• Agenda

    janeiro 2020
    S T Q Q S S D
    « out    
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728293031  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

Governo de Minas: laboratórios da Funed mantêm acreditação de qualidade junto a organização nacional

Acreditação comprova a qualidade dos serviços prestados pela Funed no monitoramento de 33 enfermidades

Leo Drumond
Todos os meses são realizadas, em média, 25 mil análises, atingindo 300 mil exames ao ano
Todos os meses são realizadas, em média, 25 mil análises, atingindo 300 mil exames ao ano

Uma auditoria realizada nos laboratórios que realizam diagnóstico de doenças da Fundação Ezequiel Dias (Funed) garantiu a manutenção da acreditação junto à Organização Nacional de Acreditação (ONA). O termo “acreditação” significa a consolidação do papel de excelência das organizações e, neste caso, comprova a qualidade dos serviços prestados pela Funed no monitoramento de 33 enfermidades, a exemplo de dengue, febre amarela, meningite, tuberculose, Aids, leishmaniose, dentre outras. Todos os meses são realizadas, em média, 25 mil análises, atingindo 300 mil exames ao ano.

A ONA, entidade não governamental reconhecida pelo Ministério da Saúde (MS), avalia e certifica a qualidade de serviços de saúde, de forma voluntária e periódica, a partir de um manual próprio, que inclui critérios de biossegurança, relacionamento com clientes e fornecedores e capacitação de pessoal, por exemplo. O processo é voltado para a melhoria contínua. A Funed conquistou a primeira acreditação junto à ONA em 2009 e, no ano seguinte, numa nova auditoria, a Organização recomendou a renovação por mais três anos, ou seja, até 2013, da certificação dos Laboratórios da Funed.

Durante esse período, a Funed fica submetida a avaliações de manutenção da condição de acreditado, como a que ocorreu dessa vez. Além dos laboratórios, foram avaliadas áreas administrativas, a exemplo dos serviços de manutenção e dos setores responsáveis pelo processo de compras. Isso exigiu uma integração ainda maior entre as diretorias da Funed, que trabalham em equipe para alcançar os bons resultados. Após o processo de auditoria, a ONA recomendou novamente a manutenção da acreditação da Fundação Ezequiel Dias.

As instituições acreditadas pela ONA são reconhecidas por oferecer mais segurança para pacientes e profissionais, qualidade na assistência, capacitação contínua das equipes e gerenciamento eficaz. “Essa recomendação confirma nosso compromisso com a qualidade do serviço prestado e soma-se a outros esforços nesse mesmo sentido”, afirma o presidente da Funed, Augusto Monteiro Guimarães.

A Fundação Ezequiel Dias tem ensaios habilitados junto a outras organizações de qualidade como a Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e também possui processos certificados pela norma ISO 9001:2008. “A avaliação externa é uma forma de manter constante o desafio de melhorar, sempre, a qualidade dos serviços prestados à população”, afirma o presidente.

Um relatório conclusivo da auditoria será enviado pela equipe da ONA à Funed que terá o prazo de 15 dias para desenvolver o plano de ação para correção de pequenas não conformidades verificadas. “Enviaremos evidências de atuação aos auditores que verificarão, in loco, a eficácia das ações realizadas nas próximas auditorias”, explica o analista de saúde e tecnologia da Funed, Marcelo Pimenta.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/laboratorios-da-funed-mantem-acreditacao-de-qualidade-junto-a-organizacao-nacional/

Gestão da Saúde: profissionais de Minas estão reunidos para aprimoramento da técnica de diagnóstico da tuberculosp

Curso atualiza e padroniza a técnica de baciloscopia recomendada pelo Ministério da Saúde no diagnóstico laboratorial da tuberculose

Na semana em que se celebra o Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24/03) mais de 100 profissionais de saúde de todo o Estado que trabalham no controle da doença estão reunidos em Belo Horizonte para um treinamento prático e teórico. O curso, realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) – laboratório central de saúde pública do Estado de Minas (Lacen/MG) – tem como objetivo promover uma atualização e padronização da técnica de baciloscopia recomendada pelo Ministério da Saúde no diagnóstico laboratorial da tuberculose.

De acordo com um dos ministrantes do treinamento e responsável pelo diagnóstico em Tuberculose na Funed, Cláudio José Augusto, a técnica de baciloscopia é um exame de microscopia, de baixa complexidade, já utilizado atualmente por todos os laboratórios públicos do Estado, em amostras colhidas dos pacientes com suspeita da doença. “Ele é feito para diagnosticar a tuberculose. Na Funed, no entanto, são realizados outros exames, de maior complexidade que permitem identificar o tipo do bacilo causador da doença e a sensibilidade da bactéria ao medicamento adotado no tratamento”, explica Cláudio.

Segundo ele, até 2004, o diagnóstico da tuberculose era centralizado na Fundação. Mas com capacitação e investimento nos laboratórios de todo o Estado, a técnica de baciloscopia passou a ser feita nos próprios municípios. “A Fundação permanece como referência e responsável pelo controle da qualidade dos exames, mas a descentralização aproxima o diagnóstico do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e possibilita a atuação do Lacen-MG em atividades de maior complexidade, ampliando a oferta de outras metodologias. É um ganho para os serviços oferecidos à sociedade”, afirma.

Com o treinamento, a Funed espera descentralizar também a técnica de cultura – para identificação dos tipos de bacilos causadores da doença. Até então, segundo a chefe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas, Marluce Aparecida Assunção Oliveira, a Funed realiza cerca de 250 exames de cultura para diagnóstico da tuberculose por mês. “Nossa expectativa é que até o final desta ano os cinco laboratórios macrorregionais – Montes Claros, Teófilo Otoni, Uberaba, Juiz de Fora e Pouso Alegre – possam também realizar a cultura. A Funed poderá concentrar seus esforços para aumentar o número de testes de sensibilidade às drogas”, afirma Marluce.

Durante as aulas, serão atualizadas informações sobre a situação epidemiológica e medidas de vigilância adotadas em Minas Gerais, no Brasil e no mundo para controle da doença, além de normas de biossegurança, coleta, acondicionamento e transporte de amostras e outras informações sobre a técnica de exame. O curso está sendo realizado na sede da Funed, no bairro Gameleira, de hoje (20/03) até quinta-feira (22/03).

Além da aula teórica realizada no primeiro dia, representantes de municípios do interior do Estado onde há maior incidência de Tuberculose como Varginha, Pouso Alegre, Nanuque, Vespasiano, Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Lagoa Santa passarão por aulas práticas nos laboratórios da Fundação. As aulas serão ministradas pelo médico pneumologista da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), Pedro Daibert Denavarro, e por funcionários da Funed – do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas e também do Serviço de Gerenciamento de Amostras Biológicas.

A doença

A tuberculose é causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos, como rins e ossos. A transmissão ocorre através do contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão: tosse seca e contínua no início da doença, cansaço excessivo, febre baixa geralmente à tarde, palidez, falta de apetite, fraqueza e prostração. Segundo o Ministério da Saúde, são notificados anualmente 85 mil novos casos no Brasil, sendo verificadas cerca de seis mil mortes por ano, o que coloca a tuberculose como a doença infecciosa que mais causa mortes em adultos.  De acordo com o Sistema de Informação de agravos de notificação (SINAN) em Minas, no ano passado, foram notificados 4.500 casos da doença e 160 óbitos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/profissionais-de-minas-estao-reunidos-para-aprimoramento-da-tecnica-de-diagnostico-da-tuberculose/

Gestão da saúde: Pesquisa da Fundação Ezequiel Dias vai testar potência de vacinas

Metodologia ajudará a reduzir o uso de animais em laboratórios e garantirá produtos de melhor qualidade

Thiago Valinho
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas

Testes in vivo, ou seja, que utilizam camundongos para avaliar a eficácia de vacinas clostridiais – usadas em bovinos, caprinos e ovinos para proteção contra um tipo de doença bacteriana – estão com os dias contados. É que um estudo realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR), desenvolveu uma nova metodologia com o mesmo objetivo, porém, in vitro – realizada em laboratório através de um método de ensaio denominado ELISA, o mesmo usado, por exemplo, para diagnóstico da Aids.

“É um método mais prático, rápido e barato, que vai permitir não só a redução significativa do uso de animais nos testes, como também poderá garantir mais qualidade ao processo de produção da vacina”, afirma o pesquisador da Funed, Luiz Guilherme Dias Heneine, membro da equipe do projeto. Isso porque, segundo Heneine, as facilidades e vantagens que o kit desenvolvido oferece permitem que a própria indústria fabricante da vacina monitore a qualidade do produto antes de enviar para aprovação do órgão regulador – que nesse caso é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Os fabricantes são obrigados a enviar parte do lote das vacinas para o ministério, que verifica se a dosagem é adequada para proteção do animal. Com o resultado do nosso trabalho, antes mesmo da conclusão do processo de produção, os fabricantes terão como avaliar a qualidade das vacinas, corrigir falhas e evitar perdas”, explica o pesquisador da Funed. Segundo Francisco Carlos Faria Lobato, médico veterinário e professor da Escola de Veterinária da UFMG, que também participa do estudo, somente em 2010, o ministério utilizou cerca de dois mil camundongos para testar 160 milhões de doses de vacinas de aproximadamente 14 laboratórios produtores. “A substituição do teste de potência pode reduzir significativamente esse número”, afirmou. A pesquisadora Patrícia Martins Parreiras, do Instituto René Rachou, lembra ainda que esta redução atende a Lei Arouca (2008), que recomenda a substituição de animais por métodos in vitro em procedimentos experimentais.

O pesquisador da Funed ressalta ainda a importância da pesquisa para os produtores rurais e para a melhoria da qualidade da carne consumida pela população. De acordo com ele, elas evitam a contaminação por bactérias do gênero Clostridium, que causam diferentes síndromes no animal infectado podendo resultar na morte dele. “O teste garantirá a produção de vacinas de qualidade, consequentemente, animais sadios, alimento de melhor qualidade para a população e para o mercado exportador”, afirma.

O teste

Utilizando-se de pequena quantidade da vacina, do soro de animais já vacinados, pipetas, de uma placa acrílica, reagentes laboratoriais e de leitores computadorizados, a metodologia desenvolvida pela equipe de pesquisadores permite quantificar a concentração de anticorpos presentes no soro dos animais, ou seja, verificar se a dose da vacina é suficiente para proteger o animal. “A coloração na placa indica a reação, a presença e quantidade do antígeno. A intensidade da reação dos produtos é proporcional à quantidade presente. É um método muito eficiente”, explica Luiz Guilherme Dias Heneine.

Resultados e expectativas

De acordo com Luiz Guilherme Dias Heneine, os resultados do estudo, realizados tanto em laboratório quanto em uma indústria farmacêutica parceira do projeto, foram satisfatórios. “O teste já foi padronizado e pré-validado. Nossa expectativa agora é patentear a tecnologia e transferir o conhecimento para que uma empresa possa produzir e comercializar”, disse. Segundo ele, o Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Gerais (Lanagro) – que disponibilizou soro dos animais vacinados para os testes – já demonstrou interesse na nova metodologia.

O estudo tem ainda potencial para permitir que sejam desenvolvidos kits de teste de vacinas para outras doenças. “Esse foi só o primeiro passo. Nosso objetivo é ampliar a tecnologia para identificação de outros antígenos e originar kits para controle de outras patologias”, avisa Heneine.

Destaque de inovação

A pesquisa desenvolvida pela Funed, UFMG e CPqRR foi avaliada por uma comissão formada por profissionais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e UFMG e agora está catalogada no Livro do Programa de Incentivo à Inovação (PII).

A publicação, organizada pela Fiocruz, foi lançada no último dia 14, reúne 16 projetos do Programa e tem como objetivo fomentar a cultura empreendedora nas universidades e instituições de pesquisa.  De acordo com o gerente de Inovação e Sustentabilidade do Sebrae, Anízio Dutra Vianna, “os produtos criados a partir do Programa podem contribuir para o desenvolvimento, geração de emprego e renda em Minas Gerais, por meio da criação de empresas de base tecnológica ou transferência de tecnologias”.

“É uma satisfação ver a Funed somando-se a essas outras importantes instituições científicas e contribuir para que o conhecimento produzido por nossos profissionais possa gerar novos negócios, com qualidade superior e a custos menores”, afirma o presidente da Fundação, Augusto Monteiro Guimarães. A pesquisa contou também com o apoio do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisa-da-fundacao-ezequiel-dias-vai-testar-potencia-de-vacinas/

Governo de Minas: Funed lança enquete para escolha do nome de três filhotes raros de cascavel

população irá escolher nome dos novos bebês, dois machos e uma fêmea

Gleisson Mateus/Funed
Os filhotes são fruto do fruto do acasalamento de duas subespécies da cascavel Durissus
Os filhotes são fruto do fruto do acasalamento de duas subespécies da cascavel Durissus

Menos de um mês depois de anunciar a reprodução em cativeiro de cobras da espécie Pantherophis guttatus, popularmente conhecida como Corn Snake ou Cobra do Milho, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) comemora o nascimento de três filhotes raros de outras serpentes, fruto do acasalamento de duas subespécies da cascavel Durissus: a fêmea Collilineatus e o macho Cascavella. E você poderá ajudar a escolher o nome dos novos bebês – dois machos e uma fêmea.

Para o filhote fêmea, a equipe do Serviço de Animais Peçonhentos da Funed sugere Ofélia – que significa serpente; Medusa – do grego, feiticeira; e Dora – que significa presente. Na lista de nomes para os machos estão Aimoré – que do tupi-guarani significa aquele que morde; Caiuá – aquele que mora no mato e Palani – nome de origem havaiana que significa selagem. “Ouvimos algumas sugestões, pesquisamos os significados, também consideramos a sonoridade dos nomes e agora queremos a opinião do público”, disse o chefe do Serviço, Rômulo Righi Toledo.

A votação será feita pela enquete disponível na página inicial do site da Funed (www.funed.mg.gov.br) a partir desta terça-feira (6). Até o dia 9, os internautas poderão votar no nome preferido da fêmea. Na semana seguinte (de 12 a 15/03), será a vez de escolher o nome dos machos. No dia 16, a Funed vai confirmar os nomes mais votados. Acesse e participe.

Surpresa

“Foi um acasalamento inesperado, pois as cobras estão em idade avançada de reprodução e ainda fomos surpreendidos pela coloração diferenciada e rara dos filhotes”, afirma o chefe do Serviço de Animais Peçonhentos da Funed, Rômulo Righi de Toledo.

Segundo ele, o desenho formado pelas escamas é uma característica genética das serpentes e, no caso da cascavel, é muito específico em todo o corpo, sempre em tons amarronzados, alguns mais claros e outros mais escuros. “Os filhotes nasceram com desenhos e cores diferentes, com tons amarelados e com losangos apenas nas laterais”, espanta-se Rômulo. Ainda de acordo com ele, essa novidade deve ter ocorrido pelo fato de ser um acasalamento de duas subespécies diferentes. “Esses novos filhotes é como se fossem umas terceira espécie, com desenhos da Collilineatus e da Cascavella em um único corpo”, explica.

O chefe do serviço conta que o casal reprodutor vive em cativeiro na Funed há mais de 20 anos e já reproduziu outras vezes. “As serpentes chegaram aqui em 1988 com cinco anos de idade. Já superaram a expectativa de vida em cativeiro e ainda mais a de reprodução. Não esperávamos pelo acasalamento e fomos realmente surpreendidos pelo nascimento dos filhotes. Sequer notamos a gestação que tem duração de seis meses nessa espécie”, diz.

Pela idade avançada, mesmo sendo peçonhentas, as cobras não são mais utilizadas na Fundação para extração de veneno – que é a matéria-prima usada na produção do soro antiofídico. Segundo Rômulo, o casal é mantido em um terrário no setor de exposição, aberto ao público. “Seus filhotes raros passarão agora por um processo de identificação de sexo e serão cuidados para serem utilizados em pesquisas científicas e exposições”, afirma.

Cativeiro

Atualmente, a Funed conta com 25 exemplares de cascavel. A maioria é usada na produção do soro indicado para o tratamento em caso de acidentes com animais peçonhentos. Por mês, somente as cobras dessa espécie na Funed produzem aproximadamente 1.400 mg de veneno. O suficiente para abastecer a produção de aproximadamente 10 mil ampolas de soro anticrotálico por ano.

O serpentário da Funed ainda conta com outras cobras raras como a Corn Snake, uma espécie norte-americana, a Python sp., encontrada apenas nos Estados Unidos e Ásia. Além das cobras internacionais, conta com espécies de outros estados como B. erythtromelas, B. cotiara, B. leucurus, comuns na região Norte e Nordeste do Brasil.

Cascavel da espécie Durissus (gênero: Crotalus)

As cascavéis possuem um chocalho característico na cauda, e estão presentes em todo o continente americano. As da espécie Durissus, como as reprodutoras da Funed, são mais comumente encontradas do México à Argentina. Gostam de habitar áreas pedregosas e arenosas, e a espécie é dividida em cinco subespécies (no Brasil): Cascavella, Collilineatus, Ruruima, Marajoensis, e Terrificus.

A dentição da serpente dessa espécie apresenta um canal completo ligado à glândula de veneno que facilita a inoculação do seu veneno nas presas. Extremamente tóxico, o veneno atua no sistema nervoso da presa, paralisando suas funções. Geralmente os machos são maiores que as fêmeas e podem atingir 1,5 metros de cumprimento. Alimentam-se principalmente de roedores, ou aves, coelhos e lagartos e são de hábitos noturnos.

Fonte: Agência Minas

Gestão da Saúde: Minas Gerais desenvolve kit de teste rápido para diagnóstico da dengue

Gleisson Mateus
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade

BELO HORIZONTE (24/01/12) – A nova tecnologia de diagnóstico rápido da dengue, que poderá reduzir o tempo de análise de amostras de três dias para até 20 minutos, está sendo desenvolvida pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas). Se validado, o teste rápido da dengue deverá ser disponibilizado em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do país até 2013.

Para validação, a nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade. De acordo com a coordenadora da pesquisa, chefe do Serviço de Biotecnologia e Saúde da Funed, Alzira Batista Cecilio, os resultados obtidos serão confrontados com um diagnóstico já estabelecido. “Este será um momento importante para atestar a precisão do resultado obtido por meio do teste rápido”. A previsão é que esse processo seja realizado a partir do próximo ano, tão logo seja concluída a fase de testes de pesquisa em laboratório.
A praticidade e aparência do novo kit fazem lembrar os aparelhos de monitoramento de glicemia, usado no diagnóstico de diabetes. A diferença é que o sangue coletado do paciente não é aplicado diretamente no kit diagnóstico. O teste é realizado com o soro separado das células sanguíneas e, por isso, a metodologia ainda exigirá a coleta de sangue do paciente.
Para análise, o soro é colocado sobre a membrana – que integra a parte interna do suporte plástico que compõe o kit -, juntamente com o diluente. A reação, que pode indicar a presença de proteínas do vírus da dengue ou anticorpos produzidos, ocorre em 20 minutos.
Atualmente, os testes de diagnóstico da dengue são realizados a partir dos métodos MacELISA e ELISA comercial, que se diferenciam principalmente pelo processo e tempo decorrido entre a análise do soro e o diagnóstico.
“No primeiro método, temos que desenvolver os reagentes, montar toda a plataforma de análise do soro em laboratório, procedimento que demanda três dias de trabalho”, explica o chefe do Serviço de Virologia e Riquetsioses, Glauco de Carvalho Pereira. Já o ELISA Comercial, segundo Glauco Pereira, por se constituir em um kit pronto, garante a economia de tempo, reduzindo todo o processo de análise do soro para aproximadamente cinco horas. No entanto, a metodologia MacELISA é considerada o padrão ouro do Ministério da Saúde no diagnóstico de dengue, sendo a técnica mais sensível utilizada atualmente, com maior índice de assertividade.
Casos notificados
Em 2010, com a epidemia de dengue identificada em diversos estados do país, Minas Gerais chegou a contabilizar 261.945 notificações de suspeita de infecção do vírus. Neste período, a Funed realizou 22 mil análises de amostras. Em 2011, houve tanto queda no número de notificações da doença quanto no volume de análises realizadas pela Funed, sendo verificadas em torno de 5 mil amostras. “Essas amostras foram testadas em uma ou ambas as metodologias (MacELISA e ELISA Comercial), muitas vezes em duplicata”, destaca a farmacêutica bioquímica Maira Alves Pereira, do Laboratório de Dengue e Febre Amarela da Funed.
Segundo Maíra, as análises feitas na Funed têm como objetivo detectar se há epidemia de dengue em certa região e assim contribuir para o trabalho de vigilância epidemiológica do Estado. “Por este motivo, o número de análises não precisa ser proporcional ao volume de notificações. Os testes laboratoriais são feitos para identificar a epidemia e auxiliar o governo nas ações a serem tomadas, mas o médico, com exames clínicos, é capaz de confirmar o diagnóstico e pode indicar o tratamento adequado ao paciente antes mesmo do resultado laboratorial”, explica. O teste rápido, nesses casos, seria também uma medida complementar para o diagnóstico clínico, realizado pelo médico.
O projeto para desenvolvimento do kit de teste rápido para diagnóstico da dengue conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).
Tecnologia abrangente
Segundo Alzira Batista Cecílio, a partir do desenvolvimento da plataforma tecnológica do teste rápido para dengue, futuramente há a possibilidade de se utilizar a mesma base para a elaboração de kits que contemplem outras doenças de saúde pública, como o rotavirus, herpesvirus e parasitas que serão definidos após a validação da tecnologia.
A doença
Segundo informações do Ministério da Saúde, a dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Normalmente, os sintomas da doença se manifestam após três dias da picada do mosquito. Os indícios de infecção podem apontar duas formas de dengue: clássica e hemorrágica, sendo que a segunda pode levar a morte no período de 24 horas.
Os sintomas da dengue clássica são caracterizados por febre alta com início súbito; forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos – que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço; moleza e dor no corpo; muitas dores nos ossos e articulações. Além de manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Em princípio, a dengue hemorrágica apresenta os mesmos sintomas que a clássica, no entanto, após a febre, começam a manifestar os sinais mais graves, distinguidos pelas dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; manchas vermelhas na pele; sonolência; agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória e perda de consciência.

Fonte: Agência Minas

Governo assina acordo com o Ministério da Saúde para produção de nova vacina

BRASÍLIA (19/01/12) – O Governo de Minas, por meio da Fundação Ezequiel Dias (Funed), assinou nessa quarta-feira (18), em Brasília, durante solenidade para anúncio de mudanças no calendário de vacinação infantil, acordo de cooperação técnico-científico com o Ministério da Saúde para desenvolvimento e produção de uma nova vacina para o Sistema Único de Saúde (SUS). Ela será capaz de imunizar, com uma única dose, contra sete doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, poliomielite, meningite C e outras infecções bacterianas.

O acordo prevê que a heptavalente seja desenvolvida e produzida por meio de uma parceria entre a Funed (MG), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ) e o Instituto Butantan (SP), a partir de combinação de vacinas já desenvolvidas pelos três laboratórios. “Estamos formando uma rede para criar base competitiva internacional no campo de vacinas”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

O presidente da Funed, Augusto Monteiro Guimarães, acrescentou que essa parceria é um marco para a produção e inovação em biotecnologia a favor da saúde pública. “Trata-se de ação de cooperação entre os produtores, por meio da qual cada um fornecerá o seu melhor. O resultado certamente será um produto de alta tecnologia e qualidade, que permitirá redução de custos aos cofres públicos e ganhos para os usuários da rede pública de saúde”, disse.

Segundo o ministro, atualmente, 96% de todas as vacinas aplicadas no Brasil são de produção nacional e o ministério tem todo interesse em continuar discutindo e avançando no desenvolvimento de produtos de saúde de alta tecnologia que conquistem maior adesão e aceitabilidade por parte da população. “Esse acordo está sendo possível porque estamos desenvolvendo tecnologia aqui no país e é um passo importante para que o Brasil possa ocupar o mercado mundial de vacinas”, afirmou.

A expectativa é que no prazo máximo de cinco anos (até 2017), a heptavalente passe a fazer parte do calendário de vacinação brasileiro, sendo distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, será proposto um plano de trabalho com prazos e responsabilidades dos órgãos envolvidos. O plano será elaborado pelos comitês gestor e técnico, que são compostos por membros das instituições que participarão do desenvolvimento e produção da vacina.

Mudanças no calendário vacinal

A assinatura do Acordo foi realizada durante uma solenidade que anunciou alterações no calendário de vacinação do Ministério da Saúde. De acordo com o ministro Alexandre Padilha, a partir de agosto deste ano, a vacina poliomielite, hoje aplicada em três doses em forma de gotas, passará a ser aplicada de forma combinada com a injetável (dose única). A tendência é que todos os países adotem apenas a injetável. “Ela é mais segura. Com a injetável, os riscos de efeitos colaterais, como algumas formas de paralisia, são praticamente nulos”. Mas, de acordo com o ministro, isso só será realizado até que a doença seja totalmente erradicada no mundo.

Outra mudança anunciada no evento foi a inclusão da pentavalente, para imunização contra difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo B e hepatite B. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, ao concentrar a proteção de várias doenças em uma única vacina permite-se reduzir o número de picadas, melhorar o controle e administração das doses e, claro, gerar uma economia para o país. O ministério calcula uma economia de R$ 700 mil ao ano com a inclusão da pentavalente no calendário a partir de agosto deste ano.

A partir da combinação da pentavalente é que o ministério já anunciou e firmou acordo para o desenvolvimento e produção da heptavalente, que contará com a participação da Funed. “Em quatro anos, pretendemos incorporar mais dois componentes – a pólio e a meningocócica C – e fazer a heptavalente”, disse o secretário Jarbas Barbosa. Segundo ele, o ministério já estuda também o desenvolvimento de outras vacinas como, por exemplo, contra Hepatite A, Varicela (catapora) e contra o HPV.

Heptavalente

A heptavalente será produzida pela combinação das vacinas já existentes: DTP (Tríplice Bacteriana), contra difteria, tétano e coqueluche, e HepB (Hepatite B), contra hepatite B, ambas sob responsabilidade  de produção do Instituto Butantan. A composição da heptavalente conta, ainda, com a vacina MenC (Meningite C), contra Meningite C – que será fornecida pela Funed -, e com a IPV (Vacina Inativada de Poliovírus), contra a Poliomielite Inativada, e a Hib (Haemophilus influenzae tipo B), contra meningite por Haemophilus, ambas viabilizadas pela Fiocruz, que ficará também responsável pela coordenação das atividades de produção da vacina. Futuramente, há a possibilidade de que a Funed, além de participar do desenvolvimento da vacina, também assuma parte do controle de qualidade, armazenamento, distribuição e fornecimento da heptavalente.

No comitê gestor, o Estado de Minas Gerais será representado pelo presidente da Fundação Ezequiel Dias, Augusto Monteiro Guimarães; pelo chefe de gabinete, Homero Jackson de Jesus Lopes; e pela diretora Industrial, Lissandra Clementoni.  Já o comitê técnico contará com Roberta dos Santos, Alisson Bruno Luzia, Maria Olivia Nogueira Teixeira e Shirley Lima, que atuam na Gerência de Projetos Estratégicos (GePE) da Funed.

O trabalho será realizado com recursos próprios da Funed, Fiocruz, Instituto Butantan e com o apoio do Ministério da Saúde. De acordo com o chefe de gabinete da Funed, Homero Jackson de Jesus Lopes, ainda não é possível calcular o valor exato da economia que se pretende gerar com esse novo produto, “mas, com certeza, a redução será expressiva, pois será possível agregar múltiplas imunizações em dose única, com impacto direto nos custos logísticos do Programa Nacional de Imunização”, destacou.

Política Nacional de Desenvolvimento de Fármacos

A definição e incentivo para o desenvolvimento e produção dos medicamentos estratégicos de alto custo pelos laboratórios oficiais faz parte da Política Nacional de Desenvolvimento de Fármacos do Ministério da Saúde (MS). A política estimula a parceria entre laboratórios privados e públicos para a nacionalização da produção de medicamentos, por meio de transferência de tecnologia.

A Funed já está inserida nessa Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), tendo já firmado diversas parcerias para a produção de novos fármacos como, por exemplo, para a produção do Tenofovir – medicamento importado, de alto custo, utilizado no tratamento de pacientes portadores do HIV -, e para produção da vacina contra meningite C.

Outras parcerias como essas também estão em desenvolvimento na Funed e, futuramente, podem tornar possível a produção de outros medicamentos de alto valor agregado, como o EntecaVir, outro Antiretroviral usado no tratamento da Aids; o Donepezila, usado no tratamento de Alzheimer; a Atorrvastatina, usada para controle de colesterol; e Pramipexol, medicamento para mal de Parksinson.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas firma parceria com Ministério da Saúde para produção de nova vacina

 

BRASÍLIA (18/01/12) – O Governo de Minas, por meio da Fundação Ezequiel Dias (Funed), assinou nesta quarta-feira (18), em Brasília, acordo com Ministério da Saúde para produção da nova vacina, a heptavalente. A vacina será desenvolvida em conjunto pelos laboratórios Funed, Instituto Butantan e Fiocruz/Bio-manguinhos, num período máximo de cinco anos. A tecnologia envolvida é resultado de um acordo de transferência entre o Ministério da Saúde, por meio da Fiocruz, e o laboratório Sanofi.

A vacina permitirá prevenção de sete doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite C, poliomielite e influenza tipo B. Cada laboratório ficará responsável pela combinação dos seguintes componentes vacinais: Meningite C-Vacina Adsorvida Meningocócica C Conjugada, sob responsabilidade da Funed; difteria, tétano e pertussis, e Vacina Adsorvida contra Hepatite B (recombinante) – produção sob responsabilidade do Butantan; IPV: Vacina de Poliomelite Inativada, Hib: Vacina contra Haemophilus Influenzae Tipo B sob responsabilidade da Fiocruz.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, a Funed é referência no mercado brasileiro na produção de medicamentos e soros, na pesquisa em saúde pública e nas ações de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental. “A produção da vacina em conjunto com os demais laboratórios demonstra a importante contribuição de Minas para o atendimento das necessidades do Programa Nacional de Imunização (PNI), reafirmando a importância da Funed para a construção da saúde pública”, falou.

O desenvolvimento da vacina heptavalente será realizado em etapas, com as atividades, metas e cronograma no Plano de Trabalho com prazos e responsabilidades para cada um dos laboratórios envolvidos. A partir da assinatura, em até um mês, será criado o Comitê Técnico-Científico para o desenvolvimento das etapas de trabalho, com a participação do Butantan, Fiocruz e Funed.

“As vacinas combinadas possuem vários benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma injeção, vários componentes imunobiológicos”, falou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Fonte: Agência Minas