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Fernando Pimentel defende medidas restritivas do Governo Dilma

“O governo está buscando fazer seu ajuste necessário e indispensável, nós temos que torcer e tentar ajudar”, afirmou.

Governador defendeu que quando se foca na questão partidária, pode-se ter a impressão de “que tal partido é uma quadrilha de malfeitores”, em referência ao seu partido, o PT.

Fonte: Hoje em Dia

Fernando Pimentel defende medidas restritivas do Governo Dilma

Fernando Pimentel defendeu o ajuste econômico do governo federal em discurso a empresários na capital paulista.Foto: Zanone Fraissat

Governador de MG defende ajuste e diz que nem tudo é culpa do governo

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), correligionário da presidente Dilma Rousseff, defendeu o ajuste econômico do governo federal em discurso a empresários na capital paulista. Ele afirmou que é um desafio que o país tem de enfrentar, “independentemente de partido”.

“Evidente que a situação brasileira não é a que queríamos, ideal. O momento é delicado, econômico, político”, admitiu Pimentel. Ele argumentou que o País precisa trabalhar conjuntamente para alcançar uma “economia em outro patamar”. “O governo está buscando fazer seu ajuste necessário e indispensável, nós temos que torcer e tentar ajudar”, afirmou, em defesa da proposta da equipe comandada por Joaquim Levy (Fazenda).

O governador, que tem sido alvo de protestos em seu Estado na esteira da queda de popularidade da presidente, disse aos empresários em evento promovido pela revista Exame que no Brasil se tem a “mania” de dizer que todos os problemas são culpa do governo e que isso não é verdadeiro nem produtivo.

Além do desafio econômico, o governador apontou o desafio de melhorar instituições e procedimentos de governança. Citou as investigações da ‘Lava Jato’, que apura um esquema bilionário de corrupção na Petrobras, como um exemplo da necessidade de “rever o modelo político brasileiro”. Sobre a crise política, Pimentel procurou desvincular o cenário de uma questão partidária, apontando haver um modelo que precisa ser revisto.

O governador defendeu, que quando se foca na questão partidária, pode-se ter a impressão de “que tal partido é uma quadrilha de malfeitores”, em referência ao seu partido, o PT.  A legenda tem dito ser vítima de um processo de criminalização em meio aos escândalos de corrupção.

Ainda sobre o desafio institucional, Pimentel defendeu que o país precisa trabalhar para buscar estruturas mais equilibradas. Pediu para a imprensa que acompanha o evento relevar sua fala, mas afirmou que é problemático ter um ambiente no qual um juiz de primeira instância – em referência a Sérgio Moro – tem tanto poder. “Não podemos ter um juiz de primeira instância com tanto poder como tem hoje, nem presidente da Câmara (Eduardo Cunha, PMDB-RJ), nem Presidência, que não tenha contrapeso para equilibrar”, defendeu.

Pimentel também defendeu agilização de processos burocráticos para destravar investimentos públicos e privados, como licenciamentos ambientais. Deu exemplo que, com efeito de uma greve, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado acumulou 2,6 mil processos.

O Dia do Trabalho, artigo Aécio Neves

Dilma chama trabalhadores para pagar do seu bolso 89% do custo do ajuste fiscal, sem ter fechado um único ministério ou cortado um único cargo de confiança.

Não houve o que comemorar no Dia do Trabalho. O governo estragou a festa.

Fonte: Folha de S.Paulo 

O Dia do Trabalho

Artigo AÉCIO NEVES

Quando se critica a má gestão do governo do PT e, em especial, os erros sucessivos da política econômica dos últimos anos, muitos acham que a oposição é pessimista e gosta de mostrar só o que não funciona. Mas é justamente o contrário.

Temos tudo para ser um grande país se o governo não atrapalhar tanto, com os seus sucessivos erros, o crescimento econômico e o avanço social dos brasileiros.

Ao contrário de vários países emergentes, no Brasil há uma Justiça e órgãos de controle independentes, que estão lutando contra o aparelhamento político das estatais, patrocinado pelo governo do PT; temos uma indústria diversificada e um setor agropecuário que é um dos mais competitivos do mundo e um amplo sistema de proteção social estabelecido pela Constituição em 1988.

O natural seria estarmos crescendo entre 4% e 5% ao ano, em vez de termos uma estagnação (crescimento econômico igual a “zero”) no triênio 2014, 2015 e 2016, segundo projeções do mercado. Isso é ainda agravado pelo fato de, nesses mesmos três anos, a inflação média esperada ser de 6,7% ao ano, uma anomalia para um país que não cresce.

O baixo crescimento tem efeitos perversos para a vida dos trabalhadores. Na última semana, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego cresceu pela terceira vez consecutiva neste ano e a renda real dos trabalhadores já teve queda de 3% neste período.

Além disso, como a correção real do salário mínimo está ligada ao crescimento do PIB, a estagnação da economia aponta para um crescimento “zero” no valor real do salário mínimo nos próximos dois anos e um aumento médio, no segundo governo Dilma, inferior a 1% ao ano!

O governo, depois de negar sistematicamente nas eleições a necessidade de qualquer ajuste fiscal, propõe agora um ajuste rudimentar cuja parte mais visível foi um corte real de 50% no investimentos dos ministérios da Saúde e da Educação, no primeiro trimestre do ano, redução dos direitos do trabalhadores e propostas de aumentos de vários impostose da conta de luz, que somam R$ 52 bilhões de uma meta de R$ 58 bilhões de superavit primário do governo federal.

A presidente Dilma está chamando os trabalhadores para pagar do seu bolso 89% do custo do ajuste fiscal, sem ter fechado um único ministério ou cortado um único cargo de confiança. Não houve o que comemorar no Dia do Trabalho. O governo estragou a festa.

O presidente dos Correios escreveu artigo em resposta ao texto por mim publicado nesse espaço. Tendo em vista os erros e deliberadas imprecisões e omissões contidas no texto dele, convido a quem se interessar pelo tema a acessar psdb.org.br/acao-irregular-correios para mais informações.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Trens novos do metrô de Belo Horizonte estão parados por causa da gestão deficiente do governo Dilma

Cinco novos trens do metrô de Belo Horizonte chegaram à capital, mas estão parados por falta de estrutura para receber e operar os equipamentos.

Faltou investimento em garagens e pátios de oficinas

Fonte: O TEMPO

Gestão deficiente do governo Dilma deixa trens novos do metrô parados em BH

Paradas. Enquanto não começam a rodar, composições envelhecem no Eldorado (foto) e no São Gabriel. Foto: AJL

Falta de investimento impede redução de intervalo no metrô

Vagões ao custo de R$ 171 mi não agilizam viagens por falta de sistema que custa R$ 3,5 mi

Cinco novos trens do metrô de Belo Horizonte chegaram à capital, mas estão parados por falta de estrutura para receber e operar os equipamentos. Faltou investimento em garagens e pátios de oficinas. E, mesmo quando começar a rodar, a nova frota não irá reduzir o intervalo de viagens, porque, além das outras deficiências, as composições modernas terão que se adaptar ao sistema de sinalização usado atualmente, já obsoleto.

O primeiro dos novos trens chegou à cidade em novembro. Agora, cinco já foram entregues e outros cinco devem chegar até julho. Porém, a CBTU informou que eles não entraram em operação porque ainda passam por testes e é necessária a adaptação de instalações, como oficinas e estacionamento.

Para o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Nilson Nunes, essa situação demonstra um erro de investimento da empresa.

“Eles deveriam ter preparado toda a estrutura atual para viabilizar a operação desses trens antes de eles chegarem, e não depois”, afirmou Nunes.

Intervalo. Hoje, o intervalo mínimo entre as viagens é de quatro minutos, o que vai permanecer inalterado mesmo com a circulação dos novos trens por causa da falta de atualização do sistema de sinalização e controle. Do jeito que está, ele já trabalha com sua capacidade máxima, de 21 composições circulando ao mesmo tempo. O número não pode ser elevado porque, por segurança, só é possível manter um metrô em cada trecho.

Se houvesse a atualização, mais trens poderiam ser usados, porque eles poderiam circular em trechos mais curtos. Assim, o tempo de intervalo seria reduzido pela metade, para dois minutos. Até 31 trens poderiam circular ao mesmo tempo – dez do novo modelo. Mas como não houve uma atualização desse sistema, as novas composições vão apenas substituir as antigas.

“O sistema de sinalização é tão antigo quanto os trens, e já existem tecnologias mais avançadas. Seria melhor ter comprado um novo sistema de sinalização e depois os novos trens. E olha que esse investimento é muito menor que o da aquisição das composições”, declarou Nilson Nunes.

Os novos trens custaram R$ 171,9 milhões. Em junho de 2013, a CBTU afirmou que o custo do novo modelo de sinalização seria de R$ 3,5 milhões e que ele seria implantado antes de os trens chegarem. Nesta semana, a empresa informou que não há previsão de investimento em nova sinalização.

“Precisamos reduzir o tempo de espera com urgência. Pego o metrô todo dia no horário de pico, e tem vez que eu tenho que esperar dois e até três trens para que eu consiga entrar tranquila”, reclamou a laminadora Maria das Graças Garcia, 61.

Gestão deficiente do PT: duplicação da 381 custará o dobro e vai demorar dois anos

A tão prometida duplicação da BR–381 vai custar quase o dobro e demorar ao menos dois anos. Custos podem chegar a R$ 5 bilhões.

PT e a gestão deficiente

Fonte: Jogo do Poder e Hoje em dia 

Duplicação da 381 custará o dobro e vai demorar mais

Para quem ainda tinha alguma esperança do governo federal do PT entregar aos mineiros a obra de duplicação da Rodovia da Morte, mais uma péssima notícia: a obra vai demorar ao menos mais dois anos do que o prometido. A previsão agora é que seja entregue em dezembro de 2019. Além da demora, a obra vai custar quase o dobro dos R$ 2,5 bilhões.

A informação é do engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Ricardo Medeiros, que coordena o comitê gestor da duplicação, e foi publicada no jornal O Tempo desta terça-feira (03/03).

O engenheiro reconheceu que as obras estão a passos lentos e que no ano passado houve atrasos no repasse de verbas federais às empresas porque “as contas do governo estavam desequilibradas”.

Este é mais um capítulo da novela da duplicação da BR 381, conhecida como Rodovia da Morte pela quantidade de acidentes registrados ao longo do ano. Desde 2002, o PT promete a obra aos mineiros mas, passadas às eleições, o compromisso é esquecido.

De acordo com a reportagem, em toda a estrada, de janeiro a junho do ano passado, foram registrados 1.145 acidentes, uma média de seis por dia. Nesse mesmo período, foram registradas 46 mortes e 519 acidentes com feridos. Esses números, no entanto, não sensibilizam o governo federal. E a Rodovia da Morte continua seguindo sua rotina macabra, sob olhar indiferente dos governos do PT.

Desapropriações, licenças ambientais e finalização de projetos travam duplicação da BR-381

A duplicação da BR-381, aguardada por mais de três décadas, só será finalizada em dezembro de 2019, dois anos a mais do que o previsto inicialmente. Além do atraso, a obra ficará R$ 2 bilhões mais cara, totalizando R$ 4,5 bilhões até a conclusão. A nova data e o reajuste nos valores foram apresentados na última segunda-feira (2) durante reunião entre representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e deputados estaduais.

Problemas com desapropriações, autorizações ambientais e finalização de projetos de trechos que ainda nem saíram do papel motivaram o adiamento do prazo. Das 1.500 desapropriações previstas, só 277 estão em andamento, ou 18% do total. Dentre os trechos com maior número de famílias a serem retiradas estão os lotes 8A e 8B, entre BH e Caeté, na região metropolitana.

Com 31 quilômetros de extensão, o local é apontado como um dos principais problemas para o andamento da intervenção. Duas licitações já foram feitas, mas o processo está suspenso e não há previsão de início dos trabalhos.

Segundo o engenheiro do Dnit e coordenador do comitê gestor da obra, Ricardo Medeiros, os valores oferecidos pelas empresas nas concorrências públicas foram superiores ao teto previsto pelo órgão. “As duas (licitações) foram fracassadas em virtude das propostas apresentadas. O Dnit está revendo os valores e, em breve, teremos um novo edital”, afirmou.

REAJUSTE

O aumento no valor previsto inicialmente deve-se às intervenções nos lotes 8A e 8B e à construção da variante Santa Bárbara (região Central), caminho alternativo para quem segue no sentido Ipatinga, no Vale do Aço.

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A inexistência do desvio trava o início das obras no lote 6, em João Monlevade. Inicialmente, o trecho seria projetado após a conclusão da variante, mas a execução deverá ser feita de forma conjunta.

“Estamos estudando qual vai ser a melhor estratégia para essas obras sem que a variante de Santa Bárbara esteja concluída”, explicou Ricardo. Um dos projetos apresentados, segundo ele, envolvia um desvio de cerca de 250 quilômetros. No entanto, não foi aprovado pela sobrecarga que geraria em outras rodovias e pelos impactos econômicos em algumas regiões.

Apesar de já estar em andamento, a intervenção no lote 7 também pode sofrer atraso. Entre o Km 389,5, em Rio Una, e o Km 427, no entroncamento com a MG-435, uma área de Mata Atlântica terá que ser destruída para dar lugar à via duplicada.

De acordo com Ricardo, um terreno em outra região já está em processo de desapropriação para servir de área de compensação ambiental.

Deputados mineiros cobram esclarecimentos do Dnit

Os repasses dos recursos financeiros para as obras da BR-381, interrompidos no fim do ano passado, estão sendo normalizados, conforme informou o Dnit. O entrave foi questionado pelos deputados estaduais presentes na reunião da última segunda-feira (2) com o órgão federal.

Segundo o engenheiro do Dnit, Ricardo Medeiros, a interrupção não teria comprometido a execução dos lotes 1 (Governador Valadares) e 2 (Belo Oriente) pela empresa responsável. “O Dnit não entendeu a motivação para isso. A firma, inclusive, está sendo notificada. Já passamos R$ 33 milhões dos R$ 42 milhões a que ela tem direito”.

Medeiros explicou que o atraso foi causado por problemas econômicos do governo, orçamentos não aprovados e adequações necessárias nos projetos. “Uma série de assuntos se uniram em um momento ruim e virou esse problema”, disse.

Cobranças

Durante a reunião, o deputado estadual Wander Borges (PSB), membro da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia, destacou a necessidade de reavaliação dos valores de indenização, atualmente fixados em R$ 40 mil. “Não tem como a pessoa comprar uma casa com esse preço”, afirma.

As famílias que forem retiradas podem recorrer ao programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’ ou optar por receber apenas o valor das benfeitorias no terreno.

Outra questão cobrada pelo deputado Anselmo José Domingos foi a duplicação de uma área maior da rodovia. Dos 303 quilômetros de extensão, apenas 124 quilômetros e trechos intermediários serão duplicados. “Estamos dando menos do que a população precisa”, comentou Anselmo.

Os brasileiros, o Governo Dilma e a fuga da realidade, por Aécio Neves

Aécio: “Governo não tem respostas para suas próprias incoerências e vive grave paralisia diante das múltiplas crises –de gestão, econômica, política e ética.”

São visíveis as contradições do governo central e seu crescente distanciamento da realidade.”

Fonte: Folha de S.Paulo 

Aécio: “desde a minha última coluna, em junho de 2014, a nossa situação se agravou muito.”

Aécio: “desde a minha última coluna, em junho de 2014, a nossa situação se agravou muito.”

ARTIGO AÉCIO NEVES

Os brasileiros

Após nove meses de ausência provocada pela campanha presidencial, agradeço à Folha o convite para retornar a este que é um dos mais importantes espaços daimprensa brasileira.

Como já fiz antes, recebo esta responsabilidade como uma oportunidade para refletir sobre o Brasil, respeitando as diferenças de pensamento e os princípios democráticos, sem, no entanto, me omitir diante dos graves problemas que dominam o quadro político nacional.

Certo é que, desde a minha última coluna, em junho de 2014, a nossa situação se agravou muito.

Há hoje, dispersa, uma sensação preponderante de que o país vai mal e piora. São visíveis as contradições do governo central e seu crescente distanciamento da realidade.

Fatos consumados, como o aumento do preço da energia, da gasolina, de impostos e dos juros; o flagrante descrédito internacional; a inflação que torna mais custosa a sobrevivência; a precariedade dos serviços públicos, em especial da segurança e do atendimento à saúde, além da tentativa de, sem qualquer diálogo com a sociedade, cortar direitos dos trabalhadores –medida feita justamente pela presidente que disse que jamais o faria– geram forte indignação e tornam o cenário ainda mais delicado.

A esta altura, o governo não tem respostas para suas próprias incoerências e vive grave paralisia diante das múltiplas crises –de gestão, econômica, política e ética. Ao final, são problemas demais e providências de menos, confirmando a ausência de rumo.

A inquietação e o temor pelo futuro se traduzem no risco evidente da perda de conquistas importantes, como a estabilidade econômica e os avanços sociais. Está claro que as grandes causas nacionais foram deixadas pelo caminho.

As oposições no país têm consciência dos seus deveres, enormes e intransferíveis. Sabem que é crucial impedir que se fragilizem as instituições e que se coloquem em risco a democracia, a liberdade e os direitos de cada cidadão.

Nunca as atenções estiveram tão voltadas para o mundo político, mas a verdade é que quem estiver olhando só para ele não terá uma visão completa da realidade.

Um outro protagonista está assumindo, cada dia mais, um papel relevante: o sentimento do povo brasileiro, que começa a transbordar nas conversas em casa, nas ruas, no trabalho.

Ele reflete inquietude, que pode gerar mais participação e responsabilidade coletiva. Sinaliza a existência de um povo se apropriando do que lhe pertence: o seu presente e os rumos do seu futuro.

Neste trecho de história, diante de tudo o que está acontecendo, essa é a melhor notícia.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Petrobras é dilapidada pelo PT

Novo escândalo de corrupção envolve o pagamento de propinas a aliados do PT no Congresso e nos Estados. É o Mensalão 2.

PT crava 13 pregos no caixão da Petrobras

O mais recente caso de corrupção envolvendo o PT e a Petrobras veio coroar uma série de escândalos e exemplos de má gestão que, juntos, mostram que o partido da presidente Dilma Rousseff está dilapidando uma das maiores empresas do mundo.

Revelado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que está preso acusado de corrupção, esse novo escândalo envolve o pagamento de propinas a aliados do PT no Congresso e nos Estados. É o Mensalão 2.

Infelizmente, em seus 60 anos a Petrobras nunca sofreu tanto quanto sofre agora nas mãos do PT. O problema só será sanado quando o aparelhamento ideológico do partido na empresa tiver fim. Do contrário, o último prego não tardará muito. Abaixo, uma lista dos 13 que já foram cravados.

Mensalão 2

Empreiteiras contratadas para negócios bilionários da Petrobras eram obrigadas a pagar uma quantia gorda por fora. Esse dinheiro era lavado por doleiros e ia parar no bolso de partidos e de políticos aliados do PT e do governo Dilma. Reportagem da revista VEJA desta semana afirma que entre os citados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa estão mais de 30 parlamentares, principalmente do PT, PMDB e PP, um ministro de Dilma e três governadores aliados – ou ex-aliados do PT.

Valor reduzido a menos da metade

No final de 2007, a estatal valia R$ 509 bilhões, acima de gigantes como a Microsoft. Atualmente, está avaliada em R$ 183 bilhões. Quem aplica em algum fundo de ações da empresa sente isso no bolso. Os papéis, que chegaram a ter alta de 1.200% no passado, hoje estão derretendo.

Refinaria de Pasadena

Pasadena é uma refinaria no Texas que foi comprada pela Petrobras por um preço total de US$ 1,2 bilhão, valor quase 30 vezes maior que o preço original. Quando o negócio foi feito, o presidente era o Lula. Dilma era ministra-chefe da Casa Civil e comandava o conselho de administração da Petrobras. Em julho deste ano, o Tribunal de Contas da União condenou 11 diretores da Petrobras a devolver US$ 792 milhões pela compra da refinaria de Pasadena.

Refinaria Abreu Lima

refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, deveria estar pronta desde 2010, mas a obra está atrasada. Ela viu seu custo saltar de R$ 4 bilhões para R$ 35,8 bilhões, tornando-se a refinaria mais cara do mundo em todos os tempos. Com o sobrepreço de R$ 31,8 bilhões daria para construir 34 mil escolas.

Dívidas

Petrobras se tornou a companhia não financeira mais endividada do mundo. A dívida da empresa chegou a R$ 250 bilhões no terceiro trimestre de 2013.

Prejuízos

O lucro do ano passado foi o terceiro pior desde 2006. E os prejuízos se acumulam. Só o setor responsável pelo abastecimento interno de combustíveis ficou no vermelho em R$ 18 bilhões em 2013.

Inauguração antes da hora

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a plataforma P-62 saiu em dezembro de 2013 do estaleiro em Pernambuco para ser inaugurada incompleta pela presidente Dilma, com o objetivo de salvar a balança comercial brasileira de um déficit no ano. Houve prejuízo para a estatal e risco para os trabalhadores.

Produção em queda

Na época do governo Fernando Henrique, a produção da Petrobras aumentava em média 10% ao ano. Com Lula no comando, o crescimento foi de apenas 3,7% por ano. E agora, com Dilma, a produção está em queda. Fica 1,2% menor a cada ano. Em 60 anos, a produção da Petrobras só caiu de um ano para outro em quatro ocasiões: uma com Collor, uma com Lula e duas com Dilma – a atual presidente é responsável pela primeira queda em dois anos consecutivos da história da empresa.

Adeus, autossuficiência

A propalada autossuficiência do país em petróleo, anunciada por Lula em 2006, jamais virou realidade. Muito pelo contrário: hoje o país importa e consome combustíveis fósseis como nunca antes na história deste país. No ano passado, precisamos comprar de outros países 400 mil barris por dia. Em 2009 nem sequer importávamos gasolina. Desde então, a compra de combustível do exterior só aumentou e hoje representa 13% do consumo interno.

Refino minguado

O Brasil está consumindo cerca de 40% a mais de petróleo do que há dez anos, mas a capacidade de refino avançou só 4,5% nesse período.

Déficit comercial

No ano passado, o déficit da empresa foi gigantesco: US$ 25,8 bilhões, com alta de 158% em relação a 2012. A estatal importou US$ 39,6 bilhões. As exportações, por sua vez, caíram 37,37% em relação a 2012 e somaram somente R$ 13,8 bilhões. A Petrobras respondeu sozinha por 16% das compras externas realizadas pelo país.

Regime errado

marco regulatório implantado por Fernando Henrique em 1997 (regime de concessão) multiplicou por dez a capacidade de investimento da Petrobras e mais que dobrou a produção brasileira de petróleo. Mas o PT trocou este modelo vitorioso pelo de partilha, com forte viés ideológico e excessiva ingerência do Estado nas atividades. O único leilão realizado até agora sob o novo marco legal teve apenas um concorrente e nenhum ágio.

E sobrou até para o etanol

política de preços que Dilma implantou nos combustíveis acabou com um dos setores mais promissores do Brasil, o do etanol. Em dois anos, o consumo de álcool caiu 35%. Quarenta usinas já fecharam as portas. O país que tinha tudo para ser a maior potência produtora de energia limpa e renovável do planeta hoje compra álcool até dos EUA.

Aécio: a meritocracia deve se sobrepor ao absurdo do aparelhamento

Em Florianópolis, Aécio Neves fez duras críticas a gestão econômica do governo e prometeu restabelecer a confiança do país.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Tucano afirmou ainda que governo gasta bilhões com propaganda para mostrar Brasil ‘irreal’

candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves fez duras críticas a gestão econômica do governo nesta quinta-feira, em ato político na capital catarinense. Em discurso, Aécio prometeu controlar a inflação e restabelecer a confiança no Brasil.

— É mais que uma eleição que está em jogo. (O governo PT) É um modelo e uma visão de gestão pública diferente dessa que está aí, em que a meritocracia deve se sobrepor ao absurdo do aparelhamento da máquina pública. Vamos implantar um modelo de estabilização da moeda e de controle inflacionário — disse o tucano.

Sem citar a presidente DilmaAécio afirmou que a economia brasileira está “paralisada”, sem controle da inflação, e não demonstra capacidade de “reverter essa situação”.

— O governo do PT vai entregar o país no pior cenário possível. O Brasil vive a estagflação, crescendo 1%, o menor (índice) em toda a América Latina. A inflação já está estourando o teto da meta. Isso traz um clima de desânimo para aqueles que querem empreender. No momento em que se olha para o futuro, não se enxerga nesse governo, capacidade para fazer o país crescer — atacou.

O senador tucano defendeu a ideia que o governo federal fracassou na economia e na gestão pública:

— Na verdade, o Brasil está no final da fila dos principais rankings internacionais de educação, como o Pisa (Programme for International Student Assessmen), por exemplo. A saúde publica é trágica. Há uma omissão crescente do governo federal na segurança pública.

Para Aécio, o governo gasta bilhões em propaganda para mostrar um “Brasil irreal”.

— O que não dá mais para aguentar é o que vem acontecendo no Brasil. Um Brasil virtual, vendido numa propaganda bilionária, quase uma lavagem cerebral, como se fossemos um país quase sem miséria. A grande verdade vai ficar clara na campanha, quando o Brasil real for confrontado com o Brasil virtual.

PALANQUES NOS ESTADOS

O senador também declarou “ver problemas” em dividir palanques com o candidato Eduardo Campos (PSB). A declaração foi dada para explicar o apoio a chapa que reúne Paulo Bauer (PSDB) como candidato a governador, e Paulo Bornhausen (PSB) para concorrer na vaga ao Senado:

— Da minha parte, sempre que os candidatos do PSDB estiverem fortes, nós estaremos fortes. Agradeço o apoio dos candidatos do PSB em vários estados, não apenas aqui.