• Agenda

    agosto 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    262728293031  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

  • Anúncios

Gestão em Minas: governador Anastasia lança livro-catálogo Minas Gerais

Obra contém textos sobre história, produção artística, cultural e política do Estado

Renato Cobucci/Imprensa MG
Governador Antonio Anastasia e o presidente da Vale, Murilo Ferreira, recepcionados à entrada do Memorial Vale, pelo Grupo de Congado Genuino, de Jequitibá
Governador Antonio Anastasia e o presidente da Vale, Murilo Ferreira, recepcionados à entrada do Memorial Vale, pelo Grupo de Congado Genuino, de Jequitibá

O governador Antonio Anastasia participou, nesta sexta-feira (20), no Memorial Minas Gerais – Vale, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, do lançamento do livro-catálogo Minas Gerais. A obra, uma parceria do Governo do Estado com a Vale, é fruto da pesquisa de conteúdo para o Memorial, um dos oito espaços culturais que integram o Circuito.

Com apresentação do governador Anastasia, o livro tem 301 páginas e traz textos sobre a história de Minas, contada através do cinema, da fotografia, da música, da política e da moda produzidos no Estado. “Esta obra consolida aquilo que é mais caro na alma cívica de Minas. Aqui está o maior patrimônio de Minas, que não são as pedras preciosas, o ouro, o minério, mas o capital humano, nossa história”, afirmou o governador.

Para o presidente da Vale, Murilo Ferreira, o livro é um investimento na preservação da história e na valorização da cultura de Minas Gerais, onde a empresa tem suas raízes fincadas há sete décadas. Segundo ele, o memorial foi criado para “ampliar o acesso da população aos bens culturais, fortalecer as identidades regionais, a memória e o patrimônio histórico brasileiro”.

Organizada pelo curador e museógrafo do Memorial, Gringo Cardia, com a colaboração dos historiadores da UFMG, Heloísa Maria Murgel Starling, Sandra Regina Goulart Almeida e Bruno Viveiro Martins, e editada pela Editora UFMG, a publicação destaca personalidades como Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Milton Nascimento, Ronaldo Fraga, Darcy Ribeiro e Sebastião Salgado.

O governador e o presidente da Vale foram recepcionados pelo Grupo de Congado Genuino, de Jequitibá. Entre outros estiveram presente as atrizes Zezé Polessa e Regina Casé, que emprestaram suas vozes para narrar histórias no Memorial.

Memorial Minas Gerais – Vale

O Memorial foi inaugurado em 2010 e é resultado da parceria entre o Governo de Minas e a Vale, e está instalado no antigo prédio da Secretaria de Estado de Fazenda, na Praça da Liberdade. Caracterizado como museu de experiência, estimula o visitante a descobrir a história e os costumes mineiros desde o século XVIII, de uma forma diferente e interativa. Personagens ilustres, vilas barrocas, grandes autores, cidadãos comuns, moda, comida típica e até o futebol estão representados nas 31 salas que compõem o espaço cultural.

Em todas as salas, a tecnologia é utilizada em conjunto com objetos e cenários tradicionais para criar um espaço rico e futurista. No terceiro pavimento a história de Minas Gerais conecta-se a história da mineração no Brasil e é onde está localizada a Sala Vale. Com entrada gratuita, funciona de terça-feira a domingo.

Circuito Cultural Praça da Liberdade

O Circuito Cultural Praça da Liberdade está transformando prédios das antigas secretarias estaduais em espaços de conhecimento, arte e lazer. Até o final de 2014, o complexo será formado por 13 espaços culturais, entre museus históricos, artísticos e temáticos, bibliotecas e espaços para oficinas, cursos e ateliês abertos. De 2010 até março deste ano, foi visitado por mais de um milhão de pessoas.

Os oito espaços já abertos à visitação no Circuito Cultural são: Espaço TIM UFMG do Conhecimento, que abriga um dos oito planetários mais modernos do mundo e um observatório de última geração; o Museu das Minas e do Metal, que utiliza a tecnologia de forma criativa para apresentar o universo dos metais e dos minérios; e o Memorial Minas Gerais – Vale, que instiga o visitante a descobrir a história e os costumes mineiros.

Fazem parte do complexo o Museu Mineiro, o Centro de Arte Popular – Cemig, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Arquivo Público Mineiro e o Palácio da Liberdade.

Todas as intervenções de restauração e revitalização dos edifícios do Circuito Cultural são supervisionadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governador-anastasia-lanca-livro-catalogo-minas-gerais/

Anúncios

Governo de Minas: Iepha promove primeiro encontro nacional de instituições de patrimônio

Órgãos de todo o país vão debater a integração das políticas públicas de preservação

Órgãos governamentais de defesa do patrimônio de todo o país participam, entre os dias 24 e 26 de abril, em Recife, do primeiro Encontro Nacional das Instituições Estaduais de Preservação do Patrimônio Cultural. O evento é organizado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), junto com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e o Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

O objetivo do encontro é promover o fortalecimento das instituições estaduais de preservação patrimonial por meio do conhecimento e da integração de suas políticas de preservação, identificando os pontos de convergência e os problemas, e constituir uma rede permanente de troca informações.

O presidente do Iepha/MG, Fernando Viana Cabral, lembra que o cenário atual é de completa ausência de articulação entre as instituições. “Em uma área de atuação como o patrimônio, em que a questão de recursos é sempre algo muito complicado, essa troca de conhecimentos, alternativas e soluções é algo extremamente valioso para nós. Pretendemos, ao final do encontro, produzir um documento, que queremos encaminhar às autoridades municipais, estaduais e federais”, afirmou.

Junto ao convite enviado às instituições da área de todo o país, o comitê de organização do encontro encaminhou um questionário, com o objetivo de conhecer, com antecedência, a situação de cada instituição estadual, suas conquistas e dificuldades. A ideia é que se trace de antemão um cenário geral de todas as instituições para os debates programados para o encontro.

Além do presidente do Iepha-MG, Fernando Cabral, a instituição mineira será representada também pelo vice-presidente, Pedrosvaldo Caram Santos. O encontro ainda contará com a presença do presidente nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luis Fernando de Almeida.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/iepha-promove-primeiro-encontro-nacional-de-instituicoes-de-patrimonio/

Governo de Minas: alunos da Rede Estadual de Educação descobrem um pouco de sua própria história no Circuito Cultural

O Projeto Circulando na Liberdade visa ampliar a relação entre educação e cultura e, consequentemente, o acesso aos espaços museais e culturais da cidade

A partir deste mês, 15 mil crianças, jovens e adultos dos ensinos fundamental e médio pertencentes a escolas da Rede Estadual de Belo Horizonte e da região metropolitana iniciam uma série de visitas ao Circuito Cultural Praça da Liberdade. Eles integram o Projeto Circulando na Liberdade, desenvolvido em uma parceria do Circuito com o Programa Escola Viva, da Secretaria de Estado de Educação, e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O objetivo do projeto é ampliar a relação entre educação e cultura e, consequentemente, o acesso aos espaços museais e culturais da cidade, fortalecendo nos estudantes e em seus familiares o sentido de pertencimento e reconhecimento da importância de preservação do patrimônio.

O Circulando na Liberdade atenderá 30 escolas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e que, em sua maioria, encontram-se distantes do centro da capital. “Os alunos dessas escolas pouco conhecem além da sua própria comunidade. Como fazer com que essas crianças e jovens se apropriem da cidade e usem-na, no sentido de poderem circular, frequentar, conviver, criar e transformar se eles não sabem que esses espaços existem? Queremos que eles percebam a cidade onde vivem – isso é exercício de cidadania”, explica a coordenadora de ações educativas do Circuito Cultural, Mabel Faleiro.

O projeto será desenvolvido em várias etapas, que envolverão reuniões com diretores, especialistas e professores; elaboração dos projetos pelas escolas a partir de suas realidades e demandas, tendo-se como referência alguns eixos temáticos propostos pelos espaços; visitas ao Circuito Cultural; e encontros periódicos para realimentação dos trabalhos desenvolvidos.

Cabe lembrar que, ao longo do ano, todos os espaços do circuito serão visitados por todas as escolas integradas, que receberam recursos para o transporte das turmas, por meio do Projeto Escola Viva. “Queremos que essas crianças, jovens e adultos sejam tocados pela arte, ciência e conhecimentos aqui presentes, estabeleçam diálogos e se emocionem, ampliando seu olhar e sua convivência pessoal e social”, ressalta Mabel Faleiro.

Dentre as 30 instituições participantes, oito ainda terão seus projetos acompanhados de perto pelo Espaço TIM UFMG do Conhecimento, Museu Mineiro, Museu das Minas e do Metal e Memorial Minas Gerais – Vale. É o caso da Escola Estadual Coronel Juca Pinto, que já comemora a oportunidade. “Nossa escola precisava de um projeto para socializar os alunos e os pais. Eles não têm acesso a espaços culturais e precisam conhecer a cidade onde vivem”, diz a professora Elizabeth Magalhães Silva.

As visitas ao Circuito Cultural Praça da Liberdade ocorrerão até o mês de setembro, sendo os meses de outubro e novembro destinados às atividades de encerramento do projeto, quando ocorrerão as avaliações e exposições dos trabalhos desenvolvidos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alunos-da-rede-estadual-de-educacao-descobrem-um-pouco-de-sua-propria-historia-no-circuito-cultural/

Gestão em Minas: Anastasia inaugura Centro de Arte Popular no Circuito Cultural Praça da Liberdade

Governador destaca importância de Minas Gerais na arte popular brasileira.
Omar Freire/Imprensa MG
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular - Cemig
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig

O governador Antonio Anastasia inaugurou, nesta segunda-feira (19), em Belo Horizonte, o Centro de Arte Popular – Cemig, novo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade, voltado à exposição de obras de artistas populares de diferentes regiões de Minas Gerais e do Brasil. O museu está instalado em um prédio histórico, construído em 1928, onde funcionou o Hospital São Tarcísio, a poucos metros da Praça da Liberdade. Este é o oitavo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

“Estamos aqui para inaugurar este belíssimo Centro de Arte Popular, que o Governo do Estado integra ao Circuito Cultural de nosso Estado, da capital Belo Horizonte, da Região Metropolitana. É um prédio que foi resgatado, estava paralisado há muitos anos, foi totalmente reformado e será mais um dos ícones do Circuito Cultural Praça da Liberdade”, disse Anastasia, durante a solenidade de inauguração do museu.

O Governo de Minas investiu R$ 7 milhões na implantação do espaço cultural, dos quais R$ 1,5 milhão por meio da Cemig. As obras envolveram desde a restauração do edifício até a implantação de estrutura moderna e adequada ao abrigo de obras de arte.

A proposta do Centro de Arte Popular – Cemig é valorizar a diversidade cultural mineira. O acervo conta com 800 peças, grande parte de propriedade do Estado. Outras peças de instituições e de colecionadores privados, cedidas por comodato, integram o acervo.

“Minas Gerais, sem dúvida alguma, é o Estado brasileiro que tem nessas questões do folclore e da arte popular uma riqueza extraordinária. Por isso, ficamos muito felizes de poder inaugurar aqui esta que é a casa, portanto, a partir de agora, da arte popular de Minas”, afirmou o governador Anastasia.

O edifício tem quatro pavimentos com ateliês para oficinas, sala de exposições temporárias, auditório multiuso, café, loja, centro de informação com biblioteca, videoteca e computadores para consulta e quatro salas de exposições de longa duração. A gestão do Centro de Arte Popular – Cemig será da Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura.

Exposição inaugural

A exposição inaugural de longa duração apresenta ao público 360 peças, que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem, ao longo do tempo, em todo o Estado de Minas Gerais. Isso inclui desde manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos. Inclui fotos, vídeos, esculturas em madeira, cerâmica, peças de festas religiosas, oratórios, ex-votos, santos e pinturas.

A secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, disse que a inauguração do centro é um momento muito importante para a cultura de Minas Gerais. “Estamos entregando uma instituição que pretende ser um centro de referência da arte popular. Além do espaço de exposição com um acervo riquíssimo, o centro será também um espaço de pesquisa, de seminários, de reflexão, tudo relacionado à arte popular de Minas Gerais”.

As obras expostas são assinadas por artistas como Noemisa, GTO (Geraldo Teles de Oliveira), Artur Pereira, Maria Lira Marques, Dona Isabel, Dirléia Neves Peixoto, Ulisses Pereira, Lorenzatto e Dona Tonica. Também trabalhos de artistas anônimos compõem o acervo. Estão representados Araxá, Belo Horizonte, Cachoeira do Brumado (distrito de Mariana), Divinópolis, Ouro Preto, Prados, Sabará e São João del-Rei e municípios do Vale do Jequitinhonha.

Além da exposição de longa duração, na abertura do Centro de Arte Popular também foi inaugurada uma mostra temporária, que apresenta uma coleção inédita de oratórios, santos e ex-votos dos séculos XVIII e XIX, exposta pela primeira vez ao público. A mostra acontecerá até 19 de junho. Dentre as 45 obras que compõem o conjunto, há uma raridade, que é um oratório de origem africana, do século XVIII, produzido por escravos e por Mestre Borboleta. As peças pertencem a Maria Zahle, colecionadora da cidade de Tiradentes.

O Centro de Arte Popular – Cemig funcionará nas terças, quartas e sextas-feiras das 10 às 19 horas, nas quintas-feiras das 12 às 21 horas e nos sábados e domingos das 12 às 19 horas. A entrada é gratuita.

Circuito Cultural Praça da Liberdade

Até o final de 2014, o Circuito Cultural Praça da Liberdade contará com 13 espaços, se transformando no maior complexo cultural do Brasil, reunindo museus históricos, artísticos e temáticos, centros culturais, bibliotecas e espaços para oficinas, cursos e ateliês. De 2010 até janeiro deste ano, 964 mil pessoas visitaram o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Os sete espaços já abertos à visitação no Circuito Cultural Praça da Liberdade são: Espaço TIM UFMG do Conhecimento, que tem um dos oito planetários mais modernos do mundo e um observatório de última geração; o Museu das Minas e do Metal, que utiliza a tecnologia de forma criativa para apresentar o universo dos metais e dos minérios; e o Memorial Minas Gerais – Vale, que instiga o visitante a descobrir a história e os costumes mineiros.

Também fazem parte do complexo o Museu Mineiro, reaberto em janeiro de 2012; a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Arquivo Público Mineiro e o Palácio da Liberdade. Além destes espaços, estão em processo de implantação o Centro Cultural Banco do Brasil, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, a Casa Fiat de Cultura, o Inhotim Escola, o Museu do Automóvel e Museu do Homem Brasileiro.

Todas as intervenções de restauração e revitalização dos edifícios do Circuito Cultural são supervisionadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Participaram também da inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado estadual Dinis Pinheiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves, o vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto, entre outras autoridades.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/anastasia-inaugura-centro-de-arte-popular-no-circuito-cultural-praca-da-liberdade/

Governo de Minas: Centro Histórico de Oliveira recebe tombamento estadual provisório

Popularmente conhecida como a “cidade dos palacetes”, Oliveira acaba de ter seu centro histórico tombado

Divulgação/Iepha
Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o tombamento
Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou o tombamento

Popularmente conhecida como a “cidade dos palacetes”, Oliveira acaba de ter seu centro histórico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), órgão vinculado ao Sistema Estadual de Cultura. Estudo elaborado pelo instituto para o tombamento foi apresentado, votado e a proteção foi aprovada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), durante reunião do colegiado na manhã desta segunda-feira (12), em Belo Horizonte.

O tombamento do Centro Histórico de Oliveira vem em meio a uma fase de notável substituição de seu casario histórico, em função de grandes pressões imobiliárias na área central da cidade, tendo acontecido importantes perdas para o patrimônio nos últimos anos, com alguns casarões demolidos e outros em precário estado de conservação.

Um dos poucos centros urbanos coloniais mineiros cuja fundação não se deveu à presença de ouro, a origem do povoado, por volta de 1737, esteve unicamente ligada às vantagens de sua localização, em meio a uma importante encruzilhada de caminhos. Com uma ocupação sob moldes tipicamente portugueses – com divisão entre cidade alta e cidade baixa – mantiveram-se registrados os estilos arquitetônicos e a evolução da sociedade local, de forma muito didática em Oliveira. Em seu voto, o relator do processo no Conep, Carlos Henrique Rangel destacou exatamente como, no município, ainda é possível observar o traçado original da primitiva povoação, os elementos arquitetônicos mais característicos de sua trajetória ao longo dos séculos 18, 19 e 20, como os casarões e sobrados oitocentistas em pau-a-pique e adobe e as edificações em tijolo e concreto ao gosto neoclássico, ecléticas, art déco e modernos.

Registro do Paraibuna

Outro processo de tombamento votado pelo conselho durante o encontro de hoje foi o do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Casarão do Registro do Paraibuna, em Simão Pereira. O bem, que já possuía tombamento provisório pelo Iepha desde 2010, passa agora a contar com proteção definitiva e inscrição no livro do tombo.

Posto fiscal da época do Império, instalado estrategicamente na fronteira entre Minas e Rio de Janeiro, o sobrado é uma das duas únicas construções remanescentes dentre dezenas destas “alfândegas” controladas pela Coroa Portuguesa que existiam no Estado. Com o declínio da exploração do ouro mineiro, o casarão – que pode inclusive ter hospedado D. Pedro I em viagem em 1822 – perdeu sua função original. Por mais de um século, sobreviveu como restaurante, hospedaria, depósito e até como criadouro de abelhas, até voltar a ser novamente um lugar de memória. Uma parceria entre a prefeitura local e a Associação do Portal do Caminho Novo tem projetos para que o bem seja totalmente restaurado e passe a abrigar o Centro Cultural Referencial da Memória do Registro do Paraibuna.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Iepha conclui restauração de quadro misterioso

Obra foi encontrada há alguns anos em um depósito do Palace Hotel, em Poços de Caldas

Divulgação/Iepha
Presidente do Iepha/MG, Fernando Cabral (esq), entrega tela restaurada ao presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa Filho
Presidente do Iepha/MG, Fernando Cabral (esq), entrega tela restaurada ao presidente da Codemig, Oswaldo Borges da Costa Filho

Na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, a conclusão do restauro de um quadro que retrata toda a delicadeza feminina foi destaque no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), órgão vinculado ao Sistema Estadual de Cultura.

A história da pintura de boa qualidade, medindo 91 x 66 cm, é um emaranhado de interrogações. Sem datação, assinatura, autoria atribuída ou relatos a seu respeito, muito pouco se sabe sobre a obra, que foi encontrada há alguns anos em um depósito do Palace Hotel, em Poços de Caldas, e parece ser do princípio do século 20. Nela, estão retratadas nove jovens figuras femininas (aparentemente espanholas), cercadas ao fundo por vultos masculinos.

Restaurado, o quadro foi devolvido esta semana à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), proprietária do hotel, que se encontra arrendado a terceiros. O órgão ainda não definiu a destinação da tela.

Fonte: Agência Minas