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Coligação Todos por Minas convoca ex-prefeitos

O encontro faz parte de estratégia que prevê, a partir de agora, maior ênfase na caça a eleitores fora da região metropolitana.

Eleições em Minas Gerais

Fonte: Estado de Minas

Encontro com ex-prefeitos faz parte de estratégia que prevê maior ênfase na caça a eleitores fora da região metropolitana.Foto: Marcelo Sant’Ana

Campanha tucana convoca ex-prefeitos

Leonardo Augusto

O candidato do PSDB a governador, Pimenta da Veiga, se reuniu nesta terça com ex-prefeitos de cidades mineiras em Belo Horizonte e pediu empenho na busca por votos. O encontro faz parte de estratégia que prevê, a partir de agora, a 46 dias do pleito, maior ênfase na caça a eleitores fora da região metropolitana. “Vamos colocar a campanha mais para o interior”, afirmou um dos coordenadores do comitê de Pimenta, Danilo de Castro, que participou da reunião.

O governador Alberto Pinto Coelho (PP) transferiu a agenda de ontem para o Palácio da Liberdade, próximo à Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), onde foi realizada a reunião, para também comparecer ao ato de campanha. Ainda dentro da estratégia de interiorizar a campanha, Danilo anunciou para sexta-feira uma viagem do principal cabo eleitoral dePimenta, o candidato do partido à Presidência da RepúblicaAécio Neves (PSDB), a Uberlândia, no Triângulo Mineiro. “A cidade tem mais votos que todo o Vale do Jequitinhonha”, justificou o coordenador.

Em relação ao encontro de ontem, Pimenta da Veiga disse que a reunião com os aliados é fundamental para a campanha. “Tem um peso muito grande. Ex-prefeitos são importantes lideranças municipais e regionais. Em algumas cidades, o ex-prefeito tem mais liderança, mais presença até do que quem está no poder”, argumentou.

O candidato não quis revelar o teor das reuniões das quais disse ter participado na segunda-feira em Brasília. Os encontros fizeram com que Pimenta cancelasse por duas vezes ao longo do dia compromissos de campanha. “São coisas internas. Procedimentos internos”, resumiu.

PLANALTO Na briga por vaga no Senado, o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) também participou do encontro com os ex-prefeitos. O candidato comentou o novo quadro na disputa pelo Palácio do Planalto com a morte do ex-governador Eduardo Campos, que concorria pelo PSB. “A troca de candidato vai trazer algumas alterações no panorama, mas ainda é cedo para aferir quais serão as modificações”, avaliou.

O candidato ao governo de Minas Fernando Pimentel (PT) suspendeu a agenda de ontem, quando se reuniria com sindicatos e representantes de movimentos sociais. De acordo com a assessoria, ele prolongou a gravação do programa eleitoral.

SAÚDE REBATE As afirmações feitas pelo candidato do PT a governador, Fernando Pimentel, de que o estado passa por uma “situação de crise” na área da saúde e que obras prometidas em hospitais estão inacabadas, foram rebatidas ontem pelo governo mineiro. De acordo com nota da Secretaria de Saúde, o Executivo repassou mais de R$ 435 milhões para a construção de 11 hospitais regionais – dos quais um já foi entregue (Uberlândia, em 2010), um está em fase final (Uberaba), seis estão em obras (Divinópolis, Juiz de Fora, Sete Lagoas, Governador Valadares, Teófilo Otoni e Conselheiro Lafaiete) e três estão na etapa de projetos (Montes Claros, Nanuque e Novo Cruzeiro). Ao todo, serão investidos R$ 707 milhões. Ainda segundo a Secretaria de Saúde, o governo estadual também contribui para a equipagem, custeio e contratação de pessoal para esses hospitais.

Gestão Anastasia: governo de Minas promove a revitalização do coreto da Praça da Liberdade

Patrimônio Histórico de Belo Horizonte será reaberto ao público em outubro

Um dos maiores símbolos arquitetônicos de Belo Horizonte será reaberto ao público. Foi assinado nesta quinta-feira (12), na Cidade Administrativa, um termo de cooperação entre o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), o Instituto Cultural do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG Cultural) e a Associação dos Notários e Registradores do Estado de Minas Gerais (Anoreg-MG), que garante o início das obras de restauração do coreto da Praça da Liberdade.

Pela parceria, o BDMG Cultural fica responsável pela elaboração do projeto arquitetônico, avaliado em R$ 12 mil, para a revitalização do coreto, além de assumir a gestão do trabalho de execução das obras. Já os recursos para a restauração ficam por conta da Anoreg-MG, enquanto o Iepha-MG será responsável pelo suporte técnico, acompanhamento e fiscalização dos trabalhos, que deverão atender às exigências técnicas do instituto, por se tratar de um bem tombado pelo patrimônio histórico. O custo total da obra ainda depende da conclusão do projeto arquitetônico, mas está estimado inicialmente em cerca de R$ 120 mil.

O acordo estabelece o prazo de 205 dias corridos, contados a partir desta quinta-feira (12), para a conclusão do trabalho, o que significa que os belo-horizontinos poderão comemorar a reabertura do coreto, completamente revitalizado, em outubro deste ano. A contrapartida pedida, pelo BDMG Cultural, foi a garantia de que a realização de uma série de eventos culturais de pequeno porte, como apresentações de coral, possam continuar sendo realizadas no coreto, como já acontecia anteriormente. A estrutura foi interditada em novembro de 2010.

O termo de cooperação foi assinado pelo Secretário de Estado de Governo, Danilo de Castro; pela Secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras; pelo presidente do BDMG Cultural, Washington Mello; o presidente da Anoreg-MG, Roberto Andrade; o secretário municipal da Regional Centro-Sul da capital, Harley Andrade; e o vice-presidente do Iepha-MG, Pedrosvaldo Caram Santos.

Patrimônio histórico

Erguido no centro da Praça da Liberdade em 1913, a estrutura artística de ferro com base em alvenaria sempre foi um espaço tradicional de cultura e lazer para a população mineira. Por décadas, aos domingos, ali se reuniam inúmeros belo-horizontinos para apreciar as apresentações promovidas pela Banda Musical do 1º Batalhão da Brigada Policial de Minas Gerais.

O Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade foi tombado pelo Iepha-MG em 1977. De acordo com os levantamentos reunidos no dossiê de tombamento, o coreto já fazia parte do projeto original da praça, concebido pelo arquiteto Luiz Olivieri e – após a remodelação do espaço por ocasião da visita dos reis Belgas a Belo Horizonte, em 1920 – teria sido o único elemento preservado do antigo desenho da praça.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-promove-a-revitalizacao-do-coreto-da-praca-da-liberdade/

Governo de Minas: Anastasia recebe líderes da base aliada para discutir projetos de interesse do Estado

Vice-governador Alberto Pinto Coelho também participou do encontro no Palácio Tiradentes

Omar Freire/Imprensa MG
Governador durante encontro com líderes da base aliada na Assembleia
Governador durante encontro com líderes da base aliada na Assembleia

O governador Antonio Anastasia recebeu, nesta quarta-feira (4), no Palácio Tiradentes, os líderes da base aliada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para tratar de projetos de interesse do Estado. Participaram do encontro o vice-governador Alberto Pinto Coelho; o presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro (PSDB), os líderes do Governo, Bonifácio Mourão (PSDB); da Maioria, Gustavo Valadares (PSD), do bloco Transparência e Resultado, Lafayette Andrada (PSDB) e do bloco Avança Minas, Tiago Ulisses (PV), além do deputado Luiz Humberto (PSDB) e do secretário de Governo, Danilo de Castro.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/anastasia-recebe-lideres-da-base-aliada-para-discutir-projetos-de-interesse-do-estado/

 

Antonio Anastasia envia à Assembleia projeto de lei que cria o Fundo Estadual do Café

 

BELO HORIZONTE (16/12/11) – O governador Antonio Anastasia entregou, nesta sexta-feira (16), no Palácio Tiradentes, os prêmios aos primeiros colocados do 8º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. Durante a solenidade, Anastasia assinou mensagem encaminhando à Assembleia Legislativa do Estado projeto de lei que institui o Fundo Estadual do Café (Fecafé), com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e social, a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva do café. O fundo contará com recursos do Orçamento do Estado, a serem disponibilizados por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

“Nós vamos alocar um valor anual de cerca de R$ 100 milhões, que pode ser desdobrado em dois anos. É um fundo permanente. O grande objetivo é exatamente sustentar as atividades do café. Quando o café está bem, nós percebemos que há todo um circuito de prosperidade no interior. A renda, o dinheiro corre no interior do Estado. Aí o comércio responde melhor e a indústria também. Por isso a importância do café, presente em mais de 600 municípios de Minas Gerais”, disse Anastasia em entrevista coletiva.

A criação do Fecafé e a realização do concurso fazem parte das ações do Governo de Minas para consolidar a cafeicultura familiar, dar visibilidade aos cafés de qualidade do Estado, capacitar provadores de café e fortalecer a assistência técnica aos produtores. Dentre as ações a serem desenvolvidas com recursos do fundo destacam-se a subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, para apoiar os agricultores diante de intempéries, e o georreferenciamento do parque cafeeiro, que permitirá o mapeamento da diversidade de cafés produzidos no Estado.

“O café para nós, em Minas Gerais, além do seu valor econômico, além do seu valor social, na medida em que emprega milhares e milhares de pessoas e democratiza a renda por todo o nosso Estado, está de modo indelével preso à nossa trajetória, ao nosso código genético, à história de Minas Gerais. Por isso mesmo, quando falamos que o café é o nosso ouro verde é muito mais do que simbologia”, destacou o governador.

Concurso

Nesta edição do Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais foram inscritas 1.637 amostras das quatro regiões cafeeiras do Estado: Cerrado, Chapadas de Minas, Matas de Minas e Sul. O número é 59,5% superior ao da última edição do concurso. A seleção foi feita em duas categorias: “café natural” e “café cereja descascado ou desmucilado”. Este é o maior concurso de qualidade do café do Estado em número de amostras.

“O café é fundamental para a economia de Minas. Um quarto do café do mundo inteiro de todo o planeta Terra é feito aqui no nosso Estado. Isso significa que nós temos uma grande responsabilidade não só pela quantidade, que por sim só já é avassaladora, mas muito mais, e aí o nosso esforço, pela qualidade desse café, pelo seu valor agregado. Por isso, no momento em que certificamos as propriedades, no momento em que conferimos aqui a premiação àqueles produtores que deram um passo além, nós estamos aplaudindo, reconhecendo o mérito, o denodo, o esforço, o empenho de cada qual, mas dizendo a toda Minas e ao Brasil: aqui se produz muito café, mas, mais do que nunca, se produz café de excelente qualidade, rico, saboroso, aromático e com todas as boas características”, afirmou Anastasia.

Foram classificadas 106 amostras para a final do concurso – 48 na categoria “natural” e 58 na categoria “cereja descascado ou desmucilado”. Desse total, foram escolhidos os três melhores cafés de cada categoria e em cada região.

Durante a solenidade foram entregues certificados, troféus e prêmios (moto 0km, TV de LED e equipamentos para colheita do café) aos participantes. O reitor da Universidade Federal de Lavras, professor Antônio Nazareno Guimarães, o reitor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, professor Sérgio Pedini, e o presidente da Emater, Maurílio Soares Guimarães, entregaram placas de homenagens a oito parceiros da qualidade dos cafés de Minas Gerais: Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fameg), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Basf, Café Brasil, Carmo Coffees, Fertilizantes Heringer e Syngenta.

Também participaram da solenidade o vice-governador Alberto Pinto Coelho, os secretários de Estado Danilo de Castro (Governo), Maria Coeli (Casa Civil), Carlos Melles (Transportes e Obras Públicas) e Carlos Pimenta (Trabalho e Emprego) e o secretário-geral da Governadoria, Gustavo Magalhães.

Produção

Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. O Estado responde por 50,2% da safra nacional. A produção mineira neste ano deve alcançar 22,1 milhões de sacas, espalhada por 604 municípios, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É o segundo produto da pauta de exportação do Estado, depois do minério de ferro. É vendido para mais de 60 países em todo o mundo. Os principais destinos do café de Minas, atualmente são Alemanha (23,4%), Estados Unidos (21,1%), Itália (10,1%), Japão (9,4%) e Bélgica (8,3%). Entre janeiro e novembro de 2011, a receita das exportações mineiras de café alcançou US$ 5,2 bilhões, cifra 44,9% superior à registrada em idêntico período de 2010.

Categoria Natural

Sul de Minas

1º lugar – Antônio Mello Canato (Carmo de Minas)

 Cerrado Mineiro

1º lugar – Acácio José Dianin (Monte Carmelo)

Matas de Minas

1º lugar – Thamires Rodrigues Ferreira (Manhumirim)

 

Categoria Cereja Descascado

Sul de Minas

1º lugar – José Wagner Ribeiro Junqueira (Carmo de Minas)

Cerrado Mineiro

1º lugar – Amélia Ferracioli Delarisse (Patrocínio)

Matas de Minas

1º lugar – José Rocha (Manhuaçu)

Chapada de Minas

1º lugar – Cláudio Esteves Gutierrez (Água Boa)

Fonte: Agência Minas

Lobista dá golpe milionário em Minas Nilton Monteiro, apontado como o responsável pela Lista de Furnas, documento com nomes de 156 políticos que teriam recebido recursos da empresa em 2002, é acusado de nova fraude

Advogado Willian dos Santos, ligado aos deputados estaduais petistas Durval Ângelo e Rogério Correia, estava com Monteiro no momento da prisão

Fonte: Daniel Camargos – Estado de Minas

Lobista dá golpe milionário em Minas

Nilton Monteiro, apontado como o responsável pela Lista de Furnas, documento com nomes de 156 políticos que teriam recebido recursos da empresa em 2002, é acusado de nova fraude

Preso, Nilton Monteiro não explicou a origem do dinheiro que cobra, mas diz que muitas ações se referem a serviços de consultoria (Renato weil/em/d.a press)

Preso, Nilton Monteiro não explicou a origem do dinheiro que cobra, mas diz que muitas ações se referem a serviços de consultoria

Um esquema de falsificação de assinaturas em uma série de documentos envolvendo diversos políticos e empresários foi o motivo da prisão do lobista Nilton Monteiro. De acordo com o delegado Márcio Nabaki, o lobista confeccionava títulos de crédito fraudulentos, que somados passam de R$ 300 milhões, e tem como vítimas o secretário de governo de Minas Gerais, Danilo de Castro; o ex-presidente de Furnas, Dimas Fabiano Toledo; o ex-governador e senador Eduardo Azeredo; o presidente do PSB, Walfrido dos Mares Guia, além de meios de comunicação, empresários e advogados ligados a políticos. Monteiro é apontado como o responsável pela elaboração da Lista de Furnas, com nomes políticos que teriam recebido recursos da empresa para a campanha eleitoral de 2002.

Nabaki, que apresentou o preso à imprensa nessa sexta-feira, relata que a investigação começou em 2008 a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e que só foi possível expedir o mandado de prisão quando a polícia conseguiu provar que uma assinatura de Monteiro estava falsificada. O lobista cobrava uma dívida de mais de R$ 3 milhões do advogado Carlos Felipe Amadeu. “Na data em que Amadeu assinou ele estava internado, em estado grave, no Rio de Janeiro”, detalha o delegado. Dias depois Amadeu morreu.

“Fizemos a perícia técnica e descobrimos que a assinatura não era dele. Outra perícia também constatou que na situação em que Amadeu estava não seria possível que ele assinasse o documento. Amadeu atuou como advogado de Dimas Fabiano Toledo, que foi presidente de Furnas.Além desses fatos, Nabaki afirma que quando os peritos da Polícia Civil comprovaram a fraude na assinatura, o documento “sumiu” da Sexta Vara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), onde tramitava.

O delegado também pediu a prisão preventiva de outras duas pessoas, Alcy Monteiro, que é procurado pela polícia, e Maria Maciel, presa nessa sexta-feira. Os dois assinavam como testemunhas em todas as cobranças, que foram forjadas por Monteiro, segundo a polícia.O delegado destaca que a técnica utilizada por Monteiro para falsificar os documentos é “muito sofisticada” e que pedirá a Corregedoria da Justiça para investigar os cartórios, pois existe possibilidade de fraudes nos reconhecimentos de firmas das assinaturas.

Ainda de acordo com o delegado, as falsificações serviam para “ludibriar” a Justiça e dessa maneira Monteiro conseguiria a execução das ações de cobrança. Entretanto, o delegado não deixou claro se algum político ou empresário chegou a pagar alguma quantia ao lobista. O delegado afirma que todas as vítimas de Monteiro alegam que nunca tiveram contato com ele, que será enquadrado em três tipos de crimes: estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha.

Calado Monteiro foi preso na quinta-feira, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. O advogado Willian dos Santos, ligado aos deputados estaduais petistas Durval Ângelo e Rogério Correia, estava com Monteiro no momento da prisão. Porém, o advogado diz que não representa o acusado e que apenas o acompanhava quando Monteiro levava uma denúncia à Corregedoria de Polícia Civil contra o delegado Márcio Nabaki, do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp).Monteiro não respondeu à maioria das perguntas e disse ser vítima de perseguição política. Contou que começou a carreira de lobista há mais de 30 anos e é formado em um curso técnico de análise química. Também não explicou a origem de todo o dinheiro que cobra, mas diz que muitas ações se referem a serviços de consultoria que fez para os “figurões”.

Na Lista de Furnas, da qual Monteiro é conhecido como o autor, há nomes de 156 políticos de 12 partidos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB). No total, R$ 39,6 milhões teriam saído da estatal para irrigar as campanhas. A lista foi divulgada em outubro de 2005, mas nunca teve a autenticidade comprovada.

Discreto, firme e pontual, Anastasia marca um novo estilo à frente do Governo de Minas

Discreto e pontual, Anastasia difere de políticos tradicionais

Fonte: Rodrigo Freitas

Perfil
Tucano tem Renata Vilhena, Danilo de Castro e Aécio como grandes conselheiros

Existe uma espécie de consenso de que os políticos adoram holofotes e fazem reuniões demoradas, vagas e ineficientes, do ponto de vista prático. Mas, para quem se acostumou com o estereótipo do político tradicional, o governador Antonio Anastasia (PSDB) significa exatamente a antítese desse comportamento. Discreto, o titular do Palácio Tiradentes faz de tudo para tornar sua rotina mais “eficiente” – palavra que ele gosta bastante de utilizar.

Os secretários e assessores mais próximos são unânimes ao dizerem que Anastasia é metódico, extremamente organizado e tem uma verdadeira obsessão pela pontualidade. Costuma se irritar quando é obrigado a conviver com atrasos, sejam dele mesmo – o que é incomum – ou de quem o visita na Cidade Administrativa. Se dependesse unicamente dele, nenhum evento oficial sofreria atrasos.

O governador é sempre um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair. Costuma trabalhar até 13 horas por dia. Na hora das refeições, ele tem o hábito de comer em seu próprio gabinete para ganhar tempo. Vez ou outra, segundo contam seus interlocutores, vai a um dos restaurantes da Cidade Administrativa. O tucano gosta de comida simples, e seu prato predileto é lombo assado com farofa.

EXIGÊNCIAS.No trato com os subordinados, Anastasia costuma ser firme na cobrança de metas, mas não “estoura”. A educação é uma de suas características mais marcantes. Secretários de Estado, por exemplo, precisam ter informações “na ponta da língua” em reuniões de definição e cobrança de metas. Anastasia não tem paciência com explicações vagas e prolixas.

Apesar das exigências, ele costuma ser sempre bem-humorado. “O governador tem um humor muito apurado e costuma brincar com a gente em reuniões, amenizando a dureza do dia a dia”, conta Renata Vilhena, secretária de Planejamento e Gestão, que tem total confiança de Anastasia.

Na hora de tomar decisões políticas, o tucano conta com pelo menos três grandes conselheiros: o ex-governador Aécio Neves, seu padrinho político e hoje amigo particular, o secretário de Governo, Danilo de Castro, e Renata Vilhena.

Uma curiosidade é que o governador, que lecionou direito administrativo na UFMG por muitos anos, é, ainda hoje, chamado de professor por seus assessores. O próprio Antonio Anastasia já confidenciou que gosta de ser chamado assim.

Desde cedo, segundo contam amigos, Anastasia demonstrava vocação para a administração pública. O vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), destaca sua “competência administrativa”. “Se faltava-lhe o referendo das urnas, esse ocorreu de maneira consagradora”, afirma Pinto Coelho.

Vida pessoal
Tucano não deixou de rever os amigos
Os amigos mais próximos do governador Antonio Anastasia afirmam que o sucesso político das últimas eleições não subiu à sua cabeça. Eles destacam que sua simplicidade permanece e que, mesmo com a rotina agitada de governador, ele encontra tempo para rever amigos de faculdade.

“Quando o nosso grupo do curso de direito se reúne, ele deixa de ser o governador Anastasia para ser o Antonio que a gente conheceu muitos anos atrás”, conta a advogada Célia Pimenta, que foi colega deAnastasia na universidade. Ela explica que o grupo de amigos da UFMG se reúne, ainda hoje, de duas a três vezes por ano e que, raramente, Anastasia deixa de comparecer.

Célia também destaca a obsessão por pontualidade do governador. Ainda jovens, os dois e um grupo de mais quatro amigos resolveram montar um escritório de advocacia. Com pouco dinheiro no bolso, eles compraram apenas três mesas para seis pessoas. Quem chegava primeiro ficava sempre com as mesas.Anastasia sempre estava na melhor posição do escritório porque chegava às 7h. (RF)

A “mineiridade” é sempre uma expressão que está no repertório de Antonio Anastasia. Ele faz questão de cultivar as tradições e é muito apegado à família. Os amigos próximos dizem que ele, mesmo com a agenda cheia, não consegue passar um longo tempo sem visitar a mãe, dona Ilka.

Em seu gabinete na Cidade Administrativa, Anastasia tem diversas imagens de santos ? algumas que ele ganhou de presente ?, reforçando o tradicionalismo e a religiosidade mineiros. Outro traço do governador é a fala carregada de sotaque. Não é raro ouvi-lo soltando um “uai”. (RF)

Danilo de Castro aponta “soberba e arrogância” de Patrus Ananias e cobra do PT posição sobre denúncias que envolvem Hélio Costa

Coordenador da campanha de Anastasia diz que Patrus deve explicar uso da caneta pelo governo federal e as denúncias envolvendo Costa

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

O coordenador da Coligação Somos Minas Gerais, Danilo de Castro, respondeu nesta terça-feira (21/09) às declarações feitas pelo candidato a vice-governador na chapa do PMDB, Patrus Ananias, lançando suspeições sobre os prefeitos do PT e do PMDB que anunciaram publicamente apoio à reeleição do governador Antonio Anastasia. Danilo de Castro disse que falta seriedade nas insinuações feitas por Patrus, que afirmou que os prefeitos foram “cooptados” pelo governo do Estado. Castro acrescentou que o governo federal é que tem exercido grande pressão sobre os mineiros em busca de apoio para seus candidatos.

“Falta seriedade nas declarações feitas pelo candidato Patrus Ananias. Ao invés de ter a humildade de fazer uma auto-crítica, reconhecendo a possibilidade dos mineiros não terem sobre o governo do Estado a mesma opinião que ele, o candidato, que sempre se disse tão cristão, incorre em dois desvios: o da arrogância e o da soberba, ao insistir na tese de que ele, só ele, é o dono da verdade. Falar em pressão por parte do Palácio da Liberdade, quando todo o Governo Federal exerce a enorme pressão que está exercendo em Minas, é uma ironia. Falar que temos o poder econômico, quando a imprensa nacional denuncia diariamente o uso irregular da caneta do governo federal em favor dos seus candidatos, é uma brincadeira. A fala de Patrus é desrespeitosa até com seus próprios companheiros de partido. Patrus está enganado: ele não está disputando a eleição contra o Palácio da Liberdade; ele está disputando a eleição contra a realidade. A pergunta que não quer calar é: porque Patrus e o PT de Minas se silenciam sobre todas as? Acho que os mineiros deveriam saber o que Patrus pensa sobre a gestão do ex-ministro das Comunicações, sobre os diversos escândalos nos Correios, os recursos não contabilizados da campanha e, na última semana, sobre o empresário que denunciou ter sofrido extorsão para doar recursos para a campanha dele e de Hélio Costa em Minas Gerais.”