• Agenda

    dezembro 2019
    S T Q Q S S D
    « out    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

Gestão da saúde: Pesquisa da Fundação Ezequiel Dias vai testar potência de vacinas

Metodologia ajudará a reduzir o uso de animais em laboratórios e garantirá produtos de melhor qualidade

Thiago Valinho
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas
Kit desenvolvido por pesquisadores para avaliar eficácia de vacinas

Testes in vivo, ou seja, que utilizam camundongos para avaliar a eficácia de vacinas clostridiais – usadas em bovinos, caprinos e ovinos para proteção contra um tipo de doença bacteriana – estão com os dias contados. É que um estudo realizado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com o Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR), desenvolveu uma nova metodologia com o mesmo objetivo, porém, in vitro – realizada em laboratório através de um método de ensaio denominado ELISA, o mesmo usado, por exemplo, para diagnóstico da Aids.

“É um método mais prático, rápido e barato, que vai permitir não só a redução significativa do uso de animais nos testes, como também poderá garantir mais qualidade ao processo de produção da vacina”, afirma o pesquisador da Funed, Luiz Guilherme Dias Heneine, membro da equipe do projeto. Isso porque, segundo Heneine, as facilidades e vantagens que o kit desenvolvido oferece permitem que a própria indústria fabricante da vacina monitore a qualidade do produto antes de enviar para aprovação do órgão regulador – que nesse caso é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Os fabricantes são obrigados a enviar parte do lote das vacinas para o ministério, que verifica se a dosagem é adequada para proteção do animal. Com o resultado do nosso trabalho, antes mesmo da conclusão do processo de produção, os fabricantes terão como avaliar a qualidade das vacinas, corrigir falhas e evitar perdas”, explica o pesquisador da Funed. Segundo Francisco Carlos Faria Lobato, médico veterinário e professor da Escola de Veterinária da UFMG, que também participa do estudo, somente em 2010, o ministério utilizou cerca de dois mil camundongos para testar 160 milhões de doses de vacinas de aproximadamente 14 laboratórios produtores. “A substituição do teste de potência pode reduzir significativamente esse número”, afirmou. A pesquisadora Patrícia Martins Parreiras, do Instituto René Rachou, lembra ainda que esta redução atende a Lei Arouca (2008), que recomenda a substituição de animais por métodos in vitro em procedimentos experimentais.

O pesquisador da Funed ressalta ainda a importância da pesquisa para os produtores rurais e para a melhoria da qualidade da carne consumida pela população. De acordo com ele, elas evitam a contaminação por bactérias do gênero Clostridium, que causam diferentes síndromes no animal infectado podendo resultar na morte dele. “O teste garantirá a produção de vacinas de qualidade, consequentemente, animais sadios, alimento de melhor qualidade para a população e para o mercado exportador”, afirma.

O teste

Utilizando-se de pequena quantidade da vacina, do soro de animais já vacinados, pipetas, de uma placa acrílica, reagentes laboratoriais e de leitores computadorizados, a metodologia desenvolvida pela equipe de pesquisadores permite quantificar a concentração de anticorpos presentes no soro dos animais, ou seja, verificar se a dose da vacina é suficiente para proteger o animal. “A coloração na placa indica a reação, a presença e quantidade do antígeno. A intensidade da reação dos produtos é proporcional à quantidade presente. É um método muito eficiente”, explica Luiz Guilherme Dias Heneine.

Resultados e expectativas

De acordo com Luiz Guilherme Dias Heneine, os resultados do estudo, realizados tanto em laboratório quanto em uma indústria farmacêutica parceira do projeto, foram satisfatórios. “O teste já foi padronizado e pré-validado. Nossa expectativa agora é patentear a tecnologia e transferir o conhecimento para que uma empresa possa produzir e comercializar”, disse. Segundo ele, o Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Gerais (Lanagro) – que disponibilizou soro dos animais vacinados para os testes – já demonstrou interesse na nova metodologia.

O estudo tem ainda potencial para permitir que sejam desenvolvidos kits de teste de vacinas para outras doenças. “Esse foi só o primeiro passo. Nosso objetivo é ampliar a tecnologia para identificação de outros antígenos e originar kits para controle de outras patologias”, avisa Heneine.

Destaque de inovação

A pesquisa desenvolvida pela Funed, UFMG e CPqRR foi avaliada por uma comissão formada por profissionais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e UFMG e agora está catalogada no Livro do Programa de Incentivo à Inovação (PII).

A publicação, organizada pela Fiocruz, foi lançada no último dia 14, reúne 16 projetos do Programa e tem como objetivo fomentar a cultura empreendedora nas universidades e instituições de pesquisa.  De acordo com o gerente de Inovação e Sustentabilidade do Sebrae, Anízio Dutra Vianna, “os produtos criados a partir do Programa podem contribuir para o desenvolvimento, geração de emprego e renda em Minas Gerais, por meio da criação de empresas de base tecnológica ou transferência de tecnologias”.

“É uma satisfação ver a Funed somando-se a essas outras importantes instituições científicas e contribuir para que o conhecimento produzido por nossos profissionais possa gerar novos negócios, com qualidade superior e a custos menores”, afirma o presidente da Fundação, Augusto Monteiro Guimarães. A pesquisa contou também com o apoio do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisa-da-fundacao-ezequiel-dias-vai-testar-potencia-de-vacinas/

Gestão Anatasia: governo de Minas e parceiros apresentam tecnologias em saúde com potencial de negócios

Programa estimula pesquisadores e contribui para a difusão da cultura empreendedora no campo acadêmico

Ricardo Guimarães/Sebrae-MG
Ex-diretor do CPqRR, Rodrigo Corrêa, o secretário-adjunto da Sectes, Evaldo Vilela, a diretora do CPqRR, Zélia Profeta e a diretora de Operações do Sebrae-MG, Elbe Brandão
Ex-diretor do CPqRR, Rodrigo Corrêa, o secretário-adjunto da Sectes, Evaldo Vilela, a diretora do CPqRR, Zélia Profeta e a diretora de Operações do Sebrae-MG, Elbe Brandão

Pesquisas inovadoras e com potencial de gerar negócios ganharam espaço em livro lançado, nesta quarta-feira (14), no Centro de Pesquisas René Rachou/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Belo Horizonte. A publicação PII-Fiocruz/Minas apresenta 16 tecnologias que foram submetidas aos estudos de viabilidade técnica do Programa de Incentivo à Inovação (PII), que é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG).

O PII na Fiocruz teve início em 2009, com a iniciativa de elaborar planos de negócios e estudos de viabilidade para produtos gerados a partir de pesquisas acadêmicas. Foram inscritos 25 projetos inovadores, dos quais 11 foram selecionados e receberam recursos para a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica, Comercial e de Impacto Ambiental e Social (Evtecias). E, posteriormente, numa segunda seleção, cinco projetos receberam o aporte de recursos para a elaboração dos planos de negócio estendidos e para o desenvolvimento dos protótipos. Para a realização dos estudos, foram investidos pelas instituições um total de R$ 345 mil, divididos entre Sectes, R$ 165 mil; Sebrae, R$ 120 mil; e Fiocruz, R$ 60 mil.

Para o secretário-adjunto da Sectes, Evaldo Vilela, o PII tem um papel fundamental no desenvolvimento dessas pesquisas, principalmente na criação dos planos de negócios que as torna algo tangível. “A grande ação do PII é exatamente criar um plano de negócio em cima de um projeto de pesquisa, possibilitando que ele se torne negócio e, finalmente, atendimento social. Temos que comemorar muito, mas ainda há muito a fazer, devemos incentivar cada vez mais empreendimentos como esses”, comenta Vilela.

O livro tem o objetivo de dar visibilidade a casos de sucesso, tendo com destaque do Centro de Pesquisas René Rachou os estudos sobre o Mal de Chagas, esquistossomose, leishmaniose e combate ao mosquito da dengue. A publicação ainda visa trazer ao público tecnologias que poderão ser repassadas para a sociedade em forma de produtos e processos, alcançando assim seu principal intuito, que é o de envolver governo, academia e empresariado num mesmo propósito.

Já a diretora de Operações do Sebrae-MG, Elbe Brandão, destacou o sucesso do PII, que já lançou publicações em outras sete instituições de ensino superior. Ele também enfatizou que este é um momento de comemorar, já que com a Fiocruz foi feita a primeira experiência com um centro de pesquisa e também o primeiro livro temático do programa, visando à saúde pública.

Os exemplares da publicação foram distribuídos aos participantes do evento, investidores, parceiros e instituições de ensino e de pesquisa. O livro também estará disponível para consulta no Centro de Pesquisas René Rachou, na avenida Augusto Lima, 1715, bairro Barro Preto, Belo Horizonte.

“A nossa experiência foi muito positiva e criou uma atmosfera grande de discussão, pensamento e de propostas de projeto que foram muito interessantes. Pensamos inicialmente em beneficiar 11 projetos, mas o sucesso e a excelência dos trabalhos apresentados foram tão positivos que resolvemos ampliar o número de tecnologias beneficiadas para 16”, finaliza a diretora do Centro de Pesquisas René Rachou, Zélia Profeta.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Minas é o melhor estado do Sudeste e o 4º do País no índice de desempenho do SUS

Indicador criado pelo Ministério da Saúde mede qualidade e acesso aos serviços públicos do setor
Ramon Jader/SES-MG
Em Guarani, os serviços de saúde apostam nas visitas domiciliares, principal estratégia do Saúde da Família
Em Guarani, os serviços de saúde apostam nas visitas domiciliares, principal estratégia do Saúde da Família

O sistema público de saúde de Minas Gerais ocupa lugar de destaque no Índice de Desempenho do SUS (IDSUS 2012), lançado nesta quinta-feira (1º), em Brasília, pelo Ministério da Saúde. Com índice de 5,87 – numa escala de zero a dez – Minas é o Estado melhor colocado do Sudeste e o 4º melhor entre as 27 unidades da Federação, atrás apenas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. (Veja tabela abaixo)

O IDSUS 2012 avaliou os diferentes níveis de atenção à saúde (básica, especializada ambulatorial e hospitalar e de urgência e emergência), verificando como está a infraestrutura de saúde para atender as pessoas em todos os estados e se os serviços ofertados têm capacidade de dar as melhores respostas aos problemas de saúde da população.

“Recebemos esse resultado como um estímulo, pois ele demonstra que estamos no caminho certo,  graças ao pioneirismo de algumas ações desenvolvidas pelo Governo de Minas nos últimos anos nessa área, sobretudo o processo de regionalização e de interiorização dos serviços públicos de saúde”, afirma o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais”, Antônio Jorge de Souza Marques.

Choque de gestão na Saúde

Nos últimos anos, o sistema público de saúde de Minas Gerais tornou-se uma referência no país. Destacam-se os programas estruturadores que, com ações coordenadas e planejadas, que sempre levam em conta as especificidades de cada região do Estado. Alguns exemplos são o Programa Saúde em Casa, o Viva Vida, o Sistema Estadual de Transporte Sanitário, o Hiperdia, o Farmácia de Minas, o Mais Vida e o Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp).

De acordo com o Secretário Antônio Jorge, o Choque de Gestão em seus vários componentes e todo o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), garantem uma gestão bastante arrojada e inovadora.

O secretário destaca também a implantação simultânea de diversas redes de atenção à saúde que levam promoção e prevenção à saúde, como na urgência e emergência, no materno-infantil, na atenção ao idoso e no tratamento de hipertensão e diabetes.

“Todas as ações já implantadas – acrescidas, neste momento, da nossa grande prioridade, que é a otimização da rede de Saúde Mental e de álcool e drogas – só poderiam impactar favoravelmente no acesso à saúde de qualidade para o povo mineiro”, conclui o Secretário.

Como foi feita a avaliação

Com pontuação que varia de zero a 10, o IDSUS 2012 avalia informações de acesso, que mostram como está a oferta de ações e serviços de saúde, e de efetividade, que medem o desempenho do sistema, ou seja, o grau com que os serviços e ações de saúde estão atingindo os resultados esperados. São cruzados dados de 24 indicadores, sendo 14 que avaliam o acesso e outros 10 para medir a efetividade dos serviços.

No quesito acesso, é avaliada a capacidade do sistema de saúde em garantir o cuidado necessário à população em tempo oportuno e com recursos adequados, como exemplos a cobertura estimada de equipes de saúde e a realização de exames preventivos de cânceres de mama, em mulheres entre 50 e 69 anos, e de colo do útero, na faixa de 25 a 59 anos, bem como internação para tratamentos clínicos e para cirurgias de média e alta complexidade.

Já na avaliação de efetividade, ou seja, se o serviço foi prestado adequadamente, encontram-se itens como a cura de casos novos de tuberculose e hanseníase, a proporção de partos normais, o número de óbitos em menores de 15 anos que foram internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e o número de óbitos durante internações por infarto agudo do miocárdio.

O IDSUS 2012 utilizou como fontes o Projeto Desenvolvimento de Metodologia de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde Brasileiro (PRO-ADESS) – projeto da Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além disso, foi empregada uma série de métodos estatísticos como os utilizados nas avaliações e pesquisas realizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).

De acordo com o Ministério da Saúde, o levantamento de dados para divulgação do IDUS 2012 será realizado a cada três anos, servindo de base para que as administrações federal, estadual e municipal possam aprimorar as ações de saúde pública.

ÍNDICE DE DESEMPENHO DO

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – 2012

ESTADOS

IDSUS 2012

  1. Santa Catarina

6,29

  1. Paraná

6,23

  1. Rio Grande do Sul

5,90

  1. Minas Gerais

5,87

  1. Espírito Santo

5,79

  1. Tocantins

5,78

  1. São Paulo

5,77

  1. Mato Grosso do Sul

5,64

  1. Roraima

5,62

  1. Acre

5,44

  1. Alagoas

5,43

  1. Rio Grande do Norte

5,42

  1. Bahia

5,39

  1. Sergipe

5,36

  1. Piauí

5,34

  1. Pernambuco

5,29

  1. Goiás

5,26

  1. Maranhão

5,20

  1. Ceará

5,14

  1. Distrito Federal

5,09

  1. Mato Grosso

5,08

  1. Amapá

5,05

  1. Amazonas

5,03

  1. Paraíba

5,00

  1. Rio de Janeiro

4,58

  1. Rondônia

4,49

  1. Pará

4,17

Média Brasil

5,47

Fonte: Ministério da Saúde