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Inovação Social e o Banco Travessia: Em Minas, Anastasia cria novo modelo de inclusão de pobres por meio da educação e trabalho

Em artigo para o jornal O Globo, Governador de Minas, Antonio Anastasia, fala sobre novo programa social que ressalta a autonomia e permite a mobilidade social. O Banco Travessia chegou para inovar e cria a porta de saída para famílias que são apoiadas pelas políticas sociais implementadas em Minas Gerais

Travessia

Fonte: Artigo Antonio Anastasia – O Globo

Desde a “Odisseia” de Homero, com Ulisses, a palavra travessia tornou-se expressão de luta e de superação. Em Minas Gerais, travessia aparece como lição de sabedoria no cenário do “Grande Sertão: Veredas”. Com Riobaldo, ela representa o aprendizado maior da vida: “O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe pra gente é no meio da travessia.”

O Banco Travessia, que o governo de Minas lançou esta semana, visa exatamente a promover a travessia da pobreza para a inclusão social. Seus “correntistas” são famílias que vivem hoje marginalizadas e que devem alcançar a outra margem por via da educação, da formação profissional e do acesso ao emprego.

Nesta concepção, inclusão não significa apenas estar inserido em projetos e programas sociais, mas uma conquista que permita à família, a partir de sólidas políticas públicas, ir em busca de sua autonomia e mobilidade social.

Em Minas Gerais, a superação real da pobreza ganhou impulso com a implantação, em 2007, do programa Poupança Jovem. Mais de 70 mil jovens do ensino médio já foram por ele atendidos até agora. Para exemplificar sua operação, cada estudante nele inscrito ganha R$ 1 mil por ano de estudos concluídos. Ao fim do ensino médio, o jovem pode sacar, portanto, R$ 3 mil e usá-los livremente.

“O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe pra gente é no meio da travessia”

Com esse incentivo, e levando-se em conta que os jovens só podem sacar sua poupança com o diploma de ensino médio na mão, houve um aumento de 40% na formação completa nesse grau de ensino. Na realidade, são feitas, no caso, duas poupanças: a financeira e a que proporciona a formação do jovem para a vida.

O êxito do Poupança Jovem nos levou a avançar em novas propostas de superação da pobreza de forma sustentável. Daí nasceu a ideia fundadora do Banco Travessia, com o objetivo final de promover a mobilidade social dos seus participantes e agregar ativos culturais e educacionais à vida das pessoas. Seu propósito é o de que os membros de famílias pobres terminem o ensino fundamental, alcancem o ensino médio, cheguem à faculdade e tenham um bom emprego.

Com foco no futuro, o Travessia proporciona à família que nele se inscreve fazer uma poupança de até R$ 5 mil em até três anos. Sua moeda também se chama “travessia”. Se um pai, por exemplo, volta a estudar no ensino fundamental, são creditadas na conta da família 150 travessias. Se um filho terminar o curso fundamental, são creditadas outras 250 travessias. Se o aluno passou direto no ano escolar, ganha 75 travessias e, se a mãe ingressar num programa de alfabetização, a família tem um crédito de 150 travessias. A cada novo compromisso que a família assumir para aumentar a sua escolaridade ou fazer cursos de capacitação, os créditos se ampliam na sua conta do Banco Travessia. Ao final, esses créditos são convertidos em reais e liberados à família.

Esta é uma mais uma estratégia de Minas Gerais para garantir educação, renda, mobilidade social e superação de fato da pobreza. Como ensina, outra vez, Riobaldo: “Existe é o homem humano. Travessia.”

ANTONIO ANASTASIA é governador do Estado de Minas Gerais (PSDB).