• Agenda

    setembro 2020
    S T Q Q S S D
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930  
  • Categorias

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Arquivo

  • Minas em Pauta no Twitter

    Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

Aécio propõe regras tributárias específicas para Nordeste

Aécio indicou que governará com atenção especial para os pobres. Base de proposta de investimentos no Nordeste será apresentada em agosto.

“Levaremos o exemplo do que fizemos em Minas Gerais, onde, ao final do nosso mandato, tínhamos gasto três vezes mais per capita na região mais pobre de Minas do que nas áreas mais ricas”, afirmou o tucano

Eleições 2014

Aécio Neves promete investir contra a desigualdade no Nordeste

Candidato do PSDB à Presidência prepara proposta de desenvolvimento, com normas tributárias específicas para atrair negócios e reduzir a pobreza na região

O candidato à Presidência da República pelo PSDBsenador Aécio Neves, indicou ontem que, se eleito, vai governar com atenção especial para os pobres. Segundo ele, a base de uma proposta de investimentos no Nordeste será apresentada na semana de 12 de agosto, quando o tucano faz peregrinação pelos estados da região. “Levaremos o exemplo do que fizemos em Minas Gerais, onde, ao final do nosso mandato, tínhamos gasto três vezes mais per capita na região mais pobre de Minas do que nas áreas mais ricas”, afirmou o tucano, emendando que só é possível diminuir as desigualdades “tratando os desiguais de forma desigual”.

Ao inaugurar o comitê central de sua campanha ontem, em Belo Horizonte, o presidenciável disse estar preparando um choque de investimentos no Nordeste, usando para isto “regras tributárias específicas”. O tucano voltou a falar na redução do número de ministérios em um eventual governo tucano, mas continuou se negando a dizer quais pastas pretende extinguir. Usando dados de uma pesquisa internacional, Aécio disse considerar 22 ou 23 um número bom de ministérios. “Quero diminuir os ministérios e os cargos de livre nomeação e fazer com que o governo federal funcione, porque, hoje. o governo não ajuda e começa já a atrapalhar a vida de quem quer empreender no Brasil”, afirmou.

Tratado pelos aliados de Juscelino Kubitschek do século 21, Aécio disse que fará, nos próximos 20 dias, um roteiro que o levará a pelo menos 20 estados e fez um apelo ao cabos eleitorais mineiros para que convençam indecisos e mudem a seu favor votos “equivocados”.

O tucano dividiu o palanque com o candidato tucano ao governo de MinasPimenta da Veiga, o vice na chapa, Dinis Pinheiro (PP), e o ex-governador, que agora concorre ao Senado, Antonio Anastasia, além do governador Alberto Pinto Coelho (PP). Também presente no evento, Maria Estela Kubitschek , filha do ex-presidente Juscelino, leu carta levando a Aécio o apoio de toda a família. Segundo ela, JK conquistou a Presidência da República com a idade do tucano, a quem tratou por futuro presidente.Militância
PSDB reuniu centenas de militantes com bandeiras tucanas na Avenida Augusto de Lima, onde preparou um carro de som e um telão para que as pessoas na rua dissessem o que esperam de um novo Brasil. Na hora do almoço, o jingle de Aécio ficou alertando para a presença do candidato, enquanto a juventude do partido e o tucanafro faziam batucada em uma das esquinas movimentadas do Centro de Belo Horizonte.

PimentaDinis e Anastasia desceram a Rua da Bahia até entrar no comitê, onde Aécio procurou vincular sua campanha à sucessão estadual. “Se nós já fizemos tanta coisa em Minas Gerais, tendo um presidente de oposição, imagina se vencermos eleições presidenciais, com o conhecimento que tenho da realidade de Minas Gerais, os avanços que poderemos trazer para o estado”, afirmou. Antes, os aliados trataram de reforçar a campanha do presidenciável no estado. “Tenho certeza que o grito que ecoa de Minas, que é o grito de Aécio presidente, vai se espalhar pelo Brasil. Com Pimenta governador, vamos rumo à vitória”, afirmou Anastasia.

Pimenta
Ao comentar o resultado das últimas pesquisas em Minas, que colocam o candidato lançado por ele praticamente empatado com o adversário do PT, o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando PimentelAécio disse acreditar que no próximo levantamento Pimenta estará liderando. “Sempre acreditei na vitória doPimenta, ele é consistente, não é um candidato de bravatas, é um candidato que tem história e representa a continuidade de um trabalho extremamente sério”, afirmou. Pimenta da Veiga retribuiu, inflando a campanha do senador. “Aqui está nascendo um movimento político que vai ganhar o Brasil inteiro e resultar na eleição e vitória de Aécio Neves presidente”, afirmou.

Anastasia disse que a avaliação negativa do governo federal e a positiva da gestão estadual devem influenciar o eleitor, ajudando a candidatura de Pimenta. O ex-governador lembrou, que nesta fase da campanha estava atrás nas pesquisas e ressaltou o fato de o desempenho do atual candidato do PSDB ter melhorado antes mesmo de começarem as propagandas de televisão.

Mais cedo, Pimenta da Veiga fez caminhada pelo Barreiro, onde conversou com comerciantes e falou mais uma vez sobre o crescimento da inflação no país. “Há muitos empreendimentos, muitas empresas, desde as muito grandes até pequenas empresas. E todas são prejudicadas pela inflação que, infelizmente, está dando sinais de uma rápida elevação, e isso depende do governo federal. O remédio que estamos apontando para isso é mudar o eixo do país, através da liderança de Aécio Neves”, afirmou.

Prefeitos no alvo

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou ontem que, em um eventual governo, teria como prioridade aumentar em cerca de dois pontos porcentuais o repasse da União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para “tirar da falência os serviços públicos brasileiros dos municípios”. A uma plateia formada por prefeitos em evento na capital gaúcha, ele garantiu que há recursos para tornar o pacto federativo brasileiro mais justo e eficiente e criticou a política de desonerações do atual governo, como no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que, segundo ele, não dá mais resultado e, de quebra, acaba gerando diminuição dos repasses às cidades.

Aécio: educação e transformação social, coluna Folha

Aécio: ao não se inserir no mercado, toda uma geração corre o risco de não conseguir romper com ciclos de pobreza e desigualdade.

Aécio: PNAD e a realidade brasileira

Aécio: educação e transformação social, coluna Folha

Aécio: “a nossa juventude não pode mais esperar que a educação de qualidade saia do papel e das promessas.” Foto: George Gianni

Fonte: Folha de S.Paulo 

A verdadeira emancipação

Coluna de Aécio Neves

educação é a principal ferramenta da verdadeira e emancipadora transformação social que o Brasil precisa fazer.

Reduzi-la apenas a frases de efeito ou a discursos é um gesto de covardia para com milhares de brasileiros. A falta de planejamento nessa área vai custar muito caro ao país. Para milhões de jovens, o preço já está alto demais.

Os números oficiais mostram que o despreparo e a ineficácia trabalham juntos para comprometer conquistas preciosas da sociedade brasileira, como a universalização do ensino fundamental, a elevação do percentual de pessoas com mais de oito anos de estudo e a forte redução do analfabetismo, entre outros avanços iniciados no períodoItamar/Fernando Henrique. Esse quadro promissor vem sendo sistematicamente demolido.

Os números da Pnad 2012, divulgados há poucas semanas, revelam que a taxa de analfabetismo no país parou de cair e atinge 13 milhões de pessoas. Há ainda um enorme contingente de analfabetos funcionais que se encontram à margem do mercado de trabalho. De cada dez jovens entre 17 e 22 anos que não completaram o ensino fundamental, três continuam sem estudar e trabalhar. Cerca de 50% da população adulta (superior a 25 anos) não têm ensino fundamental e só 11% têm ensino superior, índice muito inferior ao recomendado por instituições internacionais.

ensino superior é uma das faces do caos no qual estamos imersos. Cerca de 30% dos cursos avaliados no último Enade foram reprovados. O compromisso de realizar dois Enems por ano acabou definitivamente arquivado. No principal ranking internacional de universidades, o Brasil ficou sem nenhuma representante entre as 200 melhores do mundo.

A inexistência de universidades competitivas diz muito sobre o país que pretendemos construir. A educação não é uma ilha isolada. Deveria estar inserida em um contexto que aposta na formação dos nossos cidadãos, em novas matrizes de produção, no incremento da inovação e no uso intensivo de tecnologias de ponta.

Aqui se instala o grande desafio a ser enfrentado: a nossa juventude não pode mais esperar que a educação de qualidade saia do papel e das promessas, da mesma forma que o país não pode continuar aguardando eternamente as condições necessárias para realizar o grande salto no seu processo de desenvolvimento.

O país que almeja conquistar um lugar de destaque no mundo precisa aumentar a sua competitividade e a autonomia da sua população. Ao não se inserir no mercado, toda uma geração corre o risco de não conseguir romper com limites hoje conhecidos, perpetuando ciclos de pobreza e desigualdade.

Essa realidade é injusta com o país. E é injusta, sobretudo, com milhões de brasileiros.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Gestão Aécio e Anastasia: Redução da pobreza em Minas é mais intensa que a média brasileira, diz Ipea

Gestão Eficiente, Gestão em Minas

Fonte: Marina Rigueira – Estado de Minas

Redução da pobreza em Minas é mais intensa que a média brasileira, diz Ipea

Minas Gerais vem reduzindo os índices de pobreza e desigualdade em ritmo maior do que outros estados do Sudeste e do que a média brasileira. No entanto, possui apenas 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 10,3% da população. Os dados foram comentados pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O estudo do Ipea mostra a evolução de 34 indicadores entre 2001 e 2009, nas áreas de demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação. É possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução de Minas Gerais em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e à remuneração do trabalho.

De acordo com Pochmann, Minas apresenta a 9ª maior renda domiciliar do país e a 8ª menor taxa de pobreza extrema entre os Estados. Tecnicamente, considera-se em extrema pobreza os que tinham renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês, em setembro de 2009. Para anos anteriores, o valor é deflacionado segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2001, 9% da população mineira estava nessa situação, índice reduzido para 3% em 2009. É uma queda bem superior à do Sudeste (que caiu de 5,6% para 2,3%) e à do Brasil (queda de 10,5% para 5,2%).

Na última década, a redução dos índices de pobreza e a melhora dos indicadores sociais ocorreram em todos os Estados, especialmente no meio rural. Para Pochmann, a ampliação dos investimentos sociais e dos programas de transferência de renda explicam, em grande parte, esse quadro. Esses investimentos se transformaram em estímulo ao crescimento econômico, em uma política que inverteu uma máxima do ex-ministro Delfim Neto, de que era necessário primeiro fazer crescer o bolo para depois dividi-lo. Agora, a distribuição vem antes e é condição para o crescimento. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou o presidente do Ipea.