junho da instituição. Se as cifras reais ficarem perto disso, será o maior salto nos investimentos desde 1986, quando o crescimento chegou a 22,6%. O ano passado terminou com queda de 9,9% nosinvestimentos e retração de 0,2%do PIB.
“A tendência é haver um crescimento forte ao longo do segundo trimestre de 2010, com pequena desaceleração do setor externo por conta da crise na Europa, mas nada muito significativo. Por conta das eleições, o governo resolveu pisar no acelerador dos investimentostambém. Assim, todos os segmentos estão em expansão, mas devemos ter cuidado para não esperar taxas tão elevadas por muito tempo”, diz o economista-chefe da MB Associados, SergioVale.
A taxa de investimento, que ficou em18% do PIB no primeiro trimestre, ainda é inferior à adequada para manter uma oferta produtiva sem riscos de inflação, de acordo com economistas. Os investimentos ainda precisam e podem crescer mais. “Infraestrutura, logística e mobilidade urbana já exigem investimentos para a Copa de 2014”, lembra Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
Só a Vale investirá US$ 12,9 bilhões em 2010 para mineração de bauxita em Paragominas, no Pará. No centro desse mercado aquecido, a mineradora deve recuperar as perdas contabilizadas pelo câmbio desfavorável às exportações.O lucro líquido da mineradora caiu 8,6%no primeiro trimestre de 2010, ante o mesmo período do ano anterior.
O reajuste dos preços do minério de ferro favorece a recuperação dos lucros e do bom momento do setor. Analistas de mercado preveem reajuste entre 90% e 100% no preço médio no segundo trimestre e de 30% a 35% no terceiro. “Isso vai fazer a geração de caixa da Valequadruplicar”, avalia Raphael Biderman, analista de mineração da Bradesco corretora.
O Banco Central aumentou a projeção de produção de riqueza gerada pela indústria extrativa mineral, que engloba a Vale, para alta de 9,4% em 2010, depois de diminuir 0,2% em 2009.Penna, do Ibram, aposta no crescimento da demanda por minério de ferro, embalado pelo apetite chinês, apesar de alguns economistas já falarem em desaceleração do mercado asiático. “A China está trazendo 800 milhões de pessoas para áreas urbanas e para fazer cidade, saneamento, ponte, precisa ter ferro e aço. Acreditamos que minérios vão ter demanda forte e oferta apertada”, declarou

Governo defende mais recursos federais para MG

Empresas.
Minas atraiu R$ 50 bilhões no primeiro semestre

Petrobras teria destinado só 1% de seus investimentos para o Estado

ZU MOREIRA
Ao anunciar os investimentos de R$ 50 bilhões que o Estado atraiu no primeiro semestre, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Sérgio Barroso, fez duras críticas ao governo federal. “Todas as áreas do governo federal não têm interesse em investir no Estado”, disse, durante lançamento da parceria com a Ericsson do Brasil, que prevê R$ 16 milhões para a implantação de atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos (P&D).

Barroso citou, como exemplo, a Petrobras, que tem um plano de negócios de US$ 224 bilhões nos próximos cinco anos. “Para Minas estão previstos cerca de R$ 2 bilhões, ou 1% do total. Se representamos 10% da economia do país, o valor deveria ser de, no mínimo, R$ 24 bilhões”, disse. O governo estadual tem interesse em desenvolver parceria com a estatal em várias áreas. Um dos projetos é a implantação de uma fábrica de amônia, em Uberaba. Minas também depende da União para desenvolver sua malha ferroviária.

No Norte de Minas, por exemplo, há necessidade de construção de um ramal para escoar a produção de minério de ferro do projeto Sul América Metais, a ser implantado a partir de 2014, em Grão Mogol, mediante investimentos de R$ 3,2 bilhões. O projeto do grupo Votorantim inclui mina de ferro e uma planta de beneficiamento, com geração de 1.800 empregos diretos.

O problema é que a opção de escoar a produção via mineroduto não é bem vista pelo governo, já que necessitará de muita água para o bombeamento do minério, em uma região semiárida. “Não podemos obrigar a empresa a construir uma ferrovia, que é uma concessão federal. Então, teremos que conversar com o governo”, disse.

BHTec já está pequeno, diz secretário
O secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia, Evaldo Vilela, disse ontem que o conselho do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) deve aprovar em breve as bases para o lançamento do edital para atrair empresas âncoras. “A expectativa é que o edital saia ainda neste ano”, disse.
De acordo com Vilela, o BHTec já ficou pequeno. Ele disse que o próximo governo vai ter que criar uma ramificação do BHTec: um parque industrial tecnológico. O projeto está em fase de estudos ambientais e será instalado próximo ao aeroporto de Confins. (ZM)

Investimentos
Empresas. Até o fim do ano, o Estado espera atrair um total de R$ 79 bilhões em investimentos da iniciativa privada. Segundo o governo, o volume de recursos é 50% maior que o atraído por São Paulo.

Flash
No ar. A Eurocopter, principal acionista da fabricante de helicópteros Helibras, tem interesse em instalar no Estado um inédito centro de design de helicópteros.
Desembolso. O presidente do BDMG, Paulo Paiva, apresentou ontem o último balanço dos desembolsos do banco de fomento no Estado. A instituição realizou empréstimos da ordem de R$ 691 milhões de janeiro a junho, 102% a mais que em igual período de 2009.

Investimento
Ericsson planeja centro de serviços no Estado
A Ericsson do Brasil e o governo estadual iniciaram as negociações para a instalação de um centro de prestação de serviços da empresa em Minas Gerais. Na próxima segunda-feira, o vice-presidente da Ericsson, Eduardo Ricotta, deve se encontrar com o governador Antonio Anastasia para discutir o assunto. “É um projeto embrionário. Não temos ainda os números, mas vamos conversar com o Estado”, disse. A ideia é construir um centro tecnológico para prestação de serviços aos clientes da multinacional, ou seja, as operadoras de telefonia.

Ontem, a empresa firmou parceria com o Estado para o início dos projetos de tecnologias para a televisão digital e a integração das telefonias fixa e móvel. Cada parte irá desembolsar cerca de R$ 8 milhões.

“A Ericsson tem mais de 20 centros de pesquisa no mundo, e todos estavam querendo esse projeto de IPTV e IMS”, ressaltou Ricotta. Ele prevê um “crescimento gigantesco” no setor de telecomunicações nos próximos anos. (ZM)

Fonte:  O Tempo
Link para assinantes: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1710&IdCanal=5&IdSubCanal=&IdNoticia=144935&IdTipoNoticia=1

Governador assina protocolos para investimentos no Norte de MG

Foto: Omar Freire/Imprensa MG

O governador Antonio Anastasia assinou, nesta quarta-feira (16), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, protocolos de intenções com a Sul Americana Metais (SAM), empresa do Grupo Votorantim, e com a Marluvas Calçados de Segurança que farão investimentos no Norte de Minas. A SAM aplicará R$ 3,2 bilhões na atividade de extração e beneficiamento de minério no município de Grão Mogol e a Marluvas prevê sua expansão com a implantação de uma nova unidade industrial para a produção de itens de segurança no município de Capitão Enéas.

Durante a solenidade, o governador Anastasia ressaltou a importância dos investimentos para a região Norte do Estado, destacando que o Governo de Minas tem preparado a infraestrutura dos municípios da região para receber empresas de todos os setores.

“No passado, concentrávamos investimentos mais no Centro-Sul do Estado, no Triângulo, Zona da Mata, Sul de Minas, e na região metalúrgica. Agora, há um grande esforço do Governo para levar investimentos para o chamado Grande Norte, o Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, porque fizemos um trabalho planejado. Primeiro, fizemos lá uma grande infraestrutura, as estradas, as escolas, a saúde, a segurança, a telefonia, saneamento e, agora, criamos um ambiente para receber investimentos e já estamos colhendo os frutos desses investimentos”, disse o governador em entrevista.

Desde 2003, foram anunciados para o Norte de Minas R$ 5,45 bilhões de investimentos públicos e privados em 116 projetos, com a perspectiva de geração de 8.297 postos de trabalho nas áreas de transporte terrestre, têxtil, siderurgia, serviços, segurança, saúde, saneamento, químico, moveleiro, metalurgia, mineração, não metálico, infraestrutura, energia, eletroeletrônico, educação, comércio, água e agroindústria.

Geração de empregos

A Sul América Metais pretende implantar em Grão Mogol projeto integrado de mineração que inclui mina de ferro, planta de beneficiamento e mineroduto. O empreendimento irá gerar 1,8 mil empregos na região que hoje apresenta um dos mais baixos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. A empresa se comprometeu a contratar prioritariamente mão de obra local e contará com o apoio de programas do Estado para capacitação e treinamento de pessoal.

O diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios, Haroldo Fleischfresser, explicou que o projeto a ser desenvolvido na região do Rio Pardo é bastante inovador, já que demandará capital e tecnologia de ponta para extrair o minério existente na região.

“O minério da região é de baixo teor, em torno de 20%, por isso trata-se de um projeto muito inovador. Nenhuma empresa no Brasil, hoje, lavra minério desse teor, então é um grande desafio que vai exigir capital e tecnologia. E, como sabemos, a China é um grande consumidor de minério de ferro, compra muito do Brasil e é justamente o país que tem a tecnologia para fazer tal lavra. Então, a nossa parceria com os consórcios chineses, liderados pela Honbridge, é justamente para termos capital e tecnologia. É um projeto muito ambicioso, mas que dará um grande impulso no desenvolvimento da região”, explicou.

O diretor executivo da Honbrigde Holdings Limited, empresa parceira do Grupo Votorantim, William Liu Wei, destacou que Minas foi escolhida para receber os investimentos em razão do crescimento da economia o Estado. “O Brasil e Minas Gerais estão crescendo e queremos crescer juntos. Minas é um dos Estados mais propícios para investirmos”, disse Liu Wei.

Do total investido pela Sul Americana Metais em Grão Mogol, R$ 680 milhões serão destinados a implantação da mina de minério de ferro, cuja conclusão está prevista para março de 2014. Deverão ser criados 798 empregos diretos, com produção prevista de 122 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, quando atingir a capacidade operacional.

A usina de concentração receberá investimento de R$ 1,7 bilhão, com a geração de 989 empregos diretos. A usina terá capacidade para produzir 25 milhões de toneladas por ano de pellet feed (pelotas de ferro). Para o mineroduto, serão investidos R$ 816 milhões na implantação do duto que transportará a produção até Ilhéus, na Bahia, onde haverá uma instalação portuária. Serão criados 40 empregos diretos, e o corredor logístico terá capacidade para transportar 25 milhões de toneladas por ano de pelotas de ferro.

Mão de obra qualificada

De origem mineira, com sede em Dores de Campos, na região do Campo das Vertentes, a Marluvas, especializada na fabricação de calçados de segurança, investirá R$ 9 milhões em sua nova fábrica a ser construída no município de Capitão Enéas, com geração de 420 empregos diretos e 220 indiretos. A unidade vai produzir 5 mil pares de calçados por dia, a partir de junho de 2011, quando o projeto deverá estar concluído. Para garantir a implantação da unidade, o Governo de Minas está firmando com a Prefeitura de Capitão Enéas convênio para repassar R$ 1,5 milhão para execução de obras de infraestrutura no município.

O presidente da Marluvas Calçados de Segurança, Antônio Marcelo Arruda, afirmou que a mão de obra abundante e incentivos fiscais foram os fatores que contribuíram para a escolha de Capitão Enéas (Norte de Minas) para sediar nova unidade da empresa. “Temos no município o espaço que procurávamos para a fábrica, com, inclusive, possibilidade de expansão. Vamos ajudar Capitão Enéas a se desenvolver mais do que tem se desenvolvido. Vamos fazer a nossa parte”, disse. 

Os prefeitos de Grão Mogol, Jeferson Figueiredo, e de Capitão Enéas, Reinaldo Teixeira, destacaram os investimentos do Estado em projetos para preparar a mão de obra local, com a criação e instalação de cursos para a qualificação do pessoal que ocupará as vagas de trabalho que, em breve, irão surgir na região com a chegada dessas novas empresas. Em Capitão Enéas, a prefeitura já começou a preparar 140 jovens que ocuparão as primeiras vagas de emprego da Marluvas.

Mineração no Estado

O empreendimento no Norte do Estado consolida o surgimento de uma nova fronteira de mineração em Minas Gerais. A Mineração Minas Bahia (Miba) também anunciou, no início deste ano, investimento de R$ 3,6 bilhões na implantação de mina de minério de ferro e corredor logístico no Norte do Estado, entre os municípios de Grão Mogol e Rio Pardo de Minas, próximo onde a SAM vai implantar o seu empreendimento. O projeto da Miba deverá representar a criação de 15 mil empregos, sendo 7 mil diretos.

Ao lado da siderurgia e agroindústria, a mineração lidera a atração de investimentos em Minas Gerais. Desde 2003, foram anunciados R$ 25,3 bilhões de investimentos de empresas no setor de mineração, distribuídos entre 48 projetos, com a previsão de gerar 17 mil empregos diretos. Os investimentos anunciados em Minas, dos diversos setores da atividade produtiva, totalizam R$ 210 bilhões, entre 2003 e 2010, com a geração de 448 mil empregos diretos.