• Agenda

    junho 2020
    S T Q Q S S D
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    2930  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

2014: Aécio e FHC discutem ações do PSDB

Eleições 2014: lideranças tucanas comentaram que o partido precisa ter estratégias diferentes para conquistar o eleitorado.

Eleições presidenciais 2014

Fonte: Valor Econômico 

Senador discute programa com FHC

Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG), reuniu-se ontem, em São Paulo, com líderes tucanos para tratar de diretrizes de sua campanha presidencial e discutir seu programa de governo. Em almoço com o ex-embaixador Rubens Barbosa e o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, Aécio fez um balanço sobre a atual política de comércio exterior, para moldar o discurso a ser apresentado a empresários. Participaram também o ex-presidente nacional do PSDB e deputado Sérgio Guerra, o ex-senador Tasso Jereissati e o vereador Andrea Matarazzo (SP).

Ao som das músicas francesas do restaurante Ici Bistrô, no bairro de Higienópolis, onde vive FHC, e em tom informal, os sete participantes falaram também sobre as manifestações populares que vêm acontecendo em diversas cidades. Alguns expressaram suas opiniões sobre a cobertura jornalística dos acontecimentos do país. Um deles comentou que “há um antipetismo” na imprensa brasileira.

Apertados em um sofá vermelho, os tucanos falaram sobre a crise econômica da Argentina, apontaram problemas no Mercosul e criticaram a “contaminação” da política externa brasileira por questões “ideológicas”. Aécio pretende fazer com que Rubens Barbosa e Celso Lafer colaborem com a construção de suas propostas na área de política externa. O coordenador do programa de governo deve ser o governador de MinasAntonio Anastasia (PSDB).

Sobre diretrizes de campanha, as lideranças tucanas comentaram que o partido precisa ter estratégias diferentes para conquistar o eleitorado das capitais e do interior. Rapidamente e sem exatidão, também falaram sobre como tentar compensar a diferença de votos em relação à presidente e candidata à reeleiçãoDilma Rousseff.

Aécio propôs a Tasso Jereissati que se lance a uma nova candidatura para o Senado, no Ceará, para reforçar o palanque dos tucanos no Estado este ano. Tasso, no entanto, não deu certeza de que disputará esta eleição.

Antes do almoço, Aécio e FHC tiveram um encontro reservado no apartamento do ex-presidente. Tasso e Guerra participaram do fim dessa conversa.

Um dia antes, na noite de segunda-feira, o senador participou de um evento na capital com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e com o ex-governador José Serra (PSDB).

Presidente nacional do PSDB, o pré-candidato negocia quem deve ser seu vice na chapa. Um dos mais cotados é o do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), ligado a Serra.

Em sua passagem pela capital paulista, Aécio acertou detalhes do lançamento oficial da pré-candidatura, que deve ser feito até março, em São Paulo. Com isso, deve por fim às especulações de uma eventual candidatura de Serra à Presidência, que deve disputar uma cadeira na Câmara.

No próximo mês, Aécio planeja viagens pelo interior de São Paulo, Estado com o maior colégio eleitoral do país. O pré-candidato visitará Araçatuba, São Carlos e Santos, entre outras. As articulações políticas no Estado estão sob comando de Matarazzo, ex-ministro de FHC. (Colaborou Cristiane Agostine)

Eleições 2014: Aécio trabalhará com equipe de FHC

Eleições 2014: senador Aécio Neves está disposto a resgatar legado dos oito anos do Governo Fernando Henrique.

Time da Campanha

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aécio chama time de FHC para campanha

Provável candidato do PSDB começa a se cercar de ex-ministros da gestão tucana no Palácio do Planalto para conduzir a disputa presidencial 

A pouco mais de cinco meses de começar oficialmente a disputa eleitoral, em 6 de julho, o senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB à Presidência da República e presidente nacional da sigla, já definiu parte dos nomes que vão compor a linha de frente e a retaguarda da campanha. As escolhas feitas até agora indicam que o partido está disposto a resgatar o “legado” dos oito anos em que esteve à frente do Palácio do Planalto com Fernando Henrique Cardoso, que comandou o Palácio do Planalto entre 1995 e 2002.

Nas três últimas campanhas presidenciais, a herança de FHC foi abordada discretamente pelos candidatos tucanos. O primeiro nome anunciado na semana passada, conforme revelou o Estado, foi o do engenheiro agrônomo Xico Graziano. Diretor do Instituto FHC e ex-chefe de gabinete do ex-presidente, ele será responsável pela coordenação de uma das áreas mais sensíveis da campanha: a internet. Presidente do Banco Central entre 1999 e janeiro de 2003, no segundo mandato de FHCArmínio Fraga foi escalado para aproximar Aécio dos empresários e arrecadar recursos para a campanha.

Fraga também deve integrar o grupo que vai elaborar a parte de economia no programa de governo deAécio. A coordenação-geral da elaboração do programa será feita a partir de março pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Afilhado político de AécioAnastasia também foi secretário executivo e ministro interino do Trabalho no segundo mandato de FHC. O senador mineiro convidou ainda o economista Barjas Negri, ministro da Saúde no primeiro mandato de FHC, para elaborar as propostas de saúde.

Outro nome que deve integrar o grupo, mas ainda não foi confirmado pela equipe do senador, é o engenheiro José Carlos Carvalho. Ministro do Meio Ambiente de FHC entre março e dezembro de 2002, ele deve participar da elaboração das propostas dessa área, missão que dividirá com o deputado estadual pernambucano Daniel Coelho. No passado, Carvalho foi um dos principais interlocutores de Aécio com os ambientalistas e ajudou a organizar um jantar com o tucano e 60 dos maiores líderes do setor.

“Muitos candidatos prestigiam especialistas de fora na hora de montar o plano de governo. Esses nomes prestigiam o PSDB e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Não há como separar o partido das duas gestões dele na Presidência”, avalia o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP), secretário-geral do PSDB.

A decisão de se antecipar aos adversários na apresentação dos nomes, iniciativa que será referendada pela direção executiva tucana em reunião marcada para 11 de fevereiro, também foi um movimento estratégico. ”Ao antecipar os nomes, o senador Aécio está sinalizando de forma transparente que levará essas pessoas para o governo. Isso é um fator de estabilidade para o Brasil”, afirma o senador tucano Cássio Cunha Lima (PA), um dos quadros mais próximos do provável candidato.

Postos-chave. O senador também já conta com uma lista de nomes que devem compor o comando executivo da campanha. Irmã de Aécio, a jornalista Andrea Neves deixou a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social, órgão do governo mineiro, para ser uma figura central na área de comunicação.

O publicitário mineiro Paulo Vasconcellos é o mais cotado para assumir o marketing da campanha. As decisões, porém, serão submetidas a um conselho de comunicação, fato inédito em campanhas tucanas.

Estado-chave na estratégia do PSDB, São Paulo recebe atenção especial na formação da equipe. Ex-ministro de FHC e atualmente vereador paulistano, Andrea Matarazzo foi sondado para assumir o comando da campanha na capital.

O prefeito de Botucatu, João Curi, será responsável por articular e engajar os prefeitos do interior na campanha presidencial. Presidente do PSDB paulista, o deputado Duarte Nogueira é apontado como um dos nomes para comandar a campanha no Estado e fazer a sinergia com a corrida pela reeleição do governador Geraldo Alckmin.

Eleições 2014: PSDB lança candidatura de Aécio Neves à presidência

2014: na presença de oito governadores, o PSDB confirmou, em Poços de Caldas, que Aécio será o candidato tucano ao Palácio do Planalto.

2014: Aécio Neves candidato da oposição

Fonte:  Correio Braziliense 

Aécio é, oficialmente, o candidato tucano

Na presença de oito governadores, PSDB lança o senador mineiro à disputa da Presidência da República em 2014. Ausente, José Serra foi citado por Alckmin

PSDB escolheu Poços de Caldas, no sul de Minas, e um evento que relembrou a trajetória de Tancredo Neves pelas Diretas Já para confirmar que Aécio Neves será o candidato tucano ao Palácio do Planalto no ano que vem. Coube ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dar a “arrancada”, como ele mesmo chamou, para a campanha, ao lado de oito governadores da legenda, ao unificar o discurso contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Se, em campanhas anteriores, o PSDB escondeu o ex-presidente, ontem, o partido lhe rendeu homenagens: lembrou que foi também em Poços de Caldas que FHC lançou o Plano Real, em 1994 e colocou-o como o responsável por importantes avanços do país, como a estabilidade econômica. Segundo FHC, chegou a hora de Aécio assumir a responsabilidade de disputar a presidência. “A história, na sua impetuosidade, seleciona. Não sei se é justo ou se é injusto, é o momento. O momento é seu. Assuma o momento. Fale por nós”, disse o ex-presidente a Aécio.

Pouco antes, ao falar sobre a ausência do ex-governador de São Paulo José Serra no evento, Fernando Henrique disse que o partido está unido e tem posição. “Unidade nunca pode ser total e acredito que progressivamente será. Não há nada que impeça que todos, inclusive quem foi aí citado, que é uma pessoa que respeito muito, venham a estar presentes”, afirmou.

O ex-presidente disse que, com as manifestações das ruas em junho contra o sistema político brasileiro, sente ventos de mudança. “Começa uma nova arrancada de esperança e ela tem nome e apelido: Aécio Neves“, afirmou, para delírio da plateia, formada por prefeitos, vereadores e outras lideranças tucanas, embaladas por tambores da juventude do partido.

Abraço
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin, a quem coube levar um “abraço” do ausente José Serra e falar do seu “integral apoio” ao novo pacto federativo, disse que o PSDB traz a verdadeira política, não feita para “a companheirada”, e que o país não quer um pibinho, mas desenvolvimento. Esse processo, segundo ele, parte de Minas Gerais. “A esperança nos traz hoje a Minas para dizer a você (Aécio): percorra o Brasil, ouça o povo e leve a esperança de que a população brasileira precisa e está ansiosa. Com a sua juventude, experiência e competência vá servir ao povo brasileiro”, afirmou.

O governador mineiro Antonio Anastasia reforçou o coro, dizendo que a cidade, construída sobre um vulcão inativo, costuma ser pé quente e usou os dizeres de uma estátua à frente do hotel do evento, que disse ser profética, para reforçar o recado: “Do Estado de Minas ao Brasil”, afirmou. Além de Anastasia e Alckmin, participaram do evento os governadores do Tocantins, Siqueira Campos; Alagoas, Teotônio Vilela; Roraima, José de Anchieta Jr.; Paraná, Beto Richa; do Pará, Simão Jatene; e Goiás, Marconi Perillo.

Depois de clamar por um novo pacto federativo, que redistribua os recursos entre União, estados e municípios, Aécio disse tratar-se de um dia histórico e relembrou um ensinamento do avô Tancredo. Segundo ele, é preciso olhar para quem está do lado de quem discursa para ver quem lhe presta sua credibilidade. Ao lado dos oito governadores tucanos e de FHCAécio afirmou que o PSDB estará pronto no ano que vem para apresentar uma proposta ousada e retomar a Presidência. “Não há governo de cooptação que vá nos vencer porque temos a nossa consciência, responsabilidade e o talento para refundar a Federação. É por isso que vamos vencer as eleições para retomar a dignidade, a seriedade e a eficiência na vida pública brasileira”, afirmou.

Dilma com 43% das intenções
Pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 43% das intenções de voto para a Presidência. Se as eleições fossem nesta segunda-feira, a presidente seria reeleita em primeiro turno na disputa com Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE). Enquanto o tucano mineiro tem 14% das intenções de voto, o governador de Pernambuco, 7%. As pessoas que optaram por voto branco ou nulo representam 21%, e outros 15% não responderam ou não souberam responder. Foram ouvidos 2.002 eleitores, de 7 a 11 de novembro, em 142 municípios brasileiros.

Aécio afirma gestão do PT é “software pirata”

Aécio: “O longo aprendizado do PT, que demonizou as privatizações e concessões por muito tempo, custou muito caro ao Brasil”, criticou.

Eleições 2014

Fonte: O Globo 

Para Aécio, governo é um ‘software pirata’

Presidente do PSDB usa o termo ao comparar atual gestão com a dos tucanos

presidente nacional do PSDBsenador Aécio Neves, comparou ontem o governo da presidente Dilma Rousseff a um “software pirata” e disse, em discurso a políticos e militantes do partido no interior de São Paulo, que é hora de o “software original” voltar a governar o país. O mineiro usou a analogia ao criticar o modelo de privatizações adotado pelo PT no governo federal.

– O longo aprendizado do PT, que demonizou as privatizações e concessões por muito tempo, custou muito caro ao Brasil. Eu vejo quase um software pirata hoje sendo executado pelo governo federal. Está na hora de o software original assumir o Brasil – disse Aécio, que participou de um encontro com políticos do PSDB .

Repetindo um antigo discurso do partido, o senador defendeu que os avanços obtidos pelas gestões do expresidente Lula e da presidente Dilma somente foram possíveis graças ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Aécio disse que FH deveria ser o convidado de honra da festa de comemoração dos 10 anos do Bolsa Família.

Mais cedo, Aécio defendeu que o PSDB escolha até março o candidato do partido à Presidência da República. Ele também manifestou preferência de que a vaga de vice seja dada a algum partido aliado, em vez de uma chapa pura.

Segundo o senador, o partido apresentará na primeira quinzena de dezembro um plano de governo para o país, com diretrizes e propostas para áreas importantes como economiaeducaçãosaúde e infraestrutura.

A partir daí, será dado início, em janeiro, às discussões sobre o nome do candidato que disputará a próxima eleição.

– A maior das artes da política é administrar o tempo. Uma decisão correta no tempo errado não traz o resultado adequado. Você não pode e nem deve antecipar decisões sem necessidade. Mas também não pode se permitir ser engolido pelo tempo – afirmou Aécio.

Embora já haja uma disputa interna em curso no partido pela vaga de presidenciável – o ex-governador José Serra também viaja pelo país para tentar viabilizar-se como candidato -, o senador disse que a decisão deve ser tomada com “naturalidade”.

– Definir quais são essas propostas e qual é essa nova agenda precede a definição de uma candidatura. O que posso garantir é que essa escolha (do candidato a presidente) acontecerá com muita naturalidade e, acredito, nos primeiros meses de 2014. Acho que, no máximo, até março devemos ter uma decisão tomada. Não precisa ser antes – completou.

Aécio não falou diretamente sobre prévias para a escolha do candidato. Mas, para não acirrar o clima de enfrentamento com o ex-governador paulista, fez um discurso cuidadoso. Ele disse que se empenhou pessoalmente para que Serra não deixasse o PSDBSerra passou alguns meses neste ano conversando com lideranças do PPS sobre uma eventual candidatura dele à sucessão federal pela sigla.

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o Mensalão do PT

Eleições 2014: enquanto Aécio Neves segue coordenando projeto de governo dentro do PSDB, Dilma se agarra na cúpula do Mensalão do PT.

Eleições 2014: Aécio Neves

Eleições 2014: Aécio Neves vai de FHC e Dilma com o Mensalão do PT

 Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Eleições 2014: Aécio e FHC, Dilma e o mensalão do PT

Dilma Rousseff e Aécio Neves já se articulam para as Eleições 2014. Do lado do tucano, a estratégia é recuperar a unidade do PSDB, construir um programa de governo bem estruturado nas antigas bandeiras do partido e apresentar ao país uma candidatura de contraponto à inoperância atual do governo federal. Já a presidente Dilma não consegue se libertar das antigas práticas do PT: a partidarização de cargos públicos como forma de segurar apoios e a subordinação aos lobos velhos e agora condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Mensalão do PT, como o ex-ministro José Dirceu.

A partir desta semana, tanto PSDB quanto PT começam uma série de eventos que, no fundo, visam dar o start nas Eleições 2014Aécio Neves será o protagonista do lado tucano, mas do lado petista, a presidente Dilma, mesmo ocupando o cargo máximo do país, não deixará de ser ofuscada pelo ex-presidente Lula, seu criador político, e por José Dirceu, o eterno articulador do submundo da legenda.

Nesta quarta-feira, o PT fará um evento para comemorar os 10 anos em que está no poder central. Dilma e Lula estarão por lá, merecidamente, já que são os dois presidentes da República eleitos pela legenda. Mas será mesmo José Dirceu quem representará melhor a trajetória do partido nesta década de história por ter sido o cabeça do maior escândalo da história da política nacional: o Mensalão do PT, que também está próximo de completar 10 anos.

Como bem lembrou o presidente nacional do PSDB,  deputado Sérgio Guerra (PE), ”será possível que a presidente da República pode ir para uma reunião com um cara que faz semanas foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal?…a Dilma tem ou não respeito tem pelas instituições? Ela é ou não é a favor do mensalão? Se ela for lá, ela é favor do mensalão. Não tem nada dessa história de austeridade. Tudo é falso”.

O evento desta quarta-feira, quando o PT irá comemorar 10 anos de poder, na verdade, será uma excelente oportunidade para que a população veja que, mesmo com o Mensalão do PT, nada mudou no status quo de José Dirceu. Ele continuará sendo o grande articulador de Dilma Rousseff nas Eleições 2014 contra Aécio Neves.

Entrevista do senador Aécio Neves a rádio Itatiaia: encontro entre os ex-presidentes FHC e Luiz Inácio Lula da Silva

Fonte: PSDB MG

O senador Aécio Neves considerou uma demonstração de maturidade política do Brasil a visita que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez, nessa terça-feira (27/03), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de um tratamento contra um câncer. Para o senador Aécio, o gesto de solidariedade de Fernando Henrique representa o desejo dos brasileiros de que Lula se recupere.Aécio Neves frisou que os embates numa democracia devem se dar no campo político e não em questões pessoais. O senador lembrou ainda que ele próprio telefonou ao ex-presidente, recentemente, desejando-lhe rápido restabelecimento e ressaltou que, mesmo divergindo de Lula politicamente e discordando de determinadas ações de seu governo, considera-o um amigo e reconhece o papel que ele teve para a democracia brasileiraSenador Aécio, o que representa esse encontro entre os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique?

Na verdade, um gesto de cidadania. Um gesto que demonstra a maturidade política do Brasil. Enquanto assistimos diariamente o combate pequeno, rasteiro, de ataques pessoais, acusações de toda ordem, assistimos ao gesto de um estadista em homenagem a outro estadista. Almocei na segunda-feira com o presidente Fernando Henrique, quando ele nos disse que estaria com o ex-presidente Lula nesta terça-feira, e ele próprio estava muito emocionado. Em determinados momentos, temos que nos despir da nossa condição de líderes partidários ou mesmo de representantes de determinados projetos para sermos aquilo que essencialmente somos, seres humanos.  Capazes de, sinceramente, demonstrarmos solidariedade. E essa solidariedade demonstrada pelo ex-presidente Fernando Henrique pessoalmente é de todos nós, que queremos o ex-presidente Lula em plenas condições de saúde para que possamos, valorizando a democracia, enfrentarmos e travarmos os embates sempre no campo político, jamais no campo pessoal. Portanto, Fernando Henrique, com esse gesto, representa o sentimento de todos nós, do PSDB.

O senhor também já falou com o ex-presidente Lula?

Falei com o ex-presidente Lula e tenho por ele um respeito enorme. Temos uma relação de amizade construída ao longo de 20 anos de militância política. E tenho uma característica, que talvez seja também a do presidente Lula, eu não considero alguém, por estar apenas em outro campo político, meu inimigo. Ao contrário, o ex-presidente Lula tem todas as virtudes, por isso governou o País. Posso discordar de ações do seu governo, mas jamais deixarei de considerar e de respeitar o papel extremamente relevante que ele teve na construção da democracia no Brasil.

Aécio oposição: “Qual é o PT de verdade? O do discurso ou o da realidade?

Gestão Pública, Gestão do PT deficiente

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

O PT e as privatizações

Toda mudança para melhor deve ser saudada. Por isso, devemos reconhecer como positiva, ainda que com o atraso de uma década, a privatização dos aeroportos.

Porém, uma pergunta é inevitável: por que, afinal, esperamos tanto? O governo, por inércia, permitiu que se instalasse o caos nos aeroportos e só reagiu diante da aproximação da Copa, alimentando a ideia de que só age sob pressão e tem na improvisação uma de suas marcas.

Talvez isso explique terem privatizado sem exigir garantias mínimas compatíveis com operações desse porte. Pouco parece importar se há entre os vencedores crônicos inadimplentes em outros mercados ou mesmo quem não tivesse condições de conseguir financiamento junto ao mesmo BNDES, em operação de muito menor porte.

Privatizaram fingindo não privatizar e ignoraram a oportunidade de buscar contrapartidas óbvias que pudessem garantir, em um mesmo lote, a modernização de aeroportos mais e menos rentáveis. Prevaleceu a lógica do maior ágio e do interesse comercial dos grupos privados em detrimento das populações de regiões onde os investimentos serão menos atrativos.

Por tudo isso, é desleal o ataque histriônico do PT às privatizações do governo FHC. Desleal porque em nenhum momento o programa de concessões ou privatizações foi interrompido. São as leis brasileiras que obrigam o uso de concessões em determinados serviços e não a ideologia petista, como tentam fazer crer, em risível contorcionismo verbal, alguns líderes do partido.

No governo FHC também foram feitas concessões como na área de energia elétrica. Da mesma forma que nos aeroportos, ao final do prazo de outorga os ativos retornarão à União. Aliás, é exatamente o que se discute agora -a renovação ou não de outorgas concedidas naquele período.

O episódio da privatização dos aeroportos, no qual serão usados recursos públicos do BNDES e dos fundos de pensão, prática demonizada pelo PT, que neles via um mero instrumento de financiamento do lucro privado, traz à tona uma outra indagação cada vez mais comum entre os brasileiros: afinal, o que pensa e qual é o PT de verdade? O do discurso ou o da realidade? O que lutou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Proer e o Plano Real ou o que os elogia hoje?

O PT dos paladinos da ética ou o do recorde de ministros derrubados por desvios? O que ataca as privatizações ou o que as realiza? O que, na oposição, defende de forma indiscriminada todo tipo de greve ou o que, no governo, reage a elas?

No mais, vale registrar: a insistência do PT em comparar modelos de privatização é bem vinda. Até porque não deixa de ser divertido ouvir o PT discutir quem privatiza melhor.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.