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Gestão da Saúde: Fundação Hospitalar de Minas Gerais abre inscrição para o 3º Fórum Científico

Encontro é voltado para pesquisadores que queiram publicar seus trabalhos

Estão abertas as inscrições para o 3º Fórum Científico da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) para participantes e pesquisadores que queiram submeter seus trabalhos para publicação. O prazo para inscrições e envio de resumos vai até 9 de abril, mas os participantes podem se inscrever até 28 de maio aqui . O fórum acontece nos dias 29 e 30 de maio.

O tema desta edição será “Integração, Ensino e Pesquisa” e vai reunir pesquisadores e especialistas da fundação, além de convidados de outras instituições, como Ministério da Saúde, Secretaria de Estado e de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Será apresentada a produção científica recentemente desenvolvida na Rede Fhemig e discutidos temas relacionados à pesquisa, ensino e inovação tecnológica.

Atualmente, são quase 300 profissionais da Fhemig, de vários níveis de formação, que estão atuando nas linhas de investigação nos 25 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq, nas mais diversas áreas da saúde. A fundação possui, ainda, o Núcleo de Inovações Tecnológicas – INOVA, que monitora as pesquisas realizadas na instituição com vistas ao potencial de registro de propriedade intelectual, e o Núcleo de Apoio ao Pesquisador.

“Todo este ambiente possibilita a formação em pesquisa, inovação e a transferência de tecnologias que realimenta estas atividades. Para isso, são valorizadas a interdisciplinaridade, a cooperação interinstitucional e a participação de estudantes, graduados e residentes”, afirma o gerente de Ensino e Pesquisa, da Diretoria de Gestão de Pessoas, Roberto Marini Ladeira.

Marini acrescenta que estas iniciativas fortalecem o papel do Estado no cenário nacional do ensino, pesquisa e inovação tecnológica, ao mesmo tempo em que torna a Fhemig um ambiente atrativo e capaz de reter talentos. “E, principalmente, permite que as pesquisas desenvolvidas resultem em aumento na qualidade do atendimento prestado à população”, diz.

Avaliação

Os novos trabalhos inscritos serão avaliados pela Comissão Científica do Fórum e os melhores serão premiados. Como a terceira edição deste fórum aconteceria em setembro do ano passado, muitos resumos já foram inscritos e avaliados. Para continuar a participar, os autores precisam confirmar e aprovar sua publicação pelo e-mail marcelo.abrantes@fhemig.mg.gov.br (orientações no endereço http://www.fhemig.mg.gov.br/pt/ensino-e-pesquisa/pesquisa/forum-cientifico). A não confirmação implica em não publicação.

O 3º Fórum Científico faz parte da programação dos 35 anos da Fhemig, a serem completados em 3 de outubro deste ano. O incentivo à pesquisa é uma das mais importantes facetas desta instituição, que é considerada a maior rede de hospitais públicos do país.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: pesquisa da Unimontes resulta em pedido de registro de patente de produto junto ao Inpi

Além de auxiliar em estudos que visam analisar a assimetria palmar, novo produto poderá ser usado em investigações criminais

Felipe Gabrich
O estudo foi realizado por Bárbara Gusmão Lopes, ex-aluna do mestrado em Ciências da Saúde
O estudo foi realizado por Bárbara Gusmão Lopes, ex-aluna do mestrado em Ciências da Saúde

Um trabalho de pesquisa desenvolvido pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no âmbito do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Ciências da Saúde, resultou no pedido de registro de patente de um novo produto junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A partir do estudo, denominado “Assimetria Dermatoglífica em Pais de Crianças com Fissuras Lábiopalatinas (assimetria das impressões digitais e das palmas das mãos)”, foi desenvolvido um coletor de impressões das palmas das mãos.

Além de auxiliar em estudos que visam analisar a assimetria palmar (desenho das palmas das mãos) em diferentes doenças genéticas, o novo produto poderá ser usado em investigações criminais (perícias) e no aconselhamento genético de casais para terem filhos.

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o estudo foi realizado por Bárbara Gusmão Lopes, ex-aluna do mestrado em Ciências da Saúde, tendo como coordenador o professor Hercílio Martelli Júnior, do Departamento de Odontologia. Também participaram do trabalho a professora Daniella Martelli (Departamento de Odontologia) e a acadêmica Izabella Nobre Queiroz (do curso de Medicina), que contaram com o apoio dos professores Mário Sérgio Oliveira Swerts e Sibele Aquino, da Universidade de Alfenas (Unifenas).

O processo de depósito da patente do coletor de impressões palmares junto ao Inpi foi encaminhado por intermédio do Núcleo de Propriedade Intelectual e Inovação Tecnológica da Unimontes – Ágora –, vinculado à Coordenadoria de Inovação Tecnológica, da Pró-Reitoria de Pesquisa. Também participam do processo de registro da patente a Fapemig e a Unifenas.

De acordo com as normas do registro e proteção da propriedade intelectual, o produto ficará sob sigilo no Inpi durante 18 meses. Somente depois desse prazo que poderão ser divulgados dados científicos sobre o novo produto, bem como o nome da patente registrada.

Avanço na pesquisa

O professor Hercílio Martelli Júnior destaca que o encaminhamento do registro da patente do coletor de impressões palmares representa um verdadeiro salto para a pesquisa na Unimontes. “O registro da patente de um produto significa a elevação da inovação tecnológica em qualquer instituição”, afirma, salientando que, com o fato, a Universidade Estadual de Montes Claros também passa a ser referência na investigação científica para outras instituições.

Egressa do curso de Educação Física da Unimontes, a autora da pesquisa, Bárbara Gusmão Lopes, explica que realizou o trabalho com o objetivo de avaliar a relação entre a dermatoglifia (impressões digitais e desenho das linhas das palmas das mãos) e as fissuras labiopalatinas. “Existem pesquisas que mostram que a assimetria dermatoglífica excessiva pode ser um indicador de alterações genéticas”, ressalta Bárbara, que concluiu o mestrado em Ciências da Saúde em dezembro de 2011. Ela destaca que o produto que desenvolveu poderá auxiliar trabalhos de pesquisa que visam analisar a assimetria palmar em diferentes doenças genéticas.

Bárbara Gusmão salienta que o estudo da Unimontes foi o primeiro experimento feito no Brasil que associou a assimetria dermatoglífica com a fissura labiopalatina (lábio leporino). “Os resultados mostraram que os pais de filhos com as fissuras labiais têm alterações na palma na mão”, frisa pesquisadora. Ela observa, ainda, que já existem trabalhos de investigação científica que apontam a associação entre a assimetria das impressões digitais e do desenho das linhas das mãos com a Síndrome de Down, as fissuras labiopalatinas, doenças psiquiátricas e com a leucemia.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: governo de Minas investe em solução tecnológica para garantir segurança à população

Programa Agentto, que tem Uberaba como primeira cidade a ser atendida, permitirá que pessoas expostas a situações de risco possam ser socorridas rapidamente

Divulgação/Sectes
Secretário Narcio Rodrigues faz pronunciamento durante lançamento do Programa Agentto
Secretário Narcio Rodrigues faz pronunciamento durante lançamento do Programa Agentto

Você imaginou ter o seu smartphone (celular com funcionalidades avançadas) trabalhando pela sua segurança? Isso já está em fase de implantação no Brasil, especialmente em Uberaba, Triângulo Mineiro. Na região, foi lançado na última sexta-feira (9) do Programa Agentto, por meio de acordo de cooperação técnica do qual participa o Governo de Minas. Nessa primeira fase, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) vai investir R$2,2 milhões.

Desenvolvida por um grupo de 60 especialistas com recursos da Finep/MCT (Financiadora de Projetos), o Agentto visa a uma evolução da tecnologia associada à solidariedade para deixar o cidadão mais seguro no seu dia a dia. O programa, que terá Uberaba como a primeira cidade a ser atendida, é considerado uma solução integrada de segurança, pois vai permitir que as pessoas expostas a situações de risco possam ser atendidas rapidamente, principalmente pela Polícia Militar.

A fase ainda é de programa-piloto, mas os uberabenses que têm smartphone poderão se cadastrar a partir de 10 de abril. O software do programa permitirá que movimentos suspeitos sejam detectados e o socorro seja viabilizado com o auxílio do sistema de localização. A parceria envolve também a Prefeitura de Uberaba e a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (ACIU).

Para o secretário de Planejamento do município, Karim Abud, a insegurança é um problema mundial, por isso a importância das parcerias para buscar soluções tecnológicas. Uberaba, com cerca de 300 mil habitantes, terá até 60 mil cadastrados no sistema que captará movimentos estranhos e permitirá que a PM, rede de amigos e familiares possam tomar as providências necessárias a uma situação de emergência.

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, o Agentto chegará a 600 mil mineiros em Uberaba, Uberlândia, Montes Claros, Governador Valadares e Grande BH. “Queremos também levar o programa para as escolas, utilizando os computadores físicos para combatermos a presença nociva e ameaçadora das drogas e do narcotráfico”, assegurou Narcio.

Memorial da Imprensa de Uberaba

Ainda na sexta-feira, o Governo de Minas, por meio do secretário Narcio Rodrigues, assegurou recursos de R$ 2 milhões por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para a instalação do Memorial da Imprensa de Uberaba. O projeto tem a parceria da prefeitura, que está finalizando as adaptações do local onde será erguido o Complexo Estação Memória com diversos espaços culturais e a sede da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

A cidade é uma das mais tradicionais no que se refere à produção jornalística iniciada ainda no século 19. A verba será aplicada na compra de equipamentos para realizar a microfilmagem dos principais jornais da cidade, desde o extinto Lavoura e Comércio, que chegou a 100 anos, até os diários atuais, como Jornal da Manhã e Jornal de Uberaba. Também terá um acervo com equipamentos e maquinários antigos utilizados no passado pela imprensa uberabense. Todo o trabalho de estruturação será desenvolvido em parceria com empresários de comunicação.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: estão abertas as inscrições para o Prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia

As inscrições para o prêmio devem ser feitas pelos Correios até o dia 8 de junho de 2012

Instituições e empresas com sede em Minas Gerais já podem inscrever seus pesquisadores para concorrerem à quarta edição do Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia, promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Esta é a quarta edição do prêmio que, nos anos pares, é concedido a pesquisadores mineiros e, nos ímpares, a unidades de pesquisa sediadas em Minas Gerais. Em 2012, portanto, o prêmio será destinado a pesquisadores que tenham se destacado em estudos e pesquisas básicas que contribuam e apresentem potencial para subsidiar o desenvolvimento de soluções para problemas da humanidade. Eles devem ser indicados pelas instituições ou empresas nas quais desenvolvem seus trabalhos.

O nome do prêmio é uma homenagem a um dos mais importantes pesquisadores da área de biotecnologia do país. Marcos Luiz dos Mares Guia foi um dos responsáveis pela descoberta da insulina humana recombinante e pela fundação da Biobrás, empresa pioneira na fabricação de insulina no  Brasil.

Pesquisa Básica

Por pesquisa básica, entende-se aquela que visa compreender a natureza e aumentar o conhecimento humano. Naturalmente, não é possível antecipar seus efeitos, no entanto, é possível conduzir pesquisas básicas a partir da identificação de necessidades da sociedade. Originada de problema existente, em que o cientista procura entender fenômenos, mas cujo resultado deriva possíveis soluções tecnológicas, a pesquisa básica é de extremo valor para o processo de inovação.

As inscrições para o prêmio devem ser feitas pelos Correios até o dia 8 de junho de 2012. A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no endereço www.fapemig.br/premio.

Mais informações: premiomlmg@tecnologia.mg.gov.br  ou premiomaresguia@fapemig.br

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: Fapemig libera R$ 27 milhões para projetos aprovados em editais

Recursos são destinados a projetos aprovados em editais publicados em 2011

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) libera o total de R$ 27 milhões de recursos para projetos aprovados em editais publicados em 2011. Confira quais são os programas:

Universal

O edital Universal aprovou 750 projetos no ano passado. Eles começam a ser pagos a partir de hoje, somando R$ 23 milhões em recursos. O Edital Universal é um dos mais esperados no meio científico do Estado, por oferecer apoio a projetos desenvolvidos em todas as áreas do conhecimento e reunir o maior volume de recursos. Ele dá ao pesquisador a liberdade de propor o tema e permite melhor estruturação de laboratórios de pesquisa, permitindo, inclusive, o custeio de material bibliográfico.

Programa Mineiro de Capacitação Docente (PMCD)

O programa destinará R$ 2,5 milhões às instituições e docentes beneficiados no ano passado. O PMCD foi concebido em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), visando promover a melhoria das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas IES públicas e confessionais de Minas Gerais, por meio do apoio à capacitação e ao aprimoramento da qualificação de seus docentes.

Bolsa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (BIPDT)

A BIPDT beneficiará 100 pesquisadores, totalizando mais de R$ 1,2 milhão em recursos. A bolsa visa estimular a fixação e a qualificação de pesquisadores no Estado, além de ampliar as pesquisas já realizadas. A bolsa é uma ajuda de custo acrescida ao salário dos servidores que já tenham pesquisas financiadas por agências oficiais. O apoio é concedido por um ano, com possibilidade de prorrogação por mais um. A partir daí, nova solicitação deverá ser submetida.

PPM

As parcelas do PPM referentes ao ano de 2011 foram pagas na quase totalidade ainda no ano passado. Será feita agora a finalização do processo. O Programa Pesquisador Mineiro (PPM) tem como objetivo apoiar, por meio de concorrência, as melhores propostas coordenadas por pesquisadores ou tecnólogos de reconhecida liderança na sua área, visando a prover apoio mensal para o desenvolvimento de seus projetos. Nos quatro anos de vigência do programa, mais de R$ 46 milhões já foram investidos.

Outras informações pelo e-mail ci@fapemig.br

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Fapemig assina acordo com instituição do Canadá

Objetivo é desenvolver projetos de pesquisa em colaboração e intercâmbio de pesquisadores

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) assinou, em janeiro deste ano, um acordo com a International Science and Technology Partnerships Canada (ISTP Canada), uma organização não-governamental que possuiu o objetivo de fortalecer a ciência e a tecnologia do Canadá, as relações de negócios, comércio, economia e as relações políticas com países parceiros. O acordo prevê o lançamento de um edital em breve.

A ISTP Canada firma parcerias com diversos países, por meio da criação de uma rede de oportunidades e financiamento para apoiar a participação canadense em projetos de pesquisa em colaboração e intercâmbio.

O foco de ação do ISTP Canada no Brasil é Collaborative Research – projetos entre empresas canadenses e brasileiras na área de pesquisa e desenvolvimento de produtos, processo ou serviços, ou que resultem em uma significante melhoria em produtos, processos e serviços já existentes. O público-alvo são empresas de pequeno e médio porte. Contudo, essas empresas podem ser parceiras de universidades e/ou centros de pesquisa.

O vice-presidente de Operações da ISTP Canada, Pierre Bilodeau, participou em dezembro passado da reunião do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) em Manaus (AM), com o objetivo de apresentar a organização aos dirigentes das FAPs e aumentar o número de parceiros no país.

No Brasil, já foram lançados dois editais, sendo um com participação da Fapesp em 2009, focando em empresas no Estado de São Paulo; enquanto o outro edital, empresas de qualquer região do país tiveram a oportunidade de participar. Para saber mais sobre a organização, acesse aqui .

Fonte: Agência Minas

Gestão da Saúde: Minas Gerais desenvolve kit de teste rápido para diagnóstico da dengue

Gleisson Mateus
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade
Nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade

BELO HORIZONTE (24/01/12) – A nova tecnologia de diagnóstico rápido da dengue, que poderá reduzir o tempo de análise de amostras de três dias para até 20 minutos, está sendo desenvolvida pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas). Se validado, o teste rápido da dengue deverá ser disponibilizado em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do país até 2013.

Para validação, a nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade. De acordo com a coordenadora da pesquisa, chefe do Serviço de Biotecnologia e Saúde da Funed, Alzira Batista Cecilio, os resultados obtidos serão confrontados com um diagnóstico já estabelecido. “Este será um momento importante para atestar a precisão do resultado obtido por meio do teste rápido”. A previsão é que esse processo seja realizado a partir do próximo ano, tão logo seja concluída a fase de testes de pesquisa em laboratório.
A praticidade e aparência do novo kit fazem lembrar os aparelhos de monitoramento de glicemia, usado no diagnóstico de diabetes. A diferença é que o sangue coletado do paciente não é aplicado diretamente no kit diagnóstico. O teste é realizado com o soro separado das células sanguíneas e, por isso, a metodologia ainda exigirá a coleta de sangue do paciente.
Para análise, o soro é colocado sobre a membrana – que integra a parte interna do suporte plástico que compõe o kit -, juntamente com o diluente. A reação, que pode indicar a presença de proteínas do vírus da dengue ou anticorpos produzidos, ocorre em 20 minutos.
Atualmente, os testes de diagnóstico da dengue são realizados a partir dos métodos MacELISA e ELISA comercial, que se diferenciam principalmente pelo processo e tempo decorrido entre a análise do soro e o diagnóstico.
“No primeiro método, temos que desenvolver os reagentes, montar toda a plataforma de análise do soro em laboratório, procedimento que demanda três dias de trabalho”, explica o chefe do Serviço de Virologia e Riquetsioses, Glauco de Carvalho Pereira. Já o ELISA Comercial, segundo Glauco Pereira, por se constituir em um kit pronto, garante a economia de tempo, reduzindo todo o processo de análise do soro para aproximadamente cinco horas. No entanto, a metodologia MacELISA é considerada o padrão ouro do Ministério da Saúde no diagnóstico de dengue, sendo a técnica mais sensível utilizada atualmente, com maior índice de assertividade.
Casos notificados
Em 2010, com a epidemia de dengue identificada em diversos estados do país, Minas Gerais chegou a contabilizar 261.945 notificações de suspeita de infecção do vírus. Neste período, a Funed realizou 22 mil análises de amostras. Em 2011, houve tanto queda no número de notificações da doença quanto no volume de análises realizadas pela Funed, sendo verificadas em torno de 5 mil amostras. “Essas amostras foram testadas em uma ou ambas as metodologias (MacELISA e ELISA Comercial), muitas vezes em duplicata”, destaca a farmacêutica bioquímica Maira Alves Pereira, do Laboratório de Dengue e Febre Amarela da Funed.
Segundo Maíra, as análises feitas na Funed têm como objetivo detectar se há epidemia de dengue em certa região e assim contribuir para o trabalho de vigilância epidemiológica do Estado. “Por este motivo, o número de análises não precisa ser proporcional ao volume de notificações. Os testes laboratoriais são feitos para identificar a epidemia e auxiliar o governo nas ações a serem tomadas, mas o médico, com exames clínicos, é capaz de confirmar o diagnóstico e pode indicar o tratamento adequado ao paciente antes mesmo do resultado laboratorial”, explica. O teste rápido, nesses casos, seria também uma medida complementar para o diagnóstico clínico, realizado pelo médico.
O projeto para desenvolvimento do kit de teste rápido para diagnóstico da dengue conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).
Tecnologia abrangente
Segundo Alzira Batista Cecílio, a partir do desenvolvimento da plataforma tecnológica do teste rápido para dengue, futuramente há a possibilidade de se utilizar a mesma base para a elaboração de kits que contemplem outras doenças de saúde pública, como o rotavirus, herpesvirus e parasitas que serão definidos após a validação da tecnologia.
A doença
Segundo informações do Ministério da Saúde, a dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Normalmente, os sintomas da doença se manifestam após três dias da picada do mosquito. Os indícios de infecção podem apontar duas formas de dengue: clássica e hemorrágica, sendo que a segunda pode levar a morte no período de 24 horas.
Os sintomas da dengue clássica são caracterizados por febre alta com início súbito; forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos – que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço; moleza e dor no corpo; muitas dores nos ossos e articulações. Além de manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Em princípio, a dengue hemorrágica apresenta os mesmos sintomas que a clássica, no entanto, após a febre, começam a manifestar os sinais mais graves, distinguidos pelas dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; manchas vermelhas na pele; sonolência; agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória e perda de consciência.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Edital para pesquisas no setor elétrico recebe aporte de R$ 40 milhões

BELO HORIZONTE (20/01/12) – As propostas aprovadas no Edital 11/2011, fruto da parceria entre Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para o financiamento de pesquisas no setor elétrico, receberão investimento de R$ 70 milhões. “Em face do grande número de projetos e da excelência da maioria deles, a Cemig e a Fapemig decidiram aumentar os recursos do edital”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, José Policarpo. Anteriormente, seriam destinados R$ 30 milhões para os projetos contemplados pelo edital.

A demanda total foi de 229 projetos, somando R$ 385 milhões em recursos solicitados. O novo montante, R$ 70 milhões, será destinado aos 40 projetos contemplados. Adicionalmente, a Cemig contratará diretamente outros 26 projetos selecionados no edital.

A gestão dos projetos aprovados será discutida entre Cemig, Fapemig e as instituições beneficiadas para verificar a necessidade de ajustes. Assim, cada um dos coordenadores dos projetos aprovados será convocado para uma reunião de negociação, quando ocorrerá análise detalhada e os possíveis acertos. Em razão destas reuniões, a fundação não divulga, nesta oportunidade, os valores relativos a cada uma das propostas aprovadas. A contratação dos projetos estará condicionada ao resultado dessa análise e ao acerto dos ajustes identificados como necessários.

Os prazos constantes no edital serão contados a partir de 23 de fevereiro, em razão das férias coletivas da Fapemig, que terão início no próximo dia 23 de janeiro.

Parceria inovadora

O Edital 11/2011 foi lançado durante a cerimônia de comemoração dos 25 anos da fundação, em maio do ano passado, marcando o início da execução de uma parceria inovadora, assinada em janeiro de 2011. Ao todo, serão destinados R$ 150 milhões em estudos específicos no prazo de cinco anos. Segundo o acordo, a Cemig responderá por R$ 100 milhões e a Fapemig pelo montante de R$ 50 milhões.

O valor será destinado a pesquisas ligadas às áreas de atuação da Cemig (geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica), buscando o desenvolvimento de fontes alternativas renováveis e limpas, como solar, eólica e biomassa. Estão previstos, ainda, estudos sobre a proteção do meio ambiente, o uso racional da energia e a eficiência operacional da empresa. “Esses objetivos estão fundamentados nos pilares da sustentabilidade e do melhor atendimento à população e sociedade em geral, através de redução de custos e aumento da qualidade no fornecimento da energia”, destacou Arlindo Porto Neto, vice-presidente da Cemig.

Governo de Minas: cultivo sustentável no Campo das Vertentes favorece exportação de rosas

SÃO JOÃO DEL-REI (17/01/12) – No mercado de flores é fundamental que os produtores tenham atenção quanto à folhagem e à flor, que não podem apresentar danos pelo ataque de pragas ou doenças. Por isso, o uso de agrotóxicos é comum. No entanto, a produção sustentável das flores começa a contar pontos, principalmente para a exportação. Atenta a essas mudanças, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, já desenvolve, por meio do Núcleo Tecnológico Epamig Floricultura (Nutef), desde 2009, experimentos para o cultivo de rosas sem agroquímicos.

“O mercado internacional tem mostrado a existência de um movimento de consumidores à procura por alimentos e flores ausentes de resíduos de agroquímicos. A tendência é de que os consumidores se tornem mais exigentes a cada ano e que induzam o setor produtivo a se adequar para tornar-se mais competitivo”, afirma a engenheira agrônoma e pesquisadora da Epamig Elka Fabiana Aparecida Almeida.

Ela desenvolve projetos de Produção Integrada de Rosas. Em 2009, tiveram início dois experimentos, visando ao manejo sustentável do solo e ao controle alternativo de pragas. O terceiro projeto, implantado em 2011, teve por objetivo o uso sustentável da água e a redução da adubação nitrogenada. Segundo a pesquisadora, os três experimentos encontram-se em desenvolvimento e os primeiros resultados já comprovam que é possível cultivar rosas de uma forma sustentável. Elka explica que as tecnologias estão sendo desenvolvidas para reduzir a aplicação de agrotóxicos e adubos com o manejo integrado e controle biológico de pragas e doenças e pela utilização de adubação verde e adubos orgânicos produzidos pelo próprio produtor.

Para este ano, foi aprovado junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) mais um projeto no âmbito da produção sustentável de rosas, que disponibilizará recurso de R$ 26.800. Com o valor, serão realizados experimentos para verificar o comportamento de outras variedades de rosas e de adubos verdes para o controle biológico de pragas; além da implantação de duas unidades de teste de validação dos resultados em propriedades familiares. “Assim que o recurso for liberado, vamos começar as visitas aos produtores para a implantação de área demonstrativa. Com este novo projeto vamos levar a tecnologia para o produtor”, informa a pesquisadora.

Benefícios

Com as tecnologias geradas pelas pesquisas realizadas na Epamig de São João del-Rei, o produtor poderá diminuir a aplicação de adubos e agrotóxicos na produção de rosas utilizando boas práticas agrícolas. “Desta forma, ele poderá reduzir os custos com a produção, preservar o meio ambiente e obter a certificação de sua propriedade, o que favorecerá a comercialização das rosas”, destaca a engenheira agrônoma.

Segundo ela, as cadeias de distribuidores e grandes pontos de vendas, principalmente da Comunidade Européia, tem exigido dos exportadores que seja levado em consideração o nível de resíduos de agrotóxicos, o respeito ao meio ambiente, a rastreabilidade e as condições de trabalho, higiene e saúde dos trabalhadores na agricultura. “Os consumidores de diversos países têm exigido informações a respeito da origem e do processo de produção de hortaliças, frutas e flores, dando preferência a produtos rastreados e/ou certificados”, completa.

Os projetos de sustentabilidade na produção de rosas contam com o apoio, além da Fapemig, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: novo edital destinará R$ 500 mil para apoiar programas de Educação Tutorial

BELO HORIZONTE (17/01/12) – Financiar projetos temáticos de Programas de Educação Tutorial (PET) que envolvam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão e contribuam na resolução de problemas sociais. Este é o principal objetivo do mais novo edital lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O Edital Programas de Educação Tutorial (PET), da Fapemig, funcionará como um recurso extra, destinando R$ 500 mil para os grupos mineiros inseridos no programa.

O PET é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC), financiado pela Secretaria de Educação Superior (Sesu), criado para apoiar atividades acadêmicas que integram ensino, pesquisa e extensão. Formado por grupos tutoriais de aprendizagem, o PET propicia aos alunos participantes, sob a orientação de um tutor, a realização de atividades extracurriculares que complementem a formação acadêmica do estudante e atendam às necessidades do próprio curso de graduação. O estudante e o professor tutor recebem apoio financeiro de acordo com a Política Nacional de Iniciação Científica.

O novo edital da Fapemig é uma iniciativa inédita, que vai oferecer um custeio adicional de até R$ 15 mil a cada grupo aprovado com o objetivo de fortalecê-los. “Com o lançamento do edital, a Fapemig busca contribuir para a elevação do nível de qualificação dos estudantes de graduação, com foco na multidisciplinaridade e na formação de lideranças e ainda estabelecer uma relação de diálogo entre pesquisadores e sociedade”, pontua o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges.

Para o professor da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e tutor do programa há mais de 20 anos, Francisco José Gomes, a iniciativa da Fapemig fortalece a base da formação dos futuros cientistas do país. “Não há desenvolvimento científico e tecnológico sem educação e formação de qualidade”, afirma.

Sobre o edital

São consideradas elegíveis as propostas que atendam a alguns requisitos. A Instituição Proponente, por exemplo, deve estar sediada em Minas Gerais; se comprometer a propiciar condições adequadas de espaço, infraestrutura, pessoal de apoio técnico e administrativo para o desenvolvimento do projeto proposto; possuir experiência em educação tutorial. O coordenador do Grupo PET deve ter vínculo com a Proponente, e com um programa de educação tutorial; ter produção científica ou tecnológica relevante, nos últimos  três  anos, na área específica do projeto, entre outras atribuições. A proposta deve estar claramente caracterizada como Projetos de Educação Tutorial; prever a articulação entre ensino, pesquisa e extensão e ser originária de Grupo PET aprovado e vinculado à Sesu/MEC.

As propostas serão recebidas até 15 de maio. Elas devem ser submetidas eletronicamente, por meio do sistema AgilFAP (HTTP://agilfap.fapemig.br). Outras informações podem ser obtidas com a Central de Informações da Fapemig, pelo e-mail ci@fapemig.br .