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Governo de Minas: Secretaria de Saúde inaugura pronto atendimento em Carandaí

Unidade proverá atendimentos de urgência e emergência, atendendo toda microrregião de Barbacena

Henrique Chendes
Secretário Antônio Jorge de Souza Marques (à direita) descerra placa de inauguração do pronto atendimento
Secretário Antônio Jorge de Souza Marques (à direita) descerra placa de inauguração do pronto atendimento

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), inaugurou, em Carandaí, no Leste do Estado, o Pronto Atendimento Municipal – Prefeito Benjamim Teixeira de Carvalho. A unidade, fruto da parceria do Estado com o município, integra a rede de resposta hospitalar da macrorregião Centro-Sul e proverá atendimentos de urgência e emergência atendendo toda microrregião de Barbacena. Foram aplicados R$ 405 mil por meio de convênio e, em contrapartida, o município destinou R$ 300 mil à obra.

O secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, destacou a importância desta obra, que visa respeitar o usuário no ambiente da saúde. “É importante que tenhamos a ousadia de fazer bem feito, estamos trabalhando para que o cidadão seja atendido num espaço adequado e humanizado”, acrescenta.

A secretária municipal de Saúde, Silvana Suzi Simões, destacou a melhoria da qualidade na prestação dos serviços no SUS aos usuários que necessitam de atendimento de urgência e emergência. “Esta é também mais uma iniciativa que colabora para o fortalecimento da atenção à saúde em nossa região. As novas instalações e os equipamentos adquiridos serão fundamentais para que possamos integrar, com êxito, a rede de resposta hospitalar, que dará apoio ao serviço prestado pelo Samu da região Centro-Sul, inaugurado recentemente, beneficiando não apenas nossa cidade, mas também todos os municípios que compõem a microrregião de saúde de Barbacena”, afirma.

Rede Urgência e Emergência

No início de março, foi inaugurado o Complexo Regulador da Rede Urgência e Emergência da Macrorregião Centro-Sul, com investimentos iniciais do Tesouro Estadual da ordem de R$ 6,9 milhões, beneficiando cerca de 730 mil habitantes de 50 municípios.

De acordo com Antônio Jorge, o Governo de Minas vem preparando parte de um projeto, que é um dos mais ousados do país. “Esta não é uma obra isolada. Ela faz parte de um complexo de melhorias hospitalares da atenção primária, dos prontos atendimentos de toda a macrorregião, que teve sua expansão com o Samu”, afirma.

Fonte: Agência Minas

Erros na prestação de contas ultrapassaram mais de 30% do total arrecadado pela coligação

Procuradoria Regional Eleitoral de Minas é favorável à reprovação das contas da campanha de Hélio Costa

Fonte: Minas Transparente – Bloco Parlamentar Transparência e Resultados

Erros na prestação de contas ultrapassaram mais de 30% do total arrecadado pela coligação

A Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou pela desaprovação das contas do ex-senador Hélio Costa (PMDB-MG), candidato ao Governo de Minas, nas eleições de 2010 e do vice Patrus Ananias (PT-MG).    A Procuradoria confirmou o parecer da auditoria realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas, que encontrou indícios de fraude na prestação de contas da coligação “Todos Juntos por Minas”.

O parecer da Procuradoria Regional Eleitoral foi encaminhado à juíza relatora do processo Luciana Nepomuceno que poderá tornar Hélio Costa e Patrus Ananias inelegíveis, além disso, eles também estão sujeitos ao pagamento de multas pela série de irregularidades. Devido à inconsistência nas informações os erros foram considerados insanáveis pela auditoria do TRE-MG.

Os principais problemas encontrados na prestação de contas foram: divergência de valores no registro de recibos eleitorais; omissões de doações efetuadas por outros candidatos, partidos e comitês financeiros; omissão de receitas e despesas na prestação de contas; despesas informadas na circularização de fornecedores e não registradas na prestação de contas; despesas com combustíveis em períodos posteriores às eleições; e controle deficitário em despesas com pessoal.

De acordo com o procurador Felipe Peixoto Braga Netto, os erros na prestação de contas ultrapassaram mais de 30% do total arrecadado pela coligação. “A  desaprovação das presentes contas atende à finalidade da lei, qual seja, coibir a arrecadação e os gastos ilícitos de campanha, impondo a máxima transparência possível no financiamento das campanhas”, relatou

Braga Netto complementou: “É importante frisar, ainda, que ao interessado foi dada a oportunidade de sanar as insubsistências encontradas em suas contas de campanha. O candidato apresentou três contas retificadoras. Todavia não obteve êxito na alteração do quadro irregular, sobretudo se tivermos como norte a necessidade, substancial, de transparência, e não apenas de atendimento deste ou daquele requisito formal.”

Integra do parecer da Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais que se manifesta pela desaprovação das contas de Hélio Costa.

Link da matéria:http://www.transparenciaeresultado.com.br/noticias/ler/procuradoria-regional-eleitoral-de-minas-e-favoravel-a-reprovacao-das-contas-da-campanha-de-helio-costa/

 

Contas da Campanha de Hélio Costa, que teve Patrus Ananias (PT) na chapa, foi desaprovada pelo TRE-MG

TRE-MG desaprova contas de campanha de Hélio Costa para Governo de Minas nas eleições de 2010

Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Minas publicado no Jogo de Poder

Campanha de Hélio Costa, que fez dobradinha com Patrus Ananias (PT) como vice na chapa, deixou uma dívida de R$ 3,8 milhões com fornecedores e prestadores de serviços



Clique aqui e veja o relatório completo: TRE-MG desaprova contas de Hélio Costa

Reprodução do parecer final do TRE-Minas:
“As ocorrências que revelam indício de fraude somam a quantia de R$153.794,31. A estas ocorrências, no entendimento desta Unidade Técnica, não se aplica o conceito e limite de irrelevância, estabelecido no ad. 30, § da Lei n° 9.504197, mas sim caracterização de uso de recursos financeiros pare pagamento de pastas não provenientes da conta especifica de campanha, configurando-se a ilicitude prevista no art, 22, § 3°, do mesmo diploma legal. Por todo o exposto, impõem-se a desaprovação das comas de Helio Calixto da Costa, candidato ao cargo de governador pelo PMDB-MG.”

 

Governador Anastasia diz que trabalhará “à exaustão” para manter Minas bem avaliada e ampliar o espaço de Aécio no cenário nacional

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), 49, afirmou que é “muito grande” a responsabilidade de ser a vitrine do eventual projeto presidencial de seu antecessor e padrinho político, o senador eleito Aécio Neves (PSDB).

Anastasia disse ontem em entrevista à Folha que vai trabalhar “à exaustão” para manter o governo mineiro bem avaliado. Sobre a disputa entre tucanos paulistas e mineiros, disse que o PSDB “não tem dono”.

De olho na verba federal no Estado, Anastasia disse que espera ter uma relação “amistosa” com a presidente Dilma Rousseff, com quem disse ter semelhanças.

Vitrine de Aécio
A responsabilidade é muito grande. O [ex-]governador Aécio terminou o mandato com aprovação olímpica. […] Vou trabalhar à exaustão para que as coisas continuem melhorando e o governo continue bem avaliado.

Refundação do PSDB
Precisamos desmistificar algumas coisas. A palavra privatização é uma delas. É preciso demonstrar aos brasileiros que esse processo de parcerias com o setor privado é responsável por milhões de empregos e pelo desenvolvimento do Brasil. […] Muitas vezes esse discurso não chega ao cidadão mais simples. Então precisamos modificar o discurso, fazer uma ação mais assertiva no Nordeste.

Rixa MG X SP
Um partido que se pretende nacional não pode ter dono. Do contrário, ele não é um partido nacional, não reflete anseios nacionais.

Aécio e 2014
Ele terá um papel de grande liderança [no PSDB]. A definição de um candidato três anos antes da eleição é um tanto precoce. As circunstâncias mudam com rapidez. […] Eu defendo Aécio como eleitor mineiro. Ele tem todas as condições de ser candidato, de ser eleito e de ser um grande presidente.

Relação com Dilma
Pretendo ter uma relação muito amistosa, federativa, republicana. Será um tratamento de respeito, até porque ela é de Minas e naturalmente esperamos que ela vai ter por seu Estado sempre uma consideração especial.

Semelhança com Dilma
É uma questão objetiva. Existem trajetórias que são parecidas. É claro que o tipo de conhecimento, de experiência na administração pública, eu acho que é muito semelhante. E essa identidade não nos denigre, ao contrário, ela até nos enobrece.

É claro que nós temos, talvez por formação, pelo tipo de vida que tivemos, alguns princípios e valores que não são os mesmos.

 

Fonte:  Folha de S.Paulo

Erros e divergências internas: PT de Minas não decola e fortalecimento de Aécio Neves é principal obstáculo, revela O Tempo

Em Minas Gerais, PT não decola

Fonte: Carla Freefft –  O Tempo

Erros. Partido sofre derrotas sucessivas ao tropeçar em divergências internas e nas próprias escolhas

Lideranças avaliam que problemas eleitorais iniciaram em 2002

Ao contrário do PT nacional que, pelo terceiro mandato consecutivo, consegue ocupar a Presidência da República, a ala mineira do partido permanece longe do Poder Executivo. Nunca um petista ou mesmo aliado do PT conquistou o governo de Minas. A cadeira do Senado também nunca foi experimentada por um petista mineiro.

As sucessivas derrotas no Estado não são explicadas pelas lideranças petistas como erros de estratégias, mas a história mostra que o PT mineiro tem dois grandes adversários. Um é conhecido, o PSDB de Aécio Neves. O outro só aparece em momentos eleitorais, mas parece ser implacável – a capacidade de fazer escolhas erradas.

Em 2002, a queda de popularidade do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso e o crescimento da chamada “onda vermelha” apontavam para a possibilidade de um bom desempenho do PT em Minas Gerais. Mas, o partido foi derrotado na disputa pelo governo do Estado enquanto o PT nacional conseguia levar Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República pela primeira vez.

Naquela eleição, o então deputado federal Nilmário Miranda foi o candidato ao governo de Minas, com Danuza Bias Fortes, filiada ao antigo PL, como candidata a vice. O PL era o partido de José Alencar, companheiro de Lula na chapa. Nilmário e Danuza obtiveram 30% dos votos e viram o então deputado federal Aécio Neves ganhar a eleição no primeiro turno, com 57,5% dos votos válidos. Eduardo Azeredo (PSDB) e Hélio Costa (PMDB) foram eleitos senadores e o petista Tilden Santiago ficou muito perto da vaga. Ele obteve 20,5% dos votos enquanto Costa, que estava fazendo campanha ao lado do PT, foi eleito com 22,2%.

Depois de perder a “onda vermelha”, o PT de Belo Horizonte conseguiu eleger prefeito Fernando Pimentel que, na época, já ocupava o cargo em função do afastamento, por motivo de doença, de Célio de Castro.

Em 2006, o partido resolveu fazer uma aliança com o PMDB, que tinha como nome mais forte naquele momento o ex-governador Newton Cardoso. A intenção era ganhar força para fazer o enfrentamento com a candidatura à reeleição do governador Aécio Neves. O tucano mineiro terminava, naquele momento, uma gestão bem avaliada e estava fortalecido.

A possibilidade de derrota do partido era grande e, nos bastidores, era admitido que ninguém queria ser cabeça de chapa. Mas, Nilmário Miranda assumiu a tarefa e teve como vice um peemedebista histórico, o ex-prefeito de Uberlândia Zaire Rezende. Newton Cardoso se candidatou ao Senado. A derrota anunciada foi concretizada – nenhum deles foi eleito. O partido ainda saiu da disputa dividido porque algumas de suas alas não concordaram com a aproximação com Newton Cardoso.

Já em 2008, a eleição para prefeito de Belo Horizonte não foi tão calma como a de 2004. Fernando Pimentel e Aécio Neves se uniram em torno da candidatura de um nome do PSB. O empresário Marcio Lacerda foi o escolhido para juntar os dois polos políticos da capital. As reações contrárias não foram poucas e, mais uma vez, o partido se dividiu. Uma das principais correntes, a comandada pelo então ministro de Combate à Fome, Patrus Ananias, se manteve fora da campanha.

Lacerda foi eleito ao lado de um vice-prefeito do PT, Roberto Carvalho, mas o racha sobreviveu. Alguns petistas avaliam que o partido está fora da prefeitura e outros consideram a aliança bem-sucedida.

Avaliação
Reconhecimento do problema
Na opinião do presidente do PT de Minas, deputado federal Reginaldo Lopes, dois fatores principais levaram às derrotas do PT de Minas.

Segundo Reginaldo, o fortalecimento político de Aécio Neves (PSDB) após a eleição de 2002 é uma das principais dificuldades do PT mineiro. Ele avalia que o momento mais propício para o partido chegar ao Palácio da Liberdade foi em 2002, quando Aécio ainda não era popular no Estado. “Era um bom momento, mas Patrus (Ananias, ex-ministro de Combate à Fome) não quis ser candidato. É um direito dele, que nós respeitamos. Mas, o PT perdeu”, disse o parlamentar.

Outro ponto apontado é a coincidência das bases do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Aécio Neves. ”O que acontece é o que vimos aí: Lulécio, Pimentécio, Dilmasia. São movimentos muito difíceis de serem compreendidos”, avalia Reginaldo. Ele ainda afirma que Minas Gerais foi sacrificada pela aliança nacional entre PT e PMDB em 2010. “Erramos ao não termos duas candidaturas da base de Lula em Minas”, disse, referindo-se à união do PT e PMDB.

Sobre a aliança com o PSDB em 2008 em torno de Marcio Lacerda, Reginaldo avalia que não houve prejuízos para o partido.

Mas na avaliação do ex-vice-presidente do PT de Minas e prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões, o partido tem errado muito desde 2002. “O PT perdeu o foco no adversário. O inimigo ficou muito amigo”.

Simões se referiu à aliança de 2008 entre PT e o PSDB, mas também reclamou do PT nacional. Como o PT de Minas perdeu identidade, agora ele é usado para selar acordos nacionais. Foi o que aconteceu na última eleição; o PT de Minas não conseguiu ter candidatura própria”, analisou. (CK)

Razões
Um pulo da ideologia ao pragmatismo

Para o cientista político e professor da PUC de Minas Malco Camargos, o PT de Minas correu de um extremo ao outro, o que levou a sucessivos erros eleitorais.

“O partido saiu de uma posição muito ideológica para adotar um postura extremamente pragmática. Foi o que aconteceu na união com o PSDB em 2008 e também na aliança com Newton Cardoso em 2006″, avalia o cientista.

Segundo Malco, o partido tem se preocupado mais com a escolha de nomes que possam conduzir uma vitória nas urnas do que com a construção de uma unidade interna que seja capaz de revigorá-lo.

“O PT tem escolhido nomes. Foi assim com Newton Cardoso (2006), com Marcio Lacerda (2008) e com Hélio Costa (2010). Foram três processos traumáticos. Três avaliações que não se confirmaram”, analisou.

Para o cientista político, o cálculo estratégico pragmático com objetivo somente no curto prazo não tem sido capaz de levar o partido a uma posição eleitoral confortável.

Entretanto, ele ressalta que essa avaliação vale apenas para a disputa dos governos estaduais e da prefeitura da capital. Segundo Malco, o PT tem conseguido vitórias em alguns municípios mineiros. Ele lembra que a participação do partidos nas câmaras tem crescido. (CK).

 

Transparência: Governo Anastasia lança Diário Oficial em versão para internet

A nova versão em formato PDF do Diário Oficial do Estado (Minas Gerais) estará disponível na Internet, a partir desta quarta-feira (15). A publicação vai contar com avançados sistemas de busca e indexação de conteúdo. A versão inteiramente digital do Diário Oficial vai permitir ainda, a criação de outros produtos, como, por exemplo, avisos automáticos de publicação de matérias baseados em filtros (por ocorrência de nomes no texto), ou por tipos (editais e licitações), além de cópias de páginas do jornal ou de matérias assinadas digitalmente, facilitando buscas e leitura.

Segundo o subsecretário da Casa Civil da Secretaria de Estado de Governo (Segov), Carlos Alberto Pavan, a implantação do Diário Oficial digital pela Imprensa Oficial de Minas Gerais?é um marco histórico.

Pavan comenta que, ao longo dos últimos sete anos, a administração da Imprensa Oficial, apoiada pela Segov, tomou diversas medidas e percorreu um longo caminho na busca de novos horizontes para o Diário Oficial, colocando-o no nível dos grandes informativos nacionais. “A versão digital coroa com êxito um planejamento iniciado em 2003, que entre outras ações, visava a modernização do parque industrial daquela autarquia centenária. Hoje, o Governo do Estado orgulha-se em ter uma imprensa oficial dinâmica, moderna, autossustentável e modelo para outras unidades da Federação”, completa.

O acesso ao novo formato do jornal poderá ser feito pelo site da Imprensa Oficial (www.iof.mg.gov.br). Estarão disponíveis links para a última edição e à tela de pesquisa. Um manual com informações sobre a nova forma de pesquisa e acesso ao jornal em PDF estará disponível também no site a partir do menu Serviços Consulta On Line.

 

Aécio culpa Lula e Dilma por perda de fábrica da Fiat, além de criticar silêncio do PT

Aécio culpa Lula e Dilma por perda de fábrica

Fonte: Bertha Maakaroun, Leonardo Augusto, Alice Maciel e Ana Carolina Utsch

Senador eleito acusa presidente e sua sucessora de articularem a instalação da nova unidade da Fiat em
Pernambuco e condena silêncio da bancada mineira na Câmara

Beto Magalhães/EM/D.A Press

“Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou o primeiro presente da presidente eleita Dilma Rousseff” – Aécio Neves (PSDB), senador diplomado

O senador eleito Aécio Neves (PSDB) atribuiu ontem ao presidente Lula e à presidente eleita Dilma Rousseff (PT) a responsabilidade pelas negociações que levaram à instalação de nova fábrica da Fiat no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco, um investimento de R$ 3 bilhões. Queixando-se do fato de o governo de Minas ter sido apenas comunicado do fato consumado, Aécioironizou, depois de criticar o que chamou de “silêncio” da bancada de Minas e “daqueles que estão próximos da atual presidente”, em referência implícita não apenas aos deputados federais do PT, mas também ao ex-prefeito Fernando Pimentel (PT): “Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou o primeiro presente da presidente eleita Dilma Rousseff”.

Na mesma linha de argumentação, o governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB) considerou a expansão da Fiat para Pernambuco uma decorrência da guerra fiscal. “Acredito que, de fato, neste caso, foi uma norma excepcional criada pelo governo federal para beneficiar o estado de Pernambuco”, afirmou, acrescentando em seguida que o seu governo continuará combatendo a guerra fiscal. ”Mais um motivo para nós ardorosamente defendermos a reforma tributária”, assinalou.

As declarações de Aécio Neves e de Anastasia se deram minutos antes do início da cerimônia de diplomação dos 138 eleitos, comandada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desembargador Kildare Carvalho. O governador Anastasia, o vice-governador eleito Alberto Pinto Coelho(PSDB), os senadores eleitos Aécio Neves e Itamar Franco (PPS) e respectivos primeiros e segundos suplentes, além dos 53 deputados federais e 77 deputados estaduais eleitos receberam os diplomas das mãos dos juízes da Corte do TRE-MG.

Embora tenha voltado a defender uma agenda de reformas políticas a ser enfrentada pelo país nos próximos quatro anos, Aécio Neves negou tratar-se de construir um diálogo com o governo. ”Serei oposição sem adjetivos”, afirmou. O senador disse pretender cumprir o “papel que as urnas definiram” como oposicionista. “Vamos fazer oposição firme ao atual governo, mas oposição qualificada, oposição que aponte os equívocos, que busque corrigi-los, mostre discrepâncias entre o proposto na campanha e aquilo que se realiza ao longo do governo”, afirmou.

Aécio afirmou ainda a intenção de debater com o governo a pauta política que considera importante para o país. ”Triste é oposição que não tenha coragem de se sentar à mesa com o governo para discutir questões de interesse do país. Essa é uma oposição extremamente frágil. A nossa vai ter uma agenda, mas vai ter sempre disposição para discutir as questões que sejam de interesse do país no campo da reforma política e tributária e também da reforma do estado brasileiro, além de um novo pacto federativo”, acrescentou. Nesse sentido, o tucano afirmou não pleitear a liderança partidária nem da oposição, para ter mais liberdade de atuar em favor de uma agenda de reformas.

O ex-presidente da República e senador diplomado Itamar Franco (PPS) fez coro com Aécio. “ Vamos tentar mostrar que o Senado não pode ser subjugado ao Executivo como vem acontecendo hoje”, declarou. Depois de citar nomes de colegas de Parlamento na década de 1970, quando ocupou cadeira no Senado, Itamar afirmou não saber que cenário vai encontrar na Casa quando assumir o cargo. “Tenho um certo receio de encontrar um ambiente diferente. Não sei se melhor ou pior, mas assusta um pouquinho”, afirmou. O ex-presidente evitou comentar o aumento nos salários dos parlamentares. “Não votei nada até agora. Quando votar, podem me cobrar”, afirmou.

Link da matéria:http://wwo.uai.com.br/EM/html/sessao_22/politica,id_sessao=22/politica.shtml