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PSDB terá Câmara novos líderes definidos por Aécio Neves e Alckmin

Em ação conjunta, Aécio e Alckmin definem líder

Fonte: Julia Duailibi – O Estado de S.Paulo

Em mais um movimento de aproximação, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves chancelaram um acordo em torno da nova liderança do PSDB na Câmara dos Deputados no ano que vem.

Segundo esse entendimento, que está praticamente consolidado, o próximo líder da bancada tucana na Câmara deverá ser o deputado paulista Duarte Nogueira (SP), aliado de Alckmin e de quem foi secretário da Agricultura entre 2003 e 2006. De acordo com as negociações, Duarte assumiria a liderança da bancada, por um ano. Os mineiros indicariam o novo líder da minoria, posto que deve ficar com Paulo Abi-Ackel (MG), e Eduardo Gomes (TO) ficaria com a indicação para um posto na Mesa Diretora.

Alckmin e Aécio conversaram ontem por telefone para selar o entendimento, que prevê o revezamento dos cargos: em 2012, seria a vez de Abi-Ackel ir para a liderança da bancada.

O acordo evidencia a aproximação de duas lideranças tucanas num momento de discussão no PSDB após a derrota eleitoral do ex-governador José Serra. Teve início com conversas entre os deputados Edson Aparecido, do lado de Alckmin, e Rodrigo de Castro, do lado de Aécio. Na semana que vem, haverá um almoço da bancada paulista para anunciar o entendimento.

A decisão final sobre a bancada sairá no dia 26 de janeiro. Para o deputado Otávio Leite (RJ), que corre por fora para ser o líder, o acordo entre os paulistas e mineiros não é fato consumado.

“Tenho apreço por Duarte e por Paulo, mas minha perspectiva é compreender o partido de maneira mais nacional”, disse Leite. “O PSDB não é São Paulo e Minas apenas.”

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101216/not_imp654293,0.php

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Antonio Anastasia e Aécio Neves estão na lista da Revista Época do homens mais influentes de 2010

ÉPOCA 100 – Os brasileiros mais influentes de 2010 – Aécio Neves

Fonte: Revista Época

Líderes, construtores, heróis e artistas: confira quem, do país, exerce mais influência

Qualquer um que queira entender as transformações por que o Brasil vem passando deve olhar com cuidado para a lista que publicamos nas próximas páginas. Nelas estão 100 pessoas que se destacaram pelo exercício do poder, pela construção de um projeto, pela inspiração, pelo talento. Por meio de seus perfis, é possível entender melhor os caminhos, as apostas, os desafios do país.

Este é o quarto ano em que publicamos a lista – e produzi-la é uma tarefa árdua. O trabalho envolveu praticamente toda a redação de ÉPOCA, com a valiosa colaboração de milhares de leitores (que fizeram suas indicações pelo site) e de especialistas nas diversas áreas. Para escrever os perfis, convidamos 99 personalidades (um dos textos é sobre um casal) que tivessem afinidade com o homenageado ou com a área. São a garantia de fornecer a você, leitor, um olhar privilegiado, diverso, atual sobre nossa realidade.

Líderes
Quem são os líderes mais influentes de 2010
As 100 pessoas que se destacaram em 2010 pelo exercício do poder, pela construção de um projeto, pela inspiração, pelo talento, foram classificadas em quatro grupos: líderes, construtores, heróis e artistas. Por meio de seus perfis, é possível entender melhor os caminhos, as apostas, os desafios do país.

Aécio Neves

O grande vencedor da oposição elegeu o sucessor em Minas e terá no Senado uma poderosa tribuna nacional

Admiro o senador Aécio Neves por sua liderança, capacidade administrativa, habilidade política e sensibilidade, que é muito forte. É um político extremamente carismático. Eu o acompanhei durante estes oito anos, como secretário de Estado e depois como vice-governador, e mais intensamente agora, nacampanha eleitoral de 2010 em Minas Gerais.

Percorremos juntos todo o Estado por duas vezes, neste ano. A primeira, no primeiro turno, na campanha que resultaria em minha eleição para o governo do Estado e na de Itamar Franco e do próprio Aécio para o Senado. Depois, no segundo turno, com o candidato à Presidência José Serra. Nós percebemos no governador Aécio, na relação que tem com as pessoas, uma força extraordinária: é naturalmente uma pessoa bem-humorada, de bem com a vida. É muito bom conviver com ele. É um líder único, pois conjuga capacidade de gestão e habilidade política, sempre atento às necessidades da população e das pessoas mais carentes.

Por Antonio Anastasia – Governador eleito (PSDB) de Minas Gerais


ÉPOCA 100 – Os brasileiros mais influentes de 2010 – Antonio Anastasia

O mago da gestão pública de Minas Gerais triunfa nas urnas e alça voo na política

Uma semana após a eleição de Aécio Neves para seu primeiro mandato de governador, em 2001, recebemos, eu e o professor José Godoy, a visita do professor Antonio Anastasia. Ele chegou lá pelas 5 horas da tarde e ficamos conversando até as 9 da noite. Ali, juntos, traçamos o que poderia ser feito de nossa parte para ajudar a resolver o problema de 12% de déficit do Estado de Minas Gerais. Combinamos também como participaríamos da transição.

Sob a liderança de Anastasia, então secretário de Planejamento e Gestão, trabalhamos duro, enfrentando muitas dificuldades. Um ano e meio depois, ogovernador Aécio Neves nos convidou e aos empresários patrocinadores para um almoço no Palácio das Mangabeiras quando, de surpresa, anunciou o tão almejado equilíbrio fiscal. Foi uma festa! Mal sabíamos nós que se iniciava naquela hora um movimento muito positivo no Brasil de engajamento dos políticos na linha da gestão, pelo exemplo de Minas Gerais.

Nós, brasileiros, devemos isso ao governo do Aécio Nevese em particular ao trabalho firme, entusiasmante e dedicado de nosso amigo Antonio Anastasia.

Por Vicente Falconi – Professor, consultor de grandes grupos empresariais brasileiros e orientador técnico do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG)

 

“Se Minas são muitas, como diz o poeta, Aécio também são vários”, revela Revista Alfa que elegeu o ex-governador de Minas o Político do Ano

Aécio Neves: O Político do Ano sabe que a campanha está apenas começando

Fonte: Lucas Figueiredo – Revista Alfa

Fotos: J.R. Duran – Moda: Denise Dahdah

De Minas Gerais, o repórter Lucas Figueiredo trouxe um perfil do senador Aécio Neves, que venceu todas as últimas disputas políticas e se credencia a ser uma das maiores forças de oposição ao governo do PT

Políticos

Bom de governo, campeão de votos, sem medo de viver a vida – e pronto para uma nova campanha

Nem Belo Horizonte, nem Rio de janeiro. Aécio Neves está em Fortaleza, em frente a um coqueiro quando é surpreendido pelo o estudante de cinema Ciro de Saboya Gomes.Com uma câmera de vídeo ligada, o fihlo do deputado Ciro Gomes e da senadora Patrícia Saboya pergunta à queima roupa: “Se o senhor estivesse numa ilha deserta e tivesse de escolher entre uma mulher, um bote para sair da ilha ou um queijo, quem escolheria?” Entre tímido e desconfiado, Aécio leva a mão direita ao rosto e segura com firmeza o maxilar, com se o queixo estivesse a ponto de despencar no chão (um cacoete que desponta quando ele está nervoso ou entediado). A resposta demora 3 segundos para aparecer. Qual teria sido a escolha de Aécio?

Quando essa pergunta foi feita em 2008, Aécio era governador de Minas em segundo mandato e lançava seu nome à Presidência da República. A decisão do integrante mais original do ninho tucano é a chave para decifrar esse homem de múltiplas faces e desejos. sua resposta não é simples, como tudo que vem das montanhas das Gerais. Se Minas são muitas, como diz o poeta, Aécio também são vários…(continua)

Leia matéria completa em arquivo PDF

 

Aécio Neves defende que Serra, FHC e Tasso Jeiressati coordenem atualização do programa do PSDB

Aécio defende aproximação com o PSB para reeditar parceria de 2008

Fonte: Valor Econômico

Aécio defende atualização do programa partidário em almoço com Alckmin: “O nosso programa foi construído em cima de uma realidade que não é mais a do Brasil”

Fortalecido nas eleições deste ano, o senador eleito Aécio Neves (MG) defendeu a aproximação do PSDB com partidos que compõem a base do governo federal, como o PSB, repetindo a aliança vitoriosa na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 2008.

“Vamos conversar com outras forças políticas. Por que não é possível reeditar, se não da mesma forma, algo parecido com o que foi feito em Minas Gerais, por exemplo? Nós tivemos ali o PSB, PDT, PP, PTB ao nosso lado”, disse ontem, em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura. “Em outros Estados também houve isso. Por que não tentar uma conversa em torno de programa com outras forças políticas?” questionou Aécio.

Em 2008, PT e PSDB uniram-se na capital mineira para apoiar Lacerda, candidato do PSB, em acordo costurado por Aécio e o ex-prefeito petista Fernando Pimentel.

Hoje o ex-governador de Minas deve se encontrar com o presidente do PSB e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos.

Na entrevista, Aécio criticou a defesa feita pelo presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, de antecipar a escolha do candidato à Presidência e lançar o nome em 2012. ”Antecipar muito a identificação de um candidato é uma tática suicida e amadora”, afirmou. “Eu não tenho vocação para a primeira e nem tenho o direito de exercer a segunda”, disse, em tom ameno.

Aécio afirmou, no entanto, que o partido construir um discurso e se mobilizar desde já para falar “às regiões do país” onde não tiveram “espaço” nas eleições deste ano. ”Não podemos, um partido que quer ganhar a Presidência, ter o desempenho que tivemos no Nordeste”, disse.

O ex-governador voltou a defender a ”refundação” do partido e disse que vai trabalhar “no limite de suas forças” para que o partido seja mais democrático em suas decisões. Questionado sobre o episódio que marcou o partido em 2006, quando ele, o senador Tasso Jereissati (CE), Fernando Henrique e José Serra reuniram-se no restaurante Massimo para definir a candidatura presidencial, Aécio reiterou: “Não há mais espaço [para episódios como aquele]. Não. Foi um equívoco. Aquilo foi o símbolo de uma decisão fechada”, afirmou ontem. “Vou trabalhar à exaustão, no limite de minhas forças, para que o PSDB seja um partido nacional. Isso passa pela reorganização dos diretórios onde não tivemos expressão política”, declarou.

Na avaliação do mineiro, o PSDB retrocedeu ao aderir a pautas conservadoras, de direita, durante o período eleitoral: “É uma luz amarela que se acende. Mais uma razão para atualizarmos o programa partidário”, avaliou, pontuando as discussões sobre a legalização do aborto, utilizada na campanha presidencial. O PSDB, acredita, precisa voltar a ser uma referência de centro-esquerda no país, se aproximar dos setores mais populares e oferecer um discurso claro aos movimentos sindicais.

Aécio defendeu que o PSDB se descole de segmentos que defendam bandeiras estranhas ao partido em sua essência e se reconcilie com seu passado, em especial com os feitos dos oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso: “Foi um erro nosso as principais lideranças do partido não assumirem o nosso legado”, observou.

No Congresso, o senador eleito disse que defenderá a reforma política e destacou três pontos: o financiamento público exclusivo para campanhas, a cláusula de desempenho para os partidos, para reduzir o número de legendas e o voto distrital misto.

A possibilidade de ocupar a presidência do PSDB foi descartada por Aécio, que defendeu a permanência de Sérgio Guerra no comando do partido. Pregou que a oposição aguarde antes de tomar posição em relação ao governo da futura presidente, Dilma Rousseff (PT): “Dilma representa uma grande incógnita. Até porque não a conhecemos na construção política. Devemos dar um tempo para ela. Temos que observar”.

Mais cedo, Aécio Neves almoçou com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. Na saída, ambos convergiram no discurso sobre a necessidade de atualização do programa partidário: “O nosso programa foi construído em cima de uma realidade que não é mais a do Brasil. Então, isso tem de ser visto de forma absolutamente natural”, defendeu Aécio, que sugeriu que FHC, junto com o candidato derrotado à Presidência, José Serra, e Tasso Jereissati que não conseguiu a reeleição ao Senado, coordenem o processo.

“O partido foi fundado na década de 80 e hoje nós estamos em um outro momento”, afirmou Alckmin. “Então, é importante atualizar o programa partidário para fazer uma oposição propositiva, inteligente, que ajude o Brasil”, completou. No dia 15, o PSDB realiza um encontro com os oito governadores eleitos pelo partido, em Maceió (AL).

 

Cientistas sociais analisam futura participação de Aécio Neves no Senado e dizem que ex-governador de Minas será fundamental para o PSDB

Os caminhos de Aécio Neves até a eleição de 2014

Publicado pela Revista Veja: Carolina Freitas

Desempenho nas urnas em 2010 garante ao senador papel de líder do PSDB. E ele precisa provar que é capaz de unir o partido

Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Nenhum outro tucano saiu das urnas tão vitorioso quanto Aécio Neves. Após oito anos à frente do governo de Minas Gerais, ele se elegeu senador com 7,6 milhões de votos e ainda empenhou seus 70% de aprovação no estado nas vitórias de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e de Antonio Anastasia, o antes desconhecido vice-governador que se transformou em seu sucessor.

Carlos Rhienck/FolhapressAécio sai da eleição como maior liderança entre os tucanos
Da popularidade de Aécio Neves, portanto, ninguém pode duvidar. A prova que se apresenta a ele agora é de outra natureza. Nos próximos quatro anos, o ex-governador mineiro precisa mostrar sua capacidade de liderança nacional para unir o PSDB e pavimentar o caminho até as eleições presidenciais de 2014.

Ao lado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, Aécio é hoje o principal nome do PSDB para a disputa. Alckmin, apesar da votação expressiva em São Paulo, já foi derrotado uma vez por Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio é, no conteúdo e na forma, a grande novidade. Terá voltados para si todos os holofotes da oposição.

Para Marco Antonio Villa, historiador e professor de Ciência Política da Universidade de São Carlos, Aécio terá de evoluir para se firmar no cenário nacional. “A rotina de senador lhe exigirá outra postura. A cada dia ele precisa estar pronto a discutir uma pauta diferente”, analisa Villa. “Não basta ser conciliador, ter jogo de cintura. É preciso ter e defender ideias em um ambiente de tensão permanente.”

O voto de 44% dos brasileiros em José Serra no segundo turno das eleições de 2010 serve de recado para Aécio: há demanda por um discurso e uma proposta de oposição. “Aécio deve falar, antes de tudo, a esse eleitorado”, diz Villa.

O sociólogo Humberto Dantas, doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo, lembra que, para construir a viabilidade de seu nome para 2014, Aécio precisa quebrar a centralização do PSDB em São Paulo. Seria a saída para suavizar a rixa entre tucanos mineiros e paulistas e seus reflexos negativos nas urnas – foi por causa dessa disputa interna que Serra se saiu mal em Minas, e se a questão não for resolvida, pode se voltar contra Aécio em São Paulo numa futura eleição nacional.

Para dar conta de tantas missões, bastaria a Aécio o cargo de senador? Ele jura que sim. Correligionários fazem eco. “Ele não procura títulos, é um líder nato. Aécio pode ser qualquer coisa, menos um qualquer”, afirma o fiel escudeiro Nárcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas.

Apesar do discurso, circulam pelos bastidores pelo menos três possibilidades, complementares ao Senado, para 2011. Aécio poderia assumir a presidência do Senado, poderia ainda presidir o PSDB, ou abandonar o partido que ajudou a fundar.

Presidência do Senado – O posto dos sonhos de Aécio é tão desejado quando improvável. E o mineiro dá sinais de que não pretende encampar essa guerra, ao assumir o discurso de que vai respeitar a proporcionalidade como critério de escolha do presidente da Casa. “Ele pode até sonhar com a presidência do Senado, mas não aposta em cavalo perdedor”, analisa Marco Antonio Villa. Para Humberto Dantas, assumir a tarefa seria “uma jogada de mestre”. “Ao mesmo tempo, porém, representaria um custo muito alto”, avalia.

A escolha preza pela representação proporcional dos partidos que compõe a Casa. Quem tem a maior bancada decide. No caso, o PMDB, com 20 cadeiras, e o PT, com 14, estão na frente do PSDB, que tem 11. “Há um acordo muito bem amarrado entre PMDB e PT para comandar o Senado. É uma posição com poder e visibilidade enormes. A base não entregaria isso a Aécio”, diz Villa.

Os galanteios do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), lançando Aécio ao posto, têm outra explicação. “São um recado ao PT, para que preste atenção ao PSB na partilha de espaço dentro do governo Dilma Rousseff”, diagnostica Dantas. “Aécio tem proximidade com Cid, Ciro Gomes e Eduardo Campos. Eles podem agir juntos, se quiserem.” PSDB e PSB firmaram alianças regionais em cinco estados nas eleições de 2010: Paraná, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Em todos eles, os candidatos a governador apoiados saíram vitoriosos.

Presidência do PSDB – O PSDB decidiu esticar até maio de 2011 o mandato do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, que terminaria em outubro. E não foi à toa. O objetivo é evitar o acirramento de ânimos entre apoiadores de José Serra e de Aécio Neves em um momento já delicado, após a derrota de Serra nas urnas. A disputa pela presidência do partido mobilizará os dois grupos, mas tende a terminar com uma decisão no melhor estilo tucano: um nome de convergência.

“Não seria bom para o PSDB ter Serra ou Aécio como presidente nacional, por conta das rusgas entre os grupos de cada um. Um deles assumir representaria que o outro foi derrotado, o que só aumentaria a cisão”, afirma Humberto Dantas.

Para Marco Antonio Villa, a tarefa de dirigir o partido exigiria de Aécio dedicação. “O PSDB é um condomínio de algumas lideranças regionais fortes. Precisa de alguém que o transforme em partido, com discurso, proposta e identidade”, diz o professor. “A tarefa envolve muito esforço interno. E Aécio precisa garantir visibilidade externa se quiser sair candidato a presidente em 2014.”

O caminho natural, portanto, será Aécio tentar colocar na presidência do partido um nome de sua confiança, avalia cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. “Não interessa a Aécio que Serra assuma a presidência do partido. Isso daria ao adversário força para tentar mais uma candidatura à Presidência da República.” Um dos nomes de confiança de Aécio cotados para o cargo é o do senador em fim de mandato Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Por hora, tanto serristas quanto aecistas são só elogios a Sérgio Guerra. “Ele tem ido muito bem na condução do partido, mostra muita tranqüilidade e uma paciência incrível para acomodar correntes”, afirma a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), uma das apoiadoras mais fieis do ex-governador paulista. “O partido está muito bem conduzido na mão de Guerra”, afirma o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB-MG).

Fora do PSDB – Possibilidade remota, mas que ainda será muito ventilada nos próximos meses. Os boatos a respeito da saída de Aécio Neves do PSDB facilitam barganhas do mineiro dentro do partido e negociações de líderes do PSB e do PMDB com o PT. “Se houver alguma mudança de partido, so acontecerá depois das eleições municipais de 2012, quando o cenário eleitoral estiver mais claro”, acredita Villa. “Até lá surgirão muitos balões de ensaio.”

Sair de verdade só se a situação dentro do partido ficar insustentável, avalia Fábio Wanderley. “Aécio só sai se o partido estiver se desintegrando, que não é o que se vê agora.” Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio teve paciência para esperar o melhor momento para se candidatar, cedeu a vez a Serra. Além disso, tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-caminhos-de-aecio-neves-ate-a-eleicao-de-2014

 

Deputado Rodrigo de Castro analisa força de Aécio Neves que reduziu frente que o PT mantinha em Minas

Muito além as urnas

Artigo Rodrigo de Castro – Deputado federal e secretário-geral da Executiva Nacional do PSDB

À oposição se impõe o dever de ir além do debate político e enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas, para as quais convoca o Brasil contemporâneo
O fim das eleições sinaliza um horizonte de novos e velhos desafios para o PSDB e para o PT. Do ponto de vista do petismo, parece ser inevitável que esses desafios se concentrem em torno do novo governo e, no PSDB, na forma como o partido vai se reorganizar como oposição.

A maneira como o PT vai lidar com os primeiros grandes problemas colocados – alguns herdados do governo Lula e outros resultantes do próprio processo eleitoral – vai definir o ânimo e o grau de confiança ou desconfiança com que parte importante da nossa sociedade vai receber o governo Dilma.

Parece ser imprescindível tranquilizar o país em relação a algumas posturas que vêm sendo assumidas, cada vez com desenvoltura maior, por parte do próprio PT. Entre elas, as inúmeras tentativas de limitação do exercício da liberdade de imprensa; o uso político partidário das instituições públicas, como vistos nos casos denunciados de quebra de sigilos bancários e fiscais, e o grave aparelhamento da máquina pública com conseqüentes tentativas de acobertamento de malfeitos de companheiros e companheiras.

No campo da oposição, o grande desafio é correspondermos à expectativa dos milhões de brasileiros que nos elegeram para fiscalizar as ações do Executivo e expressar a voz daqueles que discordam ou estão à margem da atual política governamental e que desejam ver no Brasil o pleno e fundamental exercício da democracia. O partido tem um porto seguro e legítimo de onde iniciar o seu processo de reposicionamento na cena política nacional. Além de conquistas importantes em várias partes do Brasil, destaca-se o resultado eleitoral e político alcançado com a vitória em oito estados, com 64,5 milhões de votos.

Em São Paulo, no segundo turno das eleições presidenciais, o PSDB conseguiu manter a mesma frente alcançada por Alckmin em 2006 (a diferença foi de 1,7 pontos), mostrando a solidez do partido no estado.Em Minas, enfrentamos uma candidata mineira, cuja ligação com o estado foi explorada durante toda campanha na tentativa de tocar o imaginário dos mineiros, frustrados desde a morte de Tancredo Neves e, agora, com expectativa não realizada da candidatura de Aécio.

Apesar disso, a ação política liderada por Aécio reduziu para menos da metade a frente histórica que o PT alcançava nas eleições presidenciais no estado. Em 2002 e 2006, o PT teve em Minas 10 pontos percentuais a mais do que o resultado nacional. Em 2010, a frente foi de apenas 4 pontos. Na capital, onde o PT chegou a ter 75% dos votos, em 2002, e 63%, em 2006, Serra saiu nessas eleições do terceiro lugar na votação do primeiro turno para a liderança em 31 de outubro, numa virada histórica, com mais de 50% dos votos.

O caminho que se abre adiante, cada vez mais claro para as nossas mais importantes lideranças políticas, é o de exercitar uma oposição vigorosa ao novo governo, sem repetir o “quanto pior melhor” adotado pelo PT nos oito anos do governo FHC, quando deixou de apoiar as matérias que, ao nosso ver, foram fundamentais à arquitetura do futuro de todos os brasileiros , como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para o PSDB que sai das urnas, a oposição não pode se limitar ao combate político, ainda que, em alguns campos, ele seja mais que necessário, seja imprescindível, como no caso da defesa das instituições do estado – tão duramente vilipendiadas pelo compadrio – e da ordem legal e democrática. Nos impõe, no entanto, o dever de ir além, o dever de enfrentar as grandes tarefas nacionais inconclusas para as quais nos convoca o Brasil contemporâneo – as reformas constitucionais; a recuperação e modernização da infraestrutura capaz de suportar um novo ciclo de desenvolvimento; a revisão da carga tributária; e os avanços inadiáveis no escopo das grandes políticas públicas nacionais – educação, saúde e segurança, genuinamente políticas de Estado e não apenas e tão somente de governos, entre tantos outros desafios grandiosos. O PSDB está pronto para exercer o seu papel honrando o voto de milhões de brasileiros e exercendo a sua solidariedade ao Brasil.

 

Editais da Vale-Fapemig passam por nova avaliação, são R$ 120 milhões a projetos de Mineração, Energia e Ecoeficiência:

Iniciou na última quarta (20) até sexta-feira (22), mais uma etapa de análise das propostas dos editais lançados pela Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos estados de Minas Gerais (Fapemig), São Paulo e Pará. Prevista nos Editais, esta fase consiste na análise dos Projetos em Rede pelos consultores ad Hocs, ou seja, especialistas da área, indicados pelas FAPs e representantes da Vale. O encontro acontece na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro (RJ).

“A análise individual já foi feita por cada fundação. Agora é o momento de avaliar em conjunto a consistência científica e tecnológica, a interação dos Projetos em Rede e, por fim, verificar a viabilidade desta Rede”, explica Ana Paula Leão, chefe do Departamento de Estudos e Análises da Fapemig. Ela e mais uma funcionária do Departamento representarão a Fundação nesta etapa. Nesta quarta (20) e quinta-feira (21) será realizada a fase de análise e julgamento das propostas, e na sexta-feira (22) os representantes das FAPs e da Vale se reunirão na sede da empresa para avaliação geral e discussões sobre o edital.

Parceria Vale e FAPs

O convênio entre a Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa dos três estados foi firmado no início deste ano. Ao todo, serão destinados R$ 120 milhões a projetos nas áreas de Mineração, Energia, Ecoeficiência e Biodiversidade, e Produtos Ferrosos para Siderurgia. Somente em Minas Gerais, serão aplicados R$ 41 milhões, sendo R$ 21 milhões provenientes da Fapemig e R$ 20 milhões da Vale. As propostas foram apresentadas em duas modalidades: Individual ou em Rede de Pesquisa, e foram entregues à FAP do estado de residência do proponente.  Para o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, a parceria firmada com a Vale incentiva a articulação entre três elos – empresa privada, meio acadêmico e governo – que historicamente têm deficiências de comunicação. “Estamos quebrando paradigmas. O peso do nome Vale abre portas para que outras empresas se interessem em fazer parcerias”, afirma.