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Governadores do Sudeste pretendem cobrar de Dilma pauta de desenvolvimento

Governadores anunciaram que pretendem ir à Brasília conversar com Dilma Rousseff e os presidentes da Câmara e do senado.

Eles divulgaram uma carta com seis pontos para tentar contornar a crise.

<br /><br /> O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, recebeu nesta terça-feira no Palácio Guanabara os governadores Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimentel (MG) e Paulo Hartung (ES)<br /><br /> Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, recebeu nesta terça-feira no Palácio Guanabara os governadores Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimentel (MG) e Paulo Hartung (ES). Foto: Gabriel de Paiva / O Globo.

Fonte: O Globo

Governadores do Sudeste definem estratégia para evitar demissões e contornar a crise econômica

Estados querem mudanças em legislação e investimentos em setores da economia

Os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), se reuniram nesta terça-feira no Palácio Guanabara para definir estratégias para enfrentar a crise econômica no Sudeste e evitar que 600 mil trabalhadores percam o emprego este ano. Os governadores anunciaram que pretendem ir à Brasília conversar com a presidente Dilma Rousseff e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros. Eles divulgaram uma carta com seis pontos para tentar contornar a crise.

— Nós estamos preocupados, e ressaltamos o ajuste. Ninguém quer fugir. Estamos fazendo um grande esforço em todos os estados para nos adequarmos e ajudarmos o governo federal também em suas metas, mas também estamos muito preocupados com o emprego. Todos nós queremos ter uma pauta de crescimento econômico e geração de emprego e renda — disse Pezão, em coletiva de imprensa, após a reunião.

Na carta, os governadores listaram os principais objetivos: aplicação das mesmas condições dadas aos Programas de Concessões da União aos programas dos estados; apoio federal para acesso aos fundos garantidores; troca de experiências em parcerias público-privadas (PPP); prioridade em investimentos de infraestrutura, logística, construção civil e saneamento básico; aumento de exportações e ampliação do crédito; e intensificar a cooperação em segurança pública.

— A grande preocupação é com a retração da atividade econômica. Nós estamos perdendo mais de 100 mil empregos por mês. Podemos chegar ao fim do ano com mais 600 mil desempregados — disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Ele afirmou que é preciso adotar uma agenda positiva para gerar novos empregos:— Os estados e as prefeituras são grandes incentivadores do crescimento econômico. A reunião serviu para definir o que se pode fazer para preservar o emprego e gerar novos empregos. Uma das propostas é exportação. Aproveitar a desvalorização do real, o câmbio, para o grande esforço exportador. A segunda é infraestrutura e logística. Isso gera muita obra: metrô, trem, rodovias, portos, construção civil, que é altamente empregadora. Falamos dos financiamentos do BNDES nas mesmas condições para as PPPs estaduais, como são as PPPs federais.

Sobre as exportações, foi citado o incremento ao Proex, programa da União no qual o Banco do Brasil presta apoio às exportações brasileiras, seja por meio de financiamentos ou pela cobrança de juros mais baixos, levando em conta a taxa cobrada no mercado internacional.

Os governadores também querem ter “garantia soberana” para fazer empréstimos externos, ter acesso, por exemplo, aos recursos do BID. Alckmin disse ainda que os governadores vão tentar ainda mudar a legislação para garantir investimentos em saneamento. As empresas de saneamento pagariam o PIS/Cofins, mas esse dinheiro iria para um fundo que serviria apenas para investimento em água e esgoto.

— Hoje se paga PIS/Cofins sobre saneamento. Não queremos extinguir o PIS/Cofins. Mas esse recurso todo precisa ser investido em saneamento. Sem redução de tarifa nem custeio, mas investimento. Então, nós teríamos emprego e mais saneamento no país, nos nosso estados. E melhor saúde. Então é um esforço grande no saneamento básico. O recurso vai virar investimento.

Para Fernando Pimentel, a reunião demonstra o “empenho em trabalhar juntos”: governos, Executivo e Legislativo.

— São sugestões para somar esforços ao governo federal e conseguir preservar trabalho e renda para os brasileiros. É uma sugestão, um conjunto de propostas, mostra uma afinidade grande dos governadores do Sudeste nessa direção — disse.

PETROBRAS

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, disse que o corte de 37% em investimentos da Petrobras não foi discutido na reunião, mas ressaltou que a decisão da estatal afeta não só o seu estado, mas como o Brasil inteiro. Sobre o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Pezão disse que haverá parceiros para terminar a obra.

— Nós acreditamos na Petrobras. Eu confio muito e acho que foi um ajuste momentâneo — disse o governador do Rio.

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Dilma vai encarar turbulência no ‘terceiro turno’

Na economia, esta segunda-feira deve trazer uma grande turbulência que já está “precificada”. Não será surpresa se o dólar chegar a R$ 3.

Eleições 2014

Fonte: Folha de S.Paulo

Presidente vence agora, mas deve enfrentar 3º turno tão ou mais difícil

Dilma Rousseff venceu as mais disputadas eleições presidenciais desde a redemocratização, mas agora deverá enfrentar um “terceiro turno” tão ou mais difícil.

Na economia, esta segunda-feira (27) deve trazer uma grande turbulência que já está “precificada”, para ficar no jargão do mercado financeiro. Não será surpresa se o dólar chegar a R$ 3.

Tudo ciranda normal, pode-se argumentar. Mas a pressão inflacionária do dólar alto vai dificultar ainda mais o cenário geral. Uma resposta melhor que a demissão prévia de Guido Mantega da Fazenda será esperada.

Vem ao encontro disso a crise política decorrente do escândalo da Petrobras. A partir do fim do ano deverá ficar mais sólido o que hoje é indício, e não há quem não considere o caso muito mais grave do que o do mensalão.

Num cenário extremo e a se confirmar o que diz a delação premiada, Dilma e Lula podem ser envolvidos. Mesmo sem isso, o PT sangrará de forma profusa, depois de uma eleição em que a sigla e corrupção eram associadas em pesquisas qualitativas.

Outros partidos aliados, PMDB à frente, também sofrerão baixas. Isso deixará o já fragmentário quadro de apoio parlamentar ao governo mais volátil –logo, propenso a apetites fisiológicos.

Politicamente, ainda que interlocutores neguem chance de ruptura, a tendência é a de uma tensão maior entre Dilma e seu criador político, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de ter reaparecido na campanha em sua reta final, um certo afastamento foi a marca do relacionamento entre os dois no governo e na disputa eleitoral. Alguma equação deverá ocorrer, visando a disputa de 2018.

O problema é que, para chegar lá, o PT precisa de Dilma e de um segundo mandato melhor que o primeiro, embora o cenário sugira dias ainda mais turbulentos.

Em favor de Dilma, há o argumento de que não se discute com resultados. Terá a autonomia que não teve em 2010-2011 na hora de nomear seu ministério, e tenderá a endurecer a relação com o PMDB e outros aliados.

Sem a pressão da reeleição, deverá aprofundar suas convicções, e é previsível mais atritos com a mídia.

Uma incógnita é a temperatura de um eleitorado dividido. O arrefecimento dos ânimos, registrado em outros pleitos, irá se repetir? Ou a “Kulturkampf” do “nós contra eles” alimentada pelo PT por 12 anos e amplificada pelos dois lados nas redes sociais irá espraiar para as ruas?

Sabatina do Globo: Aécio mostra novo jeito de governar

“Tenho propostas para o Brasil, é isso que me anima. O que é a nova política? Governar com um terceiro time do PSDB e o PT?”, disse Aécio.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

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Aécio é bem avaliado em sabatina do Globo

Aécio Neves: PT tem descompromisso com a ética

Aécio afirma que ‘não é eleição para homenagens’ e se diz ‘mudança segura’

Candidato, em sabatina O GLOBO, insinua que nova política é ‘governar com um terceiro time do PSDB e PT

Aécio Neves (PSDB) participou nessa quarta-feira da série de sabatinas promovidas pelo GLOBO com os quatro principais candidatos à Presidência da República. A entrevista foi marcada por várias críticas do tucano à candidata Marina Silva, que aparece 20 pontos à frente de Aécio nas pesquisas. O ex-governador de Minas falou que essa “não é uma eleição para homenagens” e se apresentou como “um caminho de mudança segura”. Em um momento, ele insinuou que Marina vai governar “com um terceiro time do PSDB e do PT“. (Assista à íntegra da entrevista com o candidato)

– Tenho propostas para o Brasil, é isso que me anima. O que é a nova política? Governar com um terceiro time do PSDB e o PT?

Mesmo criticando Marina, o senador “lamentou” que a rival não tivesse apoiado José Serra no segundo turno em 2010, ele afirmou que não é hora de acenar possíveis apoios em uma eventual disputa entre Dilma e Marina. Na ocasião, ele declarou ter “uma seleção brasileira de pessoas” ao seu lado em um possível mandato.

– Lamentei muito ela não ter apoiado no segundo turno o ex-candidato José Serra, na última eleição. Talvez hoje não estivéssemos nessa situação. Eu sei que tenho a seleção brasileira de pessoas para compor o governo. As pessoas precisam saber que não é uma eleição para homenagem, é para virada consistente sem riscos.

Aécio afirma que começou uma “segunda eleição” desde a morte de Campos. Ele declarou que, nas urnas, vai prevalecer “a onda da razão”, em menção velada a Marina.

– Nós estamos tendo uma segunda eleição. Tivemos uma eleição até o acidente que vitimou Eduardo Campos. Temos uma eleição nova e precisamos nos adaptar a essa nova realidade. Tenho feito um esforço maior e vou fazer até o útlimo dia dessa eleição – disse Aécio – Acredito que, no momento da decisão, vai prevalecer a onda da razão.

Comentando ataques da presidente Dilma à política econômica de Fernando Henrique Cardoso, ele afirmou que “não teria havido governo do PT se não tivesse o governo do PSDB“. E tentou ligar o nome de Marina aos petistas, ao lembrar a oposição “quase física” que, segundo ele, o partido realizava na época do Plano Real.

– O PT de Dilma, o PT de Marina se opunha de forma vigorosa àquilo que era construído – disse Aécio, afirmando que “não vê em momento nenhum” a ex-senadora “chamar atenção” para sua militância de 24 anos para o PT.

O ex-governador de Minas criticou ainda a “nova política” de Marina. Ele disse que pretende arrancar votos de Dilma e Marina “mostrando as contradições das candidatas”.

– Eu vejo Marina falar muito dessa nova política. Sou de uma terra que sempre ensinou que existe é a boa e a má política.

PETROBRAS

Aécio se comprometeu a não privatizar a Petrobras e saiu em defesa da exploração da camada pré-sal.

– Tenho compromisso com a não privatização, mas com a reestatização da Petrobras: vou devolver a Petrobras aos brasileiros. Eu vou tirar a Petrobras da Política. O pré-sal é o tesouro que nós temos. O Brasil perdeu um tempo enorme, cinco anos, em que US$ 300 bilhões foram investidos no mercado de petróleo e nada aqui. O que está hoje sendo produzindo do pré-sal foi aquilo que começou a produzir no governo Fernando Henrique, lá atrás. No meu governo, o pré-sal será uma prioridade, com recursos indo 75% para a Educação e 25% para a Saúde.

REELEIÇÃO

Ao dizer que Dilma “desmoralizou” a reeleição, o candidato fez críticas à emenda que permitiu novos mandatos, votada com apoio do PSDB no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidenciável afirma que vai tentar acabar com a possibilidade de reeleição, que ele chamou de “covardia”. Para ele, o governo petista faz uso da máquina nas campanhas.

– Foi uma experiência. A reeleição não foi votada para o Fernando Henrique. Foi para os prefeitos, foi para os governadores. Eu acho que a reeleição faz mal para o Brasil. É uma covardia. Não há limite entre o público e o privado. A atual presidente acabou por desmoralizar a reeleição. Os atos de reeleição da presidente Dilma são atos de governo.

Aécio declarou ainda que “não morreria de amores” por um novo mandato e que não seria candidato novamente, se eleito, caso disso dependesse a aprovação do fim da reeleição.

– Nós temos que ver aquilo que deu errado e modificar. Houve uma decisão tomada pela maioria do Congresso Nacional. Eu temo muito pelos próximos quatro anos que nós vamos ter pela frente – disse.

REFORMA POLÍTICA

Perguntado se dá para “governar sem ir à casa de Paulo Maluf”, em referência a um gesto do ex-presidente LulaAécio disse ser possível “governar com outra relação com o Congresso”. Ele aproveitou para criticar a proposta de Marina de “governar com os melhores”.

– É totalmente possível governar com outra relação com o Congresso, com projetos que sejam prioridade para o governo. É fundamental que você fortaleça os partidos. Esse ideal de governar com todos os partidos me preocupa. Essa ideia da Marina de governar com os melhores… Quem é que vai governar com os ruins? Não é assim que funciona. Por isso defendo a reforma política no primeiro dia do meu governo.

Aécio afirmou não defender um plebiscito sobre a reforma política, como fez Dilma em 2013, após as manifestações. Ele argumentou que a discussão deve ser feita no Congresso e, depois disso, virar um referendo.

– Será que esse é um tema para ser discutido num plebiscito? Não acho? Não quero que seja mais um momento para dicursos, para manifestações políticas – declarou o candidato, que defende o voto distrital misto, o fim da coligação proporcional e o fim da possibilidade de reeleição para cargos executivos.

Aécio prometeu, se vencer as eleições, procurar os partidos no dia seguinte para “estabelecer uma agenda”. E aproveitou o assunto de política partidária para fazer críticas ao PT.

– Todos os governos tiveram e terão problemas, mas vamos fazer justiça ao PT: no descompromisso com a ética eles são imbatíveis. [Sobre a Petrobras] não são denúncias eleitoreiras. O principal diretor, nomeado por eles, é que está dizendo que houve contaminação de 3% das obras.

MENSALÃO MINEIRO

Aécio foi questionado ainda sobre o Mensalão Mineiro. O candidato afirmou que o tucano Eduardo Azeredo, que já participou de alguns eventos da campanha de Aécio em 2014, tem que ter chance de defesa.

 Eduardo Azeredo responde por isso. Tem que dar chance de defesa a ele. Se alguém for comprovadamente responsabilizado, não será tratado pelo PSDB como fez o PT, como herói nacional. Porque isso, acima de tudo, deseduca.

FH

Sobre FH, Aécio afirmou que não se pode comparar as taxas atuais de inflação com as registradas ao longo do período em que o tucano estava no poder.

– Quando o presidente Fernando Henrique assumiu, a inflação anual era de 1600%. Era um momento de absoluto desequilíbrio econômico interno. Tínhamos um quadro inflacionário que não permitia o investimento. O governo FH não fez tudo, mas cuidou da prioridade que tinha naquele instante.

Aécio afirmou que os governos petistas acham que o país foi descoberto em 2003.

– O Brasil é uma construção de vários governos – disse – Ele [Lula] acertou ao unificar programas de transferência de renda e câmbio flutuante e metas para o controle da inflação.

ESPORTE

Questionado sobre projetos na área do esporteAécio voltou a mencionar seu mandato em Minas.

– [O Esporte] tem que ser visto em duas dimensões, uma como inclusão social. Nós, em Minas Gerais, fizemos programas, competições, olimpíadas estaduais. Sempre vou compreender o esporte com inclusão social. O Otávio Leite [tucano e um dos principais interlocutores de Aécio] apresentou um projeto de lei que institui a responsabilidade fiscal noesporte. A proposta cria uma nova cultura de gestão na área.

SEGURANÇA

Aécio defende o projeto de seu vice, o senador Aloysio Nunes (PSDB), que reduz a maioridade penal para 16 anos. Aécio afirmou que a mudança no código penal só valeria para os que cometem crimes hediondos e, consultados o Ministério Público e a Justiça, o infrator cumpriria pena em um presídio especial.

– Nós fizemos as contas: menos de 1% dos jovens que estão hoje em instituições de ressocialização. Os criminosos levam um menor de idade para cometer crimes. Morreu alguém, o menor de idade assume o crime mais grave e o outro pega o mais leve.

ABORTO E DROGAS

Aécio, que é contra a legalização do aborto, afirmou que tem o “mesmo sentimento da maioria da população brasileira”.

– Meu sentimento hoje é o da imensa maiora do população brasileira, que se sente protegida pela legislatura atual. É uma questão que tem que ser amadurecida e eu não cercearei essa discussão.

Questionado sobre a militância do ex-presidente Fernando Henrique em favor da liberação da maconha, Aécio declarou não querer “que o Brasil seja uma cobaia”.

– Eu disse o seguinte: vamos observar experiências do Uruguai, de Portugal e dos estados americanos e vamos ver o resultado disso. Eu não quero que o Brasil seja uma cobaia.

AEROPORTO DE CLÁUDIO

O tucano afirmou que a construção do aeroporto de Cláudio, em propriedade de sua própria família durante seu mandato como governador de Minas, foi “uma obra de governo extremamente respeitável”

– Foi uma obra como milhares de obras feitas em Minas, liberada pelo Ministério Público. Minas tinha 226 estradas sem ligação asfáltica. Eu liguei todas – justificou.

ECONOMIA

Na área econômica, o tucano defendeu uma política com “previsibilidade” e acredita que, se eleito, terá um 2015 “difícil pela frente”:

– Eu diria que temos um ano muito difícil pela frente. 2015 vai ser difícil. Temos que ter uma política econômica de longo prazo. Com previsibilidade. A nossa eleição vai sinalizar a baixa dos juros em longo prazo. E o resgate dos investimentos’. Fiz uma meta ousada: investimento de 24% do PIB até o fim do meu mandato.

Aécio comentou ainda uma possível demissão do ministro da Fazenda de Dilma, Guido Mantega.

– Dilma, ao antecipar uma decisão como essa [demissão do Mantega], ela antecipa a fragilidade da equipe econômica. Esse governo acabou antes da hora. Encerrou. Fechou as portas.

PRÓXIMOS CANDIDATOS

Na terça, o candidato pelo PSC, Pastor Everaldo, abriu a série de entrevistas, sempre realizadas no Museu de Arte do Rio (MAR). Os presidenciáveis têm a oportunidade de expor suas propostas de governo em áreas como Saúde, Educação e Economia.

Na quinta-feira, é a vez de Marina Silva (PSB); e, na sexta, da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. Os presidenciáveis serão entrevistados por colunistas do GLOBO. Para enviar perguntas aos presidenciáveis, o leitor deverá usar a hasthag #CandidatosNoGlobo e enviar sua pergunta no seu perfil do Twitter. A organização do evento vai selecionar alguns dos questionamentos, que serão repassados ao candidato durante a sabatina.

Pimenta vai atrair empresas da chamada Nova Economia

Pimenta quer trabalhar para atrair empresas da chamada Nova Economia, cujos produtos geram emprego e têm maior valor agregado.

Eleições 2014

Fonte: PSDB-MG

Pimenta da Veiga quer novo salto econômico e mais empregos

Candidato a governador pela Coligação Todos por Minas quer atrair empresas da chamada Nova Economia para agregar valor à produção do Estado

Diversificar a economia e investir na geração de emprego de qualidade são as principais estratégias do candidato a governador Pimenta da Veiga para garantir que os bons resultados da economia mineira alcance patamares ainda maiores. Ao participar, nesta quarta-feira (20/08), em Belo Horizonte, da inauguração do comitê de campanha do candidato a deputado estadual Gilvan Pinho Tavares (PV), Pimenta ressaltou que nos últimos dez anos o PIB per capita em Minas cresceu quase 200% e que no mesmo período o Estado recebeu perto de R$ 200 bilhões de investimentos privados. Segundo ele, é preciso continuar atraindo investimentos para assegurar o desenvolvimento econômico e social.

”Queremos que todos os investimentos que possam vir para Minas cheguem efetivamente aqui para construir uma economia mais forte e mais diversificada”, afirmou. Para Pimenta da Veiga, existe a necessidade de agregar valor ao que é produzido em Minas Gerais. “O que nós queremos é aproveitar a nossa produção, sejam os grãos, seja o minério para que ele seja melhor aproveitado aqui dentro e em mais etapas, fazendo um aproveitamento dessas matérias primas aqui. Vamos atuar em todos os setores”, disse ele.

Tecnologia de ponta

Além dos setores já tradicionais da economia mineira, Pimenta da Veiga quer trabalhar para atrair empresas da chamada Nova Economia, cujos produtos têm maior valor agregado e geram emprego de qualidade. São empresas dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação, do setor aeroespacial, farmacêutico e eletrônico. “Minas Gerais tem um grande ambiente para a Nova Tecnologia. Queremos criar todas as condições para que esses investimentos ocorram”, afirmou.

Nos últimos anos, várias empresas dessa área se instalaram em Minas Gerais, entre elas a Six Semicondutores, que deve iniciar a produção de semicondutores em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no ano que vem. Já operam no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, os centros de manutenção de aeronaves da Gol e da Azul/Trip.

Também escolheram Minas Gerais para expandir seus negócios grandes empresas da área farmacêutica, como a fábrica de capsulas para medicamentos ACG Worldwide, em Pouso Alegre; o Centre Suisse d’Electronique et de Microtechnique (CSEM Brasil), em Belo Horizonte, que realiza investimentos em pesquisa básica e aplicada nos campos das nano e microtecnologias, engenharia de sistemas, tecnologias de informação e telecomunicação e ainda a fábrida da Biomm em Nova Lima, que atua na área de biotecnologia e vai fabricar insulina.

Aécio tem proposta para retomada do crescimento sustentável

Aécio disse que pessoalmente é otimista com relação à potencialidade do País e em resgatar a capacidade de crescimento da economia.

Eleições 2014

Fonte: Estado de Minas 

País poderá retomar crescimento sustentável, diz Aécio

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, rebateu neste domingo, 3, a estratégia que vem sendo utilizada pela presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), sua adversária nesta corrida presidencial, de taxar a oposição de pessimista. Após caminhada no centro de São José dos Campos, Aécio disse que pessoalmente é otimista com relação à potencialidade do País e em resgatar a capacidade de crescimento da economia e do desenvolvimento da sociedade brasileira. “Contudo, a incapacidade do atual governo para sinalizar um cenário melhor para o futuro é a razão do pessimismo não apenas da oposição, mas dos empresários e de vários setores da economia, basta olhar os índices da FGV.”

Segundo o tucano, o discurso da oposição não pode ser classificado de pessimista, simplesmente porque reflete, no seu entender, a realidade que o País vive atualmente. “O governo petista fracassou na gestão do Estado, o Brasil é hoje um cemitério de obras paradas e eles (PT) fracassaram não apenas na economia, mas na educação, saúde e outras áreas essenciais. Vivemos um quadro de estagflação e crescimento econômico pífio. Além disso, falta decência, eficiência e ousadia aos inquilinos que estão hoje no poder (governo petista)”, argumentou.

Para o candidato do PSDB, “o atual governo, pela incapacidade gerencial, pela incompreensão da verdade do mundo, pelo aparelhamento absurdo da máquina pública, permitiu que o Brasil viva hoje um cenário preocupante, que se reflete nos investimentos“. E destacou que todos aguardam o que vai acontecer nas eleições para saber o que irão fazer. E previu que sua eventual vitória nas urnas vai criar um ambiente adequado, com regras claras, marcos regulatórios compreensíveis e simplificação do sistema tributário para que o País possa, a partir de 2015, retomar um ciclo de crescimento sustentável por um longo período. “Cada vez mais eu me convenço de que isso é possível”, frisou.

Aécio visitou neste domingo o Mercado Municipal da cidade, situada no Vale do Paraíba, ao lado de correligionários tucanos, como o governador do Estado e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, o candidato ao Senado José Serra e o suplente José Aníbal, o vice em sua chapa, senador Aloysio Nunes Ferreira, o ex-governador Alberto Goldman, e líderes locais, como o ex-prefeito e deputado federal Emanuel Ferreira.

No mercadão, o presidenciável tucano comeu pastel e um pão de queijo. Indagado sobre a qualidade da iguaria mineira, disse que estava muito bom, “no padrão mineiro.” Cerca de 100 pessoas participaram da visita, que durou cerca de meia hora. Após essa agenda, as lideranças tucanas foram para o diretório da sigla na cidade, onde concederam entrevistas e fizeram breves discursos aos militantes.

Aécio propostas: simplificação do sistema tributário

Aécio Neves: “O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento”.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre economia e superávit primário.

O Brasil só tem um caminho para o futuro: crescimento. O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento, algo fundamental para que possamos aumentar o crescimento da nossa economia. A verdade é que, a partir de 2009, o atual governo optou pelo estímulo ao consumo quase que exclusivamente através da oferta de crédito farto na economia, o que é importante, foi necessário, mas esqueceu da outra parte dessa equação, tão essencial quanto essa, que era a garantia da ampliação da oferta, através da criação de um ambiente adequado para os investimentos. Hoje, estamos com um crescimento do consumo no seu limite. Grande parte das famílias brasileiras hoje já está endividada e todos os investimentos de infraestrutura que deveriam ter ocorrido lá atrás, como alavanca também ao crescimento da nossa economia na outra ponta, deixaram de acontecer.

O que quero oferecer ao Brasil é um ambiente de segurança jurídica. Com a simplificação do nosso sistema tributário, que seria a primeira medida a ser tomada no início do nosso governo. Na verdade, focando na criação de um IVA a partir da diminuição dos mil e um impostos indiretos que estão aí. Resgate das agências reguladoras como um instrumento da sociedade, com a sua composição feita de forma meritocrática. Tudo isso, o choque de infraestrutura no Brasil, a partir da atração não apenas de capitais privados internos, mas criando a segurança jurídica necessária para a ação também de capital externo. Simplificação do sistema jurídico, estímulo a que as nossas empresas possam investir em inovação, com a criação inclusive de novos fundos. Isso, a meu ver, e o compromisso com a manutenção das regras, criará um ambiente propício para que nós possamos retomar a capacidade de investimento do país e voltar a crescer. Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, 2015 já está, em boa parte, precificado pelo atual governo. Seja em relação à desorganização do setor elétrico, por exemplo, que precisará ser enfrentada, a própria situação da Petrobras, que precisará ser redefinida, qual que é o seu papel no desenvolvimento da economia brasileira. Hoje ela se transformou quase que exclusivamente em instrumento de política econômica do governo.

Tudo deve ser orientado, pela manutenção da solidez e dos nossos pilares macroeconômicos: metas de inflaçãosuperávit primário e câmbio flutuante. O superávit será o possível. Ele deverá sempre existir, mas será o possível. E será feito de forma, talvez essa seja a grande novidade, absolutamente transparente, diferente daquilo que ocorre hoje. Osuperávit de 1,9% alcançado no ano passado foi constituído na sua metade, praticamente, por receitas não recorrentes: Libra, R$ 15 bilhões, e Refis, cerca de R$ 20 bilhões. Esse é mais um resultado da alquimia contábil do governo, que contribuiu muito para a nossa perda de credibilidade.

Vamos buscar sim constituir sempre o superávit primário. Mas ele será transparente e será o superávit possível. Ao final, assumi hoje aqui como meta a ser alcançada pelo nosso governo, isso passa por essa nova ambiência de negócios que tem se habilitado no país, alcançarmos uma taxa de investimentos da nossa economia e do grupo privado em torno de 24% do PIB. Ousada, no primeiro momento, mas factível, realizável, se houver a mobilização do governo, do setor privado e, obviamente, a garantia de competitividade de setores como o industrial, que a perderam ao longo dos últimos anos.

Sobre política para o etanol.

Talvez uma das faces mais perversas da incapacidade que o governo teve de definir prioridades se dá exatamente na desorganização do setor de etanol, que atinge toda a cadeia, desde o plantador da cana em pequenos municípios brasileiros, em especial no Nordeste e mais especial ainda em Alagoas, pela sua tradição, até a indústria. O Brasil vive de desconfiança, que não é sem razão, desconfiança nos agentes públicos. Um dos exemplos talvez mais claros que justificam essa desconfiança foi dado no ano de 2008. Um ano em que, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Lula lançava o programa de desenvolvimento da indústria, e citava naquele instante o etanol como o melhor dos modelos de novas fronteiras que o Brasil tinha desenvolvido, e, portanto, um setor exemplar que obviamente viria a público no governo. De lá para cá, a equivocada política de regulação, de cruzamento de preços feito pela Petrobras, entre outras consequências negativas para o país e para a própria Petrobras, que tem hoje sua capacidade de investimento extremamente limitada, é exatamente com a desorganização do setor do etanol.

Mais de 40 usinas foram fechadas no Brasil nos últimos anos. 15 se encontram hoje em processo de liquidação judicial. Cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos deixaram de ser gerados no país. Teremos o compromisso claro com o resgate do programa do etanol, com um programa absolutamente estratégico, do ponto de vista econômico, pelo que movimenta, do ponto de vista social, em especial pela sua empregabilidade, não apenas nas indústrias, mas também no campo, e do ponto de vista ambiental. O Brasil hoje vai na contramão do mundo.

O Brasil hoje subsidia combustíveis fósseis, algo inimaginável a um tempo atrás para um país que desenvolveu tecnologia, expertise, em um setor em que todo mundo buscava alternativas. Portanto, resgatar novas fontes de energia partindo, por exemplo, da biomassa, que apenas aquilo que São Paulo produz hoje poderia nos permitir a geração de energia equivalente a uma usina de Belo Monte. Isso tudo é uma demonstração clara da dimensão do equívoco, e no nosso governo haverá um diálogo com o setor, um compromisso grande com o resgate da sua capacidade de investimento, através de algo que se chama previsibilidade. Essa é a palavra mágica em falta hoje em várias ações do governo, em especial da condução da política econômica por todas as suas perversas consequências.

Na sabatina, o Sr. falou que o governo atual fez escolhas erradas. Quais?

São inúmeras. Poderíamos ficar a tarde toda aqui falando delas. Mas vou elencar algumas. A primeira começa antes do inicio desse governo. Próximo da segunda metade do segundo mandato do presidente Lula, quando começa a haver a flexibilização dos pilares macro econômicos. A inflação começa a ser tratada com certa leniência e começa a haver um processo de maquiagem no nosso superávit primário. Isso se agrava no governo da presidente, que opta desde a largada por uma ação absolutamente centralizadora. A característica desse governo não foi em hora alguma a do dialogo e impõe as decisões à sociedade e à economia brasileira de forma absolutamente unilateral.

Talvez o retrato mais nocivo dessa visão unilateral tenha sido a intervenção no setor elétrico brasileiro. Uma opção errada do governo por maiores que tenham sido os nossos alertas desde aquele momento. A pretexto da diminuição da conta de luz para indústria e para as famílias brasileiras, ela não foi pelo caminho mais fácil, que apontávamos como o adequado para a diminuição das contas de energia, que todos queremos, conta de energia mais baratas para as famílias, conta de energia mais competitiva para a indústria, que era a desoneração do PIS/CONFINS. Isso por si só poderia ter diminuído naquele instante, no final de 2012, alguma coisa, algo em torno de 5% as contas de luz e das famílias, dasindústrias brasileiras. Optou-se por uma descoordenada e desorganizada intervenção no setor e, hoje, já foram  R$ 53 bilhões do Tesouro, através de financiamentos com mesmo o fundo perdido, investido nesse setor. Dinheiro que poderia estar indo para fortaleceras ações nas áreas de segurança pública, na saúde, na educação ou mesmo em outros setores da economia. Essa foi uma decisão errada do governo.

A outra, vir diminuindo passo a passo, ano a ano, a participação do governo central no financiamento da saúde pública. O Governo do PT, quando assumiu o governo, a participação do governo federal era de 54%, no total do conjunto dos investimentos em saúde. Passaram-se onze anos, e hoje essa participação é de 45%. E quem menos tem? São as prefeituras, são aqueles que em maior parte da conta vem pagando.

Outra decisão absolutamente equivocada diz a respeito a nossa política externa. O Brasil optou por um alinhamento ideológico na condução da nossa política internacional, o que o afastou o Brasil de acordos bilaterais enquanto o mundo avança de forma celebre, de forma vigorosa nas custas desses acordos. E o tempo perdido em relação ao acordo com União Europeia, e mesmo com o enorme atraso, poderia ter sido efetivado esse ano, porque a própria União Europeia está negociando, por exemplo, com países como os Estados Unidos e parte do espaço que existiria lá para produtos, por exemplo, do agronegócio, estarão sendo ocupadas  por produtos de outros países. Esse é um exemplo de que na política o tempo é o bem mais valioso. E a ausência de ação do governo na busca de acordos bilaterais tem prejudicado nosso produto brasileiro.

A gestão centralizada do governo e a ampliação sem limites da estrutura do Estado brasileiro é outra decisão equivocada. A Presidente da República submete o Estado ao seu projeto de poder, se submetendo a pressões e negociações, junto a partidos políticos, a forças políticas com o intuito, mais recente, pelo menos, de ampliar seu tempo de televisão na disputa eleitoral. É, portanto, a agenda eleitoral se impondo à agenda do Estado brasileiro. Há algum tempo não temos uma presidência full time no Brasil. Temos uma candidata a presidente da República, essa sim, atuando full time.

Sobre corte de cargos comissionados.

 Estamos calculando que pelo menos um terço deles podem ser extintos imediatamente. E falo com autoridade de quem fez isso em Minas Gerais, reduziu o número de secretarias, extinguiu cerca de três mil cargos comissionados, acabamos com empresas públicas que não tinham qualquer razão para existirem e fizemos com que Minas Gerais se transformasse no melhor exemplo de gestão pública eficiente do Brasil. Minas, e esse é o modelo que podemos trazer para o plano nacional, é o único estado brasileiro onde 100% dos servidores têm metas a serem alcançadas e são avaliados em razão dessas metas e alcançadas essas metas são remunerados. Recebem um bônus no final do ano correspondente a mais um salário.

Para mostrar o que significou, exemplificar a importância disso, o que nos trouxe hoje a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde de toda região Sudeste segundo os ministérios do governo federal e o maior conjunto de experiências de parcerias com o setor privado também em execução no Brasil, começa pela área da saúde, passa pela área de saneamento, chega a área rodoviária e alcança a área prisional. Minas tem hoje as principais e ainda únicas experiências de Parceiras Público Privadas na área prisional, algo também que pode alcançar o governo federal.

Sobre corte de ministérios.

Se eu tivesse esse desenho certamente teria um prazer enorme de antecipá-lo, mas não temos. Temos uma determinação de diminuir para algo em torno da metade dos 39, podia se ter um número fixo, mas algo muito próximo da metade. Quando o presidente Fernando Henrique deixou o governo, nós tínhamos se não me engano 23 ministérios. Existe um estudo da Universidade de Cornell, nos EUA, que fique pelo menos para a inspiração dos senhores, feito em mais de 100 países ao redor do mundo, que diz que os governos mais exitosos, mais eficientes são aqueles que têm alguma coisa entre 21 e 23 ministérios, portanto esse me parece uma boa inspiração. Logo que esse desenho estiver pronto nós vamos apresentar para a sociedade brasileira. E o foco será a eficiência do estado nacional para nos contrapormos ao aparelhamento e a ineficiência as duas principais marcas do atual governo.

Sabatina CNI: na economia Brasil perde de 7 a 1, diz Aécio

“Reversão para menores juros não vão acontecer por discurso, afirma, destacando que “o Brasil é refém hoje de um populismo cambial”.

Aécio propostas: candidato defende agenda de inovação

Eleições 2014

Fonte: InfoMoney

Para Aécio, Petrobras caiu em armadilha e dispara: o que me preocupa é o 7 a 1 econômico

Candidato à presidência pelo PSDB afirmou ainda: “não sou candidato de um partido, de uma coligação, sou candidato de um sentimento que permeia a nação”

 O presidenciável pelo PSDB Aécio Neves participa nesta quarta-feira de conferência realizada pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias), Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República. Além de AécioEduardo Campos (PSB) participou do evento e está prevista a participação de Dilma Rousseff (PT) à tarde.

Na segunda-feira, a CNI divulgou um conjunto de 42 estudos com sugestões em diversas áreas para a melhoria do ambiente de negócios do país.

“Não sou candidato de um partido, de uma coligação, sou candidato de um sentimento que permeia a nação”, disse Aécio. Segundo ele, o atual governo demonizou as privatizações, destacando ainda que “o aprendizado do PT no governo custou muito ao Brasil”.

Para ele, a “credibilidade” é um elemento que falta ao Brasil, em meio ao crescimento pífio da economia e a inflação estourando o teto da meta mesmo com os preços sendo represados.

A reversão para menores juros não vão acontecer por discurso e sim com o aumento da confiança, afirma, destacando que “o Brasil é refém hoje de um populismo cambial, sem tratar as questões essenciais do que é importante para o País”, ressaltou.

Para Aécio, a estabilidade macroeconômica tem que ser resgatada no Brasil, dando destaque especial à palavra previsibilidade, com os setores do mercado também sendo tratados de forma isonômica. Também é essencial, segundo ele, resgatar as agências reguladoras para que elas não sejam mais entraves ao desenvolvimento nacional.

“O tempo novo passa por uma nova forma de governança e essa é a governança que podem esperar do meu governo. Não esperem plano A, plano B, Brasil Melhor, Brasil Melhor e sim por uma melhor governança, um melhor governo”, afirmou. Aécio destaca duas necessidades, de redução das taxas de juros e aumento de investimentos. A meta é de elevar investimentos de 18% para 24% do PIB.

Aécio comenta Santander

Ao comentar o episódio polêmico sobre a nota do Santander em que relacionou uma possível reeleição de Dilma à piora da economiaAécio afirmou que o pessimismo é generalizado dada à queda de confiança.

O governo tem que sinalizar uma mudança de posição para que a arrogância seja substituída por um diálogo maior com quem ajuda o Brasil a crescer, destacou. “Isso não se fará com erros, isso se dará de acordo com uma nota postura. Tenho a oferecer uma nova e corajosa parceria, de simplificação do sistema tributário. O Brasil cansou de tudo que está aí e eu quero oferecer um novo tempo, e com muita ousadia”, afirmou.

Política externa
Sobre política externaAécio afirmou que “lamentavelmente, o Brasil optou por um alinhamento ideológico inconcebível, enquanto acordos bilaterais estão sendo feitos o tempo todo pelo mundo”, afirmou.

“O Brasil vem na contramão de tudo que o mundo desenvolvido vem pregando”, afirmou Aécio, ao falar sobre política externa, destacando que realinhará as relações não com um viés ideológico, e sim com um viés comercial.

Aécio também defende um “choque de infraestrutura” com o setor privado, afirmando ainda que não cabe ao governo estabelecer taxas de retorno e sim aos empresários.

“7 a 1 econômico”
Aécio também fez referências ao 7 a 1 que o Brasil sofreu contra a Alemanha na Copa do Mundo, como já destacado por casas de análises. Segundo ele, a goleada aplicada à seleção nacional em 8 de julho o deixou triste, mas o que realmente o preocupa é o “7 a 1 na economia“, com uma inflação em alta (por volta de 7% ao ano) e uma economia em baixa (com previsão de crescimento de 1% em 2014, segundo estimativa de economistas ouvidos pelo Focus).

“Estou preparado para romper paradigmas mesmo que os resultados não venham na totalidade no primeiro momento. Eu quero oferecer ambiente adequado para garantir a possibilidade do Brasil crescer. É a insegurança política e jurídica que vem fazendo com que o Brasil não atinja níveis de crescimento minimamente adequados”, afirmou.

Sobre inovação, Aécio afirmou que o Brasil tem que agir, parando de terceirizar as responsabilidades, além de aproximar as universidades do governo e avançar na construção da agenda da competitividade.

Agenda de inovação
Em suas considerações finais, Aécio afirmou que é candidato por acreditar que é possível construir uma agenda de inovação para crescimento no Brasil. Para ele, o atual governo deixa para seu sucessor um País desmobilizado, pois as ações sociais do governo não avançam, os jovens estão desacreditados, mas principalmente por causa dos agentes econômicos.

“Ou o Brasil encerra esse ciclo de governo que aí está para romper com as estruturas carcomidas de hoje ou teremos que enfrentar problemas ainda maiores do que hoje”, destacou.

“Caudatários, dependentes ou protagonistas, nós temos que decidir o que o Brasil deve ser”, afirmou, dizendo que deve haver uma inversão de valores e de atitude senão, o País vai cair para menos de 1% da participação do comércio no conjunto internacional.

setor elétrico está na UTI e é assim que devemos tratá-lo, com medidas duradouros, afirmando que o setor está desorganizado e a Eletrobras é uma parte disso, com grandes prejuízos nos últimos anos.

Aécio afirmou ainda que a Petrobras é vítima da armadilha criada pelo atual governo. “Estamos na contramão do mundo a subsidiar combustível fóssil, sendo a Petrobras a única que registra mais prejuízos com a alta do preço do petróleo. Enquanto isso, está sendo exigido investimentos monumentais da empresa.

“Essa patrimonialização do País pelo atual governo está sendo ruim para o Brasil”, afirmou Aécio, destacou que, agora, a a crise econômica se instala por outras vertentes e o Estado está cada vez com menos liderança para tomar medidas.

“Não vai me faltar coragem desde o primeiro dia do governo para adotar todas as medidas necessárias para atingir maior crescimento e justiça social. Temos a oportunidade daqui a oito semanas para virar a página para o Brasil. O País não merece o governo que está aí”, concluiu.