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Gestão Anastasia: Minas dispõe de “Sala Limpa” de referência para análises químicas

Considerado o mais bem equipado do país, laboratório do Cetec pesquisa produtos utilizados em processos de hemodiálise

Divulgação/Cetec
Na Sala Limpa, ambiente tem controle rígido para evitar a contaminação das amostras
Na Sala Limpa, ambiente tem controle rígido para evitar a contaminação das amostras

Filtragem da entrada do ar atmosférico; proibição de calçados comuns, brincos e outros acessórios; treinamento e trajes especiais. Esses são apenas alguns dos cuidados necessários para se entrar no laboratório de traços metálicos, mais conhecido como Sala Limpa, da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), instituição de desenvolvimento tecnológico do Governo de Minas vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). A sala foi o primeiro laboratório do país com estrutura capaz de realizar a análise da presença de alumínio em amostras de água de hemodiálise e do sangue de pacientes com insuficiência renal.

Criada em 1995 com aporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), sob coordenação da pesquisadora Olguita Ferreira Rocha, a Sala Limpa é considerada a mais bem equipada do Brasil e uma referência na análise dos produtos para hemodiálise. “Nós realizamos análises para centros de diálise em hospitais das redes pública e particular, do Amazonas ao Rio Grande do Sul”, conta a pesquisadora. Segundo ela, o alumínio, quando presente em nível elevado no sangue, pode causar fraturas ósseas, problemas de crescimento e até mesmo demência.

No laboratório, também é realizado o controle de contaminação de análises nas áreas de alimentos, meio ambiente, produção industrial e eletroeletrônica. A água das bacias hidrográficas que abastecem Minas Gerais também é analisada na Sala Limpa.

Controle rígido do ambiente

A Sala Limpa é dividida em quatro ambientes interligados que totalizam uma área de 90 metros quadrados. O conceito desse tipo de laboratório é que ele seja livre de partículas externas para que o resultado das análises seja o mais preciso possível. Para isso, é realizado um controle muito rígido dos materiais que são colocados no local. As amostras a serem observadas, por exemplo, são coletadas em um recipiente fornecido pelo Cetec e ainda passam por limpeza antes de chegarem à sala.

Os cuidados com o laboratório, contudo, são muito mais complexos do que apenas a limpeza do material usado. Para trabalhar na Sala Limpa, os pesquisadores devem cumprir uma série de exigências, como não usar cosméticos ou fumar. O tabagismo é proibido na equipe, já que o fumante emite partículas até três horas após o consumo do cigarro.

Pessoas mais inquietas também não são ideais para o trabalho dentro desse laboratório especial. “Uma pessoa muito agitada movimenta partículas. Para se ter ideia, sentando e levantando, uma pessoa libera 2,5 milhões de partículas por minuto. Sentado, sem movimento, 100 mil; caminhando a 3km/h, 5 milhões de partículas”, explica a coordenadora da Sala Limpa, Olguita Rocha.

Os pesquisadores também não podem usar acessórios pessoais, como brincos e sapatos, dentro da sala. O uniforme especial utilizado funciona como um filtro do corpo, que impede a dispersão de partículas. O traje é limpo em uma lavanderia instalada na ante-sala do laboratório. Os profissionais utilizam um uniforme específico para cada um dos quatro módulos da sala, que possuem diferentes níveis de retenção de partículas. No módulo de maior controle de contaminação, a equipe trabalha com apenas os olhos e nariz descobertos.

Cinquenta trocas de ar por hora

Se as exigências para a entrada dos profissionais são rígidas, o cuidado com o ar é tão importante quanto. A Sala Limpa tem controle de temperatura, umidade e pressão do ar, condicionado por meio de filtros. Na parte externa do prédio em que o laboratório está instalado, há uma casa de máquinas com duas baterias de filtros que impedem a entrada de partículas grossas e finas. Ainda antes de chegar à sala, o ar passa por uma terceira etapa de filtragem. A Sala Limpa conta com 14 dutos de entrada do ar em baixa velocidade, para evitar a suspensão de partículas que eventualmente sejam geradas. Esse ar varre a sala e é retirado por gretas posicionadas no nível do piso.

O ar retirado retorna ao primeiro filtro, onde há uma caixa de mistura em que é colocado 30% a mais de ar novo. Acontecem aproximadamente 50 trocas de ar por hora. As ilhas de trabalho contam com filtros que retiram o ar pelo mesmo sistema de dutos e com uma bancada perfurada para garantir a renovação de todo ar. Essas medidas garantem um nível de limpeza do ar que impede a contaminação das amostras e dos pesquisadores.

Uma pesquisa realizada pelo Cetec em 2005 acerca das soluções usadas na hemodiálise descobriu alto nível de estrôncio, metal considerado como um dos possíveis causadores de doenças ósseas nos portadores de insuficiência renal crônica. Segundo o Censo de 2010 da Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 92 mil pessoas realizam tratamento dialítico. Só em Minas Gerais, são 96 clínicas que realizam hemodiálise. Ainda assim, o monitoramento do estrôncio na água e sangue usados no processo não é uma prática comum.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-dispoe-de-sala-limpa-de-referencia-para-analises-quimicas/

Governo de Minas: Cemig e Cetec avançam no combate a espécies de moluscos invasores

Centro de Bioengenharia foi inaugurado nesta sexta-feira

Mônica Campos/Cetec
Presença do mexilhão dourado está sendo monitorada para evitar danos ao processo de produção de energia
Presença do mexilhão dourado está sendo monitorada para evitar danos ao processo de produção de energia

Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) inauguraram nesta sexta-feira (23) o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (Cbeih). O objetivo da parceria, firmada durante a Semana da Água, é desenvolver pesquisas para reduzir os impactos ambientais e econômicos de espécies invasoras, principalmente o mexilhão dourado, nas usinas da Cemig.

Durante a inauguração, foi apresentada uma base colaborativa online com dados sobre o mexilhão dourado. No total, o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas contará com 26 pesquisadores. Nos próximos três anos, por meio de recursos próprios e do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D da Aneel, a Cemig irá investir R$ 6,7 milhões no Cbeih.

O Cbeih é a primeira iniciativa resultante do TERAGUA, que é o Centro de Referência de Qualidade de Água e tem por finalidade realizar pesquisas para o desenvolvimento tecnológico na área de monitoramento de qualidade de água. Trata-se de parceria entre os órgãos estaduais ligados à qualidade da água e meio ambiente, como a Cemig, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), o Instituto de Gestão das Águas (Igam) e a Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água – HidroEX.

“Com a criação do Centro de Bioengenharia, busca-se estabelecer estratégias de médio e longo prazo que aperfeiçoem nossa capacidade preditiva sobre a dispersão de espécies invasoras que interferem na produção de hidroeletricidade e causam danos aos nossos ecossistemas”, explica Enio Fonseca, superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão da Cemig.

Em setembro do ano passado, a Cemig detectou pela primeira vez a presença do mexilhão dourado na Usina Volta Grande, localizada no Rio Grande, região do Triângulo Mineiro. A descoberta da espécie invasora na usina ocorreu durante a parada para manutenção programada de uma das máquinas. No mês de outubro, o mexilhão dourado foi detectado também nas hidrelétricas de Igarapava e Jaguara, ambas no Rio Grande. O molusco está sendo monitorado e medidas estão sendo estabelecidas para o seu controle nas plantas industriais.

Mexilhão

Há mais de dez anos, o mexilhão dourado é motivo de atenção nas usinas hidrelétricas localizadas na bacia Paraná-Paraguai. O molusco compromete os sistemas que utilizam água bruta no processo de produção de energia elétrica. O mexilhão invade, ainda em forma de larva, as tubulações por onde passa a água e lá se fixa. Na fase adulta, obstrui as tubulações podendo causar superaquecimento nas máquinas.

O mexilhão dourado se reproduz rapidamente, não possui predador natural e compete na alimentação com algumas espécies nativas de moluscos. Originária do Sudeste Asiático, a espécie Limnoperna fortunei chegou à América do Sul, em 1991, pelo porto de Buenos Aires, por meio das águas de lastro dos navios, e se disseminou a partir do Rio da Prata.

Investimento

Desde 2002, a Cemig realiza pesquisa e promove campanhas de educação socioambiental com o objetivo de impedir a expansão do mexilhão dourado. Ao longo dos anos, a Empresa investiu aproximadamente R$ 10 milhões em estudos sobre o molusco.

Para Enio Fonseca, a competência técnica que a Cemig possui hoje no tema, reconhecida internacionalmente, é resultado de medidas adotadas no passado. “Com o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas, a Cemig toma outra decisão com o objetivo de mantê-la na posição de empresa de primeira linha nesse tipo pesquisa, atuando em parceria com o Cetec, que é um centro de referência nacional”, destaca.

Semana da Água

Outra ação, iniciada durante a Semana da Água, foi a distribuição de aproximadamente 20 mil exemplares das cartilhas “As cianobactérias e a qualidade da água” e “Destino correto das embalagens vazias de agrotóxicos”, editadas pela Cemig e Emater, respectivamente. Essas publicações estão sendo enviadas a comitês de bacias, órgãos ambientais, ONGs e para os proprietários de terras no entorno dos reservatórios da Cemig.

“A Empresa acredita que essas iniciativas, em parceria com os diversos públicos, são fundamentais para a conscientização sobre a importância de se ‘cultivar’ as águas do nosso Estado”, ressalta o superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão da Cemig, Enio Fonseca.

Fontehttp://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cemig-e-cetec-avancam-no-combate-a-especies-de-moluscos-invasores/

Cetec abre processo seletivo para recém-saídos do Ensino Médio para cursos gratuitos de tecnólogos em aeronáutica

A partir desta quarta-feira (10) iniciam-se as inscrições para o primeiro processo seletivo da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). Alunos recém-saídos do Ensino Médio interessados em atuar profissionalmente na área aeronáutica terão a oportunidade de se graduar como tecnólogos em três linhas temáticas. Os cursos serão gratuitos e terão a duração de três anos.

Os estudantes poderão se inscrever pelo site www.gestaodeconcursos.com.br. Os cursos são de: Processos Químicos, com ênfase em problemas biotecnológicos gerados por complexos aeronáuticos; Processos Ambientais, com ênfase em problemas gerados por complexos aeronáuticos; e Fabricação Mecânica, com ênfase em materiais aeronáuticos, aeroespaciais e automobilísticos. Esta é a primeira graduação gratuita específica para estas áreas da aeronáutica que é promovida por uma instituição pública em Minas Gerais.

O valor da inscrição é R$ 70 e aqueles interessados em pedir a isenção desta taxa poderão fazê-lo até o dia 19 de novembro. Para isso, deverão imprimir a ficha, que será disponibilizada no site do Gestão de Concursos e seguir as instruções do edital, que também se encontra no mesmo endereço eletrônico.

Ao todo são 150 vagas e os estudantes começarão os cursos em março de 2011, em área do campus que está sendo adaptada especialmente para os futuros tecnólogos. Só poderão se inscrever aqueles que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 5 e 6 de novembro deste ano. Isso porque a seleção será feita apenas através da escolha dos melhores colocados na prova. Não haverá vestibular. O edital também está disponível no site www.ceaeduc.org.

O processo seletivo do Cetec está inserido no contexto de criação do futuro Polo Aeronáutico de Minas Gerais, iniciativa do Governo de Minas, na gestão Aécio Neves,  que será inaugurada em 2012 em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os cursos do Cetec farão parte do Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA).

Editais da Vale-Fapemig passam por nova avaliação, são R$ 120 milhões a projetos de Mineração, Energia e Ecoeficiência:

Iniciou na última quarta (20) até sexta-feira (22), mais uma etapa de análise das propostas dos editais lançados pela Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos estados de Minas Gerais (Fapemig), São Paulo e Pará. Prevista nos Editais, esta fase consiste na análise dos Projetos em Rede pelos consultores ad Hocs, ou seja, especialistas da área, indicados pelas FAPs e representantes da Vale. O encontro acontece na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro (RJ).

“A análise individual já foi feita por cada fundação. Agora é o momento de avaliar em conjunto a consistência científica e tecnológica, a interação dos Projetos em Rede e, por fim, verificar a viabilidade desta Rede”, explica Ana Paula Leão, chefe do Departamento de Estudos e Análises da Fapemig. Ela e mais uma funcionária do Departamento representarão a Fundação nesta etapa. Nesta quarta (20) e quinta-feira (21) será realizada a fase de análise e julgamento das propostas, e na sexta-feira (22) os representantes das FAPs e da Vale se reunirão na sede da empresa para avaliação geral e discussões sobre o edital.

Parceria Vale e FAPs

O convênio entre a Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa dos três estados foi firmado no início deste ano. Ao todo, serão destinados R$ 120 milhões a projetos nas áreas de Mineração, Energia, Ecoeficiência e Biodiversidade, e Produtos Ferrosos para Siderurgia. Somente em Minas Gerais, serão aplicados R$ 41 milhões, sendo R$ 21 milhões provenientes da Fapemig e R$ 20 milhões da Vale. As propostas foram apresentadas em duas modalidades: Individual ou em Rede de Pesquisa, e foram entregues à FAP do estado de residência do proponente.  Para o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, a parceria firmada com a Vale incentiva a articulação entre três elos – empresa privada, meio acadêmico e governo – que historicamente têm deficiências de comunicação. “Estamos quebrando paradigmas. O peso do nome Vale abre portas para que outras empresas se interessem em fazer parcerias”, afirma.

 

Cetec recebe pesquisador da Alemanha para curso de capacitação

Até esta sexta-feira (18), o pesquisador alemão Mario Michael Sommerhäuser estará na Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), em Belo Horizonte, ministrando curso do Programa de Capacitação de Recursos Humanos da instituição. O tema será a Aplicação da Ecomorfologia Fluvial na Validação da Tipologia de Rios.

As aulas são direcionadas a funcionários do Cetec e de instituições como Igam, Copasa, Cemig, UFMG, Ufop e PUC Minas. O pesquisador estará no Brasil até 25 de junho e nesse intervalo participará de três atividades. De acordo com a pesquisadora do Setor de Recursos da Água, Helena Lúcia Menezes Ferreira, essas atividades incluem a participação em um grupo de discussão, o curso e um trabalho em campo. “Estivemos hoje cedo conversando sobre tipificação de rios e o quanto o nosso Grupo de Trabalho avançou. O curso começou hoje e continua até sexta. E semana que vem iremos visitar o rio das Velhas e Paraopeba, em trechos diferentes dos que estivemos ano passado, quando fomos à região de Macacos”. O pesquisador alemão trabalha na Emscher Genossenschaft Lippe Verband, associação que presta serviços públicos de monitoramento de qualidade da água em seu país natal. Ele esteve no Cetec no ano passado, quando foi realizado o primeiro Semeáguas e agora acompanha os trabalhos de elaboração de monitoramento da qualidade das águas superficiais no estado de Minas Gerais adequado à Deliberação Normativa Conjunta Copam/CERH-MG N.º 1/2008.

No curso, Sommerhäuser abordará a avaliação, tipificação e restauração de rios, com técnicas aplicáveis em ambientes lóticos (cujos cursos d’água são correntes). Ele trará exemplos de casos ocorridos na Europa e na Alemanha, sendo professor em diferentes universidades e já tendo trabalhado em diversos países do leste europeu. O pesquisador também coordena um laboratório de infraestrutura para a realização de biotestes e trabalha com enfoque no manejo da água.

Segundo ele, a situação dos rios europeus e brasileiros é bem diferente. “A qualidade das águas nos rios da Europa é boa. Há muitas estações de tratamento de esgoto. Mas na Europa central, em geral, o problema é com a canalização dos rios, que deixa os cursos d’água retilíneos, interferindo nos leitos, o que causa uma perda daquele ambiente natural. No Brasil, a situação é diferente. Não há estações de esgoto suficientes e a qualidade da água nos rios é ruim. Espero que os brasileiros não cometam o mesmo erro que nós, de canalizar os rios, pois o importante mesmo é fazer a manutenção dos cursos d’água em seu ambiente natural, preservando a qualidade ecológica dos ambientes”, explica.

O hidrobiologista explica que a meta europeia, instituída por lei, é que a Alemanha atinja essa qualidade ecológica até 2015 e que o monitoramento feito lá é com esse objetivo. Mas é realista e acredita que o prazo precisará ser prorrogado para, pelo menos, 2027. Quanto ao que tem sido desenvolvido pelo Grupo de Trabalho no sentido de se adequar à Deliberação Normativa, ele acredita que os mineiros estão indo na direção certa. “A filosofia do grupo é boa, eles têm a preocupação de apoiar-se em várias referências teóricas e buscam reconstituir o ambiente o mais próximo que ele era antes da interferência do homem. Acho importante usar os recursos ambientais, mas deve haver uma preocupação com o patrimônio ambiental que será deixado para as gerações futuras.”

Cetec e Corpo de Bombeiros assinam parceria para ações preventivas

A Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) assinou nesta sexta-feira (28) protocolo de intenções com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. O documento tem a intenção de criar um instituto estadual de prevenção e resposta aos acidentes e desastres. A função desse instituto será criar uma política preventiva, com foco nas catástrofes naturais.

Assinaram o documento no Salão Nobre do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte, o presidente do Cetec, Alfredo Gontijo de Oliveira, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Gilvam Almeida Sá, e o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal.

De acordo com o comandante-geral, “em consideração ao crescente número e complexidade de acidentes e catástrofes que vem afetando todo o mundo é preciso que o Corpo de Bombeiros esteja mais bem preparado, não apenas para responder a estes eventos, mas, principalmente, para preveni-los, utilizando seu poder de polícia administrativa. Para isto, e diante da evolução rápida das mais diversas origens de catástrofes, com destaque para aquelas advindas das ações do homem, precisamos produzir o conhecimento para dar a melhor resposta em defesa da sociedade, garantindo sua segurança, evolução e desenvolvimento”.

O comandante explica que a iniciativa de criar um instituto específico para catástrofes é pioneira no país e que, a partir disso, o Corpo de Bombeiros mineiro se tornará uma referência sobre o assunto no Brasil. “Acredito que a população e o próprio Estado só têm a ganhar. Poderemos atrair investimentos para a prevenção de catástrofes quando passarmos a ser reconhecidos pela excelência na produção deste conhecimento. O Cetec possui uma vocação para a produção de conhecimento que é incomparável no Estado. Por causa dessa expertise é que a parceria é fundamental na concretização do projeto”.

O presidente do Cetec ressalta o quanto a iniciativa é inovadora e acredita que, no futuro, a prevenção de sinistros e catástrofes será ainda mais imprescindível do que é hoje, especialmente porque cada vez mais o ser humano desenvolve novas tecnologias. “Toda a instituição estará envolvida nesse projeto. Isso porque quando falamos de prevenção estamos englobando desde a área de metrologia e ensaios até os setores que trabalham com tecnologia ambiental e energética. É um tema interdisciplinar, que perpassa várias áreas do conhecimento. Um exemplo disso é a contaminação por substâncias químicas nanoestruturadas. Ninguém ainda sabe como se precaver com relação a isso. Precisamos nos antecipar e andar na frente, antevendo os acidentes que as novas tecnologias poderão provocar.

O Instituto de Prevenção e Resposta aos Desastres ficará vinculado à estrutura do Corpo de Bombeiros e, de acordo com o comandante, já foi criada uma comissão entre membros da Fundação e da corporação com o objetivo de planejar e estabelecer o local de construção, recursos necessários ao início dos trabalhos, data de início de funcionamento, a forma de participação dos bombeiros militares entre outros detalhes técnicos. Ele conta que o Cetec foi escolhido como parceiro na iniciativa por um conjunto de fatores: “sua produção científica excelente, o contato muito bom entre as duas organizações e o fato de que é uma instituição que integra a administração estadual através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Além disso, a Fundação está passando por um processo de revitalização, o que torna o momento propício para este novo projeto”, finaliza.

Fapemig: Fapemig divulga resultado do Projeto Santos Dumont

Estimular o desenvolvimento de produtos, processos ou serviços com inovação tecnológica e o espírito empreendedor de alunos da graduação. Este é o principal objetivo do Projeto Santos Dumont, cujo resultado foi divulgado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), órgão administrado pelo Governo Antonio Anastasia. Serão destinados mais de R$ 450 mil para os 23 projetos aprovados. Ao todo, foram recebidas 35 propostas de diferentes instituições mineiras. Futebol de robôs, protótipos automotivos, desenvolvimento de aeromodelos são temas de alguns dos projetos aprovados.

O projeto Santos Dumont foi apresentado à Fapemig em agosto de 2005 pelo engenheiro e consultor da área de Engenharia Elétrica Francisco Vasconcelos. A proposta era levar para dentro da universidade a pesquisa aplicada no desenvolvimento de produtos com inovação tecnológica. Vista como um potencial instrumento para o desenvolvimento tecnológico do país, a ideia foi aprovada pela fundação, que disponibilizou recursos para estudantes de Engenharia Elétrica e Eletrônica da PUC Minas, Cefet e UFMG.

Ao todo, foram destinados mais de R$ 220 mil de recursos, que já resultou em ideias criativas como uma impressora para muros, um carregador manual de celulares e um detector de furtos de energia elétrica. Diante do sucesso da iniciativa, a Fapemig decidiu criar o primeiro edital do projeto, assim, qualquer instituição de ciência e tecnologia poderia participar. O edital também irá financiar a participação de equipes discentes em competições tecnológicas de caráter educacional.

Goniômetro Digital

O goniômetro é um instrumento composto por duas pequenas réguas, utilizado por fisioterapeutas e profissionais de educação física em estudos do movimento para medir a amplitude articular. O objetivo deste projeto foi construir um goniômetro digital, que reduz os problemas relativos ao posicionamento, desgaste, não linearidade e baixa precisão inerentes aos goniômetros já existentes. O produto é de tecnologia moderna com custo economicamente viável, proporciona comunicação com o computador via USB, através do qual os ângulos poderão ser armazenados e analisados. A invenção, desenvolvida pelo Departamento de Engenharia da UFMG, é um dos exemplos de sucesso apoiados pelo Projeto Santos Dumont.

Fundação Centro Tecnológico de Minas participa da Sociedade Internacional de Eletroquímica, em Ohio, Estados Unidos

Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) participa, nesta segunda-feira (3), do oitavo encontro de primavera da Sociedade Internacional de Eletroquímica, que está sendo realizado na cidade da Columbus, em Ohio, Estados Unidos.

A equipe do Setor de Tecnologia Metalúrgica, representado pela pesquisadora Rosa Maria Rabelo Junqueira, apresentará o trabalho “Influência da temperatura na eficiência da passividade dos aços inoxidáveis coloridos”. A pesquisa foi desenvolvida em 2009, em Portugal e no Brasil, envolvendo, além do Cetec, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Coimbra, Instituto Politécnico de Setúbal e Universidade Técnica de Lisboa. A pesquisadora viajou àquele país para a realização dos testes necessários ao trabalho. O principal método de análise utilizado foi a impedância eletroquímica, técnica que permite, por meio do aparelho Potenciostato/Galvanostato, o estudo da corrosão metálica.

De acordo com Rosa, a passividade é responsável pelo aumento da resistência à corrosão. Ou seja, quando se mede a passividade do aço inoxidável colorido estamos medindo sua resistência corrosiva. A conclusão é que o aumento da temperatura, por si só, já aumenta a passividade. “O aço colorido foi tratado termicamente a temperaturas que chegaram a 950ºC e verifiquei o aumento da passividade. O problema é que o aço acaba ficando preto, queimado, e perde suas propriedades decorativas, principal aplicação atual deste material. Nesse caso, outra finalidade precisa ser pensada. Já considero o uso do aço em células combustíveis”, explica. “O estudo que estou apresentando nos Estados Unidos foi feito com finalidades científicas, para gerar conhecimento, mas também tem o objetivo de achar outros usos para o aço inoxidável colorido. Tenho certeza que resultará no desdobramento em novas aplicações”, completa.

O congresso, cujo tema será “Avanços na ciência da corrosão para predição da vida útil e sustentabilidade”, dará a Rosa a oportunidade de ter contato com uma abordagem muito abrangente da corrosão. Segundo ela, palestras e trabalhos apresentados durante o evento tratarão de temas que vão desde revestimentos autorreparadores até a corrosão em ligas ferro-cromo, passando também pela previsão da vida útil dos materiais.

“Esses assuntos interessam muito a empresas do setor automotivo e metalúrgico que são parceiras nossas e já se manifestaram no sentido de apoiar iniciativas de mestrado pela Redemat dentro dessas linhas de pesquisa”, conta. A Rede Temática em Engenharia de Materiais (Redemat) é uma pós-graduação realizada pela Universidade Federal de Ouro Preto que tem no Cetec o local onde parte de seus alunos, sob a orientação dos pesquisadores da fundação, realizam os trabalhos experimentais necessários às suas pesquisas.

O evento também será a ocasião de conhecer especialistas na área que poderão vir ao Cetec no futuro para realizar palestras e desenvolver parcerias, além de conhecer novos fornecedores de equipamentos e as mais recentes tecnologias disponíveis. “Meu interesse nos fornecedores está no fato de que pro nosso Laboratório de Eletroquímica e Corrosão precisaremos adquirir equipamentos novos. Pelo Fundo de Infraestrutura da Financiadora de Estudos e Projetos (CTInfra) será comprado um potenciostato/galvanostato novo. E pela Cemig vamos adquirir um potenciostato/galvanostato com módulo de ruído eletroquímico e impedância eletroquímica; e um potenciostato/galvanostato com módulo de ruído eletroquímico e impedância eletroquímica específico para amostras com alta compliância”, completa.

Esses dois últimos equipamentos serão comprados para a execução de convênio a ser assinado com a Cemig cujo objetivo é desenvolver uma metodologia para diagnóstico de corrosão nos pés das torres de transmissão da companhia. Atualmente, a Cemig não possui nenhum tipo de mecanismo para saber, ao certo, se as torres de transmissão estão totalmente corroídas em sua base. Normalmente, a troca é feita antes de a corrosão ser constatada e a Cemig perde milhões nessas trocas.

Governo Aécio: Projeto Inventiva seleciona três novos projetos

Os parceiros do Projeto Inventiva, que apoia o desenvolvimento de protótipos de produtos ou processos inovadores, acabam de contemplar três novos inventores, que receberão, no total, R$ 78 mil para construírem os protótipos de suas invenções. Eles foram selecionados, entre sete propostas, por uma Comissão de julgamento formada por representantes dos quatro parceiros no projeto: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Sebrae-MG, Instituto Euvaldo Lodi (Iel) e Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG). Conheça os aprovados aqui.

O Inventiva visa, principalmente, facilitar o caminho para a transferência de tecnologia, uma vez que a construção do protótipo pode ser considerada a fase em que o produto está entre a proteção intelectual e a transferência de tecnologia. Podem concorrer ao financiamento inventores e pesquisadores independentes, micro-empresas e instituições de ensino e pesquisa que atuem em parceria com o inventor ou pesquisador e a micro-empresa. Todas as etapas de desenvolvimento do produto ou processo devem ser realizadas em Minas Gerais e as propostas enviadas devem obedecer o limite de R$ 30 mil.

Segundo o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, o Inventiva preencheu uma lacuna, pois, até seu lançamento, não havia na instituição uma linha para apoiar a construção de protótipos. “Isso mostra o que Minas Gerais têm feito no sentido de juntar esforços de seus mecanismos e agentes, sintonizados na proposta de tornar o estado competitivo nos cenários nacional e internacional”, disse.

O Inventiva não depende do lançamento de um edital para receber propostas. É o chamado fluxo contínuo. Para solicitar apoio ao Inventiva, o pesquisador ou inventor precisa preencher o formulário de inscrição, disponível no site da Fapemig, e encaminhá-lo à fundação. As propostas recebidas passarão por uma primeira triagem, sob responsabilidade da Gerência de Propriedade Intelectual da instituição, que analisa a pertinência da proposta e a legitimidade dos solicitantes. Passando pela triagem, as propostas são avaliadas por uma comissão especial de julgamento, que, entre outros critérios, analisa o caráter inovador do projeto, o potencial mercadológico e os possíveis impactos sócio-econômicos no âmbito estadual.

Novidades

A partir da próxima segunda-feira (22), novas regras para o projeto entrarão em vigor e poderão ser consultadas no site da Fapemig. Entre as mudanças, estão adaptações no formulário de submissão e novos critérios. Segundo a chefe do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT) da Fapemig, Tenille Rodrigues, as mudanças foram feitas para aprimorar o trabalho realizado e facilitar o julgamento. “Tínhamos, por exemplo, problemas com a insuficiência de detalhamento da proposta, o que pode levar à desclassificação por termos dificuldades em identificar como exatamente o inventor quer desenvolver seu protótipo”, diz.

Além das adaptações no formulário, as mudanças incluem o estabelecimento de um calendário de reuniões da Comissão Especial de Julgamento, que devem acontecer de três a quatro vezes ao

Gvoerno Aécio inicia atividades do Núcleo de Produção-Escola da Unidade de Inovação Tecnológica em Gemas e Joias

A Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) iniciou semana passada, em Teófilo Otoni, as atividades do Núcleo de Produção-Escola da Unidade de Inovação Tecnológica em Gemas e Joias (Unit).

Inaugurada em novembro do ano passado, pelo vice-governador Antonio Anastasia, a unidade é resultado de uma interface entre o Setor de Informação Tecnológica (STI), do Cetec, e as microempresas do Arranjo Produtivo Local (APL) de gemas e joias, em Teófilo Otoni. Também estão envolvidas no apoio tecnológico para o início dos trabalhos a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e a Certificadora de Produtos de Minas Gerais (Certipem). Da plataforma local de suporte à Unit fazem parte a Gems Exporters Association (GEA), a Prefeitura de Teófilo Otoni, o Centro de Ensino Profissionalizante / Secretaria de Estado de Educação (SEE) e o escritório do Polo de Inovação / Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). Atuaram como financiadores do projeto a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Sectes.

O STI já possui uma tradição de promover mudanças no patamar tecnológico de empresas de micro e pequeno portes, advinda da experiência adquirida a partir da realização do Programa de Apoio Tecnológico à Exportação (Progex). De acordo com a pesquisadora Maria Cezarina Vitor de Sousa, com a Unit, o foco de atendimento do setor é na inovação que resulte no lançamento no mercado de novos produtos competitivos e com valor agregado. “Estamos criando uma estrutura tecnológica que promova o aperfeiçoamento de um setor significativo para o desenvolvimento da região. Na unidade foram investidos recursos de ordem federal e estadual, sendo adquiridos equipamentos modernos para a instalação de um Laboratório Gemológico e de duas plantas produtivas, sendo uma de lapidação e outra de joalheria. O objetivo é que as empresas possam inovar seus processos e produtos, já efetivamente produzindo joias”, explica.

Os aprendizes são funcionários de cinco empresas da região que são parceiras do projeto: Cristal Gemas, Gemas da Terra, Gems from Brazil, K Newman e Stone Keller. Essas empresas participam do projeto fornecendo a matéria prima e contrapartida financeira. A intenção é que a partir dos treinamentos, palestras e da operação da planta de joalheria, orientada pela empresa fornecedora dos equipamentos, a BQZ International, que serão realizados na próxima semana, sejam produzidas cinco coleções, utilizando a infraestrutura do Núcleo de Produção-Escola da Unit. “Será uma coleção por empresa, com cinco itens cada. Desde a inauguração, tem sido feitas reuniões para discussão dos projetos técnicos dos produtos, desenvolvidos com design territorial por uma equipe de bolsistas orientada por pesquisadores da UEMG, preservando o interesse dos participantes de cada empresa. Então, cada coleção terá, nessa primeira etapa, uma identidade. Mas no futuro, a intenção é que todas as peças produzidas em Teófilo Otoni tenham uma identidade regional”, ressalta Cezarina.

As atividades realizadas nesta segunda-feira (01), terça-feira (02) e quarta-feira (03), consistem em treinamento prático de fundição, realizado pela BQZ; e teórico, com palestras e workshops gratuitos, que discutirão, entre outros assuntos, as peculiaridades e principais problemas nas etapas de desenvolvimento de produto, passando por questões de mercado, criação, projeto técnico, prototipagem, planejamento e controle da produção, embalagem, marca, divulgação e comercialização. A atuação da Unit está direcionada a empresas legalmente constituídas e neste momento não será aberta aos produtores artesanais do município. “Tudo precisa ser oficial. Tem associações para cada elo da cadeia produtiva de gemas e joias. E futuramente nossa intenção é que os associados possam participar. Essas entidades precisam ser envolvidas para a oficialização deste setor, que tem elevado índice de informalidade. E isso é prejudicial, porque não há informações e dados precisos sobre a produção”.

A pesquisadora destaca a preocupação em se obter informações fidedignas do setor como um todo. “Atualmente, trabalhamos com empresas parceiras para conseguirmos fazer a rastreabilidade do produto. Tem uma série de conceitos que precisamos introduzir no modo de trabalho deles: o de produto ecologicamente correto, o padrão globalizado de qualidade, e, um dos mais importantes, um diferencial competitivo pela busca de uma identidade regional. Há uma necessidade grande das empresas da região em agregar valor aos seus produtos, visto que há dificuldades na comercialização e a extração das pedras está exigindo cada vez mais o uso de tecnologia. E todas as ações da Unit têm em vista agregar valor”, completa.

Dentre os planos futuros da Unidade de Inovação também está a criação de um selo embasado em critérios de padronização da produção e de controle da qualidade para os produtos vindos desse APL. “Se faz necessária uma marca, para distinguir as jóias produzidas conforme estes requisitos das demais e colocá-las no mercado de maneira mais forte, considerando-se este diferencial. A Unit é um projeto piloto. Nossa expectativa é que seja um modelo bem sucedido a ser reaplicado em outros APLs de gemas e jóias. Mas tudo o que planejamos implica numa grande mudança cultural, que será feita aos poucos”, finaliza Cezarina.