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Gestão Anastasia: Governo de Minas incentiva fruticultura na região das Vertentes

Plantio de fruteiras de clima temperado é opção para agricultura familiar e geração de trabalho e renda
Marco Evangelista/Imprensa MG
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região

O cultivo de maçã, uva e figo vem ganhando espaço entre os produtores rurais do Campo das Vertentes. Isso graças ao incentivo do Governo de Minas que, desde 2007, desenvolve a fruticultura na região. Por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), foram implantadas 21 unidades demonstrativas, distribuídas nas cidades de São João del-Rei, Barroso, Tiradentes, Prados, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Lagoa Dourada, Carandaí e Piedade do Rio Grande.

O pesquisador da Epamig, Paulo Márcio Norberto, que realiza o trabalho da fruticultura juntamente com outros dois pesquisadores, conta que as unidades demonstrativas são instaladas em propriedades particulares. “Essas propriedades contempladas estão sempre abertas à comunidade, servindo de modelo para outros produtores interessados em aprender e entrar na atividade, possibilitando o acompanhamento de todo o processo de produção, desde o plantio até a colheita”, explica.

Segundo ele, a fruticultura representa uma boa alternativa para a região. “Como o fluxo de turistas é grande e a região tem um forte apelo turístico, favorece a possibilidade de colocação de produtos no mercado, inclusive com agregação de valor, como doces em calda, geleias e cristalizados”, avalia. O plantio das fruteiras de clima temperado é também uma opção diferente das usuais, principalmente na agricultura familiar. “Hoje, muitos produtores locais já aderiram e estão colhendo os frutos, o que possibilita um incremento significativo em suas rendas e, além de ocupar a mão de obra familiar, acaba gerando novos postos de trabalho em suas comunidades”, afirma o pesquisador da Epamig.

Em Coronel Xavier Chaves, o produtor Antônio Catarino de Almeida possui uma unidade demonstrativa de videira há um ano. Ainda não foi possível comercializar a uva, mas ele acredita que em dois anos a produção já seja satisfatória. “Está sendo uma boa experiência e a expectativa é boa, acho que vai dar certo”, diz. Catarino recebeu da Epamig 200 mudas para iniciar a plantação. “Desde então, o técnico vem aqui, explica como é a manutenção, orienta, apoia muito o nosso trabalho. Com certeza vai ser possível aumentar nossa renda, porque a região não tem muito esse tipo de plantação”, conclui o agricultor. Ele conta com a ajuda do filho para cuidar das videiras e das outras cultivares que possui na propriedade, que inclui mexerica, baroa, mandioca e inhame.

Apoio técnico

Ilceu Carvalho, produtor de Prados, também recebeu apoio técnico para o plantio de uva e figo e, em 2011, fez sua melhor colheita. “Tive uma produção de cerca de 700 kg de uva e vendi 500 kg in natura, que é a forma mais lucrativa. Todo mundo elogiou a qualidade”, conta. Agora, Ilceu quer aumentar a produção. “Quero ver se consigo colher duas vezes ao ano, em vez de apenas uma. Minha meta é uma colheita no meio do ano e uma no final. Por isso vou começar a usar um sistema de irrigação”, relata.

As pesquisas na área de fruticultura são desenvolvidas na Fazenda Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que já destinou mais de R$ 300 mil para projetos de pesquisa e bolsas de pós-doutorado, iniciação científica e apoio técnico. O trabalho de difusão e transferência de tecnologia também conta com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Com relação à cultura da videira, o pesquisador Paulo Norberto destaca que as plantas estão começando a expressar todo o seu potencial produtivo. “As variedades que estão sendo testadas aqui na região são de grande importância econômica, são rústicas e toleram mais as variações climáticas que ocorrem na região”, pontua.

A cultura da figueira também tem boa expectativa de produção. “Estamos testando e validando novas tecnologias de manejo para a cultura, que tem mostrado um grande potencial na região. A caminhada de implantação e desenvolvimento da fruticultura já possui um histórico, que foi iniciado em 2007 e precisa ser continuado, pois foram e estão sendo geradas e validadas diversas tecnologias, adaptadas para o pequeno produtor”, completa.

Cultivo de oliveiras

O produtor José Lásaro Mendes Morais se uniu à Epamig para implantar uma unidade demonstrativa de oliveiras há quatro anos. O projeto Rendimento Agronômico das Oliveiras também recebe o apoio da Fapemig. O experimento, localizado em Piedade do Rio Grande, é o único da região e vai ajudar a definir as melhores variedades a serem produzidas.

“Tenho cinco variedades plantadas, vamos ver qual se adapta melhor. Hoje a produção ainda é pequena, não dá para comercializar, mas já é possível perceber que algumas variedades se manifestaram mais precocemente”, comenta. O tempo médio para a oliveira entrar em produção é de seis a oito anos.

José Lásaro também cultiva maçã e, por meio de um trabalho conjunto com a Epamig, estão sendo introduzidos novos materiais genéticos com potencial produtivo para as condições de clima e solo da região. “Além de trabalhos de análise de folhagem das plantas e de conservação dos frutos da maçã”, completa o produtor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-incentiva-fruticultura-na-regiao-das-vertentes/

Gestão Anastasia: Emater incentiva plantio de morango em Lima Duarte

Produtores de região tipicamente leiteira podem ter na fruta boa alternativa para aumento de renda

Divulgação / Emater-MG
Unidade Demonstrativa extimula a produção do morango em Lima Duarte
Unidade Demonstrativa extimula a produção do morango em Lima Duarte

A implantação de uma Unidade Demonstrativa em Lima Duarte, Zona da Mata, tem ajudado a estimular a produção de morango no município. A iniciativa é uma parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) com a prefeitura e a Cooperativa União da Mata. Os resultados apresentados pela unidade serviram de estímulo para que mais produtores decidissem investir no cultivo do morango.

A Unidade Demonstrativa foi implantada no ano passado. O plantio ocorreu em agosto, e a colheita foi iniciada dois meses depois. Até abril de 2012, a lavoura produziu duas toneladas de morango. O local também tem sido utilizado para realizar cursos sobre a cultura, e, com isso, produtores do município e região puderam saber mais sobre o cultivo de morango.

Segundo o extensionista da Emater–MG Abmael de Lélis Saraiva, o município de Lima Duarte oferece boas condições para o desenvolvimento da cultura. “O clima é favorável, e as áreas são de boa altitude, o que favorece o cultivo de morango”, diz.

A unidade fica na propriedade do produtor Jadelbo Júnior. No local, foram plantados 3.000 pés de morango da variedade Sant’Andreas. Apesar de recente, a lavoura se tornou uma opção de renda para Jadelbo. O morango cultivado por ele é vendido a escolas do município. Com os bons resultados, o produtor já pensa em ampliar a lavoura. “Com isso, eu pretendo comercializar a produção de morango da minha propriedade em outras localidades como Rio de Janeiro e Juiz de Fora”, conta.

Estímulo

A experiência com a Unidade Demonstrativa estimulou outros cinco produtores a investirem na cultura do morango, sob a orientação da Emater–MG. Um deles é o pecuarista José de Oliveira. Até pouco tempo, ele não pensava em trabalhar na atividade, mas, hoje, já pensa diferente. “Eu optei pelo morango, porque acredito que seja uma forma de agregar valor à minha propriedade e que me dê um retorno rápido. Espero que, daqui a um tempo, seja o carro-chefe da propriedade”, diz João de Oliveira.

Para o extensionista Abmael Saraiva, o cultivo do morango ajuda também na diversificação das propriedades do município, que têm a pecuária leiteira como principal atividade. “A cultura do morango é mais uma opção de renda e possibilita aos produtores entrarem em novos mercados”, afirma.

Governo de Minas: agricultores da Zona da Mata receberão novas casas com apoio da Emater-MG

Iniciativa beneficiará 42 famílias de pequenos agricultores de São Sebastião da Vargem Alegre

Emater-MG / Divulgação
Casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa (centro) comemora apoio da Emtaer-MG
Casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa (centro) comemora apoio da Emtaer-MG

O sonho de uma moradia melhor na área rural do município de São Sebastião da Vargem Alegre, Zona da Mata, está prestes a se tornar realidade para 42 famílias de pequenos agricultores das comunidades de Água Santa, Rio Preto, Fazenda Martins, Cabeça Preta e Canteiro. Encontra-se em fase de acabamento a construção de casas, previstas no primeiro projeto local, contemplado pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

O projeto está sendo possível graças à iniciativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que é um órgão vinculado à  Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em parceira com a prefeitura de São Sebastião da Vargem Alegre, tendo como entidade organizadora a Associação de Agricultura Familiar do município.

Entre os beneficiados está o casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa, que aguarda a conclusão da nova casa, na Fazenda Bom Jesus da Floresta, localizada em Água Santa. Pais de cinco filhos, José e Onila são agricultores familiares, assistidos pela Emater-MG. Donos de uma pequena propriedade rural, onde cultivam café e produzem leite, eles aguardam com ansiedade a conclusão da obra. “Vai ser uma casa muito boa. Nossa casa atual está muito ruim, já tem 40 anos”, conta Leandro.

Extensionista do escritório local da Emater-MG, o engenheiro agrônomo Rogério Fiorillo da Rocha afirma que as velhas casas podem ser aproveitadas para armazenar café, uma importante cultura da região, que ocupa hoje 1.200 hectares de área plantada no município. “O município de São Sebastião da Vargem Alegre, localizado na área de atuação da regional Emater-MG de Cataguases, tem uma economia voltada para a cafeicultura de montanha e pecuária leiteira”, afirma Rogério.

Ainda de acordo com o agrônomo, que presta assistência aos agricultores locais, São Sebastião da Vargem Alegre possui aproximadamente 75 quilômetros quadrados de área e uma população de 2.798 habitantes, sendo 50% na zona rural. “Essa iniciativa é importante, pois é voltada para a pequena agricultura e isso é uma forma de contribuir com a fixação do homem no campo”, argumenta.

Como acessar o crédito

Para ter acesso ao crédito de R$ 24 mil liberado pela instituição financeira, que no caso é a Caixa Econômica Federal, o agricultor precisa atender a alguns requisitos básicos como: renda bruta anual máxima de R$ 15 mil, escritura da propriedade ou contrato de parceria com parente de até terceiro grau, no caso de não ser ele o dono da terra. Também é necessário apresentar a Declaração de Aptidão (DAP). Os recursos são liberados à medida que a construção vai sendo feita.

Segundo a assistente social da Prefeitura de São Sebastião da Vargem Alegre, Eliane Aparecida de Souza, “somente estão sendo cadastradas famílias de agricultores que se enquadram nas normas”. De acordo com a servidora, além de ceder as máquinas de terraplanagem onde estão sendo construídas as moradias, o poder público municipal mantém uma equipe para montagem do processo e regularização dos documentos. “Muitos não têm a documentação em dia e a gente ajuda a regularizar a situação”, esclarece.

O recurso pode ser liberado para construções, reforma ou ampliação de moradia de agricultores do segmento agricultura familiar, por meio de uma entidade organizadora como entidade representativa de agricultores ou do poder público. A única contrapartida do agricultor na quitação do financiamento será o pagamento de R$ 1 mil , parcelado em quatro vezes de R$ 250 por ano. Trata-se de um subsídio do Orçamento Geral da União, liberado pela Caixa Econômica Federal. O PNHR é uma das modalidades do programa federal Minha casa, Minha Vida.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/agricultores-da-zona-da-mata-receberao-novas-casas-com-apoio-da-emater-mg/

Gestão Anastasia: encontro de Piscicultores em Passos vai mostrar vacina para a tilápia

Evento, que será realizado no próximo dia 26, é direcionado a agricultores que se dedicam à atividade, alunos de cursos agrários e técnicos do segmento

Divulgação/Emater MG
Por um período de seis meses, a Emater e a Unesp irão observar a eficácia da vacina em duas unidades
Por um período de seis meses, a Emater e a Unesp irão observar a eficácia da vacina em duas unidades

A regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) de Passos, no Sul de Minas, promoverá, no dia 26 de abril, um encontro no município sobre piscicultura. O evento, programado para ocorrer durante todo o dia, será direcionado a agricultores que se dedicam à atividade, alunos de cursos agrários e técnicos do segmento. O objetivo é atualizar o conhecimento na área, abordando temas relativos a manejo, nutrição e sanidade do principal peixe de água doce criado na região, a tilápia.

Um destaque será a apresentação de vacina inédita para prevenir doenças na espécie. O coordenador técnico regional da Emater-MG de Passos, Frederico Ozanam de Souza, informa que o aumento da atividade e o uso indiscriminado de antibiótico na ração de peixe vem comprometendo a saúde da espécie na região e por isso o imunizante vem em boa hora.

Segundo Ozanam, para testar a eficácia dessa vacina, já aprovada pelo Ministério da Saúde, a regional firmou parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus Jaboticabal (SP). Por um período de seis meses, a empresa pública mineira e a instituição acadêmica irão observar a eficácia da vacina em duas unidades demonstrativas, que serão montadas nos municípios de Cássia e Carmo do Rio Claro, também no Sul do Estado. “Estamos fazendo contatos com produtores para participarem desta pesquisa, pois precisamos de área e estrutura. A Unesp vai disponibilizar alunos para acompanharem o trabalho, e o laboratório fabricante da vacina vai ceder os imunizantes”, adianta o coordenador da Emater-MG.

“A ocorrência de doenças é um dos principais problemas relacionados à criação de tilápias no país”, afirma a professora de pós-graduação em Aquicultura do Centro de Aquicultura da Unesp (Caunesp), Fabiana Pilarski. À frente da parceria com a Emater-MG, a coordenadora do Laboratório de Patologia de Organismo Aquáticos (Lapoa) do Caunesp, a professora alerta que a bactéria Streptococcus agalactiae é o principal agente de mortalidade de peixes de água doce, sendo responsável por grandes perdas econômicas na produção. O organismo patogênico pode atingir 90% da criação na idade pré-mercado. “Dentre as lesões da bactéria incluem-se redução do crescimento, coloração escura, exoftalmia e meningoencefalite”, enumera Fabiana Pilarski.

Segundo a especialista, o uso de vacinas para enfermidades bacterianas em peixes já é uma realidade em vários países do mundo, principalmente no chile, Noruega e Estados Unidos. A que será testada serve para prevenção de Streptococcus agalactiae Biotipo II e será administrada por via intraperitoneal, com dose única em peixes que pesam mais de 15 gramas. “A proteção ocorre aproximadamente 28 dias após a vacinação e possui duração mínima de 30 semanas”, explica Fabiana. Ainda de acordo com a especialista, o papel do Centro de Aquicultura da Unesp será o de acompanhar o processo de vacinação, avaliando mensalmente a sobrevivência dos peixes vacinados. Para tanto, haverá controle de ganho de peso e sinais clínicos da estreptococose. O estudo, segundo a professora, contará com apoio de alunos de mestrado e doutorado do Lapoa.

O piscicultor de tilápia do município de Cássia, Wilson Hiluany, saiu na frente e resolveu avaliar a nova vacina por conta própria. “Estou fazendo o teste há um mês. Quero ver se vale a pena. Prefiro prevenir, pois já compro os alevinos de fora”, ressalta. Hiluany, que está na atividade há 20 anos, garante que a criação de peixes é um negócio lucrativo e, portanto, vale o esforço com a aplicação da vacina, que é dada individualmente em peixes de até 50 gramas. “Faço isso durante a fase de classificação de tamanho dos peixes”, explica, esclarecendo que esta é uma operação de rotina no manejo de peixes. O produtor, que também trabalha com gado de corte e lavoura de café, tem 75 tanques redes para criação de tilápias no Reservatório Mascarenhas de Moraes, antigo Peixoto, em Cássia. Com produção estimada em 48 toneladas por ano, ele comercializa o quantitativo nos municípios de Cássia e Passos.

De acordo o coordenador regional da Emater-MG de Passos, Frederico Ozanam, existem hoje, na região do médio Rio Grande, que abrange 30 municípios em torno de Passos, cerca de mil pescadores artesanais e 350 piscicultores com produção próxima de 20 mil toneladas por ano. O número, segundo Ozanam, é considerado abaixo do potencial local. “Temos dois reservatórios, o de Furnas e o de Peixoto, com área de 1.720 quilômetros quadrados, e mais inúmeros açudes e tanques escavados, mas alguns problemas dificultam o crescimento da atividade”, diz. Entre as dificuldades, Ozanam aponta “a burocracia da legislação ambiental, que encarece o processo de regularização ambiental, e o escoamento da produção”. No entanto, ele pondera que este último deve melhorar com a implantação de uma unidade de processamento de peixe em Cássia e outra em Carmo do Rio Claro.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/encontro-de-piscicultores-em-passos-vai-mostrar-vacina-para-a-tilapia/

Governo Anastasia: reunião em Varginha dá início aos trabalhos do Comitê Regional do Sul de Minas

Governo de Minas promove discussões sobre necessidades locais, que serão trabalhadas de forma multidisciplinar

O Comitê Regional do Sul de Minas realizou sua primeira reunião nesta quinta-feira (29), em Varginha. Foram discutidos vários temas que afetam o cotidiano dos municípios, cuja solução pode ser facilitada a partir do envolvimento mútuo de órgãos e secretarias regionais. O objetivo do encontro, promovido pelo Governo de Minas, é identificar necessidades locais que possam ser trabalhadas de forma multidisciplinar, possibilitando, em seu desdobramento, a implementação das estratégias governamentais para a região.

O Comitê do Sul de Minas foi empossado em 9 de fevereiro, na Cidade Administrativa, ao lado dos comitês da Mata, Jequitinhonha/Mucuri e Triângulo. Os comitês foram criados para implementar o Estado em Rede em cada região de Minas. O programa trabalha a regionalização da gestão governamental, uma das prioridades do governo Antonio Anastasia, e já se encontra em desenvolvimento de forma piloto no Rio Doce e no Norte de Minas. Os encontros acontecem a cada três meses, reforçando o conceito de diálogo permanente entre técnicos do governo e seus representantes nas regiões.

Participaram do evento nesta quinta-feira os representantes do comitê, formados por membros de órgãos governamentais da região Sul do Estado, e técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag); Secretaria de Estado de Casa Civil e Relações Institucionais (Seccri); Secretaria de Estado do Governo (Segov); Governadoria e da Ouvidoria-Geral do Estado (OGE).

Intersetorialidade

O diretor-central de Coordenação da Ação Governamental da Seplag, Leonardo Ladeira, apresentou o painel de contextualização do trabalho e a metodologia de priorização e integração da estratégia governamental, observando a importância de se identificar demandas locais que exijam o trabalho em parceria entre órgãos diversos. Também foram mostrados exemplos de interações possíveis entre órgãos e secretarias, já consolidados nas reuniões passadas.

Em seguida, foram mostrados painéis com indicadores das redes de desenvolvimento, estabelecidos no Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI 2011-2030) – que busca promover a cooperação e a integração entre agentes e instituições em torno de grandes escolhas para o futuro de Minas Gerais.

Durante o evento, os próprios representantes locais destacaram a importância do trabalho intersetorial entre órgãos e secretarias, citando várias iniciativas que foram prejudicadas em outras oportunidades em razão da ausência destas ações em parceria.

Um exemplo ilustrativo da importância dessa cooperação e contribuição entre os órgãos governamentais ficou evidente na discussão de temas, como a evasão escolar, na rede de Educação. Para combatê-la, a melhoria das estradas vicinais, por exemplo – que facilitam o acesso das residências à escola – é um exemplo de ação fundamental para que o problema possa ser reduzido, ou mesmo solucionado.

Na etapa seguinte, os representantes regionais debateram características socioeconômicas da região e seus maiores desafios. O Sul de Minas é formado por 155 municipios, divididos em 11 microrregiões, e possui o 2º Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

Percepção local

A diretora regional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) em Poços de Caldas, Elina Jurema Costa, demonstrou grande satisfação em fazer parte da reunião. “Pela primeira vez estão sentados todos os atores que têm condições de atuar na resolução dos problemas sociais que atingem nossa região. A gente vê que esse é o início de um trabalho que vai dar resultados. É esse o caminho, não tem outro. Saio daqui esperançosa e com muita vontade de trabalhar ainda mais”, disse ela, otimista.

O gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), Wilson Mourão Lasmar, afirma que a criação desse comitê era necessária há muito tempo. “Essa é uma oportunidade que temos de interagir com os demais parceiros do governo. Hoje tivemos discussões muito interessantes, e busca de soluções com a participação de todos, que é o mais importante”.

O gerente, que participou também como representante da Secretaria Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, salientou a importância do trabalho transversal, envolvendo vários órgãos na busca de soluções afins. “Exemplos como o que envolve o pequeno agricultor e a merenda escolar evidenciam que encontros como esse são uma grande oportunidade de se discutir problemas que envolvem ao mesmo tempo o meio urbano e o meio rural. É hora de unir forças para que todos possam ter uma vida melhor”, concluiu.

O Estado em Rede terá sua próxima reunião no dia 12 de abril, quando será realizada o primeiro encontro do Comitê Regional do Triângulo. A segunda reunião do Comitê do Sul de Minas está prevista para a última semana de junho. Também no fim do primeiro semestre tomam posse na Cidade Administrativa os membros dos comitês regionais das regiões do Noroeste; Alto Paranaíba; Centro-Oeste e Central, totalizando a formação de comitês nas dez regiões de planejamento do Estado.

O trabalho de coordenação do Estado em Rede é de competência conjunta da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão; Secretaria de Estado de Casa Civil e Relações Institucionais; Ouvidoria-Geral do Estado e Secretaria de Estado do Governo.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/reuniao-em-varginha-da-inicio-aos-trabalhos-do-comite-regional-do-sul-de-minas/

Gestão Anastasia: Minas sem Fome inicia ações com a capacitação de agricultores

O primeiro recurso liberado será aplicado na capacitação de agricultores familiares em ações diversas

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG)  está iniciando a execução das metas do  Programa Minas Sem Fome para o ano de 2012.  O primeiro recurso liberado no valor de R$ 448 mil será aplicado na capacitação de agricultores familiares contemplados pelo programa em ações diversas.

O gestor do programa na Emater-MG, Flávio Antônio, informa que a verba servirá para despesas com combustíveis, hospedagem, materiais de consumo e de demonstrações nos 800 cursos a serem oferecidos a beneficiários de diversas regiões do Estado. “Serão capacitações para ensinar agricultores familiares atendidos pelo Minas Sem Fome,  a utilizarem bem os insumos que irão receber do próprio programa”, explica.

Até dezembro deste ano, o Minas Sem Fome deverá atender 187.860 famílias de agricultores familiares com ações para incrementar as atividades de lavoura, pomares, hortas, apicultura, piscicultura, avicultura, produção de leite, feiras livres, gestão de projeto e apoio a agricultura familiar. A meta financeira para todo o programa é de R$ 4,76 milhões.

Para a implantação de hortas, por exemplo, o Minas Sem Fome destinará 750 mil envelopes de sementes de hortaliças variadas, enquanto que as lavouras receberão 8,3 mil sacos de 20 quilos de milho, 5,3 mil sacos de 10 quilos de feijão e 917 sacos de 10 quilos de sorgo.

Já para a formação de pomares, o programa vai distribuir 30 mil mudas frutíferas, além de fertilizantes. A atividade leiteira terá o incentivo de 44 tanques de resfriamento de leite, que serão implantados em propriedades para atender coletivamente pequenos produtores do segmento.

A piscicultura e apicultura também fazem parte das ações do Minas Sem Fome. Para a primeira atividade está prevista a entrega de 70 tanques rede, além de rações para peixes. A apicultura terá o reforço com a distribuição de 160 kits composto de colmeias, macacões, luvas, botas, chapéus, fumigadores e formões, equipamentos básicos para o exercício da atividade.

As ações previstas do Minas Sem Fome este ano, incluem também o apoio à instalação de feiras livres de produtos agropecuários; avicultura; apoio ao abastecimento de água; capacitação de jovens rurais e gestão do próprio programa.

O Minas Sem Fome é um programa estruturador do Governo de Minas, executado pela Emater-MG. As ações são voltadas para a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda. O programa atende também associações comunitárias de agricultores familiares, escolas, creches, asilos e também entidades assistenciais.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-sem-fome-inicia-acoes-com-a-capacitacao-de-agricultores/

Governo de Minas: Emater-MG participa em Viçosa do Fórum Brasil sobre Agrossilvicultura

Objetivo do evento é viabilizar a transferência de informações entre diferentes grupos do setor público e privado

Divulgação/Emater
Sistema ILPF permite o desenvolvimento da pecuária, lavoura e floresta numa mesma área
Sistema ILPF permite o desenvolvimento da pecuária, lavoura e floresta numa mesma área

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) participa, dias 28 e 29 de março, em Viçosa, na Zona da Mata mineira, do Fórum Brasil sobre Agrossilvicultura. O evento tem como objetivo viabilizar a transferência de informações entre diferentes grupos do setor público e privado, e possibilitar a troca de experiência entre pesquisadores, profissionais, produtores florestais e estudantes. Durante o fórum, os participantes visitarão uma unidade demonstrativa do sistema integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF), coordenada por professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e extensionistas da Emater-MG.

O sistema ILPF permite o desenvolvimento da pecuária, lavoura e produção de madeira numa mesma área. Além de diminuir custos com a pecuária leiteira, o sistema evita danos ao solo e à pastagem e possibilita renda extra para o produtor com a venda de madeira. Uma das maneiras para implantar o sistema é o plantio inicial do eucalipto, que pode ocorrer entre março e junho. Na época das chuvas é feito o plantio do milho e da braquiária. Após um ano e meio ou duas safras de milho, a área pode ser liberada para o pastejo do gado.

Durante o evento, serão realizadas diversas palestras com temas relacionados à Agrossilvicultura. O extensionista da Emater-MG Rogério Jacinto Gomes abordará o tema “Atividades de extensão com Agrossilvicultura na Zona da Mata de Minas Gerais”. O técnico da empresa apresentará o trabalho de orientação dos produtores sobre o sistema ILPF e os resultados já obtidos. “O que podemos perceber é que muitos agricultores aprovam a técnica. A expectativa é que o número de adeptos cresça nos próximos anos”, diz Rogério Jacinto. Encerrando as atividades do fórum, os participantes visitarão uma unidade demonstrativa de integração lavoura, pecuária e floresta. No local, será demonstrado como funciona na prática a técnica.

O Fórum Brasil sobre Agrossilvicultura é promovido pela Sociedade de Investigações Florestais (SIF) e Universidade Federal de Viçosa, em parceria com a Emater-MG, Associação Mineira de Silvicultura e demais instituições. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.sif.org.br. Informações: 31 3899-1185. O valor para professores e técnicos de órgãos públicos é R$ 120. Estudantes de graduação e pós em ciências agrárias pagam R$ 70.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/emater-mg-participa-em-vicosa-do-forum-brasil-sobre-agrossilvicultura/