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Gestão Anastasia: Governo de Minas incentiva fruticultura na região das Vertentes

Plantio de fruteiras de clima temperado é opção para agricultura familiar e geração de trabalho e renda
Marco Evangelista/Imprensa MG
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região

O cultivo de maçã, uva e figo vem ganhando espaço entre os produtores rurais do Campo das Vertentes. Isso graças ao incentivo do Governo de Minas que, desde 2007, desenvolve a fruticultura na região. Por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), foram implantadas 21 unidades demonstrativas, distribuídas nas cidades de São João del-Rei, Barroso, Tiradentes, Prados, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Lagoa Dourada, Carandaí e Piedade do Rio Grande.

O pesquisador da Epamig, Paulo Márcio Norberto, que realiza o trabalho da fruticultura juntamente com outros dois pesquisadores, conta que as unidades demonstrativas são instaladas em propriedades particulares. “Essas propriedades contempladas estão sempre abertas à comunidade, servindo de modelo para outros produtores interessados em aprender e entrar na atividade, possibilitando o acompanhamento de todo o processo de produção, desde o plantio até a colheita”, explica.

Segundo ele, a fruticultura representa uma boa alternativa para a região. “Como o fluxo de turistas é grande e a região tem um forte apelo turístico, favorece a possibilidade de colocação de produtos no mercado, inclusive com agregação de valor, como doces em calda, geleias e cristalizados”, avalia. O plantio das fruteiras de clima temperado é também uma opção diferente das usuais, principalmente na agricultura familiar. “Hoje, muitos produtores locais já aderiram e estão colhendo os frutos, o que possibilita um incremento significativo em suas rendas e, além de ocupar a mão de obra familiar, acaba gerando novos postos de trabalho em suas comunidades”, afirma o pesquisador da Epamig.

Em Coronel Xavier Chaves, o produtor Antônio Catarino de Almeida possui uma unidade demonstrativa de videira há um ano. Ainda não foi possível comercializar a uva, mas ele acredita que em dois anos a produção já seja satisfatória. “Está sendo uma boa experiência e a expectativa é boa, acho que vai dar certo”, diz. Catarino recebeu da Epamig 200 mudas para iniciar a plantação. “Desde então, o técnico vem aqui, explica como é a manutenção, orienta, apoia muito o nosso trabalho. Com certeza vai ser possível aumentar nossa renda, porque a região não tem muito esse tipo de plantação”, conclui o agricultor. Ele conta com a ajuda do filho para cuidar das videiras e das outras cultivares que possui na propriedade, que inclui mexerica, baroa, mandioca e inhame.

Apoio técnico

Ilceu Carvalho, produtor de Prados, também recebeu apoio técnico para o plantio de uva e figo e, em 2011, fez sua melhor colheita. “Tive uma produção de cerca de 700 kg de uva e vendi 500 kg in natura, que é a forma mais lucrativa. Todo mundo elogiou a qualidade”, conta. Agora, Ilceu quer aumentar a produção. “Quero ver se consigo colher duas vezes ao ano, em vez de apenas uma. Minha meta é uma colheita no meio do ano e uma no final. Por isso vou começar a usar um sistema de irrigação”, relata.

As pesquisas na área de fruticultura são desenvolvidas na Fazenda Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que já destinou mais de R$ 300 mil para projetos de pesquisa e bolsas de pós-doutorado, iniciação científica e apoio técnico. O trabalho de difusão e transferência de tecnologia também conta com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Com relação à cultura da videira, o pesquisador Paulo Norberto destaca que as plantas estão começando a expressar todo o seu potencial produtivo. “As variedades que estão sendo testadas aqui na região são de grande importância econômica, são rústicas e toleram mais as variações climáticas que ocorrem na região”, pontua.

A cultura da figueira também tem boa expectativa de produção. “Estamos testando e validando novas tecnologias de manejo para a cultura, que tem mostrado um grande potencial na região. A caminhada de implantação e desenvolvimento da fruticultura já possui um histórico, que foi iniciado em 2007 e precisa ser continuado, pois foram e estão sendo geradas e validadas diversas tecnologias, adaptadas para o pequeno produtor”, completa.

Cultivo de oliveiras

O produtor José Lásaro Mendes Morais se uniu à Epamig para implantar uma unidade demonstrativa de oliveiras há quatro anos. O projeto Rendimento Agronômico das Oliveiras também recebe o apoio da Fapemig. O experimento, localizado em Piedade do Rio Grande, é o único da região e vai ajudar a definir as melhores variedades a serem produzidas.

“Tenho cinco variedades plantadas, vamos ver qual se adapta melhor. Hoje a produção ainda é pequena, não dá para comercializar, mas já é possível perceber que algumas variedades se manifestaram mais precocemente”, comenta. O tempo médio para a oliveira entrar em produção é de seis a oito anos.

José Lásaro também cultiva maçã e, por meio de um trabalho conjunto com a Epamig, estão sendo introduzidos novos materiais genéticos com potencial produtivo para as condições de clima e solo da região. “Além de trabalhos de análise de folhagem das plantas e de conservação dos frutos da maçã”, completa o produtor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-incentiva-fruticultura-na-regiao-das-vertentes/

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Gestão Anastasia: Emater incentiva plantio de morango em Lima Duarte

Produtores de região tipicamente leiteira podem ter na fruta boa alternativa para aumento de renda

Divulgação / Emater-MG
Unidade Demonstrativa extimula a produção do morango em Lima Duarte
Unidade Demonstrativa extimula a produção do morango em Lima Duarte

A implantação de uma Unidade Demonstrativa em Lima Duarte, Zona da Mata, tem ajudado a estimular a produção de morango no município. A iniciativa é uma parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) com a prefeitura e a Cooperativa União da Mata. Os resultados apresentados pela unidade serviram de estímulo para que mais produtores decidissem investir no cultivo do morango.

A Unidade Demonstrativa foi implantada no ano passado. O plantio ocorreu em agosto, e a colheita foi iniciada dois meses depois. Até abril de 2012, a lavoura produziu duas toneladas de morango. O local também tem sido utilizado para realizar cursos sobre a cultura, e, com isso, produtores do município e região puderam saber mais sobre o cultivo de morango.

Segundo o extensionista da Emater–MG Abmael de Lélis Saraiva, o município de Lima Duarte oferece boas condições para o desenvolvimento da cultura. “O clima é favorável, e as áreas são de boa altitude, o que favorece o cultivo de morango”, diz.

A unidade fica na propriedade do produtor Jadelbo Júnior. No local, foram plantados 3.000 pés de morango da variedade Sant’Andreas. Apesar de recente, a lavoura se tornou uma opção de renda para Jadelbo. O morango cultivado por ele é vendido a escolas do município. Com os bons resultados, o produtor já pensa em ampliar a lavoura. “Com isso, eu pretendo comercializar a produção de morango da minha propriedade em outras localidades como Rio de Janeiro e Juiz de Fora”, conta.

Estímulo

A experiência com a Unidade Demonstrativa estimulou outros cinco produtores a investirem na cultura do morango, sob a orientação da Emater–MG. Um deles é o pecuarista José de Oliveira. Até pouco tempo, ele não pensava em trabalhar na atividade, mas, hoje, já pensa diferente. “Eu optei pelo morango, porque acredito que seja uma forma de agregar valor à minha propriedade e que me dê um retorno rápido. Espero que, daqui a um tempo, seja o carro-chefe da propriedade”, diz João de Oliveira.

Para o extensionista Abmael Saraiva, o cultivo do morango ajuda também na diversificação das propriedades do município, que têm a pecuária leiteira como principal atividade. “A cultura do morango é mais uma opção de renda e possibilita aos produtores entrarem em novos mercados”, afirma.

Gestão Antonio Anastasia: FrutificaMinas leva boas práticas a produtores de mudas

Encontro em Teófilo Otoni abre o circuito de 2012

A primeira etapa do Circuito Mineiro de Fruticultura (FrutificaMinas), em 2012, será realizada nesta terça-feira (17), em Teófilo Otoni, município do Vale do Mucuri. Criado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e coordenado pela Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o circuito tem como objetivo realizar encontros para difundir boas práticas de produção entre os fruticultores, melhorar a gestão do negócio e estimular a organização dos produtores principalmente para o aperfeiçoamento da comercialização.

O encontro de Teófilo Otoni visa atender os produtores de mudas frutíferas e ornamentais, informa a assessora técnica da Subsecretaria de Agricultura Familiar, Thyara Rocha Ribeiro. Ela explica que o município é o segundo do ranking de Minas Gerais nesse segmento da fruticultura, depois de Dona Euzébia, na Zona da Mata. “Será uma boa oportunidade para os produtores se atualizarem quanto a aspectos práticos e teóricos da produção de mudas frutíferas”, diz a assessora.

O encontro será dividido em duas partes. Pela manhã, haverá uma palestra do fiscal agropecuário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Thiago Henrique Pena Moreira, sobre a legislação de defesa vegetal, com ênfase nas normas para a produção e transporte de mudas. A segunda parte, no período da tarde, técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) irão ministrar um curso teórico e prático sobre a produção de mudas, envolvendo temas como enxertia, semeadura e outros.

Parceria indispensável

Essa etapa do FrutificaMinas tem o apoio e a coordenação local do Polo de Fruticultura da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), que também responde pela mobilização dos produtores para participarem do encontro.

Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, “o trabalho em parceria é a melhor alternativa para iniciativas como o Circuito FrutificaMinas. O objetivo é o fortalecimento de um setor do agronegócio que apresenta grande potencial, mas depende da ação de diversos segmentos públicos e privados.” Ele acrescenta que a demanda por frutas é crescente no mercado interno, mas é necessário trabalhar também para a obtenção de espaço no mercado externo, que já manifesta interesse por diversos produtos dos pomares mineiros. “Por isso é necessária uma produção sustentável de frutas de alta qualidade”, finaliza Nascimento.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/frutificaminas-leva-boas-praticas-a-produtores-de-mudas/

Governo de Minas: agricultores da Zona da Mata receberão novas casas com apoio da Emater-MG

Iniciativa beneficiará 42 famílias de pequenos agricultores de São Sebastião da Vargem Alegre

Emater-MG / Divulgação
Casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa (centro) comemora apoio da Emtaer-MG
Casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa (centro) comemora apoio da Emtaer-MG

O sonho de uma moradia melhor na área rural do município de São Sebastião da Vargem Alegre, Zona da Mata, está prestes a se tornar realidade para 42 famílias de pequenos agricultores das comunidades de Água Santa, Rio Preto, Fazenda Martins, Cabeça Preta e Canteiro. Encontra-se em fase de acabamento a construção de casas, previstas no primeiro projeto local, contemplado pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

O projeto está sendo possível graças à iniciativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que é um órgão vinculado à  Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em parceira com a prefeitura de São Sebastião da Vargem Alegre, tendo como entidade organizadora a Associação de Agricultura Familiar do município.

Entre os beneficiados está o casal Leandro José Barbosa e Onila Maria Barbosa, que aguarda a conclusão da nova casa, na Fazenda Bom Jesus da Floresta, localizada em Água Santa. Pais de cinco filhos, José e Onila são agricultores familiares, assistidos pela Emater-MG. Donos de uma pequena propriedade rural, onde cultivam café e produzem leite, eles aguardam com ansiedade a conclusão da obra. “Vai ser uma casa muito boa. Nossa casa atual está muito ruim, já tem 40 anos”, conta Leandro.

Extensionista do escritório local da Emater-MG, o engenheiro agrônomo Rogério Fiorillo da Rocha afirma que as velhas casas podem ser aproveitadas para armazenar café, uma importante cultura da região, que ocupa hoje 1.200 hectares de área plantada no município. “O município de São Sebastião da Vargem Alegre, localizado na área de atuação da regional Emater-MG de Cataguases, tem uma economia voltada para a cafeicultura de montanha e pecuária leiteira”, afirma Rogério.

Ainda de acordo com o agrônomo, que presta assistência aos agricultores locais, São Sebastião da Vargem Alegre possui aproximadamente 75 quilômetros quadrados de área e uma população de 2.798 habitantes, sendo 50% na zona rural. “Essa iniciativa é importante, pois é voltada para a pequena agricultura e isso é uma forma de contribuir com a fixação do homem no campo”, argumenta.

Como acessar o crédito

Para ter acesso ao crédito de R$ 24 mil liberado pela instituição financeira, que no caso é a Caixa Econômica Federal, o agricultor precisa atender a alguns requisitos básicos como: renda bruta anual máxima de R$ 15 mil, escritura da propriedade ou contrato de parceria com parente de até terceiro grau, no caso de não ser ele o dono da terra. Também é necessário apresentar a Declaração de Aptidão (DAP). Os recursos são liberados à medida que a construção vai sendo feita.

Segundo a assistente social da Prefeitura de São Sebastião da Vargem Alegre, Eliane Aparecida de Souza, “somente estão sendo cadastradas famílias de agricultores que se enquadram nas normas”. De acordo com a servidora, além de ceder as máquinas de terraplanagem onde estão sendo construídas as moradias, o poder público municipal mantém uma equipe para montagem do processo e regularização dos documentos. “Muitos não têm a documentação em dia e a gente ajuda a regularizar a situação”, esclarece.

O recurso pode ser liberado para construções, reforma ou ampliação de moradia de agricultores do segmento agricultura familiar, por meio de uma entidade organizadora como entidade representativa de agricultores ou do poder público. A única contrapartida do agricultor na quitação do financiamento será o pagamento de R$ 1 mil , parcelado em quatro vezes de R$ 250 por ano. Trata-se de um subsídio do Orçamento Geral da União, liberado pela Caixa Econômica Federal. O PNHR é uma das modalidades do programa federal Minha casa, Minha Vida.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/agricultores-da-zona-da-mata-receberao-novas-casas-com-apoio-da-emater-mg/

Governo de Minas: livro resgata a história do município de Bom Despacho

Para comemorar a data, o grupo de mulheres Ocaia Avura produziu o livro “Tecendo nossa história”

Wilson Fortunato
As integrantes do grupo Ocaia Avura utilizaram-se do bordado e de suas lembranças para fazer um resgate cultural do município
As integrantes do grupo Ocaia Avura utilizaram-se do bordado e de suas lembranças para fazer um resgate cultural do município

Em 2012 o município de Bom Despacho, região Centro-Oeste, completa 100 anos. Para comemorar a data, o grupo de mulheres Ocaia Avura produziu o livro “Tecendo nossa história”. As integrantes do grupo utilizaram-se do bordado e de suas lembranças para fazer um resgate cultural do município. O livro foi doado ao Museu da Cidade de Bom Despacho e vai ajudar na divulgação da história e na produção artesanal do município.

Foram cinco meses de trabalho. O livro de pano tem 57 cm de altura, 6,5 de largura e 60 páginas. As imagens retratam o passado e o presente da cidade. As cenas bordadas apresentam, por exemplo, o antigo trem de ferro, igrejas, escolas, a vida rural e até ditados populares. As imagens têm como referência as lembranças e experiências de vida das integrantes do Ocaia Avura.

Duas figuras do livro foram feitas pela bordadeira Maria Antonieta Leite Assumpção. Em uma delas, está retratada a instituição Aliança Bomdespachense de Assistência e Promoção. A entidade completa 40 anos em 2012 e desenvolve ações voltadas para crianças e adolescentes. Outro local reproduzido pela integrante do grupo no livro é a Casa Assumpção. A loja foi um dos mais importantes e tradicionais pontos comerciais do município. “Acho importante o nosso trabalho, porque daqui a pouco as pessoas não lembram de mais nada. E esse livro vai ajudar a preservar a nossa história”, diz Maria Assumpção.

Para fazer essa homenagem ao centenário de Bom Despacho, o grupo Ocaia Avura recebeu orientações da Emater–MG. A empresa participou de todas as etapas da produção do livro. Desde a pesquisa, seleção e compra de materiais, escolha dos temas e elaboração dos bordados até o evento de lançamento. De acordo com a extensionista da Emater–MG, Berenice de Queiroz Andrade, a confecção do livro é importante para “organizar e fortalecer o grupo, dar maior visibilidade e valorização ao artesanato do município, promover o resgate e a manutenção da cultura local, fortalecer o turismo, e estimular a geração de renda”, diz.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/livro-resgata-a-historia-do-municipio-de-bom-despacho/

Governo de Minas: Epamig e Emater–MG estimulam o manejo ecológico de lavouras de pimenta

Empresas implantaram uma unidade demonstrativa em Piranga, onde é feito o manejo ecológico da pimenta

Divulgação/Emater
A produção de pimenta é uma importante atividade no município de Piranga, Zona da Mata
A produção de pimenta é uma importante atividade no município de Piranga, Zona da Mata

A produção de pimenta é uma importante atividade de Piranga, Zona da Mata mineira. Somente no ano passado, o município comercializou cerca de 35 toneladas do produto. Uma das dificuldades dos produtores é o combate a pragas e doenças, que em muitos casos é feito de maneira inadequada. Para mudar essa prática, a Emater–MG e a Epamig implantaram no município uma unidade demonstrativa, onde é feito o chamado manejo ecológico. A técnica, além de eficiente, evita o uso de agrotóxicos, oferece menos riscos ao produtor e consumidor e ajuda na preservação do meio ambiente.

Na prática, o manejo ecológico consiste numa série de procedimentos. Entre eles estão as práticas culturais, como, por exemplo, a rotação de culturas; métodos mecânicos (catação e destruição de frutos de pimenta com sintomas de ataque de broca); controle biológico e, quando necessário, o uso de produtos seletivos e de baixa toxicidade, como extratos de plantas.

Segundo a pesquisadora da Epamig, Madelaine Venzon, o manejo ecológico traz uma série de benefícios. “Para o ambiente, os problemas com a contaminação do solo, das águas e a morte de organismos benéficos são evitados. Para os produtores, a utilização dessas estratégias não ocasionará problemas de intoxicações, e o consumidor terá um produto livre de resíduos”, explica a pesquisadora.

Em alguns casos, o controle de pragas e doenças na lavoura de pimenta é feito de maneira inadequada, com o uso de produtos que não são indicados para a cultura. “Muitos produtos são aplicados próximo da época de colheita, o que acarreta a presença de resíduos nos frutos. O uso inadequado de inseticidas e acaricidas afeta negativamente a fauna benéfica e causa problemas de contaminação do meio ambiente e pode causar intoxicações nos aplicadores”, explica Madelaine Venzon.

A unidade demonstrativa foi implantada em Piranga no ano passado. A lavoura de pimenta-malagueta tem 0,2 hectare, e a colheita teve início no mês de março. De acordo com a pesquisadora da Epamig, já é possível dizer que o manejo ecológico da plantação foi eficiente. “É esperado, e os resultados preliminares já comprovam, que haja menor incidência de pragas e maior incidência de insetos benéficos (predadores e polinizadores) em plantios próximos a áreas com vegetação espontânea”, afirma Venzon.

A unidade fica na propriedade de Luciano Lana Milagres. Ele soube da pesquisa por meio dos extensionistas da Emater–MG. “Atualmente, é muito importante a adoção do manejo ecológico pelos produtores, uma vez que faltam produtos registrados para cultura. Além disso, no manejo ecológico, o impacto ambiental é menor promovendo maior sustentabilidade da atividade”, afirma a extensionista da Emater–MG, Maísa Faustina de Paula Santos Paiva.

Luciano Milagres recebe o acompanhamento da equipe da Emater e dos pesquisadores da Epamig. Há 7 anos ele trabalha com pimenta e produz anualmente cerca de 7 toneladas. O produtor conta que está satisfeito com o desempenho do manejo ecológico. “Não é difícil de fazer e fica mais em conta do que outras formas de combate a pragas”, diz o produtor.

Para a próxima safra, Luciano Milagres pretende ampliar o manejo ecológico. “Eu usarei a técnica em toda a lavoura de pimenta e também em outras culturas da minha propriedade”, afirma.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/epamig-e-ematermg-estimulam-o-manejo-ecologico-de-lavouras-de-pimenta/

Gestão Anastasia: encontro de Piscicultores em Passos vai mostrar vacina para a tilápia

Evento, que será realizado no próximo dia 26, é direcionado a agricultores que se dedicam à atividade, alunos de cursos agrários e técnicos do segmento

Divulgação/Emater MG
Por um período de seis meses, a Emater e a Unesp irão observar a eficácia da vacina em duas unidades
Por um período de seis meses, a Emater e a Unesp irão observar a eficácia da vacina em duas unidades

A regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) de Passos, no Sul de Minas, promoverá, no dia 26 de abril, um encontro no município sobre piscicultura. O evento, programado para ocorrer durante todo o dia, será direcionado a agricultores que se dedicam à atividade, alunos de cursos agrários e técnicos do segmento. O objetivo é atualizar o conhecimento na área, abordando temas relativos a manejo, nutrição e sanidade do principal peixe de água doce criado na região, a tilápia.

Um destaque será a apresentação de vacina inédita para prevenir doenças na espécie. O coordenador técnico regional da Emater-MG de Passos, Frederico Ozanam de Souza, informa que o aumento da atividade e o uso indiscriminado de antibiótico na ração de peixe vem comprometendo a saúde da espécie na região e por isso o imunizante vem em boa hora.

Segundo Ozanam, para testar a eficácia dessa vacina, já aprovada pelo Ministério da Saúde, a regional firmou parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus Jaboticabal (SP). Por um período de seis meses, a empresa pública mineira e a instituição acadêmica irão observar a eficácia da vacina em duas unidades demonstrativas, que serão montadas nos municípios de Cássia e Carmo do Rio Claro, também no Sul do Estado. “Estamos fazendo contatos com produtores para participarem desta pesquisa, pois precisamos de área e estrutura. A Unesp vai disponibilizar alunos para acompanharem o trabalho, e o laboratório fabricante da vacina vai ceder os imunizantes”, adianta o coordenador da Emater-MG.

“A ocorrência de doenças é um dos principais problemas relacionados à criação de tilápias no país”, afirma a professora de pós-graduação em Aquicultura do Centro de Aquicultura da Unesp (Caunesp), Fabiana Pilarski. À frente da parceria com a Emater-MG, a coordenadora do Laboratório de Patologia de Organismo Aquáticos (Lapoa) do Caunesp, a professora alerta que a bactéria Streptococcus agalactiae é o principal agente de mortalidade de peixes de água doce, sendo responsável por grandes perdas econômicas na produção. O organismo patogênico pode atingir 90% da criação na idade pré-mercado. “Dentre as lesões da bactéria incluem-se redução do crescimento, coloração escura, exoftalmia e meningoencefalite”, enumera Fabiana Pilarski.

Segundo a especialista, o uso de vacinas para enfermidades bacterianas em peixes já é uma realidade em vários países do mundo, principalmente no chile, Noruega e Estados Unidos. A que será testada serve para prevenção de Streptococcus agalactiae Biotipo II e será administrada por via intraperitoneal, com dose única em peixes que pesam mais de 15 gramas. “A proteção ocorre aproximadamente 28 dias após a vacinação e possui duração mínima de 30 semanas”, explica Fabiana. Ainda de acordo com a especialista, o papel do Centro de Aquicultura da Unesp será o de acompanhar o processo de vacinação, avaliando mensalmente a sobrevivência dos peixes vacinados. Para tanto, haverá controle de ganho de peso e sinais clínicos da estreptococose. O estudo, segundo a professora, contará com apoio de alunos de mestrado e doutorado do Lapoa.

O piscicultor de tilápia do município de Cássia, Wilson Hiluany, saiu na frente e resolveu avaliar a nova vacina por conta própria. “Estou fazendo o teste há um mês. Quero ver se vale a pena. Prefiro prevenir, pois já compro os alevinos de fora”, ressalta. Hiluany, que está na atividade há 20 anos, garante que a criação de peixes é um negócio lucrativo e, portanto, vale o esforço com a aplicação da vacina, que é dada individualmente em peixes de até 50 gramas. “Faço isso durante a fase de classificação de tamanho dos peixes”, explica, esclarecendo que esta é uma operação de rotina no manejo de peixes. O produtor, que também trabalha com gado de corte e lavoura de café, tem 75 tanques redes para criação de tilápias no Reservatório Mascarenhas de Moraes, antigo Peixoto, em Cássia. Com produção estimada em 48 toneladas por ano, ele comercializa o quantitativo nos municípios de Cássia e Passos.

De acordo o coordenador regional da Emater-MG de Passos, Frederico Ozanam, existem hoje, na região do médio Rio Grande, que abrange 30 municípios em torno de Passos, cerca de mil pescadores artesanais e 350 piscicultores com produção próxima de 20 mil toneladas por ano. O número, segundo Ozanam, é considerado abaixo do potencial local. “Temos dois reservatórios, o de Furnas e o de Peixoto, com área de 1.720 quilômetros quadrados, e mais inúmeros açudes e tanques escavados, mas alguns problemas dificultam o crescimento da atividade”, diz. Entre as dificuldades, Ozanam aponta “a burocracia da legislação ambiental, que encarece o processo de regularização ambiental, e o escoamento da produção”. No entanto, ele pondera que este último deve melhorar com a implantação de uma unidade de processamento de peixe em Cássia e outra em Carmo do Rio Claro.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/encontro-de-piscicultores-em-passos-vai-mostrar-vacina-para-a-tilapia/