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Rio+20: artigo Aécio Neves

Rio+20: artigo Aécio Neves

 Rio+20: Aécio e o desenvolvimento sustentável

Rio+20: O programa de revitalização do Rio das Velhas adotado por Aécio Neves em Minas é referência de modelo para a recuperação e despoluição de outros rios. Parceria com o projeto Manuelzão da UFMG

Fonte: Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Rio+20

Mais uma vez o Brasil está no centro do desafio ambiental que mobiliza o mundo. Com a Rio+20, a comunidade internacional reúne as suas melhores esperanças para fazer avançar uma agenda comum e novas metas mobilizadoras para o desenvolvimento sustentável, que alcança também as questões econômicas e sociais.

Na condição de anfitriões da conferência global, é hora de nos posicionarmos com a convicção de quem, como eu disse antes aqui, pode se tornar o primeiro país desenvolvido com economia de baixo carbono, ampla participação de energias renováveis e práticas industriais, comerciais e agrícolas sustentáveis. Não podemos perder a oportunidade de contribuir para a fundação de um novo modelo de desenvolvimento – justo e solidário- que possa servir de referência.

Poucos países podem fazê-lo como o Brasil. Afinal, reunimos uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta; extensas áreas agricultáveis; o maior programa de biocombustíveis do mundo; um consolidado regime democrático, vivendo nossa era de bônus demográfico e uma exitosa experiência de redução da pobreza, construída nas duas últimas décadas.

Se a sustentabilidade global só será alcançada com os urgentes acordos e tratados internacionais de cooperação e novos mecanismos de financiamento, é também preciso que cada país enfrente com coragem os seus problemas e desafios locais.

Do Brasil se espera o exemplo. Avançamos, mas ainda convivemos com déficits vergonhosos. A destruição da vegetação natural – em especial, o desmatamento na Amazônia e as queimadas no cerrado – responde por mais da metade das emissões brasileiras de CO2 e coloca o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.

Ainda temos cerca de 40% dos domicílios inadequados para moradia. Nossas instituições públicas são obsoletas e burocratizadas, travando a competitividade do país. Cada um desses indicadores reúne nossos deveres e novas oportunidades para a economia e a sociedade. A construção do modelo dedesenvolvimento sustentável, com novos padrões de produção e de consumo, se constitui na maior oportunidade de mudanças sociais e econômicas do século 21.

Não se trata mais de saber quanto custarão os ajustes necessários na era pós-petróleo que se aproxima, mas de como o nosso senso ético coletivo atenderá a demanda por energia, água potável, comida e outros insumos, exigidos pela inclusão de bilhões de pessoas em todo o planeta.

Que os frutos da Rio+20 reforcem nossos laços com as gerações futuras e sejam capazes de alimentar um novo modelo de desenvolvimento, com lucidez, coragem e a urgência do presente que o futuro exige.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves e a Agenda do Futuro – a construção de uma nação ética, mais justa, mais competitiva e sustentável

Fonte: Artigo Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Agenda do futuro

O salto do que somos para o que queremos ser demanda uma inédita capacidade coletiva de superação de entraves importantes, que têm aprisionado o país no plano das promessas irrealizadas

Assim como a média do mundo emergente, vamos crescer nas próximas décadas.

A maneira como vamos crescer é que fará toda a diferença.

Para haver desenvolvimento é preciso ampliar as oportunidades geradoras de renda, criar empregos de melhor qualidade e incluir mais brasileiros nesse círculo virtuoso, superando o modelo que nos faz refém de circunstâncias políticas que preservam feudos e interesses e perpetuam o atraso.

Todos os dias o governo nos apresenta números buscando nos tranquilizar de que estamos no caminho certo. Mas vale a pena nos debruçarmos também sobre indicadores que mostram como o Brasil é visto pelo mundo.

Somos hoje a 7ª economia do planeta, com 41% dos moradores urbanos ainda sem acesso à rede de esgoto e com 43% dos domicílios inadequados para moradia, número que chega a 60% no Nordeste e a 72% no Norte.

A OCDE indica apenas 11% dos brasileiros de 25 a 64 anos com diploma universitário.

Perdemos três posições no indicador de negócios do Banco Mundial em apenas um ano. Saímos da 124ª para a 127ª classificação. No ranking geral de competitividade global do Fórum Econômico Mundial perdemos nove posições desde 2004. Somos o 10º mercado doméstico, mas o 111º em ambiente macro econômico e 114º na eficiência de mercado.

Ocupamos o 105º lugar em qualidade das rodovias num ranking de 139 países.

O Brasil da Copa do Mundo perdeu sete posições em dois anos no indicador de competitividade do turismo. Saímos da 45ª para a 52ª.

Como se vê, é preciso vencer uma extensa agenda de grandes tarefas. Precisamos de políticas públicas que construam pontes para negócios portadores de um futuro mais justo e sustentável.

Temos todas as condições para nos tornarmos o primeiro país desenvolvido com economia de baixo carbono, com ampla produção de energias renováveis e práticas industriais, comerciais e agrícolas competitivas e sustentáveis.

Viveremos nas próximas duas décadas com mais pessoas em idade produtiva, que se somam às terras férteis, ricas em água, minérios e incomparável biodiversidade. O salto do que somos para o que queremos ser demanda uma inédita capacidade coletiva de superação de entraves importantes, que têm aprisionado o país no plano das promessas irrealizadas.

Diferente do simples crescimento econômico, desenvolvimento é consequência das escolhas que fazemos. E precisamos, cotidianamente, reafirmar as nossas por uma nação ética, mais justa, mais competitiva e sustentável.

É necessário que as ações governamentais sejam mais ousadas e capazes de criar um novo relacionamento com o setor produtivo e novos pactos com a sociedade.