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Funcionários dos Correios denunciam coação a sindicato

Um carteiro que preferiu não se identificar, por medo de retaliações, afirmou que chefias convocam trabalhadores a entregar panfletos.

Uso político dos Correios

Fonte: O Tempo

Servidores denunciam coação

Sindicatos apuram suspeita de que estatal estaria pressionando carteiros a entregar panfletos petistas

DENISE MOTTA

A suspeita de que a estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos possa estar sendo usada eleitoralmente a favor de campanhas do PT mobiliza sindicatos da categoria em Minas. Uma das entidades de classe recebeu denúncias de funcionários que estariam sendo coagidos a trabalhar a favor das campanhas de Dilma Rousseff, à Presidência, e de Fernando Pimentel, ao governo de Minas.

Um carteiro que preferiu não se identificar, por medo de retaliações, afirmou que chefias convocam trabalhadores a entregar panfletos durante o domingo. Segundo ele, os funcionários se sentem coagidos. “A maioria dos funcionários tem medo de retaliação e acaba entregando os panfletos do PT e também do PMDB”. Ele também disse que os panfletos de campanha seriam mantidos dentro de unidades da estatal. “Estamos revoltados”, contou.

Nessa terça, um vídeo publicado no site do jornal “Estado de S. Paulo” mostrava trecho de uma reunião em que o deputado estadual Durval Ângelo (PT) afirmava que o bom desempenho de Dilma e de Pimentel nas pesquisas de intenção de votos em Minas Gerais se deve ao “dedo forte dos petistas dos Correios.”

A reunião teria acontecido na quinta-feira da semana passada, com a presença de dirigentes dos Correios em Minas Gerais, incluindo o presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro.

Em Minas, cerca de 9.000 funcionários trabalham na estatal, segundo informou sindicato da categoria. Parte deles é filiada ao PT e assume abertamente sua posição política. “Depois das 18h, o trabalhador tem o direito de se manifestar. Estão criando um fato político. É desespero de tucanos”, diz o presidente do sindicato em Juiz de Fora, João Ricardo Guedes.

Outra parte dos servidores da estatal é ligada ao Partido da Causa Operária (PCO), legenda de extrema esquerda adversária do PT.

Outro lado. Em nota, a direção dos Correios negou que a estatal tenha atuação “político-partidária” nestas eleições e rebateu ainda críticas do candidato à Presidência Aécio Neves, que afirmou ter recebido denúncias de que a empresa deixou de entregar correspondências e material de campanha do PSDB em Minas Gerais.

“As alusões sobre participação de pessoas ligadas aos Correios em atividades político-partidárias jamais podem ser entendidas como atuação da empresa. A participação de algum profissional, como cidadão, nessa ou em outra atividade, fora do âmbito dos Correios e fora do seu expediente de trabalho, diz respeito à pessoa e não à empresa”, diz a nota.

“A referida reunião (com Durval Ângelo) de que trata a matéria (do “Estadão”) ocorreu no período noturno e fora dos Correios, e não utilizou qualquer recurso da instituição. Portanto, não diz respeito à empresa, afirma o comunicado.

Sindicato estuda ações

A Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP), que representa os servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), confirmou na noite desta quarta que vai entrar com alguma medida na Justiça contra o presidente dos Correios depois de um vídeo divulgado na internet que mostra o suposto uso da estrutura estatal em favor de candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT). O presidente licenciado da associação, Luiz Alberto Menezes Barreto, afirmou que os advogados da ADCAP já estão trabalhando para decidir quais as medidas cabíveis nesse caso, mas ainda não revelou o que a associação pretende fazer. Também na noite desta quarta, a assessoria de imprensa do candidato ao governo de Minas Pimenta da Veiga (PSDB) enviou uma nota informando que apresentará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para investigar o PT por improbidade administrativa. Além disso, os tucanos também adiantavam que a ADCAP tomaria a mesma medida.

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Escândalo: ‘Dedo forte dos Correios’ é responsável por bom desempenho de Dilma e Pimentel em Minas

Durval Ângelo afirmou que a presidente Dilma só chegou a 40% das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

Ações ilícitas para conquistar votos

Fonte: Estadao de S.Paulo

Em vídeo, deputado diz que ‘tem dedo forte dos petistas dos Correios’ na campanha de Dilma

Em reunião em Minas, Durval Ângelo (PT-MG) atribui desempenho da presidente nas pesquisas de intenção no Estado à ‘contribuição’ da empresa; imagens foram obtidas pelo ‘Estado’.

Clique aqui para assistir o vídeo

Numa reunião com dirigentes dos Correios em Minas Gerais, com a presença do presidente da empresa pública, Wagner Pinheiro, o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) afirmou que a presidente Dilma Rousseff só chegou a “40%” das intenções de votos em Minas Gerais porque “tem dedo forte dos petistas dos Correios”. Um trecho gravado da reunião, realizada na última quinta-feira, foi obtido pelo Estado. “Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do [Fernando] Pimentel [candidato do PT ao governo de Minas] e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.” O deputado diz, ainda, que “a prestação de contas dos petistas dos Correios será com a vitória do Fernando Pimentel a governador e com a vitória da Dilma”.

Todo discurso é acompanhado pelo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que não se manifesta no trecho ao qual o Estado teve acesso. Pinheiro está sentado à mesa ao lado do deputado Durval Ângelo e não o interrompe. O parlamentar, que integra o Diretório Nacional do PT e é coordenador político da campanha de Pimentel, pede ao presidente dos Correios que informe à direção nacional do partido sobre “a grande contribuição que os Correios estão fazendo” nas campanhas.

“A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais tem dedo forte dos petistas dos Correios. Então, queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma, a grande contribuição que os Correios estão fazendo”. E prossegue: “Muitos companheiros tiraram férias, licença, que têm como direito, ao invés de estarem com suas famílias passeando, estão acreditando no projeto.”

O deputado diz, na gravação, ter uma “parceria antiga com gigantes que representam os Correios” e cita nominalmente o diretor regional dos Correios em Minas Gerais, Pedro Amengol, o assessor do gabinete da diretoria, Lino Francisco da Silva, e o gerente regional de vendas dos Correios, Fábio Heládio, os três ligados ao PT. ‘”…No dia da reunião que nós tivemos no hotel [da qual participou Pimentel], o Helvécio [Magalhães, coordenador da campanha do petista] falou: “Vou reunir com a equipe ainda esta semana e vamos liberar a infraestrutura. E, se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios.””

O deputado contou que várias reuniões foram realizadas no Estado por funcionários dos Correios para trabalhar pelas campanhas: “Os Correios trabalharam com as 66 mesorregiões [de Minas]. Fizemos reuniões em todas e nas macrorregiões, regiões assim como Governador Valadares, com 40 cidades, assim como 30 cidades do Sul, em Viçosa tinha 70 cidades. Onde eu tive perna eu fui acompanhando.”

Na última semana, o Estado revelou que os Correios abriram uma exceção para entregar, sem chancela, 4,8 milhões de folders da campanha de Dilma Rousseff no interior de São Paulo. A chancela ou estampa digital serve como comprovação de que o material entregue pelos carteiros foi realmente postado nos Correios e distribuído de forma regular, mediante pagamento. Dez partidos de oposição também foram beneficiados com a exceção para enviar 927,7 mil unidades sem chancela.

Outro lado. O presidente dos Correios afirmou, por meio da assessoria, que “os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato”. Ele confirmou que participou da reunião em Minas Gerais, na última quinta-feira, após cumprir agenda de trabalho na capital mineira – a sede dos Correios fica em Brasília. “A reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela.” A assessoria informou que “durante o período da tarde, o presidente participou de reuniões de trabalho na Diretoria Regional dos Correios de Minas Gerais e de evento do Plano de Demissão Incentivada para Aposentado dos Correios.”

O deputado Durval Ângelo não respondeu aos telefonemas do Estado. A assessoria de campanha da presidente Dilma Rousseff, procurada, afirmou: “A campanha não mobiliza funcionários da empresa. A única relação da campanha com os Correios ocorre mediante prestação de serviços pagos, como já informado anteriormente ao Estado de S. Paulo”.

A campanha de Pimentel afirmou que ele tem se reunido e recebido apoio de vários segmentos de servidores em Minas Gerais, incluindo dos Correios. “É algo corriqueiro na campanha”, afirmou a assessoria. Na última semana, por exemplo, o candidato esteve com funcionários da estatal num encontro organizado pelo diretor dos Correios em Minas, Pedro Amengol. “Demonstramos o apoio do coletivo de trabalhadores e trabalhadoras dos Correios que está organizado há mais de dez anos no estado”, afirmou Amengol, conforme noticiado no site da campanha. Procurado, Amengol não ligou de volta para o Estado.