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Petista é identificado como autor de difamação contra Aécio na internet

Redes do Ministério da Fazenda e do Serpro foram usadas por petista, que Justiça diz ter disseminado mensagens com acusações contra senador.

Perfil do responsável pelas postagens nesses órgãos é o do chefe da divisão de “projetos e tecnologias educacionais” do Serpro em Belo Horizonte, Márcio de Araújo Benedito

Fonte: Folha de S.Paulo

Ataques contra Aécio em redes sociais saíram de órgãos do governo

Justiça aponta petista como autor de ataques a Aécio em rede social

Servidor de estatal que ligou tucano ao consumo e tráfico de drogas usou computadores do governo

Dados indicam que tuítes foram feitos do Serpro e da Fazenda; senador processou perfis que o acusaram

Redes do Ministério da Fazenda e do Serpro, estatal responsável pelo sistema de tecnologia da informação de todo o governo federal, foram usados por um petista que a Justiça diz ter disseminado mensagens com acusações de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) traficava e consumia drogas.

As informações estão em dados entregues pelo Twitter ao judiciário de São Paulo, após processo aberto pelo tucano contra usuários do site.

O perfil do responsável pelas postagens nesses órgãos é o do chefe da divisão de “projetos e tecnologias educacionais” do Serpro em Belo Horizonte, Márcio de Araújo Benedito.

Filiado ao PT, ele integra a comissão de ciência e tecnologia da sigla em Minas. O perfil mantido por ele na rede social está entre os 55 que foram alvo de uma ofensiva judicial de Aécio, durante a campanha presidencial do ano passado. O tucano disputou a eleição contra a presidente Dilma Rousseff.

Na ação, Aécio pediu a quebra do sigilo de dados dos perfis para tentar identificar os autores das postagens.

O juiz Helmer Augusto Toqueton Amaral determinou que o Twitter entregasse os dados ao tribunal e, depois de analisar o conteúdo, autorizou o acesso dos advogados de Aécio aos dados de 20 usuários.

Ele concluiu que esses perfis produziram conteúdos que vincularam Aécio ao tráfico e ao consumo de drogas, o que daria ao tucano o direito de identificar os detratores.

De acordo com os dados entregues à Justiça, o petista também usou equipamentos da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, uma organização social ligada aos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Ele acessou as redes dos órgãos por mais de três meses e usou estruturas de três Estados diferentes: Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Brasília.

Todos os órgãos citados negaram vínculo com o caso.

Procurado pela reportagem, Márcio Benedito negou ter feito “comentários que possam ser interpretados” como uma vinculação de Aécio ao tráfico e uso de drogas.

Notificado em setembro, ele diz que não apagou qualquer mensagem, embora publicações relacionadas nos dados entregues à Justiça não apareçam quando buscadas em sua conta. (Leia abaixo)

OUTRO LADO

Márcio de Araújo Oliveira negou ter feito publicações que vinculassem Aécio Neves (PSDB-MG) ao uso e tráfico de drogas. “Meus comentários se restringiram a emitir opinião sobre as administrações de Minas”, disse.

Ele afirma que “apenas os IPs [números que identificam o computador usado] não são suficientes para concluir que usou os equipamentos para atacar o tucano e que sua conta no Twitter é pessoal.

A Fazenda disse que vai abrir uma apuração interna sobre o caso. O Serpro afirmou que “repudia qualquer descumprimento à legislação” e informou que provê acesso à rede interna e de wi-fi, mas a utilização é “de responsabilidade de quem faz o acesso”.

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa forneceu dados sobre seus equipamentos à Justiça e diz que, como provedora, não tem responsabilidade pelas publicações feitas a partir de sua rede.

Veja a íntegra das alegações de Márcio de Araújo Benedito, servidor do Serpro que integra a lista de usuários do Twitter que, segundo a Justiça de São Paulo, usaram as redes sociais para disseminar mensagens vinculando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao uso, apreensão e tráfico de drogas.

Folha – O sr. usou as redes desses órgãos para fazer postagens contra o senador Aécio Neves, vinculando-o ao uso de drogas, tráfico e apreensão?

Márcio de Araújo Benedito – Não. Primeiramente porque não fiz nenhum tipo de comentário que possa ser interpretado dessa forma. Meus comentários se restringiram a emitir a minha opinião sobre as administrações de Minas, fazendo uso de minha liberdade de expressão e pensamento. É preciso cuidado pois apenas os endereços IPs não são suficientes para juntar uma coisa a outra. Não tive tempo de verificar, pois alguns locais são diferentes de onde trabalho.

Que cargo o sr. ocupa no Serpro? Há quanto tempo trabalha no órgão?

Trabalho desde 2007, admitido por concurso público.

O sr. editou sua conta, apagando postagens que poderiam ser consideradas ofensivas ao senador?

Não, meu perfil continua igual sem nenhuma postagem apagada.

O sr. chegou a ser procurado pelo órgão em que trabalha para tratar da ação que o senador tucano move contra usuários do Twitter?

Não. Até porque minha conta é pessoal e não se mistura com nada do meu trabalho.

Os advogados do senador alegam na ação que ele move na Justiça que o sr. atuou em rede com outros perfis do Twitter para denegrir a imagem dele na internet. Como o sr. recebe essa acusação?

Recebo com estranheza, pois não conheço nenhum dos outros perfis. Alguns eu sigo por afinidade,mas outros nem sigo. Além disso, como já disse, o que falo é baseado em minhas opiniões, sem nenhuma influencia de grupos ou redes. Não atuo em rede nenhuma, seja pra o que for.

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Muda Brasil: Aécio já é candidato mais citado nas mídia sociais

Aécio: 70% dos comentários relativos ao candidato tucano são positivos. Somente 31% das menções à candidata petista são favoráveis a ela.

Aécio Neves: Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio já lidera em menções nas mídias sociais

Candidato da Coligação Muda Brasil é mais citado que a candidata do PT nas redes e ganha de goleada em número de comentários positivos

Aécio Neves foi neste mês de agosto o candidato à Presidência da República mais citado nas mídias sociais do país. Levantamento do site Monitor Eleitoral, que acompanha o desempenho dos presidenciáveis nas redes, mostra que o candidato da Coligação Muda Brasil teve nos últimos sete dias 49.836 menções. Em segundo lugar aparece a presidente Dilma Rousseff, com 48.683. Eduardo Campos, em terceiro, soma 24.975 menções.

Apesar de a diferença entre Aécio e Dilma ser pequena, outro dado do levantamento mostra que há uma enorme distância entre os dois. Enquanto 70% dos comentários relativos a Aécio são positivos, somente 31% das menções à petista são favoráveis a ela. A diferença expressiva pode ser explicada pela baixa popularidade da presidente e pelo desejo de mudança expressado pela grande maioria da população do país.

Roda Viva: Aécio fala sobre quadrilhas virtuais do submundo da internet

Aécio Neves: “Não conseguem dizer que sou desonesto, incompetente, então de alguma forma alguns dos ataques precisam vir.”

 “A calúnia, a infâmia, não podem tomar o tempo de jornalistas tão qualificados como os que estão aqui [no Roda Viva] e nem o meu.” – Aécio Neves

Aécio defendeu as reformas política e tributária

Assista na íntegra a entrevista de Aécio no Roda viva da Tv Cultura:

Fonte: Portal UOL

Acusações sobre uso de cocaína vêm do ‘submundo da internet’, diz Aécio

O senador e pré-candidato à Presidência pelo PSDBAécio Neves (MG), disse em entrevista na noite desta segunda-feira (2) ao programa “Roda Viva” da TV Cultura, que as acusações de que ele é usuário de cocaína vêm do “submundo da internet“.

A afirmação foi feita em resposta ao jornalista Fernando de Barros e Silva, diretor-responsável da revista Piauí, que indagou ao senador se ele já consumiu a droga. “Fernando, jamais [usei cocaína]. Talvez seja exatamente isso que busca esse submundo da internet: que um jornalista qualificado como você [faça esse questionamento].”

Barros e Silva citou uma partida da seleção brasileira contra a Argentina em 2008, no Mineirão, em que os torcedores fizeram um grito relacionando Aécio com Maradona, que já teve problemas com o uso da droga. O jornalista também lembrou um artigo escrito por José Serra em dezembro passado, no mesmo dia em que Aécio lançou sua pré-candidatura em Brasília.

No texto, Serra, que já travou disputas internas contra Aécio no PSDB, escreve que o debate sobre o consumo de cocaína deveria pautar o debate eleitoral em 2014.

“Nunca deixei de ser alguém de bem com a vida, me dedico à família integralmente”, disse. “Não conseguem dizer que sou desonesto, incompetente, então de alguma forma alguns dos ataques precisam vir.”

Aécio afirmou ainda que “não vale a pena perdermos tempo com o submundo”. “A calúnia, a infâmia, não podem tomar o tempo de jornalistas tão qualificados como os que estão aqui [no Roda Viva] e nem o meu.”

Antes de responder ao jornalista, Aécio referiu-se a “quadrilhas virtuais” que atuam na internet difamando-o e usando sites de buscas, como o Google, para relacionar seu nome a ilegalidades que ele diz não ter cometido. “Aécio é acusado de usar droga, Aécio é acusado de traficar diamante, Aécio é acusado de estelionato (…) São os absurdos de sempre. Se você olhar, tem uma listagem enorme de acusações.”

Em entrevista ao jornalista do UOL e da Folha Fernando RodriguesAécio já havia negado o consumo de cocaína, mas admitiu que experimentou maconha aos 18 anos.

Descriminalização da maconha

No Roda VivaAécio reafirmou ser contrário à descriminalização da maconha, posição divergentes de outras lideranças do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Pimenta da Veiga, pré-candidato tucano ao governo de Minas Gerais.

“Minha posição é clara. Presido o PSDB que é um partido plural, que todos têm direito de ter suas opiniões. Não acho que o Brasil deva ser o laboratório para a descriminalização da maconha ou qualquer droga. Essa não é uma agenda que atenda os interesses da sociedade brasileira”, afirmou.

Reformas, ministérios e reeleição

O senador disse que as primeiras medidas que tomará, caso seja eleito presidente, será criar uma secretaria extraordinária que terá como tarefa elaborar, em seis meses, uma proposta de simplificação do sistema tributário.

O tucano disse que proporia também uma reforma política para reduzir o número de partidos para “sete ou oito”, para estabelecer o voto distrital misto e listas partidárias. A reforma de Aécio compreenderia ainda o fim da reeleição, coincidência das eleições municipais, estaduais e nacionais e mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos.

Aécio reafirmou que cortaria os ministérios pela metade, mas se esquivou quando perguntado quais pastas eliminaria. O tucano também não se comprometeu em anunciar quais pastas cortaria antes das eleições de outubro. “Se eu tiver condições, pretendo anunciar antes das eleições.”

PMDB, Eduardo Campos e Lula

Indagado se permitirá que o PMDB faça parte de seu governo, Aécio não disse que vetaria a sigla, mas afirmou esperar “que não haja necessidade”. “Esse não será o núcleo do governo (…) É natural que num futuro governo forças que estejam na oposição se unam. Vamos ter que buscar um novo centro, um novo núcleo de poder”, afirmou.

“Acredito que o exemplo do governo, mas medidas concretas, tragam uma base de apoio a nós, sem aquilo que o PT estabeleceu na política brasileira, que é a absoluta mercantilização de todas as negociações,” disse Aécio.

Sobre Eduardo Campospré-candidato do PSB à Presidência, o tucano afirmou: “nós não somos iguais. Se fôssemos iguais, estaríamos dentro do mesmo partido, de um mesmo projeto. Nossas diferenças vão surgir na campanha”, afirmou Aécio, que citou apenas uma diferença entre ele e Campos. “Cito uma [diferença] que me ocorre aqui: eu nunca participei de um governo do PT.”

Instado a comparar os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e FHCAécio não apontou qual considera melhor, mas elogiou o governo do petista por ter unificado no Bolsa Família os programas sociais da gestão anterior. “Nós poderíamos e deveríamos ter feito a unificação desses programas lá atrás.”

Redes sociais: Aécio mostra álbum de família na internet

Aécio diz ser da geração tancrediana de preservar ao máximo a família. A filha Gabriela e a esposa Leticia são campeãs de curtidas no Facebook.

Aécio na internet

Fonte: O Globo

Aécio põe álbum de família (que vai aumentar) na internet

Conversa com a filha Gabriela gerou o mote ‘papo reto’, no programa de TV; Letícia, com quem pré-candidato tucano se casou há sete meses, é homenageada publicamente na rede

A referência ao avô Tancredo Neves, por quem foi levado a dar os primeiros passos na política, é constante na trajetória do pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves. A avó Risoleta, o pai também político Aécio Cunha, a mãe Inês Maria, as irmãs Ângela e Andrea, e a filha Gabriela, completam as fotos da biografia do presidenciável tucano. Mais recentemente, com o novo casamento, Leticia passou a compor também o álbum de família. Aécio diz ser da geração tancrediana de preservar ao máximo a família e repele seu uso político, mas algumas postagens de Gabriela e Leticia – grávida de gêmeos que chegam em agosto, no auge da campanha -, são campeãs de curtidas no Facebook.

No último fim de semana, ele postou uma foto com a seguinte legenda: “Almoço de domingo com a minha filha, Gabriela, e o sortudo do namorado dela, Thomas”. A foto recebeu cerca de 13 mil curtidas, 872 comentários e 662 compartilhamentos. Foi vista inclusive pelo adversário, o pré-candidato pelo PSBEduardo Campos, que brincou:

– Rapaz! Você me criou um problema familiar! Meu genro também se chama Thomás e me cobrou: aí sogrão, nunca me deu essa moral né?

Formanda de Engenheira ambiental, a filha, Gabriela Neves, tem 22 anos e participará pela primeira vez ativamente da campanha do pai. Ela funciona um pouco como a Marina do Aécio, dando palpites inclusive na formulação do programa que trata de desenvolvimento sustentávelAécio lembra que a única filha tem a mesma idade que ele quando começou a ser levado para a política pelas mãos de Tancredo.

No ano passado, ela participou das manifestações de rua no Rio e deu o mote para a campanha de Aécio na TV.

– Eu tenho conversas muito proveitosas com a Gabriela. Nelas, tenho o feeling do que está pensando a juventude. Ela me traz recall enorme do que pensa e quer a molecada. Foi numa dessas conversas que veio a ideia do papo reto. Ela me dizia sempre: papo reto pai! Fala logo o que quer e para de enrolar – conta Aécio.

No ano passado, ele se casou com Leticia, namorada de mais de cinco anos. No dia 28 de janeiro, postou, ao lado de uma foto com a mulher, o seguinte comunicado: “Na manhã de hoje, fomos a uma consulta médica de acompanhamento da gravidez da Leticia. Há momentos, como esse, em que o sentimento que impera é de gratidão à vida. Divido, com vocês, a nossa felicidade!”. A postagem também bateu recordes de curtidas no Facebook.

Leticia é discreta e está se acostumando com o assédio e a agenda conturbada do marido candidato. Ela participa de forma mais reservada da campanha, até mesmo por causa da gravidez dos gêmeos. No dia 17 de março ele postou outra foto da mulher, com uma declaração de amor pelo aniversário: “Hoje é aniversário da Leticia. O nomeLeticia vem do latim Lætitia, que significa alegria. Ela trouxe muita para as nossas vidas. Feliz primeiro aniversário a três, Lê! Nos próximos, se Deus quiser, teremos dois novos sorrisos a aumentar ainda mais a nossa alegria!”. A foto teve 9 mil curtidas.

Em outros posts, Aécio aparece ao lado da mãe Inês Maria e até com a família do adversário Eduardo Campos, quando ele e Letícia foram fazer a visita pela chegada do caçula Miguel.

Marco Civil da Internet: vídeo mostra discussão de Aécio e Lindbergh

Aécio defende um código que fosse ao encontro das reais necessidades da sociedade

“Vossa Excelência quer fazer graça em uma Casa que deveria ter o seu respeito. Vossa Excelência está trazendo para cá uma disputa eleitoral. Não apequene uma discussão tão importante para a sociedade brasileira”, criticou o senador Aécio Neves

A partir de 6 minutos é possível ver a indignação do senador contra ato do senador Lindbergh Faria.

Veja o vídeo

Fonte: Folha de S.Paulo 

Aécio bate boca com Lindbergh sobre Marco Civil

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bateu boca nesta terça-feira no plenário do Senado com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) durante votação do projeto do Marco Civil da Internet.

Na confusão, o senador Mário Couto (PSDB-PA) partiu para cima de Lindbergh com o dedo em riste e teve que ser contido pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) para não trocar agressões físicas com o senador petista.

O tumulto teve início depois que Lindbergh, ao chegar ao plenário para participar da discussão do projeto, disse que Aécio não estava dialogando com a maioria da sociedade ao colocar-se contra a aprovação rápida do Marco Civil –ao contrário do que afirma nos programas do PSDB no rádio e na TV.

Pré-candidato ao governo do Rio, Lindbergh disse que o PSDB vai cometer um “erro histórico” e vai “pagar nas redes sociais” por ser contra a urgência na aprovação do Marco Civil, como defende o Palácio do Planalto.

“O PSDB deu hoje um tiro no pé. O senador Aécio diz que quer conversar com os brasileiros, mas nenhum projeto mobilizou tanto a juventude brasileira quanto o Marco Civil. O PSDB vai entrar para a história votando contra essa urgência em um momento fundamental para o país”, atacou Lindbergh.

Em resposta, Aécio disse que o petista “chegou mais uma vez atrasado” na discussão e não tem “autoridade política nem moral” para criticá-lo. “Vossa Excelência quer fazer graça em uma Casa que deveria ter o seu respeito. Vossa Excelência está trazendo para cá uma disputa eleitoral. Não apequene uma discussão tão importante para a sociedade brasileira”, afirmou.

Em meio à confusão, Mário Couto tomou as dores de Aécio e partiu para cima de Lindbergh. Aos gritos, Couto disse que o petista não tinha “moral” para cobrar nada de AécioRandolfe segurou Couto para impedir que o tucano partisse para cima de Lindbergh. Outros senadores, como Humberto Costa (PT-PE), também tentaram acalmar os ânimos para evitar novas agressões.

Aécio tem o apoio de parte do PMDB do Rio à sua candidatura. Embora o PMDB seja aliado do PT em nível nacional, no Estado o grupo ligado ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) quer apoiar o nome do tucano para a Presidência da República. O atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que é candidato à reeleição, defende a aliança contra Aécio depois que Lindbergh desistiu de retirar sua candidatura.

PT defende que a presidente Dilma Rousseff suba apenas no palanque de Lindbergh no Rio, o que levou o grupo de Pezão a defender a aliança com o PSDB.

VOTAÇÃO

O plenário do Senado vota esta noite o projeto do Marco Civil da internet, que tramitou por mais de três anos da Câmara. Por orientação do Palácio do Planalto, aliados do governo querem aprová-lo hoje para que a presidente apresente o projeto na conferência NetMundial, que será realizada amanhã e na quinta-feira (23 e 24) em São Paulo, na qual a Icann –órgão atualmente ligado ao governo dos EUA que regulamenta os domínios da Internet– discutirá um novo formato de governança para a web no mundo.

A presidente quer levar o Marco Civil ao evento como “marca” de sua gestão no setor –a proposta é uma espécie de “Constituição da Internet”, com princípios, garantias, direitos e deveres na rede mundial de computadores.

Em maioria no Senado, os governistas conseguiram aprovar a inversão de pauta da Casa para garantir a votação do Marco Civil na noite de hoje.

Apesar de defender o Marco Civil, a oposição é contra votá-lo com urgência porque quer mais tempo para discutir o tema no Senado. Duas comissões da Casa aprovaram a proposta essa manhã em tempo recorde, o que possibilitou que fosse enviado ao plenário em regime de urgência.

Líderes da oposição se revezaram na tribuna do Senado para atacar a pressa na votação. O senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) disse que o PSDB quer votar o projeto, mas defende mudanças em partes do texto aprovado pela Câmara –por isso a Casa precisa de mais tempo para analisar o tema.

Editoria de Arte/Folhapress

Congresso aprova nova lei para a internet

Sob pressão do Planalto e protestos da oposição, senadores avalizaram projeto ontem em comissões e no plenário

Dilma deve sancionar texto e mostrá-lo hoje como marco de sua gestão em evento sobre governança da rede

Fonte: Folha de S.Paulo

Em votação articulada pelo Palácio do Planalto, o Senado aprovou ontem após uma tramitação acelerada o projeto do Marco Civil da Internet, uma espécie de “Constituição” da rede mundial de computadores para o país.

Como os senadores não fizeram nenhuma mudança no texto aprovado pela Câmara no final de março, o projeto segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff, que trabalhou para que a aprovação ocorresse antes de sua participação hoje na conferência NetMundial.

O evento, que será realizado em São Paulo, discutirá um formato internacional de governança na webDilma deve sancionar hoje o projeto, que será apresentado na conferência como principal marca de sua gestão no setor.

Ontem à noite, a presidente saudou o Senado e disse, por meio do Twitter, que a lei “poderá influenciar o debate mundial na busca do caminho para garantia de direitos reais no mundo virtual“.

Sob protestos da oposição, que defendeu mais tempo para analisar a matéria, os senadores discutiram e votaram o Marco Civil em menos de um mês. A Câmara havia levado mais de três anos.

oposição é favorável ao projeto, mas criticou a rapidez imposta pelo governo. Pré-candidato à Presidência, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) bateu boca com o colega Lindbergh Farias (PT-RJ). Na confusão, o senador Mário Couto (PSDB-PA) tentou agredir fisicamente o petista.

“Esse Marco Civil não é do PT nem do PSDB. Apenas queremos que seja respeitado o regimento desta Casa”, protestou Aécio. “O PSDB comete um erro histórico e vai pagar por isso nas redes sociais“, atacou Lindbergh.

Antes de ser aprovado no plenário –em votação simbólica, sem registro nominal dos votos–, o texto havia passado ontem por duas comissões do Senado.

Marco Civil da Internet se tornou polêmico porque dividiu interesses do Planalto, das empresas de telecomunicações, de sites de internet e da Polícia Federal, entre outros setores.

Entre seus principais pontos está a chamada “neutralidade da rede”. O jargão se refere à regra que impede operadoras de discriminar conteúdo por tipo ou origem, privilegiando acesso ou derrubando a velocidade de conexão de sites específicos.

Outra mudança do Marco Civil estabelece que provedores de internet só serão responsabilizados por conteúdos de terceiros se ignorarem ordem judicial para retirada.

Hoje, é comum provedores retirarem conteúdo mediante simples notificação, para se protegerem de problemas judiciais futuros.

Há exceção para conteúdo pornográfico. A página que disponibilizar imagens ou vídeos que violem a intimidade de terceiros –sem autorização de seus participantes– também será responsabilizada pela violação. Essa medida foi incluída no projeto como resposta à série de episódios em que adolescentes tiveram a intimidade exposta em sites por ex-parceiros, a chamada “vingança pornô”.

MUDANÇA

Para aprovar o projeto, o governo teve de ceder em sua proposta original, que previa a exigência de nacionalização dos centros de armazenamento de dados de usuários.

Dilma defendia essa mudança como resposta à notícia de que autoridades brasileiras, inclusive ela, foram espionadas pelos EUA.

Se a regra fosse aprovada, grandes empresas de internet, como Google e Facebook, teriam de manter no país estrutura física para guardar dados de usuários locais

Guerrilha: difamações contra Aécio partiram da Eletrobrás

Guerrilha digital: quadrilhas usam computadores de órgãos públicos para atacar senador por meio de robôs e outras técnicas condenadas.

Veja teve acesso ao documento que revela como funciona o manual da guerrilha digital que está sendo armada para as eleições presidenciais

Fonte: Revista Veja

Manual da guerrilha digital

Um investigação revela que quadrilhas usam até computadores de órgãos públicos para atacar o senador Aécio Neves, nome do PDB à Presidência. A ação desses grupos é um desafio para a Justiça Eleitoral.

Um documento a que VEJA teve acesso revelação de quadrilhas de disseminação de mentiras na internet com o objetivo de manchar a imagem do senador Aécio Neves, pré-candidato, à presidência da República pelo PSDB.  O levantamento feito pelo advogado Renato Opice Bum, especialista em crimes digitais, identificou táticas condenadas e até ilegais. Em um dos casos mais flagrantes, a quadrilha disseminou por blogs, sites e redes sociais a notícias falsa de uma fantasiosa condenação de Aécio, quando governador de Minas Gerais, pelo desvio ora de 3,7 bilhões, ora de R$ 4,3 bilhões de reais, de verbas destinadas à saúde.  Segundo relatório, há evidências de que os criminosos chegaram a pagar para promover e espalhar no Facebook posts que continham a calúnia.

O esmiuçamento dos crimes, desenhado em 55 páginas, é um manual da guerrilha digital que está sendo armada para as eleições presidenciais deste ano. O levantamento de Opice Blum focou as táticas que vêm sendo utilizadas contra Aécio. Mas nada impede que outros candidatos também sejam alvos dos mesmos mecanismos digitais de difamação. Os recursos mais banais, com a criação de páginas e perfis falsos no Facebook e Twitter, são facilmente detectáveis. A presidente Dilma Rousseff tem pelo menos cinquenta perfis inventados. Eduardo Campos, do PSB, outra dezena. São práticas que, por deixar marcas indeléveis de autoria, acabam tendo mais efeito humorístico do que a destruição da imagem. O que preocupa os especialistas são os expedientes condenáveis e ilegais como os que parecem no levantamento que tem Aécio como vítima.

Os detratores do senador se valem de estratagemas mais difíceis de ser descobertos e que requerem domínio específicos de tecnologias feitas para produzir dano. Um texto idêntico e calunioso tendo como autor um mesmo (e falso) usuário, aparece em áreas de comentários em diferentes sites ao mesmo tempo. Isso é sinal claro do uso de robôs digitais. Um dos rastreamentos feitos por peritos localizou um dos focos de geração de calúnias contra Aécio em um computador da estatal Eletrobras. A produção e a divulgação de conteúdo falso destinado a macular a imagem do senador oposicionista tendo como foco um órgão público deveriam chamar a atenção das Justiça Eleitoral. A ilegalidade é óbvia.

Camila Fisco, porta-voz do Facebook, disse a VEJA que, pelo tamanho da rede, que tem mais de 1 bilhão de usuários, as denúncias são sempre um passo efetivo para identificar malfeitores. “Perfis falsos e compras de curtidas são contra nossas regras, e temos ferramentas avançadas para detectar essas práticas, mas precisamos que os usuários nos ajudem”, afirmou. fica o conselho para os candidatos.

Aécio: guerrilha digital e mentiras

Aécio: “Na internet, esforços gigantescos são organizados para caluniar e difamar adversários, vistos como inimigos a serem abatidos.”

PT mente

Fonte: Folha de S.Paulo

Mentiras e verdades

Coluna de Aécio Neves

Quem já caminhou pelas ruas de São João Del Rey provavelmente ouviu falar do monsenhor Paiva. Ele foi durante cerca de 50 anos pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que fica ao lado da casa dos meus avós na cidade. Nesse final de semana, celebraram-se os seus 60 anos de sacerdócio.

Lembro-me dele desde muito cedo. É uma das poucas unanimidades que conheço, não apenas pela dedicação às causas e às pessoas da cidade, mas, sobretudo, pelo profundo senso ético que imprime à sua vida. Assim como ele, muitos de nós sabemos que, no mundo, existem a verdade e a mentira. O certo e o errado, por mais que insistam em nos convencer do contrário.

Entre os grandes desafios que o Brasil tem, um possui conotação especial pelo significado que imprime à vida em sociedade: o da recomposição ética da atividade política.

Tenho viajado e conversado com pessoas de diferentes regiões e, por mais específicas que sejam as realidades de cada uma, há um sentimento comum de descrença, de indignação com os episódios que ocorrem à nossa volta. E todos eles se remetem à perda dos limites éticos que deveriam ordenar a vida em comunidade.

Os graves acontecimentos envolvendo políticos não depõem apenas contra indivíduos. Acabam por rebaixar a atividade política como um todo. Infelizmente, nos últimos anos, aos olhos da população, a política vem perdendo sua dimensão de instrumento transformador da sociedade.

Tenho dito que um dos maiores desserviços que o PT presta ao país é a insistente tentativa de legitimar a mentira como instrumento do debate e da luta política.

Na política, a mentira tem várias faces. Às vezes, se apresenta com uma mais suave, se finge inofensiva, em pequenas “imprecisões” ditas aqui e ali.

Pode ter uma face mais dura, nas constantes sinalizações aos aliados de que política é um jogo de vale-tudo, onde os fins justificam os meios. Onde, segundo alguns, “podemos fazer o diabo”.

Pode ainda se apresentar raivosa e destrutiva, estimulando a intolerância e o ódio. Na internet, esforços gigantescos são organizados para caluniar e difamar adversários, vistos como inimigos a serem abatidos a qualquer preço em sua honra, em sua imagem pública. Para, em covarde alquimia, tentar transformar mentira em verdade.

O Brasil que precisamos construir deve ter como base a generosidade e o respeito pelas diferenças. Quaisquer que sejam elas.

Winston Churchill disse, certa vez, que, enquanto a mentira dá a volta ao mundo, a verdade ainda não terminou de calçar os sapatos para sair de casa. Pelo Brasil e por brasileiros de bem, como monsenhor Paiva, tomara que aqui ela consiga se apressar.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.